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Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. – 7X08: After, Before

por Ritter Fan
165 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers do episódio e da série. Leiam, aquias críticas dos outros episódios e, aquide todo o Universo Cinematográfico Marvel.

Sob certo aspecto, After, Before é o equivalente do mini-arco dos Anos 80 ao que Adapt or Die foi para o dos Anos 70: a localização temporal torna-se apenas um pano de fundo quase que completamente irrelevante para a ação principal. No lugar de se passar em um bunker subterrâneo e no lugar de lidar com os pais de Mack, o episódio, agora, se passa em Afterlife antes da cidade secreta inumana ser revelada, justificando o título esperto, e lida com a mãe de Daisy uma década antes de Tremor nascer em que descobrimos que ela tem uma meia-irmã inumana, Kora.

Ainda que as intrigas inumanas ganhem bom destaque, com Kora (Dianne Doan) aparentemente sendo uma prisioneira para “seu próprio bem” e Jiaying (Dichen Lachman) fazendo as vezes de carcereira relutante e também de curandeira diante dos poderes explosivos e descontrolados da filha, o grande foco do episódio é mesmo em mais uma ótima dupla da série: May e Elena. Com o motor temporal em curto e necessitando dos poderes de Yo-Yo para ser consertado, Daisy tem a ideia de convocar os serviços de sua mãe para ver o que há de errado na inumana. Enquanto as duas parte para Afterlife, o Z1 fica pulando no tempo em intervalos cada vez mais curtos que ameaçam a máquina do tempo que os agentes têm à sua disposição e, com isso, qualquer chance de voltar ao presente e de localizar Fitz.

Toda a conexão entre May e Elena no paraíso recluso inumano é muito divertida depois que Jiaying conclui que não há nada fisicamente errado com Elena e que, portanto, o problema provavelmente é psicológico, com os poderes empáticos de May podendo ser – convenientemente mais uma vez! – a chave para tudo. Em outras palavras, a Cavalaria não só é uma detectora ambulante de Chronicoms, como também uma terapeuta de mão cheia, com seu poder inclusive tendo aumentado para, agora, sentir as emoções sem precisar tocar na pessoa, uma evolução que caiu completamente de para-quedas e que, exatamente por isso, não gostei.

Seja como for, a relutância e a completa chateação de May em ter que justamente usar sentimentos para “consertar” Elena foram bem trabalhados por Ming-Na Wen, especialmente quando a personagem une o útil ao agradável usando uma luta para “destravar” a inumana. No entanto, não só o trauma na infância de Elena é outro elemento inventado do nada para conveniência do roteiro, como a resolução mais tarde, já no Zephyr, não tem conexão direta com os eventos em Afterlife. Se antes ela precisava perdoar-se por pecados do passado e isso não resolveu absolutamente nada, bastou uma frase de efeito de May, na linha de que Elena pode voltar a ser o que era antes (bounce back – que também é a descrição do poder inumano dela é) segundos antes de abandonar o Z1 para que a inumana concluísse que ela não precisa “bounce back” e voilà, tudo resolvido com ela transformando-se no Flash (ops, universo errado… deveria dizer Mercúrio), mesmo que nada realmente tenha sido resolvido com a máquina do tempo, já que ela novamente funciona à revelia de Jemma e Enoch. Definitivamente não foi um dos roteiros mais inspirados da dupla James C. Oliver e Sharla Oliver.

Igualmente, a chegada de Nathaniel em Afterlife continua a tendência vista no episódio anterior de colocar os Chronicoms – especificamente Sybil, claro – como manipuladores de bastidores, com o Malick mais novo, agora já mestre no poder roubado de Daisy, revelando que é um recrutador encantador que aparece é já converte Kora em uma vilã. Forçado foi pouco, ainda que se a bagunça na linha temporal não for enorme, explicaria o porquê de Daisy não saber que tem uma meia-irmão mais velha. Ainda que a promessa de retorno de Jiaying e Gordon (Fin Argus) às aventuras dos agentes seja potencialmente interessante, isso não compensa um roteiro cansado.

After, Before tem uma boa dinâmica de dupla e o retorno de uma personagem importante na história da série. E só. A história em si é repleta de momentos preguiçosos que forçam o encaixe de peças – inclusive na literalidade, com uma perna nova para Sousa – sem realmente precisar recorrer a isso. E já passou da hora de Fitz voltar para a série, não é mesmo? Faltam só cinco episódios e nada da cara-metade de Jemma que, a essa altura, está se transformando em uma lembrança distante…

Agents of S.H.I.E.L.D. – 7X08: After, Before (EUA, 15 de julho de 2020)
Showrunner: Jed Whedon, Maurissa Tancharoen, Jeffrey Bell
Direção: Eli Gonda
Roteiro: James C. Oliver, Sharla Oliver
Elenco: Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wen, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley, Jeff Ward, Enver Gjokaj, Joel Stoffer, Tobias Jelinek, Thomas E. Sullivan, Dichen Lachman, Dianne Doan, Byron Mann, Fin Argus
Duração: 42 min.

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