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Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 6X02: Window of Opportunity

por Ritter Fan
125 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios e, aquide todo o Universo Cinematográfico Marvel.

Missing Pieces nos apresentou com categoria ao novo tabuleiro de Agents of S.H.I.E.L.D. e, agora, Window of Opportunity vem para escancarar as possibilidades da temporada com um episódio que lida com ação ininterrupta em duas frentes, mas sem deixar de trabalhar seus personagens. Pouco é revelado, porém, o que em uma temporada enxuta pode acabar sendo um problema. Mas isso só o tempo dirá.

Começando com um belo plano-sequência que lida com a gangue de Coul… digo Sarge roubando uma loja e revelando, com diálogos de estranhamento sobre papel-moeda, combustão e outros que eles parecem ser os literais “trota dimensões” que há muito fazem o que fazem, o episódio nos mantém curiosos sobre cada ação do grupo e estabelece um pouco de conflito interno entre eles pela morte do sujeito que virou cimento ao tentar atravessar o portal.

As caracterizações um tantinho clichê de cada um deles podem até cansar um pouco, com Sarge sendo o durão, Pax o de bom coração, Snowflake a louquinha e Jaco o “segurança de boate”, mas a relação entre eles funciona imediatamente dentro das limitações impostas pelas construções dos personagens. Claro que o destaque é Clark Gregg, que faz muito bem seu papel de Coulson do mal, convencendo-nos de seu novo personagem, mas de certa forma sem nos deixar esquecer de sua versão original.

O que eles estão fazendo, porém, ainda permanece um grande mistério e creio que esse segredo continuará assim por um bom tempo, o que pode afetar a fluidez da história com certas artificialidades clássicas desse tipo de caminho. Mesmo assim, o que é apresentado aqui aguça a curiosidade o suficiente para justificar um voto de confiança (convenhamos que os showrunners mais do que merecem isso!), valendo especial destaque para o fato de Sarge achar que o nome Coulson diz algo para ele, o que acrescenta complexidade e afasta pelo menos parcialmente a explicação mais óbvia de multiverso.

Mais do que isso até, as sequências de ação são da mais alta categoria, especialmente a partir do roubo do cofre via “portal” (alguém mais se lembrou do jogo Portal?), com May ententendo a mecânica e partindo para resolver tudo no melhor estilo da Cavalaria sem pestanejar em enfrentar três dos quatro do grupo de Sarge e derrubando todo mundo em belíssimas coreografias de luta em espaço confinado.

Em meio a tudo isso, há tempo para trabalhar as consequências do assassinato de Fox por Sarge que não só é lembrado apesar de ter feito uma ponta estilo “camisa vermelha” de Star Trek, como sua morte é usada como porta de entrada para que possamos aprender um pouco mais de Keller (Lucas Bryant) e, de quebra, revelar, em econômicas linhas de diálogo, que Mack já sabe do relacionamento do novo agente com Yo-Yo e que May de certa forma se arrepende de ter aconselhado que a velocista investisse em um novo amor. Mesmo assim, Keller precisa ganhar mais destaque se a ideia for usá-lo como algo mais do que um coadjuvante de luxo.

O outro novo entrante na série, o professor Marcus Benson é outro que precisará de mais do que só momentos “eureka” em substituição a Fitz-Simmons para engatar como personagem tridimensional. Mesmo que Barry Shabaka Henley seja costumeiramente bom em termos dramáticos, seu personagem ainda não parece organicamente inserido na temporada. Sei que ainda é cedo para exigir isso, pelo que ele tem o benefício da dúvida, ainda que não por muito tempo mais.

No espaço profundo, o roteiro de James C. Oliver e Sharla Oliver fez bem em deixar Daisy momentaneamente de lado para focar em Fitz e Enoch (ainda bem que ele voltou!) como infiltrados em um cargueiro. Aceitar que Fitz quase que instantaneamente aprendeu uma língua alienígena a ponto de se fazer passar por um pode ser difícil de aceitar, mas o bom e velho Fitz tem aquela velha desculpa dos quadrinhos de ser o “personagem genial que tudo pode” para fazer isso funcionar e isso sem contar com a interpretação sempre cativante de Iain de Caestecker.

Nesse lado da trama, a narrativa é mais simplória, mas não menos eficiente no quesito ação, com um bônus importante: uma menção indireta ao Dr. Leopold, a versão vilanesca e genocida de Fitz no Framework da quarta temporada. Tudo bem que a pegada da linha de diálogo dedicada a isso foi mais no sentido melancólico da coisa, de arrependimento e penitência pelo que ocorreu, mas é absolutamente gratificante notar que os showrunners não estão dispostos a esquecer e nos permitir que esqueçamos esse momento sombrio na vida do personagem. E confesso que gostaria com todas as minhas forças que o Dr. Leopold tomasse controle completamente alguma hora…

Continuando com tomadas em ambientes abertos e fazendo bom uso de CGI, O episódio é mais um que mostra que Agents of S.H.I.E.L.D. sabe renovar-se. Talvez seja história de mais para episódios de menos, mas isso é algo que só saberemos mesmo mais para a frente.

Agents of S.H.I.E.L.D. – 6X02: Window of Opportunity (EUA, 17 de maio de 2019)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen, Jeffrey Bell
Direção: Kevin Tancharoen
Roteiro: James C. Oliver, Sharla Oliver
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wen, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley, Jeff Ward, Karolina Wydra, Christopher James Baker, Barry Shabaka Henley, Maximilian Osinski, Briana Venskus, Joel Stoffer
Duração: 43 min.

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46 comentários

Brunno Hard 🎈 26 de junho de 2019 - 17:30

O “efeito borboleta” está diminuindo em mim. Um dos episódios mais enfadonhos que já assisti em todos esses anos de MAoS. Espero mudar de opinião nos próximos episódios, mas essa é outra temporada da SHIELD com uma premissa que está me entediando fortemente. (2 estrelas)

Boa crítica, Ritter. Bom, isso é chover no molhado. Você é bom, garoto!
Abraços.

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planocritico 26 de junho de 2019 - 23:25

Eu ainda gostei desse, mas, definitivamente, essa não é a temporada que eu esperava…

Abs,
Ritter.

Responder
Pedrinho Rude Boy 6 de junho de 2019 - 18:40

Gostei da hora lá que o Fitz tá consertando um equipamento ao lado do Enoch, e o equipamento era uma mobo da Asus kkkkkkk

Responder
senaemcena 2 de junho de 2019 - 01:09

É meu caro Ritter, venho aqui absolver sua empolgação pra nossa querida série, por que eu tô um tanto quanto sem ânimo. Parece outra série ultilizandos os mesmo personagens de AoS. Estou tenso. Vamos ver onde isso vai dar…

Responder
planocritico 2 de junho de 2019 - 01:37

Você verá que minha empolgação caiu bem nos dois próximos episódios…

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Santos 26 de maio de 2019 - 00:05

Meu Deus, qual foi a menção ao Dr. Leopold?

Responder
planocritico 26 de maio de 2019 - 10:16

No momento em que o próprio Fitz revela que foi dele o plano de matar o capitão da nave como plano B.

Abs,
Ritter.

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João Victor Campos 22 de maio de 2019 - 21:56

Um ótimo episódio, mas ainda estou esperando a temporada engatar daquele jeito que só SHIELD sabe fazer. Uma pergunta: Para onde foi o Deke? Ele tá em todas as artes promocionais da temporada, mas nem foi citado até agora…

Responder
planocritico 27 de maio de 2019 - 14:08

Não tenho ideia sobre o paradeiro dele! Realmente estranho!

Abs,
Ritter.

Responder
João Gabriel Lisbôa Machado 20 de maio de 2019 - 22:12

Ótimo episódio. Achei interessante os elementos levantados nesse episódio, embora a história em si não tenha andado muito. Curti o arco do Fitz com o Enoch, e acho que isso vai render histórias interessantes ainda. Curioso a respeito do Sarge e da equipe dele e seus objetivos. Acho que embora estereotipados, o jeito desses “vilões” é bem diferente do que tínhamos na série, então pode ser interessante.

Quesito técnico, seguindo o padrão atual da série, bem apresentável. Achei o primeiro episódio mais dinâmico, mas acho que se as sementes que foram plantadas nesse episódio forem bem trabalhadas pode dar coisa boa lá na frente.

No mais, concordo contigo. Excelente crítica.

OBS: May MVP do episódio, tirou onda na luta.

Responder
Nathanael Pereira 20 de maio de 2019 - 19:13

Quando tem episódio focado na May sempre rende bons momentos, mas quem é esse Sarge ele parece ser bem sádico mas também tem uma espécie de piedade (quando ele insisti pra não matar a mulher) que lembra o Coulson.
Fitz e Jemma o casal mais sofrido que existe já teria desistido de um relacionamento como esse só tem desencontros kkkkk

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Wagner Pires 20 de maio de 2019 - 16:00

Ótimo episódio….só fiquei pensando em uma coisa aqui…. ate onde a série ainda está inserida no Universo mais amplo da Marvel….pq seguindo a lógica de Ultimato (corrijam-me se eu estiver errado) pq resgatar o Fitz no espaço, antes de ele ter ficado congelado e resgatar todo mundo no futuro, vai gerar uma linha do tempo alternativa. Aí que embola tudo de vez!

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 16:14

Eles não estão tentando resgatar o Fitz ante de ele ficar congelado e sim depois. Mas antes de ele “chegar” no futuro. O que aconteceu na temporada passada foi um loop temporal, que acabou quebrado. Agora, se eles estão no momento em alguma realidade paralela, isso não foi dito com todas as letras, mas sim indicado.

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner Pires 20 de maio de 2019 - 22:32

Resumindo…. Um samba do criolo doido do carai 🤣🤣🤣

Responder
planocritico 21 de maio de 2019 - 01:32

Isso!

– Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 20 de maio de 2019 - 20:22

Se for ver faz até sentido que a série não tenha ligações com ultimato,visto que o Thanos de 2014 viajou para o futuro 2024,ou seja na linha do tempo não aconteceu o estalo,mesmo que a série tenha mencionado guerra infinita.

Responder
Fabricio 20 de maio de 2019 - 12:57

Bom episodio, só achei estranho a May sair correndo da loja sozinha…se ela descobriu o plano, porque não levar algum agente com ela? ou mesmo a yo-yo….

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 13:36

Poxa, é simples: é muito mais legal ela chutar bundas sozinha!!!

É ou não é verdade?

HAHAHAAHHHAHAHAHAAH

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 20 de maio de 2019 - 15:23

Acho que foi por causa do Sarge/Coulson, ela queria dar de cara com ele sozinha.

Responder
Ana Nicolino 20 de maio de 2019 - 09:01

Essa temporada está cheia de mistérios. E agora estou super curiosa para descobrir porque diabos Sarge tem o DNA do Coulson. Ademais, parabéns pela crítica.

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 11:00

Obrigado, Ana.

Sobre o DNA, em tese, se ele vem de outra versão da Terra em outra dimensão, ele é absolutamente idêntico ao “original”.

Abs,
Ritter.

Responder
Alain Oliveira 20 de maio de 2019 - 07:59

Apesar de parecer ter muita história para poucos episódios conseguiram fazer um episódio bem bostinha que só faz andar de lado, ou nem isso. Sinceramente esse foi um dos piores episódios que vi de toda série até hoje. Nem das cenas de luta gostei. Achei bobas e artificiais. Até o micro arco de Fitz no cargueiro achei ridículo, de revirar os olhos.
Mack foi a escolha óbvia para diretor, mas adoraria ver esse manto com o Fitz.

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 11:00

Caramba, detestou tanto assim? Jamais imaginaria, pois eu achei bem no nível do que a série costuma oferecer.

Abs,
Ritter.

Responder
Josevando Sousa 20 de maio de 2019 - 00:23

Tô de volta com o gifs rapaziada heheheh
Melinda May foi o destaque do episódio, a Cavalaria sempre pronta pra fazer o que for preciso pelo time <3

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 00:23

A Cavalaria é demais!!!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 00:23

Valeu!!!

Mas o Mack não é um porre! Retire o que disse!!! HAHAHAHAHHAHAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
Josevando Sousa 20 de maio de 2019 - 00:35

É sim, chato demais hahaha demagogo e hipócrita (mas enfim)

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 11:00

Coitado do Mack…

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 19 de maio de 2019 - 23:38

Essa série fica mais empolgante a cada episódio,esses dias andei vendo uns comentários em um site geek americano,parece (rumor) que a trupe dimensional,vai de planeta em planeta abrir um portal pra um “ser” dimensional,que meio que come tudo que é biológico nos planetas menos desenvolvidos.

Responder
planocritico 19 de maio de 2019 - 23:50

Só isso? E o que eles ganham com isso?

Abs,
Ritter.

Responder
Alain Oliveira 20 de maio de 2019 - 08:21

Talvez não o que eles ganham, mas o que deixam de perder. Por exemplo, se for utilizado o personagem que mencionei na imagem, que é um devorador de realidades, eles podem estar trabalhando para ele com o intuito dele não devorar as suas realidades natais, digamos assim. Até o Pax comenta de uma vida do Sarge de antes deles fazerem o que fazem.

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 11:00

Pode ser. Será um negócio bem ousado se for isso!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 11:00

Quero ver como eles farão isso em uma “mera” série de TV.

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 20 de maio de 2019 - 13:47

O que é isto?

Responder
Alain Oliveira 28 de maio de 2019 - 21:34

É um parasita devorador de realidades chamado Fome.

Responder
Rômulo Estevan 29 de maio de 2019 - 13:48

Interessante,eu não conhecia,vc viu aquele video onde eles tão no planeta que começa a desmanchar? poder realmente ser isso.

Alain Oliveira 2 de junho de 2019 - 18:46

Provavelmente não será. O quarto ep indica outra coisa. Mas como nunca acerto previsões tá tudo certo kk

Eric 19 de maio de 2019 - 21:45

Será que nesse multiverso uma pessoa tem um doppleganger pra cada universo? Se sim, será que há algum tipo de entrelaçamento quântico entre os personagens do Coulson e do Sarge (visto que o simples fato de ter ouvido o nome “Coulson” despertou algo em seu doppleganger)?

Estou gostando do Fitz das Galáxias e foi bom eles não terem revelado nada do tempo em que ele ficou congelado na temporada anterior. Isso abre espaço para que os acontecimentos dessa temporada realmente tenham ocorrido na linha do tempo original em que a Terra foi destruída pelo Graviton. Fitz pode fazer o que bem entender, desde que no final se criogenize novamente.

No mais, ótima crítica, como sempre! Veremos os desdobramentos das aventuras de Fitz das Galáxias e Enoch.

Abraços,

#Eric

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Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 00:23

Valeu, Eric!

Estou gostando bastante do Fitz também!

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 19 de maio de 2019 - 21:45

Otima crítica. ”As caracterizações um tantinho clichê de cada um deles pode até cansar um pouco” sim, achei bem forçado as poses em câmera lenta dele e a equipe kkkkk Porem a Melinda salvou o episodio, as melhores cenas foram as dela, achei o episodio mediano. Mas como tem 11 episodios pela frente, torcendo para serem objetivos.

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 00:35

Ah, eu achei estilosa a câmera lenta. Senti até uma brincadeira com Cães de Aluguel ali.

Abs,
Ritter.

Responder
Stella 20 de maio de 2019 - 15:24

Também pensei nisso, em Cães de Aluguel kkkkk

Responder
Mr.L 19 de maio de 2019 - 21:12

Primeiramente, acehi a parte do Fitz e do Enoch foi bem chatinha, só gostei da revelação de que o fitz já tinha previsto que a situação poderia ir por aquele caminho. Até que tô curtindo o sarge e trupe dele,l(talvez em parte seja por eu ter uma “queda” por personagens em mundo diferente), achei bem legal de ver como funcionam os portais,e fiquei curioso se o Sargento ia abrir aquela arma pra abrir um portal pra eles ou pra alguém. E pra finalizar, temos que enaltecer a belíssima sequência de luta da Melinda may.

Ps: chega dá uma alegria ver essas delícias de externas.
PS2: o cgi tá lindo d+

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 00:35

Eu gostei da parte do Fitz. Não foi uma maravilha, mas cumpriu o objetivo!

Abs,
Ritter.

Responder

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