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Crítica | Arrow – 1ª Temporada

por Ritter Fan
256 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3

Depois de aparecer esporadicamente nas 6ª e 7ª temporadas de Smallville e de ganhar lugar fixo na mesma série a partir da 8ª temporada, Oliver Queen, o Arqueiro Verde, ganhou uma série solo no ano seguinte do final de suas aventuras com o jovem Clark Kent. No entanto, talvez muito sabiamente, a CW tenha começado do zero, escalando outro ator para o papel do mais famoso arqueiro dos quadrinhos e ignorando eventual continuidade ou relação com Smallville.

De certa forma, a primeira temporada de Arrow sofre exatamente dos mesmos problemas de Agents of S.H.I.E.L.D., só que em ordem inversa. Mas em breve chegarei aos problemas, pois prefiro focar no que a série tem de bom primeiro.

Os showrunners nos pedem que aceitemos a premissa improvável: um jovem playboy bilionário, depois de naufragar no mar da China, passa cinco anos em uma ilha e, durante esse tempo, torna-se um exímio arqueiro e, mais importante que isso, deixa para trás seu passado irresponsável, para adotar uma postura séria, responsável e preocupada. Com sua volta à civilização, para surpresa geral, ele emprega suas habilidades para, secretamente, com um livro de nomes dos ricos corruptos de Starling City entregue por seu pai, que morrera em decorrência do naufrágio, limpar a cidade desses vilões utilizando-se da persona de um justiceiro encapuzado que maneja o arco e flecha com precisão absoluta.

E aceitarmos que um justiceiro pode agir quase que livremente pelas sombras de uma cidade flechando os vilões é algo que faz parte da suspensão de descrença necessária para qualquer série ou filme desse tipo. O que os showrunners nos garantem é um bom grau de “veracidade” nas ações do jovem e revoltado Oliver Queen (Stephen Amell). Seu sofrimento na ilha misteriosa é visível, com sequelas por todo o seu corpo (20% de sua pele é coberta de tecido de cicatriz, como os primeiros episódios deixam bem claro) e que são plenamente justificadas pelos flashbacks utilizados para nos mostrar o que aconteceu nesses cinco anos de ausência.

Confesso que, por alguns episódios, fiquei receoso que o roteiro caísse na armadilha mortal de Lost, fiando-se demais na “volta ao passado”, complicando demais a trama e criando mistérios insolúveis. Mas esses flashbacks são homeopáticos e, apesar de aparecerem em todos os episódios, a cadência do que vemos na ilha é bem mais lenta do que o que vemos no presente, em Starling City. Não sei o que o futuro trará e o quanto esse artifício ainda será explorado, mas a progressão narrativa do que se passa na ilha é perfeitamente suportável e dá estofo e profundidade ao Oliver Queen que vemos flechar vilões sem dó nem piedade em sua cidade corrupta.

E Queen logo se cerca, revelando sua identidade secreta (que, até o final da temporada, mais umas 18 pessoas descobrem), de um parceiro, o guarda-costas e ex-soldado condecorado John Diggle (David Ramsey) que faz as vezes de sidekick, mas, também, de “Grilo Falante”, atuando como a consciência de Queen que, no começo, é carregada de ódio que acaba atrapalhando sua determinação. Esse ódio, aliás, impede que a série caia em outra armadilha, que é o uso de saídas, normalmente patéticas, para se evitar mortes. O justiceiro encapuzado mata mesmo seus inimigos, sem muitas firulas ou dores de consciência, especialmente no começo da temporada. Depois, com a evolução do personagem, há um cuidado maior para a diminuição das mortes, mas o fato é que, até o fim, Queen atira para matar sempre que necessário. Isso empresta seriedade e veracidade à história, pois seria incrivelmente ridículo se um arqueiro saísse pela cidade com flechas não mortais, como acontece, aliás, nos quadrinhos, com as várias trick arrows do Arqueiro Verde.

Arrow não cai pelo lado da invencionice. É “pão, pão; queijo queijo” nesse lado mais, digamos, sombrio (palavra essa que cada vez mais perde seu significado). E o mesmo vale para o nome do personagem. Nada de ele se auto-denominar Arqueiro Verde, o famoso personagem criado por Morton Weisinger e George Papp, em 1941. Na série, o herói – ou anti-herói, dependendo de seu ponto de vista – é , apenas, o “Capuz” (The Hood) que é como a polícia o chama em sua caçada ao vigilantismo. Apenas uma vez, e em tom jocoso, o “Capuz” é chamado de Arqueiro Verde.

Além disso, e aí estabeleço comparação direta com o que escrevi sobre Agents of S.H.I.E.L.D., a série começa de maneira muito ágil, engatando um episódio atrás do outro de maneira muito eficiente, brincando, muito eficientemente, com a curiosidade do espectador de, um lado, ver o que pretende o herói encapuzado e, de outro, entender exatamente o que raios aconteceu na ilha misteriosa. São os cinco ou seis episódios iniciais que fazem enorme bem à temporada como um todo, com um personagem ainda em desenvolvimento, primeiro agindo sozinho e, depois, apenas com a inicialmente hesitante ajuda de Diggle.

Já entrando no terreno do “não tão bom”, a série, então, começa a se repetir. Claro, isso era algo completamente inevitável considerando-se sua estrutura longuíssima de 23 episódios por temporada, algo que nenhum roteiro, por melhor que seja, consegue sustentar (falei sobre isso em detalhes, bem aqui). Depois de apresentado e estabelecido o personagem, o que se vê, por mais que os fanboys ganhem dezenas e dezenas de referências ao material fonte, especialmente a presença de Slade Wilson (Manu Bennett), conhecido nos quadrinhos como o Exterminador (Deathstroke), Floyd Lawton (Michael Rowe), conhecido como o assassino Deadshot e diversos outros, é o engate na estrutura do “caso da semana” ou “vilão da semana” que tanto atrapalha séries com potencial. A partir daí, tudo fica mais burocrático, mais padrão e bem menos interessante.

Além disso, também com o objetivo de esticar a narrativa o máximo possível e dar um caráter indesejado de Barrados no Baile à série, há um gigantesco número de romances complicados e jovens com olhares chorosos, como o próprio Oliver Queen, sua ex-namorada Laurel Lance (Katie Cassidy), seu amigo de infância Tommy Merlyn (Colin Donnell), filho do outro bilionário Malcolm Merlyn (John Barrowman), sua irmã Thea (Willa Holland) e até o caso dela, Roy Harper (Colton Haynes). Tudo é promíscuo, todos ficam com todos, todos têm passados traumáticos, todos têm tudo que toda série clichê de romance, aparentemente, precisa ter, inclusive uma capacidade de atuação bastante limitada (repare nas não mais do que duas expressões faciais diferentes do protagonista Stephen Amell). Até mesmo a mãe de Oliver, Moira (vivida pela bela Susanna Thompson) tem sua carga dramática exacerbada como mãe de família, viúva (mas casada com Walter Steele, vivido por Colin Salmon – executivo da Queen Consolidated) e também executiva, além de umas coisinhas mais que não revelarei para evitar spoilers. Tudo é muito dramático e arrastado, além de todos os personagens – TODOS! – serem sempre lindos e maravilhosos, como se tivessem, em qualquer situação, acabado de sair do salão de beleza. Aliás, lembram quando falei que 20% do corpo de Oliver é tomado por cicatrizes? Pois bem, nenhuma delas, eu repito, nenhuma delas é em seu belo rostinho com uma barba perfeitamente “mal feita”. Coincidência? O único personagem que foge à essa regra é o detetive Quentin Lance (Paul Blackthorne) que sempre está com cara de enjoado e como se tivesse acabado de acordar, mas policial precisa ser um pouco assim para funcionar dentro de uma estrutura narrativa como essa, não é mesmo?

Mas há mais problemas no próprio grau de suspensão de descrença que a série nos exige. É perfeitamente aceitável toda a situação de “origem” do herói, mas os showrunners, não satisfeitos, magicamente criam uma flecha-caverna (a base de operações de Oliver Queen chega mesmo a ser chamada disso na série) toda equipada com computadores de ponta que Queen aparentemente sabe operar como se a ilha em que tivesse vivido por cinco anos fosse, na verdade, um parque tecnológico. Além disso, eles esperam que aceitemos o mais imbecil dos uniformes: um capuz que impede quase que 100% da visão periférica do arqueiro (como a viseira de cavalos), com olhos com tinta verde borrifada. Com isso, ele não só é um arqueiro impossível, como toda vez que tem que falar com alguém que conhece, é obrigado a apagar as luzes (ou melhor, flechá-las, porque apagar só não é bacana) e falar com a cabeça baixa, olhando para o chão. Não há como não ter espasmos de risos com isso. E antes que venham os fanboys me xingar aqui, dizendo que fica mais realista ou cool ou sei-lá-o-quê, por favor, olhem novamente e pelo menos admitam o seguinte, “é ridículo, mas eu gosto mesmo assim”, pois isso eu consigo aceitar sem problemas.

E, como se um herói arqueiro obrigatoriamente tivesse que ter como vilão principal outro arqueiro, somos apresentados ao grande nêmesis dele, um arqueiro sombrio que se revela como sendo, claro, o personagem mais óbvio possível, cuja identidade não direi aqui em respeito à minha tentativa de evitar spoilers. E o mais divertido é que o tal arqueiro também usa capuz!

Apesar de ter atmosfera marcadamente mais sombria que Agents of S.H.I.E.L.D., a grande verdade é que Arrow também é endereçada a exatamente o mesmo público: o fanboy e/ou o/a adolescente que se diverte com séries simplistas e rasas, com soluções normalmente banais para propostas que, em um primeiro momento parecem inteligentes e bem construídas (como é o caso do grande projeto do grupo de vilões, que se revela patético ao final). Mas vejam, não há mal algum em um escapismo de vez em quando e, nesse quesito, a primeira temporada de Arrow funciona razoavelmente bem, com um design de produção coeso, efeitos bons e uma fotografia escurecida (à la Batman) que parece ser a norma hoje em dia para qualquer coisa.

Em um mundo ideal, porém, teríamos bem menos episódios e mais densidade dramática entre uma flecha e outra. Mas talvez seja exigir demais, não sei…

Arrow – 1ª Temporada (Idem, EUA – 2012/2013)
Showrunners: Greg Berlanti, Marc Guggenheim, Andrew Kreisberg
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Stephen Amell, Jamey Sheridan, Susanna Thompson, Colin Salmon, Willa Holland, Colin Donnell, John Barrowman, Katie Cassidy, David Ramsey, Emily Bett Rickards, Manu Bennett, Colton Haynes, Paul Blackthorne, Michael Rowe
Duração: 989 min. (23 episódios)

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18 comentários

Marcelo Victor Nigri 3 de dezembro de 2016 - 11:26

impressionante como Justiça Jovem, uma série voltada para CRIANÇAS consegue ser muito mais convincente do que as séries da Warner de super heróis.

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2016 - 14:55

É até um desrespeito colocar Justiça Jovem na mesma frase em que se fala das séries da Warner da CW… HHAHHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA

Aqueles desenhos (des)animados da década de 60 da Marvel que nada mais eram do que filmagens dos quadrinhos das revistas com alguns efeitos sonoros aqui e ali são melhores que essas séries da CW… 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2016 - 14:55

É até um desrespeito colocar Justiça Jovem na mesma frase em que se fala das séries da Warner da CW… HHAHHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA

Aqueles desenhos (des)animados da década de 60 da Marvel que nada mais eram do que filmagens dos quadrinhos das revistas com alguns efeitos sonoros aqui e ali são melhores que essas séries da CW… 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Victor Nigri 3 de dezembro de 2016 - 11:26

impressionante como Justiça Jovem, uma série voltada para CRIANÇAS consegue ser muito mais convincente do que as séries da Warner de super heróis.

Responder
Anna 7 de fevereiro de 2016 - 04:53

Ooooh finalmente uma crítica descente!!

Esses foram exatamente todos os argumentos que usei quando estava debatendo com o meu namorado sobre essa série.
Eu dizia que arrow tinha trocentos erros, muita coisa não fazia sentido, apela demais, tem uns personagens insuportáveis, é feito pra gente que não tem muito senso crítico, enfim, infinitos argumentos, e ele “não é preconceito seu, vc que não gosta”
Não gosto pq não tenho mais 13 anos há eras, e pq parece perca de tempo sabendo que tem séries MUITO melhores por aí. Mais ou menos por isso que eu não gosto.

Crítica maravilhosa! Leu minha mente!! 😀

Responder
planocritico 7 de fevereiro de 2016 - 09:20

Olá, @Ann@disqus_hBlp0b63IN:disqus. Obrigado pelos elogios! Essa primeira temporada de Arrow tem algumas qualidades, mas, no final das contas, ela exige demais de qualquer um que tenha mais do que 13 anos. Colocar heroizinho na tela de qualquer jeito é uma coisa. Fazer uma série boa é outra completamente diferente.

E o pior é que Arrow vai na descendente em termos de qualidade… Uma pena, pois o personagem merecia mais.

Abs,
Ritter.

Responder
Fabricio Aragão 5 de novembro de 2014 - 01:47

Esse ator que faz o protagonista…
Meu Deus, ele é péssimo!

Série arrastada… com ares de “sessão da tarde”… Não dá pra levar a sério.

Responder
planocritico 5 de novembro de 2014 - 14:05

Concordo, @fabricioarago:disqus. Amell é péssimo. Só tem duas expressões e elas são bem parecidas…

Sobre a série ser arrastada, eu concordo, mas isso é muito mais em razão de ser uma série de 23 episódios do que qualquer outra coisa. Não tem roteiro que segure uma história desse tamanho.

E sim, tem ares de “sessão da tarde”, mas com uma veia sombria. Não é o ideal, mas considerando que o herói é um cara que anda vestido de verde, com capuz e arco e flecha, não dá para esperar muito mais do que isso, não é mesmo?

Abs, Ritter.

Responder
Pablo Gonçalves 28 de outubro de 2014 - 12:55

Review muito bom…
Essa 1ª temporada foi realmente estranha. ive que me forçar pra ver até mais ou menos no EP 16, e daí sim a série abraçou o arco do “empreendimento” e ficou muito legal. Mas quando chega na 2ª temporada, tudo muda!
A série já mostra seu arco principal quase que de cara; Stephen Amell acerta muito seu tom de badass com coração e fica quase ótimo (sem exageros); aparece Sarah Lance que, apesar de a linda atriz demorar a engatar, mostra o que nós esperaríamos do Arqueiro desde o começo; Felicity e Diggle começam a ter suas histórias mais desenvolvidas; começamos a ter vários ‘easter eggs’ sobre os quadrinhos, como o Esquadrão Suicida; as cenas de ação evoluem muito, cada EP fica parecendo um filme (no que diz respeito a qualidade de produção) e finalmente, as coisas acontecem muito rápido à medida que o final se aproxima. Os únicos poréns ficam por conta de Oliver, que começa a fazer c* doce e decide que não quer mais matar ninguém (o que faz dele um belo paspalho, pois ele sofre o diabo nas mãos de várias pessoas e não revida) e Laurel, que vira uma pinguça viciada em remédios e também faz c* doce pra não melhorar. Mas tudo isso acaba nos últimos EPs e o season finale foi somente ÉPICO.
A 3ª temporada mal começou e já está quente, muito boa mesmo. Valeu a pena ter me forçado lá no início!
BJS

Responder
planocritico 29 de outubro de 2014 - 15:10

Obrigado, @pablogonalves:disqus.

A 1ª temporada é sempre a temporada de “teste”. Eles jogam tudo para ver o que funciona com o público. Até que, no final das contas, fiquei surpreso com o resultado, ainda que, diferentemente de você, tenha preferido o começo e detestado o tal “empreendimento”. Amell também é só um rostinho bonito que não sabe atuar com um mínimo de densidade, praga essa que assola a série por inteiro, na verdade.

Estou vendo a 2ª temporada agora e não sei se – até o momento pelo menos – compartilho de seu entusiasmo. Mas só posso julgar quando acabar os intermináveis 23 episódios. Farei a crítica aqui logo em seguida, provavelmente ainda em novembro.

Abs, Ritter.

Responder
Senhor J. Jonas Jaime 23 de outubro de 2014 - 11:57

É a primeira crítica sem fanboylagem que eu li, sobre Arrow. Parabéns.
A série, em meu ponto de vista, é razoável. Falando como fã do Arqueiro Verde, é um tremenda de uma porcaria. Apesar de muitos aspectos de sua origem, terem sido mantidas, sua personalidade quanto ao personagem, ficou bem rasa.
Eu vejo nesse “Capuz”, mais aspectos do Batman do Nolan, que o próprio Arqueiro Verde.
O personagem é chato, não tem carisma. Amell, com sua atuação fraca e enjoativa, não enriquece em nada.

O tom CW, é um outro ponto negativo. Todo aquele drama sem sal e fraco, estilo malhação, funciona com o público da CW, mas comigo, me faz lembrar a mim mesmo com os meus 15 anos de idade, quando me amarrava no drama Clark/Lana Lang. Hoje, mais adulto, esses romances, são um saco.

Os vilões do próprio Arqueiro, são jogados de lado e poucos desenvolvidos.

Responder
planocritico 24 de outubro de 2014 - 01:14

Obrigado, @disqus_drS26jTmMF:disqus! Tentei me distanciar o máximo possível para escrever. A série é boba, mas bem feita. Diverte, mas não mais do que isso.

Estou vendo a 2ª agora, para ver se a coisa melhora.

Valeu pelo comentário!

Abs, Ritter.

Responder
Mandarim 29 de setembro de 2014 - 23:12

Excelente crítica, concordo com tudo que foi apresentado. Realmente a longa duração de 23 episódios da temporada pesou bastante no roteiro, o que, de certa maneira, já era bem previsível.

Adotando um tom ora sério/dark/Nolan e ora mais leve (assumindo sua identidade quadrinesca) infelizmente falha em alguns pontos ao realmente, como citado na crítica, exigir bastante suspensão de descrença.

A revelação do Arqueiro Negro também fora um pouco óbvia e decepcionante.

Queria apontar também o pouco destaque dado nesta temporada (ou pelo menos, a partir da metade dela e que, na segunda, só vimos a comprovação desse fato) ao personagem de Colin Salmon (Walter Steele), que visivelmente era um caractere interessante de ser explorando em termos de narrativa.

Entretanto achei que a série fechou muito bem com um episódio de fim de temporada conclusivo e que, se a já exigida pelo roteiro suspensão de descrença for levada em pauta, pode considerar-se um episódio realmente épico em termos de clichês de histórias de heróis (com o herói enfrentando seu rival em uma batalha mortal enquanto eventos maiores acontecem ao fundo e personagens vão morrendo, contribuindo para o tom de urgência).

Houve uma melhora perceptível na segunda temporada em alguns pontos devedores dessa primeira enquanto alguns erros permaneceram.

Gostaria de saber, se possível, da data de publicação da crítica da segunda temporada aqui no site.

Abr.

Responder
planocritico 30 de setembro de 2014 - 02:19

Obrigado, @disqus_QlnhxUMIhi:disqus! Achei o último episódio bastante cartunesco, um tanto fora da seriedade e contenção da série, mas tudo bem, valeu mesmo assim.

Sobre a crítica da segunda temporada, estou fazendo um esforço para ver se ela sai antes da estreia da 3ª temporada nos EUA, lá pelo dia 08 de outubro, mas, com o Festival do Rio a pleno vapor, não sei se conseguirei. Mas garanto que sai antes do final de outubro!

Abs, Ritter.

Responder
Wagner Pires 17 de setembro de 2014 - 21:56

Olha, eu demorei muito pra começar a assistir essa série, tanto que quando fui ver baixei a 1ª e a 2ª temporada direto, e…. acabei assistindo tudo em 1 semana e meia!
Achei bem melhor do que esperava mesmo, por mais que tenha os problemas obvios, como o já chato numero gigante de episodios, ou porque, PORQUE ainda tem a irmã dele na série??? Personagem chata da porra! E o pior é que com o final da 2ª temp., tenho certeza que vou odia-la mais ainda na 3ª

Responder
planocritico 18 de setembro de 2014 - 01:44

Também confesso que me diverti muito mais do que imaginava, mas, lá pelo meio da série, já queria que o negócio acabasse. E, realmente, a “Speedy” é bastante insuportável…

Abs, Ritter.

Responder
Alessandro Dias 16 de setembro de 2014 - 20:17

Apesar dos óbvios problemas, eu gosto da série, muito em função da história dupla ilha/presente que é “linkada” em todos os episódios (ou quase). Mas realmente essa quantidade exagerada de episódios é ruim demais, sendo esse o maior problema, na minha opinião. Felizmente esse ponto que mais gosto se repete na temporada seguinte, mas ao mesmo tempo, o ponto que menos gosto se repete também…

Responder
planocritico 16 de setembro de 2014 - 20:25

@alessandro_dias:disqus, fiquei surpreso por ter gostado o tanto que gostei. Estava preparado para odiar a série e deu no que deu. Como você bem apontou, o principal problema é mesmo a quantidade de episódios, que gera as “enrolações” todas, incluindo a bagunça romântica dos adolescentes imberbes. Ainda estou começando a segunda temporada, cuja crítica sairá aqui antes da terceira começar.

Abraço, Ritter.

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