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Crítica | Banshee – 1ª Temporada

por Ritter Fan
3403 views (a partir de agosto de 2020)

O neozelandês Antony Starr já tinha uma razoavelmente prolífica carreira no audiovisual – especialmente na televisão – quando embarcou em Banshee como protagonista, em um projeto original da Cinemax quando o canal, de propriedade da HBO, decidiu expandir sua oferta de material próprio. Jonathan Tropper e David Schickler, então com absolutamente nada em seu currículos, passaram a desenvolver a série originalmente com Alan Ball, co-produtor de A Sete Palmos e True Blood, que, não demorou, foi adquirida pelo canal que encomendou 10 episódios para a temporada inaugural ainda em 2011.

A premissa básica é razoavelmente simples: depois de cumprir 15 anos de prisão, um criminoso (Starr) é libertado e logo vai atrás de sua paixão e parceira de roubo Anastasiya “Ana” Rabitova (Ivana Miličević) que escondeu-se na cidadezinha de Banshee, na Pennsylvania sob a identidade de Carrie Hopewell, casada com o promotor público local e já com dois filhos. O que vai complicando a história é que ele não só é caçado pelo mafioso ucraniano Igor “Mr. Rabbit” Rabitov (Ben Cross), pai de Ana, que o culpa por traí-lo e por também afastá-lo de sua filha, como também, ao chegar na cidade, as circunstâncias o levam a assumir a identidade do novo xerife, Lucas Hood, algo em que é ajudado por seu outro parceiro de roubo e hacker virtuoso Job (Hoon Lee) e também fazendo parceria com o dono de bar, ex-boxeador e ex-condenado Sugar Bates (Frankie Faison), levando-o, claro, a estabelecer inimizada automática com o mafioso local, Kai Proctor (Ulrich Thomsen).

Fica evidente que a breve sinopse acima gera a tempestade perfeita para muita pancadaria e tiro. A “bomba”, pelo menos nesta temporada inaugural, é substituída pelo sexo. Em comum aos 10 episódios é a dobradinha “pancadaria e sexo” ou, mais precisamente, quem Starr vai espancar (ou quem espancará Starr) e com quem ele transará, ainda que, ironicamente, a melhor briga da temporada fique por conta de Ana, quando ela sai no braço com o capanga do pai no sótão onde Hood mora. Tudo gira em torno dessa estrutura bem simples, criando a categoria “pancadaria e transa da semana”, o que, mesmo com uma temporada curta, cansa bastante. Sim, as coreografias são viscerais e realistas, lembrando muito a violência e o esforço físico – e as consequências físicas – de Demolidor, por exemplo, mas, diferente da finada série fruto da parceria Marvel/Netflix sobre o Homem Sem Medo, os roteiros não têm apenas um norte e atiram para todo os lados, com Hood agindo como xerife ultra-violento que simplesmente ignora as leis, para desespero de seus delegados, mas também como fugitivo e, de quebra, sem deixar de continuar sua carreira de ladrão, o que não faz o menor sentido considerando o quanto isso chama a atenção para ele próprio, arriscando demasiadamente tudo o que ele faz para ziguezaguear Mr. Rabbit, Kai e a necessidade de manter secretas sua identidade e a de Ana.

O elenco é, em linhas gerais, o que se espera de uma série como essa. Starr é o durão genérico, Miličević é a durona genérica, Faison é o ex-bandido simpático padrão e Thomsen e Cross são os malvadões que existem em praticamente todo filme e série da História do Audiovisual, com Thomsen saindo-se melhor por seu personagem, de raízes Amish, ter uma camada extra de profundidade aqui e ali. Mas quem realmente se destaca em meio a iguais é Hoo Lee, que tem um papel divertido, altamente debochado e que diverte muito quando tem oportunidade de aparecer, o que não acontece muito aqui nesse começo, infelizmente. No entanto, há que ficar bem claro que todos estão eficientes para a proposta simples da série, pois não é necessário um grande ator para entregar os tipos de personagens recortados em cartolina que os roteiros exigem, bastando, em grande parte, boas coreografias de luta, trabalho de maquiagem de alto nível para lidar com os ferimentos e, lógico, corpos ardentes rolando na cama ou em qualquer superfície – horizontal ou vertical – em que eles possam se unir.

Em sua primeira temporada, Banshee tem o ônus natural de armar a trama e, para isso, faz uso de um sem-número de conveniências que acabam sendo divertidas pelo absurdo da coisa, valendo-se mesmo é da completa falta de freios para lidar com pancadaria e sexo. Não é algo que parece sustentável por muito mais tempo, mas, como são apenas quatro temporadas, com 38 episódios no total, creio que um mínimo de cuidado com os roteiros permitirá diversão descompromissada e descerebrada até o final.

Banshee – 1ª Temporada (EUA, 11 de janeiro a 15 de março de 2013)
Criação: Jonathan Tropper, David Schickler
Direção: Greg Yaitanes, SJ Clarkson, OC Madsen, Dean White, Miguel Sapochnik
Roteiro: Jonathan Tropper, David Schickler
Elenco: Antony Starr, Ivana Miličević, Ulrich Thomsen, Frankie Faison, Hoon Lee, Rus Blackwell, Matt Servitto, Demetrius Grosse, Trieste Kelly Dunn, Ryann Shane, Daniel Ross Owens, Lili Simmons, Ben Cross, Anthony Ruivivar
Duração: 600 min. aprox. (10 episódios)

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43 comentários

Jordison Francisco 22 de outubro de 2020 - 08:31

Banshee pode ser resumida com a frase: “Tiro, porrada e bomba!”

A história de Banshee é cheia de ótimos personagens, diálogos, ação, aventura, boas tiradas – um pipocão para ninguém botar defeito! Tudo muito bem produzido a nível cinematográfico. A cada abertura novos elementos da história são sutilmente apresentados e se estiver assistindo, não tire a série depois dos créditos, pois sempre há um cena pós-créditos que introduz elementos importantes a episódios futuros.

Do mesmo roteirista de True Blood, é extremamente dinâmica e não se perde em nenhum episódio! Adrenalina pura! Frenética! Incrível como ela vicia. Sempre tudo pode ser resolvido com porrada, sexo e muito sangue. Lucas Hood enfrenta desde fanáticos religiosos holandeses, índios donos de cassino, mafiosos ucranianos, estupradores, neonazistas e pessoas do seu passado como ladrão, onde sua história é contada por ótimos flashbacks.
O roteiro além de simples, é bem contado e envolvente. Uma série que deve estar na lista de qualquer maníaco. Impossível se entediar com as aventuras de Lucas Hood na cidadezinha de Banshee.

A primeira temporada de Banshee, foi um ótimo passatempo, pouco profunda, e extremamente divertida. Essa serie é uma campeã das cenas que causam sentimentos que só podem ser traduzidos com uma palavra: foda!

Uma serie que ganharia prêmios pela direção da serie é muito esperta. As cenas de ação são muito legais, os personagens, além de serem excessivamente complexos, são interessantes.

Banshee é uma série que merecia ser muito mais conhecida. História surpreendente, com ótimos personagens (um protagonista muito legal), bons vilões e ainda repleto de cenas de ação. Vale muito a pena conhecer e nem notar os episódios passarem de tão bacana que essa série é. Uma ótima surpresa.

Se eu gostei do antagonista do Xerife: o sr. Proctor? Sim. E não me julguem. hihihihi

Banshee injustiçada, merecia o destaque e aclamação que outras séries que nem são tão boas tem.

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planocritico 22 de outubro de 2020 - 18:54

Acho repetitiva e pouco inspirada.

Abs,
Ritter.

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Jordison Francisco 22 de outubro de 2020 - 19:29

Agora que tem momentos de intensidade isso é verdade, né?

Responder
planocritico 23 de outubro de 2020 - 11:40

Sim, claro. Por isso ela é boa na minha avaliação. Mas só boa.

Abs,
Ritter.

Responder
Jordison Francisco 23 de outubro de 2020 - 13:13

Então aqui vai uma ótima ideia de artigo para o site ‘SUITS’
Realmente vc vai amar Suits, que é realmente é exemplo de aprendizado. A trama e o roteiro muito bons – aprendizado é tudo… é sucesso..

“Quando uma pessoa tenta te por pra baixo ela está apenas provando que está em um nível abaixo do seu” Quando buscamos ser melhores pessoas enfrentamos muitas críticas, sempre me lembro dessa frase nesses momentos

https://www.youtube.com/watch?v=B1OL4ZQf70c

planocritico 23 de outubro de 2020 - 19:33

Valeu!

Abs,
Ritter.

Miguel Mascarenhas 19 de outubro de 2020 - 09:38

Coincidentemente estou vendo pela primeira vez também. Achei a primeira temporada bem boa e a segunda maravilhosa. É uma série de ação dinâmica com muitos personagens bacanas e que não se leva muito a sério, entregando muito bem o que se espera dela. Não concordo com a crítica, mas entendo quem não ache Banshee tão boa quanto eu, como foi o seu caso.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2020 - 09:43

A segunda você achou maravilhosa? Nossa, não sei então que série estou vendo, pois foi novamente a mesmíssima coisa da primeira. Atuações no máximo medianas, com aquele padrãozinho vagabundo de roteiro que engata porradaria com sexo ou vice-versa a cada episódio, com personagens tão rasos quanto o proverbial pires e situações para lá de convenientes. Boa, mas, por enquanto, não passa disso…

Abs,
Ritter.

Responder
Miguel Mascarenhas 4 de novembro de 2020 - 13:41

A segunda temporada tem episódios muito melhores que a primeira. Personagens rasos são por sua conta. Acho que eles têm a devida profundidade para o que a série quer mostrar. E não tem pq reclamar de porradaria e sexo, pq é justamente isso que Banshee tem de melhor e não há nada de errado nisso.

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planocritico 4 de novembro de 2020 - 14:17

Assim é fácil: “para o que a série quer mostrar”. Ao relativizar dessa forma, tudo fica uma maravilha sempre…

Sobre porradaria e sexo, claro que não há nada de errado nisso desde que seja parte da história e não enfiados nos roteiros em toda oportunidade como se porradaria e sexo fosse “ó, que coisa mais ousada…”, sendo que, na verdade, não tem absolutamente nada de mais…

Abs,
Ritter.

Responder
Heisenberg2024 11 de outubro de 2020 - 23:37

Ahá! Te recomendei essa série faz tempo ao comentar sobre Demolidor e fico feliz que você estava assistindo. Espero que esteja gostando das temporadas seguintes 😉

Responder
planocritico 12 de outubro de 2020 - 12:43

Estou acabando a segunda e nada melhorou até agora…

Abs,
Ritter.

Responder
Guest 10 de outubro de 2020 - 10:44

Não sei como um critico que trabalha no mundo áudio visual faz uma critica de uma serie sem saber o conteúdo por completo, e fica toda hora comentando q só viu a 1 temporada, o vc ve tudo antes de falar ou nao fala nada, sem nenhum conhecimento sobre a serie , e comparando com outras series , que nem a mesma temática tem, parece ate infantil, um pouco de preguiça e muito bla bla para ter uma pagina como conteúdo no site, para da o que falar de comentários dizendo o oposto da sua própria critica rasa. vai la assistir todas as temporadas que vc vai gostar muito.

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George 28 de setembro de 2020 - 21:27

Caramba, lembro de ter indicado essa série por aqui uns 5 anos atrás. A esperança é a última que morre kkkkk

Apesar de gostar dessa primeira temporada eu concordo com a crítica. Ela é bem simples mesmo mas me deixou bem satisfeito.

A segunda temporada é ótima e a terceira é quase excelente. As duas tem cenas de ação nível de cinema mesmo.

Mas a última temporada eu achei bem pior até que a primeira, bem decepcionante mesmo.

Responder
planocritico 29 de setembro de 2020 - 10:31

@disqus_vX7Bk1pOSl:disqus , nós levamos a sério as indicações de leitores! Demoramos, mas chegamos lá!

Eu também fiquei satisfeito. Foi boa e ponto. Me diverti bastante com a pancadaria descerebrada.

Abs,
Ritter.

Responder
O Homem do QI200 26 de setembro de 2020 - 19:22

Gosto bastante dessa série e confesso que nem é pela história que é bem normal, mas pela violência mesmo.

Responder
planocritico 28 de setembro de 2020 - 21:27

Bem, com certeza a violência é o ponto alto. Mas há outras séries violentas bem melhores, pelo menos levando em consideração apenas essa 1ª temporada.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Miguez 26 de setembro de 2020 - 19:22

3 estrelas ? Haha, Banshee é uma das melhores séries de ação de todos os tempos, disparada !

Responder
planocritico 28 de setembro de 2020 - 21:27

Pelo menos essa 1ª temporada não me pareceu nada de mais. Só pancadaria vazia.

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro 24 de setembro de 2020 - 17:03

Essa série é maravilhosa!

Responder
planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:18

Não vi essa maravilha toda que dizem aqui nessa 1ª temporada não. Pode ser que ela se torne maravilhosa mais para a frente…

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro 1 de outubro de 2020 - 20:59

Ritter a segunda e terceira são show! Vao fazer as criticas delas?

Responder
planocritico 1 de outubro de 2020 - 23:05

Sim, todas. Uma por mês.

Abs,
Ritter.

Responder
Samuel P. Silva 24 de setembro de 2020 - 17:03

Que saudades dessa série, gostei bastante quando assisti, principalmente a 2ª e 3ª, que são melhores que a 1ª. Infelizmente por aqui não tem no Prime, queria rever.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:18

Vou continuar a jornada até acabar as quatro temporadas e vou trazendo as críticas na medida em que vou encerrando as temporadas.

Abs,
Ritter.

Responder
messias73 23 de setembro de 2020 - 23:25

Uma das melhores “series de ação” produzidas nos últimos anos. Um detalhe importante que o critico informou errado. Lucas Hood é o nome do xerife substituto, que após ser assassinado tem sua identidade assumida pelo ex-presidiario. E o curioso é que ao longo dos 38 episódios o seu nome real nunca é mencionado.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:03

Sim, verdade, era o que queria dizer. Mudei lá.

Mas, pelo menos vendo essa 1ª temporada, não achei nada assim fora de série. Boazinha e só.

Abs,
Ritter.

Responder
Jordison Francisco 25 de outubro de 2020 - 18:56

O nome do “Hood” – está na ficha que a Veronica Dawson deixou com ele – foi revelado no ultimo capítulo da 4ª temporada.

https://uploads.disquscdn.com/images/4ab8ac8cc01c95ecf5c3a0c57d7276cf6612f21a46550796a7a19cba718387f9.jpg

Responder
santos 23 de setembro de 2020 - 16:49

Esse crítico Ritter fã de Arrow tá de má vontade, a série é dez kkk tiro, porrada e bomba!

Responder
planocritico 23 de setembro de 2020 - 23:25

Sério de tiro, porrada e bomba 10 é The Boys. Essa, pelo menos na 1ª temporada, é protótipo de série 10… Tem que comer muito feijão com arroz ainda…

Abs,
Ritter.

Responder
santos 24 de setembro de 2020 - 17:03

A segunda e a terceira temporada são melhores do que a primeira, o Cinemax/Starz viu o potencial, aumentou o orçamento e elas ficaram mais produzidas.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:18

Tomara que seja assim. Vou continuar vendo e torcendo para que melhore!

Abs,
Ritter.

Responder
Cassius Braia 28 de setembro de 2020 - 21:27

Boa série de ação.
Mas ela piora nas últimas temporadas. Não espere que melhore.

planocritico 29 de setembro de 2020 - 10:31

Com diria o Rain Man: “Uh Oh…”

Abs,
Ritter.

Ítalo Gabriel 23 de setembro de 2020 - 16:49

Nossa senhora eu amo demais isso daí, C é loko!

Responder
planocritico 23 de setembro de 2020 - 23:25

Não consegui captar o que essa série – essa 1ª temporada, claro – tem de tão especial assim…

Abs,
Ritter.

Responder
Ítalo Gabriel 24 de setembro de 2020 - 17:03

Acredito que vc vai gostar muito quando o Kurt e o Chayton entrarem na série.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:18

Seguirei em frente!

Abs,
Ritter.

Responder
Ítalo Gabriel 26 de setembro de 2020 - 15:20

Siga, e guarde esses dois nomes na sua cabeça.
Abs

Ítalo Gabriel 24 de setembro de 2020 - 17:03

Eu gosto muito dos personagens e às vezes tenho a sensação de que é uma adaptação de algum quadrinho da vertigo. As cenas de sexo minha incomodaram pelo excesso também, e isso só diminui a frequência lá na 3 temporada (que é a melhor na minha opinião), chega a um ponto ridículo onde entra um personagem feminino e na hora vc pensa “essa é a próxima que vai trepa com o protagonista”. Também não sei pq gosto tanto. Sei lá, a ideia de uma série de ação bagaceira (coisa rara de se ver) cheia de sangue e porrada me agrada, pra mim era o que o Justiceiro deveria ter sido.

PS: Job melhor personagem S2. A conclusão final dele é a melhor (na minha opinião… É claro) e eu até hoje desejo nem que seja um especial solo de 40 minutos desse personagem.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2020 - 17:18

O Justiceiro poderia ter sido exatamente assim mesmo e não aquela choradeira que foi…

E o Job é sensacional!

Abs,
Ritter.

Responder
George 28 de setembro de 2020 - 21:27

Concordo sobre a série do justiceiro. Não entendo como tanta gente gosta. Você procura uma série com porrada e tiro, e eles me vêm com um justiceiro domesticado e um monte de conversas entre vilão e psicóloga…

Responder
planocritico 29 de setembro de 2020 - 10:31

Pois é… Justiceiro muito psicológico aquele…

Abs,
Ritter.

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