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Crítica | Band of Brothers

por Marcelo Sobrinho
786 views (a partir de agosto de 2020)

“Aos que trazem muita coragem a este mundo, o mundo quebra a cada um deles e alguns ficam mais fortes nos lugares quebrados. Mas aos que não se deixam quebrar, o mundo os mata. Mata os muito bons, os muito meigos, os muito bravos – indiferentemente.”

Adeus às Armas, de Ernest Hemingway

Contém spoilers

A reflexão de Frederic Henry, condutor de ambulâncias que protagoniza o romance de Ernest Hemingway, ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial, é uma das mais poderosas já realizadas sobre a guerra. Adeus às Armas é baseado em sua própria experiência no conflito, que marcou profundamente a biografia de um dos maiores escritores norte-americanos. Duas décadas depois, a reflexão ganharia ressonância sem precedentes com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, ainda mais brutal e que deixaria um número estimado de 40 a 70 milhões de mortos. É de se esperar que o maior conflito bélico da história da humanidade crie também seus mitos e seus heróis. O cinema norte-americano tem uma vasta e ótima produção para tratar deles, abrangendo desde O Mais Longo dos Dias, co-dirigido por Andrew Marton, Bernard Wicki e Ken Annakin, em 1962, a O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg, lançado em 1998.

Quebrando essa lógica, a HBO lançou em 2001 a minissérie Band of Brothers, que narra em dez episódios os feitos da Companhia Easy, pertencente ao 506º Regimento de Infantaria Paraquedista, da 101ª Divisão Aerotransportadora do exército americano. Se a narrativa oficial cristalizou seus membros como heróis de guerra, formando uma das companhias de infantaria mais corajosas e bem-sucedidas da história militar estadunidense, a brilhante minissérie produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg mostra como as coisas se deram por dentro. Band of Brothers, baseada no livro homônimo de Stephen E. Ambrose, traz aos holofotes a narrativa dos homens e dos soldados e não a dos mitos. Para isso, um verdadeiro tour de force foi empreendido: três anos de produção e gravação, mais de 2000 figurantes, mais de 700 armas restauradas, cerca de 1200 vestes civis originais e um orçamento total de 125 milhões de dólares. Uma superprodução, sem dúvidas, mas que jamais abandona o conteúdo com vistas ao espetáculo.

Band of Brothers possui tudo o que o gênero de guerra exige para se estar em seu cânone. Há personagens multifacetados, que criam afeto no público, tornando cada baixa sentida como se o espectador estivesse inserido no cotidiano dos combatentes e sem que, para isso, sejam necessárias as caricaturas. Todos tem seus momentos de austeridade, de dor e também de alívio cômico. As cenas de combate são todas brilhantemente dirigidas (cada episódio com um diretor diferente), com a câmera tremulando a cada impacto de bomba ou morteiro, movendo-se e cortando ininterruptamente na tentativa de dar conta da desorientação experimentada no campo de batalha. As explosões que ocorrem no extracampo fazem cair estilhaços e destroços dentro do quadro. A realidade do combate é simulada como nunca se fizera. E em meio a tanto fogo cruzado, Band of Brothers vai desenvolvendo seus protagonistas, como os capitães Dick Winters e Lewis Nixon, o sargento Carwood Lipton e os tenentes Buck Compton e Ronald Speirs.

A trilha sonora composta por Michael Kamen é usada na medida exata. Ela se ausenta quando é necessário e reaparece com sensibilidade nos momentos mais afetivos. O tema principal tornou-se uma marca registrada da minissérie. A fotografia se destaca no quinto capítulo – Crossroads – por um belíssimo efeito granulado, que dá um tom introspectivo a um episódio que se passa em grande medida na mente do capitão Winters. Cenografia, figurino, maquiagem e efeitos especiais estão absolutamente irretocáveis. O ferimentos, as muitas mutilações dos soldados, todas as explosões que lançam seus destroços aos ares, as balas que cortam os ares sem cessar e o fogo que toma conta do campo de batalha – tudo é muito bem cuidado pela direção de arte. Conta-se que o esmero da equipe de produção era tanto que alguns veteranos da Companhia Easy foram convidados aos sets de filmagem para corrigirem possíveis erros.

O soldado e sua cólera

Um dos aspectos mais interessantes de Band of Brothers é trabalhar a humanidade do soldado. Se eles tem seus momentos de glória e heroísmo, também se fragilizam quando submetidos à enorme pressão do combate. Albert Blithe desenvolve uma cegueira histérica no campo de batalha (que coincide com as descrições mais clássicas dos quadros histéricos no século XIX, que variavam de paralisias não explicadas a cegueiras completas). Um dos melhores soldados de Winters – o tenente Buck Compton – vai se transformando pouco a pouco desde a operação Market Garden. A gota d’água para ele foi ver seus amigos Bill Guarnere e Joe Toye mutilados durante a batalha do Bulge, quando estiveram entrincheirados sob pesado bombardeio da artilharia alemã, que causou baixas de mais da metade de toda a companhia. Por maior que seja o cuidado da minissérie com seus aspectos históricos (o que não a isenta de erros), o belíssimo insert-shot na mão de Compton, que retira o capacete e o larga ao chão diante dos amigos feridos, nos lembra que estamos assistindo a uma obra de cinema e não a um documentário.

Buck Compton aparecerá infantilizado nas cenas seguintes, deitado em posição fetal, enquanto o narrador deixa claro que todos esses momentos de vulnerabilidade nunca couberam nos relatórios oficiais. Revela também a compreensão dos companheiros, que jamais o condenaram por entrar em colapso. Mas Buck e Blithe não são os únicos. Um soldado golpeia o amigo com sua baioneta ao despertar assustado em uma troca de turno em Bastogne. Outro tenta cavar uma trincheira com as próprias mãos, quase catatônico. Com certa dose de humor negro, Lipton começa a fumar quando uma bomba gora após cair em sua trincheira. Nixon afunda-se no álcool. Winters é atormentado pela lembrança de um jovem inimigo. Em Band of Brothers, os verdadeiros soldados não parecem mesmo caber nas clássicas histórias de heróis.

A ética na guerra: uma encruzilhada

Outra questão das mais importantes na minissérie norte-americana é formulada no episódio Crossroads. Cabe pensar a ética na guerra ou a guerra já viola qualquer ética possível? Ao derrotar duas companhias inteiras do exército alemão, a Companhia Easy, sob a liderança do capitão Winters, consegue mais uma façanha tática notável. Mas a imagem do primeiro tiro dado pelo capitão, contra um jovem da infantaria inimiga, não o abandona ao longo de todo o episódio. Dick Winters, por mais que esteja consciente de sua obrigação como combatente, não consegue equacionar o dever de soldado e o custo da guerra. Quantos jovens ainda precisariam morrer nos meses de conflito que ainda estariam por vir? Mas quantos morreriam caso os Aliados não levassem a cabo a sua missão de libertar a Europa? Como encontrar uma saída viável diante dessa autêntica encruzilhada ética?

Em Band of Brothers, há um claro embate de forças. O tenente Ronald Speirs jamais negou nem confirmou a história sobre o assassinato de um grupo de soldados alemães fora do campo de batalha, após lhes oferecer cigarros. O soldado David Webster dá uma barra de chocolate a um menino durante a campanha da Companhia Easy na Holanda. Se Speirs é o personagem mais dual de toda a minissérie, considerando uma distinção positiva ser reconhecido pela suposta infração ética, já que a guerra lhe parece ser mesmo a ruína de toda ética, seu companheiro de combate consegue ser gentil com aquele cuja geração irá reconstruir a Europa no pós-guerra. Os soldados de Band of Brothers matam para que um continente inteiro possa viver. Mas ninguém sai ileso desse dilema ético, afinal, os fins nunca parecem justificar os meios quando se desce tão fundo em nossa própria bestialidade.

Desígnio e contingência

Outra fixação temática que aparece – com força máxima no sexto e sétimo episódios, que tratam da batalha do Bulge – é a antítese entre o desígnio e a contingência no mundo mergulhado em guerra. Em uma conversa entre o enfermeiro Eugene Roe e sua colega Renée Lemaire, que se voluntariou para cuidar dos feridos em Bastogne, ele fala do atendimento aos combatentes como um desígnio que Deus lhe havia dado, ao que ela responde: “Deus não daria algo tão doloroso”. A enfermeira compreendia bem sua posição solidária e comprometida com o alívio da dor de seu semelhante como um sofrimento auto-imposto. Ao que tudo indica, a enfermeira de Band of Brothers acreditava que o sofrimento redime. Ela o escolheu. Nunca o recebeu como tarefa excelsa e pagou com a própria vida por ele. Sua amiga Anna, que aparece brevemente no sexto episódio, foi inspirada em Augusta Chiwy – uma enfermeira congolesa que também trabalhou em Bastogne cuidando de milhares de feridos. Chiwy morreu aos 94 anos, em 23 de agosto de 2015, e declarou poucos anos antes de morrer: “O que fiz foi muito normal”.

São muitos os momentos em que a contingência surge em Band of Brothers. Se uma bomba gora na trincheira do sargento Lipton, outra explode na de Muck e Penkala antes de George Luz alcançá-la. Outro soldado morre carregando pães ao atravessar uma rua em Haguenau, após ter sobrevivido à infernal batalha do Bulge. A guerra escolhe suas vítimas fortuitamente. Por isso, é natural ouvir o verdadeiro capitão Winters negando a si mesmo o título de herói no ato final da minissérie, pois as tantas mortes que os sobreviventes carregaram em suas lembranças trocaram a ideia do heroísmo pela simples ideia do absurdo – momentos em que o mundo subitamente deixa de fazer qualquer sentido. Se é verdade que qualquer homem pode experimentá-lo em qualquer esquina, como pensava Albert Camus, qual não deve ser a experiência com ele quando a guerra lhe poupa a vida, mas ceifa a de um amigo que combate a seu lado?

O ódio e seus tentáculos

O ódio está presente em quase todos os episódios de Band of Brothers. Dos insultos do soldado Webster às tropas alemãs derrotadas às execuções sumárias dos soldados rendidos. Das mulheres holandesas humilhadas em praça pública, em Eindhoven, por terem dormido com alemães ao justiçamento praticado contra um suposto comandante nazista em Berchtesgaden. O ódio se espalha por toda parte e é válido ressaltar que, muitas vezes, ele é praticado por americanos e outros aliados e não somente por nazistas. O discurso do general alemão à sua tropa, universal e facilmente reconhecível no de qualquer outro comandante, demonstra que o combatente alemão apenas cumpria seu dever na guerra, como qualquer outro soldado de qualquer país. É preciso diferenciar o soldado alemão médio do oficial de alta patente diretamente implicado no morticínio que se encontrou, por exemplo, no campo de Landsberg pela Companhia Easy. É notável o cuidado da direção de arte nesse episódio – intitulado Why We Fight – para representar fielmente como o campo foi encontrado, em 28 de abril de 1945.

Campo de Landsberg tal como encontrado pela Companhia Easy.

Em paz com suas biografias

Após tomar o Ninho da Águia, casa de campo localizada nos Alpes e dada de presente a Hitler pelo Partido Nazista em 1939, a Companhia Easy finalizava a campanha que havia sido iniciada na Normandia, durante a madrugada de 6 de junho de 1944. Uma foto foi tirada no local, com Dick Winters e seus homens reunidos enquanto tomavam os vinhos do Führer. O local hoje abriga um restaurante, mas também serviu de locação às filmagens da minissérie. Após a vitoriosa campanha na Segunda Grande Guerra, cada integrante da companhia seguiu um caminho particular. Houve quem se lançasse sozinho ao mar anos depois, para nunca mais ser visto. Também houve quem escolhesse uma vida reclusa, distante de todas as lembranças, mas reaparecendo em uma reunião de veteranos em 1981, pouco antes de morrer. Cada um dos homens da Companhia Easy traçou seu caminho em busca de uma vida pacífica a seu modo, em paz com sua obra, mas guardando as cicatrizes invisíveis que os conectariam eternamente. É acertada a escolha de Band of Brothers em guardar para o final a revelação da identidade dos veteranos que dão depoimento em cada início de episódio. A conexão emocional que consegue com isso é enorme.

Companhia Easy após a tomada do Ninho da Águia (foto colorida digitalmente)

Band of Brothers é possivelmente uma das melhores obras já realizadas sobre a guerra propriamente dita. Sem maniqueísmos nem grandes subtextos. A guerra in natura, representada por um esforço audiovisual mastodôntico e que se mantém, após quase 17 anos de seu lançamento, como um título obrigatório do gênero.

Band of Brothers – EUA, 2001
Direção: Phil Alden Robinson, Richard Loncraine, Mikael Salomon, David Nutter, Tom Hanks, David Leland, David Frankel, Tony To
Roteiro: Stephen E. Ambrose
Elenco: Damian Lewis, Donnie Wahlberg, Michael Cudlitz, Ron Livingston, Matthew Settle, Rick Gomez, Scott Grimes, Dale Dye, Dexter Fletcher, Shane Taylor, James Madio, Neal McDonough, Michael Fassbender, Eion Bailey, Frank John Hughes, David Schwimmer, Kirk Acevedo, Marc Warren
Duração: 705 minutos

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68 comentários

Jordison Francisco 26 de outubro de 2020 - 11:01

Necessária visualização para todos os fãs de drama da Segunda Guerra Mundial enquanto era uma lição de história perfeita!

Na estreia, com um elenco de semi-conhecidos e desconhecidos como David Schwimmer, Neal McDonough, Ron Livingston, Damian Lewis, Scott Grimes, Michael Cudlitz, Donnie Wahlberg e Dexter Fletcher, todos os homens olham as partes que são atribuídos. E como os melhores filmes de Guerra que eles se inspiram, eles não procuram que isso dependa de um elenco all-star- apenas convença e faça parte de uma reconstituição já em alta escala. E por ser a HBO, será sempre um de seus trabalhos mais conhecidos, ao mesmo tempo em que nunca se sentirá como qualquer programa de TV com o visual cinematográfico que contém, as representações horríveis e as intros de entrevistas de pessoas da vida real. As batalhas são traumáticas e emocionantes, ao mesmo tempo em que documentam adequadamente todos esses jovens que compartilham a mesma emoção, se não o mesmo destino.

Baseada no romance de Stephen E. Ambrose e feita no estilo de Saving Private Ryan, esta inovadora série da HBO narra Easy Company. Eles foram o 506º Regimento da 101ª Divisão Aerotransportada, e são mostrados através de sua missão no teatro europeu da Segunda Guerra Mundial do Dia D ao Dia V-J. Baseada em entrevistas com sobreviventes e mostradas junto com diários e cartas de soldados, esta minissérie compartilha as experiências desses homens lendários, pois eles demonstraram extraordinária bravura e enfrentaram um medo inimaginável.

Muitas vezes visto em outros canais a cabo a cada Dia D como lembrança de 6 de junho, ele sempre merecerá ser revisto pelos fãs de cinema/TV ou simplesmente apresentar a um novo público. Seja o campo de concentração de partir o coração revelar, trincheiras cheias de neve ou os dias finais até o final de 1945, esta é uma lição de história e um drama intenso emocionalmente gratificante. Houve grandes séries históricas de TV antes, agora esta produção é a chave que elevou o nível desde então.

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Gabriel Pereira 13 de maio de 2020 - 11:08

Obrigado pela crítica dessa obra de arte, Marcelo.
Você foi muito preciso e imparcial nela. Falo isso, porque uma obra desse tamanho, que retrata o maior acontecimento da história da humanidade, principalmente no aspecto do horror que foi, tem que ser analisada como um todo, com ampla perspectiva dos fatos. Band of Brothers, sem dúvida alguma é uma das obras mais realistas e impecáveis que retratam esse período. Todos os aspectos dela, desde partes técnicas e atuações, contextos, cada detalhe, cada sentimento aflorado, é fantástica. É uma imersão muito forte, todos os episódios tem seus pesares e temores, mas o ep Why We Fight…ele te paralisa, ficamos anestesiados, o impacto com tamanho realismo e horror chega a incomodar. Uma menção a Dick Winters, que desde o começo foi retratado como um grande humano, desde a percepção da guerra ao companheirismo com seus irmãos.
Agradeço mais uma vez pela crítica e um grande abraço!

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Leonardo Raimundi 1 de maio de 2020 - 12:37

Tecnicamente perfeita e super realista. Mas ainda assim uma propaganda. A verdade é que os aliados só entraram na Europa ocidental pra evitar que os russos fizessem o mesmo, pois se engana quem pensa que o rolo compressor vermelho iria parar em Berlim.

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Marcelo Sobrinho 28 de maio de 2018 - 14:21

Olá, Keila Sparrow! Fico muito feliz de receber seu comentário em minha crítica. Band of Brothers é uma série incrível, que levou um crítico como eu, pouquíssimo ligado a séries, a escrever essa crítica (bastante trabalhosa). Procurei fazer uma análise bem diferente, abordando aspectos éticos e filosóficos diretamente implicados na série. O desenvolvimento dos personagens é excelente e inclusive bastante complexo, mostrando a hostilidade contra os que não estiveram presentes em Bastogne por ficarem “tempo demais” na enfermaria. Série maravilhosa! Como não é uma série nova, com episódios sendo lançados agora, optamos por fazer uma crítica só. Gosta de The Pacific também? Fiz crítica pouco tempo depois de Band of Brothers! Não deixe de ler. Abraços!

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Keila Lima 27 de maio de 2018 - 22:34

Conheci Band of Brothers em 2015, quando estava assistindo tudo do Michael Fassbender, e qual não foi minha surpresa ao descobrir simplesmente a MELHOR SÉRIE DA VIDA!
Eu não tenho sequer palavras pra expressar o quanto essa história me afeta emocionalmente, o quanto essas pessoas me marcaram e são importantes para mim. De lá para cá, tenho assistido BoB pelo menos umas 3 vezes por ano, mas em 2018, nesse mês de maio, resolvi ler o livro do Stephen E. Ambrose que inspirou a série e isso só reafirmou o amor que eu tenho pela Easy Company. Acho que já é a 5º vez que estou revendo só esse mês e fiquei muito feliz por encontrar uma crítica recente e tão incrivelmente bem escrita em língua portuguesa.
Acho que a série retrata muito bem o abandono, miséria, ódio, sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo pelo qual essas pessoas passam. E por mais que a história tenha um ou outro personagem mais relevante para o roteiro e que tem uma parcela maior de protagonismo em determinados episódios (Winters, Nixon, Lipton, Doc Roe, Webster, Bull, Blith), ela não deixa de dar a devida atenção para praticamente o elenco inteiro. É impossível você não se importar com a companhia inteira, porque eles realmente funcionam como uma unidade. Até pelo Sobel eu senti empatia!
Só pra citar um exemplo, considero o Malarkey como um dos personagens que tem um dos desenvolvimentos mais interessantes na série. Comparando o Malarkey do segundo episódio, que ingenuamente entra no meio de um tiroteio só para tentar pegar uma luger para o irmão mais novo, com o Malarkey do oitavo episódio, desiludido e psicologicamente abalado pela morte brutal dos amigos mais próximos, podemos ter noção de como essa série soube trabalhar e desenvolver muito bem os dramas pessoais de cada um. É muito doloroso ver esse personagem perder o brilho no olhar. A cena do Malarkey recebendo a notícia de que teria de liderar a patrulha para conseguir prisioneiros do outro lado do rio, a tristeza com que ele reage a isso, é de cortar o coração.
Eu poderia ficar horas falando dessa série, mas esse comentário já virou textão. Enfim, Marcelo, parabéns por essa belíssima crítica. Melhor do que isso, só se você fizesse reviews de cada episódio separadamente, mas aí já é pedir demais (ou não, fica a dica). Eu teria o maior prazer em ler!

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Cartman do Bem 2 de abril de 2018 - 00:01

Unica série que tenho o blu ray (na verdade o blu ray é uma dobradinha com The Pacific). E pra mim é a melhor série que assisti.

Responder
Marcelo Sobrinho 2 de abril de 2018 - 13:52

A crítica de The Pacific sairá em breve, Papa Cartman! Fique atento! Abraços!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:09
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:09
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Clayton Lucena 27 de março de 2018 - 13:49

“De hoje até o fim
dos tempos, nós seremos lembrados. Nós, os afortunados, nós, os irmãos.
Pois aquele que sangra comigo será meu irmão.”

Que crítica sensacional…parabéns meu amigo.

Essa minissérie esta no meu Top 5 de melhores séries de todos os tempos e sem dúvidas ela é um dos melhores materiais sobre guerra já feito.

A humanização dos personagens é magnífica, aquela parte que o novo recruta chega todo empolgado na trincheira e o outro já esta de saco cheio é fenomenal.

E não tem como não se emocionar quando eles chegam ao
Campo de Landsberg, que cena forte e muito bem feita.

Não tem nem o que falar mais, ela é impecável do começo ao fim.

Aguardar agora a crítica de The Pacific que acho excelente na parte técnica, mas a história não me pegou igual a essa.

Abraços
Clayton

Responder
Clayton Lucena 27 de março de 2018 - 13:49

“De hoje até o fim
dos tempos, nós seremos lembrados. Nós, os afortunados, nós, os irmãos.
Pois aquele que sangra comigo será meu irmão.”

Que crítica sensacional…parabéns meu amigo.

Essa minissérie esta no meu Top 5 de melhores séries de todos os tempos e sem dúvidas ela é um dos melhores materiais sobre guerra já feito.

A humanização dos personagens é magnífica, aquela parte que o novo recruta chega todo empolgado na trincheira e o outro já esta de saco cheio é fenomenal.

E não tem como não se emocionar quando eles chegam ao
Campo de Landsberg, que cena forte e muito bem feita.

Não tem nem o que falar mais, ela é impecável do começo ao fim.

Aguardar agora a crítica de The Pacific que acho excelente na parte técnica, mas a história não me pegou igual a essa.

Abraços
Clayton

Responder
Marcelo Sobrinho 30 de março de 2018 - 17:59

Muito obrigado pelo elogio à crítica, Clayton! Band of Brothers é uma série única realmente. Um clássico. A recepção aqui ao meu texto já demonstra como ela é lembrada sempre. Aguarde a crítica de The Pacific! Abraços!

Responder
Marcelo Sobrinho 30 de março de 2018 - 17:59

Muito obrigado pelo elogio à crítica, Clayton! Band of Brothers é uma série única realmente. Um clássico. A recepção aqui ao meu texto já demonstra como ela é lembrada sempre. Aguarde a crítica de The Pacific! Abraços!

Responder
Clayton Lucena 6 de abril de 2018 - 14:00

guardo ela com carinho e sei que muita gente tbm…clássico!

fico no aguardo!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:09
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:09
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:09
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JG Eds 24 de março de 2018 - 03:59

Que crítica espetacular! Meus parabéns ao autor.

Responder
Marcelo Sobrinho 24 de março de 2018 - 10:46

Muito grato pelo elogio, JG Eds! Grande abraço!

Responder
Marcelo Sobrinho 24 de março de 2018 - 10:46

Muito grato pelo elogio, JG Eds! Grande abraço!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
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Tião Ferreira 24 de março de 2018 - 03:07

Análise perfeita, totalmente apolítica. Parabéns.

Responder
Tião Ferreira 24 de março de 2018 - 03:07

Análise perfeita, totalmente apolítica. Parabéns.

Responder
Marcelo Sobrinho 24 de março de 2018 - 10:45

Muito obrigado, Tião! Abraços!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
JG Eds 24 de março de 2018 - 03:59

Que crítica espetacular! Meus parabéns ao autor.

Responder
Jeferson Herold 24 de março de 2018 - 01:08

Marcelo, crítica perfeita!
Band of Brothers é a melhor série de Guerra produzida até hoje.

Já assisti 5 vezes e visitei alguns locais pessoalmente na Europa (Normandia, Bastogne, Rachamps, Foy, Haguenau).

Grande abraço,
Jef

Responder
Marcelo Sobrinho 24 de março de 2018 - 10:44

Muito obrigado pelo elogio, Jeferson! Que incrível! Tenho muita vontade de conhecer esses locais, além das praias do desembarque do dia D. Abraços!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
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Jeferson Herold 24 de março de 2018 - 01:08

Marcelo, crítica perfeita!
Band of Brothers é a melhor série de Guerra produzida até hoje.

Já assisti 5 vezes e visitei alguns locais pessoalmente na Europa (Normandia, Bastogne, Rachamps, Foy, Haguenau).

Grande abraço,
Jef

Responder
Cesar 23 de março de 2018 - 22:12

Ah.. nem li pra nao pegar spoilers, mas ta na minha lista desde uns 2 anos atras. Apenas nao encontro onde baixar!!! Vou fazer mais uma busca pra ve se acho. E depois voltarei pra ler.

Responder
Marcelo Sobrinho 24 de março de 2018 - 10:42

Assista sim, Cesar! Essa minissérie é simplesmente uma obra-prima. Depois volte para discutirmos sobre! Abraços!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Bruce Wayne 23 de março de 2018 - 21:11

Sensacional
Band of Brothers é a melhor serie/filme de guerra que já vi.

Responder
Marcelo Sobrinho 23 de março de 2018 - 22:31

Certamente, é uma das obras mais sensacionais dentro do gênero! Inesquecível, um clássico! Abraço!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 23 de março de 2018 - 20:51
Responder
Marcelo Sobrinho 23 de março de 2018 - 22:29

Satisfação a minha em receber uma resposta tão positiva à minha ideia de escrever sobre Band of Brothers. Estou longe de ser um aficcionado por séries, mas BoB é uma obra-prima que não me canso de assistir! Tudo funciona muito bem, desde as locações à direção. Gosta de The Pacific também? Abraços

Responder
Marcelo Sobrinho 23 de março de 2018 - 22:29

Satisfação a minha em receber uma resposta tão positiva à minha ideia de escrever sobre Band of Brothers. Estou longe de ser um aficcionado por séries, mas BoB é uma obra-prima que não me canso de assistir! Tudo funciona muito bem, desde as locações à direção. Gosta de The Pacific também? Abraços

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:09
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:09
Responder
Bruce Wayne 23 de março de 2018 - 21:11

Sensacional
Band of Brothers é a melhor serie/filme de guerra que já vi.

Responder
Phil de Punxsuatawney 23 de março de 2018 - 20:51

Marcelo
Quanta satisfação em ver esta crítica aqui no Plano. Essa minissérie é um primor artístico, sobretudo na maneira com que as histórias são contadas, com os depoimentos dos vovôs no início…

Ainda me emociono toda vez que assisto o “Por isso nós lutamos”, e também no final, ao ver Winters contando a história da carta do soldado Ranney:
– “Você foi um herói na Guerra, vovô?”
– “Não….mas servi na companhia de heróis.”

Uma história contada como se deve, por contadores de histórias ímpares. Direção, roteiro e atuações são impecáveis.

Muitos dos atores que brilharam em BoB ainda hoje colhem frutos que vieram dessa oportunidade…Alguns fazendo pontinhas, outros papéis maiores…

Sinto que o que tenho aqui na minha prateleira não é uma série da HBO, mas um documentário que vai na raiz das almas daqueles soldados, e nos pemite um pequeno vislumbre de como foram aqueles dias.

Um abraço!

Responder
Junito Hartley 23 de março de 2018 - 18:52

Sou amante de temas que envolve a 1 ou 2 guerra, principalmente a 2, fiquei sabendo dessa serie somente ano passado e logico que maratonei juntamente com the pacific, ambas sao espetaculares, parabéns excelente critica!

Responder
Cesar 23 de março de 2018 - 22:11

Viu online? Baixou? Tempão que eu to atras, mas quando encontro so tem qualidade horrivel

Responder
Luzonaldo Júnior 25 de março de 2018 - 10:46

Tem na HBO GO, se estiver sem grana pode fazer o teste de 30 dias grátis.

Responder
Junito Hartley 25 de março de 2018 - 14:36

Vi as duas series em 1080p por torrent.

Responder
Junito Hartley 25 de março de 2018 - 14:36

Vi as duas series em 1080p por torrent.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Daniel Arendt 25 de março de 2018 - 22:46

Vá em qualquer boa livraria e compre o box, nem é caro e terá uma bela obra na sua prateleira . Esse negocio de assistir somentecse conseguir baixar, francamente …..

Responder
Daniel Arendt 25 de março de 2018 - 22:46

Vá em qualquer boa livraria e compre o box, nem é caro e terá uma bela obra na sua prateleira . Esse negocio de assistir somentecse conseguir baixar, francamente …..

Responder
Cesar 28 de março de 2018 - 01:52

Amigo, vc acha que eu nao queria fazer algo do tipo? Sou um estudante de 22 anos naquela fase que nem tem estagio na mina área, nem tempo livre pra arrumar emprego fora da minha área. Gastar grana no momento nao esta nos planos. Tem que recorrer ao que pode, e depois que a obra é especial pra vc, certamente ira adquiri-la de forma legal

Responder
Cesar 28 de março de 2018 - 01:52

Amigo, vc acha que eu nao queria fazer algo do tipo? Sou um estudante de 22 anos naquela fase que nem tem estagio na mina área, nem tempo livre pra arrumar emprego fora da minha área. Gastar grana no momento nao esta nos planos. Tem que recorrer ao que pode, e depois que a obra é especial pra vc, certamente ira adquiri-la de forma legal

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Paulo 10 de abril de 2018 - 16:08

A pessoa compra se quiser, ninguém é obrigado a nada, e não é por não ter o box que o cara vai gostar menos que você. Esse negócio de pseudo cult me irrita.

Responder
Seth Rollins 10 de abril de 2018 - 16:08

A pessoa compra se quiser, ninguém é obrigado a nada, e não é por não ter o box que o cara vai gostar menos que você. Esse negócio de pseudo cult me irrita.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Marcelo Sobrinho 23 de março de 2018 - 22:26

Olá, Junito! Eu também sou um apaixonado pela minissérie (como fica claro na minha crítica, né?). A depender da resposta do público a essa crítica de Band of Brothers, que me deu um baita trabalho, pretendo escrever também sobre The Pacific! Obrigado pelo elogio! Grande abraço!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:18
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Junito Hartley 23 de março de 2018 - 18:52

Sou amante de temas que envolve a 1 ou 2 guerra, principalmente a 2, fiquei sabendo dessa serie somente ano passado e logico que maratonei juntamente com the pacific, ambas sao espetaculares, parabéns excelente critica!

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