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Crítica | A Origem

por Melissa Andrade
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E Christopher Nolan fez mais uma vez, entregou uma obra-prima que como muitas outras obras, divide opiniões.

Há quem diga que Nolan não fez nada mais do que copiar conceitos e ideias de outros filmes e pensadores. Outros afirmam se tratar de pura genialidade mesmo e consagram o diretor como um dos mais sofisticados da atualidade.

Seja qual for a sua opinião, o que de fato importa é que Christopher Nolan já garantiu seu espaço criativo cativo perante a outros diretores. Seu estilo é claramente identificado e seus filmes, cópias ou não, impressionam plateias.

Ao criar A Origem, o diretor elevou sua carreira a outro patamar bem distinto. Afinal, são poucos os filmes de qualidade em hollywood que te fazem mesmo pensar se tudo aquilo ali visto é real ou não. Bom, sim, é uma ficção. Mas, somente em A Origem que surge essa indagação em relação a realidade apresentada e a ficção dentro da ficção. Cobb ao deixar seu peão girando e a câmera cortar a cena pontua que tudo não passou de um sonho ou o peão estava de fato caindo?

É inegável que ao fazer tais apontamentos, Nolan acabou criando um filme que é preciso ser visto e revisto para um melhor entendimento, fazendo com que o espectador passe por diversas fases durante a projeção; ficando curioso, empolgado, tenso, ansioso, alegre e ainda mais curioso. E não era essa justamente a intenção do diretor? Será que só para que a trama fizesse sentido ela precisa ter literalmente uma conclusão seguida de um ponto final?

Não, não precisa.

A Origem não é apenas um excelente filme por conta de seu roteiro e direção. Não. O elenco foi brilhantemente escolhido e Nolan mostrou que saber trabalhar com as pessoas certas faz toda a diferença.

Leonardo DiCaprio demonstra que assim como os vinhos que ficam melhores com o tempo, ele também melhorou muito como ator. A maturidade lhe fez um bem enorme e ele agora escolhe seus papéis a dedo, quando não tem um em específico feito pensando nele.  Com isso, seu nível de atuação elevou consideravelmente. Neste filme ele interpreta um homem procurado, com problemas do passado e que tem medo em encarar a realidade. Tudo isso é e também por ser o personagem principal, leva a todas as perguntas citadas acima.

Além dele, há outros nomes de peso no elenco como Michael Caine, Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy, Cillian Murphy, Marion Cotillard, Ken Watanabe – que também trabalharam na trilogia do Batman – Ellen Page e Dileep Rao.

O filme brinca ainda com o surrealismo e de certa forma usa esse conceito para descontruir o filme aos olhos do espectador, deixando-o abismado e completamente envolvido.

A Origem é mais um excelente trabalho do diretor e merece um destaque considerável.

A Origem (Inception – EUA, 2010)
Direção:
Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy, Ken Watanabe, Dileep Rao, Cillian Murphy, Tom Berenger, Marion Cotillard, Michael Caine
Duração: 148 min.

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21 comentários

Elton Miranda 25 de novembro de 2019 - 11:07

Um Um dos melhores da ultima decada e dos dos melhores que ja assisti. Mas essa critica, penso que o Plano critico devia pensar em refaze-la uma dia, quase nada fala sobre o filme..

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Inominável Ser 12 de abril de 2018 - 15:07

Um dos melhores filmes que já assisti em meus quarenta e um anos de idade! Uma obra-prima que imbecis como Marcelo Hessel execraram à época de seu lançamento. Papo-cabeça elevado ao infinito é para poucos mesmo.

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Inominável Ser 12 de abril de 2018 - 15:07

Um dos melhores filmes que já assisti em meus quarenta e um anos de idade! Uma obra-prima que imbecis como Marcelo Hessel execraram à época de seu lançamento. Papo-cabeça elevado ao infinito é para poucos mesmo.

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Anônimo 1 de maio de 2016 - 11:35
Responder
Lucas Casagrande 1 de maio de 2016 - 11:35

Filmaço

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Alexander Moreira 18 de março de 2016 - 21:08

Filme ultra fuckkingg foda!!! Eu vi que no final o totem trepida, quando algo trepida ker dizer que vai cair, no sonho ele não trepida ele continua girando em eixo perfeito, no final ele trepidou então ker dizer que não é um sonho, é a vida real, eles cortaram justamente na hora que tava trepidando e logo ía cair. E tem outro argumento: é algo bem confuso mesmo entre realidade e sonho, e se a real questão não seja se está na realidade ou no sonho, e se ele estiver numa outra realidade, tipo outro universo paralelo copiado de onde ele veio, de onde o sonho proporciona os mesmos momentos onde ele está preso. O limbo distorceu o universo dele trepidou o espaço tempo do sonho e realidade ampliando um outro universo paralelo……

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Alexander Moreira 18 de março de 2016 - 21:08

Filme ultra fuckkingg foda!!! Eu vi que no final o totem trepida, quando algo trepida ker dizer que vai cair, no sonho ele não trepida ele continua girando em eixo perfeito, no final ele trepidou então ker dizer que não é um sonho, é a vida real, eles cortaram justamente na hora que tava trepidando e logo ía cair. E tem outro argumento: é algo bem confuso mesmo entre realidade e sonho, e se a real questão não seja se está na realidade ou no sonho, e se ele estiver numa outra realidade, tipo outro universo paralelo copiado de onde ele veio, de onde o sonho proporciona os mesmos momentos onde ele está preso. O limbo distorceu o universo dele trepidou o espaço tempo do sonho e realidade ampliando um outro universo paralelo……

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Diogo Maia 22 de novembro de 2015 - 19:23

Ainda penso se o peão caiu no final ou não. O filme é muito bom, mas sofre de alguns problemas típicos dos filmes do Nolan, como excesso de diálogos expositivos para tentar explicar a história complicada. A premissa é interessante, mas acho que o diretor perdeu um pouco a mão neste aqui.

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Alexander Moreira 18 de março de 2016 - 21:15

No final vc pode perceber que o peão tava trepidando, se trepida então ker dizer que vai cair, no sonho o peão não trepida, ele continua girando em eixo perfeito, eles cortaram justo na hora que o peão ía cair. o peão tava trepidando então ker dizer que era o mundo real. E eu tenho um outro argumento, argumento que eu tirei lendo o artigo do diretor cristopher nolan explicando o final do filme, ele disse que realidade e sonho são subjetivos, meu argumento: e se a real questão não seja se está na realidade ou no sonho, e se ele estiver numa outra realidade, tipo outro universo paralelo copiado de onde ele veio, de onde o sonho proporciona os mesmos momentos onde ele está preso. O limbo distorceu o universo dele trepidou o espaço tempo do sonho e realidade ampliando um outro universo paralelo..

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Diogo Maia 21 de março de 2016 - 01:30

Boa teoria.

Responder
Diogo Maia 21 de março de 2016 - 01:30

Boa teoria.

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Alexander Moreira 18 de março de 2016 - 21:15

No final vc pode perceber que o peão tava trepidando, se trepida então ker dizer que vai cair, no sonho o peão não trepida, ele continua girando em eixo perfeito, eles cortaram justo na hora que o peão ía cair. o peão tava trepidando então ker dizer que era o mundo real. E eu tenho um outro argumento, argumento que eu tirei lendo o artigo do diretor cristopher nolan explicando o final do filme, ele disse que realidade e sonho são subjetivos, meu argumento: e se a real questão não seja se está na realidade ou no sonho, e se ele estiver numa outra realidade, tipo outro universo paralelo copiado de onde ele veio, de onde o sonho proporciona os mesmos momentos onde ele está preso. O limbo distorceu o universo dele trepidou o espaço tempo do sonho e realidade ampliando um outro universo paralelo..

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Matheus Brito 23 de agosto de 2015 - 23:48

Eu simplesmente AMEI esse filme do início ao fim. Poucos filmes conseguiram me intrigar e despertar tantas outras emoções em mim quanto esse. Não sei, dentre atuação, direção, roteiro ou as cenas sci-fi fantásticas, qual é meu ponto favorito no filme. Fico até sem palavras para descrever, mas tudo que posso dizer é que esse é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Top 5 com certeza.

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Marlon Vinicius 30 de novembro de 2014 - 19:06

Um dos maiores equívocos da Academia em toda a sua história foi não ter dado a este filme um Oscar sequer, em categorias técnicas como edição e som. A trilha sonora é simplesmente estupenda e largamente superior a todos os indicados no mesmo ano, inclusive ao vencedor. Hans Zimmer é extraordinário.

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jv bcb 8 de fevereiro de 2017 - 15:14

o filme venceu 4 oscars, incluindo edição de som, absurdo foi não ter sido indicado a melhor diretor, montagem(uma das melhores de todos os tempos)e ter perdido o oscar de melhor filme para o discurso do rei.

Responder
jv bcb 8 de fevereiro de 2017 - 15:14

o filme venceu 4 oscars, incluindo edição de som, absurdo foi não ter sido indicado a melhor diretor, montagem(uma das melhores de todos os tempos)e ter perdido o oscar de melhor filme para o discurso do rei.

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Wagner Pires 27 de outubro de 2014 - 16:22

Filmaço, assisti não esperando nada e fiquei embasbacado! Atuações/elenco impecáveis e um roteiro que poderia ficar maçante mas soube ser bem trabalhado!

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GiacomoTasso 27 de outubro de 2014 - 10:35

A Origem está no meu top 5 de filmes! Há tempos eu não saía do cinema tão intrigado com um filme! Me conquistou de primeira e já pude rever diversas vezes.
Concordo em tudo da crítica, principalmente em relação ao DiCaprio. Recentemente ele esteve envolvido em projetos que considero excelentes principalmente por suas atuações. Posso citar como exemplo Django Livre e Ilha do Medo.
O fato é que me encontro ansioso por qualquer novo projeto de Nolan, vide Interestelar! Haha
Bela crítica e belo filme!

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Pedro Enzo 25 de outubro de 2014 - 18:14

dos diretores que surgiram no anos 2000 pra mim ele e o melhor claro q exitem outros melhores que ele na atualida mas nolan e top 10 facil

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jcesarfe 25 de outubro de 2014 - 14:23

Só o final ficou com aquela sensação de quero saber mais, ele largou pra nossa imaginação.

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Rilson Joás 25 de outubro de 2014 - 12:39

Um dos meus filmes favoritos. Está no meu Top5, principalmente pelas mensagens que o filme passa no meio da ação.

Muita gente acha o Nolan overrated, mas o cara roteirizou e dirigiu Memento, The Prestige, Inception e The Dark Knight trilogy, não tem como não gostar dele.

Interstellar vem aí, e eu vou estar, com certeza, nos cinemas pra ver o filme da tela mais grande.

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