Home TVEpisódio Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 4X12: Hot Potato Soup

Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 4X12: Hot Potato Soup

por Ritter Fan
175 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3,5

Aviso: Há SPOILERS do episódio e da série. Leia as críticas dos outros episódios aqui e de todo o Universo Cinematográfico Marvel aqui.

O maior segredo do Universo Cinematográfico Marvel, que deixou milhões de fãs sem dormir direito durante mais de três anos e que gerou especulações mil, foi finalmente revelado em Hot Potato Soup: os Koenigs não são L.M.D.s! Tenho certeza que, agora, poderemos respirar em paz, tranquilos e serenos, não é mesmo?

Brincadeiras à parte, o episódio foi quase todo ele focado neste grande “ponto de interrogação” que existe desde que Eric Koenig, vivido pelo sempre simpático Patton Oswalt, foi apresentado em Providence, o 18º episódio da 1ª temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. O tom jocoso, como era de se esperar, permeia o roteiro de Craig Titley, já veterano na série e responsável por vários ótimos episódios, incluindo o memorável 4,722 Hours, e ele faz o melhor uso possível de pistas falsas, reviravoltas e referências que ampliam a “micro-mitologia” dos Koenigs, apresentando mais um irmão (são quatro gêmeos – ou clones? – agora) e, surpresa das surpresas, L.T. (Artemis Pebdani), a irmã mais velha e mais do que durona deles, além de uma agente extremamente dedicada da agência.

E a justificativa para todas essas brincadeiras e confusões, começando com citações clássicas da cultura pop por Sam e Billy sobre hover skates (ou seja lá qual for o nome daquele negócio…), passando pelo sensacional momento da revelação de que, dentro desse universo, existe uma riqueza de fan fiction sobre Tremor, algumas colocando-a como par romântico da Viúva Negra, e culminando pelo final digno de Agente 86 (estava esperando o “sapatofone”…) na biblioteca secreta dos agentes irmãos, se dá por que Coulson, por intermédio de May (a verdadeira), entregou o Darkhold para Billy, que é sequestrado pelo agentes do “Superior”. E toda essa construção – essa bagunça, diria – diverte e de certa forma funciona para quebrar o tom sombrio que toda a 4ª temporada vem tendo, especialmente neste segundo arco.

Por outro lado, a atenção dada aos Koenigs reduz drasticamente o impacto dos outros momentos importantes do episódio. A revelação de que May não é May e sim um androide foi soterrada debaixo dos demais eventos. Mesmo o tão esperado beijo entre ela e Coulson não funcionou de verdade. E, pior, a revelação de quem é o tal “Superior” foi completamente anti-climática, mesmo que seja muito bacana ter no elenco Zach McGowan, o violento capitão Charles Vane, de Black Sails (e eu sei que estarei me repetindo ao afirmar que se trata de uma das melhores séries atuais, mas vou repetir: Black Sails é uma das melhores séries hoje em andamento!).

Se o problema de ênfase da linha narrativa cômica em relação às dramáticas teve clara origem no roteiro, apesar do esforço de Titley, a direção de Nina Lopez-Corrado, que debuta na série, não ajudou. Seu trabalho nervoso, com sequências curtas entrelaçadas às vezes de forma confusa, acabou contribuindo para que o enfoque dramático fosse emudecido e tornado relativamente desimportante. Teria sido mais interessante, pelo menos na primeira metade do episódio, manter a narrativa estável em um aspecto da narrativa, caminhando para o desfecho apenas no momento cirúrgico necessário. Do jeito que ficou, o grande momento de May androide pareceu quase como uma sucessão de sequências inseridas no último momento, no afogadilho.

No entanto, o desequilíbrio do episódio não alterou o espírito da proposta dos showrunners para o arco L.M.D. que continua sólido e muito interessante. Não sei se gostei, porém, da revelação na sequência final que o Superior caça Coulson por considerá-lo responsável por todas as invasões alienígenas na Terra. Espero realmente que haja algo mais por trás disso, pois essa afirmação não faz nenhum sentido e chega a ser boba considerando o viés mais pesado que a série vem utilizando.

Por outro lado, foi de levantar sobrancelhas o momento em que Bobby e Hunter são mencionados novamente. Esquecidos ao longo de toda a temporada, será que seus nomes – e o envolvimento dos russos – pode significar que eles voltarão à equipe? Se depender de mim, tem o meu voto!

Hot Potato Soup foi um episódio estranho e certamente descompassado em relação aos demais do novo arco. Curiosamente, porém, é justamente o lado cômico que funciona bem, tão bem que faz com que todo o resto seja apenas isso mesmo, o resto. Faltou equilíbrio, mas pelo menos teremos ótimas noites de sono agora que conhecemos o mistério dos Koenigs…

Agents of S.H.I.E.L.D. – 4X12: Hot Potato Soup (EUA, 31 de janeiro de 2017)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen, Jeffrey Bell
Direção: Nina Lopez-Corrado
Roteiro: Craig Titley
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wein, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, John Hannah, Mallory Jansen, Natalia Cordova-Buckley, Jason O’Mara, Parminder Nagra, Patton Oswalt, Artemis Pebdani, Zach McGowan
Duração: 44 min.

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31 comentários

Leonardo Sette Pinheiro 9 de fevereiro de 2017 - 09:22

como prometido, retorno para comentar o arco LMD até agora…

Existem elementos interessantíssimos na história, porém me falta ainda a carga dramática do grande vilão. Radcliffe funciona num cenário de auto preservação, e não oferece grande risco, típico rato de navio….O superior é o caro do navio!?!?!?! se for que tristeza…

Me parece que retornaremos a guerra fria EUA vs RUS o que pode ser muito bom, pois dificilmente temos a perspectiva de outros países em conflito com a imponência e autoridade americana dona do mundo uaheuheue.

Este episódio está longe de ser ruim, ele é quase ótimo inclusive…apenas achei as resoluções simples, tanto a recuperação de Darkhold (que fica jogado enquanto os badguys tomam vodka com cebola) quanto a revelação da LMD May.

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2017 - 15:24

@leonardosettepinheiro:disqus , pelo visto estou gostando de LMD mais do que você. Considero a senadora uma ótima vilã.

Agora o problema é que o próximo episódio, BOOM, também tem problemas…

Mas sim, o russo é o Superior… Sinto confirmar…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 9 de fevereiro de 2017 - 15:24

@leonardosettepinheiro:disqus , pelo visto estou gostando de LMD mais do que você. Considero a senadora uma ótima vilã.

Agora o problema é que o próximo episódio, BOOM, também tem problemas…

Mas sim, o russo é o Superior… Sinto confirmar…

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno 4 de fevereiro de 2017 - 16:27

Queremos Bobbi e Hunter de volta! Pra ontem!

Responder
Bruno 4 de fevereiro de 2017 - 16:27

Queremos Bobbi e Hunter de volta! Pra ontem!

Responder
planocritico 4 de fevereiro de 2017 - 21:11

Sem dúvida!

– Ritter.

Responder
planocritico 4 de fevereiro de 2017 - 21:11

Sem dúvida!

– Ritter.

Responder
Stella 4 de fevereiro de 2017 - 00:12

Parabéns pela crítica Ritter, muito gostosa. Mas sinceramente este foi o pior episodio até agora, isso é esperado já que Agent’s of SHIELD faz milagre, uma série com temporada de 22 episódios, uma hora erra. Mas ainda sim estou confiante com os próximos episódios. Realmente a revelação do Superior foi patética, e quase que não percebo, este personagem Koenigs não gosto desde que apareceu kkkkkk. O próximo episodio promete, Daisy de volta a ação, porque até agora ela só participou de pequenas cenas, para mim insignificantes comparada as da terceira temporada.

Olha esta deusa kkkkk voltei ama-la de novo,tava odiando ela no começo desta temporada
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Responder
planocritico 4 de fevereiro de 2017 - 14:19

Sim, foi o pior episódio deste arco, @disqus_9KZLz8G0wg:disqus ! E de longe! Erraram a mão na comédia, ainda que, diferente de você, eu goste dos Koenigs.

Acho que Daisy volta mesmo com força total. Se no primeiro arco ela virou grunge depressiva, nesse ela está muito apagada…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 4 de fevereiro de 2017 - 14:19

Sim, foi o pior episódio deste arco, @disqus_9KZLz8G0wg:disqus ! E de longe! Erraram a mão na comédia, ainda que, diferente de você, eu goste dos Koenigs.

Acho que Daisy volta mesmo com força total. Se no primeiro arco ela virou grunge depressiva, nesse ela está muito apagada…

Abs,
Ritter.

Responder
Júnior Souza 3 de fevereiro de 2017 - 18:54

Gostei muito da sua crítica.
Realmente o epis. perdeu em carga dramática mas eu gostei. Esse ator que faz o Koenigs é muito engraçado. Eu lembro dele no seriado King of Queens.
E com ele no história, não tinha como ser um epis. denso.
Só foi uma pena pq a revelação da May ficou realmente, muito em segundo plano mas tenho certeza que eles vão aprofundar isso.
Só mais uma coisinha, eu nem vou comentar nada sobre o casal Quake e Viúva Negra. Foram pensamentos muito libidinosos… ai ai ai.

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2017 - 21:02

Obrigado, @disqus_QJ7q0YNN0V:disqus ! Gostei do lado cômico, mas não da forma com ele soterrou o lado dramático ao ponto de as revelações sobre May robô e o Superior terem sido pouco relevantes…

Sobre o fan fiction, he, he… Confesso que devo ter tido os mesmos pensamentos…

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Medeiros 3 de fevereiro de 2017 - 17:16

Ritter, fugindo um pouco de MAOS, vou pedir uma crítica da 1º e provavelmente única temporada de Quarry.

Tem alguma chance de rolar aqui no site?

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2017 - 17:23

Será que não vão fazer a segunda temporada não?

Mas tem chance sim! Estava vendo e aí tive que parar por causa dos filmes do Oscar e tudo mais.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Medeiros 3 de fevereiro de 2017 - 20:35

Acho muito difícil, a 1° temporada teve baixíssima audiência e o canal já disse que pretende investir em outro tipo de séries agora, não tão dramáticas.

Além disso o protagonista já assinou pra fazer outra série e dizem que ela tem um final redondo.

Responder
Bruno Medeiros 3 de fevereiro de 2017 - 20:35

Acho muito difícil, a 1° temporada teve baixíssima audiência e o canal já disse que pretende investir em outro tipo de séries agora, não tão dramáticas.

Além disso o protagonista já assinou pra fazer outra série e dizem que ela tem um final redondo.

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2017 - 21:01

Vou tentar acabar para criticar então!

– Ritter.

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2017 - 21:01

Vou tentar acabar para criticar então!

– Ritter.

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2017 - 17:23

Será que não vão fazer a segunda temporada não?

Mas tem chance sim! Estava vendo e aí tive que parar por causa dos filmes do Oscar e tudo mais.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafa Silveira 3 de fevereiro de 2017 - 20:46

Tá ai uma que eu queria ver sendo criticado aqui. Gostei bastante dela

Responder
Bruno Medeiros 3 de fevereiro de 2017 - 17:16

Ritter, fugindo um pouco de MAOS, vou pedir uma crítica da 1º e provavelmente única temporada de Quarry.

Tem alguma chance de rolar aqui no site?

Responder
Egito86 3 de fevereiro de 2017 - 14:32

Realmente espero mais desse tal Superior. Espero principalmente que a motivação dele seja mais profunda do que transpareceu até aqui. Quanto ao Coulson ser meio que a “cola” desse Universo, eu sempre cantei essa pedra! Gosto muito do personagem , que de tanto carisma, fez o caminho inverso da maioria até as demais mídias.

Patton Oswalt também rouba toda a nossa atenção quando em cena. Aliás, estava assistindo Santa Clarita Diet, aquela com ele e a Drew Barrymore (alguém falou em carisma ? ) e deixo o convite. Comédia nonsense, trama fluida… Você acaba maratonando sem nem perceber!

Responder
Egito86 3 de fevereiro de 2017 - 14:32

Realmente espero mais desse tal Superior. Espero principalmente que a motivação dele seja mais profunda do que transpareceu até aqui. Quanto ao Coulson ser meio que a “cola” desse Universo, eu sempre cantei essa pedra! Gosto muito do personagem , que de tanto carisma, fez o caminho inverso da maioria até as demais mídias.

Patton Oswalt também rouba toda a nossa atenção quando em cena. Aliás, estava assistindo Santa Clarita Diet, aquela com ele e a Drew Barrymore (alguém falou em carisma ? ) e deixo o convite. Comédia nonsense, trama fluida… Você acaba maratonando sem nem perceber!

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2017 - 14:39

Sobre ele ser a “cola”, até ok. Agora realmente o Superior querer matá-lo por causa disso é completamente sem sentido… Prefiro que inventem que os dois estudaram juntos na escola e o Coulson fazia bullying no Superior…

Sobre Santa Clarita Diet, já estamos vendo para fazer a crítica! Deve sair nesse final de semana ainda.

Abs,
Ritter.

Responder
Nicolas Dias 3 de fevereiro de 2017 - 02:53

Sempre achei que os Koenigs eram LMD, embora nunca me importei com isso, até esse episódio, agora sim fiquei curioso, o que eles são afinal?

Zach McGowan é mesmo o Superior? Fiquei na duvida quanto a isso, se for fico satisfeito pela escolha, mas a introdução foi uma bosta. Espero que ele tenha motivações melhores para perseguir o Coulson.

Estou gostando muito do Radcliffe como vilão, ele consegue ser cruel e causar sofrimento, sem usar violência física. O que ele fez com Fitz e Coulson foi pior que que levar uma surra.

O ponto negativo é que o passado de alguns personagens continuam brotando do nada. No episódio passado surgiu uma filha do Mack, para movimentar sua trama com Yo Yo. Agora vindo de lugar nenhum, Fitz tem todo um histórico dramático com seu pai . Com exceção do Coulson, Daisy e May, em 3 temporadas os demais personagens mal tiveram seus passados mencionados, e agora coisas relevantes vão surgindo de forma pouco orgânica. Nada que comprometa a série, mas é o tipo de detalhe que MAoS não costuma descuidar.

Responder
planocritico 3 de fevereiro de 2017 - 14:29

@ni_forlan:disqus , os Koenigs são irmãos gêmeos. Quatro no total, com uma irmão mais velha, a L.T. Ou então são clones, mas o episódio em si deu a entender que são irmãos mesmo.

E sim, McGowan é o Superior. Também gostei de ter o ator na série, mas a revelação foi patética…

Concordo completamente com a questão do pai do Fitz. Meio “nada a ver” mesmo. Tomara que deixem isso de lado…

Abs,
Ritter.

Responder
Nicolas Dias 3 de fevereiro de 2017 - 02:53

Sempre achei que os Koenigs eram LMD, embora nunca me importei com isso, até esse episódio, agora sim fiquei curioso, o que eles são afinal?

Zach McGowan é mesmo o Superior? Fiquei na duvida quanto a isso, se for fico satisfeito pela escolha, mas a introdução foi uma bosta. Espero que ele tenha motivações melhores para perseguir o Coulson.

Estou gostando muito do Radcliffe como vilão, ele consegue ser cruel e causar sofrimento, sem usar violência física. O que ele fez com Fitz e Coulson foi pior que que levar uma surra.

O ponto negativo é que o passado de alguns personagens continuam brotando do nada. No episódio passado surgiu uma filha do Mack, para movimentar sua trama com Yo Yo. Agora vindo de lugar nenhum, Fitz tem todo um histórico dramático com seu pai . Com exceção do Coulson, Daisy e May, em 3 temporadas os demais personagens mal tiveram seus passados mencionados, e agora coisas relevantes vão surgindo de forma pouco orgânica. Nada que comprometa a série, mas é o tipo de detalhe que MAoS não costuma descuidar.

Responder
HenryS 2 de fevereiro de 2017 - 15:48

O russo é o superior?????? Assisti o episódio e me passou totalmente despercebido. Agora não sei se foi falta de atenção minha ou a revelação que foi medíocre heheheheh!

Responder
HenryS 2 de fevereiro de 2017 - 15:48

O russo é o superior?????? Assisti o episódio e me passou totalmente despercebido. Agora não sei se foi falta de atenção minha ou a revelação que foi medíocre heheheheh!

Responder
planocritico 2 de fevereiro de 2017 - 16:14

Sim, o russo é o tal Superior… E não foi falta de atenção não. A “surpresa” foi bem patética mesmo…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de fevereiro de 2017 - 16:14

Sim, o russo é o tal Superior… E não foi falta de atenção não. A “surpresa” foi bem patética mesmo…

Abs,
Ritter.

Responder

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