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Crítica | À Espera de Um Milagre

por Rafael Lima
1568 views (a partir de agosto de 2020)

A carreira de Frank Darabont foi fortemente influenciada por Stephen King. O primeiro trabalho de Darabont como diretor, o curta metragem The Woman in The Room, foi baseado em um conto do autor. Em 1994, o cineasta já havia comandado o seu primeiro longa-metragem para o cinema, o excelente Um Sonho de Liberdade (também baseado na obra de King), ganhando reconhecimento crítico. Enquanto procurava um próximo projeto, o próprio Stephen King falou a Darabont sobre o seu próximo livro, que tratava de um homem com poderes milagrosos no corredor da morte. O autor acreditava que Darabont seria o homem perfeito para dirigir uma adaptação, mas este ficou relutante em realizar “mais um filme de prisão”. Meses depois, após ler o romance publicado, Darabont mudou de ideia e comprou os direitos da obra. O resultado é um dos filmes mais emocionantes dos anos 90, e uma das melhores adaptações já feitas de Stephen King.

Na trama, em 1935, Paul Edgecomb (Tom Hanks) comanda o pavilhão do corredor da morte em uma penitenciaria da Lousiana, chamada por ele e por seus colegas de “Milha Verde”, devido a cor do piso. Quando o corredor recebe um novo prisioneiro, John Coffey (Michael Clarke Duncan), um homem enorme condenado à cadeira elétrica por estuprar e assassinar duas menininhas, Paul passa a ficar intrigado por não ver como um homem absolutamente pueril e gentil como Coffey poderia ter cometido tal crime. Quando John começa a manifestar milagrosos poderes de cura, as dúvidas de Paul apenas aumentam.

Escrito pelo próprio Darabont, À Espera De Um Milagre é um filme que não tem pressa em construir o seu universo. Após um prólogo onde um envelhecido Paul (Dabbs Greer em seu último papel) é convencido por uma colega da casa de repouso onde se encontra a contar por que se emocionou ao assistir a uma exibição do filme O Picolino, somos levados ao ano de 1935, onde se passa a maior parte da obra. Durante a primeira hora de seus 188 minutos, o roteiro se dedica a mostrar como é a rotina da “Milha Verde”; quem são os homens que trabalham sob o comando de Paul, qual a filosofia de trabalho que ele emprega, quem são os prisioneiros… enfim, mergulhamos de cabeça nesse mundo, quase como se fôssemos mais um dos guardas. Só depois de nos apresentar de forma detalhada o microverso da Milha Verde, é que Darabont começa a desenvolver a trama propriamente dita. Esse tempo é importante para que entendamos as relações construídas entre os personagens, estando a anos-luz de ser chato ou monótono devido ao carisma das figuras que a obra apresenta.

Uma das vitórias tanto do roteiro de Darabont quanto de sua direção é como ele consegue transformar um cenário mórbido como um Corredor da Morte em um ambiente relativamente amistoso, embora a eminência da morte nunca seja esquecida. O texto é inteligente por não detalhar por que cada um dos prisioneiros está ali, exceto aqueles cujo passado é relevante para a trama, pois aquilo que os condenados fizeram já não importa mais. Eles estão ali e vão morrer, e como se comportam diante do fim é o que importa. A harmonia da Milha Verde é quebrada apenas pelas presenças de Percy (Doug Hutchison) o sádico guarda da prisão que se interessa apenas pelo sofrimento dos condenados, e de Wild Bill (Sam Rockwell), o mais recente prisioneiro do Corredor da Morte, disposto a causar o máximo de problemas possível antes de sua execução.

Nas mãos de um diretor descuidado, um filme com uma carga emocional tão forte poderia facilmente descambar para o melodrama barato. Mas Darabont crê na força de seus personagens e na conexão do público com eles, não apelando para trilhas sonoras estridentes nos momentos de maior intensidade dramática. O cineasta é habilidoso em circular entre diferentes tons ao longo do filme, como a comédia e o suspense, mas que nunca se sobrepõem ou deslocam a proposta dramática e intimista da obra. O longa também possui uma série de subtextos interessantes sobre religião e preconceito, que embora claros, nunca se tornam excessivamente didáticos.

O brilhante elenco que Darabont reuniu foi peça fundamental para tornar À Espera De Um Milagre uma obra tão memorável. O já falecido Michael Clarke Duncan fez por merecer a indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante que recebeu por esse filme. Duncan cria um contraste maravilhoso entre a imponência física intimadora de seu personagem, com uma inocência infantil que nos diz que esse homem não seria capaz de machucar uma mosca. A intensidade e a transparência que o ator coloca nos olhos de John em cada cena é arrebatadora. A belíssima cena em que ele assiste ao número Cheek To Cheek do clássico O Picolino é de dar um nó na garganta do público.

Tom Hanks também concede uma humanidade incrível para Paul, tendo uma atuação mais sutil, mas não menos impressionante que a de Duncan. Hanks vive o protagonista como um homem essencialmente justo, que se esforça para ser o mais gentil e humano possível com os condenados sob a sua guarda, mas que também sabe ser duro quando necessário. A crise de consciência a que Paul é submetido à medida em que passa a ter mais dúvidas da culpa de John, que se mostra um “milagre” em muitos sentidos, é perfeitamente transmitida pelo ator, em um de seus trabalhos mais marcantes. Destaco ainda a ótima atuação de David Morse como Brutus, o melhor amigo de Paul; Doug Hutchison como o abusivo guarda Percy, e Sam Rockwell, que está perturbador como o psicótico Wild Bill.

Este filme foi a prova definitiva do quanto Frank Darabont entende o universo de Stephen King, criando um mundo absolutamente crível e corriqueiro (apesar da mórbida presença da morte), para então inserir o elemento fantástico, que apenas reforça a humanidade de seus personagens. Á Espera De Um Milagre é um dos grandes dramas da década de 90, capaz de envolver os corações mais duros em pura emoção, e cuja longa duração sequer é sentida. Uma obra que eu chamo de “Filme Completo”, por ser capaz de fazer chorar, rir, provocar alguns arrepios (sim, me refiro à cena da esponja seca), e nos deixar com um nó na garganta. É curioso que apesar de Stephen King ser considerado o Mestre do Terror, muitas das adaptações mais memoráveis de sua obra são justamente aquelas dedicadas às suas criações de caráter mais dramático e intimista, como pode ser comprovado por esse maravilhoso filme de Frank Darabont.

À Espera De Um Milagre (The Green Mile), Estados Unidos. 1999.
Direção: Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont (Baseado em Romance de Stephen King)
Elenco: Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse, Bonnie Hunt, James Cromwell, Jeffrey DeMunn, Barry Pepper, Doug Hutchinson, Michael Jeter, Graham Greene, Sam Rockwell, Patricia Clarkson, Harry Dean Stanton, Bill McKinney, Brent Briscoe, Gary Sinise, Rachel Singer, William Sadler, Dabbs Greer, Eve Brent.
Duração: 188 minutos.

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25 comentários

Robson Costa 27 de novembro de 2019 - 15:51

Comprei o livro hoje. Tenho o filme há alguns anos, mas nunca assisti. Vou ler o livro é ver o filme logo em seguida ao término do livro.

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Rafael Lima 30 de novembro de 2019 - 15:38

Espero que goste, Robson. Nunca li o livro, mas o filme é soberbo.

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the rálk 18 de novembro de 2019 - 11:50

Acho interessante que no caso desses dois filmes “À espera de um milagre” e “Um sonho de Liberdade” o título em português traduz bem mais a essência das obras do que o título original, pelo menos na minha opinião

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Rafael Lima 27 de novembro de 2019 - 23:40

Concordo. Os dois estão nos raros casos em que acho a tradução melhor que o título original.

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Diogo Maia 21 de junho de 2019 - 00:20

Na minha opinião, o filme é uma alegoria da vida de Jesus. Um homem com poderes de cura e clarividência é condenado e morto e, apesar de saber que é inocente, aceita a morte após ver todo o mal e sofrimento do mundo. A cruz é a cadeira elétrica e os policiais, os romanos. Como sou ateu, talvez eu tenha entendido a mensagem da maneira errada, mas até a cena da execução possui o público que está ali para condenar e julgar, tal como na passagem bíblica da crucificação. Por fim, o personagem do Tom Hanks precisa pagar pelos seus pecados, tal como qualquer cristão.

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Rafael Lima 22 de junho de 2019 - 13:38

Acho que sua leitura faz todo o sentido, Diogo. E sendo o King um autor declaradamente cristão que muitas vezes usa alegorias religiosas em suas obras, não é de se surpreender. Mesmo as iniciais do John Coffey (JC) são as mesmas de Jesus.

Valeu por ler e comentar, Diogo.

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Brunno Hard 🎈 19 de junho de 2019 - 23:02

Parabéns por essa belíssima crítica, Rafael Lima. Aplausos pra você.

Verdadeiramente, “The Green Mile” é um filme maravilhoso. Juntamente com “The Shawshank Redemption” (Um Sonho de Liberdade), estes dois filmes definem o grande cinema americano. Ambas as obras são engenhosas em sua concepção – elogios ao Frank Darabont e ao mestre Stephen King – que realmente provocam mais do que apenas entretenimento. Isto não é “ars gratia artis” (a arte pela arte); é arte para o bem da humanidade; por retratar histórias brilhantes que se concentram em interações humanas nos locais mais desumanos. Se alguém se deparar com esse meu comentário, entenda que há poucos filmes semelhantes de cortar o coração por aí. Outros até podem forçar um pouco mais e eu até concordo. Mas estes dois se destacam entre os demais, e isso é indiscutível.

Se você é um entusiasta do cinema e que não viu esses dois filmes que citei até agora, ou se você está apenas procurando por um grande filme, não procure mais. Definitivamente, busque nas opções de streaming ou compre esses filmes em DVD ou Blu-ray, pois eles são verdadeiras pérolas do cinema americano.

Abraço a todos,
Brunno Hard

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Rafael Lima 20 de junho de 2019 - 00:33

Muito obrigado Brunno Hard.

Muito legal o seu comentário! De fato, “Á Espera de Um Milagre”, juntamente com “Um Sonho de Liberdade” são dois grandes filmes que exploram com grande beleza a natureza humana em seus melhores e piores aspectos. Não tem como não ser cativado por essas duas obras.

Um abraço, e muito obrigado pela leitura e pelo comentário!

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the rálk 19 de junho de 2019 - 18:41

@@disqus_wPGYD1xKX4:disqus, Você considera injusto ele ter perdido o Oscar para Beleza Americana?

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Rafael Lima 20 de junho de 2019 - 00:20

Então @disqus_1ETPah4kAb:disqus, do meu ponto de vista, o filme do Darabont merecia muito mais o premio do que o filme do Sam Mendes. E olha que eu gosto de “Beleza Americana”, mas acho “Á Espera de Um Milagre” superior em todos os sentidos. Alias, já que falamos do Oscar daquele ano, achei uma injustiça o Tom Hanks não ter sido sequer indicado naquele ano, pois ele está brilhante aqui.

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Elessar 18 de junho de 2019 - 13:13

Excelente crítica, mas só vim cometar para dizer que depois de lê-la, fiquei com vontade de assistir novamente esse filmaço! Quando o aluguei lá na época de seu lançamento, depois de assisti-lo uma vez, fui reassisti-lo com uma tia, já de idade e que hoje é falecida, ela se encantou com a estória e se emocionou demais. Tempos depois fiz minha então namorada, hoje esposa, assisti-lo também, chorou horrores!!!
Caso alguém tenha assistido esse filme e não tenha gostado é questão de se duvidar da sanidade da pessoa. Como disse o Rafael, é um filme completo e certamente um de meus favoritos ao lado do já citado Um Sonho de Liberdade e de alguns outros.

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Rafael Lima 18 de junho de 2019 - 23:42

É difícil chegar ao fim desse filmaço com os olhos secos mesmo. É o tipo de filme que a gente vê, revê, e ele continua nos emocionando quase como se fosse a primeira vez.

Valeu por ler e comentar Elessar!

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Anônimo 17 de junho de 2019 - 23:07
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Rafael Lima 18 de junho de 2019 - 23:42

Pois é. Coloquei a mesma questão pro colega abaixo. Faz mais de Dez anos desde que o Darabont dirigiu um filme (o ótimo O Nevoeiro). Tava na hora de voltar. O ultimo filme do cara foi “O Nevoeiro”, e já faz dez anos. O filme não fez dinheiro na época, mas é bem querido hoje em dia.

Decididamente, é um cara que deveria ser mais valorizado.

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quem é alfinete? 17 de junho de 2019 - 19:32

Queria que o Frank Darabont fizesse mais filmes do king, acho que ele seria perfeito pra joyland e revival (que ainda não terminei mas até agora tem sido muito “darabont”).

Sobre esse filme, mds, é algo que não só desafia, mas tbm esmaga minhas noções de mundo, eu costumo ser do tipo que não gosta de criar empatia com possíveis criminosos, mas a capacidade desse filme de nos fazer deixar isso de lado é indescritível.

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Rafael Lima 17 de junho de 2019 - 21:52

Pois é. Foi o cineasta que melhor captou o King. Por muitos anos, ele quis fazer uma adaptação de “A Longa Marcha”, outro livro do King, mas acabou não rolando. Hoje, a adaptação está para sair, mas com outro diretor.

Não li Revival, mas Joyland seria um material perfeito para o Darabont. Uma pena que ele está fora da direção há tanto tempo.

Essa questão da empatia com criminosos é algo que admiro muito nesse filme. A gente sabe que personagens como o Del, por exemplo, são culpados seja lá do que, mas a forma humanizada como o roteiro e a direção trabalham o personagem é tão sensível, que não tem como não se desarmar.

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quem é alfinete? 17 de junho de 2019 - 22:57

Psé, redenção eu acho algo muito complicado, provavelmente outro motivo pro filme não revelar os crimes de todos os personagens, além de nos fazer duvidar das nossas convicções da verdade, e do bem e do mal.

Mal posso esperar pra terminar revival, as partes que eu li eram bem envolventes e a humanidade dos personagens fariam o darabont se sentir em casa.

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Ruan Medeiros 17 de junho de 2019 - 18:46

E pensar ter ouvido tanto sobre essa obra, e só ter assistido a duas semanas atrás. Filme perfeito que lhe prende em todos os momentos

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Rafael Lima 17 de junho de 2019 - 21:37

Esse filme do Darabont é daquele tipo que nos agarra, e não nos solta até o desfecho.

Muito legal que você o assistiu recentemente.

Obrigado pela leitura, e pelo comentário!

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Carlos Souza 17 de junho de 2019 - 16:42

Critica excelente, filme excelente, vontade de assistir novamente…

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Rafael Lima 17 de junho de 2019 - 21:21

Valeu Carlos.

Esse é um filme que com certeza vale a pena rever!

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Raffiinha 17 de junho de 2019 - 14:16

Esse filme foi o primeiro a me levar aos prantos. Eu não sou de chorar em nenhum tipo de obra, por mais que fique emocionado, mas esse não deu.
Eu acabei de ler ontem “O Sol é para todos” e fazendo um paralelo, creio que essas obras abordam temas complexos como o racismo e a pena de morte com uma leveza primorosa que contrasta com o contexto violento que as envolve. Tudo se encaixa perfeitamente. É o tipo de tratamento que se dá a uma história que, mais do que emocionar, também nos leva a uma autorreflexão e a uma análise do ambiente em que estamos inseridos.
É uma obra maravilhosa e irretocável. Cinco estrelas ainda não fazem jus a esse filme sensacional.

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Rafael Lima 17 de junho de 2019 - 21:21

O filme é tudo isso mesmo. Assisti a primeira vez quando criança no SBT, e lembro nitidamente o impacto que teve em mim. Quando fui rever pra escrever a resenha, fui surpreendido pela obra ter obtido praticamente o mesmo impacto. Cinco estrelas é pouco mesmo.

Nunca li “O Sol é Para Todos”, tendo assistido apenas a adaptação. Mas de fato, as duas obras tem em comum tratar de temas super delicados com contundência, ao mesmo tempo em que criam ambientes sensíveis para o público.

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Cleison Miguel 17 de junho de 2019 - 11:38

Ótima crítica, esse filme é tudo isso mesmo… vale 5 estrelas, ainda que eu considere Um Sonho de Liberdade superior, mas esse último está acima do topo com 5+plus

Responder
Rafael Lima 17 de junho de 2019 - 13:04

Um sonho de liberdade também é brilhante, mas pessoalmente ainda fico com A Espera de um Milagre. Mas são dois filmes tão bons que é difícil decidir.

Valeu por ler e comentar, Cleison!

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