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Crítica | A Forma da Água

por Gabriel Carvalho
442 views (a partir de agosto de 2020)

“O que sou eu? Movo minha boca, como ele. Eu não emito som, como ele. O que ele faz comigo? Tudo o que sou, tudo o que tenho sido. Ele me trouxe aqui.”

  • Confira as nossas críticas dos vencedores do Oscar de Melhor Filme clicando aqui.

Os romances englobam a nossa literatura e o nosso cinema desde seus primórdios artísticos – a maior parte do que existe hoje é, portanto, uma reciclagem de ideias, intencional ou não, mas já pensadas previamente. O que se mantém ainda reside no fim do que há de contar, ou então apenas o puro contar, moldado para ser a beleza na própria natureza do que é ser belo, sem maiores pretensões. A Forma da Água é, acima de tudo, uma história de amor. Um conto de fadas, como A Bela e a Fera. Uma narrativa que, assim como outras fantásticas, transpira pelo seu contar, entre as facilidades e as dificuldades de se narrar um clássico numa época em que o classicismo é anacrônico, a puerilidade invocada da improvável relação entre dois amantes supostamente inconciliáveis. A zeladora muda Elisa Esposito (Sally Hawkins) encontra em uma criatura do mar, aprisionada por homens do governo, “a metade de sua laranja”, como diria uma canção de Fábio Júnior. O “monstro” marítimo, partindo de uma poesia característica, é uma representação da própria mulher: as guelras são as cicatrizes de seu passado, o silêncio é uma constante para os dois. O mexicano Guillermo Del Toro nos reapresenta ao conto clássico, conciliando os sentimentos de outrora, tão antigos, passados, quanto inerentes ao nosso presente.

Em um primeiro plano de obviedades acerca desse artista, sendo quase desnecessária a reiteração, o diretor mexicano é um mestre na criação de monstros, coisa que a sua carreira comprova, em vista dos monstros de O Labirinto do Fauno e Hellboy. Nesta sua obra, todo o contexto mais evidente do Homem-Anfíbio (Doug Jones), seus objetivos narrativos superficiais, traja um escopo político, embora a criatura também contenha um quê místico, um pouco claro, pincelado nas horas certas, o que permite que o gênero fantasia seja realçado certeiramente, criando um ambiente dualmente realista e surrealista. A Guerra Fria está a todo vapor, os russos estão em cena, mas as altas possibilidades de avanços científicos estão com os americanos, que aprisionaram uma lendária criatura da América do Sul, tratada como Deus pelos nativos. A Forma da Água, em uma de suas várias camadas, é um filme de espionagem competente, e que, afortunadamente, não permite se sobressair nesse sub-gênero, nem se submeter ao desleixo de indiferença perante o que é realmente importante: a história de amor. Com a intenção estabelecida e o foco encontrado, Del Toro possui a árdua missão de nos fazer se apaixonarmos tanto por Elisa e pela criatura, em âmbitos individuais, particulares, quanto pelos dois juntos, agora em uníssono.

Para compor todo nosso deslumbramento audiovisual, o começo dessa aproximação do espectador com a paixão é a composição estética do monstro, sua origem imagética. O cineasta, em uma homenagem aos seres que cresceu assistindo, em especial à criatura homônima de O Monstro da Lagoa Negraalcança o seu ápice na confecção de um ser mágico, o mais impressionante já feita até então pelo artista. Chega a ser inacreditável que o filme não tenha sido indicado na categoria de Maquiagem e Cabelo no Oscar, visto que o trabalho dos realizadores nesse quesito, assim como em outros técnicos, os quais ainda fornecem uma coesão visual entrelaçada, é estupendo. A cinematografia de Dan Lausten, no auxílio desse conjunto íntegro de camadas de pertencimento, embute as imagens com tonalidades esverdeadas e azuladas, condizentes com a atmosfera aquática da obra, complementando, em consequência, as sensações surgidas diante da presença da criatura, parte do tóxico cenário sessentista, mesmo sendo, na verdade, uma intrusa nele. A computação gráfica imprime o que precisa imprimir, contribuindo com o contar de histórias, criando um olhar expressivo e magnético que recebe toda a atenção devida da equipe de efeitos visuais. Já a performance de Jones permite ao ser uma fisicalidade própria.

O que é criado com Sally Hawkins e todo o seu entorno é igualmente impressionante, a começar pelo  desempenho da artista, incorporando uma mulher que dialoga com as minúcias da vida de uma forma minimalista, no entanto, poderosa. Os pequenos detalhes do cotidiano dela são expostos, a música é deliciosamente bem aproveitada, e a tarefa dura de limpar banheiros e corredores é apaziguada pela presença de uma amiga. O vazio, por ora, continua. Um silêncio que ecoa dolorosamente mesmo na ausência de sua voz. O prestígio ao design de produção, nessa visão graciosa da mulher, torna os simplérrimos apartamentos dela e de seu vizinho Giles (Richard Jenkins) soturnos, mas ainda assim convidativos cenários do dia-a-dia de ambos os personagens, aproximando-nos com eles. A edição, além do mais, é dinâmica e aconchegante, com o sorriso contagiante de Hawkins mergulhando-nos de cabeça nesse ambiente singular, quando a real forma da água ainda era um mistério. A mística dos anos 60 é transmitida extraordinariamente, porém não apenas por causa das problemáticas clássicas ao espaço-tempo em questão, pois as canções ouvidas, paralelamente, denotam uma construção de universo mágico no seu próprio caráter nostálgico, abraçando as condições únicas da arte de permitir o espectador a sentir o insensível.

Os caminhos são percorridos e se cruzam espontaneamente, com parte de uma profecia do que deve acontecer, ou seja, almas gêmeas se encontrarem. A premissa do longa-metragem encaminha os dois monstros, sem qualquer troca de palavras de um com o outro, a a se apaixonarem por meio de uma rotina trivial, contudo, no meio de uma estranha e complicada narrativa de romance maior que as possibilidades, Del Toro também abre espaço para composições lúdicas, mais épicas, que intensificam o amor sentido um pelo outro, como em uma sequência musical de levar sorriso ao rosto do espectador por alguns minutos. Mesmo assim, embora aborde a magia por meio das peripécias cinematográficas todas, Del Toro não larga mão de uma sinceridade singela essencial. O clima sexual, por exemplo, é encarado com honestidade, sem deixar lacunas para que a fotografia não explore a inexorável beleza da situação retratada. A trilha sonora de Alexandre Desplat é outro ajudante relevante, garantindo que, através da música, acompanhante eterna do amor entre pessoa e criatura, o espectador encontre outra âncora para seus sentimentos se expandirem, provocando a nossa capacidade de sentir no cinema, da mesma forma que o monstro é provocado diante das imensas imagens projetadas a cores em sua frente.

Já os personagens coadjuvantes encontram-se na periferia do cerne, o casal, sendo emuladores de mais pensamentos necessários sob olhares filosóficos, acerca da disputa do bem contra o mal, além da exaltação pela exaltação do que é gracioso, artístico. Os três promovem o apoio necessário para que as camadas de paixão se engrandeçam. O Dr. Robert Hoffstetler (Michael Stuhlbarg), por exemplo, é a personalidade que enxerga a conexão feita entre mulher e criatura, e transmite para nós, dentro de seu arco, credibilidade no que ele acredita ser correto, na manutenção do que é belo, até mesmo sagrado. Octavia Spencer, como Zelda, por outro lado, está mais operante que sensacional aqui. Nenhuma margem para uma atuação espetacular é oferecida à intérprete, pois a margem disposta é, entretanto, certeira na proposta de trazer mais carisma substancial para a protagonista, tornando-se, portanto, um mero gancho. O afeiçoamento é transmitido organicamente, ao passo que Zelda também funciona muito bem como uma versão nossa naquele cenário. Guillermo Del Toro, no que se refere ao vizinho de Esposito, cria uma relação verdadeira entre os dois com uma única sequência de sapateado, algo parecido, ainda melhor, do que Ryan Gosling e Emma Stone ostentaram, durante uma coreografia de La La Land.

Um equívoco no roteiro, curiosamente, envolve, no entanto, este mesmo personagem. Os conflitos envolvendo o cabelo de Giles já sustentavam um discurso, tornando-o maior que um coadjuvante ordinário, mas uma criatura castigada pelo tempo. Ao tentar ir desonestamente além, com um comentário crítico e artificial sobre racismo e homofobia ao mesmo tempo, os roteiristas erram a mão. O trabalho geral conta, porém, com um vilão perigosíssimo que, ironicamente, também serve como comentário sobre racismo, mas este, em suas pontuações, organizado de maneira muito mais coesa. Como antagonista maniqueísta, Michael Shannon, interpretando Strickland, entrega uma performance assombrosa, dado o surgimento de inúmeras peculiaridades em sua interpretação, a medida que o personagem se degrada fisicamente e psicologicamente. Uma característica importantíssima para um thriller é a sensação de impotência. Onde que morre o sonho americano deste homem, munido inicialmente, mesmo por meio de atitudes questionáveis, de fins “honrados”? Strickland é claustrofóbico, impiedoso e tirano – mesmo estando em uma posição de submissão. Um homem, enfim, sem nada a perder, com o desejo carnal pelo silêncio, pela submissão – uma ótima relação feita de sua viscosidade a partir de uma serena presença.

O mal contrapõe o bem, enquanto o bem é o amor. A Forma da Água ainda é, sobretudo, uma história de amor. A própria natureza do cinema classicista, redesenhado por um mexicano que incorpora o antigo espírito norte-americano, promove as sensações de grandiosidade necessárias, em uma composição poética de encher os olhos e aquecer os corações. O cinema clássico falando como cinema clássico, passando para o público muito do que deve ser passado a fim de uma imersão profunda e significativa através da linguagem cinematográfica classicista por si só, em um trabalho de direção fabuloso de Guillermo Del Toro, anacrônico e atemporal. O diretor alcança com esse filme um status de artista ainda mais completo, pois a simplicidade no seu enredo restaura um charme específico, onde a plenitude reside no fato de que apenas um olhar destrói todas as barreiras que separam a mulher da criatura. Os caminhos escolhidos para a obra funcionam, mesmo previsíveis – uma mistura como as antigas. Outrora, A Forma da Água poderia ter sido um clássico da Velha Hollywood. Hoje, já é um clássico contemporâneo, que definitivamente não sairá da mente das pessoas, continuando a ser atemporalmente uma homenagem apaixonante ao cinema, aos monstros e ao amor, capaz de unir os diferentes da forma mais inacreditável possível.

A Forma da Água (The Shape of Water) — EUA, 2017
Direção:
 Guillermo del Toro
Roteiro: Guillermo del Toro, Vanessa Taylor
Elenco: Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Octavia Spencer, Michael Stuhlbarg, Doug Jones, David Hewlett, Nick Searcy
Duração: 119 min.

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116 comentários

Gabriel Leão Buendía 9 de maio de 2020 - 19:05

O que desagrada as pessoas em A Forma da Água é o espaço que a obra concede para as minorias. A protagonista é uma mulher deficiente, latino-americana, que se masturba, o monstro é a vítima, e o antagonista é o homem branco, cristão. Fora os amigos de Elisa, também representantes das já citadas minorias. É muita novidade para mentes antiquadas.
Gostaria de ressaltar a importância que o elemento tem no filme, aparecendo como lágrimas, melancolia, e em alguns momentos deformando a face do vilão.

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Willian Dias Ribeiro 4 de junho de 2018 - 23:23

Sem dúvidas um clássico moderno…
Destaco os dois pontos que mais me agradaram no todo; as ambientações/cenários predominantemente verde-azulados assim como os figurinos dos personagens e a trilha sonora que complementa perfeitamente o filme de forma a torna-lo ainda mais memorável…

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Carlos Felipe Bellini 16 de maio de 2018 - 23:40

Sabe porquê o filme ganhou o oscar? Porquê representa o espirito velho e decadente de Hollywood… Venho a pessoas om medo de comentar: o filme é ruim. E Hollywood babou o ovo porquê sabe que sô têm produzido filme de quinta. A mulher que parece uma songa monga antisocial – que se não bastasse apelação – é muda. Transa comm um porra feia escrota. Mais minha mente culta deveria ver isso, segundo Hollywood como ” duplo sentido.” Não há duplo sentido; há fato: roteiro barato e confusamente apelativo. Hollywood acha que pode universializar até a bosta. Vocês não são Shakespeare velhotes!!! Kkkkkk

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Zé Higídio 31 de março de 2018 - 01:20

Achei um bom filme, e nada além disso. Definitivamente não merecedor de um Oscar de Melhor Filme. É bonito, mas é também previsível. A história de amor é comovente, mas a forma como ela começa não é convincente. O personagem do Michael Shannon é marcante, mas chega um momento em que ele passa a parecer um vilão de quadrinhos. Algumas cenas parecem não encaixar. Outras acontecem rápido demais. A edição no todo não é das melhores. A proposta de conto de fadas deixa no final uma sensação de falta de grandiosade e originalidade no desfecho. É, sim, um bom filme. Mas para Guillermo del Toro e para o reconhecimento e prêmios que vem ganhando, é um tanto decepcionante. Mas ainda interessante.

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Raffiinha 1 de março de 2018 - 18:05

Achei o filme muito feito de momentos. O todo dele não me agradou, apenas algumas partes.

É um filme que pontua muito pautas atuais. Intolerância, preconceito, assédio sexual e moral. Só que a parte profunda do filme fica muito escondida atrás da metalinguagem.
Achei que faltou um pouco de simplicidade quanto a esse aspecto, enquanto que a simplicidade na maneira de contar a narrativa passou muito do ponto.

Por mais que eu tenha achado interessante toda a mensagem por trás da obra, ela em momento algum me fisgou. Não consegui me emocionar nem ser surpreendido hora alguma pelo filme.

Me senti decepcionado. Talvez o combo trabalho do Del Toro mais a quantidade de indicações ao Oscar tenha e gerado uma expectativa alta demais.

Responder
Renan 4 de março de 2018 - 02:18

Concordo com tudo Rafa !

Responder
Renan 4 de março de 2018 - 02:18

Concordo com tudo Rafa !

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Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:27

@rafasilveira:disqus, uma pena. Sempre é melhor gostarmos de ver um filme, mas se não te encantou na primeira vez, não vai fisgar na segunda. É bem difícil algo do tipo acontecer. Tem várias circunstâncias que afetam uma experiência cinematográfica. Mas pode ter certeza, tem algo em A Forma da Água que torna possível que uma pessoa dê 5 estrelas e saia maravilhado do cinema. Foi isso que fiz e a minha dissertação está aí, desenvolvendo os aspectos que entendi terem sido capazes de me emocionar, não necessariamente na questão do choro de alegria ou felicidade, mas em relação ao sentir.

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paulo ricardo 22 de fevereiro de 2018 - 19:03

Só vi hj , filme muito bom , uma história de amor entre excluídos , contada pelo mestre Del Toro ! Bela Crítica ,
Gabriel !

Responder
paulo ricardo 22 de fevereiro de 2018 - 19:03

Só vi hj , filme muito bom , uma história de amor entre excluídos , contada pelo mestre Del Toro ! Bela Crítica ,
Gabriel !

Responder
Rafael Martins 18 de fevereiro de 2018 - 07:10

Olá! Me permite? Filme que preenche todas as lacunas das políticas identitárias. Roteiro exageradamente sentimentalóide — parece um romance adolescente. SUPERESTIMADO. Abraço.

Responder
Leonardo Raimundi 21 de fevereiro de 2018 - 19:39

falou o gênio da sétima arte

Responder
Leonardo Raimundi 21 de fevereiro de 2018 - 19:39

falou o gênio da sétima arte

Responder
Luiz Santiago 21 de fevereiro de 2018 - 21:17

Hahahahaha #morto

Responder
Luiz Santiago 21 de fevereiro de 2018 - 21:17

Hahahahaha #morto

Responder
Darlan 1 de março de 2018 - 08:10

Concordo com você… filme muiiiito chato. Se tirar as cenas nudez e sexo (totalmente desnecessárias), poderia ter sido feito como um desenho animado, as crianças iam adorar o homem-peixe. O Touro Ferdinando foi mais divertido.

Responder
Darlan 1 de março de 2018 - 08:10

Concordo com você… filme muiiiito chato. Se tirar as cenas nudez e sexo (totalmente desnecessárias), poderia ter sido feito como um desenho animado, as crianças iam adorar o homem-peixe. O Touro Ferdinando foi mais divertido.

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:17

Porque o Touro Ferdinando é uma obra-prima…

Responder
Elton Miranda 3 de março de 2018 - 13:30

eu não li isso

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:20

@andrsinqueira:disqus, S-U-P-E-R-E-S-T-I-M-A-D-O!

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:20

@andrsinqueira:disqus, S-U-P-E-R-E-S-T-I-M-A-D-O!

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IggyCiorano 6 de junho de 2018 - 16:46

@disqus_FZGLjgxKO4:disqus Seu comentário é o mais cirúrgico daqui, estética e eticamente. E ver o pessoal aloprando com histeria e ironia aqui embaixo é ainda mais divertido.

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cristian 17 de fevereiro de 2018 - 12:52

Apesar de toda produção, direção e atuação principal em nenhum momento me emocionei ou me preocupei com o destino da história, isso por que ela é tão obvia que tira qualquer possibilidade mais profunda. Dito isso, eu penso que o médio feito a perfeição nunca será perfeito, para o filme ir alem ele precisa alcançar outro degrau coisa que este filme não tem. Vale a pena ir ver sim, é muito bonito e sincero, mais não espere muito alem de uma historia de amor.

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:35

@disqus_3giNDWryIu:disqus, “não espere muito além de uma história de amor”. Ué, isso está certo. A questão é que temos uma história de amor maravilhosa. Acho pretensioso classificar algo mais simples como se fosse algo médio. Não se engane com um conteúdo simplista. O que temos é a simplicidade, o que aufere o maior poder de comunicação possível. Acho que, assim como na vida, as pessoas vão sair melhores de filmes como esse, que tem algo para dizer, não necessariamente algo social ou relevante para sociedade, mas algo artístico mesmo, se derem espaço para ouvir. Vale o exercício para futuras produções.

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:35

@disqus_3giNDWryIu:disqus, “não espere muito além de uma história de amor”. Ué, isso está certo. A questão é que temos uma história de amor maravilhosa. Acho pretensioso classificar algo mais simples como se fosse algo médio. Não se engane com um conteúdo simplista. O que temos é a simplicidade, o que aufere o maior poder de comunicação possível. Acho que, assim como na vida, as pessoas vão sair melhores de filmes como esse, que tem algo para dizer, não necessariamente algo social ou relevante para sociedade, mas algo artístico mesmo, se derem espaço para ouvir. Vale o exercício para futuras produções.

Responder
cristian 9 de março de 2018 - 16:00

Ah que otimista rs Essa história de amor é só mais uma mesmo por que temos várias versões dessa história, então por mais lindamente filmada não consigo ver como algo especial. O simples precisa de um fator “Como eu nunca pensei nisso antes” pra que o publico não veja ele como só mais um bolo de festa de isopor. Não que o filme seja ruim, pelo contrário, mais nem de longe acho que vai ser representativo ao longo dos anos.

Responder
cristian 9 de março de 2018 - 16:00

Ah que otimista rs Essa história de amor é só mais uma mesmo por que temos várias versões dessa história, então por mais lindamente filmada não consigo ver como algo especial. O simples precisa de um fator “Como eu nunca pensei nisso antes” pra que o publico não veja ele como só mais um bolo de festa de isopor. Não que o filme seja ruim, pelo contrário, mais nem de longe acho que vai ser representativo ao longo dos anos.

Responder
André Prado 14 de fevereiro de 2018 - 17:00

Filme “bobo” e de roteiro “clichê? Sim. O mais do mesmo feito para emocionar? Sim. Contudo, esse é também um filme capaz de aquecer corações, e para mim isso basta. “A Forma da Água” é isso, e essa simplicidade realmente “boba” é complementada pela sensibilidade de cada personagem, de cada quadro. Pela sua poesia contada na tela que arranca sorrisos.

Sim, concordo que “O Labirinto do Fauno” também de Del Toro é muito melhor, tão quanto sensível e lindo na fotografia e cenário, mais original como roteiro. Mas creio que é exagero dizer que “A Forma da Água” é superestimado. Oras, se falamos desse filme com tanta empolgação, creio que ele atingiu seu objetivo de ser belo aos olhos do espectador, então se esse filme levar o Oscar é merecido.

O que realmente importa é ver no cinema uma boa história sendo contada, e acho que ele se encaixa nesse quesito. Há cinema para tudo e para todos. e o que vale aqui não é a originalidade do roteiro, mas sobretudo a forma que ela é contado. E isso vale principalmente para histórias românticas que se reciclam com o tempo, como “A Bela e a Fera” que você citou e que é a rigor, poderia ser o nome do filme.

E bom, mais do que plot twists e viradas, boas histórias são contadas para se guardar nos corações e mentes, como as fábulas que eram contadas pelas nossas avós. E Guillermo Del Toro conseguiu isso (de novo).

Responder
Bruno Gomez 13 de fevereiro de 2018 - 14:38

Filme “mais do mesmo.” Típica receita e bolo hollywoodiana pra fazer público e crítica. Filme cheio de clichês e bobo. É previsível demais, lembro ter visto alguns filmes com trama semelhante, filme tipico de SEÇÃO DA TARDE com algum toque de romancismo e poético, boa técnica, fotografia excelente e um boa direção, com um diretor muito bom e que está nas graças de Hollywood, assim como foi com Avatar e outros. Ainda assim, um filme bobo e fraco.

E ainda está sendo acusado de plagiar um livro chamado “Let Me Hear You Whisper.” Neste livro, uma faxineira se apaixona por um golfinho em uma base militar.

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:32

@disqus_JdWNfisCIo:disqus , acho que você confundiu com Splash: Uma Sereia em Minha Vida…

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:32

@disqus_JdWNfisCIo:disqus , acho que você confundiu com Splash: Uma Sereia em Minha Vida…

Responder
Lorena Mamede 9 de fevereiro de 2018 - 13:17

Não achei que parte do Giles diante do racismo e homofobia tenha sido ruim. Porque ele até então tinha sido alguem afastado de qlqr problematica social e politica (isso é representado pela sua insistencia para Eliza trocar de canal quando esta passa por canais que mostram protesto, violência e etc). E quando ela pede que participe de algo que seria uma grande infração da lei, ir contra o governo, pela logica do personagem faz sentido ele negar. Então, penso eu, ele precisaria de um baque, e a tal cena do racismo e homofobia foi o tal baque, porque foi quando ele percebeu que ele mesmo era uma “criatura repulsiva” (assim como o “monstro”) para aquela sociedade. Acho q isso foi importante pra ele se afeiçoar a ideia. E se vc refletir bem, todas as personagens envolvidas eram rechaçadas pela sociedade da época: a muda, o velho gay, a negra, o soviético.

Responder
Ary Neto 11 de fevereiro de 2018 - 03:51

Concordo plenamente e adiciono, na lista dos oprimidos no filme, também a figura da mulher, independente da etnia, basta ver o discurso dos maridos. O filme me pareceu costurar muito bem a naturalidade que o homem branco tem em desmerecer o resto do mundo e isso não foi nenhuma tentativa de reconstruir os anos 60 não, foi uma crítica para os dias de hoje. Se o Cinema não se encarregar de revolucionar, sua “imparcialidade” fará a manutenção do status quo.

Responder
Ary Neto 11 de fevereiro de 2018 - 03:51

Concordo plenamente e adiciono, na lista dos oprimidos no filme, também a figura da mulher, independente da etnia, basta ver o discurso dos maridos. O filme me pareceu costurar muito bem a naturalidade que o homem branco tem em desmerecer o resto do mundo e isso não foi nenhuma tentativa de reconstruir os anos 60 não, foi uma crítica para os dias de hoje. Se o Cinema não se encarregar de revolucionar, sua “imparcialidade” fará a manutenção do status quo.

Responder
Adriano Ramos 8 de fevereiro de 2018 - 23:42

Acho que é um caso de “filme contextual” (existe essa expressão???), no sentido de quê é aconselhável vê-lo entrando no contexto de fantasia, de conto-de-fadas moderno que ele é. Assim, é possível opinar quê há muito mais pontos positivos quê negativos no filme. De negativo, mesmo, quê incomoda, a cena da lancheria. Outras, como o “vilão” caricato (com suas fraquezas por automóveis bonitos e livros de auto-ajuda (!!!)) e a maneira simplória como Namor-Baiacu foi resgatado, fazem parte da fantasia. Positivos? A emotividade sincera, as ousadias do diretor (uau!!!), Elisa*… *Elisa, a “Bela” quê não é bonita, a “princesa” pobre, muda e quê limpa a sujeira alheia. A heroína com (muito) tesão, é maravilhosa!!!!!!!

Responder
Marcos M. 7 de fevereiro de 2018 - 23:40

Ótima crítica, como sempre!

Só acrescentaria a questão crítica à falta de voz das minorias, o que fica retratado literalmente em Elisa e no expressivo fato deque as únicas pessoas que se dispõem a aprender a língua dos sinais para se comunicar com Elisa sejam seu solitário amigo gay e sua colega de trabalho negra. São eles os responsáveis por trazer a voz de Elisa para o mundo, justamente as pessoas que conhecem na pele a dificuldade de não ter sua voz ouvida: http://farofageek.com.br/filmes/a-forma-da-agua-monstros-deuses-e-nossa-voz-no-mundo/?utm_source=comentarios&utm_medium=sites&utm_campaign=planocritico

Responder
Gabriel Carvalho 23 de fevereiro de 2018 - 05:50

@mmalagris:disqus, adorei a relação que você deu a questão das vozes, ótima pontuação. No mais, valeu pelo feedback. Grande abraço!

Responder
Diogo Maia 7 de fevereiro de 2018 - 21:57

Achei o filme bom, apenas isso. Superestimado de certa forma pela crítica, pois o roteiro é bem trivial e clichê.

Responder
Carolina Bastos 7 de fevereiro de 2018 - 13:13

Eu não sei, mas cá com meus botões, eu formulei uma teoria sobre as origens da Elisa: Eu acho, SÓ ACHO, que ela é a fêmea da espécie do bicho. Vejam pq acho isso:
1 – No filme, diz que ela foi encontrada perto de um rio
2 – Aquelas cicatrizes que ela tinha no pescoço nada mais eram que guelras, que alguém, por ignorância, suturou achando que eram feridas
3 – Ela sempre adorou água
4 – Ela não é surda, mas não também fala. Não é explicado pq não.
5 – Desde o início, Elisa sentiu uma atração incomum pela criatura, quando qualquer outra mulher (eu me incluindo) MORRERIA de medo dele. Será que inconscientemente ela e o bicho sentiram que eram da mesma espécie?
6 – Elisa era aparentemente uma mulher normal, com desejos normais. Então pq ela não se casou? Será que ela não sentia desejo por humanos por que inconscientemente sentia que eles não eram da mesma espécie que ela?
7 – Também tem o sobrenome dela “Esposito”. Ora, se ela era supostamente uma órfã americana, pq lhe dar um sobrenome italiano/latino? Isso me fez crer que Elisa talvez não fosse realmente de origem americana. E se… aí vem a bomba… ela fosse sul-americana? Talvez da Venezuela, Colômbia ou Equador? Isso corroboraria perfeitamente com ela sendo a fêmea da espécie da criatura, que por um capricho do destino, acabou por conseguir se juntar ao macho de sua espécie à milhares de quilômetros do lar original dos dois, ou seja, o rio amazonas!

Responder
Marcos M. 7 de fevereiro de 2018 - 23:37

Curti a teoria!

Responder
Marcos M. 7 de fevereiro de 2018 - 23:37

Curti a teoria!

Responder
John Locke 7 de fevereiro de 2018 - 09:44

Cara, assisti ontem e me emocionei no cinema, palmas para Del Toro 🙂

Responder
Gabriel Carvalho 4 de março de 2018 - 05:35

Idem!!

Responder
Carolina Bastos 6 de fevereiro de 2018 - 22:16 Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 06:09

HUAHAUAHUAHUAHAUAUHAU EU TO BERRANDO!!!!!

Responder
Marcos M. 7 de fevereiro de 2018 - 23:37

ahhahahahaah

Responder
Marcos M. 7 de fevereiro de 2018 - 23:37

ahhahahahaah

Responder
FELIPE AGUIAR 6 de fevereiro de 2018 - 00:38

Poesia em forma de cinema. Filmaço!
Engraçado como ele usou uma estrutura muito parecida com o Labirinto do Fauno pra contar uma história bem diferente.
E só del Toro pra fazer sentir alegria e ojeriza ao mesmo tempo… Hahahaha.

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 16:42

Realmente tem tudo lá, a heroína frágil, a oportunidade surreal de viver representada por uma criatura misteriosa, aliados que são os únicos que fazem a vida dela valer a pena num mundo que os rejeita, e um final que pode ou não ser ilusório. Claro que o filme também tem outros elementos que o separam da obra anterior.

Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2018 - 21:26

@joao_lucas_ribeiro_lopes:disqus, adorei a questão do final ambíguo. Quem está reclamando que ele é muito feliz, não entendeu que o cerne da questão não é ele ser feliz ou não, e sim, ele ser mágico e se basear na magia, muitas vezes provinda de nossa própria imaginação, para acontecer.

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 21:50




















Até agora tô imaginando se ela era uma sereia, quando era bebê foi encontrada na água, tinha guelras e ainda por cima não falava, igual a ariel na história, (não sei se no livro também era assim).

Responder
Carolina Bastos 7 de fevereiro de 2018 - 13:13

Eu não sei, mas cá com meus botões, eu formulei uma teoria sobre as origens da Elisa: Eu acho, SÓ ACHO, que ela é a fêmea da espécie do bicho. Vejam pq acho isso:
1 – No filme, diz que ela foi encontrada perto de um rio
2 – Aquelas cicatrizes que ela tinha no pescoço nada mais eram que guelras, que alguém, por ignorância, suturou achando que eram feridas
3 – Ela sempre adorou água
4 – Ela não é surda, mas não também fala. Não é explicado pq não.
5 – Desde o início, Elisa sentiu uma atração incomum pela criatura, quando qualquer outra mulher (eu me incluindo) MORRERIA de medo dele. Será que inconscientemente ela e o bicho sentiram que eram da mesma espécie?
6 – Elisa era aparentemente uma mulher normal, com desejos normais. Então pq ela não se casou? Será que ela não sentia desejo por humanos por inconscientemente sentia que eles não eram da mesma espécie que ela?
7 – Também tem o sobrenome dela “Esposito”. Ora, se ela era supostamente uma órfã americana, pq lhe dar um sobrenome italiano/latino? Isso me fez crer que Elisa talvez não fosse realmente de origem americana. E se… aí vem a bomba… ela fosse sul-americana? Talvez da Venezuela, Colômbia ou Equador? Isso corroboraria perfeitamente com ela sendo a fêmea da espécie da criatura, que por um capricho do destino, acabou por se juntar ao macho de sua espécie à milhares de quilômetros do lar original dos dois, ou seja, o rio amazonas!

JJL_ aranha superior 7 de fevereiro de 2018 - 14:23

Realmente, desde o começo o filme não se deu o trabalho de explicar porque ela ficou tão interessada no bicho, desde o começo parecia que ela via ele como crush, tipo do nada, essa pode ser uma boa justificativa. Sobre nunca ter se casado, acho que foi só porque ela nunca encontrou um homem decente e respeitoso, já que na época a intolerância era praticamente generalizada, mas sobre ela gostar de água e não poder falar por que fecharam as guelras então dá pra apoiar essa teoria nesses fatores. A origem do sobre nome também sustenta muito a suposição dela ter vindo da América do Sul, apesar de eu não lembrar se ela já veio com o nome ou se só foi dado nos EUA. Aqui vão também alguns significados do nome esposito, não sei se é confiável mas lá vai:
http://www.significado.origem.nom.br/nomes/esposito.htm

JJL_ aranha superior 7 de fevereiro de 2018 - 14:23

Realmente, desde o começo o filme não se deu o trabalho de explicar porque ela ficou tão interessada no bicho, desde o começo parecia que ela via ele como crush, tipo do nada, essa pode ser uma boa justificativa. Sobre nunca ter se casado, acho que foi só porque ela nunca encontrou um homem decente e respeitoso, já que na época a intolerância era praticamente generalizada, mas sobre ela gostar de água e não poder falar por que fecharam as guelras então dá pra apoiar essa teoria nesses fatores. A origem do sobre nome também sustenta muito a suposição dela ter vindo da América do Sul, apesar de eu não lembrar se ela já veio com o nome ou se só foi dado nos EUA. Aqui vão também alguns significados do nome esposito, não sei se é confiável mas lá vai:
http://www.significado.origem.nom.br/nomes/esposito.htm

FELIPE AGUIAR 9 de fevereiro de 2018 - 15:32

Pode ser tudo isso, ou nada. Hahahaha.
(SPOILER!!!)

No final do filme, toda aquela cena acontece durante a narração do amigo dela, e dá entender que é meio “As Aventuras de Pi”: Você aceita a história mais interessante no seu ponto de vista… Se ela ressuscitou e foi viver como sereia ou se apenas morreu e a criatura vai ficar com o corpo até ele explodir em decomposição. A narração dar um ar fantasioso à resolução da história, além de que as palavras usadas são meio “seria tão bom que isso fosse verdade…” Hahahaha
Acho que os dois entendimentos funcionam bem e caminham juntos facilmente.

Sobre sua teoria, faço apenas dois apontamentos:
É explicado o porquê dela não falar. Encontraram ela com as “feridas” abertas, e entenderam que era uma cirurgia mal feita, o que impedia a sua fala.
Quanto ao fato de ser solteira, pesa a questão de ser órfã (aquela cultura de mulher de família pesava um absurdo) e o fato de ser muda também. Necessidades especiais sempre foram vistas como defeitos e deformações. Muito difícil encontrar alguém que aceitasse de boa. Este ponto inclusive é abordado em alguns momentos do filme. O diálogo entre ela e o amigo, onde ele fala que os dois são escórias fortalece meu argumento.

adrianocesar21 12 de fevereiro de 2018 - 02:44

Também tive essa impressão sobre o final… a narração do amigo deu um ar meio “imaginativo” pro destino Da Elisa… pode ou não ter acontecido. Que nem o pião do DiCaprio na Origem. Fica na visão de cada espectador aceitar que ele sobreviveu ou não.

Raphaella Kaoana Mahur 21 de fevereiro de 2018 - 14:41

ela tem domínio da agua, mostra quando ela passa os dedos no vidro do onibus e a agua a acompanha. é a pequena sereia =D

Carolina Bastos 7 de fevereiro de 2018 - 13:13

Eu não sei, mas cá com meus botões, eu formulei uma teoria sobre as origens da Elisa: Eu acho, SÓ ACHO, que ela é a fêmea da espécie do bicho. Vejam pq acho isso:
1 – No filme, diz que ela foi encontrada perto de um rio
2 – Aquelas cicatrizes que ela tinha no pescoço nada mais eram que guelras, que alguém, por ignorância, suturou achando que eram feridas
3 – Ela sempre adorou água
4 – Ela não é surda, mas não também fala. Não é explicado pq não.
5 – Desde o início, Elisa sentiu uma atração incomum pela criatura, quando qualquer outra mulher (eu me incluindo) MORRERIA de medo dele. Será que inconscientemente ela e o bicho sentiram que eram da mesma espécie?
6 – Elisa era aparentemente uma mulher normal, com desejos normais. Então pq ela não se casou? Será que ela não sentia desejo por humanos por inconscientemente sentia que eles não eram da mesma espécie que ela?
7 – Também tem o sobrenome dela “Esposito”. Ora, se ela era supostamente uma órfã americana, pq lhe dar um sobrenome italiano/latino? Isso me fez crer que Elisa talvez não fosse realmente de origem americana. E se… aí vem a bomba… ela fosse sul-americana? Talvez da Venezuela, Colômbia ou Equador? Isso corroboraria perfeitamente com ela sendo a fêmea da espécie da criatura, que por um capricho do destino, acabou por se juntar ao macho de sua espécie à milhares de quilômetros do lar original dos dois, ou seja, o rio amazonas!

Raphaella Kaoana Mahur 21 de fevereiro de 2018 - 14:40

com certeza era pequena sereia, mas pouca gente percebeu isso hahahah

JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 21:50




















Até agora tô imaginando se ela era uma sereia, quando era bebê foi encontrada na água, tinha guelras e ainda por cima não falava, igual a ariel na história, (não sei se no livro também era assim).

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 22:02

Sobre o final, acho que a narração no começo e no fim deixam bem claro o objetivo que você falou.

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 22:02

Sobre o final, acho que a narração no começo e no fim deixam bem claro o objetivo que você falou.

Responder
FELIPE AGUIAR 9 de fevereiro de 2018 - 15:06

Sério que a essa altura do campeonato estão reclamando disto?! Acho a melhor coisa dos filmes dele!! Essa galera é osso…

Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2018 - 21:26

@joao_lucas_ribeiro_lopes:disqus, adorei a questão do final ambíguo. Quem está reclamando que ele é muito feliz, não entendeu que o cerne da questão não é ele ser feliz ou não, e sim, ele ser mágico e se basear na magia, muitas vezes provinda de nossa própria imaginação, para acontecer.

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 16:42

Realmente tem tudo lá, a heroína frágil, a oportunidade surreal de viver representada por uma criatura misteriosa, aliados que são os únicos que fazem a vida dela valer a pena num mundo que os rejeita, e um final que pode ou não ser ilusório. Claro que o filme também tem outros elementos que o separam da obra anterior.

Responder
Carolina Bastos 5 de fevereiro de 2018 - 23:05

O filme é si é lindo, chega a ser poético, especialmente, no final, mas tem erotismo demais desnecessariamente. Especialmente a cena do cara com a mulher dele não acrescenta NADA de especial pro filme! Me deu a impressão de que jogaram aquele lixo de cena só pra causar e dizer pro povão “Ó, tem sexo no filme, viu?” Como se já não existissem dezenas de “50 tons de cinza” e outros filmes tais feitos pra agradar o tipo de público que gosta disso!
Agora, falando sério… Pq não se ativeram ao relacionamento da Elisa e do monstro, QUE ISSO SIM ERA LINDO? Pq mostrar aquelas cenas tão nojentas? POR QUÊ????

Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2018 - 04:41

@Carol1977:disqus, a cena mostra a perversão de Strickland com a sua mulher. Os impulsos sexuais deles são doentios dentro do contexto, assim como o anseio dele pela submissão. Achei a cena de sexo coerente em induzir o público a ter mais antipatia com o personagem, dando margem ao diálogo dele e da Eliza sobre silêncio.

Abra~ps;

Responder
Carolina Bastos 6 de fevereiro de 2018 - 12:10

Continuo achando desnecessário. Todo mundo viu que o cara era um babaca idiota e perverso,especialmente quando ele torturava o pobre do bicho e matou o coitado do russo. Não precisava mostrar aquela cena grotesca! Eca!!!!

Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2018 - 21:23

@Carol1977:disqus, mas nada disso revela a perversão sexual dele, a relação dele com o silêncio, com a submissão. Achei bem coerente mesmo.

Responder
Carolina Bastos 6 de fevereiro de 2018 - 22:14

E eu lá quero saber do que o cara gosta ou não gosta na cama? Eu quero saber da história da Elisa e do bicho, o resto não me interessa, não!

Gabriel Carvalho 7 de fevereiro de 2018 - 06:13

@Carol1977:disqus, mas faz parte da caracterização do antagonista da história. Cria camadas de malvadeza nele. Talvez para você não lhe interesse, mas me interessou, e tem propósito dentro da narrativa extremamente válido.

Gabriel Carvalho 7 de fevereiro de 2018 - 06:13

@Carol1977:disqus, mas faz parte da caracterização do antagonista da história. Cria camadas de malvadeza nele. Talvez para você não lhe interesse, mas me interessou, e tem propósito dentro da narrativa extremamente válido.

Gabriel Leão Buendía 9 de maio de 2020 - 18:25

A cena foi tão competente no seu intento que realçou a ojeriza que você sentiu pelo antagonista. As cenas precisam passar uma mensagem, um sentido, uma emoção, mas nem sempre tem de ser belas, esteticamente ou metaforicamente.

Carolina Bastos 6 de fevereiro de 2018 - 22:14

E eu lá quero saber do que o cara gosta ou não gosta na cama? Eu quero saber da história da Elisa e do bicho, o resto não me interessa, não!

Carolina Bastos 6 de fevereiro de 2018 - 12:10

Continuo achando desnecessário. Todo mundo viu que o cara era um babaca idiota e perverso,especialmente quando ele torturava o pobre do bicho e matou o coitado do russo. Não precisava mostrar aquela cena grotesca! Eca!!!!

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 17:00

SPOILERS















Eu também achei que fez um bom paralelo com a criatura, que, apesar de ter comportamento animal, tratou Eliza com delicadeza, sempre esperando a moça dar um passo na relação para que ele pudesse segui-lo, e respeitando suas limitações por serem de espécies diferentes. Acho inclusive que o ser pode ter aceitado as relações sexuais única e exclusivamente para o prazer da amada sem pensar no seu próprio, não lembro de algum momento em que ele tenha pedido por sexo, suas necessidades pareciam se resumir na contemplação, alimentação e interação. E enquanto strickland tinha prazer na dor daqueles que considerava como inimigos, a forma tirou sua vida rapidamente e logo deu as costas, ao invés de aproveitar o momento de dor e aflição daquele que o atacou, torturou e quase matou sua amada.

Responder
Carolina Bastos 6 de fevereiro de 2018 - 19:38

Isso sim, foi foi uma boa colocação.

Responder
Carolina Bastos 6 de fevereiro de 2018 - 19:38

Isso sim, foi foi uma boa colocação.

Responder
FELIPE AGUIAR 9 de fevereiro de 2018 - 15:40

Exatamente. A conversa dos dois na sala do cara justifica a cena dele com a esposa.
A cena é constrangedora e desconfortável, mas não gratuita.

Responder
Carolina Bastos 5 de fevereiro de 2018 - 23:05

O filme é si é lindo, chega a ser poético, especialmente, no final, mas tem erotismo demais desnecessariamente. Especialmente a cena do cara com a mulher dele não acrescenta NADA de especial pro filme! Me deu a impressão de que jogaram aquele lixo de cena só pra causar e dizer pro povão “Ó, tem sexo no filme, viu?” Como se já não existissem dezenas de “50 tons de cinza” e outros filmes tais feitos pra agradar o tipo de público que gosta disso!
Agora, falando sério… Pq não se ativeram ao relacionamento da Elisa e do monstro, QUE ISSO SIM ERA LINDO? Pq mostrar aquelas cenas tão nojentas? POR QUÊ????

Responder
Felipe 5 de fevereiro de 2018 - 15:37

Visualmente achei maravilhoso, assim como também o é a condução da história. Mas achei um filme um pouco grotesco e despropositado.

Responder
Felipe 5 de fevereiro de 2018 - 15:37

Visualmente achei maravilhoso, assim como também o é a condução da história. Mas achei um filme um pouco grotesco e despropositado.

Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2018 - 04:44

@disqus_xl4qTCb0Ao:disqus, mas ser grotesco na medida certa não é um defeito. Já grotesco despropositadamente, pode até ser, visto que esse não é um filme gore pelo gore. Mas o grotesco de A Forma da Água tem cabimento e o grotesco tem a própria função de ser grotesco, mas com propósitos narrativos válidos, como a questão dos dedos, que indica a selvageria do Homem-Anfíbio, sem necessariamente mostrar a sua selvageria.

Responder
Felipe 6 de fevereiro de 2018 - 10:51

Eu até entendo a proposta de mostrar a selvageria do Homem-Anfíbio e até mesmo (pode ser coisa da minha cabeça) o paralelo da selvageria entre o anfíbio e Strickland. Mas realmente, no geral, apesar da beleza estética, foi um filme que me deixou um pouco enojado.

Responder
Felipe 6 de fevereiro de 2018 - 10:51

Eu até entendo a proposta de mostrar a selvageria do Homem-Anfíbio e até mesmo (pode ser coisa da minha cabeça) o paralelo da selvageria entre o anfíbio e Strickland. Mas realmente, no geral, apesar da beleza estética, foi um filme que me deixou um pouco enojado.

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 17:16

O engraçado é que as cenas de maior apreensão e que mais nos causam nojo envolvem o strickland e seu desejo de submissão, como na cena com sua esposa, ou quando quase arranca seus dedos desesperado para acabar com a dor. Enquanto nas cenas de sexo com a forma nós não enxergamos como mero prazer ou fetiche, mas dois seres felizes por estarem juntos.

Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2018 - 21:25

@joao_lucas_ribeiro_lopes:disqus, perfeita relação. O sexo entre a mulher e a criatura é belo, o sexo entre o vilão e sua esposa é doentio.

Responder
JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 21:58

Em ambos os casos, acredito eu, o objetivo era a satisfação de um dos indivíduos, no caso do patrão apenas ele se satisfazia enquanto a mulher foi forçada. Com eliza e a forma, a moça queria prazer daquele jeito e a criatura permitiu mesmo que aquilo talvez fosse estranho para ele ou que ele não tivesse necessidade.

JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 21:58

Em ambos os casos, acredito eu, o objetivo era a satisfação de um dos indivíduos, no caso do patrão apenas ele se satisfazia enquanto a mulher foi forçada. Com eliza e a forma, a moça queria prazer daquele jeito e a criatura permitiu mesmo que aquilo talvez fosse estranho para ele ou que ele não tivesse necessidade.

JJL_ aranha superior 6 de fevereiro de 2018 - 17:16

O engraçado é que as cenas de maior apreensão e que mais nos causam nojo envolvem o strickland e seu desejo de submissão, como na cena com sua esposa, ou quando quase arranca seus dedos desesperado para acabar com a dor. Enquanto nas cenas de sexo com a forma nós não enxergamos como mero prazer ou fetiche, mas dois seres felizes por estarem juntos.

Responder
Gabriel Carvalho 6 de fevereiro de 2018 - 04:44

@disqus_xl4qTCb0Ao:disqus, mas ser grotesco na medida certa não é um defeito. Já grotesco despropositadamente, pode até ser, visto que esse não é um filme gore pelo gore. Mas o grotesco de A Forma da Água tem cabimento e o grotesco tem a própria função de ser grotesco, mas com propósitos narrativos válidos, como a questão dos dedos, que indica a selvageria do Homem-Anfíbio, sem necessariamente mostrar a sua selvageria.

Responder
Ricardo Correa 2 de fevereiro de 2018 - 21:18

Caro Grabiel : realmente achei sua crítica ou o jeito como ela foi escrita um tanto destoante do resto do que lemos / vemos por aki neste site .Me pareceu um tanto digamos mais tentativa de demostrar erudição do que true / real vontade de hq ou filmática paixão , ok ? Outrossim ? De qualquer forma achei que vc se repetiu um pouco nos parágrafos , nos argumentos …Isto deixa muita gente away / sentindo que crônicas filosóficas demais são talvez nerd de menos .Ok não assisti o filme ainda , mas nunca tinha lido nada tão platônico sobre Del Toro que costuma causar mais diversas emoções e reações .Por favor , posso apenas ter tido uma impressão leiga mas reintero que não me conectei . Fique com Deus !

Responder
Ricardo Correa 2 de fevereiro de 2018 - 21:18

Caro Grabiel : realmente achei sua crítica ou o jeito como ela foi escrita um tanto destoante do resto do que lemos / vemos por aki neste site .Me pareceu um tanto digamos mais tentativa de demostrar erudição do que true / real vontade de hq ou filmática paixão , ok ? Outrossim ? De qualquer forma achei que vc se repetiu um pouco nos parágrafos , nos argumentos …Isto deixa muita gente away / sentindo que crônicas filosóficas demais são talvez nerd de menos .Ok não assisti o filme ainda , mas nunca tinha lido nada tão platônico sobre Del Toro que costuma causar mais diversas emoções e reações .Por favor , posso apenas ter tido uma impressão leiga mas reintero que não me conectei . Fique com Deus !

Responder
Gabriel Carvalho 3 de fevereiro de 2018 - 12:08

@disqus_pyBgHRfmVN:disqus, eu gostei do texto. O site não tem um padrão de críticas e acho fundamental que cada um tenha seu próprio estilo de escrita. Isso não é uma tentativa de me gabar. Eu escrevo assim. Talvez uma hora você irá comprar o meu texto. Quanto mais ler melhor. Achei os parágrafos bem coesos dentro da estrutura geral, mas captei a sua crítica da crítica. Vou avaliar.

Responder
Ricardo Correa 3 de fevereiro de 2018 - 13:06

É isso aí ! Já me ganhou pelo fato de termos como dialogar sem traumas ou etceteras ok? GREAT ! Pois esta foi exatamente minha tentativa : não ” formatar ” ou simplesmente impor minha visão de algo , mas sim só tentar ajudar no que achei exagero – não ruim ou algo assim não interado . Vc deu a nós o sacro ” direito de resposta ” sem claro , querer ser pesado neste termo tão ” social “.. Já temos um outro point e daqui seguiremos . Valeuzão !

Responder
Ricardo Correa 3 de fevereiro de 2018 - 13:06

É isso aí ! Já me ganhou pelo fato de termos como dialogar sem traumas ou etceteras ok? GREAT ! Pois esta foi exatamente minha tentativa : não ” formatar ” ou simplesmente impor minha visão de algo , mas sim só tentar ajudar no que achei exagero – não ruim ou algo assim não interado . Vc deu a nós o sacro ” direito de resposta ” sem claro , querer ser pesado neste termo tão ” social “.. Já temos um outro point e daqui seguiremos . Valeuzão !

Responder
Dinha 4 de fevereiro de 2018 - 06:47

Vivendo e aprendendo com aqueles que lidam com o público na internet. Parabéns.

Responder
Gabriel Carvalho 3 de fevereiro de 2018 - 12:08

@disqus_pyBgHRfmVN:disqus, eu gostei do texto. O site não tem um padrão de críticas e acho fundamental que cada um tenha seu próprio estilo de escrita. Isso não é uma tentativa de me gabar. Eu escrevo assim. Talvez uma hora você irá comprar o meu texto. Quanto mais ler melhor. Achei os parágrafos bem coesos dentro da estrutura geral, mas captei a sua crítica da crítica. Vou avaliar.

Responder
Henrique Souza Camargos 1 de fevereiro de 2018 - 14:00

Eu achei bem inferior ao Labirinto do Fauno, com certeza esse tem muito mais cara de Oscar. Mas vou ficar feliz se o Del Toro ganhar, por tudo que ele representa pessoalmente. Mesmo não sendo top 4 na lista dos melhores filmes que estão concorrendo ao prêmio máximo do Oscar.

Responder
Henrique Souza Camargos 1 de fevereiro de 2018 - 14:00

Eu achei bem inferior ao Labirinto do Fauno, com certeza esse tem muito mais cara de Oscar. Mas vou ficar feliz se o Del Toro ganhar, por tudo que ele representa pessoalmente. Mesmo não sendo top 4 na lista dos melhores filmes que estão concorrendo ao prêmio máximo do Oscar.

Responder
Mariana Xavier Almeida 31 de janeiro de 2018 - 12:22

Critica de Lady Bird já tem?

Responder
Luiz Santiago 31 de janeiro de 2018 - 12:47

Não. Em breve.

Responder
Mariana 31 de janeiro de 2018 - 10:40

Gente, e aquela acusação de que a história é plágio de uma peça do Paul Zindel? Procede mesmo?

Responder
Mariana 31 de janeiro de 2018 - 10:40

Gente, e aquela acusação de que a história é plágio de uma peça do Paul Zindel? Procede mesmo?

Responder
Gabriel Carvalho 31 de janeiro de 2018 - 14:13

@disqus_GRoOGsH1Kc:disqus, é uma questão complicada, mas eu não estudei afundo a questão para poder opinar com propriedade. De qualquer, forma é uma acusação, não uma comprovação.

Responder
Mariana 31 de janeiro de 2018 - 17:28

Obrigada pelo retorno! Eu não conheço a peça, fiquei só interessada pelos desdobramentos. E torcendo muito para ser um equívoco.

Responder
Gabriel Carvalho 31 de janeiro de 2018 - 14:13

@disqus_GRoOGsH1Kc:disqus, é uma questão complicada, mas eu não estudei afundo a questão para poder opinar com propriedade. De qualquer, forma é uma acusação, não uma comprovação.

Responder
planocritico 31 de janeiro de 2018 - 14:42

É muito difícil avaliar alegações de plágio sem ler a obra do Paul Zindel antes. Fiar-se em comentários de veículos de mídia que são baseados nos comentários do filho do autor é perigoso, pois há uma óbvia parcialidade. Plágio tem que ir além do conceito, da ideia por trás da história. Conceito e ideia não têm proteção.

Abs,
Ritter.

Responder
Blattoso 14 de janeiro de 2018 - 19:28

A Forma da Água acaba de ganhar o prêmio de filme mais chato do ano. Aqui em casa levou o Framboesa de Ouro com méritos.
Péssima direção, péssimos personagens, roteiro bobo. Pastiche e pastelão.
Nota 3,5 por engano artístico ao consumidor.

P.s.: vejo que esse filme venceu Critical Choices Awards desse ano o que depõe contra essa associação.

Responder
Erica Bernardo 10 de janeiro de 2018 - 19:58

Eu também não dei nota máxima para o filme porque derrapou no roteiro com erros inadmissíveis.

Responder
Erica Bernardo 10 de janeiro de 2018 - 19:58

Eu também não dei nota máxima para o filme porque derrapou no roteiro com erros inadmissíveis.

Responder
thiago 8 de outubro de 2017 - 00:22

Quando estreia esse filme no Brasil?

Responder
Guilherme Coral 9 de outubro de 2017 - 13:25

Está previsto para o dia 11 de janeiro!

Responder
R. Bertini 6 de outubro de 2017 - 14:34

Estava sentindo falta de um filme no nível de O Labirinto do Fauno (ou que chegasse perto pelo menos), espero que este seja o que procuro, e assim o Del Toro volta à sua boa forma de sempre.

Responder
Guilherme Coral 9 de outubro de 2017 - 13:25

Estava fazendo falta mesmo!

Responder
JJL_ aranha superior 5 de outubro de 2017 - 19:39

Desde o começo vi esse filme como o remake de monstro da lagoa negra, estou curioso pra ver o desempenho do del toro nesse filme e do Doug Jones. Também gostaria de recomendar novamente aqui no plano o reality show face off, feito para aqueles que gostam de maquiagem, anseiam por criatividade no cinema, e também como grandes histórias podem surgir a partir do visual de um personagem.

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