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Crítica | A Maldição da Residência Hill

por Leonardo Campos
1004 views (a partir de agosto de 2020)

Confesso que sou resistente ao formato dramático de estruturação das séries adotado pelo serviço de streaming Netflix, mas A Maldição da Residência Hill conseguiu demonstrar habilidade diante de um subgênero do terror em completa exaustão, haja vista a quantidade de narrativas sobre o assunto, produzidas pela indústria cultural há eras. Adaptação cheia de liberdades, como toda boa tradução intersemiótica precisar ser, os dez episódios flertam com o romance A Assombração da Casa da Colina, de Shirley Jackson, narrativa de traços góticos atenuados, com interpretações bem contemporâneas, numa eficaz e revigorada abordagem da temática.

Mike Flanagan, cineasta elogiado por seu desempenho em O Espelho, Ouija – A Origem do Mal e O Sono da Morte, comanda a direção, além de assinar a criação da série, a produção executiva e alguns episódios enquanto roteirista. O texto conta com a colaboração de Meredith Averill, Charise Castro Smith e Elizabeth Ann Phang, profissionais que optaram por linhas narrativas sobrepostas, camadas interpretativas múltiplas, diálogos extensos e expositivos, bem como personagens em busca de evolução, mas presos numa redoma de conflitos que os impedem de se mover em direção ao “novo”.

Tal como o romance ponto de partida, construído em meio aos personagens psicologicamente aprofundados, a série investe em temperaturas que baixam velozmente, portas rangem, sons desagradáveis e assustadores, clima de horror por conta das sombras e imagens tenebrosas de supostas presenças sobrenaturais, dentre outros elementos que captam a ideia de medo e pavor. A história segue a família Crain, um grupo de cinco irmãos, todos traumatizados por conta do período em que viveram na casa mais amaldiçoada dos Estados Unidos.

O grupo carrega um histórico de perda e dor que justifica as suas existências deprimentes na atualidade. Perderam a mãe, tiveram que se afasta do pai, sofreram com as ameaçadoras presenças macabras, etc. Quando adultos, os irmãos se reúnem para entender o que pode estar por detrás da morte de Nell (Victoria Pedretti), a irmã mais jovem, todos obrigados a confrontar memória. A primeira metade trabalha cada personagem profundamente, para dar um giro gigantesco rumo ao segundo bloco, mais atmosférico e aterrorizante. Assim, Shirley (Elizabeth Reaser), Theo (Kate Siegel), Steven (Michiel Huisman), Luke (Oliver Jackson-Ohen) e Nell (Violet McGraw) vão reviver situações que marcaram para sempre as suas vidas.

Visualmente, A Maldição da Residência Hill segue a cartilha dos filmes de casas assombradas, isto é, investe numa construção repleta de elementos excêntricos, delineados pela qualificada equipe de Patricio M. Farrell, responsável pelo design de produção. Em seu grupo de trabalho, John France e Kristie Thompson assumem a cenografia, sete e quatro episódios cada, respectivamente, juntamente com os responsáveis pela direção de arte, Heather R. Dumas e Hugo Santiago, ambos atuantes na concepção visual dos dez episódios.

A direção de fotografia, assinada por Michael Fimognari, contempla o excelente design de produção, captando exatamente o necessário para que possamos adentrar no clima da narrativa. Há enquadramentos e movimentos de fazer imagem aos famosos filmes do cânone cinematográfico, tamanha a habilidade do setor. No que concerne aos elementos da condução sonora, The Newton Brothers assumem o trabalho e também entregam um bom trabalho.

Interessante observar o tom de homenagem/referência ao atmosférico O Iluminado, de Stanley Kubrick. Há um cômodo importante para a devida compreensão da série, a sala vermelha, espaço que nem mesmo a chave mestra da residência consegue abrir. Dotadas de características “fantásticas”, a sala funciona como um espaço acolhedor para o seu hospedeiro e assume formatos variados ao passo que manipula quem adentra ao seu interior, o que torna a possibilidade de saída quase impossível.

Medo de escuro, locais vazios, sombras e sons inexplicáveis. Esse é o clima de A Maldição da Residência Hill, história com uma mulher assombrada por uma entidade chamada “moça do pescoço torto”, um cético que acredita ser tudo oriundo de distúrbios psiquiátricos, a irmã que é dona de uma casa funerária, etc. Focada no fascínio pela morte e por temas insólitos, a série avança vertiginosamente rumo ao horror em vias múltiplas, aderindo também ao poder da sugestão.   

A Maldição da Residência Hill – (The Hauting of Hill House, EUA/2018)
Criação: Mike Flanagan
Direção: Mike Flanagan
Roteiro: Mike Flanagan, Shirley Jackson, Meredith Averill
Elenco: Carla Cugino, Lulu Wilson, McKenna Grace, Violet McGraw, Henry Thomas, Oliver Jackson-Cohen, Elizabeth Reaser, Samantha Sloyan, Kate Siegel, Timohy Hutton, Michiel Huisman
Duração: 56 a 60 min. por episódio (10 episódios no total)

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63 comentários

Fórmula Finesse 14 de outubro de 2020 - 16:51

Gostei bastante da mansão Bly, me “me toca” a ver essa série agora….

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Pablo 25 de outubro de 2019 - 01:39

Deus do Céu.. Me decepcionei. Assisti pra nunca mais assistir de novo. Fiquei mais depressivo do que assustado, cara. A produção é impecável, o roteiro, os diálogos são bem escritos, uma ambientaçao sinistra bem construída, mas.. não é A assombração na casa da colina que eu queria ver. Prefiro ler o romance mesmo e ver o clássico de Robert Wise. Bly Mansion? Tô fora. Vou ver Os Órfãos mesmo, que vai estrear ano vem. Não quero mais saber dessa série. Desculpem.

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Isis Alves 22 de janeiro de 2019 - 19:02

Achei a série sem pé nem cabeça. A produção é otima, gostei da roupagem, ambientação, interpretação do elenco, nota dez. Porém a história é cansativa em determinados momentos com diálogos longos e sem futuro. Em vários momentos ela perde a “ação” fica monótona e o pior de tudo, no final ela não explica nada e nos deixa sem respostas. De 0 a 10 dou 4.

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Juliano Souza 21 de abril de 2019 - 22:08

Perfeito!!! Série que peca na sua principal característica: Assustar. Houveram episódios, como o da véspera do velório, em que eu fiquei esperando por não sei quantos minutos pra ver se, pelo menos, ocorresse um jump scarezinho que fosse… Boring

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jv bcb 16 de janeiro de 2019 - 14:32

Série fantástica.

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Lucas Casagrande 18 de dezembro de 2018 - 13:57

Boa demais, curti muito, bem feita e com uma história muito bem amarrada sem ponta solta, que prazer assistir isso

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vc falou em pipoca? 27 de novembro de 2018 - 22:07

Fui só eu que ficou o tempo todo esperando as estátuas se mexerem?!

Deu pra ver que shirley jackson é uma tremenda fã de stephen king, acho que se it a coisa fosse uma série da netflix teria exatamente esse formato, os personagem Bill Denborough e Steve Crain também são muito parecidos.

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Ramon Vitor 18 de janeiro de 2019 - 23:27

Na verdade, o contrário. A Jackson nem viveu pra ler King, ela morreu em 1965. Carrie, o priemeiro do King, só veio a ser publicado nos anos 1970. King, de fato, foi bastante influenciado por Jackson. Na verdade, toda uma geração foi.
A Assombração na casa da Colina foi publicado em 1969.

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vc falou em pipoca? 19 de janeiro de 2019 - 00:54

Eu pensava que ela fosse uma escritora jovem e que começou a poucos anos, tô muito mal informado.

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Juliana Messias 13 de julho de 2019 - 17:18

Na verdade em uma das cenas isso acontece, ou melhor, a estátua muda a cabeça de posição de maneira muito sutil. Isso acontece quando a mãe ta procurando a Nellie e ela ta passeando pelo corredor a noite, ela passa perto de duas estátuas e uma delas ta com o rosto voltado pra ela. Quando a câmera muda e ela passa ali de novo, o rosto da estátua está novamente na posição original.

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adrianocesar21 7 de novembro de 2018 - 14:05

O que eu mais curti é que a serie não força nos sustos pra ser boa, os sustos são bons e mesmo quando não tem sustos, a trama é boa, os personagens otimos.. queria uma série só da Theo.. imagine o quanto uma sensitiva com personalidade forte como ela renderia rs..planos sequencia, teorias e uma porrada de easter-eggs que mereciam um entenda melhor do Plano rs uma das melhores produções do Netflix

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vc falou em pipoca? 27 de novembro de 2018 - 22:09

Se for pra ter jump scare deviam aprender com essa série, pq os sustos vem literalmente do nada, inclusive qnd não é uma cena de suspense.

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Jamile Guimarães 24 de outubro de 2018 - 02:57

A serie tem uma abordagem nova que traz um certo frescor a um gênero batido. Me prendeu pela forma que a história foi contada, pela complexidade de personagens interessante que lidaram de formas tão distintas sobre a mesma dor e trauma, mas não tão maravilhosa como muitos estão dizendo: falta dinamismo e agilidade nas cenas, alguns diálogos massantes e longos, não sei porquê tanta gente ficou tão assustada, poucas cenas de suspense foram boas. Mas o aspecto negativo mesmo foram as atuações fracas, as piores eram a Nell e a mãe Liv com aqueles olhares sempre lacrimejantes entre sorrisos piedosos. Foi chatinho de aguentar essas interpretações…

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Al_gostino 22 de outubro de 2018 - 14:31

Série espetacular, inovadora, em vez de focar nos sustos fáceis de qualquer produção do tipo, focou no drama dos personagens, na relação que eles lidam com o luto, na relação que eles possuem com os fantasmas….atuação e direção dos atores/personagens nota 1000, produção muito competente…detalhe importante: os atores que fazem os personagens no passado são muito parecidos com os atores do presente, ponto extremamento positivo!….top 5 da Netflix fácil

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Benedict Benedito 22 de outubro de 2018 - 02:26

Não consigo ver nada que assusta que envolve terror rsrs, mas essa serie me surpreendeu! 10!!

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Stella 20 de outubro de 2018 - 16:36

Gostei muito da série, ela bebe muito de Babadook e o curta metragem de Mama. Sinto uma forte influencia da estética de Del Toro e desse filme de terror australiano. Aquele homem gigante batendo a bengala no chão flutuando foi a parte mais assustadora pra mim kkkk.

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vc falou em pipoca? 27 de novembro de 2018 - 22:11

Pra mim foram os gatinhos, tenebrosa e triste, o veneno pra rato, e o cara concertando o relógio.

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Wesley Rocha 20 de outubro de 2018 - 08:21

Eu terminei essa série ontem com a minha mãe, ela é uma amante de filmes de terror, assim como eu. Enfim, A Maldição da residência Hill é uma das melhores séries do gênero na minha opinião, me prendeu do começo ao fim, mesmo nas partes que praticamente acabaram com a minha mente, eu consegui compreender o que aconteceu. A série não deixe nenhum furo de roteiro, é perfeito do inicio ao fim, e que venham mais séries assim, que prendem a gente e usem a criatividade. Se um dia, a Netflix optar para trazer uma segunda temporada, que seja contando a história da família Hill.

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Rômulo Estevan 19 de outubro de 2018 - 15:00

Cara eu tb pensei nisso (spoiler a seguir ) no último episódio acaba meio que explicando,aquela mulher louca que morreu na casa meio que profetiza o sonho das crianças e acaba que todos ou quase se realiza,não diria que é um loop pois a casa faz a Nell ver ela mesma.

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leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:06

@pedrinhorudeboy:disqus , o @rmuloestevan:disqus já destacou para você a minha opinião. Vocês já leram o livro que inspirou a série?

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Pedrinho Rude Boy 20 de outubro de 2018 - 17:59

Cara, ainda não hehe

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Pedrinho Rude Boy 20 de outubro de 2018 - 17:57

SPOILER : Mas então essa parada é muito louca, é sensacional, pois na 1ª noite que a Nell criança dorme no quarto ela vê ela mesma e nessa hora a pescoço torto grita pois quando ela morre na casa ENFORCADA e quebra o pescoço ela vai caindo em espaços temporais e percebe que sempre foi ela e grita por ver ela criança. Daí a Nell criança vai dormir no sofá e é quando elas se vem novamente, no caso a segunda vez pra Nell criança e a última pra Nell adulta. Tem que ser um paradoxo temporal, pois ela criança se vê 26 anos depois. Cara isso e muito louco, sinistro.

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Juliana Messias 13 de julho de 2019 - 17:28

Só reforça como a Nell tem essa habilidade sensitiva de perceber os rasgos temporais. Herdou fortemente isso da mãe. É maravilhoso.

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vc falou em pipoca? 27 de novembro de 2018 - 22:14

em que parte a mulher louca profetiza?

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planocritico 19 de outubro de 2018 - 09:43

Todos os comentários são moderados e, por isso, podem demorar a aparecer.

– Ritter.

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Cleber Rosa 19 de outubro de 2018 - 09:38

Esse ano a Netflix acertou em quase tudo que fez…essa serie é espetacular.

É pra isso que te pago Netflix! kkk

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leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:04

Pois é @disqus_VWJ2P4vDtO:disqus , mas confesso que ainda desconfio do serviço. Essa produção realmente me surpreendeu.

Responder
Pedrinho Rude Boy 19 de outubro de 2018 - 09:36

Alguém acha que o plot da Nell pode ser considerado um paradoxo ou loop temporal ?

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Carlos Bruno 22 de outubro de 2018 - 02:02

A única explicação plausível (e que mal seria aceita) para não ser um paradoxo ou loop temporal é a casa já ter meio que programado/planejado matar a Nell desse jeito para assustar ela enquanto criança, algo que seria sinistramente muito louco.

Mas bem, acho que não foi isso não kkkk

Pra mim é um leve furo de roteiro em prol da articulação/suspense da trama. Não faz sentido ela ver a própria morte, se fosse assim todos os irmãos que estivessem marcados de morrer (pelo visto só ela) não poderiam fazer nada a respeito pra evitar tal acontecimento.

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Pedrinho Rude Boy 23 de outubro de 2018 - 09:06

Meu esse plot da Nell é demais, é pra ficar refletindo mesmo.

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vc falou em pipoca? 27 de novembro de 2018 - 22:13

Eu acho que a casa tem o poder de se apropriar dos espíritos que ainda vai ter, logo no caso da nell ela já estava marcada e não tinha escapatória, cheguei até a cogitar se o homem alto não seria o futuro fantasma do luke.

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Ramon Vitor 18 de janeiro de 2019 - 23:35

Acho que a Nell tem habilidades de premonição, como a mãe e Theo. Ela viu a própria morte, que, no caso, era uma tentativa de aviso, não uma das assombrações da casa. Quando ela, de fato, morre, o espírito que passa a viver na mansão não tem o pescoço quebrado. Ela também vê a morte de Luke, como um aviso, mas essa, conseguem evitar. A mãe também vê a morte do Luke e o corpo de Nell no necrotério.

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Juliana Messias 13 de julho de 2019 - 17:28

O discurso final da Nell dá uma dica de que o tempo não funciona de maneira linear e que ela só conseguiu ver isso de fato quando morreu. Tanto a mãe quanto as crianças são todos muito sensitivos (a Nell e a Theo principalmente), acho que por isso a mãe e a Nell puderam perceber essa característica do tempo quando tinham as visões.

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Pedrinho Rude Boy 15 de julho de 2019 - 01:25

Essa temporada foi demais. Acredito que a única coisa que poderia ter deixado ela mais sinistra ainda, é que no aniversário de 2 anos que o Luke está sóbrio, era ter aquela janela fina e cumprida do quarto vermelho na parede atrás deles. Já pensou? Que terrível?

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Pedrinho Rude Boy 19 de outubro de 2018 - 08:35

Teste

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Cahê Gündel 19 de outubro de 2018 - 00:43

O episódio 6 é uma coisa linda! Aquele plano sequência inicial é sensacional. Essa série superou minha expectativas.

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:07

Superou e reforçou que a televisão pode ser tão boa em linguagem audiovisual quanto o cinema, @cahegundel:disqus

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Willian Sales 18 de outubro de 2018 - 20:51

Série fantástica. Realmente cabe diversas camadas interpretativas.
Todos os episódios são bons.

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leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:06

A crítica concorda, @willian_sales:disqus . Continue acompanhando nosso especial de terror, tá?

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Cesar 18 de outubro de 2018 - 17:51

Talvez a melhor serie estreante que vi no ano. Impecável!

Uma das melhores experiências que eu tive com o gênero terror em toda a minha vida. Aliás, eu a classificaria primeiro como drama e o terror preenche os espaços aqui e ali. Sem sustos desnecessários e gratuitos. Um enredo ótimo, atuações inspiradas (Carla Gugino, soberba!) Uma montagem impecável! Que coisa linda a montagem da série!

Sem dúvidas um dos maiores acertos da Netflix no ano. Beira a perfeição. Leva minhas 5 estrelas fácil. E Deus nos livre de uma season 2!

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:08

Season 2 seria algo desnecessário. Há muitos bons livros que merecem uma adaptação, não concorda, @disqus_MQyZmw7MOm:disqus ?

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vc falou em pipoca? 27 de novembro de 2018 - 22:16

A carla gugino é tão perfeita que durante boa parte dos flashbacks eu achei que ela já tava morta, alguém assim não pode ser desse mundo.

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Jyn Erso 18 de outubro de 2018 - 17:07

É boa mesmo. Quantos episódios você aguenta ver por dia?

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Teco Sodre 19 de outubro de 2018 - 13:36

A depender da série, 8 a 10. Se eu estiver de folga o dia todo. 🙂

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:11

Acho corajoso ver 8 a 10 por dia. Eu me canso e já fiz muito isso, hoje prefiro ver com mais calma até para processar as informações. @disqus_KdZy8B1N5K:disqus e @teco_sodre:disqus

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Teco Sodre 22 de outubro de 2018 - 07:51

Se a coisa me interessa e me fisga eu vou fundo.

Responder
Sirlei Paiva Rubio 18 de outubro de 2018 - 13:44

Filme de terror mas com um suspense que leva a um desfecho bem elaborado! Gostei muito da fotografia e as cenas de transição onde prende a atenção até o fim.
Há muito tempo um filme de terror/suspense não me deixava tão intrigada. Recomendado com certeza!

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Rômulo Estevan 18 de outubro de 2018 - 15:18

Mas não é um filme kkkk

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:08

Acho que ela quis dizer série meninos. Que bom que gostou @sirleipaivarubio:disqus !

Responder
Rickzinho 18 de outubro de 2018 - 15:58

Responder
Hugo 18 de outubro de 2018 - 12:39

Sou viciado em histórias de terror e aquelas de casas mal assombradas são as minhas preferidas. O problema é que por ser um assunto exaustivamente explorado, é quase impossível encontrar uma historia BEM contada. Mas aí numa tarde de feriado, em que eu estava a toa, me deparei com esta serie. E que grata surpresa!
Concordo com todos os pontos positivos destacados no texto, do elenco muito bem “azeitado” à direção certeira dos episódios. Sempre me perguntei que consequências uma experiencia traumática, como morar numa casa assombrada por entidades malignas, traria a uma criança e como isso afetaria sua psique na fase adulta. E a serie mostra isso muito bem na sua primeira parte: morbidez, dependência química, dificuldade de relacionamento, traição, depressão e deterioração das relações pessoais são apenas alguns exemplos. No meio de tudo isso temos o personagem mais importante iniciando e catalisando, mesmo a distancia, todas essas transformações : a Hill House. Alias palmas aqui para o design de produção na composição da casa, ela exala morbidez desde a fachada ate seus cômodos repletos de estatuas greco-romanas estrategicamente posicionadas para gerar um certo desconforto, angustia, medo… A casa que “devora” suas vitimas, atrai, aprisiona e as escraviza é uma das grandes estrelas aqui afetando eternamente aqueles a quem toca, trazendo a tona os fantasmas mais intimos de seus moradores e usando isso para conseguir exatamente o quer: suas almas.
Poderia falar de muitas outras qualidades da historia aqui, mas só quero dizer que a Netflix acertou novamente nesta empreitada. Excelente produção! E parabéns pela ótima critica! Estava ansioso por ela desde que terminei a maratona! Eu seria mais generoso: daria 4 estrelas e meia. Rs
Abração a todos que fazem o excelente site!

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Fernando Araujo 19 de outubro de 2018 - 22:01

A nell pequena e tao fofa que da vontade de agarrar e nao soltar mais

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:09

@hugo@disqus_4lNcNZrmry:disqus, somos gratos aos seus comentários e colaboração na interação. Você acredita numa segunda temporada?

Responder
Igor Correia 18 de outubro de 2018 - 11:10

Confesso que quando comecei assistir não esperava muito da série, mas o que eu vi durante os 10 episódios foi uma grande surpresa. A direção do Mike conduz o espectador para a atmosfera de terror atingindo o seu ápice, acredito, no episódio 6 (momento em que há um reencontro do pai com os filhos, no enterro de Nell).

O real significado do quarto vermelho da mansão foi genial! Spoilers a seguir: o quarto se transformar nos ambientes mais pessoais de cada personagem foi uma maneira singular de mostrar o quanto eles estarão ligados àquela mansão para sempre. Adorei a crítica!

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Teco Sodre 18 de outubro de 2018 - 11:45

esse lance do quarto foi mesmo sensacional !

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Teco Sodre 18 de outubro de 2018 - 10:18

Preciso dizer que, ontem, antes de ver o último episódio da série, minha mãe me revelou que as gavetas do guarda-roupa dela, muitas vezes se abrem sozinhas. Pense num cagaço! O_O’

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:10

Eita @teco_sodre:disqus , será mais um caso real de assombração? Viva para nos contar rs

Responder
Douglas França 18 de outubro de 2018 - 09:58

Certeza de ser a melhor série q assisti esse ano!

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:13

@douglasfp:disqus , empolgado, hein? Que ótimo. A série realmente é muito boa, uma surpresa vindo da Netflix, serviço que geralmente transforma séries em longos filmes de 10/12 horas.

Responder
Douglas França 25 de outubro de 2018 - 15:56

Empolgado mesmo. Eu mesmo já não aguento mais indicar a série pros amigos kkkk

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Teco Sodre 18 de outubro de 2018 - 08:33

Terminei de ver a série ontem e CARALEOPUTAQUEOPARIU. A crítica faz jus às 4 estrelas mas eu juro que tentei achar algo ruim e não consegui. Às vezes, o texto é um pouquinho verborrágico, alguns diálogos custam um pouco a terminar mas, ao meu ver, isso não atrapalha em nada o ótimo andamento da narrativa. Não vou repetir os pontos positivos que o texto do Leonardo expôs, mas quero fazer uma ressalva à excelente direção e ao roteiro do Flanagan, principalmente nos episódios 5, 6 e 9 que são verdadeiras obras-primas! Sentir medo nunca foi tão lindo!

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Fórmula Finesse 18 de outubro de 2018 - 08:28

Parece ser bem interessante; sou um pouco arredio em relação a maioria das séries disponibilizadas no Netflix (cadê a sequência de Dark, gente?), mas o trailer dessa obra consegue prender a atenção.
Mesmo com “problemas de agenda” (crianças), vou tentar acompanhar…o “selo Plano Crítico” costuma ser infalível – rsrsrs

Responder
leodeletras 20 de outubro de 2018 - 11:12

Que bom! Confie em nosso “selo” sempre!

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