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Crítica | Aliens, o Resgate

por Ritter Fan
603 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

Obs: Há spoilers. Clique, aqui, para ler todo nosso material da franquia Alien.

Aliens, dirigido e escrito por James Cameron, é uma lição de como se fazer uma continuação. Nada de meramente repetir o filme anterior, só acrescentando mais explosões ou trair o que veio antes inserindo elementos contraditórios à mitologia. Nada também de fazer algo gratuito, irrelevante. O diretor e roteirista criou talvez a melhor sequência da ficção científica, quiçá a melhor de todos os gêneros e ponto final.

A primeira conclusão que chegamos ao fim da projeção de Aliens é que houve um profundo estudo e respeito ao material fonte. E esse respeito vai tão longe que percebemos que até o gênero do filme foi alterado. Sim, continua sendo ficção científica, mas não é uma obra de terror como Alien. Há suspense, claro, mas o mote, na sequência, é ação, ação e mais uma vez ação, mas nunca de forma descerebrada e feita somente pelo espetáculo. Cameron sabia que o mistério que povoava o primeiro capítulo já não existia mais. Afinal de contas, o monstro já havia sido revelado e era impossível escondê-lo. Inventar outro seria uma heresia criminosa (sim, Mr. Scott, isso foi para você…). Assim, a solução foi usar o que o espectador já conhecia, apresentando elementos novos, surpreendentes.

Ripley (Sigourney Weaver), talvez a personagem mais azarada do Cinema, é achada flutuando no espaço na cápsula de fuga Narcissus, exatamente como Ridley Scott a havia deixado em sua obra seminal. Uma equipe de salvamento a localiza, mas, para sua surpresa, 57 anos se passaram desde que ela enfrentou o monstro. Ripley é um peixe fora d’água e, como se isso não bastasse, ainda tem que enfrentar um inquérito perante a empresa que trabalha para explicar o porquê de ela ter explodido uma nave de milhões de dólares com toda sua preciosa carga mineral. Obviamente, ninguém acredita na sua história de bicho-papão e ela sofre um rebaixamento, tendo que trabalhar com carga e descarga de materiais.

Mas, claro, alguma coisa muito errada acontece lá em LV-426, o planeta onde o facehugger havia estuprado Kane, no primeiro filme. O local, agora, é povoado por uma colônia de humanos que estão lá para “terraformar” o planetoide, ou seja, torná-lo habitável. Perde-se a comunicação com os colonos e Burke (Paul Reiser), representante da corporação Weyland-Yutani, junto com o Tenente Gorman (William Hope), tentam recrutar Ripley como uma consultora de uma expedição militar ao lugar. Ripley hesita, expulsa os dois de seu apertado apartamento, mas, finalmente, acaba aceitando.

Ripley, então, junta-se a um destacamento militar na nave de guerra Sulaco. Somos apresentados muito rapidamente ao Sargento Apone (Al Matthews), ao cabo Hicks (Michael Biehn) e aos soldados Hudson (Bill Paxton), Vasquez (Jenette Goldstein), Drake (Mark Rolston), Frost (Ricco Ross) e outros. Mais importante, conhecemos Bishop (Lance Henriksen), um androide de quem Ripley imediatamente se afasta, lembrando-se dos horrores perpetrados por Ash (Ian Holm) em sua outra tenebrosa aventura.

O que se segue daí é um filme de guerra em que o inimigo é uma horda de alienígenas muito parecidos aos do primeiro filme, que tomaram de assalto e aniquilaram toda a colônia de LV-426, com exceção da menininha Newt (Carrie Henn), que desperta os instintos maternais em Ripley. Cameron e sua equipe de design tomaram a liberdade de retirar um pouco do antropomorfismo do alienígena original, tornando-o mais animalesco, selvagem. Mas as mudanças não são radicais. Ao contrário, elas respeitam a perfeita criação de H.R. Giger e, ao mesmo tempo, dão um toque peculiar e próprio às criaturas.

O interessante é que, apesar de Cameron ter partido para a guerra franca, ele ainda economiza nas aparições dos bichos, pelo menos até o terço final da película. Na primeira vez que os soldados desastrosamente deparam-se com os monstros, eles estão, assim como em várias cenas do primeiro filme, perfeitamente camuflados no ambiente e nós, como os personagens, não conseguimos vê-los. Mesmo quando eles se revelam, a montagem não explicita a anatomia dos aliens e isso consegue sustentar uma boa dose de suspense, desespero e confusão.

Outro aspecto digno de nota é o quanto Cameron mantém a estrutura do primeiro filme. Desde o início, quando mostra os soldados acordando na Sulaco, passando pelo primeiro ataque, pela contagem regressiva e os finais falsos, o diretor faz uma mímica de Ridley Scott, mas sempre acrescentando ou mudando as cenas de tal maneira que ele realmente consegue acrescentar significado à trama, justificando a continuação. Vemos as marcas registradas do diretor em suas críticas aos militares e às corporações a cada sequência da obra, algo que ele viria a repetir com bem menos sutileza em Avatar. Até mesmo os equipamentos que marcaram Alien recebem a “versão Cameron”, como o detector de proximidade, o lança-chamas e a escotilha da nave. É o respeito sem a cópia barata. Algo que, infelizmente, falta nas sequências e prelúdios de hoje em dia.

E isso sem falar, claro, na cena em que acompanhamos Ripley em sua luta desesperada para achar Newt no ninho da mãe dos monstros. São momentos tensos, sem diálogos, apenas com Sigourney Weaver (e depois Carrie Henn também, meio que substituindo o gatinho Jonesy), de forma a espelhar, brilhantemente, os famosos 17 minutos finais do primeiro filme.

Mas, apesar da grande obra que o diretor criou, talvez sua maior contribuição tenha sido realmente a Rainha Alien. Há um belíssimo paralelismo entre Ripley e a monstruosa criatura: ambas são mães defendendo sua prole. O instinto maternal, em Aliens, toma o lugar daquela forte conotação sexual da primeira obra e funciona da mesma maneira. O desespero das mães é palpável, pois elas farão de tudo para salvarem seus protegidos, mesmo que, para isso, tenham que se sacrificar. O embate final na Sulaco, com Ripley “vestindo” o exoesqueleto amarelo (a ótima versão de Cameron para uma empilhadeira), é um verdadeiro balé. O diretor mantem a câmera circulando em volta das duas lutadoras, simulando boxe e fazendo closes muito eficientes quando necessário. Não poderia haver fechamento melhor para a montanha-russa que é Aliens.

Mais ou menos como aconteceu no primeiro filme, a trilha sonora de Aliens foi problemática. James Horner, apesar de ter levado sua primeira indicação ao Oscar por este trabalho, teve não mais do que quatro semanas para compor a música, sendo que a batalha final foi toda re-montada por Cameron e Horner, desesperado, teve apenas uma noite para retrabalhar sua música de acordo com as alterações do diretor. As gravações se deram ao longo de parcos quatro dias. Acabou que ele não saiu completamente satisfeito com que escreveu, apesar de a trilha de Aliens ser tão poderosa como fora a de Jerry Goldsmith no anterior, considerando, claro, os diferentes gêneros das fitas.

Alien é um filme obrigatório para qualquer entusiasta de cinema. Aliens, por sua, vez, tem o mérito próprio de ser uma obra diferente, mas à altura da original e, ainda por cima, consegue ser uma aula passo-a-passo de como fazer uma continuação ou prelúdio. Cameron, juntamente com mais uns cinco ou seis diretores, é um dos poucos que prova que continuações podem ser relevantes sem ser repetitivas ou exageradas. Assistam Aliens e vejam como uma sequência deve ser feita.

*Crítica originalmente publicada em 12 de junho de 2012 (atualizada e corrigida).

Aliens, O Resgate (Aliens – EUA, 1986)
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron
Elenco: Sigourney Weaver, Carrie Henn, Lance Henriksen, Paul Reiser, Michael Biehn, Bill Paxton, Jenette Goldstein, William Hope, Al Matthews, Mark Rolston, Ricco Ross, Colette Hiller, Daniel Kash, Cynthia Dale Scott
Duração: 137 min.

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91 comentários

Ivan Junior 29 de julho de 2020 - 13:18

Tão bom quanto o primeiro. James Cameron honrou o que Ridley Scott construiu!

Responder
planocritico 29 de julho de 2020 - 13:34

Concordo!

Abs,
Ritter.

Responder
Ivan Junior 29 de julho de 2020 - 18:45

Isso é raridade hj em dia, não é mesmo ? Claro tem suas exceções (Mad Max 2015), mas é algo não muito comum de se ver. É mais fácil vc encontrar uma sequência terrível do q uma memorável.

Responder
planocritico 31 de julho de 2020 - 02:11

Sim, cada vez mais raro, infelizmente!

Abs,
Ritter.

Responder
Reinaldo Barbosa 2 de maio de 2019 - 00:19

Eu amo este filme, mas convenhamos, o final onde a Ripley se transforma em uma versão feminina de Rambo e liquida sozinha dezenas de Aliens facilmente, é anos 80 demais…o original de Sir Ridley Scott é melhor.

Responder
planocritico 2 de maio de 2019 - 18:12

Sim, sem dúvida que Ripley foi transformada em Rambo. Mas ficou excelente e eu simplesmente não consigo decidir qual dos dois filmes é o melhor. Estão empatados para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
Tadeu De Barcelos Ferreira 1 de janeiro de 2019 - 20:48

A meu ver, muito melhor que a obra original, e mais, este é um filme que jamais enjoarei…

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2019 - 11:46

Eu acho os dois primeiros equivalentes, cada um em seu gênero.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel 20 de abril de 2018 - 00:39

Uma verdadeira obra prima, superou o original na minha opinião. Blade Runner 2049 é outra prova de uma continuação melhor do que o original ao meu ver

Responder
planocritico 20 de abril de 2018 - 08:55

Um filmaço mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 20 de abril de 2018 - 08:55

Um filmaço mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Danilo 25 de agosto de 2017 - 17:23

Filmaço de ação,ficção científica, uma baita heroína , são tantos adjetivos para esse filme que preencheriam uma enciclopédia.
Obs: Eu sempre quis ver o que exatamente aconteceu com a colônia(entre o primeiro infectado até a chegada da Ripley),ainda mais depois de assistir a versão estendida.
Isso daria um baita filme de suspense, mostrando os colonos tentando resistir, e o lugar cheio de crianças,etc…Seria insano.

Responder
planocritico 26 de agosto de 2017 - 20:59

@disqus_djNh6kdGW8:disqus , um grande filme realmente! Sobre um filme sobre os detalhes do que aconteceu da colônia, olha, até poderia ser interessante mesmo. O problema é que não deve ter sido muito diferente do que acontece com os marines que chegam lá depois na missão de resgate!

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 12 de agosto de 2017 - 19:07

Será que algum dia por um milagre…teremos uma sequência como essa?

Responder
planocritico 12 de agosto de 2017 - 20:35

De Alien? Acho difícil enquanto Ridley Scott não largar o osso da franquia… Aquele projeto do Blomkamp me parecia muito interessante, mas, infelizmente, foi vetado por Scott quando ele resolveu continuar a porcaria de Prometheus com Covenant…

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 19 de maio de 2017 - 10:38
Responder
planocritico 20 de maio de 2017 - 10:54

Uma das grandes continuações da Sétima Arte!

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Gallon 19 de maio de 2017 - 11:10

Rever esse filme, versão do diretor, e mais o making of só aumentaram a admiração pelos dois primeiros filmes da franquia. Um baita filme de ação, efeitos práticos e pouquíssimos efeitos especiais que ficaram datados, mas nada que atrapalhe a experiência dessa obra.

Responder
planocritico 21 de maio de 2017 - 09:02

Sim, continua tão sensacional quanto era em 1986!

Abs,
Ritter.

Responder
Tadeu De Barcelos Ferreira 1 de janeiro de 2019 - 20:49

Para mim, estes 2 primeiros filmes da série deveriam nem ter continuações, assim como Terminator 1 e 2…

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2019 - 11:46

Concordo!

– Ritter

Responder
Ruby 17 de maio de 2017 - 23:00

Bah! Depois desse excelente tratado me deu vontade de rever o filme.. Mas a respeito das várias gerações de Alien, parei com a franquia em Prometheus. Depois do Alien 3 em que Ripley incinera-se pq Sigourney não aquentava mais os filhotes de Alien isso Alien aquilo, e p quem viu o primeiro no ano de seu lançamento, Alien 3 foi um pé no saco que não tenho. Mas vá lá que resolvi dar uma chance p Prometheus… outro pé no saco que não tenho. 😀

Responder
planocritico 18 de maio de 2017 - 16:51

Essa continuação é um filmaço. E só ela e o primeiro filme que realmente prestam. O resto é o resto…

Abs,
Ritter.

Responder
Tadeu De Barcelos Ferreira 1 de janeiro de 2019 - 20:49

Os games de Alien 3 para Genesis e SNES, e Alien Trilogy são as únicas coisas boas geradas pelo filme 3, de resto, nada naquilo presta!

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2019 - 11:56

Eu não joguei os games, mas é bom saber que algo de bom saiu de Alien 3, ainda que eu não odeie o filme.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 02:52

O filme é realmente um espetáculo, não só para fãs de direção, como também para quem só quer se divertir, cameron afinal. E depois daquele turbilhão de emoções ainda teve James Horner na trilha sonora, pra encerrar com chave de ouro, aí não tem como não se apaixonar.

Responder
planocritico 14 de maio de 2017 - 03:59

Com certeza!

– Ritter.

Responder
Vinicius de Jesus 9 de maio de 2017 - 15:34

James Cameron deve ser o único diretor no mundo que conseguiu fazer continuações tão boas quanto seus primeiros filmes.

Responder
planocritico 9 de maio de 2017 - 17:18

Faltou o “duas”. Mas sim, acho que é verdade. E vai que ele repete a dose com Avatar 2?

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 02:48

Avatar, apesar de meio fraco é uma verdadeira aula de direção e criação. Após ver aliens fiquei mais otimista para avatar 2, mesmo assim ainda queria que o cameron trabalhasse em mais projetos originais. Tá brincando, se ele quisesse ele poderia criar os novos alien, predador, se bobear até o terminator, do cinema contemporâneo, e com a influência dele poderia inclusive salvar hollywoody dessa crise criativa.

Responder
planocritico 14 de maio de 2017 - 04:01

Poderia mesmo! É uma pena que ele tenha resolvido fazer Avatar para o resto da vida…

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 8 de maio de 2017 - 23:00

Realmente uma aula de como se fazer uma continuação de um clássico.
Só não sei qual a melhor continuação do sci-fi: Aliens, T2 ou Império contra ataca?
Agora minha esperança é que Blade Runner 2049 entre neste seleto grupo de continuações tão boas ou melhores do que os originais.
Abs

Responder
planocritico 9 de maio de 2017 - 17:24

@disqus_PJzxCFXBon:disqus , essa é uma pergunta dificílima de responder. Eu só fico com Império pela memória afetiva de tudo que é SW (menos a Trilogia Prelúdio, pois essa nunca existiu…).

Sobre Blade Runner 2049, quando a continuação foi anunciada eu ri naquela certeza do lixo que seria. Aí anunciaram Villeneuve na direção e pronto, já mudei minha ideia. E, depois que vi o teaser e o trailer, começo a ter esperanças de realmente ser outra continuação daquelas!

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 11 de maio de 2017 - 09:47

Pois é, o Villeneuve até agora só fez filmaço. A Chegada, Os Suspeitos, Sicario, O Homem Duplicado… vai ser muito azar se o primeiro filme ruim dele for justamente o Blade Runner, haha.

É, eu acabo escolhendo Império Contra-Ataca tb. Pow, Star Wars, né? heheh

Abs

Responder
planocritico 11 de maio de 2017 - 18:12

In Villeneuve we trust!

– Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 02:50

Daquelas ruins?!

Responder
planocritico 14 de maio de 2017 - 04:00

Não. Daquelas boas!

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 18:17

O primeiro trailer me deixou sem confiança.

planocritico 14 de maio de 2017 - 22:56

Comigo foi o contrário!

– Ritter.

Geraldo Veras 7 de maio de 2017 - 10:03

Dando seguimento aos meus comentários acerca da minha ‘serie’ de ficção científica preferida (Ao lado de SW e BladeRunner), já adianto que gostaria desse filme apenas pelo Bishop. Gosto muito da forma como ele é trabalhado e revendo esse filme, após tantas e tantas vezes, entendo perfeitamente a sensação de uma espécie de segurança que os protagonistas humanos sentem em relação a ele a medida que a trama se desenrola. As sequencias de ação (o filme quase todo) dispensam comentários, assim como outras do Cameron, a exemplo dos Exterminadores. Não assisti esse filme nos cinemas, mas em VHS algum tempo depois do seu lançamento (no fim dos anos 80) e lembro como tinha a sensação que os efeitos especiais avançaram rápidos desde Uma Nova Esperança. Infelizmente hoje quase toda a magia vai sendo jogada pelo ralo. É uma pena. Por fim, gostaria de deixar claro que, por mais que goste desse filme, o primeiro vai ser sempre a minha pérola de terror tecnológico do futuro.

Responder
planocritico 7 de maio de 2017 - 15:07

@geraldoveras:disqus , Cameron é um diretor e roteirista que sabe quase como ninguém dar uma visão muito própria ao que faz. Os dois Exterminadores dele é prova disso e Aliens é a prova absoluta que o cara é incrível. Ele olhou para o primeiro filme, reconheceu ali um clássico intocável, arregaçou as mangas e criou uma história nova, mas que respeitava a original, trocou o gênero, ampliou a presença dos monstros e deu no que deu: uma das melhores continuações já feitas, juntinho de O Poderoso Chefão Parte 2.

Abs,
Ritter.

Responder
Andries Viljoen 5 de maio de 2017 - 08:38

Neste, a protagonista é novamente maternal ao “adotar” uma garotinha como sua filha, também protegendo-a até os últimos momentos. Ela, no entanto, não sobrevive à sequência, Alien³ (1992), de David Fincher.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 02:52

Essa sequência é boa?

Responder
Gabriel Bergami 4 de maio de 2017 - 15:48

A melhor continuação de todos os tempos e provavelmente o maior “monstro” (em termos técnicos e de produção) já criado pelo cinema: Rainha Alien.

Uma pena o sr. Cameron não se aventurar mais por esse gênero…

Responder
planocritico 4 de maio de 2017 - 15:55

Volta e meia comento isso com meus colegas de site e amigos: é um desperdício absurdo Cameron ficar 15, 20 anos enfronhado em Avatar. E olha que eu gosto muito do primeiro filme dele. Mas o cara tem um potencial enorme para dirigir o que ele quiser de maneira magistral e só fazer Smurfs gigantes é dose para elefante…

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 02:55

Assim como michael bay poderia fazer qualquer outtro filme explosivo que ele quisesse mas insiste em estragar nossos queridos transformers.

Responder
planocritico 14 de maio de 2017 - 03:59

Bay não tem o refinamento técnico de Cameron. Nem de longe.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 18:19

Verdade, mas é outro cara que nós gostaríamos que estivesse dirigindo outros filmes, mesmo que por motivos diferentes.

planocritico 14 de maio de 2017 - 22:56

Ah sim, com certeza. Até porque eu adoro The Rock e alguns outros filmes do cara. Guilty pleasures puros!

Abs,
Ritter.

ronny 4 de maio de 2017 - 21:32

o que diabos aquele homem viu naquelas coisas azuis? A megalomania tomou aquela cabeça,parece uma necessidade de se superar …agora para que diabos esse tanto de filmes?

Responder
planocritico 4 de maio de 2017 - 21:52

Tentar se superar sempre faz parte da natureza humana e Cameron é um perfeccionista que já mostrou que consegue sempre se superar. Meu problema é ele levar tanto tempo para fazer o que ele quer fazer.

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de maio de 2017 - 02:54

Só espero que ele não morra antes de criar os novos alien e predador do cinema.

Responder
George 4 de maio de 2017 - 11:36

Sem palavras para descrever este filmaço!

Lembro que vi pela primeira vez quando tinha 14 anos e meu pai alugou o DVD da edição estendida. Já gostava de filmes antigos nessa época pois cresci com filmes da sessão da tarde e do Domingo Maior (Exterminador do Futuro, Aventureiros do Bairro Proibido, De volta para o Futuro, Mad Max e por aí vai…) , mas este era um filme que meus pais e tios falavam e nunca passavam na TV. Predador foi outro que também só assisti em DVD, mais ou menos na mesma época que vi Aliens.

Um dos melhores filmes de ação já feitos. Os personagens são tão bem construídos que você se importa quando todos começam a morrer, até mesmo os chatos HAAHAH, já que todos tem uma morte heroica. Mesmo sendo um filme de ação, ele te deixa tenso em muitos momentos, já que ele passa muito bem a sensação de isolamento eque, mesmo sendo um soldado treinado não se pode vacilar com aquelas criaturas.

Gostei muito mais da Ripley nesse filme. Sempre que tem um personagem que vai resgatar o filho e mata um monte pelo caminho, eu tenho tendência a me simpatizar. Figuras de pais e mães têm muita força na minha opinião.

PS: Queria ter sentido mais impacto na cena em que a Ripley usa a empilhadeira no final do filme. Já tinha visto o primeiro Transformers nessa época, então meio que faltou “adrenalina” pra mim nessa parte hahaha.
Ter visto tudo isso na época em que foi feito deve ter sido uma experiência muito marcante. É o que meus pais e meus tios dizem pelo menos!

Responder
planocritico 5 de maio de 2017 - 12:24

@disqus_vX7Bk1pOSl:disqus , eu vi no cinema na época de lançamento por aqui e posso confirmar: foi espetacular. O momento em que Ripley aparece com a empilhadeira foi inesquecível!

Abs,
Ritter.

Responder
Isaac 4 de maio de 2017 - 09:02

Vi no cinema essa obra-prima.
Raro uma continuação ser tão boa ou até melhor que o original.
Esse “instinto maternal” do filme, seria mais evidenciado na montagem original do filme.
Explico.
No roteiro original, a Ripley descobriria que a filha dela já havia morrido há anos.
No Youtube acho, tem essa cena que depois foi cortada da filme.
A senhora que aparece como a filha da Ripley na cena é a mãe da Sigourney Weaver na vida real.

Responder
planocritico 4 de maio de 2017 - 15:20

@isaacsouzadiaskgb:disqus , esse aspecto do roteiro original aparece na versão do diretor do filme. Ajuda, mas não acho que seja importante para que fique clara a situação.

Abs,
Ritter.

Responder
Handerson Ornelas. 3 de março de 2017 - 22:56

Boquiaberto com essa sequência e o quanto demorei pra assistir…

Responder
planocritico 3 de março de 2017 - 23:32

COMO ASSIM VOCÊ NÃO TINHA VISTO ALIENS AINDA?????????

EXPLIQUE-SE JÁ!!!!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Handerson Ornelas. 3 de março de 2017 - 23:36

Hahahahaha eu gosto muito do primeiro, mas vi faz tempos e não acreditava que a sequência do James Cameron era tudo que diziam. Bem, é justo dizer que tava enganado né, estou me dando 50 chibatadas…

Agora vou tentar ver o resto da franquia antes do novo.

Responder
planocritico 3 de março de 2017 - 23:40

Nossa… Que sensação boa deve ter sido essa ver essa maravilha sem saber que é tão boa ou melhor que o original…

Agora prepare-se para os demais, viu…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 3 de março de 2017 - 23:40

Nossa… Que sensação boa deve ter sido essa ver essa maravilha sem saber que é tão boa ou melhor que o original…

Agora prepare-se para os demais, viu…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 3 de março de 2017 - 23:32

COMO ASSIM VOCÊ NÃO TINHA VISTO ALIENS AINDA?????????

EXPLIQUE-SE JÁ!!!!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Nicolas Dias 16 de novembro de 2016 - 22:26

O último feriado prolongado foi bem produtivo. Eu assisti, Alien, Aliens, Blade Runner, e Terminator 2, e o que é incrível, todos pela primeira vez. Primeiro me questionei porque demorei tanto para ver esses filmes, depois me senti privilegiado. 2016 e eu assistindo filmes dessa qualidade pela primeira vez, e todos remasterizados, qualidade HD, em uma tela grande, e um ótimo aparelho de som. Sou um cara de sorte hahaha. Melhor do que isso, só quem conseguiu assistir esses filmes na sessão clássicos do Cinemark.

Falando sobre Aliens, eu gostei do filme, mas foi para um gênero bem diferente, estava esperando horror, mas o que vi foi ação/aventura. Em um trabalho mal feito, essa mudança poderia ser a ruína do filme, mas não foi. Concordo com a review, já não havia o mistério para manter o terror do primeiro filme, mas apesar da mudança, Aliens consegue ser fiel ao que foi criado pelo Ridley, mas ainda sim, consegue ter identidade própria, e ai está o grande mérito do Cameron. Enfim, concordo com tudo Ritter, aula de como se fazer uma continuação.

Gosto do David Fincher, e por isso fiquei tentado a ver Alien 3, mas as críticas são desanimadoras. E gostei do final de Aliens, acho que prefiro continuar imaginando que acabou ai, do que ver a ganancia de um estúdio, tentar extrair mais de uma franquia que teve a possibilidade de acabar bem.

Responder
planocritico 17 de novembro de 2016 - 14:07

@ni_forlan:disqus , vou ser franco e logo de cara confessar que sinto inveja de você!!! Ver essas quatro obras-primas PELA PRIMEIRA VEZ deve ser uma sensação muito maravilhosa. Com exceção de Alien, todas as demais eu vi quando de seus respectivos lançamentos originais no cinema (sim, sou velho!) e não me lembro mais da sensação de assisti-las. Na verdade, lembro de T2, mas não muito.

De toda forma, seu feriado foi absurdamente produtivo ao ponto de eu achar que você deveria até ter espaçado mais os filmes para absorvê-los com mais calma. Mas tenho certeza que você voltará em breve para assisti-los novamente, pois são filmes que se prestam muito a isso. Um conselho: no caso de Blade Runner, há 4 versões oficiais disponíveis do filme. Tente ver todas se puder.

Agora tratando de Aliens especificamente, que bom que gostou do filme! Acho ele tão bom, mas tão bom que não consigo decidir de verdade qual eu escolheria como o melhor entre ele e Alien. São dois filmaços em seus respectivos gêneros. E Cameron fez em T2 mais ou menos o que fez em Aliens. O primeiro Exterminador era mais voltado para o suspense e a continuação passa a ser um filme de ação/aventura sci-fi, justamente porque Cameron sabia que a surpresa da revelação do ciborgue não era algo possível, assim como ele sabia que esconder os alienígenas já não era mais uma opção em Aliens. Falem o que quiser do diretor – e tem gente que detesta ele -, mas ele sabe como ninguém inovar em cima de temas batidos.

Cara, sobre Alien 3, se você gosta do Fincher, achoq uue vale como uma curiosidade, por ser seu primeiro filme. Os problemas sérios do longa vêm muito mais dos mandos e desmandos da produtora do que de Fincher em si. Temos a crítica aqui, se se interessar!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 17 de novembro de 2016 - 14:07

@ni_forlan:disqus , vou ser franco e logo de cara confessar que sinto inveja de você!!! Ver essas quatro obras-primas PELA PRIMEIRA VEZ deve ser uma sensação muito maravilhosa. Com exceção de Alien, todas as demais eu vi quando de seus respectivos lançamentos originais no cinema (sim, sou velho!) e não me lembro mais da sensação de assisti-las. Na verdade, lembro de T2, mas não muito.

De toda forma, seu feriado foi absurdamente produtivo ao ponto de eu achar que você deveria até ter espaçado mais os filmes para absorvê-los com mais calma. Mas tenho certeza que você voltará em breve para assisti-los novamente, pois são filmes que se prestam muito a isso. Um conselho: no caso de Blade Runner, há 4 versões oficiais disponíveis do filme. Tente ver todas se puder.

Agora tratando de Aliens especificamente, que bom que gostou do filme! Acho ele tão bom, mas tão bom que não consigo decidir de verdade qual eu escolheria como o melhor entre ele e Alien. São dois filmaços em seus respectivos gêneros. E Cameron fez em T2 mais ou menos o que fez em Aliens. O primeiro Exterminador era mais voltado para o suspense e a continuação passa a ser um filme de ação/aventura sci-fi, justamente porque Cameron sabia que a surpresa da revelação do ciborgue não era algo possível, assim como ele sabia que esconder os alienígenas já não era mais uma opção em Aliens. Falem o que quiser do diretor – e tem gente que detesta ele -, mas ele sabe como ninguém inovar em cima de temas batidos.

Cara, sobre Alien 3, se você gosta do Fincher, achoq uue vale como uma curiosidade, por ser seu primeiro filme. Os problemas sérios do longa vêm muito mais dos mandos e desmandos da produtora do que de Fincher em si. Temos a crítica aqui, se se interessar!

Abs,
Ritter.

Responder
Nicolas Dias 16 de novembro de 2016 - 22:26

O último feriado prolongado foi bem produtivo. Eu assisti, Alien, Aliens, Blade Runner, e Terminator 2, e o que é incrível, todos pela primeira vez. Primeiro me questionei porque demorei tanto para ver esses filmes, depois me senti privilegiado. 2016 e eu assistindo filmes dessa qualidade pela primeira vez, e todos remasterizados, qualidade HD, em uma tela grande, e um ótimo aparelho de som. Sou um cara de sorte hahaha. Melhor do que isso, só quem conseguiu assistir esses filmes na sessão clássicos do Cinemark.

Falando sobre Aliens, eu gostei do filme, mas foi para um gênero bem diferente, estava esperando horror, mas o que vi foi ação/aventura. Em um trabalho mal feito, essa mudança poderia ser a ruína do filme, mas não foi. Concordo com a review, já não havia o mistério para manter o terror do primeiro filme, mas apesar da mudança, Aliens consegue ser fiel ao que foi criado pelo Ridley, mas ainda sim, consegue ter identidade própria, e ai está o grande mérito do Cameron. Enfim, concordo com tudo Ritter, aula de como se fazer uma continuação.

Gosto do David Fincher, e por isso fiquei tentado a ver Alien 3, mas as críticas são desanimadoras. E gostei do final de Aliens, acho que prefiro continuar imaginando que acabou ai, do que ver a ganancia de um estúdio, tentar extrair mais de uma franquia que teve a possibilidade de acabar bem.

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Isaac 4 de setembro de 2016 - 02:33

Filmão esse. Vi no cinema na estreia (quando ainda existia cinema de rua no país…rs).
James Cameron fez uma obra-prima dessa, quando ainda nem existia CGI.
Tem um vídeo no youtube, em que todos os atores se reúnem, na comemoração dos 30 anos do filme.

Pra mim, a franquia deveria ter acabado nesse filme (assim como Exterminador do Futuro deveria ter acabado no segundo filme).

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Isaac 4 de setembro de 2016 - 02:33

Filmão esse. Vi no cinema na estreia (quando ainda existia cinema de rua no país…rs).
James Cameron fez uma obra-prima dessa, quando ainda nem existia CGI.
Tem um vídeo no youtube, em que todos os atores se reúnem, na comemoração dos 30 anos do filme.

Pra mim, a franquia deveria ter acabado nesse filme (assim como Exterminador do Futuro deveria ter acabado no segundo filme).

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Fórmula Finesse 19 de julho de 2016 - 00:19

Filmaço!!!! Quando a gente lembra que ele foi feito apenas dois anos depois de os Caça-Fantasmas e Indy e o Templo da Perdição…(anos-luz à frente em efeitos especiais!!!)

Responder
planocritico 19 de julho de 2016 - 12:58

Com certeza, @frmulafinesse:disqus ! Mas Indy 2 continua sendo um filmaço mesmo com efeitos mais, digamos, “velhinhos”…

Abs,
Ritter.

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planocritico 19 de julho de 2016 - 12:58

Com certeza, @frmulafinesse:disqus ! Mas Indy 2 continua sendo um filmaço mesmo com efeitos mais, digamos, “velhinhos”…

Abs,
Ritter.

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Fórmula Finesse 19 de julho de 2016 - 00:19

Filmaço!!!! Quando a gente lembra que ele foi feito apenas dois anos depois de os Caça-Fantasmas e Indy e o Templo da Perdição…(anos-luz à frente em efeitos especiais!!!)

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tiagohardco 18 de julho de 2016 - 15:03

Quem ficou TENSO na cena da sala com o facehugger??? o/

Responder
tiagohardco 18 de julho de 2016 - 15:03

Quem ficou TENSO na cena da sala com o facehugger??? o/

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planocritico 18 de julho de 2016 - 16:26

Impossível não ficar tenso nesse momento, não é mesmo? Outro momento que me deixa de cabelo em pé a fuga de Ripley ao final, com ela ameaçando os ovos da Rainha Alien…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de julho de 2016 - 16:26

Impossível não ficar tenso nesse momento, não é mesmo? Outro momento que me deixa de cabelo em pé a fuga de Ripley ao final, com ela ameaçando os ovos da Rainha Alien…

Abs,
Ritter.

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Diogo Amorim 9 de janeiro de 2016 - 22:02

Uma continuação que veio com tudo, James Cameron assumiu a direção e deu conta do recado. Sou um cinéfilo mesmo e gosto bastante do trabalho dele, aqui merece aplausos. O filme é muito louco, e aqui há vários Aliens e Ripley mas uma vez se mostra uma mulher forte, ainda acrescentam mais personagens. Ele soube respeitar o primeiro filme sem “copia-lo” por assim dizer ou trazer apenas mais do mesmo como acontece com muitas sequências hoje em dia. Uma obra prima da ficção científica, tanto o primeiro quanto esse são excelentes, acho ambos no mesmo nível e cresci assistindo os dois, até hoje eu ainda gosto e vale a pena assistir.

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planocritico 10 de janeiro de 2016 - 03:47

Exato. Respeito sem cópia e imprimindo sua marca. Cameron é um mestre em pegar um produto ou trama já “comum” e reempacotar do jeito dele. Esse filme é tão bom que não consigo decidir qual é o filme da franquia Alien que mais gosto: Aliens ou Alien.

Abs,
Ritter.

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Claudinei Maciel 25 de junho de 2015 - 00:21

Palmas para essa crítica, aliás, palmas não, o Tocantins inteiro. Realmente, James Cameron disse a que veio com esse filme, e convenhamos, nunca mais errou. Admiro o trabalho e a paixão desse diretor, e ele é um grande artesão do cinema e merece todo o poder que tem. Alien e Aliens são os dois únicos filmes da franquia que são realmente bons, pois infelizmente a sanha de hollywood pelo lucro descabido acabam matando a galinha dos ovos de ouro pela repetição descerebrada (aliás muito apreciado pela platéia descerebrada de hoje). Mas é bom gostar desses filmes e principalmente, como eu, os ter na videoteca em dvds originais e poder assistir sempre e sempre quando der vontade. Parabéns!!

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planocritico 25 de junho de 2015 - 22:52

Obrigado mesmo, @claudineimaciel:disqus! James Cameron é normalmente “esnobado” por muito cinéfilo, mas eu o acho – e sempre achei – absolutamente brilhante. Ele é um dos poucos cineastas com toque de Midas, que sabe transformar um limão em uma deliciosa limonada. Fazer uma continuação de Alien é, se pensarmos, um sacrilégio e aí ele vai, mexe na fórmula anterior, empresta seu toque, sua visão à mesma propriedade e, para surpresa total, cria outro clássico.

Abs,
Ritter.

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Edilson Rodrigues Palhares 19 de junho de 2012 - 09:44

Como ri bastante, à época em que assisti Piranha 2 do até então desconhecido James Cameron, eu o perdoo por aquele filme.
James Cameron, como vc disse, Ritter, acertou em cheio na continuação. No entanto, algo me incomodou um pouco. É que “Aliens, o Resgate” tem a estrutura de muitos filmes de ação da Era Reagan. Não por coincidência, “Rambo II a Missão” teve roteiro de Cameron. Ripley chegou a ser chamada de Rambolina por causa disso. A aparição daquele super-helicóptero ao final de Rambo II e da Alien-rainha ao final de Aliens justificam tal analogia. Mas isto não significa que Aliens seja ruim. O filme é excelente. O vi várias vezes nos cinemas, enfrentando várias vezes filas enormes e sem arrependimento! Mas que tal semelhança me incomodou um pouco, isso aconteceu sim! Outra grande vantagem desta obra, é que o Alien original voltou aos cinemas. E eu só tinha visto em VHS até então!

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Ritter Fan 19 de junho de 2012 - 16:29

Observação perfeita, Edilson. Sim, Aliens é um reflexo de sua era. Incomoda um pouco mas não deixa de ser excitante por causa disso. E Cameron conseguiu a fórmula perfeita de uma continuação, algo que ele viria a repetir com Exterminador do Futuro 2.

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geraldo veras 26 de julho de 2016 - 21:40

Pois é meu caro. As vezes é impossível um peixe não assimilar as características do lago onde nada. Os anos 80 em geral foram um período estranho, sempre bem criticado ou saudosamente (re)visitado, tipo 8 ou 80, com o perdão do trocadilho. Nesse sentido, aproveitando os trocadilhos e analogias, aproveito para fazer outra: eu comparo a década de 1980 (na verdade, o pós Vietnã lá fora e o pós ditadura aqui) em termos de cultura (em todas as suas facetas) como o encontro das águas dos rios Negro e Solimões (aquelas imagens das águas em duas tonalidades tentando se unir e virar um rio só, no caso o Amazonas), com uma espécie de ambiguidade frenética, um transtorno de múltiplas personalidades e isso se reflete nas telas, como também nos discos etc. Desta feita, com esse olhar encaro filmes como Amadeus e Exterminador do Futuro, ou ainda Ghandi e Mad Max 2. São obras aparentemente bem distintas, mas estranhamente ainda hoje as revejo com o mesmo vigor, Pode ser que seja o saudosismo, mas de fato a cultura pop meio que bateu no liquidificador várias temas e fez uma “mistureba” danada. Olhem só pro Predador: não dá pra dizer que ali temos apenas um filme da era Reagan, embora tenha muitas características. Assim resumo como uma época de transição e muita experimentação.

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geraldo veras 26 de julho de 2016 - 21:40

Pois é meu caro. As vezes é impossível um peixe não assimilar as características do lago onde nada. Os anos 80 em geral foram um período estranho, sempre bem criticado ou saudosamente (re)visitado, tipo 8 ou 80, com o perdão do trocadilho. Nesse sentido, aproveitando os trocadilhos e analogias, aproveito para fazer outra: eu comparo a década de 1980 (na verdade, o pós Vietnã lá fora e o pós ditadura aqui) em termos de cultura (em todas as suas facetas) como o encontro das águas dos rios Negro e Solimões (aquelas imagens das águas em duas tonalidades tentando se unir e virar um rio só, no caso o Amazonas), com uma espécie de ambiguidade frenética, um transtorno de múltiplas personalidades e isso se reflete nas telas, como também nos discos etc. Desta feita, com esse olhar encaro filmes como Amadeus e Exterminador do Futuro, ou ainda Ghandi e Mad Max 2. São obras aparentemente bem distintas, mas estranhamente ainda hoje as revejo com o mesmo vigor, Pode ser que seja o saudosismo, mas de fato a cultura pop meio que bateu no liquidificador várias temas e fez uma “mistureba” danada. Olhem só pro Predador: não dá pra dizer que ali temos apenas um filme da era Reagan, embora tenha muitas características. Assim resumo como uma época de transição e muita experimentação.

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planocritico 27 de julho de 2016 - 15:40

@geraldo_veras:disqus , sua analogia da década de 80 com o encontro das águas é maravilhosa. Nunca tinha pensado assim, mas você está coberto de razão!

Abs,
Ritter.

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planocritico 27 de julho de 2016 - 15:40

@geraldo_veras:disqus , sua analogia da década de 80 com o encontro das águas é maravilhosa. Nunca tinha pensado assim, mas você está coberto de razão!

Abs,
Ritter.

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Anderson 18 de junho de 2012 - 22:18

Bom filme. Mas está no mesmo nível de Prometheus. O elenco puxou o filme pra baixo. Com exceção do quarteto que sobrou no final, o restante é péssimo, chega a irritar, sem deixar nada a dever a um trash movie. Ainda não sei como Cameron não viu isso…
Rolou aí crítica de fã. Conselho? Cuidado com as estrelinhas, ao dar 5 a esse filme, vc acaba por vulgarizá-las.

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Ritter Fan 19 de junho de 2012 - 02:29

Anderson, entendo seu comentário mas não concordo. O roteiro de Prometheus é uma bagunça e isso estragou o filme. Em Aliens, o roteiro consegue, dentro de sua proposta, ser tão bom como em Alien. Sobre ser fã, não é verdade. Sim, gosto da série mas, se fosse fã cego, teria gostado dos outros dois filmes e você deve ter reparado o que escrevi sobre eles. O que ofereci foi uma crítica objetiva, justificando meu ponto de vista. Endeusar o primeiro Alien e criticar James Camero em tudo que ele faz é que, infelizmente, virou moda. Sobre o elenco, os quatro finais é que importam e, se eles funcionaram para você, isso deveria ser considerado um sucesso. Os demais, como se diz por aí, são bucha de canhão e estavam lá para morrer. Mas respeito sua opinião!

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Jackson Neves Barboza 7 de novembro de 2013 - 11:01

Aliens – O Resgate é um filme nota 1000! Mesmo nível de Prometheus? O mundo esta realmente enlouquecendo. Quiça, já enlouquecido. O Amigão você não entende nada sobre filmes. O elenco é ótimo e os coadjuvantes excelentes! Assista de novo!

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Ritter Fan 11 de junho de 2012 - 23:29

Como você viu, acho os dois filmes sensacionais. Depois é ladeira abaixo (inclusive Prometheus). Não acho que Cameron é só primor técnico e nenhuma profundidade dramática. A Ripley dele tem mais dimensões que a Ripley de Ridley Scott. E a construção do personagem de Bishop é muito boa também.
Mas valeu pelo comentário. Volte sempre!

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José Bruno 11 de junho de 2012 - 19:38

Eu revisitei toda a franquia de Alien (com exceção dos spin-offs) recentemente, como uma foram de me preparar para “Prometheus”… Continuo considerando o primeiro filme um clássico e o segundo apenas um bom filme de ação e nada mais que isso. A impressão que eu tive é a de que o longa é um típico filme do Cameron, no qual o primor técnico se sobrepõe à profundidade dramática…

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