Home TVEpisódio Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 4X10: The Patriot

Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 4X10: The Patriot

por Ritter Fan
112 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4,5

Aviso: Há SPOILERS do episódio e da série. Leia as críticas dos outros episódios aqui e de todo o Universo Cinematográfico Marvel aqui.

Agents of S.H.I.E.L.D. pode não ter tempo a perder considerando sua estrutura de três pequenos arcos em uma temporada, mas isso não quer dizer que os showrunners precisam sair desabalados para carregar a história principal para frente. Em The Patriot, voltamos a um assunto que havia ficado em segundo plano no primeiro arco: quem exatamente é o diretor Mace?

E é muito interessante ver a série voltar um pouco para trás de forma que possa continuar a andar a passos largos para frente. Afinal, quem, apesar do bom mocismo de Mace, não havia ficado desconfiado dele, não é mesmo? Sua fama por ter salvo uma mulher no incidente de Viena, seus superpoderes, sua natureza inumana, tudo parecia funcionar, mas ao mesmo tempo deixava aquele cheiro podre no ar, aquele incômodo de que havia alguma coisa errada ali. E realmente havia. Mace não é muito mais do que um peão na mão do General Talbot, um meta-humano “fabricado” a partir de uma versão da fórmula que deu os poderes – e a loucura – ao Sr. Hyde, pai de Tremor, uma espécie de sucessor do Capitão América como o próprio Talbot chega a dizer.

Reparem como tudo parece perfeitamente costurado e bem-pensado. Ainda que a reentrada de Talbot como o “mestre manipulador” não seja lá uma grande surpresa, a questão é que tudo que vemos no episódio é extremamente orgânico e faz referências a todo o legado que vem sendo construído pela série e no Universo Cinematográfico Marvel. Novamente somos levados a lembrar do passado de Daisy, da origem do Capitão América (a fórmula de Erkine é citada expressamente), de quem é o “Patriota” do título nos quadrinhos (um efetivo, mas falho, sucessor do Capitão) e até mesmo da época em que Simmons foi uma agente da S.H.I.EL.D. infiltrada na Hidra. E reparem mais ainda como tudo isso é costurado com os inumanos, os Cães de Guarda e, claro, os L.M.D. criados por Radcliffe.

Ainda que a ameaça mencionada no episódio anterior – o tal “Superior” – não ganhe desenvolvimento e a Senadora Nadeer não dê as caras, suas presenças se fazem sentir pelo plano complexo e ousado dos Cães de Guarda para obter a maleta com o soro que dá super-força a Mace. Vê-se um jogo maior em movimento, com muitas peças ainda não encaixadas, apesar do ritmo frenético do segundo arco.

E, claro, é muito interessante como a trama lidando com Radcliffe é trabalhada. Há o constante conflito entre Simmons e Fitz sobre o que fazer com a cabeça de Aida e, mais importante do que isso, as diversas possibilidades da May-androide agora que descobriu que ela não é humana. Não há muitas dúvidas, pelo que vimos no episódio, que as duas Mays provavelmente agirão juntas com Radcliffe e Aida em algum momento, cada uma movida por sua própria razão.

A direção de Kevin Tanchareon, veterano na série, merece especial comenda. As sequências com Coulson, Mack e Mace tendo que se virar sozinhos contra os Cães de Guarda deixam evidente a qualidade da série. Coreografias sólidas que trazem veracidade à ação e uma excelente interação entre os atores, com Jason O’Mara mostrando bem mais camadas do que o recorte de cartolina que vinha vivendo até agora. E o mesmo vale para a intensa relação entre Radcliffe e Aida 2, com John Hannah e Mallory Jansen expandindo suas nuances e criando uma dupla de vilões com enorme potencial.

Ainda há uma boa quantidade de pontas soltas para serem abordadas no arco, ainda que provavelmente nem todas ganhem resolução nele próprio. E isso é ótimo, pois garante fluidez, unicidade e um senso de processo de construção no trabalho dos showrunners, que não nos deixam esquecer que o que estamos vendo faz parte de um universo maior, que bebe não só de seu próprio passado imediato, como também de tudo que o circunda e informa em uma bela e cada vez mais sólida oferta do gênero.

Agents of S.H.I.E.L.D. – 4X10: The Patriot (EUA, 17 de janeiro de 2017)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen, Jeffrey Bell
Direção: Kevin Tancharoen
Roteiro: James C. Oliver, Sharla Oliver
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, John Hannah, Mallory Jansen, Natalia Cordova-Buckley, Jason O’Mara, Parminder Nagra
Duração: 44 min.

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27 comentários

Willian Alves de Almeida 21 de janeiro de 2017 - 06:25

Episódio muito bom realmente. Semana passada falávamos de uma possível volta da Hidra à série, e ela foi citada no último episódio. A bala Judas de Luke Cage aparece, primeiro easter egg da Netflix em MAoS, que eu me lembre.

Acho que Aida irá se revoltar contra Radcliffe, ou,apresentar alguma falha de programação.

Uma teoria sobre a primeira cena do episódio: Daisy foi revelada em público como heroína, logo, o Dr. Zabo certamente deve ter ficado sabendo disso, será que ele pode retornar no futuro?

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planocritico 23 de janeiro de 2017 - 14:44

Gostaria MUITO que o pai dela voltasse… Tomara que agenda de McLachlan permita…

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel 17 de abril de 2018 - 17:39

@planocritico:disqus @willianalvesdealmeida:disqus Talvez meu comentário esteja só um pouco atrasado, mas creio que não faria sentido a volta do pai da Daisy, já que a memória dele foi apagada no final da segunda temporada.

Responder
planocritico 20 de abril de 2018 - 09:03

Ah, mas em quadrinhos e em séries baseadas em quadrinhos, tudo é possível!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de janeiro de 2017 - 14:44

Gostaria MUITO que o pai dela voltasse… Tomara que agenda de McLachlan permita…

Abs,
Ritter.

Responder
Leonel Silva Junior 19 de janeiro de 2017 - 21:13

“We know that
the superior man will not be born, Professor Erskine. He will not be a
member of any “master race”. He will be a race unto himself. And you are
going to help me make him.”
Esse discurso do Caveira Vermelha para Erskine pode ter relação com o Superior que é citado agora?

Responder
Leonel Silva Junior 19 de janeiro de 2017 - 21:13

“We know that
the superior man will not be born, Professor Erskine. He will not be a
member of any “master race”. He will be a race unto himself. And you are
going to help me make him.”
Esse discurso do Caveira Vermelha para Erskine pode ter relação com o Superior que é citado agora?

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planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:11

@leonelsilvajunior:disqus , cara, não sei, mas seria MUITO bacana, hein?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:11

@leonelsilvajunior:disqus , cara, não sei, mas seria MUITO bacana, hein?

Abs,
Ritter.

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ding ding ding 19 de janeiro de 2017 - 18:30

Quanto mais elogios essa série recebe, mais curioso fico em assisti-la. Embora esteja receoso de enfrentar a maçante primeira temporada.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:11

Olha, acho que vale o investimento. Até porque, a 1ª temporada só é ruim mesmo até a metade.

Abs,
Ritter.

Responder
Groot 19 de janeiro de 2017 - 15:52

AoS dando show como sempre, eu particularmente não gostei mto do episódio, comparando com o seu antecessor ficou um pouco abaixo do esperado, as lutas dá May fez falta nesse episódio.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:14

Talvez, mas creio que as sequências de ação com a trinca Coulson-Mack-Mace tenham compensado!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:14

Talvez, mas creio que as sequências de ação com a trinca Coulson-Mack-Mace tenham compensado!

Abs,
Ritter.

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Groot 19 de janeiro de 2017 - 15:52

AoS dando show como sempre, eu particularmente não gostei mto do episódio, comparando com o seu antecessor ficou um pouco abaixo do esperado, as lutas dá May fez falta nesse episódio.

Responder
jcesarfe 19 de janeiro de 2017 - 11:39

Para minha surpresa a série esta conseguindo se manter bem, mesmo com tantas histórias destoantes acontecendo ao mesmo tempo.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:15

Também estou surpreso! Mas que continue assim!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:15

Também estou surpreso! Mas que continue assim!

Abs,
Ritter.

Responder
Renan Nobles Pires 20 de janeiro de 2017 - 17:31

Mas acho que isso que é bom, assim não ficamos apenas em um personagem principal enquanto os outros possui apenas uma camada, aparecendo apenas em um centro de comando , sem terem vidas pessoais, ou problemas próprios.

Se pararmos para pensar o melhor episódio de Flash dessa temporada ( na minha opinião) foi o que sai só do roteiro principal e deu destaque ao drama da Dra Snow.

Ao contrario dos outros que , lamentavelmente concentra toda atenção
em um único ponto.

Responder
planocritico 23 de janeiro de 2017 - 14:48

Também vejo isso como uma qualidade, mas desde que executada de forma ritmada, o que felizmente vem acontecendo em AoS!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de janeiro de 2017 - 14:48

Também vejo isso como uma qualidade, mas desde que executada de forma ritmada, o que felizmente vem acontecendo em AoS!

Abs,
Ritter.

Responder
Renan Nobles Pires 20 de janeiro de 2017 - 17:31

Mas acho que isso que é bom, assim não ficamos apenas em um personagem principal enquanto os outros possui apenas uma camada, aparecendo apenas em um centro de comando , sem terem vidas pessoais, ou problemas próprios.

Se pararmos para pensar o melhor episódio de Flash dessa temporada ( na minha opinião) foi o que sai só do roteiro principal e deu destaque ao drama da Dra Snow.

Ao contrario dos outros que , lamentavelmente concentra toda atenção
em um único ponto.

Responder
jcesarfe 19 de janeiro de 2017 - 11:39

Para minha surpresa a série esta conseguindo se manter bem, mesmo com tantas histórias destoantes acontecendo ao mesmo tempo.

Responder
Rodrigo Borges 19 de janeiro de 2017 - 10:25

Primeiramente, Ritter, parabéns por mais uma excelente crítica. Sempre acompanho as críticas do canal por serem mais do que simples fan-opinon.
Só gostaria de mencionar algo que, quando vi na tela, me fez abrir um enorme sorriso no rosto, uma referência na verdade…
Logo no início do episódio, quando ocorre o ataque na rua, a munição que o atirador utiliza é a mesma vista na série Luke Cage (desenvolvida a partir da tecnologia chitauri). De forma que alguns minutos mais tarde, Daisy/Tremor menciona que esse tipo de munição está aparecendo cada vez mais, até dizendo que só não está sendo vendida nas lojas, ainda.
Me pareceu mais uma daquelas pequenas coisas que nos fazem realmente acreditar que um dia teremos todos os heróis, de todas as mídias, juntos.

Responder
Rodrigo Borges 19 de janeiro de 2017 - 10:25

Primeiramente, Ritter, parabéns por mais uma excelente crítica. Sempre acompanho as críticas do canal por serem mais do que simples fan-opinon.
Só gostaria de mencionar algo que, quando vi na tela, me fez abrir um enorme sorriso no rosto, uma referência na verdade…
Logo no início do episódio, quando ocorre o ataque na rua, a munição que o atirador utiliza é a mesma vista na série Luke Cage (desenvolvida a partir da tecnologia chitauri). De forma que alguns minutos mais tarde, Daisy/Tremor menciona que esse tipo de munição está aparecendo cada vez mais, até dizendo que só não está sendo vendida nas lojas, ainda.
Me pareceu mais uma daquelas pequenas coisas que nos fazem realmente acreditar que um dia teremos todos os heróis, de todas as mídias, juntos.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:15

Sim, sim, as balas “judas”!!! Também pensei nisso e acabei esquecendo de acrescentar, mas valeu por lembrar. Muito legal essa conexão toda!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de janeiro de 2017 - 02:15

Sim, sim, as balas “judas”!!! Também pensei nisso e acabei esquecendo de acrescentar, mas valeu por lembrar. Muito legal essa conexão toda!

Abs,
Ritter.

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