Home QuadrinhosArco Crítica | Astonishing Tales #12 e 13: O Terror Ataca Nos Pântanos e Homem-Coisa

Crítica | Astonishing Tales #12 e 13: O Terror Ataca Nos Pântanos e Homem-Coisa

por Luiz Santiago
82 views (a partir de agosto de 2020)

De certa forma, os acontecimentos dessas duas edições da revista Astonishing Tales são uma continuação da saga do Homem-Coisa mostrada em sua origem, na Savage Tales #1. Tudo parece convergir para a fórmula que Ted estava desenvolvendo, mas agora temos informações de que a SHIELD estava vistoriando o projeto e que a IMA (Ideias Mecânicas Avançadas) estava por trás dos terroristas/sabotadores/espiões infiltrados na organização para colocar as mãos no soro. O problema dessas edições é que há muita repetição da então nova jornada do HoCo (hehehehe — melhor chamar de “HC”, não é mesmo?), remostrando a origem e as primeiras andanças do personagem. Em suma, a trama quase não avança.

A linha principal, porém, nem é do HC. Temos aqui Barbara Morse encarregada de realizar a investigação para encontrar Ted Sellis, e tudo entra por um turbilhão de acontecimentos onde cabe Ka-Zar, seu Dente-de-Sabre Kabu, o traidor Paul Allen e um flashback com a Doutora Wilma Calvin, a única, ao menos até esse momento, que poderia ajudar o Homem-Coisa. Claro que ainda não sabemos o que ela poderia fazer — reverter a situação é que não –, mas o Ted que ainda existe no HC pensa que a Dra.

Calvin é a chave. Todavia, os tormentos do personagem precisam ser mantidos e nada dá certo para ele, como era de se esperar. Aqui, o roteiro de Roy Thomas e Len Wein (que estava preparando a primeira edição solo do Monstro do Pântano na mesma época!!!) mostra a dificuldade de viver sem poder falar quem é e sem entender completamente o alcance de suas habilidades ou “maldições”.

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Sai pra lá, bicho feio!

Como não há entendimento ou estabelecimento de um novo drama para o Homem-Coisa, o leitor é colocado apenas em uma trilha de maquinações envolvendo o governo e nada mais. Novamente temos um roteiro simples, com momentos e conceitos bons escondidos, esperando a oportunidade de desabrochar, mas não é aqui que isto acontece.

Com uma boa arte e boa captura visual daquelas tramas com “teorias da conspiração”, mitos caipiras e criaturas à la Frankenstein, essas duas revistas mostram de maneira interessante o que o Homem Coisa pode fazer — a questão do toque dele ser “ácido” para quem tem medo é muito legal — e o plano muito maior no qual ele está envolvido. Não demoraria muito tempo para a Marvel dar mais destaque ao personagem, embora não em uma revista solo. No final de 1972, ele começaria a aparecer com destaque na revista Adventure Into Fear, a partir da edição #10. Era o começo de uma longa jornada para o Pantanoso da Marvel.

Astonishing Tales #12 – 13 (Terror Stalks the Everglades! / Man-Thing!) — EUA, junho e agosto de 1972
No Brasil: Kazar #2 (Editora Paladino, 1972)
Roteiro: Roy Thomas, Len Wein
Arte: John Buscema, Neal Adams, John Romita, Rich Buckler
Arte-final: Dan Adkins
Letras: Jon Costa, Sam Rosen, John Costanza
Capas: John Buscema, Joe Sinnott, Jon Costa, Rich Buckler, Sam Rosen
Editoria: Stan Lee
45 páginas

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