Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 6X03: Fear and Loathing on the Planet of Kitson

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  • Há spoilers do episódio e da série. Leia, aquias críticas dos outros episódios e, aquide todo o Universo Cinematográfico Marvel.

Menos episódios em uma temporada deveria significar pouco desperdício, pouca enrolação. No entanto, Fear and Loathing on the Planet of Kitson é um estranho filler que ainda tem o (de)mérito de trazer de volta o “espaço confinado” à série em uma regressão em relação a tudo o que havia sido esbanjado nos dois episódios iniciais.

Com Fitz usando Enoch para conseguir dinheiro no planeta-cassino do título que é uma espécie de Mos Eisley sem charme e com design de produção que se resume a luzes neon e alienígenas que são meros humanos pintados de cores diferentes, o episódio é construído em cima de uma sucessão de esquetes que são dolorosamente clichês e que tentam alcançar um nível hesitante de comicidade que não consegue realmente acertar em momento algum.

Mesmo que a relações entre Fitz e Enoch e entre Daisy e Jemma tragam alguns breves momentos de diversão, eles não compensam a pura enrolação que nos apresenta a Chronicoms caçadores que nos fazem lembrar de versões bobalhonas do Exterminador do Futuro. Tudo é muito fora de tom, com conveniências narrativas de revirar os olhos e que tornam tudo fácil demais. Promessas de Window of Opportunity, como o conflito esboçado entre Jemma e Daisy e a liderança de Fitz sobre eventual equipe de mecânicos espaciais são varridas para debaixo do tapete em velocidade meteórica e substituídas por alucinógenos e por jogatina sem nenhuma construção e que fazem a narrativa andar de lado.

O roteiro de Brent Fletcher e Craig Titley é inábil em sair do burocrático ou em reempacotar o clichê de maneira minimamente original. E a direção de  Jesse Bochco fica limitada ao que parece ser uma queda repentina no orçamento da série, que de repente lembra mais Buckaroo Banzai do que o que a série vinha mostrando com consistência.

A fotografia escura é ditada pelo confinamento do episódio e vive de luzes e de superfícies reflexivas que são usadas para desnortear o espectador e para sugar todo o frescor que as interações entre os personagens poderia ter. Nem mesmo as demonstrações de poder de Daisy e as coreografias de luta sobrevivem ao ataque sensorial (no mau sentido) que perturba muito mais do que diverte.

No final das contas, tudo acaba como começa e a busca por Fitz parece chegar ao ponto de exaustão já tão cedo na temporada. Só nos resta torcer para que esse tenha sido apenas um soluço neste ano da série e que a linha narrativa envolvendo o Coulson do mal tenha melhor sorte.

Agents of S.H.I.E.L.D. – 6X03: Fear and Loathing on the Planet of Kitson (EUA, 24 de maio de 2019)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen, Jeffrey Bell
Direção: Jesse Bochco
Roteiro: Brent Fletcher, Craig Titley
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wen, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley, Jeff Ward, Karolina Wydra, Christopher James Baker, Barry Shabaka Henley, Maximilian Osinski, Briana Venskus, Joel Stoffer
Duração: 43 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.