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Crítica | A Gente Se Vê Ontem

por Luiz Santiago
443 views (a partir de agosto de 2020)

plano critico See-You-Yesterday-Netflix a gente se vê amanhã

Produzido por Spike Lee e misturando ficção científica com problemas sociais e dilemas morais, A Gente Se Vê Ontem (2019) conta a história de uma dupla de amigos do Ensino Médio que estão trabalhando em uma invenção capaz de fazê-los voltar no tempo. A impulsiva Claudette ‘CJ’ (Eden Duncan-Smith) e o analítico Sebastian (Dante Crichlow) são dois jovens-prodígio que fazem contantes testes para a máquina do tempo que construíram, terminando por realizar a primeira viagem e se envolvendo em um problema muito maior do que esperavam, trazendo para o enredo os complicados problemas envolvendo viagens no tempo: a não-interferência e os paradoxos.

O roteiro de Fredrica Bailey e Stefon Bristol (que também dirigia o filme) faz uma criativa mistura entre ciência, teorias reais sobre viagem no tempo, geração de energia e mais um monte de bobagens para preencher os espaços entre esses temas, o que é perfeitamente compreensível — afinal de contas esta é uma ficção, não um documentário educativo. Passado este ponto, o público começa a acompanhar o cotidiano da dupla protagonista, vendo que pouco a pouco alguns problemas do passado de CJ e de seu irmão revelam-se e abrem as portas para um conflito que, em pouco tempo, irá se ligar à parte científica da aventura.

O ponto de partida aqui é bastante inteligente, porque traz o início das férias de verão para a dupla e, com isso, já explica a criação do projeto e o contato com certos tipos de material de laboratório, além de dar uma piscadela para o público, com Michael J. Fox interpretando um professor e repetindo o jargão do Doc em De Volta Para o Futuro. Assim que nos acostumamos com a família, a vizinhança e alguns conflitos em torno desses jovens, os problemas da obra começam a aparecer. E o que vai nos irritando progressivamente e se confirma no final da fita é a terrível construção de CJ, a insuportável personagem de Eden Duncan-Smith. Pode-se até trazer à tona o fato de que a personagem foi concebida dessa forma mesmo, com postura de poucos amigos e ações bastante questionáveis, especialmente em relação aos laços pessoais. Até aí, nenhum problema. A coisa se torna complicada quando nem mesmo uma sequência de tragédias é capaz de fazer a garota mudar de pensamento e postura.

O roteiro sustenta uma estranha ideia fixa por parte de CJ, com sua teima de retorno ao passado, algo que no início é compressível mas depois se torna insustentável. Lá no fundo, temos ecos de Efeito Borboleta, mas sem o bom desenvolvimento de personagem daquele filme. Claro que a garota passa por diferentes estágios emotivos, mas isso não configura evolução, porque ela tem esse ciclo de emoções ao longo de toda reprodução. E notem que é justamente por conta dela e pela forma como o roteiro insiste em deixá-la casca-grossa e irredutível, que o conflito moral do filme se perde quase que totalmente, o que para mim foi uma grande frustração. O texto estava fartamente ancorado nessa ideia, advinda da não-interferência, mas se a gente tem uma jovem cientista que é estúpida demais a ponto de sequer medir os estragos que está fazendo com tantas mudanças em sua timeline, isso é sim um grande problema. De todas as más escolhas do roteiro (como o mal tratamento dado a Eduardo, personagem de Johnathan Nieves) a forma como levam adiante o caráter de CJ é certamente a pior delas.

Com cenas de violência policial, violência urbana e conflitos dentro de uma comunidade que podem gerar uma bola de neve de vingança e “prestação de contas”, A Gente Se Vê Ontem consegue ser divertido, emotivo e bem interessante ao mostrar o conceito de viagem no tempo dentro de um ambiente diferente, protagonizado por jovens e brincando com algo bastante sério, fazendo com que a gente se questione: caso pudéssemos viajar para o passado, nós mudaríamos alguma coisa? Deveríamos mudar? O filme tem uma ótima trilha sonora e eu gostei bastante do tom em forte contraste da fotografia, especialmente nas cenas diurnas em plena rua, onde também temos uma variedade de cores em todo o bairro. Pudesse trabalhar melhor os seus conflitos, especialmente no final, o resultado seria ainda mais agradável e divertido.

A Gente Se Vê Ontem (See You Yesterday) — EUA, 2019
Direção: Stefon Bristol
Roteiro: Fredrica Bailey, Stefon Bristol
Elenco: Eden Duncan-Smith, Dante Crichlow, Astro, Marsha Stephanie Blake, Myra Lucretia Taylor, Wavyy Jonez, Carlos Arce Jr., Patrice Bell, Khail Bryant, Waliek Crandall, Frank Harts, Donna Hayes, Allen Holloway, Ejyp Johnson, Damaris Lewis
Duração: 86 min.

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65 comentários

João 20 de janeiro de 2021 - 09:04

Alguém sabe o nome da música quando o irmão dela morre ai aparece no beco uma música de reggae

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Rogério Nora de Carvalho 22 de julho de 2019 - 15:58

Gostei do filme como um todo.O final aberto me parece ser uma metáfora para a continuidade da luta das minorias ou dos que sofrem preconceitos. É um ciclo que dificilmente termina. Agradável a mistura da ficção com questões sociais.

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 22 de julho de 2019 - 16:25

No todo é bacana sim, mas é daqueles filmes que irritam bastante por muitas de suas decisões. O final aberto, com todos os elementos que suscita, necessitaria de uma abordagem direta do roteiro. Do jeito que foi feito não conseguiu muita coisa.

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Jessica naiara 24 de junho de 2019 - 23:57

Tomara que tenha o agente se vê ontem 2 vou amar

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Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 25 de junho de 2019 - 00:18

Na febre de continuações de hoje… nada é impossível.

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Jessica naiara 24 de junho de 2019 - 23:57

Gostei muito do filme e queria muito que tivesse continuação pra saber pq ia acontecer no final mas gostei muito do filme parabéns mesmo

Responder
Acepipe Santi🐂GADO, O PARCIAL 25 de junho de 2019 - 00:18

O final aberto, para mim, não foi exatamente algo interessante, mas se houver uma continuação, provavelmente retomarão desse ponto mesmo.

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Anônimo 21 de junho de 2019 - 13:27
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Luiz Santi🐂GADO 21 de junho de 2019 - 13:40

A protagonista é irritante mesmo. Não no início. Mas quando ela começa a teimar em fazer a mesma coisa… vai perdendo a paciência.

Não achei o roteiro nada confuso.

As tentativas de crítica social tem sim momentos muito forçados. Não são todos, mas eles existem.

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George Hora 1 de junho de 2019 - 09:08

Apesar da baixa qualidade técnica e de elenco, a importância de trazer temas centrais das questões raciais nos EUA faz do filme necessário, em especial por ser um produto pensado como de ficção cientifica e voltado para a cultura pop. A despeito dos “não racistas” nerds espernearem contra a representatividade, ver como séries (American Gods, Lucifer) trazem ao menos um episodio voltado para esse tipo de debate e isso bom, não sei se isso é reflexo do fenômeno social que foi Pantera Negra, mas pra gente como eu, gente preta que sabe da necessidade e importância de se enxergar nesse tipo de produção, que venham mais, que venham com mais qualidade e que o público “não racista” comece a tomar consciência das coisas e some na luta anti-racista.

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Luiz Santi🐂GADO 1 de junho de 2019 - 12:34

É uma boa linha de percepção, mas o tratamento deveria ser dado, como já vimos em diversos outros casos, como parte orgânica de uma obra. Veja o caso desse filme por exemplo. O fato racial está muito bem marcado e existem questões desse tema mostradas de forma clara já nos diálogos iniciais. SE o ponto da ficção científica fosse bem trabalhado, o roteiro conseguiria matar dois coelhos com uma tacada só. Mas aqui, acaba falhando em níveis diferentes, nos dois lados. O foco do filme não é a luta contra o sistema, no sentido sociológico. É pela integração ao sistema (eles querem entrar na faculdade, fazer ciência, serem reconhecidos) e mostrar que todos podem estar lá. A luta mais sistemática, no sentido sociológico + violência urbana é que falha. Porque ela está ligada à CJ e essa personagem… meu Deus. Ainda bem que o filme trabalha bem outras coisas, então é uma experiência legal. Mas…

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George Hora 1 de junho de 2019 - 14:38

Sim, concordo com a analise(como cientista social de formação), o filme, tem como catalizador uma pauta liberal (Pantera Negra o final) e isso de alguma maneira não da peso ao roteiro, como disse, é uma pena que a produção não teve cuidado, e isso não tem só a ver com falta de grana, afinal, grandes filmes já foram feitos com baixo orçamento, ao fim, fica apenas aquela sensação de que é algo que deve existir apenas poderia ser muito melhor executado, e o elenco? MDS! Como sempre as criticas e resenhas por aqui, assim como os comentários são um deleite, felicidade ter achado esse lugar.

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Luiz Santi🐂GADO 1 de junho de 2019 - 14:44

Bem-vindo ao nosso Asilo Arkham, @georgehora:disqus! Hehehehehe

Sim sim, eu concordo contigo. À medida que o filme vai passando, a gente vai inclusive sacando as oportunidades perdidas, sabe. No caso da dupla protagonista, depois da primeira viagem, isso fica ainda mais evidente. Embora eu ache que gostei mais do filme que você, tivemos os mesmos incômodos, só que com pesos diferentes dados a eles…

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Lucas Macedo 31 de maio de 2019 - 09:04

Filme bem ok. Começou bem mas terminou estranho. o foco do filme, que seria o racismo enraizado nas instituições, ficou em segundo plano do meio pro final e isso me incomodou. Crítica muito boa e nota merecida. O filme vale a pena ser visto mas sem compromisso para algo revolucionário.

Responder
Luiz Santi🐂GADO 31 de maio de 2019 - 17:20

Valeu, @disqus_NSJQSC9p9q:disqus! O final acaba boicotando o filme e é, ao mesmo tempo, herança de um roteiro que quis dizer/expor algo, mas escreveu outro. Hehhehehehehehe. Assim é complicado. Acho que o que mais marcou negativamente ESSE final aberto foi essa falta de suporte para que ele fosse aberto. Especialmente a CJ, né, porque olha…

Responder
Eduardo Maia Teller 30 de maio de 2019 - 01:59

É um filme bacana, mas como disseram embaixo, peca no final (spoilers abaixo).

Asolução para o conflito do filme é dada no início, quando alguém filma policiais ameaçando civis e eles desistem de atirar. Bastava CJ chegar com um celular já na mão filmando que ninguém morreria ali, seguindo a lógica da obra.

Gostei da ponta do Michael J. Fox. A referência já serve para estabelecer as regras de como a viagem no tempo funciona nesse filme, para os familiarizados com filmes do gênero.

Um filme que aborda melhor essa temática, mas sem viagem no tempo, é O ódio que você semeia. Se fosse um pouco mais puxado para esse estilo, acho que eu gostaria mais.

Responder
Luiz Santi🐂GADO 30 de maio de 2019 - 02:08

Eu não vi esse que você citou, mas o Gabs viu e escreveu aqui no PC sobre. Ele também gostou bastante. Esse aqui produzido pelo Spike Lee tropeça bastante nessa coisa de estruturar a resolução e principalmente a personagem principal (CJ). Confesso que para mim, ela é o carro chefe dos problemas do do roteiro.

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André Luiz 24 de maio de 2019 - 03:02

Eu nem vou assistir ao filme, sinceramente, apesar de adorar a temática viagens no tempo. Pois, ao ver o trailer, já percebi que o pano de fundo seria “crítica” ao sistema, vitimização social… E toda hora impingem esse tipo de temática, atualmente. Povo lacrador dos infernos, esse das artes. Eles são muito voltado para emoções, e não pensam racionalmente, por isso boa parte deles ligado a esses temas de esquerda, que age no emocionalismo do indivíduo. Se eu quiser temática social, eu sei onde buscar. O filme vai necessariamente apresentar os problemas de forma superficial, podendo deixar uma linguagem subliminar falsa. Me inibi. Quando eu procuro um filme de ficção é um filme de ficção, cacete.

Responder
Luiz Santi🦎Zilla 24 de maio de 2019 - 04:07

O que seria “vitimização social” e onde isto está no filme?

Quando você diz “E toda hora impingem esse tipo de temática, atualmente” você se refere à tal “vitimização social“?

O que você entende como “Povo lacrador dos infernos, esse das artes“? Isso quer dizer o quê exatamente?

Quando você diz “Eles são muito voltado para emoções, e não pensam racionalmente” significa que só as tais “pessoas de arte” são muito voltadas para emoções? O “pensar racionalmente” nesse contexto seria o que? Fazer um filme com robôs viajando no tempo? Porque onde tem humanos, tem emoções. Ou não?

Quando você diz “por isso boa parte deles ligado a esses temas de esquerda” isso quer dizer alguma coisa em específico? O que são os tais “temas de esquerda” que envolve artes + emoções?

Quando você diz “Se eu quiser temática social, eu sei onde buscar.” você diz isso em relação ao filme ou foi um simples desabafo? Ficção científica sem abordar alguma temática filosófica ou teórica ou histórica ou social ou cultural ou emocional? Onde tem?

Qual é a “linguagem subliminar falsa” desse filme?

Por que você “se inibiu“? Tem alguma coisa a ver com emoções + artes + linguagem subliminar falsa? Se sim, explique como é possível se inibir com isso, assistindo a um filme.

Ao dizer “Quando eu procuro um filme de ficção é um filme de ficção, cacete.“, você sugere que este filme não é um filme de ficção? Se não, seria este um filme de quê? Qual é o gênero deste filme?

Responder
André Luiz 24 de maio de 2019 - 18:06

Vitimização social é usar questões sociais complexas na ótica simplória do coitadismo. Como a pobreza, pode ser usado na ótica do coitadismo. Racismo, pode ser usado na ótica do coitadismo. Não estou dizendo que não exista pobreza ou racismo, estou dizendo que determinados grupos de interesses podem usá-los para discurso ideológico, e extrair vantagens desse discurso. Na História recente é a esquerda que procurou um meio de convencer a sociedade que está ao lado do bem nesse discurso, com objetivos de intervenções estatais e controles, já que é um movimento eminentemente coletivista.Claro que artes não fica fora disso. Pois muito desses autores/atores são mais ou menos militantes de esquerda.

Perceba, eu já desbordei do filme. Como eu me referi, eu vi o trailer somente e fazer perguntas específicas sobre o filme não faz sentido. Esse amontado de perguntas, diga se de passagem, me pareceu somente uma irritação, não concordância pelo meu comentário.

E o meu comentário, só está mais para um desabafo geral, do que um comentário crítico do filme. Eu vi o trailer, um monte de personagens negros, e os únicos brancos que aparecem são policiais com cara de mau, dando um tiro em negro.Meio esteoreotipado isso. Não gostei.

E foi desabafo porque eu estava afim de ver um filme de viagem no tempo, mas quando eu vi o pano de fundo….

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 24 de maio de 2019 - 19:17

O “coitadismo” seria, numa simples palavra, o que? Usar questões reais de racismo e pobreza para se fazer de fraco, digno de compaixão, coitado (no sentido literal da palavra) ou você está usando o termo com um sentido oculto?

Quando você comenta “estou dizendo que determinados grupos de interesses podem usá-los para discurso ideológico, e extrair vantagens desse discurso.” como é que isso se aplica ao diretor Stefon Bristol, à roteirista Fredrica Bailey e ao produtor Spike Lee? Onde que há a tentativa de “tirar vantagem ideológica” em termos de “grupo”, por parte da produção de A Gente Se Vê Ontem?

Você completa “Claro que artes não fica fora disso. Pois muito desses autores/atores são mais ou menos militantes de esquerda.“. Algumas perguntas a partir daí:

1 – Artes e artistas só são feitas por pessoas de esquerda?

2 – Você acredita que indivíduos fora da esquerda — e que são artistas — imprimem suas ideias em suas obras de arte ou não, nunca existem ideias fora da esquerda em obras de arte?

3 – Você acredita que existem militantes fora da esquerda ou você acha que só existem militantes de esquerda?

4 – Em adição a isso: militantes fora da esquerda podem ser artistas?

5 – E para finalizar: você trouxe isso à tona num comentário de A Gente Se Vê Ontem por que?

Você não assistiu ao filme e está falando especificidades, ideologias, emoções e tratamento dado a viagens no tempo contidos no filme? Como é isso?

Por que você está incomodado com perguntas que eu estou fazendo sobre o seu modo de pensar? O que você queria que eu fizesse? Que eu juntasse uma série de palavras soltas, frases feitas, tags e outros conceitos tortuosos e colocasse aqui nos comentários dizendo que VOCÊ É ISSO? Ou perguntasse, como estou fazendo, aquilo que você realmente acredita, tentando ao menos entender o seu pensamento?

Você acredita que assistir a um trailer te dá material o suficiente para não gostar de um filme ou você considera que é perfeitamente legítimo as pessoas que falarem mal de uma obra, expandir questões de julgamento ideológico, de tratamento de personagens e trama com “vitimismo social” sem nunca ter vista a obra?

Qual foi o pano de fundo que você viu aqui? Você acabou de dizer que não assistiu ao filme!

Espero que não se incomode de responder perguntas sobre o seu próprio pensamento. Aliás, é a primeira vez que eu me encontro com uma pessoa que está reclamando que alguém está fazendo perguntas sobre o que ela pensa. Você disse no comentário anterior que “FICOU INIBIDO” com a obra. Agora disse que só viu o trailer. Eu estou fazendo perguntas para entender de onde vem esse pensamento tão específico para algo que você sequer conferiu.

Responder
André Luiz 25 de maio de 2019 - 02:49

Poucos comentários com o objetivo de concisão. Eu já previa que isto iria originar tão simplesmente uma outra saraivada de perguntas.

“O “coitadismo” seria, numa simples palavra, o que? Usar questões reais de racismo e pobreza para se fazer de fraco, digno de compaixão, coitado (no sentido literal da palavra) ou você está usando o termo com um sentido oculto?”

Falso, quando você tente atribuir linguagem esotérica no meu comentário. Se você não percebeu, essa tua pergunta é simplesmente uma redundância, pois a resposta já consta lá no texto acima que eu escrevi. Não repetirei o texto, pois a atribuição de leitura é tua. Para um cara que faz tantas perguntas, deve aprender a ler também.

“Por que você está incomodado com perguntas que eu estou fazendo sobre o seu modo de pensar?”

Ops, muita calma nessa hora. Ab initio é você que se incomodou com o meu texto incisivo, não inverta a agulha magnética.

“O que você queria que eu fizesse? Que eu juntasse uma série de palavras soltas, frases feitas, tags e outros conceitos tortuosos e colocasse aqui nos comentários dizendo que VOCÊ É ISSO? Ou perguntasse, como estou fazendo, aquilo que você realmente acredita, tentando ao menos entender o seu pensamento?”

Eu sei lá de conceito tortuoso a que se referes.

E você realmente acredita que se usar da falácia da pergunta carregada, como várias de suas perguntas, é interesse genuíno em entender qualquer coisa. Às vezes as palavras não são soltas, é o receptor que não contextualiza. Só pelo fato de você usar o termo conceitos tortuosos, isto já pode ser entendido como uma palavra solta tua, embutida numa suposta pergunta. Eu não sei qual o pior, as palavras soltas, frases feitas; ou a falácia de pergunta carregada.

“Espero que não se incomode de responder perguntas sobre o seu próprio pensamento”

Não, eu até fui generoso e respondi algumas perguntas, embora entendendo que algumas eram totalmente desnecessárias. E quando eu uso o termo desnecessárias, eu estou usando uma figura de linguagem denominada eufemismo. Uma dica: há limites entre perguntas, e uma dispersão de perguntas. A dispersão de perguntas não contribui para uma análise.

“Aliás, é a primeira vez que eu me encontro com uma pessoa que está reclamando que alguém está fazendo perguntas sobre o que ela pensa.”

Verdade? É a primeira vez que eu me encontro com uma pessoa que reage com uma espécie de ladeira escorregadia de perguntas. Claro, já tive o desprazer de me encontrar com pessoas que reagiram com essa falácia da ladeira escorregadia (no sentido estrito da expressão). Agora é a primeira vez que eu me encontro com alguém que reage com uma convulsão de perguntas.

Isto está mais para assédio, não para perguntas, propriamente.

“Você disse no comentário anterior que “FICOU INIBIDO” com a obra. Agora disse que só viu o trailer.”

Falso. No meu primeiro comentário aqui no site estava embutido que eu vi só o trailer: “Eu nem vou assistir ao filme, sinceramente, apesar de adorar a temática viagens no tempo. Pois, ao ver o trailer, já percebi….”.

Você está batendo muito na tecla do inibido, não sei o por quê. Eu vi o trailer e não gostei, simples. As pessoas não veem porque não apreciam certas coisas. Acontece. Me lembro de um cientista comentando que não gosta de filme de ficção porque os filmes de ficção não respeitam as leis da física. Vou debater isso agora. Me lembro de uma colega que disse não gostar de filmes de terror, porque filme de terror deixa ela assustada. Fazer o quê, ela não gosta. Eu não gosto de temática social em filmes, nunca gostei, especialmente quando há politicamente correto. É o caso que me parece ser esse filme.
Eu prefiro o politicamente incorreto.

“Eu estou fazendo perguntas para entender de onde vem esse pensamento tão específico para algo que você sequer conferiu.”

Quem atribui especificidade a pensamento é você. Eu fiz declarações gerais, a partir de um trailer. É bem simples

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 25 de maio de 2019 - 04:33

Nossa, mas precisou inventar tudo isso, usar latim aleatório, colocar falácia onde não existe, inverter o que eu disse, negar o que você mesmo disse, fazer meia dúzia de acusações, atribuir estados de espírito aos outros e fugir de absolutamente todas as perguntas feitas para aquilo que você mesmo pensa? Que trágico! Que chacota!

Mas claro, você jamais saberia responder nada disso. Você não sabe do que está falando. Você sequer viu o filme e ainda escreveu que se inibiu por ele.
AHUAHUAHUHUAHAUAHUAHAUAHUAHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUHAUAHUAHAUAHUAHUAHAUAHUAHUAHAUAH

Segue o bonde, porque olha…!

André Luiz 26 de maio de 2019 - 04:32

Te congratudo por fazer um comentário sucinto, mesmo que carregado de ironias toscas.

Eu vou te dizer o que é chacota, ou o que é trágico, são perguntas como essa:

‘Quando você diz “Eles são muito voltado para emoções, e não pensam racionalmente” significa que só as tais “pessoas de arte” são muito voltadas para emoções? O “pensar racionalmente” nesse contexto seria o que? Fazer um filme com robôs viajando no tempo? Porque onde tem humanos, tem emoções. Ou não?’

Além de haver a falácia da pergunta carregada, pois a pergunta já contém a afirmação, a afirmação é totalmente desconexa, e demonstra certa imaturidade de tua parte, de uma pessoa que teve dificuldades de pôr em perspectiva aquilo que eu registrei.

‘O pensar racionalmente nesse contexto seria fazer um filme com robôs viajando no tempo”(!?).

Que pergunta/afirmação mais esdrúxula é essa? Eu vou lher repetir o que já lhe disse: “Para um cara que faz tantas perguntas, deve aprender a ler também.”.

Leia o que escrevi anteriormente, no meu primeiro comentário, antes de fazer perguntas sem sentido. Simplificando, eu coloquei a questão (do pensar racionalmente, do emocionalismo) dentro de uma contexto de princípios de psicologia, de sociedade, e as consequências de comportamento político, focando especificamente na classe artística. Não de robôs viajando no tempo. Não tem nada a ver, cara.

É claro que o meu comentário desbordou desse filminho, mas essa deveria ser a tua crítica ao meu comentário, então, em ver de fazer um turbilhão de perguntas. Você não demonstrou equilíbrio.

Outra comédia:

“Em adição a isso: militantes fora da esquerda podem ser artistas?”

Que outra pergunta mais esdrúxula é essa? É uma falácia de pergunta carregada. Como se eu tivesse que me justificar, mesmo sendo uma redundância a pergunta. Leia o que eu escrevi: “Pois muito desses autores/atores são mais ou menos militantes de esquerda.”. Eu me referi a muitos deles, não 100% dos atores, você está sendo tendencioso na pergunta.

É falso, igualmente, afirmar que eu fugi de todas as tuas perguntas, isto sim é absolutamente falso. Eu sabia que você escorregaria, ao final, em acusações bobas como essa, de eu ter fugido, de eu não saber o que falava. É a falácia da falácia. Porque eu não construi as resposta como você desejava, com a força e completude que você desejava, então indiretamente você atribui erro ao meu pensamento. Claro, sempre obliquamente.

E lembre o que eu já comentei: o meu comentário nesse site foi bem além desse filme teen. Então você jamais pode dizer que eu não sei o que eu falo. Lhe falta bagagem para isso. E a falta de bagagem é demostrada nas tuas perguntas nada a ver.

E jamais uma pessoa pessoa pode cobrar respostas, fazendo uma enxurrada de perguntas cansativas.

E por último, eu não sei ao que você se refere: negar o que você mesmo disse, fazer meia dúzias de acusações…. São só frases soltas para mim.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 26 de maio de 2019 - 05:17

Poooooxa, mas só isso de invenção, distorção, acusação, negação do que você mesmo disse? Só isso? Ah, não.

Agora eu quero OUTRO comentário, bem maior dessa vez, com mais distorção, mais invenção de falácia e mais frases feitas me dando lição de moral. Não aceito apenas isso de alguém que se inibiu por um filme que não viu. E criou todo um circo também por um filme que não viu. E deu show porque ficou espantado e indignado quando questionado sobre as bobagens que escreveu sobre o filme que não viu.

Fico no aguardo!

p.s.: se não vier um estudo kantiano sobre maturidade de um homem inibido por um filme que não viu e mais moralidades comportamentais hegelianas sem sentido de um homem que argumenta sobre o que não sabe, vai ajoelhar no milho, hein!

p.p.s.: se não vier pelo menos 456 invenções loucas de falácias de falácias de falácias onde não tem, ficará sem a gelatina de morango!

George Hora 1 de junho de 2019 - 15:49

Rapaz, que estrago o astrólogo da Virgínia fez com a classe remediada brasileira! Acreditam-se ases da retorica, quando no máximo são apenas preconceituosos com tendencia a criação de textos bolodoros. Parabéns mais uma vez a administração da página, não me canso de exaltar o quanto esse lugar tem me inspirado, que bom ver resposta a esse sem numero de despautérios tão comuns em outros espaços e que ja estão normatizados, bravo, bravo, bravo (será que o rapaz irá me chamar de esquerdista, lacrador, sjw, mimizento?)

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 1 de junho de 2019 - 15:59

Façamos nossas apostas:

a) lacrador
b) esquerdista
c) URSALENSE
d) lulista
e) petista
f) kkkomunista
g) satanistas abortista da ditadura gay
h) todas as alternativas anteriores

AHUAHUAHAUAHUAHUAHAUHAUAHUAHAUAHUAH

Samuel Carvalho 3 de junho de 2019 - 22:03

Luiz. Você se mostrou incrivelmente desonesto nesses comentários. Estou decepcionado. “(…) com mais distorção, mais invenção de falácia (…)”. Você acusou o cara de te acusar, mas você que o acusa de distorcer (distorcer oq? Onde?) e inventar falácia (onde? Que falácia foi essa que ele inventou?). “E deu show porque ficou espantado e indignado quando questionado sobre as bobagens que escreveu sobre o filme que não viu”. O cara desde o primeiro comentário deixou claro que ele se referia ao TRAILER, e você NOVAMENTE ignorou o fato e falou de algo que nem mesmo aconteceu (ele não falou do filme em si, e sim das impressões que teve do trailer). Eu até posso dizer que não concordo e nem discordo dessa impressão pq prefiro ver o filme antes, e ainda não o assisti, estou pensando em ver com minha prima pequena. Mas entendi claramente que o descontentamento dele se refere a um padrão que ele vê hoje na indústria cinematográfica. E, de fato, se com “esquerda” ele se refere a uma agenda apoiada por partidos socialistas que usam temáticas sociais para se elevarem como protetores de determinados grupos com o objetivo de adquirir poder (“Não estou dizendo que não exista pobreza ou racismo, estou dizendo que determinados grupos de interesses podem usá-los para discurso ideológico, e extrair vantagens desse discurso.” – nas palavras dele), ele está certo. O que não quer dizer que muitos de “direita” (opostos ao sistema socialista) também não defendam grupos para adquirir poder. Porém, de fato, os partidos socialistas são os que mais usam de discurso demagógico calcado em problemas sociais graves como racismo, homofobia e etc como principal ferramenta de campanha, não buscando soluções ou remediações efetivas para os problemas. E isso é observável, creio que não haja discordância sobre isso, não é mesmo? No fim das contas, ao invés de debater com ele sobre essas questões que aqui apontei, que eram o ponto central do comentário dele, tudo que você fez foi se esquivar covardemente para, no fim, fazer chacota como uma criança birrenta. E não estou falando como se eu fosse alguém perfeito que nunca cometeu um erro na vida, que nunca foi infantil, que nunca brigou por besteira. Falo como alguém que também é falho, que quer fazer você refletir sobre suas ações, lhe mostrando a impressão que vc deixou em um de seus leitores através de seus comentários, para que, caso a ficha caia, você possa se retratar e evoluir. Enquanto isso eu busco fazer o mesmo. Aprender e evoluir. Paz!

Luiz Santi🐂GADO 3 de junho de 2019 - 22:29

É nóis que voa bruxão!

Ramon Vitor 30 de maio de 2019 - 23:42

Esse comentário é tudo para mim.

Responder
Bátima 23 de maio de 2019 - 13:55

Vi em alguns lugares que o final em aberto era referente a algo como “a eterna luta contra o sistema”, mas a personalidade da CJ contradiz isso daí, ela só parecia que queria salvar o irmão mesmo, a todo custo.

Responder
Luiz Santi🦎Zilla 23 de maio de 2019 - 14:10

É como estava falando com uma leitora abaixo. Não dá para defender “luta contra o sistema” como tema da obra porque o roteio usa o sistema como contexto, mas jamais como padrão direto de ação. TODAS as vezes que ela faz o que faz é sempre para salvar o irmão. Depois o amigo. É absolutamente tudo passional, de indivíduos vitimizados por um sistema/sociedade podres. Mas esse é o plano de fundo. Nem por um momento o roteiro sequer desenvolve uma linha em torno de “estamos fazendo isso para lutar contra o sistema”.

Responder
Tai Leon 23 de maio de 2019 - 02:24

Só acho que esse final foi nada haver, se vcs prestarem atenção quando o irmão dela morre (na última vez, ele morreu para proteger o Sebastian, a atitude dele foi pegar o celular no bolso, e na primeira vez que ele morreu, uma testemunha falou que ele estava pegando alguma coisa no bolso) Assim que a última vez que ele morreu na verdade era a primeira, ou seja, as coisas sempre vão se repetir, não tem como mudar!

Responder
Luiz Santi🦎Zilla 23 de maio de 2019 - 03:07

Pois é, este era um dos pontos do filme. E por isso que fiquei bastante irritado com a personagem da CJ, que mesmo fazendo parte do processo, sequer percebeu isso.

Responder
Thabata 22 de maio de 2019 - 02:24

Meu Deus quis assistir o filme até o final pra saber como ia acabar e na vdd não acabou, sem desfecho, que zoado, perdi meu tempo assistindo nada com nada

Responder
Luiz Santi🦎Zilla 22 de maio de 2019 - 02:37

É o primeiro filme com final aberto que você viu?

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Luiz Santi🦎Zilla 22 de maio de 2019 - 02:37

É o primeiro filme com final aberto que você viu?

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Luiz 21 de maio de 2019 - 23:35

RIDÍCULO RIDIIIIIIIICCCCCCUUUUUUULO!!!!!
O FILME TERMINA SEM UM DESFECHO
TERMINA COM O MESMO PROBLEMA APRRSENTADO NO MEIO DO FILMA
TERMINA SEM SENTIDO ALGUM

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Luiz Santi🦎Zilla 21 de maio de 2019 - 23:45

É o primeiro filme com final aberto que você viu?

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richardsonvix 21 de maio de 2019 - 21:36

Tentei assistir, sério, fiz muita força, de inicio dei crédito pela nostalgia de terem contratado Michael J. Fox, mas já vi que o foco não era explorar a “pegada nostálgica”, foco no social, então depois que começou a SGI a la Chaves/Chapolin desisti de ver.

Não no sentido pejorativo, mas está mais para um Projeto Almanaque “de pobre” (ATENÇÃO PARA O NÃO PEJORATIVO).

Depois de ler outros comentários percebi que foi acertada a escolha, mais um filme péssimo Netflix que você fica insistindo ir até o final e se decepciona, ou para não se achar assim se engana procurando pontos bons do filme (ou série Netflix).

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Luiz Santi🦎Zilla 21 de maio de 2019 - 22:07

Não penso que seja um filme péssimo ou ruim, muito pelo contrário.
Netflix tem diversos projetos assim, mas este não é um deles.

A justificativa que você colocou foi do CGI que classificou de “a la Chaves/Chapolin“. É só isso mesmo ou tem mais coisa que fez você classificar a obra como “mais um filme péssimo Netflix que você fica insistindo ir até o final e se decepciona, ou para não se achar assim se engana procurando pontos bons do filme (ou série Netflix).“?

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richardsonvix 22 de maio de 2019 - 09:58

Quando comento sobre ser Netflix é sobre estar como “Filme da Netflix” (ou série), mesmo não sendo produzida por ela, muito bom isso, alias, não ficar preso aos mesmo estúdios de sempre.

Esse filme em si é aceitável para o padrão Sessão da Tarde – há vários assim lá, mas o negócio é que não engrena na temática, quer focar em outro tema ou fazer algum tipo de crítica social.
Se relevar e tentar apenas se divertir, tudo bem, mas esse não consegui.

No meio de tantos lançamentos “by Netflix”, vários duvidosos, também há várias surpresas agradáveis.

Ah, valeu a correção, CGI, SGI é uma empresa de CGI. rs

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Luiz Santi🦎Zilla 22 de maio de 2019 - 13:35

Entendo. Acaba sendo uma relação de expectativa com leitura da obra. Eu gostei do filme, apesar de algumas ressalvas. Mas confesso que estou tentando entender a verdadeira motivação em relação à rejeição que alguns espectadores estão tendo. Se é só uma questão de gosto pessoal mesmo (nenhum problema) ou se existe um motivo de análise mais criteriosa que empurre o leitor para essa conclusão.

Entendi que seu impasse é com os efeitos e pela forma como a temática foi trabalhada. É isso, certo? Pela crítica, você percebeu que eu também tive problemas com a temática, mas nada a ponto de tornar o filme ruim para mim.

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richardsonvix 22 de maio de 2019 - 13:50

Gosto é gosto.

Eu acho que o problema é gerar a expectativa e não corresponder, ainda mais falando sobre viagem no tempo, botar Michael J Fox logo de inicio e então ficar naquilo, enfim, gosto pessoal.

Por isso que da mesma maneira assistir a um fim sem pretensão nenhuma e encontrar um filmão/série Netflix também pode acontecer.

Junior Thefighter 19 de maio de 2019 - 22:09

Amigo…Gosto é gosto….Mas me perdoe….Este filme é muito fraco e ruim…..Entendo a crítica…social….ok….sempre bem vinda….mas a qualidade do filme chega a ser irritante de tão ruim….

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Luiz Santi🦎Zilla 19 de maio de 2019 - 22:31

Está perdoado, @juniorthefighter:disqus .

Mas veja, não há mal nenhum em discordar, viu. A crítica cinematográfica não é cartilha de verdade absoluta não, é apenas uma, dentre milhares de ipiniões a respeito de uma obra. Eu gostei do film, você não gostou e está tudo bem!

As minhas justificativas para ter gostado do filme você viu nos 5 parágrafos acima. Sinta-se à vontade para usar este espaço e argumentar sobre o por quê você não gostou da obra, por que achou a “qualidade que chega a ser irritante de tão ruim”. Comente sobre as coisas que te incomodaram, fale sobre. Os comentários estão aqui para isso.

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MeioFreak 19 de maio de 2019 - 14:29

Eu achei um dos piores filmes que vi em toda essa decada. Não pelo final em aberto e sim por não fazer sentido terminar em aberto. Alem de ter interpretações pobres, baixa qualidade de argumentação e ser super suficial em tudo que aborda. Um filme pobre, cansativo, triste e que… Coloca negros novamente como vitimas mesmo eles agindo de forma “desrespeitosa” a autoridade.

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Luiz Santi🦎Zilla 19 de maio de 2019 - 16:09

Acontece.

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Fehmangu 19 de maio de 2019 - 01:50

No que eu me lembro no começo do Filme era um outro rapaz que morria, estava tudo bem com o Presente , só foi eles volta pro passado que Deu * Me*** * , o irmão dela não tinha que morre, o Final do Filme tinha que ser mais Direto e outra o Filme e Top mais deixou a desejar no Final … Obs : cada um tem sua opinião então respeite a opinião do próximo …

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Luiz Santi🦎Zilla 19 de maio de 2019 - 02:19

Finais abertos podem ser complicados para alguns. Tem gente que não gosta. Como já disse antes, não tenho problemas com esse recurso, desde que o ponto de virada para esse final seja muito bem trabalhado pelo roteiro ao longo do filme.

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MeioFreak 19 de maio de 2019 - 14:29

A questão da pessoa não gostar de finais abertos tem muito a ver com como ela encara a vida. Em muitos casos não aceitando frustraçoes e deixando as coisas irem e fluirem seu rumo natural. O problema é que o final aberto neste caso não tem o menor sentido.

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Luiz Santi🦎Zilla 19 de maio de 2019 - 16:09

Como eu já falei por aqui: finais abertos só funcionam bem se o agente narrativo que trará o “fim” da história for bem desenvolvido, ter todo um bom aparato para isso. Não é o caso aqui.

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Fernando Silva 18 de maio de 2019 - 13:28

O filme todo é atrativo, os efeitos especiais são bem simples e não chamam muito a atenção, a trilha sonora é fraca porém a história é bastante atrativa. E sobre o final do filme, não poderia ser pior, o filme simplesmente não tem final…sentimento de coisa incompleta, parece que Spike Lee ficou com “medo” de determinar um filnal. Eu particularmente odiei o final, deveria haver um desfecho. Mas, não sou o roteirista.

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Luiz Santi🦎Zilla 18 de maio de 2019 - 16:03

Não concordo que a trilha seja fraca. Achei muito boa, tanto na escolha das músicas quanto do uso rápido.

Quanto ao final, é aquele tipo de finais abertos… A gente fica com uma sensação de falta. Eu não tenho problemas com finais abertos. Gosto desse recurso narrativo. Mas para que ele funcione, precisa ter uma boa construção especialmente do personagem que dá o gancho para a reticência final. No caso, foi a CJ, e ela é bem problemática né…

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Paula C Silva 18 de maio de 2019 - 22:53

Sim, concordo que faltou trabalhar na construção do caráter da personagem. Eu gosto de finais abertos. Principalmente quando é possível notar pelas expressões da atriz que a personagem realizou o que, de fato, deveria ser mudado para evitar essa cadeia de acontecimentos. Acabou faltando o gancho e achei que poderia ter sido melhor trabalhada essa questão durante o filme, sem deixar evidente. Mas tb entendo que seria bem difícil, atribuir a culpa apenas ao comportamento da garota, quando, na realidade, independentemente do comportamento dela, violência policial e racismo não se justificam jamais. A vítima ou mesmo o comportamento da garota não devem, de fato, ser considerada causa ou justificativa para a violência. O filme tentou casar duas situações e se perdeu.
Se bem que, pensando melhor , é possível tb que tenham nos feito acreditar (Calvin avisa a irma que precisa ser menos impulsiva em um momento do filme) que o comportamento dela seria a causa, propositalmente, para nos mostrar o quanto somos suscetíveis à ideias falsas para justificar (a atitude da vitima ou de terceiros) um ato terrível, um crime bárbaro. Quando a causa, por si só seria a injustificável intolerância e violência.

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Luiz Santi🦎Zilla 18 de maio de 2019 - 23:02

Entendi seu ponto. É interessante pensar nessas coisas todas e ver como isso tem impacto da obra, mesmo que não seja exatamente a forma como a gente lê a obra. Na verdade, essa variedade de pontos de vista, só enriquece…

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Paula C Silva 18 de maio de 2019 - 23:11

A própria análise das obras de Spike Lee cuja linha é seguida por Bristol, me levou a pensar melhor e achar que talvez seja essa a reflexao que ele quer que realizemos. Um autocritica de nosso condicionamento. A cena final mostra a garota correndo (acabei de rever), como uma lutadora, incansável e vai continuar lutando. Ela carrega no pescoço aquele tag para identificacao de militares em conflito, acho que isso dá uma boa ideia de qual é a proposta do filme.

Luiz Santi🦎Zilla 18 de maio de 2019 - 23:11

Mas é importante pensar que este não é um filme do Spike Lee. Ele é o produtor. Ele sequer escreveu o roteiro. E este roteiro não aponta para esse tipo de questão. Não é um norte para o filme, é apenas uma das linhas desse Universo.

Roberto Szabunia 18 de maio de 2019 - 09:42

O filme é legal, diferente de tudo a que já assisti em termos de “viagem no tempo”. Aliás, no mesmo dia assisti a “Synchronicity”, que também lida com a questão “mudar/não mudar, paradoxos etc.). E arrematei com o episódio 27 da antiga série “Túnel do Tempo” (pô, só faltam três episódios pra acabar…). Ah, no filme em debate, adorei a atriz principal – mesmo que sua personagem tenha lá as contradições já citadas.

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Luiz Santi🦎Zilla 18 de maio de 2019 - 12:14

É bem diferente mesmo. Isso contribuiu bastante para a diversão, esse novo fôlego na abordagem… Tem seus problemas, mas os pontos positivos se sobressaem.

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Paula C Silva 18 de maio de 2019 - 22:32

Sim, concordo que faltou trabalhar na construção do caráter da personagem. Eu gosto de finais abertos. Principalmente quando é possível notar pelas expressões da atriz que a personagem realizou o que, de fato, deveria ser mudado para evitar essa cadeia de acontecimentos. Acabou faltando o gancho e achei que poderia ter sido melhor trabalhada essa questão durante o filme, sem deixar evidente. Mas tb entendo que seria bem difícil, atribuir a culpa apenas ao comportamento da garota, quando, na realidade, independentemente do comportamento dela, violência policial e racismo não se justificam jamais. A vítima ou mesmo o comportamento da garota não devem, de fato, ser considerada causa ou justificativa para a violência. O filme tentou casar duas situações e se perdeu.
Se bem que, pensando melhor , é possível tb que tenham nos feito acreditar (CJ avisa a irma que precisa ser menos impulsiva em um momento do filme) que o comportamento dela seria a causa, propositalmente, para nos mostrar o quanto somos suscetíveis à ideias falsas para justificar (a atitude da vitima ou de terceiros) um ato terrível, um crime bárbaro. Quando a causa, por si só seria a injustificável intolerância e violência.

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Joice De Jesus 18 de maio de 2019 - 07:36

Não achei que a discussão moral foi perdida, a verdade que a briga dela não era em mudar o passado, mesmo que isso parecesse, a luta dela era contra o sistema. Perceba que mesmo tendo parcela de culpa, o grande problema é que a sociedade era a mesma, assim sempre o negro pobre morria.

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Luiz Santi🦎Zilla 18 de maio de 2019 - 12:24

Sim, isso está claro no roteiro, mas discordo em relação à questão de que “a luta dela era contra o sistema”. Não era. Não consigo ver como isso se sustenta no roteiro porque não há uma linha política de ação direta frente ao sistema. Há insatisfação e o enfrentamento básico ante as forças policiais ou marginais da sociedade, ou seja, reações naturais desses ambientes. Se a intenção do roteiro era marcar uma “luta contra o sistema” ela teria saído do bairro, ido pelo menos até à delegacia, feito algum tipo de posição direta, discursiva, marcante frente à repressão policial ou dos bandidos. Na minha leitura, tudo fica exclusivamente no âmbito passional, familiar, emotivo, mesmo que discussõs externas a isso possam ser percebidas!

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Oliver Green 17 de maio de 2019 - 23:05

Spike Lee e seus finais em aberto! kkk Já vi o filme tendo plena ctz disso! Mas, como a critica aqui falou, se tivessem trabalhado melhor os seus conflitos, especialmente no final, teria sido bem melhor! É um filme legal, porém, nada de extraordinário! Só legal!

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Luiz Santi🦎Zilla 17 de maio de 2019 - 23:05

A personagem da garota acaba destoando bastante do meio para o fim, porque ela não parece aprender absolutamente NADA com o que está acontecendo. O final dá uma sensação dúbia… Não sei se funcionaria com algo bem definido, porque o desenvolvimento não deu muito suporte… mas é mesmo um filme bem bacaninha d se ver.

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