Home FilmesCríticas Crítica | A Favorita (2018)

Crítica | A Favorita (2018)

por Luiz Santiago
514 views (a partir de agosto de 2020)

A chegada de Ana da Grã-Bretanha ao trono (título que recebeu após o Tratado da União, de 1707) foi parte de um processo político bastante complicado, que continuou em andamento no país durante o governo da frágil rainha, entre os anos de 1702 e 1714. Em A Favorita (2018), o diretor Yorgos Lanthimos se debruça sobre a segunda metade do governo de Anne, perpassando os eventos da Guerra da Sucessão Espanhola e a clássica inimizade dos britânicos com os franceses (não, não é um lapso histórico). Tudo isso, porém, do ponto de vista da Corte, onde tais eventos ganham destaque diante da Rainha e de duas fortes mulheres de seu tempo: Lady Sarah e Abigail Hill.

Uma breve passada por comentários a respeito do filme nos coloca (mais uma vez) naquele estado de espanto em que ficamos toda vez que alguém teima em desclassificar uma obra cinematográfica por não ser historicamente fiel aos fatos que se propõe narrar. Eu já falei isso inúmeras vezes aqui no Plano Crítico e volto a repetir: isso é a maior bobagem que alguém possa levar em consideração para critério de julgamento. Uma obra artística tem a sua clara licença para manipular dados, nomes, pessoas, anos, acontecimentos, conceitos gerais e, ainda assim, ser uma excelente obra. A frase “baseado em fatos” — ou qualquer coisa que indique isso — é apenas uma deixa de tempo, espaço e olhar para um evento conhecido. Arte com abordagens históricas irão se adequar, de maior ou menor maneira, aos fatos comumente apontados pela historiografia (raramente unânime), mas o que interessa, além da coerência da leitura no caso do cinema, é que o diretor e os roteiristas consigam sustentar bem o que propõem. E sim, Lanthimos, Deborah Davis e Tony McNamara sustentam muito bem a sua leitura para esse período da História britânica.

Um ponto a ser destacado é que Lady Sarah (ou Sarah Churchill, Duquesa de Marlborough) e Abigail Hill (futura Abigail Masham, Baronesa Masham) são de fato personagens reais e que de fato dividiram o favoritismo da Rainha Anne, elemento que faz o roteiro de A Favorita chegar a um grau de fidelidade histórica muitíssimo interessante, cabendo não só as fofocas e intrigas da Corte, mas também fortes movimentações políticas que o país conhecia naquele momento e que ganham uma abordagem aplaudível (destaque para a “política de dois partidos”), que funciona até nas modificações em favor do enredo. No elenco, a tríade formada por Olivia Colman (Rainha Anne), Rachel Weisz (Lady Sarah) e Emma Stone (Abigail) dão um show à parte, principalmente as duas primeiras citadas. O filme é delas, feito para elas, e os homens ao seu redor são bufões de ocasião que servem para apimentar o jogo em alguns momentos, garantindo alguns dos diálogos mais engraçados, cínicos, sujos e provocativos já vistos em um filme histórico. É claro que essa representação específica funciona para o propósito geral da obra, mas nem sempre o gancho político ligado a ela é bem preso, vide a posição de Lady Sarah com o marido (especialmente na parte final) e de Abigail, cuja cena da noite de núpcias é certamente a pior do filme, mesmo nos arrancando algumas risadas.

A cargo de Robbie Ryan, a fotografia do filme tem a paleta de cores e o contraste que esperamos de um filme ambientado no século XVIII, e aí podemos elogiar as grandes angulares para as cenas da cozinha do palácio e especialmente as cenas com iluminação à luz de velas, dando um ar pictórico à la Barry Lyndon que é um verdadeiro presente para os olhos. Note que, na composição das personalidades, os figurinos das favoritas são mais garbosos do que os da própria rainha, assim como a forma engrandecedora que a câmera as mostra, enquanto Anne possui raros momentos de imponência, um recurso que, mesmo se o roteiro não deixasse clara a posição de desequilíbrio de poder, o espectador entenderia pela apresentação estética dessas personagens. Outro grande destaque técnico é a trilha sonora, com poucos motivos musicais, todos eles bem curtos e que se readequam a cada novo capítulo do filme. Infelizmente, não vi esse tipo de divisão como algo benéfico para a película, mas ao menos a música funcionou com o propósito de se reajustar em cada um deles, e o tom de crônica, mesmo interrompendo certas linhas narrativas muito sólidas, acaba se ajustando à visão geral do texto para a narração desses fatos históricos.

A Favorita é um filme sobre ambição e sobre o que alguém pode fazer para conseguir o que quer. O tema não é novo em dramas históricos, mas aqui ganha um excelente e cômico tempero ligado à sexualidade da rainha e suas protegidas, além de nos fazer acompanhar um governo tipicamente manipulado, tendo na maior voz do país uma frágil (de saúde e emoções) e enciumada figura para quem o poder era um brinquedo difícil. Lanthimos acertou em cheio no seu modo agressivo e um tanto cruel de filmar histórias sobre laços entre pessoas de comportamento difícil. Um modo que combina bem com o tema de A Favorita, onde o maior destaque de todos, por trás da pompa, riqueza e problemas do Reino, é a miséria e a profunda necessidade de cada um dos indivíduos. A boa e velha condição humana, no fim de tudo.

A Favorita (The Favourite) — Irlanda, Reino Unido, EUA, 2018
Direção: Yorgos Lanthimos
Roteiro: Deborah Davis, Tony McNamara
Elenco: Olivia Colman, Rachel Weisz, Emma Delves, Faye Daveney, Emma Stone, Paul Swaine, Jennifer White, LillyRose Stevens, Denise Mack, James Smith, Mark Gatiss, Willem Dalby, Edward Aczel, Carolyn Saint-PéJohn Locke, Nicholas Hoult, Basil Eidenbenz, Everal Walsh
Duração: 120 min.

Você Também pode curtir

66 comentários

Gabriel Leão Buendía 6 de fevereiro de 2020 - 08:59

Interessante a Lady Sarah usa roupas masculinas para demonstrar poder, força em relação a Anne. Além da relação abusiva entre as duas, já que a Sarah estava sempre depreciando a rainha. Legal a atuação do Nicholas Hoult, muito bem humorada.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 6 de fevereiro de 2020 - 10:38

De fato. O instrumento de dominação passa do padrão social há muito construído e aparece aqui, no caso da Lady Sarah, através dos figurinos.

E concordo: Nicholas Hoult tá muito bem no filme!

Responder
Anônimo 17 de abril de 2019 - 23:16
Responder
Luiz Santi🦎Zilla 17 de abril de 2019 - 23:44

tendi

Responder
Anônimo 19 de abril de 2019 - 23:46
Responder
Luiz Santi🦎Zilla 19 de abril de 2019 - 23:55

🙃

Responder
Raquel 8 de março de 2019 - 00:40

Muito fraca sua crítica e fora dos ditames principais. Diria até que o uso de frágil para se referir a Anne é bastante machista. Anne é figura forte.

Responder
Júlio 27 de fevereiro de 2019 - 18:46

Esse filme é dessa década, um dos melhores filmes feitos. Ele é original, único e propositalmente debochado para o bem ou mal. Seu teor é sobre uma curiosa história que permeou o século XVII e XVIII entre a Rainha Anne, sua favorita Sarah e a recém vinda Abigail. O filme apresenta diversas nuances e camadas entre elas e cria metáforas interessantes durante o filme para contextualizar toda a sua abordagem, ele é uma aula de cinema. Aqui expressarei o que eu senti assistindo o filme.

O começo se conecta claramente com o final do filme que tem como primeira cena uma Anne imponente e glamorosa tirando sua capa e coroa que eram sua demonstração máxima de majestade, a câmera parece estar meio baixa fazendo crescer sua realeza e vemos uma Sarah orgulhosa, feliz e com postura rígida até seus acessórios de rainha serem retirados, o que faz ela relaxar e talvez o diálogo e ações mais importantes do filme acontecer. Sarah relaxa diante da rainha demonstrando que sua cumplicidade é grande e que a persona austera de Anne Rainha é retirada em sua presença, mostrando para Sarah a verdadeira Anne que é cheia de dores e sofrimento. Há um breve diálogo sobre cumprimentar os coelhos, simbologia usada para contabilizar os filhos de Anne, um recurso muito bem integrado sabendo que coelhos são altamente férteis e sabendo que Anne na vida real teve esses dezessete filhos que vieram a falecer todos. Sarah se recusa dizendo ser mórbido com olhos lacrimejantes, expressão de negação. Ambas falam sobre amor e seus limites e vemos as letras iniciais trazendo o nome A favorita.

Durante todo o filme, temos cenas com a câmera olho de peixe, o recurso aqui utilizado amplifica a sensação de solidão e antecipa para nós que algo ruim acontecerá. Exemplos: a cena da carruagem e o homem que se masturba para Abigail, Anne sentindo solidão e correndo logo após nos corredores, Anne ouvindo a música que deixa ela incomodada e pedindo para que os músicos parem de tocar. A câmera olho de peixe parece também demonstrar que o ambiente palaciano parece querer engolir elas, mas por suas posições privilegiadas e seus méritos, elas são o foco central de tudo.

Os animais que referenciam todas são interessantes. Abigail é como a pomba constantemente morta que representa sua moralidade,. No começo, a garota inocente atira sem sucesso ainda incapaz de matar seus valores morais concretos e sua bondade. Vemos ela mais confiante depois de uma Sarah resoluta falar de como é viver no palácio e das precauções necessárias ao passo de que Abigail atira e dessa vez acerta o pombo. Conforme as pombas morrem,morre a moralidade de Abigail e em uma cena super interessante do filme em que sangue respinga na cara de Sarah, sabemos que Abigail oficialmente entrou no jogo da corte e sua moralidade havia morrido.

A rainha Anne é como um texugo, vivendo escondida em sua toca e constantemente preferindo habitar seu quarto. São animais solitários e quando formam clãs esses não passam de quinze. São ferozes e protegem seus filhos a todo custo, repelem animais muito maiores e podem correr em grande velocidade( aqui um sarcasmo). O que mais deixa impressionante tudo é saber que um texugo vive entre 14 e 16 anos, levando em conta que o começo do filme estamos em 1702 e vamos até 1714 basicamente estamos vendo a vida inteira final de Anne.

Sarah é como um cavalo, livre, bela e imponente. Tem uma percepção sobre tudo que cerca seus arredores de uma maneira total, fica inquieta quando irritada usando de métodos para demonstrar que precisam de momentos para si. Pune seus oponentes isolando eles da presença de Anne até que ela sinta segura para deixar outros encontrarem a rainha.Isso é uma espécie de fuga silenciosa para que seu lado político, os Whigs vençam sem causar mais confusões.

Temos situações variadas em que a corte é ironizada, demonstrada de maneira sarcástica e até mesmo cômica. Isso corrobora para nos dar a sensação de que com o fim da ajuda na guerra de sucessão espanhola defendida por Sarah, os gastos simplesmente vão não para o povo e sim para uma corte aristocrática faminta por mostrar seus luxos, privilégios, conquistas e futilidades. Isso era como uma afronta para uma mulher como Sarah que sempre precisou de uma causa para viver e quando achou precisava esconder isso de todos.

Os homens no filme são meros figurantes, as mulheres reinam absolutas em escolhas. Abigail durante todo o filme surrupia Masham e faz ele literalmente rastejar aos seus pés, Sarah tem um marido que acata todas suas ordens, desejos, vontades e Anne sempre tem a palavra final como a palavra mais importante. Aqui não há uma desigualdade entre os sexos, há uma igualdade pouco vista em filmes. Esse filme deu literalmente o espaço para mulheres discursarem sobre elas.

A guerra para ser a favorita da rainha Anne é uma guerra calada, silenciosa e deliciosa de ver. Ambas estão dispostas em usar todos seus recursos para ser a amada por ela, digno de filmes onde jogos políticos são importantes. Todas as brigas, pecuinhas e ironias veladas entre elas vão nos fazendo enxergar camada por camada quem elas verdadeiramente são e podem ser. Sarah vai se afastando cada vez mais e Abigail chegando mais próxima de seu objetivo.

A frase mais interessante do filme é dita por Sarah que diz estar lutando uma batalha diferente de Abigail. Com expressão de escárnio, a garota com pleno poder pede que ela parta sem dizer mais nada e encerrando uma guerra que durou anos. Um engano fatal de Abigail que custou muito para ela no fim. Essa frase junto com o diálogo inicial do filme nos faz perceber qual era a luta de Sarah, a nossa confirmação vem com a carta de Sarah direcionada para Anne que é um pedido de desculpas sinceras. A lágrima única que cai do olho de Abigail é parte do seu processo de destruição moral em que ela por um único momento descobre uma Sarah nunca antes vista por ela que sempre manteve um verniz poderoso e agora demonstrava seu amor por Anne( a carta é real mesmo mas na vida real, o contexto foi diferente).

A cena final é um deleite que nos faz desacreditar de Abigail, uma garota inocente que se transformou ao ponto de machucar um dos filhos de Anne. Os olhos da rainha atônitos, não crentes daquela visão dão forças para mostrar seu poder. Machucar seu filho é imperdoável, Sarah mesmo recusando os cumprimentos durante todo filme observava eles ou quando era pedido, afagava eles com paciência e calma. Anne pede para que Abigail se submeta a esfregar suas pernas, pega em seus cabelos(clara alusão ao sexo oral), submissão moral completa. Abigail percebe que nunca seria como Sarah mesmo com todo poder e glória, a rainha olha para o mesmo ângulo do começo, onde Sarah esteve relaxada e para os coelhos seus filhos lembrando daquele diálogo sobre amor no início. Até o fim de maneira silenciosa, Sarah amou ela de sua maneira sincera e orgulhosa e Anne limitou aquele amor por conveniência. A rainha perdeu seu amor verdadeiro por um amor de servidão aos seus caprichos.

Anne, Abigail e os coelhos perderam seu eixo

Todos perderam a favorita.

Responder
Luiz Santiago 27 de fevereiro de 2019 - 20:40

Gostei muito da sua abordagem e leitura geral para questões íntimas e simbólicas do filme, @ronaldoeliaselias:disqus! É uma obra que dá bastante margem para a gente pensar e dissecar. Isso que é maravilhoso nesse tipo de filme rico. Quando mais visões a gente tem, mais interessante a obra fica. Muito bom!

Responder
Júlio 27 de fevereiro de 2019 - 20:40

@luizsantiago:disqus Obrigado, eu gosto muito de ler aqui as críticas e fico feliz que um de vocês que fazem esse trabalho fantástico tenha lido esse texto nada grande, hehe. Sou grato por também permitir esse texto ter um espaço aqui porque eu amei esse filme de verdade e queria compartilhar um pouco da minha noção sobre ele.

Responder
Luiz Santiago 27 de fevereiro de 2019 - 21:12

@ronaldoeliaselias:disqus é muito bom receber comentários que acrescentam tanto à nossa percepção. Seus argumentos são uma verdadeira crítica ao filme e agradeço de verdade por ter compartilhado essa opinião conosco. É como eu disse: esses filmes maravilhosos nos dá sempre muita coisa para pensar e possibilidade de expandir Universos dentro da obra. Sua argumentação prova isso. Parabéns e sinta-se sempre à vontade para comentar e vir trocar algumas ideias cinéfilas em nossas críticas por aqui, viu!
Abração!

Responder
O Homem do QI200 7 de fevereiro de 2020 - 13:31

Aí Santiago, espero que não me leve a mal (até pq gosto bastante das suas críticas), mas me surpreendi com esse texto, achei até melhor que a própria crítica em si. Rapaz, que texto maravilhoso, interpretei de um jeito e você acabou de clarear minha mente, deu até um sentido que não havia notado no final do filme, apesar de acreditar que poderia ser melhor abordado.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 7 de fevereiro de 2020 - 14:18

Não há nada o que levar a mal, parceiro! O texto do Júlio está incrível!

Responder
Carlindo José 26 de fevereiro de 2019 - 14:51

Em primeiro lugar parabéns pela crítica e gostei bastante quando você enfatiza a velha questão, que infelizmente muitos ainda insistem, que é cobrar “veracidade” histórica de qualquer obra cinematográfica, como historiador em formação essa ficha me caiu há muito tempo. É necessário entender que o cinema acima de tudo é uma obra de arte, que contém uma visão de mundo, uma mensagem e uma perspectiva, que deve ser independente dos fatos históricos, a não ser que os autores desejem se comprometer profundamente com a historiografia, o que não é o caso deste nem da maioria dos filmes.

Minhas expectativas sobre o filme foram bem altas, por se tratar de uma personagem histórica que eu tenho bastante curiosidade que é a Rainha Anne, seu reinado curto e a incapacidade de prover um herdeiro que desse continuidade a linhagem Stewart me fizeram ter afeição por ela. Mas também pelo fato da obra ter sido bastante elogiada e indicada a nada menos que 10 Oscars, ainda que, infelizmente, só tenha levado uma das estatuetas.

Indo ao filme em si, gostei do humor sombrio dele, da forma como as personagens se relacionam, a dependência de Anne de alguém que a compreenda e ajude a superar suas perdas o que a leva a se submeter e deixar ser dirigida por Lady Marlborough e logo depois por Abigail Hill, embora no fim creio que todo o rebuliço a tenha de certa forma “despertado” quanto ao caráter de suas favoritas.

O roteiro é bem inteligente, inclusive nas piadas, a cena onde a Abigail recebe Harley no quarto e este afirma que veio visitá-la como cavalheiro e esta sugere que ele veio para estuprá-la, foi uma das mais interessantes e críticas. As relações entre os sexos é muito bem explorada e nos permite pensar tanto aquela existente na época, quanto as atuais.

Por fim, ainda que tenha gostado bastante do filme, minhas altas expectativas me fizeram ficar na vontade de algo mais, levando a um certo desapontamento, mas nada que diminua o valor da obra.

Responder
Luiz Santiago 27 de fevereiro de 2019 - 09:32

Muito obrigado, @carlindojos:disqus! Cara, até entre nós, historiadores, eu encontro esse tipo de defesa e eu juro que fico espantado demais. Essa estranha cobrança de veracidade na ficção sempre foi uma coisa meio louca pra mim, mesmo em boras com tags “baseado em fatos reais”, em cinebiografias, etc etc. NUNCA vai ser igual, NUNCA vai cobrir todos os fatos. Não tem jeito. Claro que a gente pode criticar determinadas abordagens (como ocultarem a homossexualidade de Freddie o máximo possível num certo filme aí…) mas a regra permanece a mesma. A crítica aí é só um aprofundamento de uma questão já dada. Se nem em documentário a gente tem total e real abordagem (porque sempre será um recorte/uma versão da realidade) imagina só em ficção… Ai ai…

Quanto ao filme, entendo sua visão final, de ter ficado decepcionado porque esperou muito da obra. Eu realmente te entendo. Mas que bom que não afetou tanto o resultado final e você ainda conseguiu aproveitar bastante!

Responder
Rob! 22 de fevereiro de 2019 - 10:50

Pior filme que assisti nos últimos meses.

Responder
Luiz Santiago 22 de fevereiro de 2019 - 11:40

Quais foram os 15 MELHORES que você assistiu? E os 5 PIORES?

Responder
Rob! 25 de fevereiro de 2019 - 01:32

Nossa 15!! que lista grande. Vou colocar os que mais gostei, mas tem alguns que não são necessariamente de 2018 mas só vi recentemente

– Hereditário
– Pantera Negra
-Guerra Infinita
– Um Lugar Silencioso
– halloween
– Green Book
– Tully
– Vice
– Oito Mulheres e Um Segredo
– Missão Impossível – Efeito Fallout
-Homem-Aranha: No Aranhaverso
-Três Anúncios para um Crime
– O Peso do Passado
– Bohemian Rhapsody
– Aniquilação

Piores
– A Favorita
– deadpool 2
-A Freira
– Jurassic World: Reino Ameaçado
-A Maldição da Casa Winchester

Responder
Luiz Santiago 25 de fevereiro de 2019 - 07:41

Curiosa lista!

Responder
Mera Rainha de Atlântida 21 de fevereiro de 2019 - 14:32

Eu fui assistir esse filme de madrugada com muito sono e pra minha surpresa fiquei extasiado com o que estava assistindo. Toda a construção de personagens, as intrigas, as vulnerabilidades são tão bem escritas, dirigidas e atuadas. Depois de ver esse filme, eu fiquei dividido se o Oscar de Melhor Atriz deveria ficar com a Glenn Close, por que a Olivia Colman está estupenda. Achei que a Emma Stone atua infinitamente melhor aqui do que em La La Land. O filme deve levar o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Responder
Luiz Santiago 21 de fevereiro de 2019 - 15:17

Esse filme é uma delícia de atuações, não é? Sem contar que essas intrigas são tão bem feitas, tão instigantes como política e como dramas particulares, que nem vemos o tempo passar. Um baita filmaço.

Responder
Mera Rainha de Atlântida 21 de fevereiro de 2019 - 15:47

De fato, me impressiona o fato do filme estar sendo esnobado nas premiações, ainda não assisti todos os filmes, mas é um filme de qualidade excepcional.

Responder
Luiz Santiago 21 de fevereiro de 2019 - 17:41

Essas Academias de artes americanas estão a cada ano abrindo as portas para a piada pronta. Agora a gente conta nos dedos os prêmios realmente merecidos nesses eventos.

Responder
jv bcb 1 de fevereiro de 2019 - 22:34

Uma verdadeira Obra Prima, melhor do Lanthimos(não vi os filmes gregos dele), segundo melhor do ano passado, Roma é um tiquinho melhor. A fotografia desse filme é absurda, brilhante desde o uso da grande angular e da olho de peixe até os altos contraste, a luz branca estourada saindo da janela, as sombras que pintam o quadro de maneira belíssima, o laranja das luz de velas em contraste com o preto das sombras, o azul nas cenas diurnas, tudo muito lindo e colaborando para uma afetação controlada que transforma o filme numa sátira da melhor qualidade, exagero controlado que também é ressaltado pelos movimentos de câmera(principalmente os chicotes), pelos efeitos sonoros exageradamente altos(principalmente os tiros) e humor absurdista e avulso do roteiro.
O jogo de poderes é fascinante e milimetricamente construído, o filme tem um forte subtexto sobre relacionamento e como preferimos a falsidade à verdade.

SPOILER:
O final é genial, impressão minha ou aquela massagem é um simbolismo para sexo oral, que no contexto significaria subordinação?

Responder
Luiz Santiago 1 de fevereiro de 2019 - 23:30

Eu interpretei a massagem exatamente como o simbolismo para o sexo e todos os joguinhos ali como um caminho, às vezes inconsciente, de subordinação e poder.

Responder
Amanda Karla Correa 16 de fevereiro de 2019 - 01:35

Unn.. eu interpretei de maneira diferente, enxerguei como “um peso” que caía sobre a cabeça de Abigail…

Responder
Fernando Campos 31 de janeiro de 2019 - 11:51

Assino em baixo em seus comentários sobre “baseados em fatos reais”. As pessoas exigem de um filme a precisão de um documentário, o que é absurdo. Se fosse uma cinebiografia, até entenderia as reclamações, mas é um filme do Lanthimos poxa. Enfim, mais uma crítica incrível, Mr MZ! E ainda pude aprender um pouquinho sobre história, veja só. Minha nota para o filme foi a mesma. Acho a direção do Lanthimos espetacular, pontuando o luxo da realeza, mas, ao mesmo tempo, seus exageros e breguice até. Tematicamente, a forma como o longa explora relações é excelente. Na minha interpretação, o texto aborda três tipos de relações: interpessoal (com o individualismo reinando), entre gêneros (várias piadas envolvendo homem e mulher) e até entre classes. O final, para mim, mostra que, por mais que alguém conquiste o que planeja, a pessoa sempre estará ajoelhada para a classe dominante.

Responder
Luiz Santiago 31 de janeiro de 2019 - 21:24

Essas relações de poder é o que engrandece o filme, porque amplia o significado dessa camada Real, com essas forças que você apontou muito bem. Juntas, elas basicamente dão o tom de qualquer realidade social e política, né. E o mais legal é que se pode retratar isso de qualquer maneira no cinema. NUNCA entendi esses clamores documentais e exatidão de alguns espectadores.

Responder
Guilherme de Almeida 29 de janeiro de 2019 - 21:06

Carta aberta a Yorgos Lanthimos (e a seu advogado Luiz Santiagonos):

Por que, Yorgos, por que diabos uma separação tão besta em capítulos?!
Por que, Lanthimos, por que diabos tanto olho de peixe?!

Abraços indignados

Guilherme.

Responder
Luiz Santiago 29 de janeiro de 2019 - 21:19

Edito Real Nº956, ano 2019 de Nosso Senhor:

Ilustre Súdito @disqus_xivC53rdbs:disqus, vossas perguntas hereges serão punidas com uma execução rápida ao amanhecer. Como ousa reclamar dos simpáticos olhos de peixe? E essa pachorra de reclamar da divisão em capítulos? Logo logo o Sr. estará no além e terá muito tempo para refletir sobre seus erros.

Atenciosamente,

Luiz SantiaGONOS SantiGADO, aquele que também ficou se perguntando “Por que, Yorgos, por que diabos uma separação tão besta em capítulos?!” [que ninguém nos ouça!]

Responder
planocritico 29 de janeiro de 2019 - 21:26

Então, eu respondo com citação direta do autor em inglês, pois estou com preguiça de traduzir (e deem-se por satisfeitos por eu não citar em grego):

“I felt I needed some punctuation in various parts of the story, and to give a sense of things shifting. Instead of making it something bland or serious I used some of the lines in the film.”

E, só para deixar claro, se é que já não ficou, ELE ESTÁ CERTÍSSIMO!

Abs,
Ritterorgos Fanthimos

Responder
Guilherme de Almeida 30 de janeiro de 2019 - 10:42

É desolador ver dois críticos outrora respeitados pelo povo e pelo império brasileiros prostrarem-se tão desavergonhadamente ante a influência grega. Um deles, o sr. Santiagonos, antes um livre-pensante, torna-se agora um porta-voz oficialesco do tirano Yorgos. Já o triste Ritterorgos, tão dessemelhante, virou partidário incondicional de Lanthimos, o déspota, buscando decerto uma contrapartida imperial escusa. Deixo agora e para sempre essa corte, na busca inquebrantável de espírito crítico, honestidade e patriotismo. Cansei de conchavos, cesse essa farsa!

Responder
Luiz Santiago 30 de janeiro de 2019 - 11:33

Sr. Herege Anti-Lanthimos,

Você ainda não foi iluminado pelo despotismo esclarecido dessas paragens! Aqui, todos nadam dia e noite em iogurte grego e vivem em harmonia grega sob a influência dos olhos de peixe gregos! Seu tempo está se esgotando! Venha para a nossa Cocanha! Só aqui você terá paz!

Ana Carolina Conrado 28 de janeiro de 2019 - 12:11

Achei o filme muito bom! Gostei muito da iluminação, pq às vezes acho que alguns filmes históricos pecam nesse quesito. A tríade feminina é ESPETACULAR, e acho que todas ficaram no mesmo nível de excelência quanto a atuação. Não vi nada de mais na cena da noite de núpcias da Abigail…foi até algo bem “adequado” à personagem. O final não foi surpreendente, foi “normal”, fiquei querendo algo a mais, mas me levou a uma grande reflexão que vc citou no seu texto. Vale muito a pena assistir!

Responder
Luiz Santiago 28 de janeiro de 2019 - 13:04

Que bacana que ajudou a fazer uma reflexão. O filme nos ajuda a repensar esse momento pelo ponto de vista de mulheres poderosas — algo não comum — e tem uma representação incrível por parte das atrizes, o que ajuda tudo a ficar ainda melhor!

Responder
Ana Carolina Conrado 28 de janeiro de 2019 - 12:04

Não estou conseguindo comentar!

Responder
Luiz Santiago 28 de janeiro de 2019 - 12:57

Conseguiu!

Responder
Giuseppe Verdi 25 de janeiro de 2019 - 13:01

Eu ainda não vi o filme da Regina King, mas minha torcida para o Óscar já tá com a Rachel Weisz. Ela tem uma GRANDE presença. Das três, achei que foi ela a que mais se destacou. A Olivia Colman também está incrível (embora minha torcida vá para a Close)!.
Excelente crítica!
Que bom que não foi só eu que não gostou muito da cena da noite de núpcias da Abigail…

Responder
Luiz Santiago 25 de janeiro de 2019 - 13:56

Pelo menos a gente tem ótimas escolhas entre as atrizes esse ano para torcer. Esse aqui já traz muito bem grandes exemplos! Abs!

Responder
Maitê 24 de janeiro de 2019 - 18:03

Sabe quem vai me levar a assistir esse filme? Olivia Colman. Desde que assisti a Tiranossauro e a série Broadchurch tornei-me fã-de-carteirinha. Acho essa atriz fantástica. Quanto ao mimimi sobre a obra cinematográfica (ou literária) não andar na mesma linha da História revela tanta ignorância quanto a redundância em fatos reais. PS.: Gostei das aspas, Professor Luiz Santiago.

Responder
Luiz Santiago 24 de janeiro de 2019 - 22:11

Essa temática de representação histórica, eu me lembro bem, é motivo de brigas até na Academia… É um troço maluco mesmo. E talvez tu até encontre historiadores que defendam isso, viu. Quando é assim, procure o local mais próximo de atravessar a rua e vá com Deus ahahahahahhahahahahahah

Depois volte pra dizer o que tu achou do filme!

Responder
Maitê 27 de janeiro de 2019 - 22:04

Que pena que eu não tenha visto as qualidades que você viu no filme. E olha que eu adoro filmes de época, principalmente, os britânicos. Olivia Colman está magnífica, não me decepcionou, no mais tirando a qualidade técnica do filme, o trabalho primoroso das três atrizes, blá-blá-blá, o filme me entediou, em um dia de ótimo bom humor. Que saber, achei que A Favorita está mais para uma pornochanchada à inglesa. A cena da lua de mel de Abigail não vi nada de mais, afinal ela era uma grande manipuladora… Mas a cena da charrete aí sim foi pura apelação, cena muito desnecessária.

Responder
Luiz Santiago 27 de janeiro de 2019 - 22:55

Caramba, você achou uma “pornochanchada à inglesa”? Uau! Haja diferença entre as nossas percepções mesmo! O.O

Responder
Stella 24 de janeiro de 2019 - 14:04

Crítica excelente. Só andam rasgando elogios por esse filme, ainda estou para assistir. Fora que o elenco feminino é porreta. Quando eu assisti o filme voltarei para comentar o que achei.

Ps: Ja comentei la na rua critica de Roma o que achei.

Responder
Luiz Santiago 24 de janeiro de 2019 - 22:20

Você deverá gostar pra caramba do elenco aqui. Olivia Colman está soberba e muitíssimo bem acompanhada. Tô curioso pra saber o que tu achou.

Responder
Teco Sodre 8 de janeiro de 2019 - 11:21

Caro Professor Luiz: texto excelente e justíssimo para este filme-desbunde. A única coisa que discordei foi que, ao meu ver, a atuação da Emma Stone soa tão boa quanto a da Rachel Weisz, e que a Olivia se sobressai às duas. Nunca gostei muito do estilo Yogurte Lanthimos de dirigir (apesar de achar que seu Dente Canino é um caso à parte, porque eu adoro a ideia e o conceito desse filme), mas a condução dele neste A Favorita é FODAPRACARALEO. Resumindo: tornou-se o meu favorito “ménage à trois” do cinema!

Responder
Luiz Santiago 8 de janeiro de 2019 - 21:21

Meu querido, que o Ritter não veja tu falando mal do Titio Iogurte por aqui…

Responder
Teco Sodre 24 de janeiro de 2019 - 11:00

Ele não vai brigar comigo, este é o meu favorito ao Oscar. <3
Mesmo achando que Roma vai desbancar a porratoda.

Responder
Luiz Santiago 24 de janeiro de 2019 - 11:25

Aff… Únicas coisas que Roma merece é direção e fotografia. SÓ!!!!

Responder
Teco Sodre 24 de janeiro de 2019 - 11:25

De acordo!

Luiz Santiago 22 de outubro de 2018 - 14:37

Na Mostra SP.

Responder
Luiz Santiago 22 de outubro de 2018 - 14:36

Eu vi na 42ª Mostra SP. Ainda deve ter mais umas 2 exibições no evento, @oswaldoalbuquerque:disqus.

Responder
Luiz Santiago 22 de outubro de 2018 - 14:34

O do Bernardo Bertolucci?

Responder
Teco Sodre 11 de janeiro de 2019 - 10:15

Eu acho que ele se referia à minissérie da Globoplay! Achei muito foda também. É baseada o caso do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por estupro contra 39 mulheres, em 2010.

Responder
Oswaldo Albuquerque 22 de outubro de 2018 - 12:03

Como você assistiu ao filme? Também quero 🤣

Responder
OSWALDO NETO 22 de outubro de 2018 - 11:56

Como assistiu ao filme ?

Responder
Luiz Santiago 21 de outubro de 2018 - 14:36

Eu não vi nenhum desses. Nem tinha ouvido falar ahhahahahahhahahahahahhhaaah Se algum de nós vir essas séries é possível que tenha críticas por aqui sim.

Responder
MatheusWhite 22 de outubro de 2018 - 12:45

Veja “Assédio”, por favor. Tem um tema muito impactante e daria muito pano pra uma crítica foda

Responder
Luiz Santiago 21 de outubro de 2018 - 13:58

NÃAAAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Já pensou, o Plano Crítico criticando novela? AHUAHAUAHUHAUHAUHAU

Responder
Camilo Lelis Ferreira da Silva 21 de outubro de 2018 - 14:04

Mas, até que algumas críticas à Seriados Globais como “Sob Pressão”, “Supermax”, ‘Assédio” e “Carcereiros” fazem uma falta no site…

Responder
planocritico 21 de outubro de 2018 - 14:08

E por episódio!!! (e não, ainda não está perdoado, Grão-Usurpador…)

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 21 de outubro de 2018 - 14:37

NÃO SEI DO QUE O SR. ESTÁ FALANDO.

Responder
Camilo Lelis Ferreira da Silva 21 de outubro de 2018 - 13:29

Por Um Minuto, confundi o título do filme com o título de uma novela da TV Globo, “A Favorita (2008)”…

Responder
planocritico 21 de outubro de 2018 - 02:21

Mais um que estou louco para assistir e, agora, com o selo de aprovação de sua Eminência, o Grão-Usurpador Mor da Usurpalândia, vou ficar desesperado até o lançamento…

Abs (leia-se: “eu te odeio”),
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 21 de outubro de 2018 - 02:28

“sua Eminência, o Grão-Usurpador Mor da Usurpalândia” HAUHAUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHHAUHAU eu não tô me aguentando com esse título!!!

Só quero deixar claro que: sou inocente!!!!

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais