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Crítica | A Família do Futuro

por Pedro Cunha
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Eu assisti A Família do Futuro em 2007, não muito tempo depois que o filme ir aos cinemas. Ele foi lançado em um momento em que o estúdio parecia estar lançando filmes de todos os tipos e tons na esperança de que um ficasse. A Família do Futuro é a segunda tentativa do estúdio de produzir um filme de animação totalmente em 3D, e é certamente divertido e criativo. Mas, como os filmes à sua volta, parecia mais uma tentativa fracassada de encontrar “a próxima grande novidade”.

O filme conta a história de Lewis, um jovem órfão inventivo que anseia por uma família própria. Mas, quando Lewis desiste de ser adotado e inventar algo que funciona, ele é levado para um futuro colorido e fantástico, que lembra o clássico desenho Os Jetsons, por um garoto misterioso chamado Wilbur. Aqui ele conhece uma família bizarra e excêntrica que rapidamente o aceita. de uma maneira que ninguém mais o fez.

Enquanto a história aborda alguns tópicos bastante sérios, como uma criança se perguntando por quê sua mãe o abandonaria quando bebê, ela não se esquiva de ter diversão em todas as oportunidades possíveis. Isso resulta em alguns momentos agradáveis. Em um certo ponto, um T-Rex é atingido por um trem em movimento. Infelizmente, isso também leva a coisas realmente estranhas.

Este tom ocasionalmente dramático, ainda que geralmente bobo, é resumido pelo Homem do Chapéu Coco, que talvez seja o mais vil vilão que o Walt Disney Animated Studio já produziu. Com seu longo bigode, traje preto e personalidade exagerada, ele rouba praticamente todas as cenas em que está.

Mas, por mais divertida que seja a sua imagem, o filme não envelhece bem. Muitos dos personagens têm uma aparência plástica, especialmente suas roupas. Mesmo comparado a Ratatouille e Shrek Terceiro, que saíram no mesmo ano, o filme parece datado. A história, enquanto isso, é divertida e imaginativa, mas basicamente previsível, e não vai muito além da mensagem central.

A Família do Futuro mostra que a forma como nós decidimos encarar aquilo que a vida nos oferece é determinante para o nosso sucesso pessoal e profissional. Muito mais do que ter uma vida boa, encarar a sua realidade com determinação para altera-la é algo de extrema importância. Talvez seja por isso que o filme termina com a frase do próprio Walt Disney que diz:

“Por aqui, contudo, não olhamos para trás por muito tempo. Seguimos em frente, abrindo novas portas e fazendo coisas novas… e curiosidade nos conduz a novos caminhos.”

Em última análise, enquanto A Família do Futuro não tem a profundidade e excelência técnica de muitos dos filmes mais conhecidos do estúdio, como A Bela e a Fera e Pinóquio, destaca-se no coração e charme e tem uma excelente mensagem sobre o importância de falhar e seguir em frente. Não é uma obra-prima, mas tem um senso de diversão e capricho que outros filmes modernos da Disney geralmente não têm.

A Família do Futuro (Meet the Robinsons) — EUA, 2007
Direção: Stephen J. Anderson
Roteiro: Jon A. Bernstein, Michelle Spritz, Nathan Greno
Elenco:
Daniel Hansen, Wesley Singerman, Angela Bassett, Tom Kenny, Steve Anderson, Laurie Metcalf, Adam West, Tom Selleck, Don Hall, Nicole Sullivan, Harland Williams, Nathan Greno, Tracey Miller-Zarneke, Jessie Flower, Matthew Josten, Joe Mateo, Kelly Hoover, Aurian Redson, Paul Butcher, Dara McGarry, John H. H. Ford
Duração: 94 min.

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21 comentários

Gabriella Gabriel Graziella 18 de novembro de 2019 - 18:35

Concordo com BIG BOSS 64 o filme é mo daora e ele só da 3 estrelas véio esse cara e um zé mané total e um burro, Lewis se sacrifica por todos eles e até por a quele carinho o bug que queria destruir a vida dele. Então, cara vc é um idiota valo. Bobão

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William O. Costa 15 de novembro de 2018 - 22:51

Faça eles recontarem o placar, faça eles recontarem o placar!

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Big Boss 64 10 de novembro de 2018 - 00:05

Ah, não véi! Até hoje eu choro com o sacrifício do Lewis no final e o filme só merece 3 estrelas? Sai daqui, mano!

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Pedrocunhaa 10 de novembro de 2018 - 10:11

Poxa, mas três estrelas é uma boa nota!!

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Big Boss 64 11 de novembro de 2018 - 02:15

4 estrelas é uma boa nota. 3 é mediana.

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Big Boss 64 11 de novembro de 2018 - 02:38

1. Ruim
2. Regular
3. Mediano
4. Bom
5. Excelente

Cleison Miguel 12 de novembro de 2018 - 10:54

Um 3,5 então seria mais adequado…. para por mais álcool na fogueira…. rs

Luiz Santiago 12 de novembro de 2018 - 11:35

PEGA FOGO CABARÉ!!!

planocritico 12 de novembro de 2018 - 12:09

A escala começa em ZERO estrela. De ZERO a CINCO. Nesse contexto, o “mediano” é 2,5. Três é acima da média.

– Ritter.

Big Boss 64 12 de novembro de 2018 - 12:13

Ou 4 estrelas ou nada.

Luiz Santiago 12 de novembro de 2018 - 12:24

aloka

Big Boss 64 12 de novembro de 2018 - 12:25

Exijo justiça.

Luiz Santiago 12 de novembro de 2018 - 13:19

Vamos reunir o Grande Tribunal das Estrelas nessa tarde. O Veredito sairá em 2 Luas. É uma questão que demanda muita análise. Vamos subir a #Quero4EstrelasnoPlanoCritico

Big Boss 64 12 de novembro de 2018 - 13:24

I demand… a Trial by Combat!!!

Gabriella Gabriel Graziella 19 de novembro de 2019 - 09:53

nao

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Alison Cordeiro 9 de novembro de 2018 - 17:48

Só por ter viagem no tempo já merece ser conferido. Não entra na lista dos épicos da casa do camundongo, mas não deixa de ser interessante. Boa ideia que nas mãos da Pixar teria virado um filme espetacular…

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Pedrocunhaa 10 de novembro de 2018 - 10:12

A viagem no tempo é uma artimanha muito bem utilizada no roteiro do filme. Nunca saberemos como seria se a Pixar tivesse produzido o filme!

Responder
Cleison Miguel 9 de novembro de 2018 - 14:13

Como são é interessante a questão do gosto, eu também assisti ao filme logo naquele ano – não no cinema, mas no conforto do lar e adorei a animação.

Não chega nem aos pés de um Ratatouille, uma obra prima, junto com tantos outros da Pixar e também da Disney, mas é uma divertida e ótima história contada muito bem na animação. Suas ressalvas quanto aos apuros técnicos são mais que válidas, ainda assim, eu daria 4 estrelas fácil.

Responder
Pedrocunhaa 10 de novembro de 2018 - 10:14

Três estrelas ainda é uma uma boa nota! Acredito que o filme não seja medíocre, por isso seria injusto dar uma note de 2,5. E também acredito que ele não é excelente, por isso não dei quatro estrelas.

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