Crítica | As Cerâmicas de Ilza

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estrelas 4,5

Antes de sua estréia na direção de longas, o cineasta polonês Andrzej Wajda, ainda na Escola de Cinema de Lódz, escreveu e dirigiu um belíssimo curta-metragem, As cerâmicas de Ilza (1951), no qual narra em estilo documental a história da tradicional arte da cidade do título, e como essa arte se perpetuou nas novas gerações.

Wajda conseguiu fazer uma exposição didática sem ser cansativo, contemplando a cidade Ilza desde a Idade Moderna, quando a fama das cerâmicas ali produzidas começou a se espalhar pela Europa Oriental, até a década de 1950, momento da união dos artistas em cooperativas, da fundação de uma escola de cerâmica e dos concursos que matêm viva a tradição da arte.

Ao filmar algumas obras ali produzidas, Wajda dispôs fotogramas animados atrás dos exemplares em foco em primeiro plano, executando diferentes combinações de objeto artístico mais o seu meio natural. Pela proximidade da câmera, essas cerâmicas alcançam tamanho real, dando um incrível efeito visual às sequências.

Sob a visão de suas convicções políticas o diretor conduz o filme por um campo nacionalista, que se ressente da ocupação nazista e inglesa no país, mas sempre empunhando a bandeira da Polônia vitoriosa, que conseguiu superar a imitação britânica de sua produção secular e vencer a mortandade provocada pela ocupação germânica e nacional-socialista, nos anos 1940.

Essa fusão do discurso político nacionalista com as belas imagens dos trabalhadores e habitantes da cidade de Ilza, de seu cotidiano, paisagens e arte, resultou em um curta-metragem único, um filme que já indicava o criativo cineasta que seria aquele jovem estudante polonês.

As Cerâmicas de Ilza (Ceramika Ilzecka, Polônia, 1951)
Direção: 
Andrzej Wajda
Roteiro: Andrzej Wajda
Duração: 10min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.