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Crítica | Atlan – Livro 1: No Berço da Humanidade, de Hans Kneifel

por Luiz Santiago
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Ciclo 1: Aventuras Temporais — Episódio: 1/52
Principais personagens: Atlan (Adlaan), Cyr Aescunnar, Rico, Truc, Asser, Anooa, Thupa, Uroga, Katya, N’Gomee, Suuma, Gard, Cheen, Yaac.
Espaço: Terrânia / Vale do Ródano e Sicília com breves passagens finais no Egito, Mesopotâmia e Montes Urais.
Tempo: 2420 / 7888 a 7887 a.C.

No Berço da Humanidade (ou Irmão dos Lobos de Aço) é o 56º romance planetário de PR, e o primeiro volume da linha de histórias que narram as aventuras do arcônida Atlan, que ficou isolado na Terra após o cataclismo que fez afundar o continente de Atlântida (aqui temos mais alguns poucos detalhes sobre isso), algo abordado rapidamente no livro Base em Vênus, oitavo segmento da série Perry Rhodan. Na sinopse da série, lançada aqui no Brasil pela Editora SSPG, temos a seguinte definição: “Após o afundamento da Atlântida há dez mil anos, Atlan se recolhe à sua cúpula submarina e emerge de tempos em tempos para encontrar uma forma de retornar ao seu planeta natal. Em meio a isso, ele defende o planeta Terra de ameaças vindas do espaço sideral, acompanha e incentiva secretamente a evolução da Humanidade e trava contato com importantes personagens e eventos históricos da Terra”.

Nesse primeiro livro, Atlan é despertado de seu sono criogênico e inicialmente acompanhamos todo o protocolo desse despertar. A escrita de Hans Kneifel é econômica e muito cativante. O autor nos traz um bom número de informações em um curto espaço de tempo e liga bem personagens e espaços de contexto, dando ao leitor a possibilidade de entender melhor o que está em volta do protagonista, ao mesmo tempo que se interessa pelo que acontecerá com ele nesse mundo sem tecnologia. Quando Atlan sai da cúpula submarina e decide viver entre os homens da Pré-História, no Neolítico pré-cerâmica, é que o livro realmente ganha corpo. O espaço de tempo da trama principal é de apenas um ano (7888 a 7887 a.C.) e mesmo sendo um livro curto, o leitor tem realmente essa sensação de passagem do tempo.

Há também uma outra linha dramática em andamento aqui. Ela se passa em Terrânia, em 2420, e tanto mostra uma escavação arqueológica que descobre carcaças daquilo que vemos ocorrer no desenvolvimento do livro, quanto uma parte menos interessante, o complicado estado de saúde de Atlan, que só por um meio tecnológico especial é que consegue “relatar” essa aventura de seu passado. Esse ponto de partida da ação não me agradou, mas é uma parte tão curta do volume, que realmente não faz tanta diferença assim.

No final do livro, após semanas de treinamento, a gente vê Atlan levando alguns “amigos do lobo” para lugares específicos da Terra, deixando claro que ele influenciou o desempenho da humanidade em muitas das primeiras civilizações. Anooa, N’Gomee e uma das mulheres do grupo são deixados às margens do Rio Nilo (Civilização Egípcia). Suuma, Gard e T’vaar entre os Rios Tigre e Eufrates (Civilização Mesopotâmica). Cheen e Yaac na região dos Montes Urais (não são dadas informações precisas, mas imagino que o autor estava se referindo à Civilização Cita). E por fim, outros dois “irmãos do lobo” são deixados 700 quilômetros ao norte do Vale do Rhône (França).

Eu realmente gostei da forma como o autor não fugiu do tema da Pré-História e explorou bem a geografia dos lugares por onde Atlan passou, costurando a esses primeiros passos da humanidade a parte de ficção científica, que é a alma da série. No Berço da Humanidade é um livro de introdução muito bom, deixando-nos curiosos para ver qual será o próximo lugar e ação ou inimigos que Atlan terá pela frente, quando mais uma vez acordar de seu sono e ver o que foi feito dos ensinamentos que ele concedeu para alguns humanos.

Perry Rhodan: Romances Planetários #56: Atlan – Livro 1: No Berço da Humanidade (Perry Rhodan-Planetenromane – Band 56: Bruder der Stählernen Wölfe + An der Wiege der Menschheit) — Alemanha, 1968 / 1992
Autor: Hans Kneifel
Capa original: Johnny Bruck
Editora original: VPM – Pabel Moewig Verlag KG
No Brasil: SSPG Editora (abril de 2019)
Tradução: Marcel Vilela de Lima
130 páginas

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