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Crítica | Bastardos Inglórios

por Ritter Fan
1491 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

  • spoilers.

Quentin Tarantino é, seguramente, o maior diretor pop que existe e, não tenho dúvidas em afirmar, um dos grandes diretores do cinema moderno. Seus clássicos Cães de Aluguel e Pulp Fiction são filmes com lugares garantidos na História do Cinema. Os dois Kill Bill mostram a versatilidade de Tarantino em misturar gêneros, dos filmes de kung-fu trash da década de 60 e 70 até os westerns spaghetti. A capacidade do diretor em criar diálogos e dirigir atores é algo fora do comum. Ok, é bem verdade que alguns detratores dizem que ele simplesmente copia outros filmes. É verdade, sem dúvida. Mas inspirar-se (não copiar) vários filmes ao mesmo tempo, misturando-os em uma história só ao ponto de imprimir-lhes vida própria, personalidade própria, poucos conseguem fazer, e Quentin Tarantino é um dos que fazem isso de maneira mais eficiente. Mesmo seu filme tido como o mais fraco – em minha opinião À Prova de Morte –  é acima da média do que vemos por aí, demonstrando um grande controle de câmera, montagem, roteiro e trilha sonora, além da enorme capacidade da construção de um gigantesco e riquíssimo universo próprio a cada quadro que vemos na tela.

Bastardos Inglórios é a primeira tentativa do cineasta em trabalhar um filme verdadeiramente de época. Poder-se-ia dizer que o injustamente subestimado Jackie Brown é quase um filme de época, por passar-se, em espírito, na década de 70. No entanto, o 7º filme (ou 6º, se contarmos como o cineasta) de Tarantino é o primeiro a verdadeiramente passar-se em outra época, mais precisamente durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, quando achamos que o diretor está preso pelos acontecimentos históricos – afinal, mudar a História é um sacrilégio, não? – ele vem e nos dá uma incrível rasteira, daquelas que você realmente não espera e que te deixa estatelado no chão. Revendo a fita mais uma vez para escrever essa crítica, chego a perguntar-me se, mesmo diante de tantas obras-primas, Bastardos Inglórios não seria o ápice da carreira do diretor.

Peguem o primeiro capítulo do filme. Em um belo plano geral estático que aos poucos se aproxima, vemos uma bucólica paisagem na França, com um homem de barba cortando lenha e três garotas por perto de uma modesta casa. O homem é avisado por uma de suas filhas que alguém está chegando e ele pede água para lavar o rosto. O diálogo é todo travado em francês e, quando o simpaticíssimo Coronel da SS Hans Landa (Christoph Waltz) se apresenta ao fazendeiro Perrier LaPadite (Denis Ménochet), a língua regente continua sendo o francês. Já dentro da modesta casa, o coronel, sempre muito cordial, pede leite, tece elogios à família de LaPadite e ao produto das vacas do fazendeiro e pede licença para trocar para o inglês, sob a desculpa de que chegou ao limite de seu francês e pelo fato de saber que o homem tem comando da outra língua. Em seguida, aprendemos que Landa é conhecido como Caçador de Judeus e que está lá para fazer um burocrático trabalho de double check, já que uma família judia da região (os Dreyfuss) não haviam sido encontrados pelas forças nazistas em uma primeira varredura. O que segue – e sinto-me até envergonhado em escrever isso – é a mais simpática antecipação de um massacre já colocada nas telas do cinema e o horror que Tarantino deixa evidente para nós é exatamente a construção que ele fez da cena, que nos impede de, imediatamente, odiar o inteligentíssimo personagem vivido por Waltz. Sim, claro, sentimos a tristeza de LaPadite, que é forçado a entregar a família que esconde embaixo de sua casa e sim, sofremos ao ver o que está prestes a acontecer e a tensão quando notamos que Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent) escapou, mas que está na mira de Landa.

Só que Tarantino sabe que fazer a audiência simpatizar com um genocida nazista é, no mínimo, um golpe baixo e, sem perder tempo, nos retira daquele universo e nos sacode novamente para o sentimento normal: ódio aos nazistas. O capítulo seguinte abre com o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), um caipira americano com uma enorme e completamente inexplicada cicatriz no pescoço, fazendo um excelente discurso a seus novos recrutas. Ele diz que irão para a França, atrás das linhas inimigas, aterrorizar os nazistas e que cada um deles tem que literalmente trazer de volta 100 escalpos dos inimigos.

Descrevi as duas cenas para que o leitor possa relembrar – pois presumo que todos já viram esse filme e, se não viram, deveriam parar agora e assistir – como Tarantino nos manipula. Eles nos faz testemunhar um estarrecedor massacre depois de nos apresentar ao mais “bacana” dos nazistas e, imediatamente depois, sem pestanejar, nos faz acordar do pesadelo incongruente e nos coloca com os dois pés firmes na realidade. No entanto, nos dois momentos, também testemunhamos, talvez mais intensamente do que em qualquer outro filme do diretor e roteirista, sua habilidade de criar mundos com alguns breves diálogos. Quando Landa senta à mesa com LaPadite,  tecnicamente não conhecemos nenhum dos dois, mas não muito dificilmente começamos a perceber que há uma grande história por trás de cada um deles. Fica evidente que Landa, se não fosse um nazista assassino, ou seria um serial killer no estilo de Hannibal Lecter ou seria a versão austríaca de Sherlock Holmes. Captamos que LaPadite é um homem sofrido, com um terrível segredo. Mas também notamos que sua esposa não está na casa. Morreu, fugiu de casa ou está somente no vilarejo comprando mantimentos? Como ele foi capaz de esconder uma família de cinco pessoas em sua microscópica casa. O mesmo vale para a sequência com Aldo Raine. Que cicatriz é aquela? De onde exatamente vem essa raiva dos alemães? Como ele iniciou essa tropa secreta de escalpeladores? Toda as perguntas ficam sem resposta e todas as respostas são possíveis.

E isso se aplica em todas as cenas posteriores do filme, quando somos apresentados a intrigantes personagens como o Sargento Donny Donnowitz (Eli Roth), conhecido como Bearjew, ou Urso Judeu, e cuja especialidade é esmagar crânios nazistas com um taco de beisebol, o tenente britânico Archie Hicox (Michael Fassbender), crítico de cinema especializado na filmografia alemã dos anos 20, Bridget von Hammersmark (Diane Kruger), atriz alemã que trabalha como espiã para os britânicos e mais uma infinidade de outros, includindo, claro, Shosanna, que reaparece disfarçada de proprietária de um cinema em Paris onde acontecerá a première do filme alemão O Orgulho da Nação e, também, o incendiário clímax do filme, um massacre que, esse sim, dá gosto de dizer que é sensacional. No meio disso tudo, Tarantino ainda aproveita para satirizar a lendária (e nem sempre verdadeira) incapacidade dos americanos de falar outra língua que não seja o inglês (a cena em que Aldo Raine “fala italiano” é absolutamente impagável) e, também, para dar uma boa alfinetada na indústria de Hollywood, na cena em que Shosanna, em conversa com o soldado-herói Fredrick Zoller (Daniel Brühl), diz que os franceses respeitam os diretores, mesmo os alemães.

Tarantino, de forma brilhante, optou pelo uso caricato de seus personagens: Mélanie Laurent faz uma francesa blasé, Brad Pitt faz um soldado “super”-sulista, os ingleses são, todos, digamos “ingleses” e por aí vai. O objetivo disso talvez tenha sido criar um palco para Christoph Waltz, um brilhante ator que o diretor revelou para o mundo. Ele é tão bom nesse seu papel que, apesar de ser diabolicamente mau, é impossível não torcer por ele. A profundidade do personagem, claro ajudado pelos sensacionais diálogos de Tarantino, já o torna, automaticamente, um clássico. A facilidade com que Waltz pula de uma língua para outra, absorvendo até os trejeitos dos nativos do país, o separam das celebridades que vemos por aí que, quando falam em algum língua que não seja a sua de nascença, ou o fazem com um horrendo sotaque, ou são muito limitados pois se restringem a despejar diante da câmera aquilo que acabaram de decorar.

Mas não poderia encerrar meus comentários sem falar do amor de Tarantino pelo cinema, algo que já havia ficado absolutamente claro em suas outras obras, notadamente no dois Kill Bill, mas que, em Bastardos Inglórios, ganha contornos especiais. Seus filmes são todos homenagens a diversos estilos cinematográficos e a grandes – e pequenas – obras da Sétima Arte. Bastardos Inglórios faz referências a westerns de John Ford e de Sergio Leone e a filmes de guerra como 12 Condenados, tem seu título retirado da versão em inglês do filme italiano Quel Maledetto Treno Blindatto, de 1978, tem inspirações do cinema francês. Além disso, se despirmos o filme do seu mote de vingança, temos uma produção que é sobre a estréia de um outro filme, feito pela UFA de Goebbels (Sylvester Groth) e tendo com um dos principais personagens uma atriz alemã que é espiã dos ingleses e outra que é dona de um cinema (Shosanna). Além disso, há menções a Leni Riefenstahl, Pabst, o ator Hilmar Eichhorn faz uma ponta como Emil Jannings, ator suíço radicado na Alemanha que foi o primeiro a ganhar um Oscar de melhor ator, mas que, infelizmente, foi para o lado sombrio e participou de vários filmes de propaganda nazista. Há, ainda, atores famosos fazendo pequenas pontas, como Mike Myers para ficar no mais óbvio e Rod Taylor (do clássico A Máquina do Tempo que, para mim, significa a piscadela de Tarantino para a criação de uma “linha temporal alternativa”) para citar o mais obscuro, além de dois atores tarantinescos que emprestam apenas suas vozes ao filme.

Todos os aspectos acima fazem de Bastardos Inglórios uma espécie de filme metalinguístico, com um roteiro que quase torna seus personagens auto-conscientes que estão em uma película. Essa não é uma dedução direta nem imediata, mas a soma do fatores – um tenente crítico, uma espiã atriz, uma protagonista dona de cinema, um antagonista ator de cinema, a presença constante da UFA de Goebbels (e do próprio) – não resultam em outra coisa que não um filme que sabe que é um filme, uma ficção que olha para o espectador e quebra a quarta parede indiretamente, que nos tira da imersão na narrativa para “denunciar” que o que estamos vendo é um filme. O que antes era uma mescla de estilos e gêneros pelas hábeis lentes do diretor torna-se um diálogo ousado com o espectador, um desafio constante para que ultrapassemos a narrativa facilmente aparente e mergulhemos em uma obra bem mais complexa, bem mais instigante, mas isso só acontecerá se o espectador parar para observar e se ele for curioso o suficiente para investigar as menções salpicadas aqui e ali por toda a fita. Afinal, se não houver conhecimento – prévio ou obtido posteriormente – sobre o que exatamente é O Inferno Branco do Piz Palü, filme citado não uma, mas duas vezes em Bastardos Inglórios e exatamente porque ele é utilizado por Tarantino, dentre diversos outros aspectos e referências, essa camada mais profunda da película será perdida e um pouco da riqueza do que vemos na tela deixará de vir à tona.

Bastardos Inglórios é imperdível e não só reitera a versatilidade de Tarantino, como, também, representa mais um degrau em sua escada diretorial. Se é o mais alto, talvez só depois, olhando para trás para o conjunto de sua carreira, sejamos capazes de determinar.

  • Crítica originalmente publicada em 04 de janeiro de 2016. Alterada para republicação hoje, 10/08/19.

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA/Alemanha – 2009)
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Eli Roth, Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Til Schweiger, Gedeon Burkhard, Jacky Ido, B.J. Novak, Omar Doom, Martin Wuttke, Sylvester Groth, Denis Ménochet, Mike Myers, Julie Dreyfus, Richard Sammel, Rod Taylor, Hilmar Eichhorn
Duração: 153 min.

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81 comentários

Laura Moura de Andrade 4 de maio de 2020 - 20:34

bastardos inglórios, muito bom! fiquei surpreendida com a cena de morte no final.. não esperava

Responder
planocritico 4 de maio de 2020 - 21:08

Sensacional esse filme!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 4 de abril de 2020 - 09:23

Vocês já se sentiram mal por não gostar tanto mais de algo como gostava antes? Tenho passado por isso com os filmes do Tarantino e com Bastardos não foi diferente. A montagem do filme passou a me incomodar nessa última vez que eu vi, mas pior do que isso é olhar para os filmes do diretor e ter a sensação de que quase tudo é um repeteco. Tarantino é o meu segundo diretor favorito, porém estou começando a me questionar se ainda gosto tanto assim. E a pergunta que fiz no começo é séria mesmo, estou me sentido mal por não estar tendo o mesmo prazer de antes.

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planocritico 4 de abril de 2020 - 15:34

Estou tentando puxar pela memória se algo assim aconteceu comigo de maneira significativa e não estou conseguindo lembrar, especialmente não de maneira sistemática em relação a um diretor ou a um ator ou coisa do gênero.

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 19 de agosto de 2019 - 18:41

Eu só consigo gostar até a cena do bar. Depois eu boto o DVD na capa de novo.

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 19:22

Não diga isso!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 19 de agosto de 2019 - 20:46

Os únicos bastardos que eu me importava estavam no bar. Não posso fazer nada.

Responder
planocritico 21 de agosto de 2019 - 19:15

Como assim? O chefe bastardo que fala italiano FLUENTE é sensacional!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 21 de agosto de 2019 - 19:16

Meh. O Brad Pitt nesse filme é só mais um qualquer. Não conseguiu se destacar dos outros (ou talvez eu ainda tava puto pela cena do bar).

planocritico 21 de agosto de 2019 - 19:27

O Magneto mané que acha que sabe falar alemão não sabe contar como alemão… Deu no que deu…

O Bastardo Chefe não cometeria esse erro…

HAHAAHHHHAHA

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 21 de agosto de 2019 - 19:27

E mais: se o filme tivesse acabado na explosão do cinema seria melhor. A cena da mutilação do Hans Landa tem muita cara de pós-crédito.

planocritico 21 de agosto de 2019 - 19:36

Não concordo. A pedra já havia sido cantada e a cena tinha que existir para evitar a vitória total dele.

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 21 de agosto de 2019 - 19:46

Mas essa seria a surpresa do filme kkk. Todo mundo indo embora do cinema, aí no meio dos créditos… opa! Caralho, que foda!

planocritico 22 de agosto de 2019 - 14:10

Ah, eu tinha entendido que você achava que o filme tinha que acabar depois da explosão do cinema e não ter a cena dele talhando a testa do Landa!

Você tem razão. Ficaria bacana como uma cena pós-crédito, ainda que eu prefira no filme mesmo. Acho que não faz parte do “DNA” de Tarantino o uso desse artifício, ainda que haja algo do gênero (mas não exatamente) em Era Uma Vez…

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 19 de agosto de 2019 - 18:41

“That’s a bingo! Is that what you say? That’s a bingo?”
“We just say bingo”

Responder
Daniel Plainview 17 de agosto de 2019 - 17:05

O meu preferido do Tarantino. Não há registro no cinema de uma cena tão pacata e ao mesmo tempo tão angustiante quando o diálogo inicial entre o Hans Landa e o francês que abrigava judeus. Acho que somente com esse primeira cena, essa obra-prima já merecia o lugar no panteão do cinema. Mas ao longo da trama Tarantino ainda se supera: a construção do Hans Landa e tudo que o envolve, o cowboy interpretado por Brad Pitt, a satirização de Hitler (aquele NEIN! NEIN! NEIN! NEIN! é impagável ahaha), a cena no Pub. Na minha modesta opinião, Bastardos Inglórios merece um lugar no primeiro escalão das obras-primas do cinema e acho que o tempo irá aguçar ainda mais a sua importância!

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:20

Realmente, é um filme magnífico!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Casagrande 12 de agosto de 2019 - 19:48

Meu filme preferido do Tarantino, sabe se lá quantas vezes já o vi

Excelente história e muitissimo bem contada

Responder
planocritico 14 de agosto de 2019 - 18:43

É demais esse filme!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 12 de agosto de 2019 - 11:33

Cara, ate hj me lembro do sotaque do Hanz Landa ao dizer: Messier Lapadite. Q filmaço da poxa!

Responder
planocritico 13 de agosto de 2019 - 15:35

Sensacional! O Waltz tem um domínio impressionante de línguas. Quando ele solta o italiano, dá até para ser enganado por alguns segundos.

Abs,
Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 11 de agosto de 2019 - 20:58

Um filme espetacular com talvez a melhor atuaçao de um ator em muitos anos. Cristhopher Waltz rouba a cena e realmente você acaba torcendo para ele. Tarantino com Bastardos inglorios se mostrou que está no rol dos melhores diretores de todos os tempos.

Responder
planocritico 12 de agosto de 2019 - 18:04

Sim, Waltz está incrível aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 10 de agosto de 2019 - 21:10

Primeiro filme do Tarantino que assisti. Quando vi a 1° vez achei sensacional, e olha que nem entendia tanto de cinema na época. Fiquei totalmente imerso na história. Foram, talvez, as 2 horas e meia mais rápidas da minha vida.

A partir daí foi que comecei a estudar mais sobre cinema. Queria fazer o que Tarantino fez nesse filme. Ou pelo menos escrever diálogos tão bons. Talvez um dia quando tiver alguma boa ideia (e paciência) escreva algo. Queria mesmo era dirigir, mas não tenho um boa equipe pra me ajudar, a não ser que faça algum curso de fotografia e edição, aí eu poderia me virar… Ou não.

Enfim, Tarantino é sensacional, queria ser como ele mas não posso ser. Boa noite.

Responder
planocritico 12 de agosto de 2019 - 18:04

O cara é um mestre!

Abs,
Ritter.

Responder
Andressa Gomes 10 de agosto de 2019 - 19:29

Assisti esse filme por indicação de um professor de história e conseguiu ser uma obra interessante e que me deixou meio bolada por não achar com tanta facilidade um filme que me marque e que me faça assistir várias vezes.
Numa época em minha casa que pediam sugestões para filmes, indiquei esse, e ficaram se perguntando como podia gostar de uma coisa tão violenta e nem olhava os mínimos detalhes. A cena inicial que tu disse, eu vi toda empolgada e ansioso, enquanto os do meu lado não entenderam o porquê do menino mudar de língua e para que ele foi na casa 😕
E gostei de todos personagens, no sentido de história.

Responder
planocritico 12 de agosto de 2019 - 17:51

É um filme espetacular!

Abs,
Ritter.

Responder
Wander 10 de agosto de 2019 - 19:20

Eu amo a risada da Shoshanna na tela do cinema quando começa o fogo! Aquela cena é arrepiante, lembro que na sessão todo mundo pulou da cadeira

Responder
planocritico 12 de agosto de 2019 - 17:51

Assustador aquilo!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 28 de março de 2019 - 04:35

É impressionante como algo tão simples quanto mover a cãmera de maneira dinâmica para o rosto do personagem que está com a fala (cena em que o nazista revela informações para não ser morto) pode trazer um toque de genialidade para uma obra. Parece algo bobo, mas é o tipo de detalhe que diretores comuns não realizam.
Sobre o filme em si, me impressiona muito como Tarantino, assim como em Pulp Fiction, não possui protagonistas, mas todos coadjuvantes tem senão as melhores atuações e personagens de suas vidas, uma das melhores, vide Samuel Jackson, Christoph Walts, John Travolta e por aí vai…

Responder
planocritico 29 de março de 2019 - 19:42

É aquilo: o diabo está nos detalhes. E, de fato, Tarantino é extremamente cuidadoso em suas obras.

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Marcondes 18 de fevereiro de 2019 - 11:21

Esse filme é para mim a mostra cabal de “excelência” na Sétima Arte. A primeira vez que fui assistir, fui com certo ceticismo (já que não sou o ‘maior’ fã de Tarantino), mas me surpreendeu enormemente e Hans Landa é o maior personagem do século XXI (para mim é claro, junto com o Coringa de Heath Ledger e Shrek), mostra o excelente trabalho de Christoph Waltz…
Filme nota dez!

OBS: Sensacional a cena da chegada do “Urso Judeu”, maravilhosa cena, principalmente pelo olhar de medo do coronel alemão…

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2019 - 14:46

Landa realmente é um BAITA personagem. O filme todo é meticuloso e espetacular em cada cena.

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Marcondes 18 de fevereiro de 2019 - 11:21

Esse filme é para mim a mostra cabal de “excelência” na Sétima Arte. A primeira vez que fui assistir, fui com certo ceticismo (já que não sou o ‘maior’ fã de Tarantino), mas me surpreendeu enormemente e Hans Landa é o maior personagem do século XXI (para mim é claro, junto com o Coringa de Heath Ledger e Shrek), mostra o excelente trabalho de Christoph Waltz…
Filme nota dez!

OBS: Sensacional a cena da chegada do “Urso Judeu”, maravilhosa cena, principalmente pelo olhar de medo do coronel alemão…

Responder
Benedict Benedito 3 de janeiro de 2018 - 17:25

Cristoph Waltz em seu personagem com seu ar psicótico e racional característico. E assim nasceu un novo vilão do cinema moderno.Sou fã do trabalho dele por causa desse filme, sempre procuro filmes em que ele participa (foi vilão até em Quero Matar Meu Chefe 2 rsrsrs).

Responder
Benedict Benedito 3 de janeiro de 2018 - 17:25

Cristoph Waltz em seu personagem com seu ar psicótico e racional característico. E assim nasceu un novo vilão do cinema moderno.Sou fã do trabalho dele por causa desse filme, sempre procuro filmes em que ele participa (foi vilão até em Quero Matar Meu Chefe 2 rsrsrs).

Responder
planocritico 5 de janeiro de 2018 - 01:10

O problema do ator é que, depois de criar esse estupendo vilão, ele meio que se fixou nesse tipo de personagem, sem variar muito, mesmo fazendo “mocinho” como em Django Livre.

Abs,
Ritter

Responder
Benedict Benedito 5 de janeiro de 2018 - 04:55

É verdade, tem um outro filme raro em que ele fica meio cômico ( Os Três Mosqueteiros (2011).
E em 007 Spectre, ele poderia ter mais espaço no filme para mostrar seu poder sinistro.

Responder
planocritico 9 de janeiro de 2018 - 02:15

Já viu Deus da Carnificina com o Waltz? Esse filme tem uma das melhores atuações dele.

Abs,
Ritter.

Responder
Benedict Benedito 9 de janeiro de 2018 - 06:29

Ha assiti ontem esse filme!
É muito interessante ver ele com um pai “desatento” nesse filme, que mostra bem a nossas ações e reações diante das adversidades, rotinas e escolhas.

planocritico 9 de janeiro de 2018 - 22:35

Sim, sim. Um baita papel em um ótimo filme!

Abs,
Ritter.

Benedict Benedito 9 de janeiro de 2018 - 06:29

Ha assiti ontem esse filme!
É muito interessante ver ele com um pai “desatento” nesse filme, que mostra bem a nossas ações e reações diante das adversidades, rotinas e escolhas.

planocritico 5 de janeiro de 2018 - 01:10

O problema do ator é que, depois de criar esse estupendo vilão, ele meio que se fixou nesse tipo de personagem, sem variar muito, mesmo fazendo “mocinho” como em Django Livre.

Abs,
Ritter

Responder
samuelramos 22 de setembro de 2017 - 23:00

Meu filme favorito do Tarantino (apesar de considerar Pulp Fiction imbatível). Adorei a crítica. Gostaria de destacar alguns pontos, bem pessoais para mim: quando um filme tem um boa sequência de abertura, já é um pré-requisito para gostar dele, e Bastardos tem a minha cena de abertura favorita (mais que A Sociedade do anel, The Godfather, Scream, Os Miseráveis de 2012, entre alguns outros), os primeiros 20 minutos desse filme são os melhores que eu já vi, é incrível a habilidade do Tarântula de enriquecer cada enquadramento e cada diálogo. A comparação do Landa entre judeus e ratos é perturbadora e brilhante ao mesmo tempo; outro ponto, é a cena do porão (e deixo aqui meu amor por cada detalhe do rosto da Diane Krueger), em mais um momento empolgante do filme, o Quentin insere e retira personagens da cena, extendendo-a ao máximo, sem medo que critiquemos o prolongamento dos diálogos; e, claro, o clímax, que se tivesse acontecido na história real, seria muito bom kkkkkkkkk.

Responder
planocritico 24 de setembro de 2017 - 16:56

Essa sequência LOOOOOONGA de abertura de Bastardos Inglórios é uma maravilha, sem tirar nem por. Uma das melhores aberturas de filme que já vi na vida. Cada detalhe, cada transição, cada troca de língua, a atuação de Waltz, a construção super-vagarosa de tensão, a realização do horror que está para acontecer. Nossa, só de escrever já dá vontade de correr e assistir novamente!

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Oliveira 7 de junho de 2016 - 06:22

Não entendi sua “torcida” pelo Hans Landa. Poderia explicá-la, Ritter?

Desde o primeiro diálogo do filme, o personagem me pareceu bastante asqueroso: um sujeito perspicaz que, embora culto (ou talvez justamente por isso), tem um controle ameaçador sobre o vocabulário das línguas em que fala, as circunstâncias em que se encontra e as pessoas com quem trava a conversa. Meros trejeitos dele geram medo e agonia: é capaz de aterrorizar qualquer um. O tom simpático que esbanja logo se mostra mera maquiagem retórica de um nazista. Sinto repulsa quando ele faz o leiteiro entregar os judeus e satisfação ao vê-lo ser enganado pelo tenente Raine.

CONTUDO, posso estar errado e queria entender por que, no seu modo de entender, Tarantino quis que tivéssemos simpatia por essa figura?

Responder
planocritico 7 de junho de 2016 - 15:29

@disqus_RjFH9YIPwJ:disqus, há vilões que são construídos para gerar essa “simpatia” pelo público. Darth Vader é um deles. Hannibal Lecter (Hopkins), Tyler Durden, Coringa (Ledger), Gordon Gekko, Alex DeLarge, Roy Batty são outros e Hans Landa certamente é outro. Note, por exemplo, que é ele o personagem de maior destaque no filme, que o melhor ator foi escolhido para vivê-lo, que grande parte dos melhores diálogos (ou monólogos) foram entregues a ele. Eu poderia até facilmente dizer que o protagonista é ele, apesar do título do filme.

Contraste, por exemplo, o tratamento que Tarantino dá a Fredrick Zoller. Ele é um nazista que, do minuto que o vemos pela primeira vez, temos a sensação de um cara nojento e asqueroso. Não existe a sofisticação de Landa nele, só o homem que acha que pode tudo por ser um “herói nazista”. Isso torna claro, para mim, que Tarantino teve muito cuidado ao criar Landa como uma criatura dúbia (na superfície apenas) para gerar essa ligação com o público.

Então sim, de certa forma “torço” por Landa toda vez que vejo o filme, mas isso não quer dizer que eu não sinto repulsa sobre quem e o que ele é ou felicidade ao final quando Raine faz sua obra-prima na testa dele. Esses sentimentos conflitantes, para mim, são a base do que Tarantino quis passar com esse filme e também com outros seus, como Pulp Fiction, que nos faz torcer pela dupla de assassinos frios formada por Travolta e Jackson.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 7 de junho de 2016 - 15:29

@disqus_RjFH9YIPwJ:disqus, há vilões que são construídos para gerar essa “simpatia” pelo público. Darth Vader é um deles. Hannibal Lecter (Hopkins), Tyler Durden, Coringa (Ledger), Gordon Gekko, Alex DeLarge, Roy Batty são outros e Hans Landa certamente é outro. Note, por exemplo, que é ele o personagem de maior destaque no filme, que o melhor ator foi escolhido para vivê-lo, que grande parte dos melhores diálogos (ou monólogos) foram entregues a ele. Eu poderia até facilmente dizer que o protagonista é ele, apesar do título do filme.

Contraste, por exemplo, o tratamento que Tarantino dá a Fredrick Zoller. Ele é um nazista que, do minuto que o vemos pela primeira vez, temos a sensação de um cara nojento e asqueroso. Não existe a sofisticação de Landa nele, só o homem que acha que pode tudo por ser um “herói nazista”. Isso torna claro, para mim, que Tarantino teve muito cuidado ao criar Landa como uma criatura dúbia (na superfície apenas) para gerar essa ligação com o público.

Então sim, de certa forma “torço” por Landa toda vez que vejo o filme, mas isso não quer dizer que eu não sinto repulsa sobre quem e o que ele é ou felicidade ao final quando Raine faz sua obra-prima na testa dele. Esses sentimentos conflitantes, para mim, são a base do que Tarantino quis passar com esse filme e também com outros seus, como Pulp Fiction, que nos faz torcer pela dupla de assassinos frios formada por Travolta e Jackson.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Oliveira 7 de junho de 2016 - 06:22

Não entendi sua “torcida” pelo Hans Landa. Poderia explicá-la, Ritter?

Desde o primeiro diálogo do filme, o personagem me pareceu bastante asqueroso: um sujeito perspicaz que, embora culto (ou talvez justamente por isso), tem um controle ameaçador sobre o vocabulário das línguas em que fala, as circunstâncias em que se encontra e as pessoas com quem trava a conversa. Meros trejeitos dele geram medo e agonia: é capaz de aterrorizar qualquer um. O tom simpático que esbanja logo se mostra mera maquiagem retórica de um nazista. Sinto repulsa quando ele faz o leiteiro entregar os judeus e satisfação ao vê-lo ser enganado pelo tenente Raine.

CONTUDO, posso estar errado e queria entender por que, no seu modo de entender, Tarantino quis que tivéssemos simpatia por essa figura?

Responder
Bruno 8 de fevereiro de 2016 - 00:54

Continuando a maratona que comentei ontem, vi Bastardos hoje e cara, gostei muito! Sequências muito boas, tanto as de diálogo quanto as de ação, em destaque a do tiroteio na caverna naquele estilo peculiar que Tarantino usou em Kill Bill, quanto a sequência do fogo e explosão no cinema. Também gostei dos personagens, Aldo, as mulheres, os vilões e porra, o que era o Landa, hein? Christopher Waltz é foda mesmo! Sobre a metalinguagem, não tinha me atentado para tal coisa, apesar de ter percebido, obviamente, que “cinema” era um tema forte dentro da trama.
Ótima crítica!

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2016 - 09:42

@disqus_JUyBBpDbfh:disqus, obrigado! Bastardos é um filmaço. O tiroteio “na caverna” é brilhante, desde o início aparentemente tranquilo. Waltz está um monstro (nos dois sentidos) como Landa. Mereceu o Oscar!

E a metalinguagem é forte nesse filme. Tarantino faz um caminhão de citações e homenagens. Ele é genial.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno 8 de fevereiro de 2016 - 21:16

Era pra ter saído “taverna”, haha

Responder
planocritico 8 de fevereiro de 2016 - 21:37

Eu saquei! Só brinquei com você!

– Ritter.

Responder
Victor Cauê Coimbra 5 de janeiro de 2016 - 23:35

Eu acho o melhor filme do Tarantino, é uma obra completa, e na minha opinião se encontra o ápice (até o momento) da maturidade dele como diretor e roteirista. É carregado de tantas sutilezas que sempre há algo novo a cada vez que é visto. Também acredito que o sarcasmo do diretor nunca esteve tão forte. Tenho o filme como uma verdadeira aula de cinema e é um dos que terei como referência caso eu venha a ser um profissional (espero que sim) da sétima arte. E devo dizer que foi muito bem observada sua sacada quanto à metalinguagem, que certamente está lá. Meu momento preferido referente a ela está justamente no final do filme quando o Aldo Rayne, ao lado do Utivich em um contra-plongèe, faz sua última arte marcando a testa do Coronel Hans Landa e diz olhando para a câmera que considera aquela sua obra-prima. Um muito provável momento em que personagem e diretor querem dizer a mesma coisa sobre seu feito ao espectador.

Responder
planocritico 6 de janeiro de 2016 - 12:06

@victorcaucoimbra:disqus, como já disse antes, tenho sérias dificuldades em fazer esse tipo de afirmação, por gostar demais de várias obras dele. Mas com certeza Bastardos é absolutamente sensacional. A metalinguagem no filme é incrível e permeia a fita toda, em cada detalhe.

Sobre o final, que você destaca, tem toda razão! Pode ser Tarantino “tirando onda”. Muito legal.

Abs,
Ritter.

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Ezequiel 5 de janeiro de 2016 - 12:12

O melhor dele na minha opinião. Hans Landa um dos melhores vilões do cinema e o melhor vilão da década de 2000.

Responder
planocritico 5 de janeiro de 2016 - 14:25

Sobre Hans Landa, concordo plenamente. Já sobre esse ser o melhor filme do Tarantino, cara, eu tenho uma dificuldade ENORME de decidir isso… Às vezes acho que é esse, aí revejo Pulp Fiction e acho que é ele e por aí vai…

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 28 de março de 2019 - 05:17

Assim…Hans Landa é incrível, mas cara…a década de 2000 tem um tal de Coringa do Heath Ledger que não tem pra ninguém na sétima arte.
PS: Respeito sua opinião.

Responder
planocritico 29 de março de 2019 - 19:42

He, he. Sem dúvida uma concorrência de peso! Mas ainda fico com Landa!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 29 de março de 2019 - 20:02

Vou tomar cuidado nesse meu comentário para não ser mal interpretado, mas vamos lá. Existem atuações fantásticas como essa do Waltz, a do Hopkins como Hannibal, entre tantas outras, mas que eu consigo imaginar como alguém pode fazer aquilo, com bastante treinamento, é claro, e muito talento, sendo que quase todos os outros falhariam. No entanto, a atuação do Ledger eu sismplesmente não consigo entender como alguém pôde ter feito aquilo, é simplesmente surreal para mim. A voz, a risada, aquela passada de língua nos lábios, a hesitação em agarrar a Rachel, a maneira de andar com a costa arqueada, o olhar, além das improvisações. Enfim, acho que nenhum ator no mundo pode, mesmo com muito treinamento, imitar esse Coringa. Já o Landa, por exemplo, eu acho possível.

Responder
planocritico 29 de março de 2019 - 20:12

Entendo perfeitamente seu ponto. A atuação de Ledger é realmente maravilhosa. Não a acho inimitável, pois, com esforço, acho que todas as atuações são passíveis de serem imitadas à perfeição, mas diria que esse não é o parâmetro e sim a criação do personagem em si como você bem colocou em seu raciocínio para defender Ledger.

Prefiro Landa por considerar o personagem mais interessante e por Waltz trabalhar uma naturalidade incrível em um personagem que é basicamente um genocida odioso. Waltz consegue nos fazer gostar de um nazista e isso não é pouco.

Abs,
Ritter.

Vinicius Maestá 29 de março de 2019 - 22:45

Enfim, são atuações colossais e felizes somos nós por podermos testemunhar isso

planocritico 30 de março de 2019 - 00:07

Sem dúvida!

Abs,
Ritter.

jcesarfe 4 de janeiro de 2016 - 14:26

Boa crítica, quanto ao filme acho que uma palavra resume tudo: FANTÁSTICO!

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2016 - 19:14

Valeu, @jcesarfe:disqus! E, de fato, é um filme FANTÁSTICO!

Abs,
Ritter.

Responder
Helder Zemo 4 de janeiro de 2016 - 08:56

Olha esse filme e foda, so a descrição da cena inicial me fez ver o filme denovo, cena magistral, lembra os inicios sensacionais de Sergio Leone que apesar de ter dialogos muito bem criativos e longos, planos contemplativos que deixam a tensão nas alturas, pq vc sabe que vai dar merda hehe. So uma coisa, eu (assim como quase todo mundo que nao e austriaco)nao conhecia o Christoph Waltz, ele arrebentou no filme, mas o filme deixou uma marca dificil de tirar em, toda hora ele faz vilão, ta cansando ja kkkk nao adianta, nao tem como superar o Hans Landa, tentaram ate um anti heroi pra ele no Django mas nao dá, ele é um excelente ator mas ta na hora de fazer papeis diferentes ne kkkkk

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2016 - 13:53

helder, realmente é uma obra-prima. Sobre Waltz, sim, ele ficou bem marcado por esse papel e tudo o que ele fez depois desse filme, especialmente o vilão de Spectre, parece uma versão de Landa. Mas eu gosto muito dele em Django e até brinco dizendo que o Dr. King Schulz é um ascendente de Landa.

Mas você já viu o ótimo Deus da Carnificina, que tem Waltz como uma dos 4 atores do filme? Se não viu, veja, pois é seu papel mais diferente (mas não tanto) pós-Bastardos. Temos a crítica aqui: https://www.planocritico.com/critica-deus-da-carnificina/

Abs,
Ritter.

Responder
Helder Zemo 4 de janeiro de 2016 - 14:03

olha, obg pela recomendação, os filmes atuais do Polanski eu nao consigo ver muito por conta da acessibilidade, sao filmes que nao estao tanto na midia como Pianista e outras obras ficaram mas continuam otimos, vou procurar… ops, vi aqui enquanto escrevia, tem ele na Netflix, quando eu chegar em casa verei com certeza, vlw kkk

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2016 - 14:05

Depois me conte o que achou!

Abs,
Ritter.

Responder
Helder Zemo 5 de janeiro de 2016 - 09:19

Caramba, o filme e muito bom, a tempos que nao via um filme com tao poucos atores que tivesse essa qualidade, o modo como eles discutem aspectos dos relacionamentos, educação, vida pessoal e trabalho e fenomenal, Roman Polanski e esperto demais, ele consegue criar crises de uma maneira muito criativa, ora e um vomito nos livros da mulher que tinha aquilo como a vida dela, a mulher jogando o celular do cara no vaso (agora eu sei como e chato falar no celular toda hora em publico kkk) ou a bolsa da mulher sendo jogada no chao e quebrando (a mulher e muito vaidosa) ou a Kate Whislet amassando as tulipas que o cara comprou com tanto carinho, a mensagem é, se você acha que alguem e educado, espere ate mexer no calo dela, e foda como a conversa começa formal, senhor e senhora pra ca e pra la, ate que…. a carnificina ta feita… vlw pela dica, filme otimo kkk

planocritico 5 de janeiro de 2016 - 11:52

Que legal que gostou! Carnificina é um microcosmo de nossa sociedade atual. Dá até medo.

Abs,
Ritter.

Helder Zemo 5 de janeiro de 2016 - 13:32

pois eh, temos a patricinha duas caras, o cara bem sucedido que e escroto, o cara que ta pouco se preocupando pra vida, a mulher estudiosa e neurotica, quase um clube dos cinco (4 no caso) quarentenário kkkk esteriotipos bem presentes na sociedade e que vao se revelando algo a mais ao decorrer do filme, John C Reily e um ator que devia so fazer filmes assim de vez as comedias bobocas que ele faz de vez em quando, ele é o alivio comico mas um inteligente, sempre gostei dele acho um bom ator, a Kate Winslet manda muito bem junto com Jody Foster, fiquei feliz em ve la, a menininha de Taxi Driver ja é uma senhora kkk e o Waltz tem um papel diferente mesmo, rapido e objetivo e sem devaneios, escroto kkk excelente atuação…

planocritico 5 de janeiro de 2016 - 14:24

Some à isso a questão da escola por trás, da relação entre os alunos, como pais se transformam em monstros irracionais e pronto, o inferno na Terra está criado. Adoro estudos de sociedade assim em ambiente fechado e com poucos atores. Se gostou desse, vá algumas décadas para o passado e veja Quem Tem Medo de Virginia Woolf? com a Elizabeth Taylor e o Richard Burton ou, melhor ainda, leia a peça escrita por Edward Albee. Material imperdível!

Abs,
Ritter.

tiagohardco 7 de dezembro de 2014 - 20:00

Eu, infelizmente ou não, não consigo sacar qual é a desse filme. Fica claro que o Tarantino quis fazer uma espécie de tributo a algo que eu não conheço e que o roteiro ficou subordinado a isso.
Então (na minha opinião de leigo) parece que o filme nunca decola. Os momentos de tensão são bacanas, mas muito longos e o (anti) clímax parece sem propósito…
Quero dizer, houve, além de uma subversão histórica, uma “rasteira” na estrutura de roteiro que estamos acostumados, mas não houve tragédia nem epifania final (por isso anticlimax).
Sinto que o Tarantino fez um belo discurso em uma língua que nem todo mundo sabe falar.

Responder
planocritico 8 de dezembro de 2014 - 15:27

@tiagohardco:disqus, obrigado por seu comentário!

Bem, acho que, aqui, Tarantino quis fazer seu tributo aos filmes de guerra. Simples assim. Sobre o filme nunca decolar, acho que essa sua sensação se dá pelo fato de ele ser episódico e por Tarantino ter escrito longos diálogos que nos levam a simpatizar até mesmo com um nazista genocida. Essa é a lógica perversa do diretor/roteirista. Os dois nazistas são simpáticos. Landa é de uma educação ímpar apesar das atrocidades que comete e Zoller é um inocente útil manipulado pela máquina propagandística de Goebbels.

Mas, acima de tudo isso, Bastardos Inglórios é um filme sobre filmes. Repare só na quantidade de homenagens – e críticas – que Tarantino faz ao colocar o clímax (chegarei lá em breve) em um cinema, em usar os letreiros de Pitz Palu, que tem Riefenstahl no elenco, para destruir/elogiar a futura diretora de filmes nazistas e por aí vai.

E sobre tragédia, lembre-se que Bastardos Inglórios é a história de Shosanna, não dos Bastardos. Shosanna é que tem seu personagem construído e destruído logo no início, na sequência da cabana de LaPadite, o que cria seu desejo de vingança (ecoado pelo desejo de vingança dos Bastardos, mas por outras razões) e o que eu acho que é o clímax, não o anti-clímax do filme, que é a sequência no cinema, com ela queimando os nazistas depois de aparecer no filme. É o momento de catarse para ela e para o público, em que nós temos nossos esperados minutos de vingança. A epifania da personagem vem muito antes, com a oportunidade criada pela paixonite de Zoller por ela, que lhe abre a oportunidade para matar a cúpula nazista.

Não sei se convenci, mas é o que eu acho do filme.

Grande abraço,
Ritter.

Responder
tiagohardco 9 de dezembro de 2014 - 11:41

Ritter, a partir do seu ponto de vista, eu percebo que pra mim o problema é a Shosanna. Não consigo simpatizar com a personagem.
O melhor momento dela (lanchando com Hans Landa) é muito curto, e não dá tempo pra que ela tenha a importância pra mim, dentro da trama, como tem a Hammersmark (que transborda carisma e sensualidade).
Desta forma, a catarse da vingança ao final não funcionou comigo, e não vejo funcionar com a própria Shosanna que a esta altura já estava morta.
Aliás, até mesmo a simpatia final para com Zoller (WTF???) parece contradizer tudo o que foi “construído” anteriormente (ela não era durona?).

Tarantino gosta de matar seus personagens e isso sempre causou um certo impacto (quem já não estava “brother” do Vincent Vega quando ele morreu?), mas a morte da Shosanna não seguiu esse modelo.

Por fim, o plano do Landa pareceu meio deslocado e sua revelação também foi bastante diluída pela postura “foda-se” do Aldo Raine.

Raine, aliás, pode até não ter sido pensado pelo Tarantino para ser o dono do filme, mas Brad Pitt foi lá e roubou a cena com a interpretação mais canatrona do universo e finalizou entregando o melhor Gorlami da história do cinema.

Grande abraço e que venha “The Hateful Eight”!

Responder
NestorBendo 9 de setembro de 2015 - 02:18

Gorlami!

Responder
planocritico 9 de setembro de 2015 - 18:13

Uma das cenas mais engraçadas e ao mesmo tempo desconcertantes do cinema!

– Ritter.

Edu Jiu 24 de junho de 2016 - 15:01

meu senhor!!! … se a Shosanna não ficou carismática e sensual na cena em que ela se maquia com o vestido vermelho e com aquela trilha sonora do Bowie de fundo…. então não sei mais nada!!!! kkkk

Responder
Edu Jiu 24 de junho de 2016 - 15:01

meu senhor!!! … se a Shosanna não ficou carismática e sensual na cena em que ela se maquia com o vestido vermelho e com aquela trilha sonora do Bowie de fundo…. então não sei mais nada!!!! kkkk

Responder
planocritico 24 de junho de 2016 - 17:55

@edujiu:disqus , momento antológico mesmo!

Abs,
Ritter.

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