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Crítica | American Horror Story – 2X06 e 2X07: The Origins of Monstrosity / Dark Cousin

por Iann Jeliel
66 views (a partir de agosto de 2020)

Dark Cousin
Nota para ambos os episódios:

  • Confira aqui, as críticas dos demais episódios de Asylum. E aqui, as críticas de toda a série. 

Depois de cinco episódios, algumas explicações vêm, nessa segunda temporada de American Horror Story. Não necessariamente boas. O título já entrega, The Origins of Monstrosity, pausa o ritmo de vários eventos acontecendo, sem dar um direcionamento a eles ainda – isso fica a cargo do episódio seguinte intitulado Dark Cousin –, mas confirma algumas premissas anteriores através de uma recapitulação de certas origens dos personagens malvadinhos da série. Em especial duas: Blood Face original (Zachary Quinto) e Dr. Arthur Arden (James Cromwell). Na primeira, o núcleo mais interessante dos capítulos anteriores vira algo patife, onde descobrimos que o psicólogo Oliver Thredson, era o assassino o tempo todo, capturando Lana (Sarah Paulson) para transformar ela em sua mãe? No segundo, somente foi confirmado que o doutor era um nazista mesmo, através de flashbacks explicando o percurso que o fez chegar no asilo e ter o aval para fazer seus experimentos.

Não há desenvolvimento de personagens em nenhuma dessas contagens de histórias, somente uma necessidade de amarrar as pontas, que honestamente, nem precisavam ser amarradas se não fossem para as contar logo de início. Esse artificio de resguardá-las somente para promover um tipo de horror do mais apelativo possível no início de premissa, chocante pela crueldade deles serem monstros sem escrúpulos, me desagrada muito. Então fica pouco plausível nessa altura tentar dar uma motivação conectiva a esses personagens nesse momento, seja a intenção for compreendê-los para odiá-los mais ou menos. No caso de Oliver, a motivação da mãe ser bizarra não a faz ser mais perturbadora, só quebra a logística de um personagem teoricamente inteligente. Fora que a distorção de realidade não faz sentido dentro do seu método de captura de vítimas, ele quer uma figura materna para estuprá-la? O próprio texto sabota a criação particular do seu vilão principal. Como que vou ficar interessado no seu paradeiro fantasmagórico do futuro que os policiais chegaram para investigar?

O episódio ainda pateticamente fornece “origem” a Lana e da irmã Mary (Lily Rabe), visando encaixar seus motivacionais ao presente que desejam, mas é algo super forçado. Parece até um retcom, tentar colocar Lana como uma personagem “parecida” ao psicopata, por também não ter tido apoio materno pela escolha sexual, mesmo que fosse somente para ela conseguir uma brecha para fugir, tal como é totalmente desnecessário contar que Mary sofria uma espécie de bullying que a fez escolher ser freira, sendo que não é ela que está no controle no momento para que isso forneça qualquer justificativa do plano de acobertar Arthur. Ainda adicionasse outra trama no caminho, de uma criança que matou o melhor amigo e não está sendo aceita pela mãe, para com muita força de vontade, encaixar na temática central do episódio. A pequena é assustadora, dou esse crédito, mas acho difícil que ela tenha algo para fazer nessa história. A parcela mais interessante do episódio, que se reflete na melhoria pouca de qualidade do próximo fica com a irmã Jude  (Jessica Lange), recém-demitida do Asilo.

O que por si só foi o único avanço significativo da história, melhora quando ela vai contar para a familia da menina que atropelou o que aconteceu e acaba a descobrindo viva. De vez em quando, American Horror Story acerta em suas viradas. Mas é só de vez em quando. Dark Cousin essencialmente é um episódio para descartar inutilmente Grace (Lizzie Brocheré) da história, como se fosse uma surpresa. Até é, mas não das positivas, a personagem mal havia sido trabalhada para morrer agora sem proposito. Quer dizer, o propósito de sua morte certamente vai se refletir em uma evolução de Kit (Evan Peters) enquanto personagem, tal como Jude deve mudar. Contudo, foi muito anticlimático. Falha de Kit em escolher o pior horario possível para resgatar a sua amada. Pelo menos há certas premissas boas a partir daqui, agora Jude sabe quem é a verdadeira Mary, além de Kit saber que é inocente e que o assassino está solto, fomentando sua vontade de procurá-lo e ter uma baita surpresa de descobrir que era o seu psicólogo lhe manipulando. Já dá para ele desconfiar depois daquele telefonema.

Agora não vou deixar de comentar como Asylum não sabe estabelecer novos elementos a sua mitologia. A introdução completamente arbitrária de uma anja da morte (Frances Conroy) soa arbitrário, para não dizer completamente conveniente com o momento da história. Qual a dificuldade de posicionar no mínimo pistas dessas mitologias com antecedência ou organização, para que o conectivo de as usar no momento certo não soe completamente jogado. Enfim, coisas como essa, me faz perder as esperanças de que essa série, pelo menos nessa temporada, melhore a ponto de valer a pena.

American Horror Story (Asylum) – 2X06: The Origins of Monstrosity e 2X07: Dark Cousin |  EUA, 21 de Novembro de 2012 / 28 de Novembro de 2012 Dark Cousin
Criação: Ryan Murphy, Brad Falchuk
Diretores: David Semel (2X06), Michael Rymer (2X07)
Roteiristas: Ryan Murphy (2X06), Tim Minear (2X07),
Elenco: Zachary Quinto, Joseph Fiennes, Sarah Paulson, Evan Peters, Lily Rabe, Lizzie Brocheré, James Cromwell, Jessica Lange, Chloë Sevigny, Jenna Dewan, Mark Consuelos, Mark Margolis, Amy Farrington, Nikki Hahn, Bob Bancroft, Eugene Byrd, David Gianopoulos, Kirk Bovill, Kasey Mahaffy, Michael Duisenberg, Brooke Hasalton, Tara Holt, Betty Murphy, Adrian Quinonez, Parker York Smith, Cheyenne Wilbur, Frances Conroy, Fredric Lehne, William Mapother, Sean Patrick Thomas, Tongayi Chirisa, Debra Christofferson, Lily Knight, Don Stark , Jennifer Holland, Erin Allin O’Reilly, Karen Constantine, Danielle Kennedy, Bryan Rasmussen, Kristin Slaysman
Duração: 41 minutos em média cada episódio.

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