Crítica | Continuum – 1X05: A Test of Time

Há uma espécie de conflito-incógnita acontecendo em Continuum. Desde o episódio passado, a ideia de que o viajante no tempo altera os acontecimentos do futuro através de seus atos no presente está sendo posta como algo de grande importância para o futuro da série. No atual episódio, vemos uma abertura para os paradoxos dessa viagem, porém, sem nenhuma resposta.

Pelo que li e entendo dos paradoxos da viagem no tempo, estou realmente curioso para saber o que Simon Barry nos reserva como explicação, dentro da mitologia da série. Desde o episódio Piloto Alec já havia explicado para Kiera as possibilidades de sua viagem no tempo: ela poderia estar vivendo parte da própria linha do tempo do futuro, logo, essa viagem faz parte dessa linha do tempo; ou poderia estar em uma viagem de alteração do próprio futuro, logo, tudo o que ela fizesse nesse universo sofreria consequências mais adiante (particularmente não concordo em nada com essa teoria, mas eu ignoro isso só para poder curtir melhor a série). Qual dessas duas versões se revelará a linha corrente de Continuum?

Em A Test of Time, temos um excelente prólogo que remota a 2077 e nos mostra o ataque do Liber8 à sede das Corporações. Efeitos especiais críveis e interessante ligação com o episódio é algo a ser destacado logo de início. O bom contraste criado é que no tempo presente (2012), o grupo começa a agir com bastante violência para conseguir seus objetivos, mas a chegada atrasada de Edouard Kagame muda por completo a estratégia da organização. A partir desse ponto eles passam a optar pelo uso da ciência e tecnologia para vencerem seus inimigos. Sinceramente, é algo que faz mais sentido, uma vez que a grande briga do Liber8 é contra instituições que só serão criadas em algumas décadas, portanto, a ação violenta do grupo como mote principal não condizia com a luta ideológica – mesmo assim, o uso da violência persiste, como aconteceu com o assassinato da inocente Lilly e da avó de Kellog.

Nesse ponto, é necessário trazermos à tona mais uma vez a questão do paradoxo na viagem do tempo. Quando a avó de Kellog é morta, nada acontece com ele. Supunha-se que ao ter sua avó morta no presente, ele também deveria deixar de existir, porque seu passado foi alterado. Como ele continua vivo, espera-se que no próximo episódio, ou ao menos no Finale, tenhamos uma explicação satisfatória ao menos para os eventos que temos em pauta. Afinal de contas, em que teoria de viagem no tempo as personagens de Continuum estão vivendo? Se estão aqui para mudar o futuro e não vieram sem ajuda de alguém importante (provavelmente Alec), qual é o verdadeiro interesse e onde isso vai parar?

O episódio foi centrado unicamente nessa ideia de alteração do futuro a partir de atos do presente. Até a trama B, geralmente lançada para a parte policial, estava ligada ao núcleo do capítulo. Chegamos aqui à metade da temporada e percebemos que a trama ganha uma forte projeção para o futuro. Os problemas nesse episódio não deixaram de ter o toque do particular, mas são mais burocráticos, há um cimento narrativo muito interessante que firma cada um desses pontos no sentido geral da trama. Só achei a exposição do Alec muito solta nesse episódio. Desde quando ele ajuda no curral? De todo modo, penso que a metade restante da temporada vá trabalhar energicamente em uma série de direções que sustentem a qualidade desse ano de abertura do show e desperte o interesse dos fãs para a segunda temporada.

LUIZ SANTIAGO (Membro da OFCS) . . . . Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.