Home TVEpisódio Crítica | American Horror Story – 8X10: Apocalypse Then

Crítica | American Horror Story – 8X10: Apocalypse Then

por Luiz Santiago
287 views (a partir de agosto de 2020)

PLANO CRITICO AMERICAN HORROR STORY APOCALYPSE THEN

  • Há SPOILERS do episódio e da série. Leia aqui as críticas dos outros episódios.

À guisa de um consolo pessoal que simplesmente não veio, assim que terminou este Finale da 8ª Temporada de AHS, eu disse para mim mesmo: “bom… poderia ter sido pior“. E isso é verdade. A própria série já provou que pode afundar vertiginosamente no encerramento de suas temporadas, não é mesmo? Mas o sentimento maior nesse Apocalypse Then foi o de traição da nossa atenção e, principalmente, de confirmação para o que suspeitávamos desde que a série chegou à sua segunda metade: uma extensão demasiada para os flashbacks que gerariam consequências ruins, com um final absurdamente corrido e mal organizado.

A cada fade que aparecia no episódio meu coração disparava e eu pensava “por favor, que não acabe agora” e o pedido, infelizmente, não era pelos motivos certos. Sim, há mais motivos para se enraivecer: o roteiro é dos criadores da série, Ryan Murphy e Brad Falchuk, então nem a desculpa de que “foi o roteirista que não soube colocar a visão dos showrunners para a programação da temporada” pode-se dar. Que morte horrível. Então a gente tenta juntar os pedaços e olhar de uma maneira mais pé no chão para o episódio. Acima do tudo, o que deu errado? E a resposta é clara: a má preparação do tempo da temporada para dar conta do propósito final, ou seja, fazer do Apocalypse e da ascensão do Anticristo um ciclo sem fim. O conceito é bom? Sim, muito. Tem o seu caráter bíblico e o de cultura pop entrelaçados, é um bom casamento a meu ver. Mas a execução…

Não sei se é o caso de vocês, mas eu me senti cheio de conflitos ao longo do episódio. Porque, a rigor, estamos falando de um capítulo final repleto de coisas muito boas, se vistas de forma isolada. As atuações, o aparato estético e o próprio tratamento para a questão do fim do mundo são muito bons. Mas o roteiro aqui simplesmente empilha ato em cima de ato, não dá espaço para nada se desenvolver como deveria, deixa uma porção de cosias apenas sugeridas (e mais para frente vemos o “estágio final” delas e temos que assumir sozinhos o que foi que aconteceu antes), ou seja, é uma conclusão cheia de migalhas jogadas no colo do público, que deve se contentar em juntar uma por uma para ver se consegue formar o pão. Um verdadeiro desperdício de premissa e estrutura lógica de uma temporada.

Dos desvios narrativos, o que talvez mais tenha me incomodado foi a péssima forma como o texto puxou o fio do “casal Adão e Eva” para a reta final. Sim, eu gosto do conceito deles serem parte do ciclo para um novo Anticristo, mas para personagens que foram ignorados ao longo de toda a temporada simplesmente aparecem no final com esse peso? Difícil de engolir. E sim, talvez você, pequeno gafanhoto permissivo, vá justificar que “fazia parte de um plano maior que eles fossem salvos no começo, mas o valor deles só viria depois“. Sim, isso é um fato. Mas a não ser que você esteja vendo uma série de TV pela primeira vez na vida, não dá para defender essa abordagem como algo aceitável na condução de uma temporada, não é mesmo? Se algo tem importância primordial, ele deve ser tratado como algo importante, não apenas jogado e depois resgatado. Todos os simbolismos postos no início da série não são o bastante para, depois de uma longa caminhada pelo passado, aparecem aqui, distanciados e deslocados do fim do mundo, como “justificativas” para os pais do Neo Anticristo. Faltam ligações.

Já o ponto preguiçoso veio pela narração de Mallory no final. Eu normalmente tenho bastante paciência para narrações em off (meus pares normalmente torcem o nariz para isso), desde que o uso não seja preguiçoso e sim uma questão de estilo ou de facilidade adequada ao momento. Aqui, a narração começa como uma ponte (aceitável) entre blocos do episódio e depois vira um escoro conveniente, talvez nem tanto na forma como narra as consequências para o Coven, mas, novamente, como é em todo esse final, na ligação dessa parte com os blocos que sobraram. Para uma temporada cheia de ótimos capítulos, chegamos a um final que infelizmente é medíocre, apesar dos momentos isolados que nos fazem lembrar o por quê falamos tão bem do desenvolvimento desse serial… De toda forma, é bom saber que o mundo sempre está à beira de um Apocalipse. Faz sentido. E pelo andar da carruagem, provavelmente a “geração correta” do Filho de Satã não está muito longe de ser a geração vitoriosa não…

American Horror Story – 8X10: Apocalypse Then (EUA, 14 de novembro de 2018)
Direção: Bradley Buecker
Roteiro: Ryan Murphy, Brad Falchuk
Elenco: Sarah Paulson, Evan Peters, Adina Porter, Billie Lourd, Leslie Grossman, Cody Fern, Emma Roberts, Kathy Bates, Frances Conroy, Lily Rabe, Angela Bassett, Jessica Lange, Taissa Farmiga, Gabourey Sidibe, Jamie Brewer, Billy Eichner, Naomi Grossman, Kyle Allen, Ash Santos, Carlo Rota, Nicholas Hodge
Duração: 45 min.

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60 comentários

Thiago_NCO 23 de julho de 2020 - 23:57

Gostei muito da temporada. Maaaaaas… tem lá seus problemas…
O cabeleireiro gay, a avó, o casal do DNA perfeito, o namorado mala da Coco, enfim, todo o início da temporada acabou sendo perda de tempo que não acrescentou nada. Depois o que, uns 5 episódios de flashbacks numa temporada com apenas 10? Óbvio que iria ficar corrido e entregar um final abaixo do que se esperava.

Responder
Luiz Santiago 24 de julho de 2020 - 04:10

Exato. E essa dinâmica irrita ainda mais quando percebemos que é recorrente na série.

Responder
Patrick Scherzinger 5 de janeiro de 2019 - 02:10

O pessoal da dúvda do Adão e Eva gerar o anticrist, o gene especial deles deveriam ser isto, sbendo da posilidade que poderia perder, o diabo já lançou um substituto

Responder
Luiz Santiago 21 de novembro de 2018 - 02:56

O episódio foi sim.

A temporada, não.

Responder
Luiz Santiago 20 de novembro de 2018 - 23:54

Não creio que porque algo é ruim ou mal trabalhado ou abaixo do prometido o público deve se acostumar com o medíocre ou o produto ruim…

Responder
Massy Andrade 21 de novembro de 2018 - 01:12

Mas essa é a questão. A temporada e o episódio não foi medíocre nem ruim.

Responder
Massy Andrade 20 de novembro de 2018 - 21:34

Apesar de não gostar muito de flashbacks em excesso, acho que o final foi satisfatório para a temporada. Não foi um final ótimo, mas satisfatório. Esse tipo de final é característico dos dois produtores. É a 8ª temporada, já devíamos esperar algo corrido como foi. Enfim, gostei da conclusão, mas não do desenvolvimento dela. Daria 3 estrelas.

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Luiz Santiago 19 de novembro de 2018 - 11:39

Uma coisa não tem nada a ver com a outra, @disqus_k3xzsYWL37:disqus. Se um showrunner sabe que uma das suas atrizes já tem outro contrato, ele simplesmente NÃO A CONTRATA ou faz um acordo com os showrunners da outra série, para um dia de liberação e escreve um papel sólido e curto na temporada. É assim para 98% das séries. Não se justificam maus roteiros, má escrita de personagem e desleixo revestido de fan service por “ah, mas a atriz não tinha tempo”.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 23:09

Eu concordo com boa parte dos seus apontamentos em relação à temporada, mas discordo em ela ser inteira uma decepção. Eu gostei da temporada como um todo, só não gostei do final.

Responder
Vinicius Rabelo 17 de novembro de 2018 - 21:05

Esta temporada inteira foi uma decepção sem fim e percebi isso desde o começo. Só terminei de assistir mesmo pelo carinho que tenho pelas personagens de Coven. Mas conseguiram estragar até a história das bruxas. Senti vergonha alheia com essa coisa de viagem no tempo, algo que nunca foi mencionado nas temporadas anteriores. Além disso, eles ignoraram a própria lógica da primeira temporada para a criação do Anticristo. O filho de Satã não deveria ser o resultado da relação entre uma pessoa viva e um espírito? Então, como o filho daquele casal sem graça (que segue vivo, infelizmente) pode assumir o posto? Enfim, a temporada inteira foi uma bagunça total e isso me faz realmente questionar se deveria assistir as próximas temporadas ou não.

Responder
G? 9 de dezembro de 2018 - 18:32

FALOU E DISSE, mas pra mim foi uma temporada boa, mas esse último episódio foi uma merda. Vc está certíssimo com esse apontamento da pessoa viva com o espírito e, eu tbm acho aquele casal MUITO sem graça e não faz sentido aquilo do filho deles ser o próximo Anticristo. Me decepcionei muito com esse último episódio, mas ficou muito corrido. Achei uma bosta isso de viagem no tempo, fala sério. Não sei vc, mas eu odiei a Mallory, um personagem tão… Sem sal também, uma merda. Posso estar viajando, mas eu imaginei que como tem aquela cena de o anjo que aparece e diz para o Michael “Deus te ama” ou é “Jesus te ama”, não me recordo direito… Enfim, quando vi essa cena, eu pensei “isso significa que não importa quem ou o que ele seja, mesmo ele sendo o Anticristo, ele tbm poderia ser salvo”. Então fiquei pensando que o final fosse acontecer algo alguma coisa do tipo. Odiei a morte do Michael no final, odiei.

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Anônimo 2 de setembro de 2019 - 15:08
Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 19:01

De fato a ideia do Apocalipse foi lançada, mas a resolução do caso que cagou…

Responder
Junito Hartley 17 de novembro de 2018 - 19:16

Sim, o apocalipse so foi nos primeiros episódios depois so foi flashback e fanservice atras de fanservice.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 19:28

Mas tu não gostou dos flashbacks como um todo?

Responder
Junito Hartley 17 de novembro de 2018 - 19:30

O de morder house sim, o outros nao, era melhor focar no presente.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 18:59

1 – Deu bug na teoria. Não tem explicação, é simplesmente aceitar…

2 – De quem você está falando? ÇOKORRO!!!!

3 – Absurdamente corrido! Foi bem maluco acompanhar esse final.

Perderam uma baita oportunidade aqui….

Responder
JC 17 de novembro de 2018 - 19:39

Aquele personagem sadomasoquista que matou o personagem gay.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 19:43

Vixe… sumiu também.

Responder
JC 17 de novembro de 2018 - 15:23

Tenho sentimentos confusos sobre esse final….
Algumas perguntas:

1. Se a fulana voltou no tempo………..na teoria a OUTRA eu dela está lá…..e aí?
Deu bug!!!!!
2. Afinal de contas, aquele homi (?) sadomasoquista no começo, era o quê ou quem?
3. Ficou meio corrido…os flashbacks me deram medo e realmente concretizado…que pena.

Dava fácil pra continuar essa história mesclando com CULT, um Culto do diabo em pleno apocalipse chegando…ia ser bem interessante. E ainda poderia misturar facim com política……

Responder
Junito Hartley 17 de novembro de 2018 - 12:42

Isso que dar voltar com essas bruxas de coven, a temporada delas já tinha sido fraca, essa se juntou a ela, a série de Apocalipse só tinha o nome.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 08:44

Eu fiquei até sem fôlego lendo o seu comentário sobre a Misty. Definitivamente dá para entender os seus motivos de amor em relação a ela, ô se dá! 😀

Responder
giovanibarros 19 de novembro de 2018 - 01:25

LiLy Rabe tava gravando outra série, encaixaram o que deu pra fazer com a agenda dela. O povo esquece que esses atores não tão completamente disponíveis pra filmar, gente. Trabalho com casting e fazer agenda de ator bater com plano de filmagem é um inferno.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 08:41

Bom… o ÚNICO capítulo de que não gostei nessa temporada foi só esse Finale. Os outros, para mim, são de “BOM” pra cima.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2018 - 08:40

Eita!

Responder
Gustavo Rodrigues 17 de novembro de 2018 - 02:37

Rapaz a temporada tava excelente até o episódio 7,depois foi ladeira a baixo, nunca vi uma season final tão brocante igual essa, horrível

Responder
PerTodoSeu 17 de novembro de 2018 - 22:46

Ah eu achei um desperdício de tempo os dois/tres primeiros episódios. Para que focar tanto naqueles personagens que moravam no bunker se apenas alguns teriam serventia depois? A historia do cabeleireiro e da avó rica, do filho da bruxa voodoo que perdeu o namorado, e daquele ex vingativo andando pelo mundo apocalíptico. Poderiam ter resumido aquele começo, integrado as bruxas mais cedo, e dado mais importância aos feiticeiros. Não entendo como o nome do Cheyenne continua a aparecer nas aberturas, quando ele aparece em dois episódios e logo morre. A Zoe e a Queenie aparecerem mais que ele. Isso sem falar da maravilhosa Francis Conroy diva insuperável…

Responder
Léon 16 de novembro de 2018 - 23:21

“Dos desvios narrativos, o que talvez mais tenha me incomodado foi a péssima forma como o texto puxou o fio do “casal Adão e Eva” para a reta final.”

Que bom, porque isto foi o que mais me incomodou neste final. Juro que eu nem me lembrava mais deles e de todo aquele povo que morreu no início da temporada. Aí eles voltam e do nada germinam o anticristo sem a menor das explicações. Porque, que o roteiro tenha mostrado antes ou neste episódio, eles não têm nada demais – a pimenta necessária – para gerarem o anticristo. No máximo aquele casal nova-família-tradicional-menos-ortodoxa-americana conseguiria gerar um assistente do opositor do anticristo, NO MÁXIMO.

Eu preciso que alguém me explique: eles venderam a alma para ter aquele filho? Algum ancestral deles vendeu a alma deles para eles terem aquele filho? Ela ou ele foram estuprados por um fantasma assassino em uma casa amaldiçoada para terem aquele filho? Alguém sequer pensou em uma explicação plausível quando escreveu este episódio?

Já que pegaram tantas ideias de tantas fontes – inclusive até dos X-Men como apontaram bem nos comentários abaixo – que tivessem pego a ideia desta explicação de outro lugar. Eu não sou uma pessoa tão exigente assim. Bastaria uma cena rápida mostrando a trupe do LaVey trocando o filho dos sem-pimenta na maternidade após o parto e dizendo que a criança seria o futuro anticristo que eu já tava aceitando de boas, juro.

Falando em vender almas – é uma opinião particular que desejo expor – um conceito que foi apresentado em um episódio anterior e retomado aqui, mas que me incomodou desde que foi apresentado no passado foi o de acordos, pactos, contratos, tanto faz, para vender a alma nesta série, onde uma pessoa aleatória qualquer faz um acordo com um demônio prometendo a alma de OUTRA PESSOA aleatória qualquer. Desde que eu vi isso fiquei: “Aaaahhh! Assim tá bom demais. Eu faço um acordo, recebo os frutos do contrato e pago com a alma de OUTRO? Onde é que eu assino para firmar este pacto?” Sim, eu não gostei deste conceito e de como ele foi utilizado. Embora tenha amado como a Angela Bassett encarnou novamente toda a presença da Rainha Vodu e balançou aquelas trançonas cheia de atitude após degolar a recalcada lá… e depois caiu novamente no desperdício de personagens bons…

No mais, eu gostaria de saber se este trecho: “E sim, talvez você, pequeno gafanhoto permissivo,” foi uma indireta diretamente para mim, @luizsantiago:disqus? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Eu sei que não foi, mas eu ri demais lendo esta parte porque eu sou um desses gafanhotos permissivos (até certo ponto, claro) tanto que daria três estrelas para este episódio final de tão indulgente que fui com ele. A minha Misty apareceu, desperdiçada, mas apareceu. Só isto me fez dar uma estrela inteirinha para o episódio.

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 23:44

E esse seu amor pela Misty, hein, pequeno gafanhoto permissivo??? HAUAHUAHUHAUAHUAHUAHAUHUAHAUAHU caramba, você gosta demais da personagem, hein. Xokade.

Sobre tua primeira pergunta, não tem explicação. O tal casal gerou o Anticristo porque… gerou. Eu JURAVA que iria ter uma explicação do negócio de eles “carregarem um gene especial” e os caralhos, mas nada disso sequer foi abordado. Como eu disse no texto, foi o troço que mais me incomodou aqui, algo completamente zuado!

Também não gostei do conceito, mas entendi que quando você negocia a alma do outro, você que tem que matar o outro, não é assim?

Responder
Léon 17 de novembro de 2018 - 00:14

Ah! Não tinha percebido isso sobre prometer a alma de outros. É, desta forma até que a coisa ganha uma certa lógica (embora ainda não concorde) que é reforçada pela imortalidade da Leveau em Coven. Ela sacrificava almas inocentes para continuar viva (e em forma, diga-se de passagem).

“E esse seu amor pela Misty, hein, pequeno gafanhoto permissivo??? HAUAHUAHUHAUAHUAHUAHAUHUAHAUAHU caramba, você gosta demais da personagem, hein. Xokade.” KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Meu caso com a Misty é complicado. Tem mais a ver com as minhas convicções morais (se é que posso chamar assim) do que com a personagem em si. É que eu sou daqueles que morre de raiva de quem “mexe com quem tá quieto” e acaba se dando superbem (o que acontece quase que 99% dos casos na vida real) enquanto o pobre coitado que tava quieto apenas cuidando da própria vida sem incomodar ninguém se f*de completamente (o que acontece quase que 99% dos casos na vida real).

Aí a Misty meio que, para mim, representa a personificação hiperbólica destas pessoas mais quietas e que acabam se ferrando por isso. Afinal ela só quer viver a vida dela em paz, livre, saltitando alegre pelos pântanos da Louisiana, celebrando a vida com a natureza, as plantas, os animais, a lama com propriedades curativas dos pântanos da Louisiana e estas coisas simples. Na maior parte de Coven ela só fez ajudar os outros enquanto tentava evoluir como bruxa. Aí o que é que acontece com a coitada? É queimada viva, ressuscita, é enterrada viva, ressuscita, dá uma surra maravilhosa em Madison, acaba aprisionada pela “eternidade” (até Apocalyse chegar) em um Inferno particular terrível, ressuscita e é desperdiçada como personagem em uma temporada crossover. Enquanto tudo o que ela queria era viver tranquila saltitando pelos Pântanos da Louisiana… Então foi por tudo isso que amei saber que ela foi libertada daquele Inferno para poder saltitar livremente pelos pântanos da Louisiana.

P.S: Junte tudo isso que falei nos parágrafos anteriores ao fato de que eu gosto muito da Lily Rabe que aí você entende um pouquinho da minha relação com a Misty. Sou doido, não? KKKKKKKKKKKKKKKKK

Responder
CharlieCharlie 11 de junho de 2019 - 01:01

Concordo plenamente com você sobre a Misty. Tinha odiado o que fizeram com ela em Coven.

Responder
G? 9 de dezembro de 2018 - 18:43

E a morte do Michael? O Anticristo todo fodão ser atropelado por um carro e morrer? Fala serio.

Responder
Patrick Scherzinger 5 de janeiro de 2019 - 02:10

O pessoal da dúvda do Adão e Eva gerar o anticrist, o gene especial deles deveriam ser isto, sbendo da posilidade que poderia perder, o diabo já lançou um substituto ……

Responder
bre.ribeiro 16 de novembro de 2018 - 21:35

Achei bem bosta… Tirando o lance do anticristo nascer de novo…
Percebi inclusive que a misty renasceu e sumiu de novo e renasceu de novo pra Cordelia ficar emocionada duas vezes 😴😴😴😴
E a Mallory foi cheirar o que no coven? Não tem outra Mallory pra chegar lá?
Não faria mais sentido ela ser a caçadora do anticristo?
Como eu suspeitava iam cagar mesmo no final… De propósito pra rir da cara dos trouxas que tão enchendo o bolso deles de dinheiro… 😒

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 15:47

A maioria dos episódios do miolo da temporada foram maravilhosos. Mas aí chegamos na reta final e…

Responder
George Espindola 16 de novembro de 2018 - 14:34

O problema de se fazer um crossover é que cria-se uma empolgação nos fãs, fica uma grande expectativa por, no caso, uma temporada brilhante. Infelizmente não foram brilhantes, com muito esforço, medianos! Pelo menos pra mim.

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 14:22

Magina…. longe disso… ahhahahahhahahahhahhahhahahahah

Mas PELO MENOS não tem ET. Fique tranquilo quanto a isso.

Responder
Léon 16 de novembro de 2018 - 15:44

Amém! Menos um medo para este final. Obrigado.

Responder
Léon 16 de novembro de 2018 - 14:01

Tem ETs neste final? Porque se não tiver já é um grande lucro.

Não que após Asylum eu tinha ficado ainda mais traumatizado com soluções fáceis em que seres de outro planeta estão envolvidos nos mistérios sobrenaturais abordados em uma obra… Longe disso…

Responder
Oswaldo Albuquerque 16 de novembro de 2018 - 12:53

Ótima crítica!! Apesar do final mediano, a temporada como um todo é a melhor desde Asylum.

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 13:39

Olha, fazia muito tempo que eu não ficava tão feliz com uma temporada (considerando o todo) de AHS. O final mediano não conseguiu apagar o bom desenvolvimento desse ano do show.

Responder
Bruno Linhares 16 de novembro de 2018 - 14:47

Hahaha, mas quantas estrelas você daria para a temporada no geral?

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 15:45

Vou deixar como pequena surpresa para domingo, quando sai a listinha de ranqueamento dos episódios e um comentário sobre a temporada em geral…

Responder
Stella 16 de novembro de 2018 - 12:52

ótima crítica. Esse trecho aqui resumiu tudo, ”Mas o sentimento maior nesse Apocalypse Then foi o de traição da nossa atenção e, principalmente, de confirmação para o que suspeitávamos desde que a série chegou à sua segunda metade: uma extensão demasiada para os flashbacks que gerariam consequências ruins, com um final absurdamente corrido e mal organizado.” Se tu quisesse parar aqui poderia kkk

Ficou muito wtf a Mallory voltar no tempo, como muitos temiam, e resolver a ”treta” facilmente, ou seja se a Suprema Cordelia tivesse se matado antes, nem precisaria esperar o Apocalypse a Mallory voltaria bem antes no tempo para matar o Anticristo. Que bosta né, tudo acaba virando uma burrice tremenda de roteiro, e como você disse planejamento.

Não sei se foi uma boa ideia colocar o ciclo de novo, aí vai ficar nessa da Mallory ficar voltando no tempo, para matar os outros anticristos? kkkkk.

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 13:54

Eu quero crer, no meu coraçãozinho bonzinho (hihihihi) que cada novo ciclo elas vão pensar em uma coisa nova… Porque pelo amor… Ainda bem que não deixaram nenhuma deixa de qual seria o método. Porque se firmassem mesmo a viagem no tempo para todas as versões eu iria aprender a fazer vodu só pra ensinar uma lição pra esses dois hahahahahahhahahahah

Responder
Mera Rainha de Atlântida 16 de novembro de 2018 - 11:35

Concordo com a sua análise, estenderam demasiadamente os episódios de flashback e o final ficou muito corrido pra um episódio de 40 minutos. Eles conseguem amarrar todas as pontas soltas como a do casal, mas a execução de fato foi problemática por não terem dado maior desenvolvimento a eles ao longo da temporada. Mas o final em si foi uma ideia interessante, só necessitava de um pouco mais de tempo nesse ou em outros episódios para ser melhor. Eles perderam muito tempo com fan services que não acrescentaram nada pra temporada como o Papa Legba, Marie Laveau e Misty Day. Enfim, a temporada foi boa mas cagou no fim igual a Roanoke. Na minha opinião, o melhor final de temporada de American Horror Story continua sendo o de Murder House.

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 14:00

Murder House também é o meu xodó, disparado! Acabou no tom certo, de uma maneira bem coerente com o restante da temporada. Uma pena que não tiveram o mesmo tato para pensar melhor a organização dessa temporada, diminuindo as pontas desnecessárias e fazendo mais ligações para ajustar melhor o futuro desses personagens e o ciclo do Anticristo.

Responder
Mera Rainha de Atlântida 16 de novembro de 2018 - 14:17

Totalmente verdade, ser coerente com a proposta da temporada deveria ter sido essencial. No fim acabou se tornando AHS: Dias de Futuro Quase Esquecido.

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 14:19

HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHA meu Deus, como eu não tinha pensado nisso????? Bem isso mesmo, @MatheusEira:disqus!!!!

Responder
Mera Rainha de Atlântida 16 de novembro de 2018 - 14:21

Depois de assistir esse episódio fiquei pensando justamente nisso, ficou descaradamente igual. Reciclagem de ideias na veia.

Bruno Linhares 16 de novembro de 2018 - 14:49

O fim de Roanoke não foi cagado, foi apenas menos que excelente.

Responder
Everton 16 de novembro de 2018 - 09:58

Essa foi a crítica mais sensata que eu já vi falando sobre este episódio, parabéns por escrever com uma visão tão original sobre a série. Para mim que sou fã e acompanho American Horror Story, eles realmente falharam em colocar uma temporada de tanto peso, em uma quantidade de episódios menor do que a média. Espero que o Ryan Murphy seja mais consciente na temporada 9.

Responder
Luiz Santiago 16 de novembro de 2018 - 14:16

Obrigado, @Everton! Cara, eu vibrei tanto nessa temporada, fiquei tão feliz pela forma como as coisas estavam sendo mostradas e construídas, que um final como esse chega a ser ofensivo. E pior: era algo que a gente meio que já previa que aconteceria, essa correria toda. Se fossem premissas ruins, talvez o descontentamento fosse até mais “ok”, mas não é o caso. As premissas aqui são muito boas! Daí os caras vão e fazem isso…

Responder
Mera Rainha de Atlântida 16 de novembro de 2018 - 14:30

O Ryan Murphy está envolvido em muitos projetos simultaneamente e isso prejudica as séries dele como um todo, com um tempo maior pra focar e organizar os roteiros com certeza se sairiam melhor nos seus finais. Porque os roteiristas dele possuem ideias geniais só pecam na execução.

Responder
SpartaCartman 17 de novembro de 2018 - 00:59

Acho que ele ta fora da proxima, ele saiu do FX, assinou com a Netflix.

Responder
Bruno Linhares 16 de novembro de 2018 - 09:33

Ryan Murphy nunca foi de entregar os finais mais coerentes, mas aqui ele foi pior do que eu imaginava que seria. Primeiro ponto que me incomodou foi o sumisso de Misty e dos feiticeiros, que foram convenientemente esquecidos pelo roteiro. De que serviu a aparição da Rainha do Vodoo além de puro Fan-service? Afinal o que ela ganhou nesse trato se no fim de tudo o futuro foi alterado e ela continuou no inferno? E por falar na viagem do tempo, esse final anula completamente todos os acontecimentos em Murder House tornando varias cenas do episódio seis completamente inuteis. E o que falar do Anti-cristo paraguaio do final? Veio de um casal aleatório, nem foi fruto de um estupro pelo fantasma de um psicopata em uma casa amaldiçoada… E o pior de tudo, o que dizer daquele namorado ridiculo da Coco? Sem comentários…..

Responder
Stella 16 de novembro de 2018 - 12:57

”E o que falar do Anti-cristo paraguaio do final? Veio de um casal aleatório, nem foi fruto de um estupro pelo fantasma de um psicopata em uma casa amaldiçoada.”

Exatamente, Ryan tem o poder de anular qualquer coisa que ele mesmo criou numa burrice sem tamanho, para mim ele não é gênio porra nenhuma kkkk Porque não adianta você ter boas idéias se não sabe executa-las. Não sei como ele foi tão longe nessa industria.

Responder
Junito Hartley 17 de novembro de 2018 - 12:53

Pois é, parada tosca do caramba, aquele casal tinha o que de diferente pra ter gerado um anti Cristo? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk temporada bosta.

Responder
G? 9 de dezembro de 2018 - 18:39

”E o que falar do Anti-cristo paraguaio do final? Veio de um casal aleatório, nem foi fruto de um estupro pelo fantasma de um psicopata em uma casa amaldiçoada.”
FALOU E DISSEEEE, FALOU E DISSE. ODIEI A MORTE DO MICHAEL NO FINAL

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