Home TVTemporadas Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 1ª Temporada

Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 1ª Temporada

por Ritter Fan
353 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3

É difícil começar a escrever sobre uma série que você quer muito gostar, mas que desaponta em tantos níveis que só seu lado fanboy consegue extrair alguma coisa de boa dela. Agents of S.H.I.E.L.D., primeira série de televisão da Marvel e, como tudo que ela faz, inserida em seu universo coeso de super-heróis, foi uma aposta arriscada, com resultado muito irregular que, porém, deixa entrever o potencial do que ela poderia ter sido.

Estrelada por Clark Gregg, o simpático Agente Phil Coulson, que morre em Os Vingadores (mas, no Universo Marvel, a morte sempre é relativa, com exceção, até agora, da do tio Ben), a série reúne um grupo de jovens agentes da S.H.I.E.L.D. e a veterana Melinda May (Ming-Na Wen) em uma base móvel em um avião Hércules C-130 modificado. Logo no primeiro episódio, que tem ligação direta com Homem de Ferro 3, eles enfrentam Mike Peterson (J. August Richards), um homem que é alterado pelo soro Extremis. No meio da confusão, eles recrutam Skye (Chloe Bennet) uma hacker ativista que é literalmente contra tudo que a agência de espiões representa. Mas ela é um rostinho bonitinho e uma excelente razão para tudo ser explicado em detalhes para ela (e para nós). No entanto, apesar de tudo, o episódio piloto marca um começo promissor, com uma enorme quantidade de referências aos filmes da Marvel e, também, ao universo editorial, mas sem que isso impeça a diversão pelos não iniciados.

Mas é só isso mesmo. Uma promessa. O que vemos nos oito episódios seguintes, é um desfile de “vilão da semana” ou melhor “caso da semana” em uma estrutura sem serialização que torna a experiência de assistir à série bastante dolorosa. Além disso, toda a equipe, formada por personagens tão tridimensionais quanto um recorte em cartolina, é um desfile de clichês: Coulson é o chefe durão, mas de bom coração; May é a agente durona e fria; Skye é o rostinho bonito que sempre resolve os problemas. Temos ainda o Agente Grant Ward (Brett Dalton), o protótipo do 007, mas sem o mesmo charme ou inteligência e os cientistas Fitz (Iain De Caestecker) e Simmons (Elizabeth Henstridge), que são coletivamente conhecidos como Fitz-Simmons e trabalham como se fossem irmãos gêmeos siameses, um completando a frase do outro e servindo de alívio cômico (ou pelo menos uma tentativa disso).

Calma, calma, meus caros fanboys que devem já estar me odiando. A série tem seus altos a partir do episódio 1X10, The Bridge, que, como o nome diz, começa a fazer a ponte entre os diversos personagens a que somos apresentados nos episódios anteriores. Na verdade, a série sobe substancialmente de qualidade, passando, finalmente, a ser serializada, contando uma narrativa apenas com diversas sub-tramas, exatamente como deveria ter sido mais claramente exposto desde seu começo.

Um dos maiores erros de Joss Whedon, o showrunner da série e o grande responsável pelo sucesso do filme Os Vingadores, foi ter dado ares de episódios independentes a todos os nove primeiros, abrindo espaço para uma narrativa desleixada, muito cheia de personagens novos e, aparentemente, sem consequências para o futuro da equipe. Mas é claro que, em sendo uma série mais, digamos, voltada para “jovens adultos” e de uma televisão aberta americana (ABC), com a exigência de 22 episódios em uma temporada, não havia muita saída para Whedon. Era isso ou sua história acabaria muito mais cedo.

E aí vem o segundo grande problema da série, que é justamente a estrutura gigante das temporadas. A televisão americana precisa entender de uma vez por todas que, a não ser em casos de sitcoms, que não seguem estrutura rígida de continuidade e, via de regra, têm episódios de curta duração, a era de temporadas de 22 ou 23 episódios acabou. Ninguém mais aguenta ver a trama ser diluída ao ponto da insignificância pela obrigação de se colocar no ar algo como 990 minutos de série por ano, para contar uma história que poderia ser facilmente contada com menos da metade da minutagem. Com isso, podemos facilmente perceber que basicamente metade de Agents of S.H.I.E.L.D. só está lá para cumprir essa meta.

Mas com a coesão que The Bridge dá à série, Whedon passa, finalmente, a mostrar seu plano de fechamento da temporada, literalmente emendando um episódio atrás do outro, sem parar, até seu explosivo final. E, de maneira inédita na televisão, a Marvel consegue não só fazer uma série que funciona de maneira independente, como de forma intercalar em relação ao seu universo de filmes, ampliando, e muito, sua importância, mas, exatamente como o braço editorial do estúdio faz, permitindo que os dois lados sejam vistos e apreciados separadamente. Há complementação, tangenciamento, mas não sobreposição. Assim, um vive sem o outro de maneira suficientemente estanque para não exigir, de forma absoluta, a conferência de todos os filmes.

No entanto, essa coesão total de universos tem suas desvantagens, como, por exemplo, a rigidez da estrutura narrativa, que é guiada pelos lançamentos de cinema (com maior e menor influência dentro da série, como no patético episódio 1X08 – The Well – que força a conexão com Thor 2: O Mundo Sombrio) e a espera frustrada de que personagens de um “universo” cruzem para o outro. Não que isso não aconteça – Nick Fury (Samuel L. Jackson), Maria Hill (Cobie Smulders) e até Lady Sif (Jaimie Alexander) dão as caras em Agents of S.H.I.E.L.D. como uma espécie de reiteração de que tudo é uma coisa só – mas não é algo constante ou mesmo que influencie de verdade no caminho tomado pela temporada. Whedon sabe separar bem o material e sacrifica muita coisa no processo.

Ao mesmo tempo, porém, Whedon, ao unificar os dois grandes mistérios da temporada – como Coulson sobreviveu e de onde veio Skye – consegue aumentar o interesse pela mitologia da própria série, criando episódios fantásticos como o 1X14 e o 1X16 (T.A.H.I.T.I. e End of the Beginning). Aliás, é em End of the Beginning que a série sofre uma gigantesca alteração em seu status quo, em razão dos acontecimentos em Capitão América 2: O Soldado Invernal. Tudo o que sabíamos deixa de ser e Whedon passa então literalmente a usar seis episódios – até o final da temporada – lidando com as consequências do que vimos no cinema e como isso afeta a equipe (mas, é bom reiterar: assistir Capitão 2 não é algo realmente essencial, pois as informações que precisamos para entender a narrativa do arco de Whedon estão todas na série).

E se Agents of S.H.I.E.L.D., apesar de seus personagens inicialmente rasos, tivesse demonstrado um semblante da coragem que demonstra em sua reta final, com mudanças de alianças (como no caso do chocante episódio 1X17 – Turn, Turn, Turn), introdução de novos e intrigantes personagens (o melhor deles, de longe, sendo o agente John Garrett, vivido de forma muito divertida por Bill Paxton) e uma linha narrativa coesa e muito interessante, mesmo para quem não acompanha os quadrinhos ou até os filmes, o resultado final teria sido muito melhor e talvez a audiência tivesse respondido de acordo. Como ficou, a série é apenas ok, tendo sido renovada, suspeito, única e exclusivamente pela necessidade da Marvel de não jogar a toalha e declarar derrota com apenas uma temporada.

Voltando a falar brevemente para os fanboys, esses – assim como o que escreve a presente crítica – terão muito material para se divertir e, provavelmente, gostar mais da temporada do que ela realmente merece sob o ponto de vista técnico. Afinal de contas, se Whedon já carrega na menção ao Universo Marvel (cinematográfico ou não) no primeiro episódio, ele não se faz de rogado ao longo de toda a temporada e escava os recônditos mais escondidos dos quadrinhos para trazer menções (bem, mais do que só menções, na verdade) a vilões como Graviton (Ian Hart) e Nevasca (Dylan Minnette). O uso de Lorelei (Elena Satine) como vilã em um episódio todo só para ela (episódio 1X15 – Yes Men – aliás, ruim e completamente fora da continuidade então estabelecida), a introdução de Victoria Hand (Saffron Burrows) como figurona da S.H.I.E.L.D. e, claro, a introdução do ciborgue Deathlok (não vou dizer o nome do ator, para não dar nenhum spoiler) como personagem recorrente, ainda que ele, como um todo, seja extremamente mal feito.

E tem mais, muito mais. Listei apenas os mais evidentes, mas Whedon insere menções marvelianas em cada esquina de Agents of S.H.I.E.L.D. dando a entender, também, a futura presença de determinados personagens (e raças inteiras deles, diria) no Universo Cinematográfico Marvel, como acontece com a impressionante – mas mantida em mistério para atiçar as especulações – revelação no final de T.A.H.I.T.I. (momento nerd total, que quase explodiu meu cérebro com as possibilidades).

Acontece que, se mesmo os fanboys olharem a temporada com o devido distanciamento – sei que é difícil! – perceberão suas enormes fraquezas, apesar de toda a boa vontade de Whedon. Até mesmo Bear McCreary, autor das excelentes trilhas sonoras de Battlestar Galactica e de O Exterminador do Futuro: Crônicas de Sarah Connor, apresenta um trabalho apenas passável, sem nenhum arroubo de criatividade, quase que como se tivesse ficado estagnado pela primeira e fraquíssima metade da temporada.

Se Agents of S.H.I.E.L.D. tem realmente futuro, é muito difícil dizer. Em uma estrutura mais enxuta e objetiva, com episódios relevantes do começo ao fim, minha resposta seria um retumbante e firme sim. Há material para isso e Whedon já provou que sabe fazer séries de TV (Firefly em especial). No entanto, a característica híbrida entre serialização e episódios soltos ao longo de temporadas diluídas e enfraquecidas pode ser realmente o fim da S.H.I.E.L.D. sem precisar de ajudinha alguma da HIDRA.

Agents of S.H.I.E.L.D. (Idem, EUA – 2013/2014)
Showrunner: Joss Whedon
Roteiro: Vários
Direção: Vários
Elenco: Clark Gregg, Cobie Smulders, Brett Dalton, J. August Richards, Iain De Caestecker,  Elizabeth Henstridge, Ming-Na Wein, Chloe Bennet, Ian Hart,  Dylan Minnette, Saffron Burrows, Elena Satine, B.J. Britt, Bill Paxton, Ruth Negga
Duração: 990 min. (aproximadamente)

Você Também pode curtir

34 comentários

Brunno Hard 🎈 5 de fevereiro de 2019 - 08:12

Com alguns anos de atraso… 😉

Se você assistiu a primeira temporada (ou pretende assistí-la) desta série por causa dos Vingadores, sinto dizer, mas você provavelmente ficou (ficará) desapontado. Esta série não é sobre os Vingadores, é sobre a S.H.I.E.L.D.

A S.H.I.E.L.D. aparece na maioria dos quadrinhos da Marvel: X-Men, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, etc. Essa história é sobre a luta deles e não a dos super-heróis. Muito provavelmente por isso, que muitos espectadores, incluindo a grande massa de fanboys, tenham largado mão já nos primeiros episódios da primeira temporada. Com alguma sorte, alguns derão uma segunda chance e acredito… não houve arrependimento.

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. — o que eu posso dizer sobre a primeira temporada da série? É uma continuação dos filmes do Homem de Ferro? Uma continuação de Vingadores? Bom, sim e não. Sim, porque está no mesmo Universo. E não porque em vez de se concentrar nas grandes façanhas dos super-heróis, centra-se na essência da S.H.I.E.L.D.

A S.H.I.E.L.D. abraça o Universo de super-heróis que habita e de fato cobre certos clichês, mas trabalha com eles e os transforma em interessantes arcos de personagens. Isso às vezes requer uma certa suspensão da descrença do espectador, mas dificilmente faz da série rudimentar.

Até então, na série, cada um dos atores principais recebeu máscaras para suas personas de caricatura. Vários deles derão enredos interessantes que se desdobraram aos poucos e mudaram os personagens e seus relacionamentos uns com os outros. Sim, a primeira temporada da série tem tipo “um vilão por semana” como bem citado na crítica do @planocritico:disqus, mas me foi perceptível que os personagens aprenderam e se desenvolveram. A atuação também não foi das piores, apesar das várias revisões que certamente foram implementadas. O elenco principal, em sua maioria, foi sólido, e eles mostraram uma boa química (particularmente o inseparável Fitz/Simmons), apesar de alguns dos personagens secundários não terem me convencido.

A série teve seus percalços. Sementes óbvias que cresceram em partes muito maiores e mais interessantes da série foram plantadas. Deus sabe que Buffy e Angel não eram obras-primas em seus primórdios.

Os primeiros 09 episódios foram bem enfadonhos. Em compensação (e especialmente para mim) o episódio 13 “T.R.A.C.K.S.” (com a participação de Stan Lee — que ele esteja em um bom lugar) e o episódio 14 “T.A.H.I.T.I.” (onde eles finalmente revelaram como conseguiram trazer Coulson de volta e a excelência radiante participação do saudoso Bill Paxton + a ressurreição alienígena?! + a equipe realmente parecendo uma família + o interrogatório de Quinn… foi melhor do que eu esperava).

Eis que a série comecou a abrilhantar no terreno pantanoso de 22 longínquos episódios e chegamos ao “Beginning of the End”. Um fechamento com suspense, emoção e cartase. Para mim, foi uma conclusão muito satisfatória para uma temporada repleta de altos e baixos. Foi gratificante ver os escritores concluírem seu primeiro grande arco de história com uma nota forte.

Eu cheguei a duvidar da minha esperança inicial sobre as possibilidades da primeira temporada de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. e, de repente, Grant Ward acaba se revelando um psicopata. Tudo ficou melhor a partir daí. E felizmente, eu estava certo.

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2019 - 17:00

@brunno_hard:disqus , não tem atraso aqui não! Todo comentário é importante!

Vou pinçar aqui algumas de suas frases e fazer os meus comentários em seguida:

1. “Muito provavelmente por isso, que muitos espectadores, incluindo a grande massa de fanboys, tenham largado mão já nos primeiros episódios da primeira temporada.”

Concordo totalmente. Tenho certeza que muita gente queria ver super-heróis na tela o tempo todo. Não teve e aí muita gente largou e, de birra, nunca mais voltou.

2. “Isso às vezes requer uma certa suspensão da descrença do espectador, mas dificilmente faz da série rudimentar.”

Nem de longe faz a série ser rudimentar. Quase tudo é muito bem trabalhado.

3. “O elenco principal, em sua maioria, foi sólido, e eles mostraram uma boa química (particularmente o inseparável Fitz/Simmons), apesar de alguns dos personagens secundários não terem me convencido.”

Eu fiquei muito impressionado com as evoluções dramáticas de Chloe Benett e Brett Dalton. Achei os dois muito ruins no começo, basicamente na primeira temporada toda, mas, pouco a pouco, eles foram melhorando.

4. “Os primeiros 09 episódios foram bem enfadonhos.”

Foram mesmo. Tirando o primeiro talvez. O resto cansou demais.

5. “Para mim, foi uma conclusão muito satisfatória para uma temporada repleta de altos e baixos. Foi gratificante ver os escritores concluírem seu primeiro grande arco de história com uma nota forte.”

Assino embaixo!

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Guedes 25 de dezembro de 2017 - 11:38

Bom já faz anos que voce publicou essa crítica mas eu discordo de várias coisas. Esses episódios de “vilão da semana” são essenciais para a série não acompanhar o filme do capitão américa, e aliás eles fazem algo incrivel : mostrar acontecimentos que não podem ser mostrados nos filmes na visão de outras pessoas. Eu estou acompanhando a ordem cronológica dos filmes e séries da Marvel, daí voce ve a batalha dos vingadores e os chitauri invadindo e aquele tanto de coisa alien caindo e se pergunta o que aconteceu com elas? Um dos melhores episódios pra mim foi o que acham aquela arma do berserker asgardiano que está na terra a centenas de anos, episódio esse que foi um dos “vilões da semana”. Acho que a série peca em várias coisas mas não vi tantos pontos negativos.

Responder
Matheus Guedes 25 de dezembro de 2017 - 11:38

Bom já faz anos que voce publicou essa crítica mas eu discordo de várias coisas. Esses episódios de “vilão da semana” são essenciais para a série não acompanhar o filme do capitão américa, e aliás eles fazem algo incrivel : mostrar acontecimentos que não podem ser mostrados nos filmes na visão de outras pessoas. Eu estou acompanhando a ordem cronológica dos filmes e séries da Marvel, daí voce ve a batalha dos vingadores e os chitauri invadindo e aquele tanto de coisa alien caindo e se pergunta o que aconteceu com elas? Um dos melhores episódios pra mim foi o que acham aquela arma do berserker asgardiano que está na terra a centenas de anos, episódio esse que foi um dos “vilões da semana”. Acho que a série peca em várias coisas mas não vi tantos pontos negativos.

Responder
planocritico 25 de dezembro de 2017 - 13:06

Cara, seu comentário me fez reler essa crítica e notar mais ainda como AoS evoluiu! E eu até acertei, anos antes, que eles dividiriam a temporada em arcos menores.

Sobre a questão do “vilão da semana”, a própria evolução da série responde seu comentário. Eles pararam com isso logo na 2ª temporada, ou seja, o episódios da 1ª poderiam ter sido trabalhados de outra maneira.

Abs,
Ritter.

Responder
Philippe Seabra 14 de março de 2017 - 23:20

Comecei a ver semana passada pra ver se me livro de The Flash, cuja terceira temporada está OSSO.

Responder
planocritico 15 de março de 2017 - 01:42

Está gostando?

Abs,
Ritter.

Responder
Luan S. 14 de março de 2017 - 00:12

Ora, ora, Ritter, já estava prevendo a fantástica 4° temporada há 2 anos hahaha

Responder
planocritico 14 de março de 2017 - 01:03

He, he! Minha bola de cristal às vezes funciona!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner Pires 16 de setembro de 2014 - 12:32

Eu assisti a série puramente como fanboy, não nego, mas o maior o problema das pessoas com a série é que todo mundo esperava uma série em que todo episodio aparecesse o Homem de Ferro, Thor, etc…. e isso, financeiramente falando, seria quase impossivel, e faria a série deixar de ser focada na SHIELD, e seria praticamente uma continuação em série dos Vingadores, a série erra, muito eu sei, mas pensando em uma série da SHIELD, simplesmente “flertando” com o universo Marvel, fica interessante. Acho que assim como fizeram com o Deathlock, a série poderia puxar mais personagens um tanto obscuros da Marvel, isso sim seria um puta acerto!

Responder
planocritico 16 de setembro de 2014 - 15:17

Obrigado pelo comentário @disqus_3W9nqfEt0z:disqus!

Vi como fanboy também (e olhar crítico, claro!) e realmente não esperava isso não. Aliás, nesse ponto eu acho que o Joss Whedon acertou. Exagerar na presença de heróis consagrados nos outros filmes seria demais para uma série de TV, tanto artística quanto financeiramente, como você bem coloca.

Para mim, e deixei claro em minha crítica, o grande problema é o tamanho da série. Não há roteiro que sustente essa quantidade de episódios. Com isso, a série começou mal, mas terminou bem, gerando ao menos um equilíbrio, mas ela poderia ter sido bem melhor.

Vamos ver o que acontece agora na segunda temporada!

Abs, Ritter.

Responder
jcesarfe 18 de maio de 2014 - 11:05

Acho que o ponto falho, como você diz, é que uma série de 10 episódios virou 20 e tantos. Mas foi uma sacada de gênio e uma das séries que acompanhei com prazer.
Penso que deveriam faze-la 3 episódios antes dos filmes da Marvel e 3 depois, assim teríamos algo interessante para acompanhar. Ja que na pratica é o que a série faz mesmo, ignorando por completo o meio.

Responder
planocritico 20 de maio de 2014 - 09:32

Também vi a série me divertindo bastante, mas não pude deixar de ficar incomodado com os fillers. Mas concordo com você que eles poderiam muito bem estruturar arcos (ou mini-arcos) ao redor dos filmes, quebrando a temporada em dois pedaços claramente definidos, mas que se complementam. Abs, Ritter.

Responder
Davi 21 de abril de 2015 - 19:19

Ainda não vi a série mas pretendo, tem episódios que posso pular (os filers)? Ou querendo ou não é bom assisti-los?

Responder
planocritico 22 de abril de 2015 - 15:24

@disqus_mNK2XAnB8a:disqus, muito sinceramente, apesar da 1ª temporada ter vários fillers (basicamente a primeira metade é toda de fillers) fato é que você vai perder muita coisa que é estabelecida no início. Não é que você ficará perdido completamente, mas acho que seria melhor tentar ver todos os episódios, pelo menos os 2 ou 3 iniciais (Piloto, 0-8-4 e The Asset). Se achar que, a partir daí, já pegou o ritmo, pule então os 5 seguintes e comece a ver sem falta a partir do 10º, The Bridge, pois é quando a ação realmente começa e não para mais.

Abs,
Ritter.

Responder
jcesarfe 10 de outubro de 2015 - 19:21

Pode tentar assistir os episódios legendados em velocidade 1.5 que fora os 2 primeiros e a partir do 10º os outros não fazem muita diferença.

Responder
planocritico 11 de outubro de 2015 - 00:11

Mais ou menos por aí mesmo.

– Ritter.

Bruno Medeiros 16 de maio de 2014 - 18:18

Tinha esperanças para essa série, depois do piloto decidi não acompanhar pois percebi que não seria meu gosto, estou “mal” acostumado com séries do calibre de Sopranos, The Wire, Breaking Bad e tenho forte resistência ao formato procedural.

Mas concordo plenamente para sua análise a respeito das séries longas, não cabe mais hoje séries de drama com 22, ou 24 eps cheio de fillers, isso já era… tem tv aberta que já tem séries com 12 ou 13 eps, vide Hannibal. Se Agents of Shield tivesse 13 eps ela poderia ser bem melhor e eu até poderia tentar acompanhar.

Uma série que eu tenho vontade de ver e que vejo uma galera elogiando é a Person of Interest, mas o que justamente me faz correr dela é o fato dela ter 24 eps por temporada.

Responder
planocritico 18 de maio de 2014 - 00:41

Seu pensamento sobre Person of Interest foi exatamente igual ao meu. Tenho a maior vontade de assistir, mas o simples fato da série ter 24 episódios já me dá vontade de fugir. Um dia talvez. E só vi Agents of SHIELD por dever de ofício, para trazer a crítica para o site, pois minha vontade também era de deixar de lado. Não há mais razão alguma para séries dramáticas desse tamanho.

Mas é como você disse, até as Tvs abertas americanas estão caminhando para a temporada reduzida e para as minisséries. Além disso, eles estão mexendo fortemente na estrutura do “pilot season”, alterando (por causa de Netflix e outros serviços semelhantes) a maneira como séries são produzidas. Isso provavelmente significará, em um curto espaço de tempo, mais séries, só que mais curtas. Só o tempo dirá.

Grande abraço, Ritter.

Responder
tulio jordano 16 de maio de 2014 - 13:55

Concordo em partes com suas colocações Ritter. Concordo que o formato de “vilão da semana” também possa ter trazido um ponto negativo à série, mas que não pesaram tanto quanto à análise da série como um todo. Por mais que possam parecer episódios jogados no meio da série, eles são necessários para obedecer um certo espaço-tempo e uma conexão com o Universo Marvel, afinal, se a série tivesse sido mais “enxuta”, a SHIELD cairia na série antes mesmo do lançamento de C.A 2, entre outros pequenos spoilers que poderiam aparecer. Mas concordo que toda série têm seus altos e baixos, e esta pode ter deixado a desejar sim em alguns pontos, mas no geral, gostei do resultado. Boa análise Ritter, parabéns pelo trabalho, sempre muito bem feito!

Responder
planocritico 18 de maio de 2014 - 00:44

Tulio, entendo perfeitamente o que diz, mas eu acho que, se a série tivesse sido pensada para ter algo como 12 ou 13 episódios, eles poderiam trabalhar de maneira que ela fosse transmitida em dois pedaços, cada um deles próximo a um filme. Seria uma nova maneira de fazer TV, mas não deixaria de ser interessante. Meu problema sério é com a incapacidade da maioria dos showrunners de manter uma série dramática funcionando de verdade com 22, 23 e 24 episódios. Mesmo 24 Horas, que se passava em tempo real, já era (para mim) algo complicado de se assistir…

Obrigado pelo elogio e volte sempre! – Ritter.

Responder
tulio jordano 18 de maio de 2014 - 02:21

Entendo, realmente, essa “mania” de fazer com que as séries tenham sempre a mesma quantidade de episódios, acaba deixando “brechas” para que surjam esse fillers desnecessários. Olhando por esse lado, concordo plenamente com você Ritter.

Responder
planocritico 20 de maio de 2014 - 09:34

Os 22, 23 ou 24 episódios formam o tradicional padrão da indústria, que já está sendo quebrado, porém. Mas acho que dá para resolver Agents of Shield com um pouco mais de continuidade relevante e menos fillers. É torcer para que eles continuem os acertos da segunda metade da 1ª Temporada na próxima temporada. Abs, Ritter.

Responder
tulio jordano 20 de maio de 2014 - 15:44

Saindo um pouco do assunto. Sobre a cena final da temporada, acha que possa ter sido feito uma ligação com o proximo filme da Marvel ( Guardioes da Galaxia)? Não só na cena final, como tambem com a revelaçao sobre o parentesco da Skye…

planocritico 22 de maio de 2014 - 02:33

Fiquei muito esperançoso que sim, que há uma ligação entre o final, o parentesco de Skye e outras coisas e o lado mais “cósmico” da Marvel, mas, depois, pensei com calma e tenho fortes dúvidas, agora, se o estúdio vai mesmo querer reunir de maneira tão próxima a série de TV da franquia cinematográfica. Seria uma jogada brilhante, mas extremamente arriscada.. Vamos ter que aguardar! – Ritter.

Mandarim 15 de maio de 2014 - 23:16

Realmente, me decepcionei.
Quando vi o primeiro episódio, percebi que a série tinha bastante potencial, porém a partir do segundo e com o modelo “caso da semana”, desandou…

Quando vi “The Bridge” pensei que a série estava se recuperando, mas aí veio “The Magical Place”…

Felizmente depois de T.R.A.C.K.S, parece que a série havia encontrado um caminho. (Desconsiderando o episódio descartável “Yes Man” e o que fizeram com o Deathlock).

Apesar de ter achado o resultado mediano como um todo, acho que ainda há potencial ali e se desta vez não mudar radicalmente para um lado mais sólido, estável e bem estruturado, nem novas traições serão capazes de segurar a série.

Excelente crítica, RITTER.

Responder
Mandarim 15 de maio de 2014 - 23:01

Realmente, me decepcionei.
Quando vi o primeiro episódio, percebi que a série tinha bastante potencial, porém a partir do segundo e com o modelo “caso da semana”, desandou…

Quando vi “The Bridge” pensei que a série estava se recuperando, mas aí veio “The Magical Place”…

Felizmente depois de T.R.A.C.K.S, parece que a série havia encontrado um caminho. (Desconsiderando o episódio descartável “Yes Man” e o que fizeram com o Deathlock).

Apesar de ter achado o resultado mediano como um todo, acho que ainda há potencial ali e se desta vez não mudar radicalmente para um lado mais sólido, estável e bem estruturado, nem novas traições serão capazes de segurar a série.

Excelente crítica, RITTER.

Responder
planocritico 16 de maio de 2014 - 13:15

Obrigado, Mandarim! Fico feliz que tenha gostado. O negócio, agora, é realmente torcer para Whedon (o Joss, não o irmão dele, que ficou meio que responsável pela série) interfira mais na narrativa e faça a 2ª temporada caminhar na direção certa. Há com certeza potencial, ao menos! – Abs, Ritter.

Responder
Bruno Medeiros 16 de maio de 2014 - 18:22

Acho difícil, o Joss ta ocupado com a produção do segundo Vingadores, o verdadeiro Shorunner dessa série e que cuida do dia a dia é o Jed, O nome do Joss ta ali tipo o do Spielberg e do J.J Abrams na séries que eles produzem

Responder
planocritico 18 de maio de 2014 - 00:45

Também acho difícil, Bruno. Mas não custar sonhar, não é mesmo? 🙂 Resta esperar que Jed tenha aprendido com os problemas da 1ª Temporada e os corrija na 2ª. Caso contrário, temo que a série não vá passar de duas temporadas… – Ritter.

Responder
Erik Blaz Dos Santos 15 de maio de 2014 - 17:40

Olhando para a foto do elenco, da até medo, xará!

Mas é isso, curti a crítica, deu para ter uma noção de como é a série… ^_^

Responder
planocritico 16 de maio de 2014 - 13:13

Obrigado, Erik. Realmente, o elenco dá um certo medo, mas dá para acabar gostando de todo mundo lá pelo final. – Ritter.

Responder
Erik Blaz Dos Santos 16 de maio de 2014 - 14:26

Hmm… É, difícil começarmos a ver uma série nova com muitos rostos familiares, mas é um impressão também que não se dá frequentemente ao ver elenco de série…

Enfim… Já li muitas coisas interessantes e outras meio preocupantes… Logo logo acho que terei mias tempo para me dedicar a essas séries de “heróis”… ô/

Responder
planocritico 18 de maio de 2014 - 00:46

Para quem gosta do Universo Marvel, a série tem vários atrativos muito bacanas. Para quem não gosta, seus defeitos serão maiores ainda. No seu caso, como você é leitor de quadrinhos, acho que vale a tentativa. – Ritter.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais