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Crítica | American Horror Story: Freak Show

por Filipe Monteiro
488 views (a partir de agosto de 2020)

Ainda em sua temporada de estreia, American Horror Story despontou em 2011 como um resgate a temas clássicos do terror. O projeto antológico idealizado por Ryan Murphy e Brad Falchuck logo caiu no gosto dos amantes e do gênero. Alguns fatores podem ter sido delimitantes para o massivo sucesso da série. Destaco aqui a carência de boas produções de horror na televisão estadunidense, a seleção primorosa de elenco e, sobretudo, a qualidade da obra de Murphy.

Fazendo um uso abundante dos mais rotineiros clichês do terror a primeira temporada, conhecida como Muder House, apresentou uma trama mais enxuta e consistente. Os clichês foram, pouco a pouco, ganhando sentido à medida que a temporada nos conduzia a excelentes referências a antigos longas de terror. Além disso, o roteiro ágil de cada episódio da temporada dava espaço para que personagens se desenvolvessem de maneira mais homogênea, ao passo que as relações entre eles se estreitassem. Ryan Murphy e Brad Falchuck concluem o primeiro ano da produção com os merecidos louros de uma temporada bastante boa. É chegado o momento de saltar um pouco mais alto e partir em direção à megalomania.

Nesse exato sentido, estreava no ano seguinte a segunda temporada da antologia: American Horror Story: Asylum. O ponto de partida seria ambientar uma boa trama de terror em meio às atrocidades praticadas num hospital psiquiátrico da década de 1960. Até aqui tudo está bem, tudo ok, tudo bonito e sensacional! As dúvidas em relação ao bom desenvolvimento da temporada começam com o anúncio do que nos aguardava em Asylum. Vamos relembrar o cardápio que nos foi oferecido ao longo de 13 episódios: loucura, possessão demoníaca, tortura, experimentos humanos em medicina, E.T.s, serial killer. O que esperar disso tudo? Uma iminente catástrofe. Com exceção do episódios fillers, a temporada foi, para mim, uma surpresa. Jessica Lange ganhou mais espaço para fazer uso de seu nato talento, Sarah Paulson esteve excelente como Lana Winters, acompanhada de um maduro Evan Peters e um genial Zachary Quinto. A trama central foi tão boa, mas tão boa, que os desnecessários paralelos com extraterrestres foram rapidamente relevados.

Lembro muito bem quando chegou o anúncio da temporada que viria a seguir. American Horror Story: Coven abordaria o misticismo e a cultura da bruxaria dos Estados Unidos. Na mesma hora pensei: “caramba! O tema é vasto e incrível! Será a melhor temporada!”. Se o primeiro anúncio alimentou minha ansiedade, o segundo elevou minhas expectativas ao infinito: Kathy Bates se juntaria no elenco principal. Kathy Bates = Excelente. Kathy Bates + Terror = Não há melhor combinação possível. Bates de fato não me decepcionou em nada e, sem sobra de dúvida, carregou a temporada nas costas. O que sobrou em Coven foi tudo de pior que poderia haver. Atuações desgastadas, uma narrativa completamente perdida e uma tamanha desconsideração com algumas atuações em detrimento de outras. Concentrar todos os holofotes em Lange, só colaborou para que atrizes excelentes como Kathy Bates e Angela Basset ganhassem destaque, apesar do descaso de Murphy.

Devido às baixas expectativas por conta de Coven, comecei a assistir a Freak Show de maneira despretenciosa. Não esperava muito, mas também não achava que algo poderia ser pior que Coven. Eis que, ao fim da temporada, descubro que sim, algo pode ser muito pior que Coven.

A história se desenvolve no início da década de 1950, nas mediações de Jupiter, uma cidade interiorana do estado da Flórida. Em uma área afastada da cidade, funciona um circo de horrores, administrado por Elsa Mars (Jessica Lange), uma alemã erradicada nos Estados Unidos após a guerra. O show reúne uma variedade de números, como o da mulher barbada (Kathy Bates), do garoto com mãos de lagosta (Evan Peters) e das gêmeas siamesas (Sarah Paulson). A tranquilidade da trupe é atrapalhada pelo palhaço maníaco Twisty, por Dandy, um psicopata mimado por sua mãe, e com a chegada de Stanley e Maggie, dois vigaristas que rodam o circo para matar as cada uma das pessoas de trupe e vender seus corpos a um museu de aberrações.

Os problemas da temporada começam com seu plot. Produzir, em pleno século XXI, uma história de terror sustentada em um show de horrores pode levar a um resultado ineficaz dentro da linguagem do horror, como também pode cumprir com os elementos do terror e desrespeitar todos os limites éticos possíveis.

Dentro desta arapuca, o que Ryan Murphy decide fazer? Sobrepor suas vontades pessoais à trama, ignorar as noções básicas de continuidade e, como sempre, subestimar a capacidade crítica de seu público. Se em Coven, o público foi obrigado a engolir a ressurreição sem limites, em Freak Show, 85% do elenco morre sem quê, nem por quê. A trama que já era fraca, passou a ser substituida por conflitos dramáticos que conseguiram fazer com que atores de excelência aparecessem cada vez mais canastrões.

Novamente, com a faca e o queijo na mão (lê-se Kathy Bates), Murphy opta por desgastar Jessica Lange em mais uma personagem que retrata uma mulher amargurada, decadente, mas que nunca deixa de ser sex symbol (qualquer semelhança com Constance, Irmã Jude e Fiona Good é mera coincidência). A justiça ao menos foi feita com Angela Bassett e Denis O’Hare que ganharam destaque na temporada.

Acredito que Murphy esteve um pouco perdido ao longo da temporada. Talvez o showrunner tenha confundido American Horror Story com Glee, já que os números musicais permearam boa parte dos episódios. Murphy só não esteve mais perdido do que o terror. O pobre do terror desapareceu da série neste ano. Há tudo de Freak Show na 4ª temporada, mas nada de American Horror Story.

American Horror Story: Freak Show (idem, EUA, 2014-2015)
Showrunners: Ryan Murphy e Brad Falchuk.
Roteiro: Ryan Murphy, Brad Falchuk, Tim Minear, James Wong, Jennifer Salt, Crystal Liu.
Direção: Ryan Murphy, Alfonso Gomez-Rejon, Michael Uppendahl, Howard Deutch, Jessica Sharzer, John J. Gray, Anthony Hemingway, Bradley Buecker, Loni Peristele, Michael Goi.
Elenco: Jessica Lange, Kathy Bates, Angela Bassett, Sarah Paulson, Evan Peters, Michael Chiklis, Frances Conroy, Denis O’Hare, Emma Roberts, Finn Wittrock.
Duração: 43 min/episódio.

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55 comentários

Luiz Santiago 10 de junho de 2018 - 14:01

A 5ª Temporada termina bem (quero dizer: os dois episódios finais são bons), mas no todo, sendo bem sincero, é medíocre.

Responder
Carlos Bruno 13 de junho de 2018 - 03:49

Valeu pela dica, pelo visto vou selar meu elo com AHS na 4º Temporada mesmo kkkkk

Responder
Carlos Bruno 9 de junho de 2018 - 01:56

Acabei de ver essa série, se não fosse o palhaço e o pscicopata mimado eu largava no meio, de resto só personagem ridículo e a puxação de saco de sempre em cima da Lange, teve tanto erro de coesão, principalmente na linha que os personagens seguem nessa temporada que foi incabível.

Que que foi aquele cara da boneca no final? Mds kkkkkkkkkkk
Pelo menos a Lange vazou dessa caraia, a 5° temporada vale a pena?

Responder
Italo 16 de outubro de 2016 - 17:19

Freak Show foi a segunda melhor temporada, depois de Asylum. Achei que nessa critica faltou objetividade e houve varias contradições nela, como linhas de raciocínio confusas: “Concentrar todos os holofotes em Lange, só colaborou para que atrizes excelentes como Kathy Bates e Angela Basset ganhassem destaque” (what????), ou: “Produzir, em pleno século XXI, uma história de terror sustentada em um show de horrores pode levar a um resultado ineficaz dentro da linguagem do horror, como também pode cumprir com os elementos do terror e desrespeitar todos os limites éticos possíveis”, não existe uma linguagem fixa, se houvesse se impediria a liberdade criativa, você não especificou o que você considera como linguagem ineficaz, muito menos o que seria desrespeitar todos os limites éticos possíveis e o porquê. Enfim, esse texto tem sérios problemas de coesão, coerência e objetividade.

Responder
Italo 16 de outubro de 2016 - 17:19

Freak Show foi a segunda melhor temporada, depois de Asylum. Achei que nessa critica faltou objetividade e houve varias contradições nela, como linhas de raciocínio confusas: “Concentrar todos os holofotes em Lange, só colaborou para que atrizes excelentes como Kathy Bates e Angela Basset ganhassem destaque” (what????), ou: “Produzir, em pleno século XXI, uma história de terror sustentada em um show de horrores pode levar a um resultado ineficaz dentro da linguagem do horror, como também pode cumprir com os elementos do terror e desrespeitar todos os limites éticos possíveis”, não existe uma linguagem fixa, se houvesse se impediria a liberdade criativa, você não especificou o que você considera como linguagem ineficaz, muito menos o que seria desrespeitar todos os limites éticos possíveis e o porquê. Enfim, esse texto tem sérios problemas de coesão, coerência e objetividade.

Responder
Huckleberry Hound 20 de setembro de 2016 - 15:28

Nossa que exagero…e o omelete deu 5 estrelas,na minha opnião eu dou 3!

Responder
Luiz Santiago 21 de setembro de 2016 - 12:59

É só uma opinião…

Responder
Luiz Santiago 21 de setembro de 2016 - 12:59

É só uma opinião…

Responder
Huckleberry Hound 20 de setembro de 2016 - 15:28

Nossa que exagero…e o omelete deu 5 estrelas,na minha opnião eu dou 3!

Responder
elaine fernandes da silva 29 de julho de 2015 - 12:44

Voce ta falando da sua opniao em particular .pra mim coven foi a melhor parece que voce nao prestou muito atencao na historia

Responder
planocritico 29 de julho de 2015 - 14:33

Mas essa é sua opinião particular também, não?

– Ritter.

Responder
Camila Souza 18 de julho de 2015 - 03:12

Eu gostei de Coven e concordo com a parte que a Jessica Lange sempre interpreta a mesma personagem amargurada e decadente, todas as temporadas foram assim. Acho que ela cansou, tanto que não fará mais parte do elenco.

Responder
Igor Cavalcante 25 de junho de 2015 - 19:28

Eu concordo com você sobre Coven, a temporada abusou de ressurreições loucas e inesperadas. Porém não a considero horrível ou mesmo péssima, mas estranha. A série AHS não é como as outras, ela é diferente e foge ao convencional. A partir do instante que ouso apertar o play já sei que pode-se esperar tudo menos a normalidade. Mesmo nas primeiras temporadas, as quais você considera boas possuem diversas mortes, pois essa é uma característica da série(inclusive a estrela, Lange, morreu em 3 das 4 temporadas). Em Murder House a família principal morre,e a segunda temporada talvez seja a que tenha menos mortes desse tipo. Concordo que a personagem atribuída a Jessica seja sempre egoísta e amargurada. No entanto, volto a discordar da péssima classificação da temporada, pois diferente da temporada anterior, Freak Show teve em seu final a justificativa pelas mortes na cena final, a qual dá a sensação de “o show deve sempre continuar”. Achei o final bem condescende com a história e dialoga com todas as cenas apresentadas, levando ao fim eterno e glorioso da protagonista. Talvez o seu problema seja com o tipo ´horror”, pois no mundo da televisão horror não é o mesmo do cinema. Acredito que de todas as séries de horror que já vi (ou tentei ver), AHS é a melhor. Mas lógico que essa é somente minha humilde opinião.

Responder
Anônimo 11 de março de 2015 - 21:11
Responder
Filipe Monteiro 12 de março de 2015 - 21:51

Saudades de Murder House e principalmente de Asylum. Saudades do tempo em que Dominique-nique-nique tocava durante os episódios e The Name Game foi o único número musical da temporada inteira.

Responder
Caio Cesar 28 de fevereiro de 2015 - 09:43

Sinceramente não entendo porquê classificar Freak Show com meia estrela. Visualmente a temporada foi muito mais cinematográfica do que as outras. O enredo teve problemas sim, como em Coven e como em todas as outras temporadas. O horror foi apresentado com uma nova abordagem, algo mais “gore”, violento e vibrante. Acho que existe uma decepção muito forte dos fãs em sempre esperar coisas semelhantes, como cenas mais sombrias e com aquele tipo de terror super conhecido e comum.
Não consegui terminar “Coven” até hoje. Freak Show me fez ficar envolvido com as personagens.
Outra coisa que não consigo entender foi essa fixação das pessoas por Twisty. Penso que é uma esperança morta que ele teria sido um grande vilão que traria mais solidez pra trama.

Responder
Filipe Monteiro 3 de março de 2015 - 11:50

Não vejo grandes evoluções técnicas que distancie Freak Show das temporadas anteriores. Inclusive, ao meu ver, a temporada mais cinematográfica visualmente foi Coven (ainda que o enredo seja desprezível).

Problemas no enredo acontecem nas melhores temporadas, nas melhores séries, nos melhores filmes e nas melhores famílias. A questão é não só há problemas no enredo de Freak Show. Ele inteiro é um problema.

Sou fã do gênero, mas não sou fã de American Horror Story. Concordo com você que bastante gente deve ter se decepcionado pela ausência do terror rotineiro. Como disse na crítica, não cheguei a me decepcionar com Freak Show, porque comecei a assistir sem esperar grandes coisas. A temporada me surpreendeu por conseguir ser muito pior que Coven (o que é um feito). Eu particularmente gosto do gênero e de suas variáveis (horror, suspense, trash, gore, b…), o problema é que Freak Show não consegue se encaixar em nenhuma das classificações como deveria. De fato, a temporada resgata alguns elementos da estética gore, mas a construção é tão patética que chega a ser engraçado (o que não seria em tese um problema se eles assumissem ligações com o trash e com filmes b, coisa que eles não fazem).

Sobre Twisty, concordo completamente contigo. Ele resgata os elementos do terror tradicional e, assim, elevava os clichês da temporada ao extremo. O personagem não é nada memorável e daqui a pouco as pessoas vão esquecê-lo.

Responder
Matheus Vianna 31 de janeiro de 2015 - 05:43

Eu sou um dos poucos que gostam de Coven? Achei a trilha sonora e a fotografia perfeitas… O que faltou foi a pegada de Horror (que Asyllum explorou muito bem), não jogaria a temporada fora. Freak Show era promissora, mas acabou sendo decepcionante, não ruim, mas decepcionante… A temporada foi vazia, no final já estava assistindo meio que “para concluir”, sem aquele entusiasmo de quem é fã de uma serie. Palmas para a abertura de Freak Show que foi ótima!

Responder
Filipe Monteiro 1 de fevereiro de 2015 - 02:15

Seguindo o alto padrão das outras temporadas, a abertura de Freak Show foi muito boa. Faltou, no entanto, o primordial: cumprir satisfatoriamente às estruturas de uma série de terror.
Ao meu ver, Coven teve uma ótima fotografia, uma boa qualidade técnica, mas o roteiro era deplorável. Nada que não pudesse piorar em Freak Show, claro.

Responder
Renatu 30 de janeiro de 2015 - 11:28

Concordo totalmente com suas opinião sobre todas as temporadas.

Eu achei a primeira temporada ótima, a segunda considero o auge, aquelas tramas todas fizeram o manicômio ficar mais sombrio ainda.

A terceira temporada foi totalmente decepcionante, tanto que abandonei lá pelo 3º ou 4º episódio.

Já essa última comecei com uma grande expectativa, com um elenco recheado de estrelas, e realmente a série começou com tudo. O personagem do palhaço realmente trazia horror à série, sendo que aquela cena vintage do piquenique pra mim fez parecer que a temporada voltaria aos bons tempos da série.

Porém mataram logo o palhaço e a temporada acabou ali. Levei com a barriga até o fim da temporada e fui premiado com um final horrendo, que considero pior até que o de Dexter, que havia sido minha maior decepção até então.

No mais, ótimo texto Filipe!

Responder
Filipe Monteiro 14 de fevereiro de 2015 - 23:25

O final foi realmente deplorável, Renato. Mais até do que a própria temporada que já seguia péssima. A dúvida que resta é: abandonar American Horror Story de uma vez por todas ou esperar pela próxima temporada com a esperança de dias melhores?

Grande abraço e obrigado pela participação!

Responder
Teteh 29 de janeiro de 2015 - 21:41

Bom eu achei Freak Show como a pior temporada de TODAS, durante a série inteira ao meu ver quase não houve horror nenhum sem contar que sempre a Lange ser o foco principal ja cansou, poxa a Sarah é uma EXCELENTE atriz esse papel q deram pra ela era difícil(em quesito de atuação) mas muito fraco gte, acho q ela merece mas destaque assim como teve em Azylum ela tem um grande potencial,mas voltando a Freak Show acho q teve muito coisa desnecessária assim como a Maggie ou até msm a atriz e sem contar q a trama… ñ teve trama pq ñ teve foco apenas aberrações e algumas histórias sem pé e nem cabeça e não vou nem falar do Dandy pq sen ñ termino esse comentário…. kkkkkk esse ano espero uma temporada a nível de Muder House e Azylum señ só vai piorar 🙁

Responder
Filipe Monteiro 1 de fevereiro de 2015 - 02:26

Também concordo que Sarah Paulson é uma atriz de potencial que precisa ganhar mais força, mas acho que pouco a pouco isso tende a acontecer. Se repararmos o crescimento dela desde Murder House, perceberemos grandes avanços.

Responder
Eduardo Conde Machado 28 de janeiro de 2015 - 21:27

A série estava boa até a metade, depois parecia Jogos Mortais, todo mundo virou psicopata e começou a morrer todos os personagens, chegou no final e não tinha mais personagens para contar a história. Dai fizeram que nem Lost, botaram todos em um paraíso dos artistas cantando e dançando. kkkkkkk

Responder
Filipe Monteiro 29 de janeiro de 2015 - 03:22

Mortes, cantos e danças à parte, para mim a temporada começou a ficar ruim desde o segundo episódio e terminou tão mal quando.

Responder
Eduardo Conde Machado 1 de fevereiro de 2015 - 02:43

Tá louco? o segundo episódio foi o melhor, achei sensacional!

Responder
julio césar correia 27 de janeiro de 2015 - 18:36

o palhaço era a única coisa que salvou… ele realmente assustava.

Espero que eles melhorem com a próxima

Responder
Filipe Monteiro 28 de janeiro de 2015 - 01:49

Acho que o palhaço funcionava como esperança de uma vilania sustentável em uma linguagem de horror. Infelizmente ele também não cabia no roteiro frágil e foi dispensado. Daí em diante, eles passaram a apostar as fichas em Dandy, mas não funcionou.

Responder
Deoveki Silva 27 de janeiro de 2015 - 17:45

Sobre Coven, ela foi linda, mas para os olhos. Imagens e câmeras lindas uma atrás da outra. Já Freak Show nem isso teve…
Pelo menos aprendemos uma coisa muito útil (alerta para sarcasmo): sabe o que se faz quando não se sabe o que fazer com os personagens? É só ir matando todos eles!

Responder
Filipe Monteiro 27 de janeiro de 2015 - 19:00

De fato, a produção em Coven foi muito boa. A fotografia era excelente e a trilha sonora, então, nem se fala! Acho que o Ryan Murphy jogou muito GTA antes de fazer Freak Show. Haja código de munição infinita para a arma de Dandy!

Responder
Lívia Caldeira 27 de janeiro de 2015 - 00:05

O enredo seria a frustração das aberrações ?! Realmente foi uma história meio sem sentido, tudo começou com a Elsa, também frustrada em sua carreira, comprando um circo e “adotou” as aberrações….a partir daí vai se desenrolando acontecimentos sem sentidos e mostra apenas as desilusões das aberrações, não teve muito aquela coisa de “circo de horrores” igual achei que iria ter, a abertura foi legal, para mim os episódios que eu gostei e que valeu a temporada foi com o Edward Mordrake, enfim, minha opinião, essa temporada foi um pouco decepcionante mesmo !! : Ah tbm concordo que focar sempre na Jessica Lange já cansou !!!

Responder
Filipe Monteiro 27 de janeiro de 2015 - 19:05

Concordo com você, Lívia! É uma pena que Jessica Lange tenha sido exaustivamente explorada. O showrunner perde a oportunidade de aproveitar outros bons atores com personagens mais interessantes e ainda faz com que fiquemos cansados da atuação de Lange. Dentre os episódios, achei o que aborda o passado de Pepper e linka uma temporada à outra interessante. E, claro, a abertura foi realmente muito boa!

Responder
Junito Hartley 26 de janeiro de 2015 - 11:14

A temporada começou muito foda, o melhor personagem sem duvida era o palhaço assassino, ai os caras vam e matam o cara, dai foi ficando uma bosta, toda temporada foca em jessica lange, ja ta ficando chato isso. O ultimo episodio foi um lixo e ficar com negocio de musiquinha em serie de terror é uma bosta, o que dizer do episodio que o menino das maos de lagosta canta nirvana na decada de 50? MEU DEUS!!!

Responder
Denis Kellar Tarantino 26 de janeiro de 2015 - 13:43

concordo os quatro primeiros eps tavam lindos, bem promissores. De repente decidem matar o palhaço e consequentemente matar a temporada. e o final foi o pior final de temporada pra mim desde o final de lost.

Responder
Filipe Monteiro 26 de janeiro de 2015 - 15:07

Acho que a série já começou com o pé esquerdo. O final ruim foi consequência. Abraço!

Responder
Filipe Monteiro 26 de janeiro de 2015 - 14:02

A ideia de incluir número musical ao longo da temporada é até interessante se utilizada com moderação e coerência. Mesmo com todos os problemas, não achei o número de Life on Mars ruim. Foi, inclusive, uma digna homenagem a David Bowie. Assim como The Name Game funcionou bastante em Asylum. O problema é utilizar esse recurso à exaustão. Algumas letras são atemporais, outras porém ficam sem contexto e indicam uma forçação de barra sem fim. Enfim, temporada já seria suficientemente ruim sem os números musicais em excesso. Eles, na verdade, são a cereja do bolo do show de horrores.

Responder
Rafael Oliveira 25 de janeiro de 2015 - 21:36

Eu gosto demais de Coven, é minha temporada favorita, mas Freak Show foi realmente broxante, uma temporada de roteiro sem sal e muito desinteressante. Até Glee está fazendo melhor.

Responder
Denis Kellar Tarantino 26 de janeiro de 2015 - 13:44

que bom encontrar mais alguem que goste de coven xD

Responder
Filipe Monteiro 26 de janeiro de 2015 - 13:53

Cara, eu detestei Coven com todas as minhas forças. Acho que fiquei com expectativas muito altas com a entrada de Kathy Bates e isso juntou com o terror que foi se perdendo ao longo da temporada. O resultado com Freak Show conseguiu ser ainda pior. O roteiro não tinha mais nexo e a identidade da temporada era fraca demais. Vamos esperar pela próxima temporada, né?

Responder
Kym Asscher 24 de janeiro de 2015 - 23:33

Cara, seu texto está sensacional! Ao contrário de “Coven”, temporada que abandonei no terceiro episódio, assisti “freak show” até o fim. É incrível que na season finale (quando fiz um balanço pessoal sobre a temporada) me veio à mente justamente essa sua última reflexão: “Há tudo de Freak Show na 4ª temporada, mas nada de American Horror Story.”

Pode ser pretensão minha, mas acho que você traduziu a opinião de muitos fãs e ex-fãs da série. Parabéns!

Responder
Filipe Monteiro 25 de janeiro de 2015 - 11:12

Cara, sorte sua em ter abandonado Coven no terceiro episódio. A temporada inteira só valeu a pena pelas atuações de Kathy Bates e Angela Bassett. Em Freak Show, além de ser um desastre desde o início, o terror desapareceu. Aos trancos e barrancos e apesar das falhas, minha temporada favorita ainda é Asylum. Vamos esperar pelas próximas e ver se a série resgata sua estrutura antiga.

Obrigadão pelo feedback, Kym! Abração!

Responder
Catarina Barbosa 23 de janeiro de 2015 - 20:04

AHS começou a se perder em Coven, com aquele bando de plot aberto, que não deram em lugar nenhum (Queenie e o Minotauro é um bom exemplo) e com o uso exagerado de Jessica Lange. Me interessava mais Bates e Bassett do que ela.
Abandonei Freak Show no quinto episódio, porque realmente não me prendeu e a quantidade de musical já tava me irritando.
Parece que Lange vai sair de AHS. Não acho isso um problema, acho até bom pra ver se tem uma renovação na série e mais espaço pra atrizes como Bassett e Bates.

Responder
Filipe Monteiro 23 de janeiro de 2015 - 20:26

Coven foi decepcionante. O enredo não tinha pé nem cabeça, grandes atuações desperdiçadas e a oportunidade de quebrar preconceitos em torno do tema foi jogada no lixo.

Lange é uma excelente atriz e perdê-la na série é sempre triste. Mas com o desgaste devido à super exposição dela ao longo das temporadas, acredito, como você bem disse, que a saída não vai ser um problema. Já passou da hora de Kathy Bates e Angela Bassett ganharem mais notoriedade, ainda que Bassett tenha crescido bastante em Freak Show.

Responder
Denis Kellar Tarantino 25 de janeiro de 2015 - 09:29

Eu gosto do Coven saiu totalmente da premissa basica (algo que aconteceu ja no final dde Asylum) mas teve pontos altos nas atuações e quesiitos técnicos (os minutos finais de The Head com a Bates chorando, intercalando com o massacre no salão da personagem da Basset com aquela musica de fundo foi lindo). agora Freak Show foi horrivel principalmente pelo final. os quatro primeiros são bons mas apos a saida do palhaçonçao teve salvação.

Responder
Filipe Monteiro 25 de janeiro de 2015 - 10:53

Coven foi minha pior decepção, já que eu depositei grandes fichas na série e o resultado foi péssimo. O que salvou a temporada foi Bates, que tirou água de pedra e segurou a temporada a ferro e fogo. Freak Show não foi decepcionante porque eu já não esperava muito, mas, ainda assim, conseguiu ser pior que Coven.

Responder
Denis Kellar Tarantino 26 de janeiro de 2015 - 13:46

Beeeeeem pior.

Denis Kellar Tarantino 25 de janeiro de 2015 - 09:31

fiquei sabendo tambem que a Bates vai sair x( a Jessica Lange ja deu o que tinha que dar, mas a Kathy Bates deve continuar.

Responder
Filipe Monteiro 25 de janeiro de 2015 - 10:50

Se Lange e Bates saírem, a série já pode acabar.

Responder
Denis Kellar Tarantino 26 de janeiro de 2015 - 13:46

sim ja que a Sarah Paulson provavelmente não volta tambem ja que estara em American Crime History, o Evan Peters não da conta, a salvação seria a Bassett. Mas concordo sem Lange e Bates pode acabar.

Denis Kellar Tarantino 23 de janeiro de 2015 - 17:46

Critica tão vazia quanto a temporada, preciso ver o ultimo ep pra de fato ter uma opinião melhor, a temporada tava ruim ms meia estrela só?? hmm também não é pra tanto

Responder
Filipe Monteiro 23 de janeiro de 2015 - 19:57

Freak Show foi a temporada que não deveria acontecer. Penso que quando assistimos a uma série intitulada American Horror Story, esperamos encontrar uma história de horror americana, não é mesmo? Se ao longo de 13 episódios, a temporada não agrega em nada e tenta apresentar de tudo, menos sua premissa básica (uma história de horror americana), ela é, no mínimo, um erro.

Classifiquei a temporada com meia estrela levando em conta o elenco que é muito bom e não tem culpa do fracasso. E veja bem, se você diz que a temporada é ruim e vazia, chegamos a um consenso. Se chegamos a um consenso (e mesmo que não tivéssemos chegado), minha crítica não é tão vazia quanto a temporada, tampouco o é o seu comentário.

Grande abraço!

Responder
Denis Kellar Tarantino 25 de janeiro de 2015 - 09:24

Valeu pela resposta Filipe, talvez tenha pesado demais no meu argumento dizendo que sua critica foi vazia (embora que ainda ache um exagero só da meia estrela a temporada, principalmente pelos nomes envolvidos q fizeram um ótmo trabalho com um texto mediocre – Leia se Bates,Lange,Basset e Chiklis, alem da participação de John Carrol Lynch,Wes Bentley e Neil Patrick Harris- todos muito bem em seus papéis), Agora vamos la como eu disse ainda não tinha visto o ultimo episódio, achei que teria salvação porem..FOI UM DOS PIORES FINAIS DE TEMPORADA QUE EU JA VI NA VIDA!!!! sério o que foi aquilo???em alguns momentos me lembrou o final de Lost, ainda deixando umas pontas soltas como o “misterio” envolvendo o persongaem do Dennis O`hare, q até some na finale. A temporada tava ruim, tinha elementos bons,mas nada justifica aquele final novelesco totalmente dispensavel. comecei a concordar com a sua critica,porem eu daria zero estrela para o season finale. mas como eu disse de 13 episodios 9 foram ruins, eu gosto muito dos 4 primeiros, principalmente do terceiro e quarto sobre o Edward Mordrake, depois deles a temporada caiu de vez,mas estava suportavel pelas atuações. como o episodio que a personagem de Bates confronta a Elsa acabando naquele desfecho previsvel, mas mostrando como eu disse anteriormente que as atrizes conseguem atuar com um nivel excelente com um texto péssimo. Na minha opinião a temporada como um todo merecia 2 estrelas e meia pelos atores e pelos 4 primeiro eps, que pra mim estavam bem centrados na premissa de Horror, só que um horror mais slasher. tomara que o Murphy acerte no derivado com o Cuba Goldwin e o Travolta, que juntamente com esse sadico e lunatico showrunner precisam de uma redenção.

Responder
Filipe Monteiro 25 de janeiro de 2015 - 11:06

Denis, infelizmente não posso analisar uma temporada inteira tomando somente as atuações e o elenco como base. Ainda mais quando o texto, como você disse, não ajuda em nada. Não há dúvida de que o elenco de American Horror Story é talentoso e capaz atuações primorosas, mas, sem uma boa direção e um bom roteiro, isso é inviável.

Responder
Denis Kellar Tarantino 26 de janeiro de 2015 - 13:52

Sim concerteza não, mas como a produção deixou de lado o Horror e se focou nos personagens pra mim os atores se tornam indispensaveis na avaliação, e ainda mais quando a série começou muito bem. É que gosto de exaltar os lados bons mesmo que sejam poucos (no caso muito poucos) de toda a temporada, por isso daria as duas estrelas e meias, mas isso é opinião xD e agradeço ao site por dar esse espaço pra uma discussão limpa e que não apele pra baixaria, alem da atenção que voces dão ao eleitores.
Obrigado Mesmo

Filipe Monteiro 27 de janeiro de 2015 - 03:45

É sempre opinião. Nunca esqueça disso! Nós é que temos que agradecer pela participação dos leitores. O feedback de vocês é importantíssimo. Espero que continue nos acompanhando por aqui. Grande abraço.

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