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Crítica | 13 Reasons Why – 1ª Temporada

por Guilherme Coral
231 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 2,5

  • Contém spoilers.

Nos últimos anos, temos observado uma louvável política de conscientização em relação à depressão e outras doenças psicológicas. Embora o caminho pela frente para que todos enxerguem essa questão com clareza ainda seja longo, existe uma maior liberdade para expressar o que sentimos ou “simplesmente” o que não sentimos em momento algum. Evidente que isso é fruto das taxas alarmantes de suicídio de jovens e não somente adolescentes, por mais que esse seja um dos mais difíceis períodos que percorremos, muitas vezes, definidor de todo o nosso futuro. Contudo, essa tomada de consciência (muito tardia) não significa que tudo esteja bem, muito pelo contrário – a política existe, mas o “vai passar”, “é só uma fase” e coisas do tipo continuam no vocabulário da grande maioria das pessoas, abafando o grito, muitas vezes silencioso, de quem tenta, de sua própria forma, pedir ajuda.

13 Reasons Why aborda justamente esse assunto, trabalhando com temas como a falta de empatia, o bullying, a misoginia e a violência sexual como impactos na vida de alguém, mostrando como a mais (aparentemente) inofensiva brincadeira e o mais repugnante dos atos pode desencadear o ápice do isolamento, capaz de nos fazer sentir completamente sozinhos no mundo a tal ponto que nada mais importa. Dito isso, a série original da Netflix configura-se como mais uma forma de fazer todos enxergarem, de pensarem em como suas atitudes podem destruir os outros das maneiras mais íntimas possíveis. É um seriado feito para que todos vejam e não para quem sofre com tais problemas ou similares, visto que conta, sim, com gatilhos, que podem nos levar para um lugar mais escuro. A intenção de explicitar tais sensações, porém, está misturada não somente a problemas estruturais da própria narrativa, como a posicionamentos problemáticos da equipe de roteiristas, que segue por uma via maniqueísta focada na culpabilização.

A trama acompanha Clay Jensen (Dylan Minnette), um adolescente ainda no ensino médio, cuja amiga, Hannah Baker (Katherine Langford), acabara de se suicidar. Inesperadamente, ele recebe, poucos dias após o ocorrido, uma série de fitas cassetes contendo gravações da menina, revelando, em suas próprias palavras, os treze motivos que a levaram a tirar sua própria vida. Cada uma dessas fitas traz os nomes dos responsáveis a levá-la por esse caminho, relatando com clareza as situações traumáticas pelas quais a garota passou. Clay entra, então, em uma jornada angustiante repleta de revelações enquanto sofre com as dores de sua amiga e com o fato de ele próprio estar em uma dessas gravações, sem saber o porquê.

Em razão do contexto em que tais fitas foram gravadas, podemos entender a postura de Hannah em relação àqueles que contribuíram para seu desmoronamento: ela estava profundamente destruída e encontrou uma forma de colocar tudo isso para fora em fitas. O grande problema está na forma como os roteiros lidam com essa questão, colocando a culpa diretamente nesses indivíduos, transformando essa em uma história de vingança que passa a ideia errada para o espectador. Atos como o bullying, violência sexual e outros obviamente precisam ser trazidos à tona, o silêncio não mais deve ser tolerado, mas crucificar um grupo de pessoas quando o problema está em toda a sociedade não é o caminho a ser seguido. Aqueles que cometem tais ações devem, sim, ser penalizados e precisam compreender o quão terríveis são seus atos, mas não por meio da tortura psicológica, ideia que a série insiste em transmitir – afinal, assim, o ciclo de violência, desentendimento e isolamento é apenas perpetuado.

Isso se agrava ainda mais quando levamos em consideração os próprios problemas pessoais pelos quais muitos dos personagens secundários passam. Um deles, por exemplo, tem uma mãe viciada em drogas que é completamente dominada pelos seus namorados, jamais defendendo seu próprio filho – como condenar uma vítima dessa situação sem levar em conta o que ele próprio passa? Pior: como colocar como um dos treze motivos uma amiga que se afastou quando outro dos treze é justamente o fato dessa mesma ter sido estuprada e seu namorado não fez nada? Todos aqui mostrados são vítimas de diferentes formas de violência, algumas mais discretas que outras. 13 Reasons Why, contudo, coloca Hannah como o ponto mais importante da vida dessas pessoas, fazendo-as parecer como simples monstros quando a realidade é muito mais profunda e problemática. Algumas vezes escutamos, claro, um dos personagens falando sobre como a escolha de acabar com sua própria vida foi unicamente a de Baker, mas constantemente somos lembrados que todos são culpados por isso, o que não deixa de ser verdade. No entanto, será que era preciso, também, destruir tais pessoas? Evidente que aqui não incluo o estuprador, pois essa questão é ainda mais difícil de ser lidada, considerando que as instituições buscam jogar esses atos para baixo dos panos – a necessidade de se expor alguém assim é uma realidade extrema e infelizmente presente em nossas vidas estigmatizadas pelo sofrimento que vem junto da impunidade.

O próprio protagonista, Clay, é um indivíduo que foi submetido a um extenso sofrimento ao longo dos treze capítulos do seriado e ele, aos olhos de Hannah, é inocente! O personagem que acabara de perder dois amigos é quase levado ao suicídio em virtude dessa tortura. Em termos estruturais, sua situação não melhora, visto que ele funciona apenas como um artifício do roteiro, que nos leva a essa viagem pelo passado e presente, tendo sua individualidade suprimida como um representante da menina. O texto não consegue trabalhar sua personalidade a fundo, marcando alguns pontos de seu lado sombrio e os esquecendo mais tarde.

É claro que a ideia, aqui, era mostrar que nem todos são pessoas terríveis e Jensen certamente funciona como uma figura com quem muitos de nós conseguimos nos identificar. Mas vejam como seu sofrimento em relação à perda não é tão bem explorado, Ele sente raiva, sim, mas o roteiro praticamente se esquece que ele perdera um grande amigo pouco tempo antes de Baker tirar sua vida. O isolamento do garoto é uma constante desde o início da série, mesmo nos flashbacks e isso não é trazido à tona, fazendo sua vida girar em torno das fitas, quando, evidentemente, ele já sofria muito antes disso. Mesmo seus “sonhos acordados” (mais para pesadelos) são tratados com desleixo, quando claramente afetam mais e mais a vida do protagonista. Felizmente, a excelente atuação de Dylan Minnette faz muito mais pelo personagem do que o próprio texto, minimizando alguns dos problemas.

Esse ponto é ainda mais prejudicado pelo prolongamento desnecessário da trama, algo presente em outras produções originais da Netflix. Mais de uma vez sentimos como se trechos tivessem sido incluídos em cada episódio somente para que os 13 capítulos fossem garantidos, como as incontáveis vezes que Clay para de ouvir as fitas, chegando até, em certo momento, a desistir da missão completamente, ignorando sua própria curiosidade e o medo de descobrir o porquê dele próprio ser mencionado nas gravações. De fato, o roteiro faz uso dessas “conveniências” constantemente, trocando o foco inúmeras vezes a fim de aumentar o suspense, procurando fazer o espectador se sentir mais engajado para descobrir o que cada um fez do que com a construção da queda de Hannah em si, que deveria ser, junto das dores de outros personagens, o foco da série. Temos, portanto, a sensação de que o objetivo é apontar o culpado por trás do crime e não o crime em si.

Essa pura “enrolação” é diminuída nos episódios finais, que demonstram uma agilidade muito maior, ainda que tragam seus próprios problemas, como o vilão de James Bond confessando suas ações. Por outro lado, temos, nesses momentos finais, um retrato verdadeiro de como a depressão toma conta da vida de alguém, como as sofridas memórias ganham mais força até que não sintamos mais nada. Observamos, portanto, como toda a série poderia ter sido construída, preocupando-se mais em conscientizar do que em apontar dedos. Mais uma vez devo dizer que, nessa reta final, os gatilhos demonstram-se de forma mais evidente. Portanto, se isso trouxer algo ao espectador, fazendo-o reviver dolorosas memórias, é melhor, no mínimo, ter alguém do lado ou sequer assistir o seriado. Como eu disse, ele é feito para quem precisa entender e não para quem já vive isso todos os dias.

A intenção de 13 Reasons Why de trabalhar essas difíceis e extremamente relevantes temáticas é algo cada vez mais necessário em nossas vidas, mas as escolhas tomadas pelos roteiros dos episódios trabalham contra esse enfoque, transformando tudo em uma forma de culpabilizar e não de gerar empatia. Mais do que nunca precisamos deixar qualquer tipo de violência de lado, simplesmente não podemos almejar o sofrimento dos outros, não só porque desconhecemos seus próprios problemas pessoais, como porque sabemos o que o sentimento de isolamento gera em nós. A conscientização é necessária, mas não deve ser acompanhada de uma propagação da dor.

13 Reasons Why – 1ª Temporada — EUA, 2017
Criado por:
 Brian Yorkey
Direção: Tom McCarthy, Helen Shaver, Kyle Patrick Alvarez, Gregg Araki, Carl Franklin, Jessica Yu
Roteiro: Brian Yorkey, Diana Son, Thomas Higgins, Julia Bicknell, Nic Sheff, Elizabeth Benjamin, Kirk Moore, Hayley Tyler, Nathan Louis Jackson, Elizabeth Benjamin
Elenco: Dylan Minnette, Katherine Langford, Christian Navarro, Michael Sadler, Justin Prentice, Devin Druid,  Jillian Nordby, Miles Heizer
Duração: 13 episódios de aprox. 1h cada.

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50 comentários

Andries Viljoen 27 de maio de 2017 - 19:05

A serie pode ser um catalisador para ajudar os adolescentes lutando com depressão e suicídio. Desde que seja feito com bom senso.

Responder
Thiago_NCO 10 de maio de 2017 - 13:01

Terminei ontem. Sim, demorei. Sou meio avesso às modinhas, sabe… foi assim com Stranger Things (demorei, assisti relutante, gostei muito, mas não achei a best of the best, não). Com 13 Reaons não podia ser diferente.
Bem, acabei cedendo. Aqui vão algumas impressões meio aleatórias.

1) 13 episódios de 50/60 min é um puta exagero. Chutando um número aleatório, acho que em 8 episódios daria pra contar a história muito bem. Precisava mesmo tanto foco na subtrama dos pais da Hanna e no processo judicial? Mas, sabe como é, 13 reasons rima com 13 episódios… Que fizessem de 40 minutos então!! Mas, sigamos adiante: os 4 ou 5 primeiros são de uma enrolação de dar sono… Começa a ficar realmente empolgante lá pelo 9, com a fita da festa. Aí a história deslancha mesmo e não dá vontade de ir dormir até chegar ao último

2) O ator que faz o Clay é excelente.

3) Empatia zero pela personagem da Hannah. Episódio a episódio, reason após reason, tudo que eu via eram babaquices e crueldades típicas de adolescentes, nada que nem eu, nem você, jamais tenha visto, ou até mesmo sentido na pele, na vida real. Claro, obviamente, excetuando-se a questão do estupro. Fora isso, durante grande parte da trama, Hannah Baker me pareceu apenas uma adolescente mimizenta. Ela teve mil chances de pedir ajuda. Ela não foi até o Clay, seu melhor amigo e paixão sincera. Ela não foi até os pais, com quem tinha ótima relação. Ela procurou o conselheiro da escola (?!?!), quando já tinha o suicídio todo planejado. Será mesmo que ela queria ser impedida? Ou apenas estava justificando-se a todos ao incluir a conversa na gravação?

4) Empatia zero pela personagem da Hanna². As fitas foram só uma vingança. Ponto. Torturou o pobre Clay (que era inocente, frise-se!!)… não só ele. Alex não era maldoso, apenas um garoto imaturo. Zach, idem. Aliás, o que Zach fez de tão grave???. Ele nem jogou fora a carta, conforme Hannah afirmara. Pra mim, isso é um indício FORTÍSSIMO de que, em alguns pontos, o pessoal da escola deve ter razão (Hannah está mentindo ao afirmar X!)

5) Precisa MESMO de uma nova temporada?? Um especial de 1:30h já não amarra as pontas soltas? Alex, suicídio ou homicídio? Bryce será acusado pelo orientador? Enfim… temo 13 episódios da mais pura enrolação.

6) Agora… eu dou o braço a torcer… quando a série engrenou mesmo, lá pelo episódio 8/9, foi difícil largar. Apesar dos pesares, apesar de achar a Hannah uma mimadinha chata pra kct, foi interessante a jornada do Clay. O roteiro deveria ter explorado melhor a questão de seus problemas passados com medicamentos, acho que daria uma profundidade maior, mas enfim

Minha nota é 3. Sei que baixei o pau nestes comentários, mas, talvez contraditoriamente, foi uma boa série e deixou uma boa impressão.

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Nicolas Dias 28 de abril de 2017 - 03:07

Entre seus acertos, 13RW representa bem a vulnerabilidade do adolescente, até mesmo por fatores fisiológicos, existe uma grande flutuação emocional, as coisas podem ser muito intensas para o adolescente, e falta maturidade para lidar com essas emoções, se as vezes nem o adulto sabe lidar com situações problemáticas, imagine o adolescente. Problemas na relação entre pais e filhos é outro acerto, a série expõe, abandono parental, filho negligenciado, exposição a más influências, excesso de controle, excesso de liberdade, pais distantes que não sabem o que ocorre com o filho. Além disso, é uma série que funciona muito bem, para quem não sofre de depressão, pois permite o entendimento de quem sofre.

O principal defeito, é não dar uma saída para a Hannah, sempre que ela tenta buscar ajuda ou recomeçar, ela se ferra. Parece que na situação extrema em que ela estava, não existia outra opção. A série mostra o que os outros deveriam ter feito, mas esqueceu de mostrar o que a Hannah poderia fazer, em uma assunto delicado como esse, deixar bem claro que o suicídio nunca é uma opção é extremamente importante. No inicio a série da pinta de que promoveria a empatia e compreensão, mas logo parte mesmo para a culpabilização, isso enfraquece a mensagem. Mas para narrativa funciona, eu fiquei super curioso para saber o que o Clay fez, o que ele iria fazer com os demais porquês, e como eles reagiriam.

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MAT 2.0 18 de abril de 2017 - 02:31

Depois de Stranger Things , mais uma série da Netflix que me surpreende, eu gostei muito.

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Régis Valker 7 de maio de 2017 - 17:10

Tambem gostei muito. To ansioso pela segunda temporada.

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JBOliveiraJr 17 de abril de 2017 - 12:20

“De fato, o roteiro faz uso dessas “conveniências” constantemente, trocando o foco inúmeras vezes a fim de aumentar o suspense, procurando fazer o espectador se sentir mais engajado para descobrir o que cada um fez do que com a construção da queda de Hannah em si, que deveria ser, junto das dores de outros personagens, o foco da série. Temos, portanto, a sensação de que o objetivo é apontar o culpado por trás do crime e não o crime em si.”

Acho que aqui resume tudo. Eu gostei muito da série, batei aquela bad no final e tal. Você fica puto com os “porquês” e a gente quase não enxerga que eles também tem seus problemas – nem todos. O Clay sofreu MUITO porem meio desnecessário. Ele quase se suicida para depois saber que era inocente. Achei bem pesado isso. A Hannah poderia ter causado pelo menos mais uns 3 suicídios. Não intencionalmente, claro, mas poderia.

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Régis Valker 7 de maio de 2017 - 17:11

Sobre o Clay, ele tem problemas de ansiedade como ja foi dito, uma doença que gera muito incomodo pras pessoas.

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Thiago_NCO 10 de maio de 2017 - 13:05

Hannah mentiu (ou se enganou) sobre Zach jogar fora a carta. Pra mim, essa ponta seria interessantíssima de ser abordada pelo roteiro: Seria realmente Hannah essa vítima coitadinha? Mas não, escolheu-se o caminho mais cômodo. Pena. Espero que a segunda temporada (já que vai ter mesmo…) foque nisso.

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Thomas Mikhailovich 14 de abril de 2017 - 13:24

Discordo quanto o autor da crítica diz que a série penaliza um grupo de pessoas em vez da sociedade. O enredo não crucifica os amigos de Hanna. Só demonstra o quanto somos omissos em determinadas situações. O individualismo de um, aliado ao bullyng, a rejeição e aos abusos verbais e sexuais foram cruciais para fazê-la se matar. Entretanto, a série também mostra que a Hanna foi fraca, e eu acredito que a mensagem que 13 Reasons Why passa é muito importante em uma época que o suicídio se faz tão presente. A cena da banheira, por exemplo, como o próprio autor do livro justificou, apesar de ser um pouco forte, foi arrematadora para mostrar a faceta cruel do suicídio. Além disso, o modo que os amigos da Hanna encaram a morte dela serve de motivação para que possamos nos atentar as pessoas ao nosso redor.
Não acredito que por tudo isso, a série banalize o suicídio ou sirva de incentivo a ele. Na verdade é justamente o contrário, e, por isso, 13 Reasons Why me encantou tanto.

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Marcelo Victor Nigri 13 de abril de 2017 - 22:34

A cada dia que passa, mais quero acompanhar as críticas desse site. Além de sempre muito bem embasadas, possuem uma escrita bastante fluida e consistente. Apesar dessa série ter me entretido no começo, não estou conseguindo terminá-la, simplesmente porque perdi a capacidade de sentir empatia pela personagem. Muito maniqueísmo, muitas cenas desnecessárias e um desenvolvimento pobre das personagens. Se quiserem ver algo que realmente trate de dramas escolares com maestria, recomendo o filme “The Breakfast Club”, ou “O Clube dos Cinco”. Embora seja um filme dos anos 80, é muito mais atual e consegue fazer em 1h37min o que uma série inteira não conseguiu em 13h: contar uma história.

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Elton Pereira 5 de maio de 2017 - 17:36

Compartilho do seu sentimento, Eu assisti os primeiros 5 capitulos, depois mais dois num sufoco danado. Perdi total a empatia com os personagens principais e havia uma enrolação típica pra ganhar tempo e fazer a série ter a duração desejada. Começa a ficar mais interessante nos três ultimos capítulos.

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Thiago_NCO 10 de maio de 2017 - 13:07

O começo também empurrei goela abaixo. Fica interessante no meio, e no final se torna impossível largar. Mas 13 episódios de 50/60 min é uma enrolação monstruosa. Desnecessário. As subtramas dos pais da Hannah e do processo judicial também foram abordadas demais.

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JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 14:51

Cara, discordo de muita coisa que você disse. Você diz que não é certo culpar os indivíduos envolvidos, e que contribuíram pro acontecido na série, e que o problema está em toda a sociedade, mas se a intenção fosse responsabilizar cada membro da sociedade seria injusto, quando apenas aquele núcleo cometeu erros, que não afetaram somente a hannah. E depois você falou que eles devem enfrentar as consequências, mas que isso não deve ser feito através da tortura psicológica, mas é quase disso que as consequências se tratam, os personagens que fizeram as piores coisas sofrerão um peso psicológico maior, no final da série ficou claro que a personagem principal não estava sofrendo apenas pelo que fizeram com ela. Quanto a ser enrolado, confesso que mal percebi, fiquei entretido do começo ao fim, mas acho que a razão de ser assim foi pra desenvolver cada perspectiva da série e por causa da confusão do clay.

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Maitê 8 de abril de 2017 - 00:11

Concordo com a “pura enrolação”, não havia a necessidade de 13 episódios bastava apenas desenvolver a trama em torno de Hannah e Clay a partir de cinco personagens. E só. Há ótimos personagens como Jessica, Justin, Tony, Alex (favorito), Courtney e o repulsivo Bryce e há outros mal aproveitados como Skye (a filha de Kevin Bacon). Sheri, Tyler, Marcus e Zach apenas fizeram parte da enrolação. Afinal as consequências do bullying virtual, o estupro e a horrível sensação de não fazer parte da “turma” já seria bem matador.

Não vejo Hannah como a rainha do drama, apenas uma garota que queria ser aceita e as gravações em K-7 como o diário de uma adolescente “com voz”.

E Alex, o garoto sim-senhor-não-senhor é na minha opinião uma das grandes falhas quanto ao desenvolvimento do personagem, afinal o que tanto atormentava o filho do policial para levá-lo ao suicídio? Apenas a culpa? Na verdade, durante todos os episódios me vieram a mente as lembranças do tempo de escola: o primeiro baile, o primeiro beijo, o primeiro porre (licor de menta) e os encontros na garagem para brincadeiras, tais como beijo-abraço-aperto-de-mão, por isso apesar das falhas muito bem levantadas na crítica ainda assim eu AMEI a série.

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JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 14:58

Eu achei a crítica meio injusta, o único defeito da série é a enrolação, que até ajudou o desenvolvimento, e dá facilmente pra se esquecer disso graças ao roteiro e as atuações. Acho que o alex tinha bons motivos para se matar, mas quais são as chances de, na verdade, o tyler ter matado ele?

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Maitê 10 de abril de 2017 - 19:16

Fiz uma nova maratona da série e não considero a enrolação como um aspecto negativo, na verdade me apaixonei pela série. Em uma “segunda leitura”, você consegue perceber melhor a participação de cada um dos envolvidos, principalmente, do orientador escolar, Mr. Porter, já que ele era o único adulto ciente dos abusos que Hannah vinha enfrentando.

Agora, gostaria de fazer uma teoria da conspiração caso houvesse uma segunda temporada (a Selena Gomes está trabalhando nesse sentido) que é: Alex não era abusivo, por isso não acredito que Tyler fosse matá-lo, acho que Tyler poderia vir a ser um desses franco-atiradores juvenis. E quanto a Alex, que me pareceu o que mais sofreu com a culpa pela morte de Hanna, ele não suportaria, retornar para a escola depois do pai dar um jeitinho para que ele não fosse depor.

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JJL_ aranha superior 10 de abril de 2017 - 20:33

Pode ser, a segunda temporada poderia começar mostrando isso na abertura.

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ROGER JANSEN BASCHI 7 de abril de 2017 - 12:57

Só ouvi coisas boas sobre está série !! Vou encarar uma maratona hoje !!

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JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 14:59

Eu pessoalmente amei, e não é só por gosto pessoal, a série possui muitas qualidades.

Responder
Régis Valker 8 de maio de 2017 - 01:33

Infezlimente ou felizmente, nao sei dizer, minhas criticas sobre series e filmes sao bem diferentes das ideias do Guilherme ( que escreveu a critica). Achei serie fenomenal!!

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gauderio 7 de abril de 2017 - 01:31

Prefiro Merlí!!!Os adolescentes retratados nesta série são mais inteligentes e menos retardados.
Clay chega a ser retardado e Hanna além de ser chata as pessoas ao redor são insuportáveis e tudo está ruim para ela, ela não encara as dificuldades. Melhores personagens: Tony e Sky ( é zoado em aula, mas enfrenta, nunca sai de vítima na história ). Cheguei a dormir em alguns episódios de tão arrastada que é.

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JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:03

Onde a hannah é chata? E não acho que seja defeito mostrar que alguns dos outros personagens são insuportáveis foi a principal intenção da série, porque foi graças aos atos deles que a hannah ficou deprimida.

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Britto 6 de abril de 2017 - 20:48

Acho que a série falhou na quantidade de episódios. Concordo com a crítica sobre isso. Tornou alguns episódios arrastados, com situações que não acrescentaram em nada à narrativa.
Mas discordo da nota final, assim como discordo que a série tenta culpar alguém. É óbvio que cria-se um suspense em cima do motivo de cada um, mas essa é uma das propostas iniciais, está até no titulo… Outra, que acho que foi bem cumprida, seria uma conscientização, ou pelo menos um alerta, para cuidarmos melhor daqueles que nos rodeiam. Porque o que é só “drama” para uns, pode ser motivo para o fim de outros.

Responder
JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:03

Verdade.

Responder
Felipe Lima 6 de abril de 2017 - 18:21

É uma série “marromenos”, convenhamos, mas eu fiquei preso nela porque queria saber o conteudo das fitas… A ideia é boa, mas saiu meio enrolado… Dou 3 estrelas

Responder
Cesar 6 de abril de 2017 - 09:36

Gostei da critica e principalmente da avaliação!hahahahahhaha, tá chato ver todo lugar dando nota máxima numa série que não entrega nem metade disso. criou-se um hype que totalmente eu não consigo entender, assisti a série toda mais por teimosia do que por gostar.
a tortura que Hannah faz com Clay é algo absurdo, ela bem dizer acaba com ele mentalmente pra dizer na 11ª que ele não fez nada! poxa! hahahahahha
A série tem seu mérito por cuidar de um assunto tão delicado, mas por mim, o mérito fica somente aí.

Responder
JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:08

Ela não torturou ele, ele que sentiu mal por ela, porque se importava, quem disse que ele matou ela foi o tony.

Responder
Ricardo Negreiros 6 de abril de 2017 - 01:58

Acho que as pessoas estão mais preguiçosas a cada dia que passa. Espero que saibam ao menos que existe um livro, desde 2007, que conta a história na qual a série se baseou. Muito foi acrescentado, várias situações, personalidades e coisas foram mudadas. É quase uma releitura. Mas o modo como Hanna narra a história não. Hannah não quer vingança, e ela também não é a rainha do drama. Ela não mentiu, nem aumentou a história em momento algum, como houve momentos em que a série nos fez pensar isso. Ela só queria que os responsáveis parassem e pensassem no que fizeram. Não houve processo, nem consequências legais no livro. É pedir demais? É pedir demais que todos os babacas que tornaram a sua vida um inferno percebam e admitam isso? Achei a inserção de todo aquele background dos envolvidos desnecessário. Quase como justificativas. Nada justifica. Nada.

Responder
JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:10

Não foi justificativa, a série deixa isso bem claro nos momentos de vilania dos personagens que sofreram, e depois acabaram com a hannah.

Responder
Anderson Rocha 6 de abril de 2017 - 00:27

“O grande problema está na forma como os roteiros lidam com essa questão, colocando a culpa diretamente nesses indivíduos, transformando essa em uma história de vingança que passa a ideia errada para o espectador.”
Embora a série tenha seus problemas sim, como por exemplo ser longa, a questão de “culpar” na minha opinião não foi um deles.

A narrativa feita por Hannah nas fitas passa essa sensação de querer culpar os 13. Entretanto, os roteiristas fizeram um bom trabalho em apresentar detalhes da vida pessoal de cada personagem secundário fazendo exatamente com que a pessoa que está assistindo perceba que há dois pontos de vista da história: a visão de Hannah sobre o que houve com ela e a visão geral de como é a vida de cada personagem, diminuindo assim a sensação de culpa e aumentando a esperança de que cada personagem receba a ajuda que precisam.

Gostei muito da crítica mas acredito que o ponto que mais curti da série (que é exatamente o fato de por um lado você culpar os personagens, logo em seguida você se vê obrigado a repensar sobre o pq do personagem ser daquela forma) foi o que é colocado como problema. Se a série fosse somente o ponto de vista de Hannah culpando os 13, seria apenas mais um drama cruel e lento sobre um assunto delicado.

Responder
JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:13

Também achei interessante o fato do personagem mais errado, o bryce, ser o que tinha menos problemas na vida, ele é um dos poucos de quem a gente não tem a menor simpatia.

Responder
Laila Santos 3 de maio de 2017 - 01:10

Concordo,o Bryce é um fdp completo,no começo achei q o “mandante” da trupe fosse o Justin,no final da season vi q assim como a Hannah,o Justin tbm era uma vítima,de certo modo.
de tds os personagens,o Bryce foi que eu menos senti empatia (pra dizer a verdade,eu odiei ele)

Responder
Rafa Silveira 5 de abril de 2017 - 23:45

Lembro de ter lido um texto um tempo atrás, não lembro onde, que essa ideia da Netflix de diversificar e lançar/produzir um sem número de séries anualmente iria arrebentar com a qualidade. Dito e feito. É exatamente isso que vem ocorrendo.
Mesmo as séries consolidadas como House of Cards vem sofrendo com a qualidade dos roteiros. A quarta temporada foi muito boa, mas aquém das anteriores. O baque lá não foi tão forte, mas aconteceu.
Demolidor sofreu. As demais do universo, mesmo as que gostei, também não foram no mesmo nível da abre-alas.
Unbreakeable Kimmy Schmidt, Marco Polo, The OA, Bloodline e várias outras, mesmo quando boas, não atingem o mesmo patamar inicial.
Fora os erros feios como Flaked, The Ranch (sem graça pacas, não sei como vai pra season 3), Between…
Depois do hype exagerado (na minha visão) em cima de Stranger Things, eu já fiquei com o pé atrás quando vi o alvoroço em cima dessa. Não consegui passar do primeiro episódio.

Responder
Lucas 7 de abril de 2017 - 09:09

eu gostei de Flaked :|, no mais concordo

Responder
Rafael Gardiolo 5 de abril de 2017 - 21:49

Não vi a serie, mas estou Decepcionado… Cade a rage nos comentários?

Responder
Homem-Pipa 5 de abril de 2017 - 21:13

Opa, é essa a nova modinha ?

Responder
JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:18

As “modinhas” da netflix geralmente são muito boas.

Responder
Caio Felipe 5 de abril de 2017 - 21:01

Vocês salvaram tempo meu de estudo me fazendo evitar perder tempo vendo essa série, depois de The OA e de Iron Fist, eu venho desistindo de séries da netflix, pois parece que a preguiça vem tomando muito espaço dos roteiros…

Responder
Guilherme Coral 5 de abril de 2017 - 21:06

Não cheguei a assistir The OA ainda, mas Iron Fist também me decepcionou. Mas não desiste da Netflix não, House of Cards, The Crown, Orange estão aí ainda!

Responder
curiosa gospel 6 de abril de 2017 - 21:31

Netflix é superestimada, tá certo que tem suas boas séries, mas pra quem ver conteúdo não original da mesma, a maioria das séries e filmes chega depois que já estiveram nos canais pagos

Responder
Lucas F 15 de abril de 2017 - 19:57

Claro né, a Netflix tem contrato pra passar as séries, e os donos só deixam passar depois que já acabou, ou você acha que esses canais iriam querer perder audiência?

Responder
curiosa gospel 16 de abril de 2017 - 16:58

por isso mesmo que não axo que netflix substitui tv paga

JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:19

Não é o caso dessa.

Responder
Luiz Santiago 5 de abril de 2017 - 19:55

Prepare-se para ter até a sua 13ª geração amaldiçoada pelos fanboys e girls dessa série! É uma legião!

Responder
planocritico 5 de abril de 2017 - 20:29

Eles vão se juntar aos fanboys de Power Rangers e farão piquete em frente à casa do @guilhermecoral:disqus !

E eu passo o endereço para quem quiser, HAHHHAHAAHAHAHAHAHAHAAH

– Ritter.

Responder
Luiz Santiago 5 de abril de 2017 - 21:25

HAHAHHAHAHAHHAAHHAHAHAH nunca foi tão fácil se livrar de um CRÍTICO ARROMBADO BOSTA LIXO PREPOTENTE DO CARALHO!!! https://uploads.disquscdn.com/images/680acfb82396e2f2b30f62afec7da03c2c9c30d08cfc63cc12d9e5799a66fed5.jpg

Responder
JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:21

Opa, poderia me passar? Kkkkkk

Responder
Guilherme Coral 5 de abril de 2017 - 21:07

Olha a ridícula jogando praga…

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JJL_ aranha superior 9 de abril de 2017 - 15:20

Pois é, uma série boa consequentemente vai ter fãs que a defendem.

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