Home TVEpisódio Crítica | Arquivo X – 10X06: My Struggle II

Crítica | Arquivo X – 10X06: My Struggle II

por Gisele Santos
57 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

Obs: Há spoilers. As críticas da “série completa” e dos dois longas-metragens podem ser lidas aqui.

Na sua última temporada, lá em 2002, o episódio The Truth trazia todas as respostas que os fãs de Arquivo X esperaram durante tantos anos. A série acabou, um filme veio seis anos depois, e algumas respostas ainda ficaram em aberto ao longo desses anos.

Quando Chris Carter, criador da série, anunciou que sim, Arquivo X voltaria para uma décima temporada a esperança se renovou e pensamos que, enfim, teríamos um final à altura da série, com todas as respostas que tínhamos direito e até um pouco mais. 2016 começou e com ele a nova temporada da série. Foram ao todo seis episódios que trouxeram de volta memórias de um tempo tão bom, enlouqueceu os fãs e nos deixou ainda mais cheios de perguntas.

A season finale que estreou essa semana não foi diferente de tudo isso. Apesar de ter sido um episódio intenso, cheio de ação e diálogos explicativos, deixou todos os fãs com aquela sensação “WTF?” no final? Mas vamos a trama desse último episódio. Os acontecimentos se passam algumas semanas após o primeiro episódio da série com uma recapitulação de toda a história de Dana Scully desde a sua entrada nos Arquivos X, passando pela sua abdução, o nascimento e a sua saída do FBI. Lá em 2002, no último episódio de Arquivo X, o Canceroso alerta Mulder que em breve uma invasão alienígena destruiria a raça humana e apenas alguns escolhidos seriam poupados. Pois é sobre esse fato que se trata o final dessa décima temporada. Desde 2012 pessoas estão morrendo em decorrência de um vírus alienígena e agora chegou a hora de concluir o plano. Scully está protegida por causa de seu DNA alienígena, que ela já havia descoberto no início dessa temporada. Mas e o resto das pessoas? Quem mais estaria a salvo dessa tragédia? Mulder, William, onde quer que ele esteja?

Em busca de uma cura, Scully trata de convencer a recém chegada a série Agente Einstein, que é uma espécie de Dana mais jovem, a produzir uma vacina a partir do seu DNA. O problema é que a jovem agente se questiona sobre todas essas novidades e custa a entender que nem tudo pode ser explicado pela ciência. Ao mesmo tempo, Mulder tem um encontro frente a frente com o Canceroso, que parece mesmo estar por trás de toda essa conspiração. O diálogo entre os dois, analisando a raça humana e o motivo de sua extinção, é um dos melhores dessa e de muitas temporadas passadas.

Falando em temporadas passadas, Monica Reyes está de volta e com um segredo que vai deixar todo mundo com o queixo caído. Não vou revelar aqui pra não estragar a surpresa, mas digamos que Scully não pode confiar nem na pessoa que a ajudou a colocar seu filho no mundo. É, gente, não tá fácil pra ninguém. William, por sinal, é mais uma vez citado na trama e parece mesmo que muitas coisas ainda serão reveladas sobre o paradeiro do garoto se Chris Carter nos brindar com uma nova temporada. Por sinal, o criador de tudo isso dirige e roteiriza esse episódio.

O final é mesmo a cereja do bolo e tem tudo a ver com essa retomada da série. Não vou falar aqui como a cena final acontece, mas ela vai te irritar no início, mas depois, fará você perceber que era exatamente assim que ela merecia, e deveria terminar. Se tem gancho para uma 11ª temporada? Nossa, e como! Ficamos na torcida para que Carter e sua turma divulguem logo essa informação e não nos deixe roendo as unhas de tanta curiosidade. E apesar de ter sido curta, foi incrível rever as teorias, as loucuras, as crenças, as memórias, as pirações e a verdade que ainda estão com Mulder e Scully! E que venham mais e mais temporadas e episódios pois “A Verdade Está Lá Fora” e todos nós queremos saber como isso acaba!

Arquivo X – 10X06:  My Struggle II (EUA, 2016)
Criador e showrunner: Chris Carter
Direção: Chris Carter
Roteiro: Chris Carter
Elenco: David Duchovny, Gillian Anderson, Mitch Pileggi, Joel McHale, Lauren Ambrose, Robbie Amell, Annabeth Gish, William B. Davis
Duração: 44 min.

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14 comentários

Guilherme Jorge 30 de outubro de 2019 - 20:09

Gisele, rola fazer a crítica da 11a temporada?

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 30 de outubro de 2019 - 22:00

Infelizmente a Gisele não faz mais parte da equipe.
É possível que, no futuro, outro autor siga com as críticas da série!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 30 de outubro de 2019 - 22:00

Infelizmente a Gisele não faz mais parte da equipe.
É possível que, no futuro, outro autor siga com as críticas da série!

Responder
jcesarfe 26 de fevereiro de 2016 - 14:26

Gostei da crítica, como texto literário, mas do ponto de vista realista…
O episódio teve um final bom, se continuasse mais uma temporada e a cena não tivesse relacionamento com outra cena na temporada, com direito a um carro oco indo pelos ares.
O episódio é corrido, desconexo, não se encaixa com o resto da trama e o pior é que aparentemente a imprensa e o governo são inexistentes.
O episódio possuí um erro atrás do outro no quesito roteiro e continuidade, tudo parece ser parte de uma história de 2 horas em que cortaram metade para caber no intervalo de tempo disponibilizado para a série.
Se tudo o que eu disse não estragou o episódio, com certeza o resto não vai desagradar, não é o pior da temporada, muito menos da própria série, mas sinceramente seria uma homenagem melhor se tivessem evitado criar esses 6 episódios, que se resumem a 1 bom, 2 regulares e 3 péssimos. Simplesmente lamentável.

Responder
jcesarfe 26 de fevereiro de 2016 - 14:26

Gostei da crítica, como texto literário, mas do ponto de vista realista…
O episódio teve um final bom, se continuasse mais uma temporada e a cena não tivesse relacionamento com outra cena na temporada, com direito a um carro oco indo pelos ares.
O episódio é corrido, desconexo, não se encaixa com o resto da trama e o pior é que aparentemente a imprensa e o governo são inexistentes.
O episódio possuí um erro atrás do outro no quesito roteiro e continuidade, tudo parece ser parte de uma história de 2 horas em que cortaram metade para caber no intervalo de tempo disponibilizado para a série.
Se tudo o que eu disse não estragou o episódio, com certeza o resto não vai desagradar, não é o pior da temporada, muito menos da própria série, mas sinceramente seria uma homenagem melhor se tivessem evitado criar esses 6 episódios, que se resumem a 1 bom, 2 regulares e 3 péssimos. Simplesmente lamentável.

Responder
Leandro Silva 26 de fevereiro de 2016 - 12:46

SPOILER em certo grau aqui, ou pelo menos insinuado, no meu comentário; estejam avisados ok!
Também tenho que agradecer por seu esforço e todas as críticas postadas aqui, mas devo contrariá-la com referência a qualidade do episódio que vc categorizou como sendo máxima.
Como vc pode considerar cereja do bolo um episódio vazio, sem nada acontecendo, com soluções “deus ex-machine”, destruição de personagens (talvez isso nem incomodasse tanto se o roteiro tivesse tido consistência) e com um final que não ficou “em aberto”, mas simplesmente não existiu?
Somente conversa, conversa, conversa, muita exposição, uma doença que surge conveniente e justamente quando os personagens deduzem o que está acontecendo, exatamente no mesmo dia. Uma vacina produzida em poucas horas (poucas horas??? poucas horas)e na quantidade suficiente para extirpar o problema da nação inteira? Scully conseguindo manobrar um veículo em meio à um congestionamento absurdo, ela contendo uma turba, exposta à um possível apocalipse, revoltosa e vândala dizendo apenas “vão todos ao hospital”??? Scully definitivamente está no emprego errado.
Chris Carter apenas e tão somente destruiu um final de série que já não tinha se saído muito bem em suas agonizantes últimas temporadas; poxa, ele destruiu a agente Reyes! E pra que? (foi impressão minha ou o canceroso estava fazendo uma pegadinha com a Reyes?
Sabe, os 5 primeiros episódios para mim foram ótimos, foi muito bom, aliás, foi maravilhoso poder rever esses velhos amigos que há muito não via. Mas preferiria que o seriado continuasse morto e enterrado. Que ficasse somente na nossa lembrança saudosa e nostálgica.
E sua crítica, a única explicação é: ou vc nunca assistiu aos episódios antigos e não sabe qual era a essência da série (opção que acho que não) ou vc a fez no calor do momento, na pura empolgação. Você levou em conta todos esses furos que teve no roteiro? Com tantos furos, impossível que qualquer crítica imparcial seja superior a 4 estrelas, e isso sendo muito generoso.
PS: Ah! e estou esperando até agora a explicação de como os nossos 2 personagens queridos conseguiram ser readmitidos no FBI! Quer dizer que é simples assim? Só chegar lá e pedir o distintivo de volta? Somente isso mereceria um belo episódio e renderia um bom plote com todos os outros agentes do FBI sendo resistentes à incorporação dos dois na agência. E nem isso Chris Carter foi capaz.

Responder
Leandro Silva 26 de fevereiro de 2016 - 12:46

SPOILER em certo grau aqui, ou pelo menos insinuado, no meu comentário; estejam avisados ok!
Também tenho que agradecer por seu esforço e todas as críticas postadas aqui, mas devo contrariá-la com referência a qualidade do episódio que vc categorizou como sendo máxima.
Como vc pode considerar cereja do bolo um episódio vazio, sem nada acontecendo, com soluções “deus ex-machine”, destruição de personagens (talvez isso nem incomodasse tanto se o roteiro tivesse tido consistência) e com um final que não ficou “em aberto”, mas simplesmente não existiu?
Somente conversa, conversa, conversa, muita exposição, uma doença que surge conveniente e justamente quando os personagens deduzem o que está acontecendo, exatamente no mesmo dia. Uma vacina produzida em poucas horas (poucas horas??? poucas horas)e na quantidade suficiente para extirpar o problema da nação inteira? Scully conseguindo manobrar um veículo em meio à um congestionamento absurdo, ela contendo uma turba, exposta à um possível apocalipse, revoltosa e vândala dizendo apenas “vão todos ao hospital”??? Scully definitivamente está no emprego errado.
Chris Carter apenas e tão somente destruiu um final de série que já não tinha se saído muito bem em suas agonizantes últimas temporadas; poxa, ele destruiu a agente Reyes! E pra que? (foi impressão minha ou o canceroso estava fazendo uma pegadinha com a Reyes?
Sabe, os 5 primeiros episódios para mim foram ótimos, foi muito bom, aliás, foi maravilhoso poder rever esses velhos amigos que há muito não via. Mas preferiria que o seriado continuasse morto e enterrado. Que ficasse somente na nossa lembrança saudosa e nostálgica.
E sua crítica, a única explicação é: ou vc nunca assistiu aos episódios antigos e não sabe qual era a essência da série (opção que acho que não) ou vc a fez no calor do momento, na pura empolgação. Você levou em conta todos esses furos que teve no roteiro? Com tantos furos, impossível que qualquer crítica imparcial seja superior a 4 estrelas, e isso sendo muito generoso.
PS: Ah! e estou esperando até agora a explicação de como os nossos 2 personagens queridos conseguiram ser readmitidos no FBI! Quer dizer que é simples assim? Só chegar lá e pedir o distintivo de volta? Somente isso mereceria um belo episódio e renderia um bom plote com todos os outros agentes do FBI sendo resistentes à incorporação dos dois na agência. E nem isso Chris Carter foi capaz.

Responder
Giovanni Fernandes Silveira 25 de fevereiro de 2016 - 19:57

foi fodaaaaaaaaaa

Responder
Gisele Santos 26 de fevereiro de 2016 - 09:56

E como…

Responder
Gisele Santos 26 de fevereiro de 2016 - 09:56

E como…

Responder
Lucas Mendes 25 de fevereiro de 2016 - 18:40

Muito obrigado por suas críticas neste revival de Arquivo-X, Gisele! Seus textos foram ótimos e este não foi uma exceção. Mas, preciso ser sincero…

Este último episódio foi HORRÍVEL.

[SPOILERS ABAIXO]

Sim, ruim mesmo. E não apenas ruim: péssimo. Um verdadeiro desrespeito com os fãs antigos e até mesmo com a nova geração que está descobrindo agora toda a mitologia das vidas de Mulder e Scully. Nem vou comentar sobre o quanto é impossível o Canceroso ter sobrevido a um míssil, nem sobre a bizarra traição de Monica Reyes. Vou comentar sobre como mesmo após mais de 10 anos do primeiro final da série (que agora não é mais o final), Chris Carter conseguiu cometer os mesmos erros que cometeu em 2002. E alguns ainda piores!

Como do nada o sangue de Scully é a salvação da Humanidade (Khan feelings)? Como a chave para salvar Mulder (e outra parte da Humanidade) são as células-tronco do filho de Mulder e Scully? Como essa conspiração maligna envolvendo vírus só apareceu no exato momento em que Mulder e Scully voltam à ativa? COMO eles voltam à ativa se foram exonerados na nona temporada? Aliás… Tal temporada ainda existe?

O jeito é esperar pela décima-primeira temporada para termos um final conclusivo. Ou não. Eu ainda quero acreditar em um final decente e épico para uma das melhores séries de ficção-científica de todos os tempos. Resta saber se Chris Carter ainda acredita.

Responder
Gisele Santos 26 de fevereiro de 2016 - 09:58

Poxa Lucas, que pena que esse revival não atendeu às tuas expectativas. Mas obrigada por nos acompanhar e estaremos juntos na próxima temporada! E pode discordar da gente sim, não existe uma verdade absoluta, né! Abração

Responder
Gisele Santos 26 de fevereiro de 2016 - 09:58

Poxa Lucas, que pena que esse revival não atendeu às tuas expectativas. Mas obrigada por nos acompanhar e estaremos juntos na próxima temporada! E pode discordar da gente sim, não existe uma verdade absoluta, né! Abração

Responder
Lucas Mendes 25 de fevereiro de 2016 - 18:40

Muito obrigado por suas críticas neste revival de Arquivo-X, Gisele! Seus textos foram ótimos e este não foi uma exceção. Mas, preciso ser sincero…

Este último episódio foi HORRÍVEL.

[SPOILERS ABAIXO]

Sim, ruim mesmo. E não apenas ruim: péssimo. Um verdadeiro desrespeito com os fãs antigos e até mesmo com a nova geração que está descobrindo agora toda a mitologia das vidas de Mulder e Scully. Nem vou comentar sobre o quanto é impossível o Canceroso ter sobrevido a um míssil, nem sobre a bizarra traição de Monica Reyes. Vou comentar sobre como mesmo após mais de 10 anos do primeiro final da série (que agora não é mais o final), Chris Carter conseguiu cometer os mesmos erros que cometeu em 2002. E alguns ainda piores!

Como do nada o sangue de Scully é a salvação da Humanidade (Khan feelings)? Como a chave para salvar Mulder (e outra parte da Humanidade) são as células-tronco do filho de Mulder e Scully? Como essa conspiração maligna envolvendo vírus só apareceu no exato momento em que Mulder e Scully voltam à ativa? COMO eles voltam à ativa se foram exonerados na nona temporada? Aliás… Tal temporada ainda existe?

O jeito é esperar pela décima-primeira temporada para termos um final conclusivo. Ou não. Eu ainda quero acreditar em um final decente e épico para uma das melhores séries de ficção-científica de todos os tempos. Resta saber se Chris Carter ainda acredita.

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