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Crítica | A Última Tentação de Cristo

por Fernando Campos
1788 views (a partir de agosto de 2020)

Devido a sua criação religiosa, Martin Scorsese sempre sonhou em realizar um filme sobre Jesus Cristo. Para a tarefa, material fonte é o que não falta, uma vez que a Bíblia é repleta de passagens sobre o filho de Deus. Por isso, não deixa de ser curioso atestar a opção do diretor por adaptar um livro, A Última Tentação de Cristo, de Níkos Kazantzákis, ao invés de recorrer a própria Bíblia. Ademais, o fato torna-se ainda mais inesperado devido a polêmica que a obra de Kazantzákis causou, na época, entre os grupos religiosos, ingressando, inclusive, o Index Librorum Prohibitorum, uma lista de publicações proibidas pela Igreja Católica. Assim como o livro, o filme de Scorsese também causou furor entre os cristãos, uma atitude ingênua, uma vez que, o filme do diretor é, possivelmente, o retrato mais humano sobre Jesus Cristo da história do cinema.

O longa, assim como o livro de Kazantzákis, traz uma releitura sobre os últimos meses de Jesus Cristo (Willem Dafoe) antes da crucificação, mostrando-o, no início, como um carpinteiro que faz as cruzes com as quais os romanos crucificam seus oponentes. Vivendo um terrível conflito interior ele decide ir para o deserto, mas antes pede perdão a Maria Madalena (Barbara Hershey), que se irrita com Jesus, pois não se comporta como uma prostituta e sim como uma mulher que quer sentir um homem ao seu lado. Ao retornar, Jesus reúne doze discípulos à sua volta e transmite seus ensinamentos, no entanto, seu discurso é encarado como algo ameaçador, resultando na prisão e pena de morrer na cruz. Já crucificado, ele é tentado a imaginar como teria sido sua vida se fosse uma pessoa comum.

Scorsese desenvolve sua trama através de um ritmo vagaroso, utilizando o tempo que julga necessário para a passagem dos acontecimentos, construindo cenas com longos diálogos e poucos cortes durante as falas, como a conversa de Cristo com Pôncio Pilatos (em uma ótima participação de David Bowie). Essa escolha do diretor culmina em um filme de ritmo lento, mas necessário para que o público entenda o peso sobre os ombros que Jesus sente sobre a função que lhe foi designada por Deus. Essa estratégia de Scorsese valoriza a visão intimista da obra, ou seja, mais do que mostrar o sacrifício de Cristo, o que o realizador quer aqui é transmitir o que o processo significou para Jesus enquanto homem.

Se outros filmes mostram a grandeza de Jesus enquanto messias, destacando seu sacrifício e ensinamentos, como em A Paixão de Cristo; Scorsese apresenta em A Última Tentação de Cristo a obra definitiva sobre seu lado mortal, com todas as dualidades e temores de qualquer homem. Assim como em outros trabalhos do diretor, o roteiro, escrito por Paul Schrader, propõe um profundo estudo de personagem, destacando Jesus em plena crise existencial e duvidando que um simples homem possa ser filho de um ser celestial; praticamente implorando para ser apenas mais um “mortal”, levando-o, por exemplo, a construir cruzes com o objetivo de fazer seu Pai odiá-lo (uma bela representação de como a via sacra de Jesus começou muito antes de ser julgado). Por isso, há vários momentos tocantes em que Cristo é mostrado solitário, falando sozinho, com destaque para a excelente cena em que ele visualiza seu coração, seu espírito, trazidos por Satanás para tentá-lo.

Devido a essa temática intimista, Scorsese convida-nos a enxergar aquele universo sob os olhos de Cristo, portanto, a fotografia é minimalista, utilizando uma paleta de cores neutras, ressaltando a melancolia do protagonista em meio a tantas dúvidas. O diretor também opta por planos mais abertos, principalmente os planos gerais e planos gerais médios, destacando o isolamento de Jesus e utilizando a paisagem desértica parra destacar seu isolamento. Além disso, a trilha sonora cria uma aura melancólica, repleta de influências árabes, mas também ressalta o lado sagrado de Cristo.

Ainda dentro do estudo de personagem, a narrativa aborda de maneira coesa diversas fases de espírito de Jesus, portanto, vemos o período em que Jesus ensina o amor, exemplificado pelo momento da defesa de uma prostituta; o período em que ele prega a violência, como na expulsão dos mercadores do Templo; e quando ele aceita ser sacrificado. Durante essa trajetória, Jesus visualiza famílias, casais e confraternizações, uma maneira inteligente de Scorsese preparar o terreno para a tentação final que ele sofre de Satanás.

Se essa abordagem se sustenta, é também graças a interpretação estupenda de Willem Dafoe, transmitindo o turbilhão de sentimentos sofridos pelo personagem durante a projeção com muita sutileza. O ator é preciso em não tornar Jesus nem muito sagrado e nem muito humano, sendo perfeito em destacar a dualidade de seu personagem. Já Harvey Keitel parece deslocado aqui, construindo um Judas artificial, com sotaque estranho e que não lembra em nada uma pessoa daquela época.

Até que chegamos ao excepcional clímax da obra, a última tentação imposta por Satanás, mostrando para Jesus como seria sua vida caso escolhesse ser um homem qualquer, resultando em uma das cenas mais impactantes dentro de toda a filmografia de Scorsese, quando testemunhamos Jesus, no leito de sua morte, suplicando desesperadamente para Deus perdoá-lo e aceitá-lo como filho novamente, envolto pelo preto e vermelho dentro da paleta da cena, ressaltando o enorme sentimento de culpa e isolamento de Cristo por ter cedido à carne. Após isso tudo, quando o protagonista percebe que tudo não passava de uma ilusão e está de volta na cruz, sentimos o quanto o seu sacrifício significou para seu espírito, sendo o momento em que ele finalmente entendeu por completo o papel dele no plano de Deus, dizendo com alívio “está consumado”.

Visto a proposta da obra, é curioso atestar o quão absurdas são as críticas de grupos religiosos para com o filme, uma vez que, mesmo que seja chocante assistir Jesus casando, por exemplo, o longa mostra com clareza como ele abriu mão de viver uma vida terrena para tornar-se algo maior, mesmo com todas as dúvidas, medos e tentações para agradar seu lado carnal. Como alguém pode se ofender com isso? Se Scorsese peca é por não trazer um Jesus idealizado que as pessoas gostariam de ver. Aliás, talvez seja justamente isso que incomode, atestar que o “salvador da humanidade” pode ser tão humano quanto nós.

A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ) — EUA, 1988
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Paul Schrader (baseado na obra de Níkos Kazantzákis)
Elenco: Willem Dafoe, Harvey Keitel, Verna Bloom, Barbara Hershey, David Bowie, Irvin Kershner, John Lurie, Harry Dean Stanton, Gary Basaraba, Victor Argo, Michael Been, Paul Herman, Paul Greco, Andre Gregory, Tomas Arana, Barry Miller, Leo Burmester, Steve Shill
Duração: 164 min

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30 comentários

Felipe Augusto 26 de dezembro de 2020 - 21:24

Sou mto fã de Scorsese e nunca tinha visto esse filme. Escolhi finalmente vê-lo hj, no Natal de 2020, estou com 33 anos, bem simbólico, não?. Acabei de assistir essa obra-prima e estou aqui estupefato com tudo q acabei de ver, q perfeição de filme, obrigado monstro Scorsese! “O mundo será transformado pelo amor, não pela guerra!”

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Cesar 25 de outubro de 2020 - 10:44

Acredito que toda alma inquieta a respeito desse tema ja tenha imaginado todos os segundos de vida de Cristo que não constam nos Evangelhos. Todos os sorrisos, os choros, as angustias, todas as brincadeiras entre o grupo de seguidores, todas essas coisas que nos tornam humanos. E essa obra-prima de Scorsese se debruça sobre isso e o faz muito bem. Tem algumas passagens que podem justificar as criticas dos crentes à obra, por exemplo, ouvir Jesus dizendo que deseja as mulheres, e que que não rouba ou mata, apenas pq não tem coragem, e assim, é um grande pecador por ter esses pensamentos. É algo que eu achei fantástico na construção do personagem, mas que tambem se afasta demais das bases dos Evangelhos. Uma vez que o fato de Cristo não ter pecado é o que o torna referencia, é facil entender pq alguem se ofenderia com essa abordagem.

Cara, uma das coisas que mais gosto nesse filme é essa representação das “ordens” que Jesus deve seguir do seu Pai. Se revelando em pedaços, esperando o proximo passo, o que culmina na minha cena favorita de todo o filme, que é Jesus no templo como um líder, esperando pra ver se a revolução viria pelo machado ou pela Cruz, e quando abre os olhos, suas mãos sangram, revelando as chagas. Memorável! Cenas que pra mim ganharam mais peso quando eu entendo mais sobre aquele tempo, e aquele povo, que esperava um Messias herdeiro de Davi, e assim, guerreiro, e que surgiam varios “Messias” e que caíam rapidamente, e eram esquecidos. E o unico que enfrentou Roma pelo “amor” foi o que venceu. A historia não tinha nenhum motivo pra lembrar de Jesus se ele não fosse o Cristo de Israel, e se não tivesse de fato ressuscitado no terceiro dia. Dentro da minha fé vacilante, é assim que eu analiso os fatos. So comecei a crer depois que estudei… achei que seria o contrário.

William Dafoe ta soberbo!

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Fórmula Finesse 23 de setembro de 2020 - 08:56

Assisti-o hoje depois de décadas de separação (bendita Netflix), e que filme incrível, que apenas aumenta o valor de Jesus… difícil de entender como as pessoas são tão tacanhas (as ofendidas), que não compreenderam essa verdadeira carta de amor ao Jesus divino, o Jesus humano, o filho de Maria e José, o predileto de Deus, o carpinteiro…

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Cesar 25 de outubro de 2020 - 10:44

Não sei se vc vai lembrar, mas tem algumas passagens que podem justificar as criticas dos crentes à obra, por exemplo, ouvir Jesus dizendo que deseja as mulheres, e que não rouba ou mata, apenas pq não tem coragem, e assim, é um grande pecador por ter esses pensamentos. É algo que eu achei fantástico na construção do personagem, mas que tambem se afasta demais das bases dos Evangelhos. Uma vez que o fato de Cristo não ter pecado é o que o torna referencia, é facil entender pq alguem se ofenderia com essa abordagem.

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Fórmula Finesse 26 de outubro de 2020 - 11:01

Não lembro da parte de roubar ou matar, e aí concordo que o fosso entre o Jesus do Evangelho e o proposto pelo autor do livro seriam realmente grande demais – mas no final, acho que tudo se redime bem, é a mensagem mais poderosa de todas.

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Gabriel Martins 30 de junho de 2020 - 23:11

A trilha sonora de Peter Gabriel para este filme é sensacional!

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Amigo do Cartman 5 de novembro de 2019 - 01:37

Depois de muito tempo revi esse filme e até hj não entendo o hate dos religiosos, Cristo poderia ter um vida foda pacarai mas escolheu morrer num pedaço de pau, isso é Jesus na sua plena pureza e bondade, só ele mesmo pra fazer tal sacrifício. Esse filme faz muito mais pela figura do Messias q muita pregação por ai.

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Bruno Rios 13 de maio de 2019 - 21:01

existem obras que servem para edificar e obras que servem para destruir, uma coisa é certa retratar algo relacionado a palavra de Deus e as sagradas escrituras é algo que não devemos brincar, inclusive criar um filme falso e controverso, totalmente fantasioso e mentiroso que serve para confundir a mente de muitos, vindos da mente de um louco chamado Níkos Kazantzákis, ultilizando marionetes de hollywood ! ! ! O Filme é uma porcaria e um verdadeiro lixo para dar créditos ! a quem acha o contrário, chega a ser mais louco que o próprio Níkos Kazantzákis

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Fernando Campos 14 de maio de 2019 - 11:52

Você assistiu o filme? Pergunto isso porque, caso tenha conferido, sua opinião está bastante equivocada. A obra de Scorsese mostra um Jesus mais humano, com certeza, mas não deixa de retratá-lo como um ser divino que abriu mão da vida terrena para obedecer os desejos de Deus. Em nenhum momento o filme diminui o simbolismo de Jesus, pelo contrário, valoriza o sacrifício dele, mostrando tudo o que abriu mão. Scorsese é um homem bastante religioso e de família católica. Ele jamais faria um filme para destruir a palavra de Deus. A questão é que nem todos tem a mente aberta o suficiente para ver a religião fora daquele olhar conversador, moralista e ultrapassado.

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Tiago Azêdo 25 de março de 2020 - 00:16

mas o filme não prejudica a imagem de Cristo. Muito pelo contrario, ele apenas dá novos significados à visão da Biblia. Faz pensarmos e refletirmos sobre novos direcionamentos da fé. As vezes sair da zona de conforto não é ruim, apenas aprofunda o tema.

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Fernando Gallon 1 de junho de 2017 - 00:15

Esse filme é sensacional, assisti na adolescência, depois com 25 anos e uns 2 meses atrás revi, e a cada vez o filme fica mais rico.
Parabéns pela crítica.

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Fernando Campos 3 de junho de 2017 - 12:41

Esse filme é tão sensacional que merece diversas revisitas. É um dos meus preferidos do Scorsese, entra fácil no meu top 5 do diretor.

Obrigado pelo elogio sobre a crítica. Abraço!

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Fórmula Finesse 29 de maio de 2017 - 18:32

Vi quando era criança, preciso ver de novo…de todo modo a crítica é bem pertinente: Jesus teve a chance de livrar-se dessa carga, ele poderia ter fugido e sua vida poderia ter sido bem diferente.

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Fernando Campos 30 de maio de 2017 - 17:10

Poxa, deve ter sido uma experiência e tanto assistir este filme na infância haha. Mas sugiro que reveja sim, somos muito ingênuos na infância para entender algumas informações transmitidas na obra.

Como você disse, Jesus tinha poder para abandonar a missão que lhe foi dada e viver uma vida normal, mas, mesmo assim, optou por sacrificar-se; o longa deixa isso bem claro. Não entendo como alguns religiosos se apõe ao filme.

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Huckleberry Hound 25 de maio de 2017 - 20:48

Eu sou um cristão pacífico vocês me recomendam esse filme ou é muito ofensivo ás escrituras ou ao público cristão?

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Fernando Campos 26 de maio de 2017 - 22:28

Pode parecer uma resposta meio vaga a minha, mas depende da forma com que você vai interpretar e absorver as informações do filme. Se considera a Bíblia intocável e acha ofensivo mudar algumas passagens, esse não é um filme pra você. Mas, se não te incomoda a alteração de alguns eventos do livro, assista! Vale muito a pena, é uma obra-prima do diretor.

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Geraldo Veras 28 de maio de 2017 - 11:30

E nem só isso Fernando. Um mínimo de senso crítico nem enxergaria tanta alteração do que está na Bíblia. O filme apenas confabula sobre muitas coisas, especialmente o que nem se passou no mundo real, mas na mente do próprio Jesus. A Igreja como sempre teme apenas que massa possa interpretar coisas que ela considera absurdas.

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Fernando Campos 30 de maio de 2017 - 17:16

A igreja normalmente teme que as pessoas interpretem por conta própria e é justamente isso que me incomoda profundamente nessas organizações…

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Joly81 25 de maio de 2017 - 20:36

Uma obra prima que preciso rever. A interpretação de Dafoe é espetacular mesmo. A incompreensão dos catolicos acerca do filme é totalmente justificavel pelo simples fato de que a Religião, qualquer que seja, torna os homens inflexiveis intelectualmente.

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Fernando Campos 26 de maio de 2017 - 22:32

O problema da religião, na minha opinião, é que ela impede algumas pessoas de enxergarem as coisas com um olhar crítico, elas ficam presas na própria visão de mundo e não dão chances para opiniões diferentes, independente do argumento.

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Fórmula Finesse 29 de maio de 2017 - 18:29

Não só da “religião”…de tudo, o homem julga conforme a sua própria medida. Posso ser um ente limitado se adoro filmes de terror e espalho ojeriza por comédias, posso ser um chato incontornável se idolatro bicicletas e vejo todo motorista como um inimigo…e por assim vai, os “desdobramentos” são virtualmente infinitos – rsrsrsrsrs

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Fernando Campos 30 de maio de 2017 - 17:20

Mas existe uma diferença muito grande em chegar no amigo e dizer ”os filme de comédia que você gosta são horríveis, bom mesmo é terror” e em uma religião afirmar ”se você fizer tal coisa, passará a eternidade no inferno, sendo queimado vivo e assombrado pelo arrependimento de seus erros”. É tendência do homem julgar? Sim. Mas o que as religiões fazem é um verdadeiro terrorismo psicológico, algo que vai muito além de simplesmente julgar.

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Fórmula Finesse 14 de maio de 2019 - 09:01

Ah sim, creio que a religião – como tudo o mais – precisa ser refletida e passada em filtros. Extrai-se a mensagem que te faz bem e que seja positiva aos seus (Novo Testamento); punição, adoração e danação (Velho Testamento) a gente pode considerar apenas como retratação de momento histórico; sem embarcar em “verdades definitivas”.

Fórmula Finesse 29 de maio de 2017 - 18:26

A religião – sob o ponto de vista mensagem – é libertadora…o Sermão da Montanha, por exemplo, é uma pérola de sutil interpretação, o que torna o homem inflexível é o dogmatismo (como o teu, fazendo uma reflexão generalista).

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Fernando Campos 30 de maio de 2017 - 17:14

Concordo plenamente! Há algumas mensagens de Jesus na Bíblia que adoto para minha vida, como o famoso ”quem não tem pecado que atire a primeira pedra”, apesar de não ser nem um pouco religioso. Minha crítica foi direcionada às igrejas, que exploram e influenciam milhões de pessoas.

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Fórmula Finesse 14 de maio de 2019 - 09:10

Exato, Cristo não tinha intenção nenhuma de criar uma religião, ele queria apenas passar a mensagem, a boa nova…ele não pediu que construíssem estruturas ou santuários em seu nome, a reforma seria interna, mas alinhada com a vontade do Pai, que no Novo Testamento era um Deus do amor e do perdão, diferente do antigo Deus guerreiro e tribal.
Existindo ou não Deus, Jesus foi um sábio, sua grandiosa dimensão humana já é o suficiente para nos inspirarmos a sermos melhores; Jesus é um eterno lembrete de que (tentar) ser bom é válido, que é construtivo.

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Anthonio Delbon 25 de maio de 2017 - 16:05

Um filmaço. Bela crítica, Fernando.

Um dos meus favoritos do Scorsese. O modo com que a escolha pelo sofrimento é abordada é extremamente bem trabalhada. Não à toa causou tanta polêmica com os crentes em geral, junto com o livro do Kazantzakis. Há muita brecha nesse final para diversas interpretações, pelo que eu lembro, em relação ao porquê de Jesus escolher a cruz. De forma semelhante, essa discussão entre fé silenciosa e íntima/fé exemplar e martirizada volta em Silêncio.

abraço!

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Fernando Campos 26 de maio de 2017 - 22:45

Valeu Anthonio! Fico muito feliz que tenha gostado da crítica.

A Última Tentação de Cristo está no meu top 5 do diretor, sou apaixonado por esse filme. Acho genial a abordagem sobre a fé e dualidade de Jesus, é quase palpável em alguns momentos. Enfim, obra-prima do mestre né.

Abraços!

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Willian Alves de Almeida 25 de maio de 2017 - 14:07

Clássico fundamental! Embora seja inspirado em um livro,e tanto filme quanto livro de material base sejam anteriores, ele se complementa pra mim com Evangelho Segundo Jesus Cristo de Saramago.

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Fernando Campos 26 de maio de 2017 - 22:52

Esse filme é obrigatório para qualquer cinéfilo e fã do Scorsese!

Não li O Evangelho Segundo Jesus Cristo, mas, pelo o que me disseram, é um baita livro, com você me dizendo que as duas obras se complementam então, me sinto quase obrigado a ir atrás desse livro hahaha.

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