Home FilmesCríticas Crítica | A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

Crítica | A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

por Guilherme Coral
327 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4

Quando se trata de adaptações ocidentais de animes, mangás ou outros quadrinhos orientais é apenas natural que as pessoas fiquem com um pé atrás. O histórico dessas releituras certamente não favorece as novas empreitadas de realizadores, considerando que já vimos verdadeiras tragédias como Dragon Ball EvolutionOldboy, ainda que esse último seja um remake do filme coreano e não mais uma adaptação de seu material original. A verdade, porém, é que essas mídias são dificilmente transcritas para o live-action, visto que até mesmo as versões orientais deixam a desejar. Claro que mais filmes japoneses foram bem sucedidos nesse sentido, mas vale lembrar que praticamente todos os mangás e animes de sucesso acabam ganhando sua versão cinematográfica por lá.

A grande questão é que o público ocidental acaba tomando por base as terríveis produções do gênero, não levando em conta aquelas que são realmente boas, como No Limite do Amanhã e outras que apenas foram inspiradas por materiais orientais, como MatrixCírculo de Fogo (Pacific Rim). A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell, naturalmente, sofre com tal questão, por mais que sua excelente campanha de marketing tenha reduzido o temor do espectador. Estamos falando de algo baseado na obra de Masamune Shirow, que gerou um dos animes mais importantes já feitos, o medo, portanto, é mais que justificado.

Antes de entrarmos na análise em si, vamos adereçar a polêmica envolvendo a escalação de Scarlett Johansson para o papel da protagonista. A major Motoko Kusanagi, apesar de seu nome japonês, jamais teve sua nacionalidade colocada em pauta, tanto no mangá, quanto em suas inúmeras adaptações. Ela é um ciborgue, teve seu corpo construído do zero, mantendo apenas o seu cérebro, o qual, também, foi aprimorado com tecnologia. Mesmo sua aparência, nas animações e quadrinhos, não revela sua origem, sendo dificilmente enquadrada em uma etnia específica. De fato, a Seção 9, da qual pertence, conta com uma grande diversidade de membros – Batou, por exemplo, é outro que não sabemos ao certo de onde vem e isso perfeitamente se encaixa no universo criado por Shirow, de tal forma que ele próprio concordou com a escalação de Johansson.

Tal questão já é deixada bem clara nos primórdios da versão americana. Vemos Mira (Scarlett Johansson) sendo construída de tal forma que fica bastante claro que apenas seu cérebro fora mantido. Nos é explicado que ela é a única sobrevivente de refugiados que vieram de fora do país (interessante que nomes de nações jamais são utilizados). A intenção de criar seu corpo robótico, porém, tem como objetivo utilizá-la como uma arma. De imediato já sabemos que ela é única e em apenas um ano já é colocada como líder de uma equipe destinada a combater o ciberterrorismo e outras formas de crimes, em um universo no qual a proximidade do homem com a máquina é mais presente do que nunca.

De fato, todos os companheiros de seu time é formado por um elenco multirracial, com atores da Dinamarca, Estados Unidos, Singapura, Japão, Austrália, França, dentre outros países. Tal questão garante a percepção de um mundo ainda mais globalizado, no qual as fronteiras entre países se tornou puramente simbólica, afinal, todos podem se conectar através do ciberespaço, um dos conceitos mais recorrentes do cyberpunk, subgênero da ficção científica no qual essa história se enquadra. Essa barreira étnica é ainda mais derrubada pelo personagem de Takeshi Kitano, Aramaki, que somente fala em japonês e todos os outros entendem e falam com ele em inglês, mostrando que o idioma também se tornara puramente estético, visto que a mensagem é automaticamente traduzida pelos cérebros modificados através da tecnologia.

Logo nos primeiros minutos já encaramos toda a ambientação do longa-metragem como um cenário profundamente dominado pelas corporações. As cidades são preenchidas por propagandas holográficas imensas, remetendo diretamente a Blade Runner, com seus painéis gigantescos nos prédios. Chega a ser desconfortável observar esse universo, que reduz ainda mais o caráter do ser humano, visto que ele se torna apenas um detalhe em um mundo no qual os avanços da ciência o forçam a se aprimorar ciberneticamente para não se tornar obsoleto. Nesse sentido, o personagem Han ( Chin Han) desempenha o papel vital de se diferenciar dos outros: ele é o único humano sem grandes modificações no corpo e o enfoque na humanidade do ser começa a aparecer daí.

Essa questão é ampliada quando o vilão, Kuze, começa a aparecer. Um indivíduo desconhecido que hackeia outros ciborgues para matar membros de uma empresa específica. Durante a investigação, Mira começa a se questionar sobre sua própria natureza, se perguntando o que a diferencia desses robôs que Kuze utiliza para carregar sua vontade. Serão suas memórias verdadeiras? Ou algo puramente fabricado pela companhia que construiu seu corpo? Impossível não remeter novamente a Blade Runner, que coloca em xeque justamente esses aspectos do protagonista e aqueles a seu redor. Sim, esse é um dos pontos levantados pela obra original de Masamune Shirow, mas ouso dizer que atmosfera criada aqui em A Vigilante do Amanhã nos liga diretamente à obra-prima de Ridley Scott.

Dito isso, mais que um filme de ação, a obra dirigida por Rupert Sanders foca no existencialismo da protagonista, que mais e mais passa a duvidar de sua própria identidade. Scarlett Johansson, que já se destacara em outras ficções científicas, vide Sob a PeleLucy, nos entrega o perfeito retrato do auto-questionamento, duvidando de tudo à sua volta, algo que é deixado bem claro pelos defeitos em sua visão, que começa a enxergar coisas que não estão exatamente ali. A (des)construção da protagonista se faz, portanto, de maneira fluida e somos mergulhados em suas dúvidas, nos identificando cada vez mais com ela. Até que ponto a tecnologia apaga aquilo que realmente somos? O olhar da atriz, ora explorando seu lado aparentemente sem emoções, ora evidenciando seu abalo emocional é capaz de traduzir toda essa jornada interior.

Curiosamente, um filme que tanto questiona o impacto da tecnologia é um daqueles que, em recente memória, mais faz uso dela a fim de elaborar esse universo distópico. A utilização da computação gráfica aqui é essencial, compondo um retrato imersivo dessa sociedade. Desde os robôs, passando pelas interfaces holográficas,  até os anúncios já mencionados, tudo nos faz acreditar nesse futuro que enterra a identidade das pessoas, com cores sobressaindo ao branco e cinza dos prédios. Esse novo mundo ainda entra em conflito com o antigo, vemos, em algumas sequências, o antigo, praticamente esquecido, sendo bem retratado pela sua sujeira que contrasta perfeitamente com a limpeza daquilo que é vendido como o ideal modo de vida.

Esse aspecto dialoga diretamente com o próprio corpo de Mira: por fora ela é uma linda mulher e por dentro apenas engrenagens e partes descartáveis que podem ser substituídas se danificadas, à exceção de seu cérebro, é claro. Pode-se dizer, portanto, que esse universo carece da alma que define o ser, o ghost presente na mente das pessoas, que se tornam menos humanas a cada dia que se passa. Levando isso em conta fica fácil enxergar como o ciberespaço se configura como algo mais real, visto que lá a identidade das pessoas se torna palpável, ganhando manifestações físicas. Isso tudo vai lentamente construindo a sensação de solidão no espectador, algo ainda mais aumentado pelos diálogos que ocorrem apenas ligando a mente dos personagens, dispensando, portanto, a fala como transmissora de mensagens.

Àqueles que acompanharam o mangá e suas diversas adaptações em anime, pontos como esse são um prato cheio. O mais impresisonante, contudo, é como o roteiro de Jamie Moss e William Wheeler aproveita inúmeras sequências dessas obras que o antecederam, colocando-as em live-action sem comprometer a narrativa, soando como algo especialmente pensado para o filme. Nesse quesito, A Vigilante do Amanhã funciona como uma releitura de tudo aquilo que a antecedeu, com cenas e personagens inspirados em Ghost in the ShellA InocênciaAriseThe New Movie. Ainda que o caráter filosófico do primeiro anime não esteja presente com toda a sua força, presenciamos aqui um foco maior na identidade e não naquilo que nos torna seres vivos. Dito isso, com essa simples mudança, o longa-metragem solidifica sua relevância, não sendo apenas uma cópia do que veio antes. Além disso, um aspecto importante do roteiro funciona como um verdadeiro tapa na cara daqueles que reclamaram da escalação de Johansson para o papel, uma jogada genial e respeitosa em relação ao material original.

Essa construção somente é prejudicada em determinados pontos pela direção de Sanders, mais especificamente em certas cenas de ação, que contam com mais cortes do que necessário, tornando-as confusas. Não são todas, porém, e no geral, o diretor se sai bem, especialmente por utilizar a computação gráfica não para substituir os atores, mais para complementar suas sequências, especialmente aquelas que fazem uso da invisibilidade de Mira. Dito isso, cada sequência de ação consegue se diferenciar da anterior, fazendo bom uso dos coadjuvantes, especialmente Batou (Pilou Asbæk), que gradualmente tem sua relação com a Major construída de forma que sentimos a proximidade e confiança existente entre os dois.

Outro personagem muito bem elaborado ao longo da projeção é Kuze (Michael Pitt), que se estabelece de forma verdadeiramente assustador, ampliando o conceito de ciberespaço, que passa a se tornar um refúgio desse mundo corporativo, que visa utilizar os ciborgues como meros objetos, armas. É interessante observar como, de vilão, ele passa a ser vítima e a caracterização do antagonista somente é rivalizada pela atuação de Pitt, que nos passa a ideia plena de mal-estar, uma pessoa que somente quer se libertar daquele universo, que o enxerga como descartável.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell traz, portanto, um profundo respeito a tudo aquilo que o precedeu. Por mais que não toque de forma tão enfática nas questões levantadas pelo mangá e anime de 1995, o live-action explora outros aspectos dessa mitologia, colocando a própria identidade do ser humano, suas memórias, em xeque. Nossos temores em relação à adaptação foram, felizmente, descartados, ao passo que fomos presenteados com uma obra com valor próprio, que sabe elaborar esse universo futurístico que enxerga as pessoas como substituíveis, sabendo construir seus personagens e um visual completamente imersivo.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (Ghost in the Shell) — EUA, 2017
Direção: Rupert Sanders
Roteiro: Jamie Moss, William Wheeler (baseado no mangá de Masamune Shirow)
Elenco: Scarlett Johansson, Pilou Asbæk, Takeshi Kitano, Juliette Binoche, Michael Pitt, Chin Han, Danusia Samal, Lasarus Ratuere, Yutaka Izumihara
Duração: 106 min.

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33 comentários

David RoPin 26 de julho de 2018 - 00:50

Excedeu minhas expectativas. Esperava algo raso e voltado apenas para cenas de ação mas achei algo com discussões que me lembraram a do Robocop original do Paul Verhoven que é um filme que eu gosto muito.
Incrível que ninguém reparou na semelhança dessa história com Frankeinstain?
Achei surpreendente mereceu 4 estrelas.

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samuelramos 18 de setembro de 2017 - 00:22

Adorei o filme, adorei a Scarlett e o visual… estava com o pé atrás com esse filme, porém, ele se saiu melhor que o esperado. Inteligente, instigante e bonito, Ghost in the Shell é bom demais (o título brasileiro é, pra variar, patético. Deveriam fazer um especial sobre isso). Difícil não associar com Blade Runner, especialmente pelo estilo sci-fi sombrio, no entanto, faltou aquela música icônica do filme em animação dos anos noventa e aquele final perturbador também. Mas ainda assim merecidas as 4 estrelas… espero que as próximas adaptações mantenham o nível.

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dave120 15 de julho de 2017 - 20:29

Cara, esse filme tá muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom. Tá colado com No Limite do Amanhã como uma das melhores adaptações, que embora não sejam perfeitas, satisfazem com gosto o espectador e deixam com um sorriso na tela depois de assistir até o final. Ótimo filme.

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Marco Zanlorensi 11 de abril de 2017 - 22:19

Eu gostei e muito do filme, como bem exemplificou Guilherme em sua crítica fui assistir com medo mas saí feliz do cinema.

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Guilherme 10 de abril de 2017 - 10:53

Achei o filme uma porcaria, os atores precisam entender que nos animes que envolvem Robos e implantes ciberneticos, a desenvoltura é a mesma que um ser humano, essa é a essência dos Mangas, a proximidade da ficção com a realidade, o jeito de caminha da Major é horrorosa. Muitos pontos do filme me remeteu a lembrar as formas de efeitos especiais a la JAPÃO com cenários fixos por traz, principalmente em tomadas dentro dos veículos. No geral o filme é interessante pelo roteiro, achei falta de uma luta mais emocionante com participação o Batou no final do filme, mas nem tudo podemos ter. na minha opinião não ganha uma nota maior que 6

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cristian 6 de abril de 2017 - 11:29

Achei o filme bem sincero na sua proposta e na sua execução, respeita os cânones do universo original e consegue transpor as ideias principais pra tela, o que não é fácil. Comparar com um desenho não é a forma certa de analisar a obra mesmo por que o original tem uma trama política que se perde no meio e um final meio apressado. Correta a opção de concentrar a trama apenas na Major, e mesmo assim faltou profundidade em suas descobertas a lá Jason Bourne. Figurinos ok, desing de produção um pouco over as vezes, trilha sonora bem interessante, menos oriental e mais eletrônica de Clint Mansell (na minha opinião um dos melhores da atualidade vide Réquiem para um Sonho) e boas cenas de ação deixam o filme com uma média muito boa. Boa crítica.

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JONATHAN ESTECHE 3 de abril de 2017 - 17:39

Sempre achei que AKIRA jamais poderia ser adaptado, porém, depois desta adaptação de Ghost in the Shell, acredito que, com as escolhas certas de elenco e diretor, poderá funcionar, é difícil realizar um filme que agrade tanto a indústria que visa o lucro, quanto ao público que espera o equilíbrio entre entretenimento e arte.

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Inominável Ser 2 de abril de 2017 - 17:14

Lendo isto, parece um filme bonzinho. Com a Scarlett Johansson tendo “atuação impecável”.

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Karam 31 de março de 2017 - 01:53

Ótima crítica para um ótimo filme. Aproveito pra deixar o link da minha crítica aqui: https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/2017/03/critica-2-a-vigilante-do-amanha-ghost-in-the-shell

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geraldo veras 30 de março de 2017 - 22:24

Fiquei um pouco menos temeroso (mais ainda estou bastante). Vou conferir.

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Raul Benevides 30 de março de 2017 - 21:51

Excelente crítica. Como um apreciador do anime de 1995, não perderei esta adaptação no cinema, ainda mais que tem a Sacarlett, que sou um grande fã do trabalho dela. Depois que assistir voltarei aqui para comentar.

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Huckleberry Hound 30 de março de 2017 - 17:46

Vendo isso fico cada vez mais com esperança no filme baseado em Pokémon que está sendo produzido pela Legendary especificamente no spin off “Detective Pikachu” que nesse caso pode ser baseado tanto no anime quanto na franquia de jogos que não nesse caso pode ser baseado tanto no anime quanto na franquia de jogos seja como os outros,vamos torcer né?E também tem um filme que a netflix tá produzindo baseado no espetacular “Death Note” (acho que já teve um antes)!

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Cesar 30 de março de 2017 - 14:41

Vou tentar ver esse fim de semana, assim que ver, conto o que achei! mas gostei demais da critica!

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thiago 30 de março de 2017 - 14:32

Q coisa boa verei nesse final de semana sem falta!!!!

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NOT jason todd 30 de março de 2017 - 14:12

O fato de que esse filme parece ser decente me dá vontade de chorar. Será que finalmente hollywood está aprendendo a adaptar mangás e animes? Se a resposta for sim então acho que em 10 anos filmes de super herói terão um concorrente a altura. Já imaginou uns 3 filmes contando a história de fullmetal fielmente?. Geral iria chorar no cinema. Próximo passo seria adaptar jogos de forma competente, mas já estou indo longe demais, um passo de cada vez. Pelo menos esse filme parece ser muito bom, o que é um começo.

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Guilherme 10 de abril de 2017 - 10:56

Precisa mais que 10 anos para uma adaptação do fullmetal, tomara inclusive que não tenha, anime bom demais pra se estragar em um filme.

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Rod Simão 30 de março de 2017 - 13:42

Oldboy é um filme Coreano e não Japonês. No mais achei a critica boa e fiquei com vontade de ver o filme.

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Guilherme Coral 30 de março de 2017 - 14:09

Estava com o japão na cabeça e escrevi errado! Muito obrigado!

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Junito Hartley 30 de março de 2017 - 13:26

Quero saber se o 3D vale a pena, hj em dia nas primeiras semanas so colocam filme em 3D, sendo que o certo seria ter 3D e 2D, ai quando ja tem umas 2 semanas de filme que os ladroes botam 2D.

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ABC 30 de março de 2017 - 13:44

No RJ tem cinemas exibindo apenas cópias em 3D de A Bela e a fera.

No caso de Ghost in the shell eu quero saber se o IMAX vale o dinheiro.

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Guilherme Coral 30 de março de 2017 - 14:10

O IMAX vale cada centavo! A cabine foi nesse formato

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Karam 31 de março de 2017 - 01:52

Sim, vale CADA CENTAVO.

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Guilherme Coral 30 de março de 2017 - 14:12

Olha, o 3D é bem usado em alguns trechos do filme, especialmente nas cenas que mostram a cidade.

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Bruno Mariano 30 de março de 2017 - 13:15

Remake do filme coreano, não japonês.

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ABC 30 de março de 2017 - 13:45

Da “pior Coréia”, no caso.

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Guilherme Coral 30 de março de 2017 - 14:12

Coreia do Sul como “pior Coreia”?

Responder
ABC 30 de março de 2017 - 14:45

É o que diz o “imperador” gordinho da “melhor Coréia”…

Responder
geraldo veras 30 de março de 2017 - 22:24

Pior??

Responder
jcesarfe 30 de março de 2017 - 12:39

Gostei da crítica, me tirou um pouco do temor sobre o filme, vou ver agora se vou gostar do filme.

Responder
Guilherme Coral 30 de março de 2017 - 14:12

Depois nos diga o que achou!

Responder
jcesarfe 1 de abril de 2017 - 11:59

Achei bem mais ou menos. Me pareceu uma versão Transformer de Ghost in the Shell. Muito som, barulho, cor e uma história muito melosa e pouco ousada. Vale a pena conferir, mas para quem esperava algo mais ousado fica a decepção.

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Pedro Goto 2 de abril de 2017 - 02:23

Acabei de assistir o filme, achei o roteiro beeem fraco, foi tipo “olha aqui como que é o universo, conheça os personagens, mas só de leve msm, nada aprofundado, e espera que nos proximos fillmes a gente usa mesmo eles dentro de uma histora de verdade ta? aguarda um poco e paga mais dinheiro pra mim!”… eu esperava mais na real, mais um que tinha grande potencial e acaba sendo prejudicado pelas necessidades do mercado e da industria cinematográfica

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