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Crítica | Além da Imaginação (The Twilight Zone) – 1ª Temporada: Episódios 1 a 5

por Luiz Santiago
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Além da Imaginação (também chamada de A Quinta Dimensão), ou The Twilight Zone, foi uma famosa e querida série americana criada por Rod Serling, cuja primeira geração, ou Série Original, foi exibida entre 1959 e 1964, ao longo de cinco temporadas, totalizando 156 episódios.

O “episódio zero” desta série foi a primeira e bem-sucedida tentativa de Serling no campo da ficção científica e, mesmo que não seja o piloto oficial de The Twilight Zone, é considerado o núcleo que daria origem ao show, cujo piloto oficial (Where is Everybody?) seria exibido quase um ano depois. Vocês podem ler a crítica para o episódio-conceito da série (intitulado O Elemento do Tempo) aqui. Na presente compilação, trago as críticas para os 5 primeiros episódios de TwZo, originalmente exibidos no ano de 1959.

Há uma 5ª Dimensão além daquelas conhecidas pelo homem. É uma Dimensão tão vasta quanto o Espaço e tão desprovida de Tempo quanto o Infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do homem e o cume dos seus conhecimentos. É a Dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação.

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Onde Estão Todos?

The Twilight Zone – 1X01: Where Is Everybody?

where-is-everybody-plano critico além da imaginação twilight zone

O primeiro tratamento para o real piloto de The Twilight Zone chamava-se O Lugar Feliz (The Happy Place). Nele, Rod Serling falava de uma sociedade onde as pessoas eram executadas ao chegar aos 60 anos de idade, porque, a partir deste ponto, segundo o pensamento corrente, o indivíduo não tinha mais como contribuir eficientemente para o funcionamento da comunidade, consumindo e extraindo sem dar nada em troca. William Self, Diretor Executivo da CBS, foi o voto mais caloroso de rejeição que O Lugar Feliz teve, o que fez Serling repensar a ideia geral que ele realmente queria para abertura do show, escrevendo, em seu lugar, Onde Estão Todos?.

Nesta trama, com influência imediata de The Fixed Period (Anthony Trollope, 1882), temos um homem que “acorda” na estrada, indo em direção a um lugar que ele não sabe qual. Ele também não sabe quem é. Nem onde estão todas as pessoas daquela cidade, que, para todos os efeitos, só tem ele mesmo. Robert Stevens dirige a história inicialmente como um bom suspense, alcançando rapidamente o patamar de drama psicológico que é, na verdade, a ideia principal do episódio. Embora vejamos diversos sinais de ocupação — como um bule no fogo e um cigarro ainda aceso, por exemplo — Mike (Earl Holliman) está realmente sozinho, dando aí o gancho para os dois principais assuntos discutidos no capítulo, que é a solidão e o isolamento.

O que a falta de contato humano pode fazer com uma pessoa? Será que é possível viver em um ambiente sem ninguém para conversar? Será que é possível manter a sanidade em um espaço onde tudo parece estar em seu lugar, mas nada faz sentido se não tem mais ninguém ali? Essas questões são essenciais para uma boa discussão e entendimento do episódio. Mesmo que a linha final aponte para um anticlímax, a reflexão não deixa de ser relevante e o tormento do militar da Força Aérea Americana não é menor só porque a trama aponta para uma simulação. A questão permanece. O quanto de solidão o “animal social” consegue suportar?

Where Is Everybody? (EUA, 2 de outubro de 1959)
Direção: Robert Stevens
Roteiro: Rod Serling
Elenco: Earl Holliman, James Gregory, Paul Langton, James McCallion, John Conwell, Jay Overholts, Carter Mullally Jr., Garry Walberg, Jim Johnson
Duração: 25 min.

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Um Negócio Para os Anjos

The Twilight Zone – 1X02: One for the Angels

The-Twilight-Zone-One-for-the-Angels-Plano Crítico

Este é um conto sobre a morte e sobre a responsabilidade moral que alguém, num determinado cenário, pode ter diante deste destino inevitável para o ser humano. No centro dessa questão está o vendedor ambulante Lou Bookman (Ed Wynn), que aos 69 anos recebe a visita do burocrata Sr. Morte (Murray Hamilton). Há uma simplicidade enganosa na maneira como o texto de Rod Serling é escrito, até pela forma meio ingênua com que Bookman encara o encontro com o “homem invisível”. Essa relação, no entanto, não demora a se mostrar como uma preparação para a morte, momento onde o grande dilema da vida é colocado na mesa do vendedor e onde começam a ser levantadas as questões ligadas ao tema: é possível barganhar com a morte? Do que seríamos capazes para poder evitá-la? É realmente possível morrer em paz?

Considerando os eventos desse episódio, nem a colocação de um humano enganando a morte nem a relação de desafio entre homem e morte são exatamente novas (O Sétimo Selo, lançado dois anos antes, tinha mostrado algo assim também), mas a problemática levantada, dando uma obrigação de cumprimento para o protagonista, acrescenta uma atmosfera mais densa sobre esses conceitos. E o que antes era apenas uma relação de um senhor de idade frente à sua própria passam para o outro lado, torna-se uma demonstração de amor, uma colocação da vida e também da própria morte em perspectiva. Os valores pessoais do velho Bookman contemplam a perda de uma vida tão curta e inocente, a da garotinha atropelada, e ele fará de tudo para conseguir vencer a morte por aquilo que ela mais parecia ter apreço, sua própria burocracia, sua agenda, seus horários.

O roteiro avança bem em muitos pontos, especialmente nas questões simbólicas, mas deixa muita coisa a cargo da “possibilidade apenas na 5ª Dimensão“, o que me aprece um recurso ao mesmo tempo preguiçoso e, em outra ponta, coerente com o espaço temático da série. O fato de o vendedor ambulante conseguir vender coisas para o Sr. Morte e ainda assim atrasá-lo teve o maior peso negativo para mim, pois me parecia, o tempo todo, que esta versão da Morte teria astúcia suficiente para perceber o que estava acontecendo e, ademais, para quê o Sr. Morte precisava de todas aquelas bugigangas? Como disse, a explicação passa a ser conveniente quando lançamos mão da facilidade de explicação pela “Quinta Dimensão”, mas notem que existem inúmeros capítulos na série que funcionam sem precisar desse tipo de justificativa, o que só destaca o problema principal de Um Negócio Para os Anjos. Mesmo assim, não deixa de ser uma interessante história sobre o valor moral de alguém, no fim de sua vida, prestes a fazer as pazes com a morte.

One for the Angels (EUA, 9 de outubro de 1959)
Direção: Robert Parrish
Roteiro: Rod Serling
Elenco: Rod Serling, Ed Wynn, Murray Hamilton, Dana Dillaway, Jay Overholts, Merritt Bohn
Duração: 25 min.

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Sr. Denton no Dia do Duelo

The Twilight Zone – 1X03: Mr. Denton on Doomsday

CBS_TWILIGHT_ZONE_003_Mr. Denton on Doomsday plano crítico

De certa maneira, temos neste episódio uma continuação lógica de Um Negócio Para os Anjos, mas dentro de outro gênero, o westernDan Duryea vive Al Denton, um antigo pistoleiro famoso que, após um duelo contra um garoto de 16 anos, é afetado intimamente e se entrega por completo à bebida. Já na concepção do roteiro vemos que Rod Serling estava abastante atento às mudanças que o faroeste passava em finais dos anos 50. Historicamente, é um momento de apogeu do Western Clássico, com diversas transformações, variações e cansaço do gênero, basta atentar para alguns filmes lançados no mesmo ano em que este episódio foi ao ar, por exemplo, Quadrilha Maldita, Onde Começa o Inferno e Duelo de Titãs. A figura do pistoleiro, do cowboy-herói sem dilemas, desaparecia a olhos vistos e ressaltava-se a figura mais humana e, por que não, mais frágil que alguns roteiristas e diretores vinham explorado timidamente com esses personagens há anos.

O padrão cênico aqui também é simples, com cenas em um único cenário — similar ano episódio anterior –, porém, abordados de maneira mais inteligente pelo diretor Allen Reisner e beneficiados por uma história que nos fala de arrependimento, depressão e desespero, marcados pela presença do Destino, encarnado no vendedor Henry J. Fate (Malcolm Atterbury). Essa presença também se assemelha à “figura sobrenatural” do episódio anterior, do Sr. Morte, mas novamente há uma indicação mais sutil e mais reticente por parte do personagem na trama do Velho Oeste, seguindo de maneira muito coerente a percepção geral sobre a interferência maior ou menor do acaso na vida das pessoas. Aqui, a discussão sobre a possibilidade de o destino existir é ultrapassada. Em seu lugar, o autor questiona a dimensão da interferência e até que ponto esse destino pode ser confiável. Nós não conhecemos a totalidade dos planos do misterioso vendedor até a cena final, e somos induzidos a desconfiar de suas ofertas, a começar pela aparição misteriosa da arma no momento em que Al Denton estava no fundo do poço.

O dilema da fama mortal de um pistoleiro, na metade final do episódio, bebe diretamente de O Matador (1950), excelente filme de Henry King — mas é bom lembrar que essa temática do “lendário pistoleiro desafiado até a morte” é bastante popular entre as histórias dos westerns reflexivos, seja no cinema, na literatura ou nos quadrinhos do gênero. De desafio em desafio, Al já esperava que sua morte estava para chegar. Até que o nó dado pelo destino leva-o a um final inesperado….

Bem dirigido e com uma percepção mais íntima de um personagem do Velho Oeste (as brincadeiras visuais realizadas na primeira vez em que Al usa a arma no episódio e é guiado pelo destino são maravilhosas e muito tensas!), Sr. Denton no Dia do Duelo é um daqueles dramas humanos que nos toca e que nos mostra um tipo de realidade onde alguém ajuda um homem a sair de um buraco; e com isso, impede que outro também caia em um.

Mr. Denton on Doomsday (EUA, 16 de outubro de 1959)
Direção: Allen Reisner
Roteiro: Rod Serling
Elenco: Rod Serling, Dan Duryea, Martin Landau, Jeanne Cooper, Malcolm Atterbury, Ken Lynch, Arthur Batanides, Bill Erwin, Robert Burton, Doug McClure
Duração: 25 min.

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O Santuário de 16 Milímetros

The Twilight Zone – 1X04: The Sixteen-Millimeter Shrine

plano critico santuário 16 mm além da imaginação

Viver uma ilusão” é uma frase que pode significar diversas coisas, tanto na vida real, quanto na fantasia. Em casos desequilíbrio emocional, isso ganha uma dimensão ainda maior, porque estamos tratando da saúde e da percepção de felicidade e tristeza de alguém. É nesta seara que Rod Serling trabalha aqui em O Santuário de 16 Milímetros, contando a história de Barbara Jean Trenton (Ida Lupino), uma atriz do cinema clássico que chegou a uma idade onde já não era requisitada para papéis grandiosos e importantes e caiu em depressão, refugiando-se em sua sala de projeção, onde passava os dias e as noites revendo os filmes em que atuara há 20 ou 30 anos. Temáticas como envelhecimento de uma estrela de cinema, o peso da fama com o passar dos anos e os limites da vaidade e orgulho pessoais aparecem costurados aos diálogos e à própria construção da protagonista, que vive aqui a “Síndrome de Gloria Swanson” em Crepúsculo dos Deuses (1950).

Mas o roteiro de Serling vai por um caminho ainda mais complexo. Na superfície, temos essa reclusão e a recusa da personagem principal ao envelhecimento, mostrados de maneira bastante realista, inclusive com um agravamento ao longo do episódio. Mas o texto vai adiante. À medida que novos filmes e novas conversas sobre o passado estelar de Barbara Jean Trenton vêm à tona, nota-se que a personagem consegue encontrar uma estranha felicidade em sua fantasia dos Anos de Ouro. Quando Danny Weiss, o personagem de Martin Balsam, entra em cena, algumas âncoras de realidade são colocadas e boas tentativas de conexão aparecem para a sonhadora. A direção de Mitchell Leisen é excelente aqui, mesmo que ele (e o roteiro) se deixem levar por bobagens como a derrubada da bandeja de café seguida de um grito de desespero por parte da empregada… Mas mesmo isso é perdoado diante do que vem na conclusão do capítulo.

A piora emocional da protagonista acontece em par com a capacidade de ela encontrar felicidade nos filmes. E aí surge, nas entrelinhas a seguinte questão: até que ponto se deve permitir que alguém viva uma ilusão, uma fantasia? Em seu mundo feito de película, Barbara encontrava felicidade. Sua mente perturbada fazia com que ela mergulhasse em si mesma, olhando apenas para os momentos de glória do passado e se esquecendo da realidade no presente. A direção de fotografia e a trilha sonora aqui também ajudam o espectador a fazer esse mergulho cada vez mais profundo, ao ponto de um desejo final de felicidade no passado se realizar. Considerando produções que vieram depois, é como se víssemos aqui uma mistura de A Gaiola com A Rosa Púrpura do Cairo, mas com um final que nos faz pensar no próprio caráter de fuga da realidade. Refugiada em sua fantasia (da qual ela estava plenamente consciente), Barbara estava, enfim, feliz.

The Sixteen-Millimeter Shrine (EUA, 23 de outubro de 1959)
Direção: Mitchell Leisen
Roteiro: Rod Serling
Elenco: Rod Serling, Ida Lupino, Martin Balsam, Jerome Cowan, Ted de Corsia, Alice Frost
Duração: 25 min.

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Distância Para Caminhar

The Twilight Zone – 1X05: Walking Distance

The-Twilight-Zone-Walking-Distance-DISTÂNCIA PARA CAMINHAR PLANO CRÍTICO

Uma fantasia com direito a viagem no tempo, nostalgia da infância e amadurecimento do homem. Consta que Rod Serling concebeu o texto de Distância Para Caminhar enquanto andava pelos sets da MGM e foi atacado por uma onda de lembranças da infância, dada a semelhança do lugar com o bairro em que ele cresceu. Para todos os efeitos, trata-se de um episódio íntimo, mas daqueles que todos nós conseguimos tirar alguma lição ou memória, especialmente os que — como eu — já fantasiaram em como seria e o que faria se voltasse no tempo e encontrasse a si mesmo no passado… Pois é. Eis o resultado de ler e assistir tanta ficção científica.

Martin Sloan, o protagonista, é vivido por Gig Young, que pela forma como aparece no início do episódio dá uma impressão totalmente diferente para o espectador em relação às suas possíveis atividades e o que ele, de fato, pode encontrar neste misterioso lugar. Os meus primeiros incômodos aqui apareceram quando o homem conseguiu se recompor sem a menor dificuldade, como se não tivesse mais pressa ou não tivesse chegado ao pequeno posto de gasolina em visível desespero. O roteiro se permite um grande pulo emotivo e isso é algo que veremos mais adiante, na forma de muitas facilidades de percepção por parte do protagonista e, principalmente, de seu pai. A ideia do episódio, no entanto, permanece inteiramente cativante, até porque o espectador não sabe que escolhas ou que interferências o Martin adulto fará nesse “lugar perdido no tempo” que ele encontra a uma curta distância de caminhada.

Assim como em Onde Estão Todos? temos um episódio com um número mais amplo de locações e uma movimentação muito maior da câmera, assim como a presença de personagens coadjuvantes. As mudanças na reta final ajudam a marcar o “retorno ao tempo correto” e cimentam a reflexão de Martin sobre a beleza da vida e o aproveitamento do tempo presente o máximo possível. Uma interessante e tocante reflexão sobre carpe diem, memória de tempos felizes, escape de uma realidade difícil e retorno ao lar. Um processo de reflexão e sentimentos que, na fantasia ou fora dela, todos nós entendemos muito bem.

Walking Distance (EUA, 30 de outubro de 1959)
Direção: Robert Stevens
Roteiro: Rod Serling
Elenco: Rod Serling, Gig Young, Frank Overton, Irene Tedrow, Michael Montgomery, Ron Howard, Byron Foulger, Sheridan Comerate, Joe Corey, Buzz Martin, Nan Peterson, Pat O’Malley
Duração: 25 min.

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27 comentários

Vitor Emanuel 12 de junho de 2019 - 02:13

Se existisse uma unanimidade,entre pessoas que entendem de TV,Cinema e etc. duvido que alguém discordaria que Twilight Zone Original de 1959,de fato. É A MELHOR SÉRIE!!! Eu tenho pena do pessoal que só assistem modinhas e não conhecem essas maravilhas. Claro,que. Atualmente temos obras excelentes também,como Sons of Anarchy e Peaky Blinders. mas o Feeling do Rod Serling é único e cativante,de uma forma que em alguns episódios tu sente que está vivendo em uma Matrix,acaba perdendo noção da realidade. E essa é justamente a intenção do Show. TE FAZER PENSAR PARA UM *******,ATÉ SEU CÉREBRO BUGAR!!
Dessa primeira temporada,meu episódio favorito foi o Walking Distance (1×5) eu amo esses episódios de viagem no tempo,mas diferente de Doctor Who,esse é um episódio EXTREMAMENTE PESSOAL!! você entra de fato na psique e lembranças do protagonista e começa a ficar confuso junto com ele,imersão monstruosa!!

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Luiz Santi🐂GADO 12 de junho de 2019 - 06:21

Embora não tenha sido o meu favorito nem desses 5 primeiros, eu entendo perfeitamente o apelo e a força de um episódio assim. Coisas bastante pessoais realmente tocam e como você disse em relação à série como um todo: faz a gente bugar de tanto pensar!!! Isso é muito foda!

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Eduardo Maia Teller 15 de abril de 2019 - 12:17

Estava assistindo essa série ano passado, assisti 50 episódios em algumas semanas, que experiência deliciosa! Saltou fácil para meu ranking de séries favoritas, difícil ver hoje alguma coisa que me encante tanto quanto isso.

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Luiz Santi🦎Zilla 15 de abril de 2019 - 13:30

Você disse a palavra certa: encanto. Porque é realmente isso que essa série causa na gente.

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me desculpa jay z 15 de abril de 2019 - 00:07

Que ódio, fiquei nervoso que não deu as mais que merecidas 5 estrelas para o 2 e o 5, mas seus pontos pra isso são muito bons! Eu preciso rever essa série o quanto antes.

Tem boas séries e tem aquelas que mudam vidas. Essa mudou a minha. Em todos os sentidos.

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Luiz Santi🦎Zilla 15 de abril de 2019 - 07:39

Imagino então o carinho enorme que vc tenha por ela. Algo assim não é fácil de se encontrar não…

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Handerson Ornelas. 12 de abril de 2019 - 10:25

QUE SÉRIE!

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GuilhermeCunha 7 de abril de 2019 - 01:01

Sobre o episódio A Uma Caminhada de Distância, batizado no Brasil como Recordações Amargas, é o meu favorito da série (é páreo duro com O Velho da Caverna) e o que mais me comoveu.
Não vi nada de estranho na mudança de humor do protagonista. Tava na cara desde o começo que ele queria uma desculpa pra jogar tudo pro alto, pois a vida dele era muito estressante. Mesmo se ele não tivesse visitado o passado, mesmo que só tivesse dado uma volta em qualquer lugar, eu tenho certeza que ele também demoraria mais pra adiar ao máximo a obrigação de ter que voltar pras obrigações de sua vida. Também não me incomoda o pai dele ter aceitado que a algo tão bizarro fosse possível, porque a atuação do Gig Young é muito poderosa e angustiante.
A única coisa que realmente me incomoda é a história da perna, mas me pareceu um preço pequeno que ele pagou para poder “voltar pra casa” momentaneamente.
Os cenários e ambientes desse episódio são um personagem à parte. O carrossel chega a ser hipnótico. A sensação que tive é que entrei dentro do sonho do Mark Sloan e que, de algum modo, era minha própria infância revivida e minha própria vida posta em perspectiva. “É tarde demais”. Quando o garçom diz isso falando sobre a perna sabemos que Mark está pensando em outra coisa, na perda da sua própria felicidade.
Essa série tem episódios fantásticos que envolvem viajar no tempo, mas esse é completamente diferente dos outros. Ele não é cerebral como os seguintes, é totalmente emocional. Acho que é uma das coisas mais pessoais que o Rod Serling já escreveu. Chega a doer no coração quando ele faz a locução final: “Mark Sloan perdeu… na batalha que todo o homem trava um dia… A volta para casa”

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Luiz Santi🦎GADzilla 7 de abril de 2019 - 01:01

É um bom episódio, mas não me arrebatou tanto quanto você, que pelo relato, realmente gostou de tudo. Identifiquei uma série de impasses, como você viu na crítica e isso diminuiu o episódio para mim, mas é um capítulo interessante, com uma boa reflexão.

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GuilhermeCunha 7 de abril de 2019 - 01:01

Talvez porque eu tive uma infância muito parecida com a do personagem. rsrs Identifiquei cada elemento que apareceu desde a cena na sorveteria.
Pior que só agora me toquei que a cena da perseguição no carrossel era uma metáfora sobre algo que nunca se pode alcançar.

Responder
GuilhermeCunha 7 de abril de 2019 - 01:01

Talvez porque eu tive uma infância muito parecida com a do personagem. rsrs Identifiquei cada elemento que apareceu desde a cena na sorveteria.
Pior que só agora me toquei que a cena da perseguição no carrossel era uma metáfora sobre algo que nunca se pode alcançar.

Responder
GuilhermeCunha 7 de abril de 2019 - 01:01

Talvez porque eu tive uma infância muito parecida com a do personagem. rsrs Identifiquei cada elemento que apareceu desde a cena na sorveteria.
Pior que só agora me toquei que a cena da perseguição no carrossel era uma metáfora sobre algo que nunca se pode alcançar.

Responder
Luiz Santi🦎GADzilla 7 de abril de 2019 - 01:01

Quando a gente tem esses pontos de identificação, não tem jeito: a obra nos agarra com todas as forças mesmo…

Responder
Saulo Henrique 9 de abril de 2019 - 18:41

Esse episódio do “velho da Caverna” é qual temporada, Guilherme? ?

Responder
Beto Magnun 6 de abril de 2019 - 22:30

Dois anos atrás comecei a assistir essa série e a cada episódio sempre me surpreendia a criatividade do Serling e a competência dos diretores.
Ler essas críticas só me deu uma baita vontade de rever esses episódios. Espero que o pessoal que está gostando da série do Jordan Peele, procure conhecer a clássica.

Responder
Luiz Santi🦎GADzilla 6 de abril de 2019 - 22:42

Nossa, com certeza merece ser conhecida. É uma série incrível, muita coisa boa acontecendo, muitas ideias diferentes, daqueles que fazem a gente pensar muito no que viu.

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curiosa gospel 4 de abril de 2019 - 22:40

ótima série

Responder
FINASTERIDO 4 de abril de 2019 - 09:40

Se existe algo fantástico realmente no mundo da ficção científica (ou não) na tv, é Além da Imaginação (a versão original, claro). De modo geral, temos uma série de 5 temporadas em que existem inúmeros clássicos, mesmo na última, que já não era tão inspirada. Rod Serling, ao lado de grandes roteiristas e diretores, conseguia fazer em 20 e poucos minutos tramas que reverberam até hoje, e inspiram inúmeros artistas, seja na musica, cinema, tv ou literatura. Jeff lemire, por exemplo, tem influências bem claras, como em seu Soldador Subaquático, que tem cenas mais do que parecidas com alguns episódios. Nenhum remake passou perto do que foi e do que é Além da Imaginação, assim como nenhuma série contemporânea, como a Quinta Dimensão, conseguiu tanto.

Responder
Luiz Santi⚡GADO 4 de abril de 2019 - 10:38

O cara era um monstro. A forma como ele olhava para as questões de ficção científica e fazia com que alcançassem esse patamar é mesmo admirável e como você bem disse, criou escola e saiu influenciando criadores ao longo das décadas… Uma das pérolas do gênero, sem sobra de dúvida.

Responder
Bruno 1 de abril de 2019 - 09:39

Na minha opinião, o segundo episódio é o melhor de todos.
Todos são ótimos. Até os que eu não gosto são ótimos, como o da atriz.

Responder
Luiz Santi⚡GADO 1 de abril de 2019 - 10:10

Séries boas são assim mesmo. Até quando a gente não gosta muito, a gente gosta hahahahhahahahahahhha

Responder
Seleneth Pazzi 31 de março de 2019 - 22:43

Nossa vontade enorme de assistir novamente
Valeu a dica

Responder
Luiz Santi⚡GADO 31 de março de 2019 - 22:51

É uma série que realmente dá vontade de rever!

Disponha, @selenethpazzi:disqus!

Responder
Rafael Lima 31 de março de 2019 - 03:55

O primeiro episódio tem um início muito bom, e trabalha com temas muito interessantes, como você bem coloca, mas o desfecho fez com que o episódio não me tocasse tanto (especialmente depois daquele episódio conceito magnífico).

O segundo episódio é o meu favorito dessa segunda leva. Eu gosto da inocência com que a história é conduzida, e a atuação do Ed Wynn me cativou completamente. Não me incomodei com o uso (narrativo) do jargão “But did happens… in the twilight zone”, justamente pela atuação do Wynn. Ele bota uma força naquele discurso de venda, que eu acreditei que ele tava convencendo a Morte a comprar coisas mesmo. Fora que ela parece realmente satisfeita de ser enganada pelo vendedor no fim das contas. Então, dentro do caráter de “conto de fadas” que a história adota, acho que funcionou. Enfim, foi uma história que conseguiu me tocar quando assisti.

A terceira história, confesso que não lembro quase nada, o que deve querer dizer alguma coisa. Hehehe

A Quarta história me chamou a atenção pelo clima “Crepúsculo dos Deuses” que você bem apontou, e eu gosto dela. O final nos deixa na dúvida se foi um final feliz ou um final trágico. Hehehe

A ultima história temos opiniões bem parecidas. De fato, a rápida mudança de humor do protagonista é algo que tira um pouco a coerência de seu arco dramático, mas toda a ideia de reviver o passado apresentado pelo episódio é muito bom, e aquela conversa final que o protagonista tem com o pai faz a gente (quase) esquecer da mudança de humor do nosso herói.

Enfim, só posso finalizar dizendo que Serling era gênio.

Responder
Luiz Santi⚡GADO 31 de março de 2019 - 08:19

Só uma observação em relação aos seus apontamentos. Quando eu escrevia sobre a segunda história, a despeito do incômodo que esse roteiro me causou em alguns aspectos, eu não pude deixar que imaginar isso, que a morte realmente estivesse satisfeita em ser enganada. E vejo que você teve a mesma impressão. Muito bacana! Mesmo com opiniões diferentes quando ao peso dessas coisas, tivemos essa mesma impressão.

E Serling era um gênio mesmo! Um grande criador e contador de histórias!

Responder
planocritico 31 de março de 2019 - 00:56

Essa série é magnífica! Basicamente um celeiro de ideias que são até hoje aproveitadas!

Bela crítica, SEU USURPADOR SAFADO!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santi⚡GADO 31 de março de 2019 - 07:58

LA LA LA LA LA LA não to ouvindo nenhuma dessas acusações malignas que o senhor está fazendo à minha pessoa… HAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAAH

Cara, é sensacional mesmo a quantidade de ideias maravilhosas que tem aqui. E impressionante que algumas delas foram feitas no tempo em que foram feitas.

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