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Crítica | Batman Begins

por Rafael W. Oliveira
932 views (a partir de agosto de 2020)

Antes de Christopher Nolan começar a se engajar no renascimento de Batman/Bruce Wayne nas telonas com este Batman Begins, era uma afirmação quase unânime que o personagem já não tinha tanto futuro nos cinemas. Afinal, os filmes de Tim Burton, apesar de competentes, estão longe de serem vistos como referência para os filmes de super-herói, além de que Joel Schumacher fez questão de levar o nome do personagem ao fundo do poço com Batman Eternamente e Batman & Robin, este último um fracasso tão grande que o próprio diretor foi obrigado a pedir desculpas públicas por ter realizado algo tão ruim. Além destes fatores, a personalidade amargurada e intimista de Bruce Wayne não parecia ter mais chances de encantar a plateia, que naquele momento se deixava fascinar por filmes de heróis que adotavam um estilo mais cartunesco e espetaculoso, como Homem-Aranha.

Nolan, porém, ainda acreditava no potencial do justiceiro noturno nas telonas, e após a excelente recepção de Amnésia, decidiu assumir a nova incursão do homem morcego nos cinemas, mas com uma nova proposta: jogar fora o conhecido passado de Bruce Wayne e recomeçar do zero, reinventando a origem do herói e construindo, com extrema atenção aos detalhes, toda a trajetória de Bruce Wayne para nos fazer compreender o porquê de um homem bilionário se vestir de morcego à noite para combater o crime.

Havia, é claro, o risco de gerar reclamações entre os fãs mais xiitas, que há muito desejavam ver a trajetória de Batman nas HQs ser recontada com fidelidade nas telas. Mas Nolan, mais preocupado em imprimir sua visão pessoal sobre o projeto, arriscou e reformulou não apenas a própria história de Bruce Wayne e seus traumas do passado, como também decidiu passar longe da fórmula batida dos blockbusters americanos, ignorando o uso excessivo de computação gráfica, pirotecnia e excentricidade visual. O Batman de Nolan é sombrio, realista e intimista, algo que suas incursões cinematográficas anteriores não chegaram nem perto de ser.

De fato, o roteiro de Nolan em parceria com David S. Goyer (de atrocidades como Blade Trinity, Jumper e Alma Perdida) concede uma atenção especial ao desenvolvimento de seus personagens, cada qual muito bem definido em cena. Tal preocupação em permitir que o espectador conheça cada figura na tela, no objetivo de acentuar o realismo, certamente causou impaciência entre os espectadores mais frenéticos, uma vez que Batman Begins é bastante calcado em diálogos, que carregam um profundo sentimento de reflexão e espirituosidade. Mas não há como negar o êxito de Nolan em se arriscar tanto, pois o resultado é um filme denso e sólido, com um protagonista complexo e fascinante, que é maravilhosamente bem dissecado por Nolan e Goyer.

Curioso notar que aqui, Bruce Wayne, diferente da maioria dos heróis, é inicialmente apresentado como um homem inseguro, emocionalmente instável, em busca do conhecimento sobre o lado cruel da vida que o cerca. Bruce é um sujeito com seus próprios ressentimentos e amarguras, mas que por meio deles, busca encontrar forças para fazer o que é certo por sua cidade, tendo como principal motivação a benevolência de seus pais para com Gothan City, uma cidade que aqui ganha ares sujos e escuros, repleta de corrupção e figuras moralmente duvidosas.

Há toda uma preocupação em permitir que o espectador, por mais fantasioso que isto possa parecer, compreenda os motivos que levam Bruce Wayne a assumir a identidade do homem morcego. Acompanhamos Bruce durante seu treinamento físico e emocional, e quando este toma a decisão de proteger sua cidade e livrá-la do crime, o espectador acredita naquilo, graças ao desenvolvimento cuidadoso da história. Há explicações racionais para tudo, desde a caverna que servirá de esconderijo para o herói, a fabricação do uniforme, o motivo do símbolo de Batman ser um morcego… Tal atenção meticulosa aos detalhes gera algumas consequências que certamente devem ter frustrado alguns, uma vez que temos poucas aparições de Bruce em seu uniforme, assim como um número reduzido de cenas de ação. Mas apesar de poucos, Nolan valoriza estes momentos ao máximo, elaborando sequências de ação que, se não grandiosas, ainda impressionam pelo ultrarrealismo que apresentam, e que não se resumem apenas a destruição em massa da cidade, pois também vemos Bruce se machucando e apanhando, e acordando com o corpo repleto de hematomas e machucados, o que é mais um fator que acentua o realismo da produção.

Nolan também se sai extremamente bem na condução do elenco, cada qual criando características próprias para seus personagens. Christian Bale se firma como o intérprete definitivo de Batman/Bruce Wayne, emprestando todo o seu charme típico de um galã bilionário, mas assumindo toda a amargura e dor do homem morcego quando necessário, o que apenas comprova a versatilidade de Bale, que já havia nos surpreendido com caracterizações viscerais em filmes como Psicopata Americano e O Operário. O veterano Michael Caine interpreta o sábio e paternal mordomo Alfred com uma naturalidade maravilhosa, onde cada diálogo proferido por ele é capaz de causar comoção no espectador. Liam Neeson, apesar do pouco espaço em cena, confere veracidade a Henri Ducard, mentor de Bruce em seu período de treinamento; Katie Holmes, uma atriz geralmente insossa, convence como a audaciosa e corajosa Rachel Dawes, que vai além do mero estereótipo da mocinha em perigo que se torna o interesse amoroso do herói; Gary Oldman dispensa elogios como o tenente Jim Gordon, e Cillian Murphy está perfeita e sutilmente ameaçador como o psiquiatra corrupto Jonathan Crane. Há ainda participações discretas, mas indispensáveis de Morgan Freeman (que viria a ganhar mais espaço nos filmes seguintes), Tom Wilkinson (sempre ótimo) e Rutger Hauer.

Se Batman Begins peca em algo, é apenas na falta de um vilão forte e que consiga marcar presença em cena, tal qual foi o Coringa de Jack Nicholson e o Pinguim de Danny DeVito nos filmes de Tim Burton. Mas é uma falta pequena diante do feito alcançado por Nolan aqui, que não apenas fez Batman ressurgir das cinzas com eficiência, mas também imprimiu um novo conceito no estilo dos filmes de super-heróis, fazendo com que seu realismo tenha se tornado referência para diversas produções futuras.

Batman Begins (idem, EUA, 2005)
Roteiro: Christopher Nolan, David S. Goyer
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Morgan Freeman, Liam Neeson, Katie Holmes, Gary Oldman, Cillian Murphy, Tom Wilkinson, Rutger Hauer, Ken Watanabe, Michael Boone Jr.
Duração: 134 min.

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42 comentários

Diego/SM 16 de março de 2020 - 09:34

AAAHH!! Tá faltando uma estrela aí, pô – podem acreditar: esse é o meu favorito da trilogia do Nolan… : )

Responder
Vinicius Maestá 31 de março de 2019 - 03:18

Um dos meus filmes favoritos da vida, sendo o TDK definitivamente o meu preferido. Tinha 8 anos quando assisti pela primeira vez e foi a primeira vez também que eu gostava de um personagem não só porque ele vestia uma fantasia legal e batia em capangas, mas sim por toda sua psicologia e código de conduta, transformando a cabeça de uma criança. Assim o Batman se tornou o meu personagem favorito não apenas no mundo dos heróis mas como um todo.

Não sei se só eu tenho essa sensação, mas acho a versão dublada, da trilogia como um todo, melhor do que o áudio original. São os únicos filmes em que isso me ocorre, a exceção das animações.

Responder
Jadiel 25 de março de 2019 - 00:11

Gosto muito desse filme, tudo o que o Nolan fez pra criar um Batman realista foi excepcional. Mas o que não consigo engolir são aquelas cenas de luta estilo Michael Bay – talvez esteja exagerando um pouco, afinal Bay é o rei das cenas picotadas ao extremo. Tinha hora que ficava tonto com tanto corte. Nolan brilha mesmo nas sequências de perseguição, além daquela cena muito bem feita do trem destruindo tudo e explodindo em seguida.

Responder
Batman Begins Torrent (2005) - Dublado 720p | 1080p Download 26 de agosto de 2018 - 11:54

[…] Nolan também se sai extremamente bem na condução do elenco, cada qual criando características próprias para seus personagens. Christian Bale se firma como o intérprete definitivo de Batman/Bruce Wayne, emprestando todo o seu charme típico de um galã bilionário, mas assumindo toda a amargura e dor do homem morcego quando necessário, o que apenas comprova a versatilidade de Bale, que já havia nos surpreendido com caracterizações viscerais em filmes como Psicopata Americano e O Operário. O veterano Michael Caine interpreta o sábio e paternal mordomo Alfred com uma naturalidade maravilhosa, onde cada diálogo proferido por ele é capaz de causar comoção no espectador. Liam Neeson, apesar do pouco espaço em cena, confere veracidade a Henri Ducard, mentor de Bruce em seu período de treinamento; Katie Holmes, uma atriz geralmente insossa, convence como a audaciosa e corajosa Rachel Dawes, que vai além do mero estereótipo da mocinha em perigo que se torna o interesse amoroso do herói; Gary Oldman dispensa elogios como o tenente Jim Gordon, e Cillian Murphy está perfeita e sutilmente ameaçador como o psiquiatra corrupto Jonathan Crane. Há ainda participações discretas, mas indispensáveis de Morgan Freeman (que viria a ganhar mais espaço nos filmes seguintes), Tom Wilkinson (sempre ótimo) e Rutger Hauer. FONTE […]

Responder
Batman Begins Torrent (2005) - Dublado 720p | 1080p Download 21 de agosto de 2018 - 20:19

[…] Crítica: Nolan também se sai extremamente bem na condução do elenco, cada qual criando características próprias para seus personagens. Christian Bale se firma como o intérprete definitivo de Batman/Bruce Wayne, emprestando todo o seu charme típico de um galã bilionário, mas assumindo toda a amargura e dor do homem morcego quando necessário, o que apenas comprova a versatilidade de Bale, que já havia nos surpreendido com caracterizações viscerais em filmes como Psicopata Americano e O Operário. O veterano Michael Caine interpreta o sábio e paternal mordomo Alfred com uma naturalidade maravilhosa, onde cada diálogo proferido por ele é capaz de causar comoção no espectador. Liam Neeson, apesar do pouco espaço em cena, confere veracidade a Henri Ducard, mentor de Bruce em seu período de treinamento; Katie Holmes, uma atriz geralmente insossa, convence como a audaciosa e corajosa Rachel Dawes, que vai além do mero estereótipo da mocinha em perigo que se torna o interesse amoroso do herói; Gary Oldman dispensa elogios como o tenente Jim Gordon, e Cillian Murphy está perfeita e sutilmente ameaçador como o psiquiatra corrupto Jonathan Crane. Há ainda participações discretas, mas indispensáveis de Morgan Freeman (que viria a ganhar mais espaço nos filmes seguintes), Tom Wilkinson (sempre ótimo) e Rutger Hauer. FONTE […]

Responder
Ian Luz 24 de março de 2016 - 02:39

O melhor filme da trilogia Nolan , na minha opinião. Inspirado quase que totalmente em Batman : Ano Um.

Os outros dois me decepcionaram bastante quanto aos vilões ( sim , eu nao gosto do Ledger ).

Gosto muito do Bale como Bruce Wayne , e aceito bem ele como Batman ( apesar da voz me irritar bastante )

Responder
Tubarão Canhoto 22 de março de 2018 - 03:13

Opinião é qie nem ânus, alguns cheiram muito mal.
Vc dizer que nao gosta do Coringa do Ledger é de um Fedor incrivel

Responder
Ian Luz 22 de março de 2018 - 23:56

Ou talvez seja apenas a minha preferencia mesmo por adaptações mais fiéis a origem… coisa que o Coringa do Ledger nao é…

Meu Coringa favorito é o Jack Nicholson…

mas se vc nao acha… ok por mim…

Responder
Ian Luz 22 de março de 2018 - 23:56

Ou talvez seja apenas a minha preferencia mesmo por adaptações mais fiéis a origem… coisa que o Coringa do Ledger nao é…

Meu Coringa favorito é o Jack Nicholson…

mas se vc nao acha… ok por mim…

Responder
Tubarão Canhoto 24 de março de 2018 - 03:22

Nao da para ser Hater com um cara educado…
Parabéns.
Mas Ledger pra mim consegue sermelhir ate que o Badazz do Jack

Responder
Tubarão Canhoto 24 de março de 2018 - 03:22

Nao da para ser Hater com um cara educado…
Parabéns.
Mas Ledger pra mim consegue sermelhir ate que o Badazz do Jack

Responder
Ian Luz 24 de março de 2018 - 11:22

São visões diferentes. O filme do Burton é mais cartunesco mesmo , então permite um Coringa mais cartunesco também.

Mas um Coringa do naipe do Nicholson no filme do Nolan ia ficar super galhofa.

Como eu prefiro as produções mais fantasiosas e cartunesco , minha tendência é ir pro Coringa do Nicholson mesmo…

Mas eu sei que hoje em dia eu sou minoria HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ian Luz 24 de março de 2018 - 11:22

São visões diferentes. O filme do Burton é mais cartunesco mesmo , então permite um Coringa mais cartunesco também.

Mas um Coringa do naipe do Nicholson no filme do Nolan ia ficar super galhofa.

Como eu prefiro as produções mais fantasiosas e cartunesco , minha tendência é ir pro Coringa do Nicholson mesmo…

Mas eu sei que hoje em dia eu sou minoria HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Diego/SM 16 de março de 2020 - 09:34

Tb sou dos (aparentemente insanos:) que preferem o Begins ao TDK!… – mas, cara, se você prefere produções (e vilões) mais fantasiosos e cartunescos… não seria o Batman Eternamente, do Jim Charada Carey e Tommy Duas Caras Lee Jones, seu favorito? rsssssssss

Ian Luz 19 de março de 2020 - 15:38

Ser fantasioso e cartunesco não significa aquelas desgraças do Batman Eternamente e do Batman & Robin…aquilo é passar do ponto. Batman ainda tem que ser soturno, escuro, gótico….

Ian Luz 24 de março de 2016 - 02:39

O melhor filme da trilogia Nolan , na minha opinião. Inspirado quase que totalmente em Batman : Ano Um.

Os outros dois me decepcionaram bastante quanto aos vilões ( sim , eu nao gosto do Ledger ).

Gosto muito do Bale como Bruce Wayne , e aceito bem ele como Batman ( apesar da voz me irritar bastante )

Responder
Rodrigo Patini 22 de março de 2016 - 11:54

Michael Caine é o Alfred Absoluto!!!
Deveria haver uma proibição de qualquer outro ator interpretá-lo enquanto Michael Caine estiver entre nós!

Responder
Ian Luz 24 de março de 2016 - 02:38

Jeremy Irons me parece que vai se sair muito bem tambem, e apesar de todo o meu IMENSO respeito a Caine como ator , ainda fico com o Alfred da série , até agora.

Responder
Ian Luz 24 de março de 2016 - 02:38

Jeremy Irons me parece que vai se sair muito bem tambem, e apesar de todo o meu IMENSO respeito a Caine como ator , ainda fico com o Alfred da série , até agora.

Responder
planocritico 24 de março de 2016 - 16:28

@ianluz:disqus, Irons está bem como um Alfred diferente, mas ele tem pouquíssimo tempo de tela no meio da bagunça que é BvS…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de março de 2016 - 16:28

@ianluz:disqus, Irons está bem como um Alfred diferente, mas ele tem pouquíssimo tempo de tela no meio da bagunça que é BvS…

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Patini 22 de março de 2016 - 11:54

Michael Caine é o Alfred Absoluto!!!
Deveria haver uma proibição de qualquer outro ator interpretá-lo enquanto Michael Caine estiver entre nós!

Responder
Diogo Amorim 11 de janeiro de 2016 - 17:58

Grande filme, Nolan veio para ressuscitar o personagem nas telonas e respeitou a natureza sombria do personagem, ao contrário de Joel Schumacher que prefiriu trazer um Batman cômico e estragou tudo com os terríveis Batman Forever e Batman e Robin. Acho interessante essa ideia dele de trazer realismo para o filme, não é apenas um filme de herói mas muito mais do que isso. Foi um ótimo recomeço pro personagem que anteriormente havia sofrido e muito nas mãos de um certo diretor, além de trazer também uma visão diferente para os filmes de herói, esse e o TDK conseguem ser muito mais do que apenas um filme de herói, vão além disso.

Ótimo site, sou um grande apreciador de cinema e estou amando as críticas de vocês, vou continuar acompanhando ao máximo.

Responder
planocritico 12 de janeiro de 2016 - 16:38

A volta à forma do Homem Morcego. UFA!

– Ritter.

Responder
Diogo Amorim 12 de janeiro de 2016 - 21:08

UFA mesmo, porque aqueles Batman Forever e Batman e Robin foram uma tortura das piores.

Responder
planocritico 13 de janeiro de 2016 - 15:16

Sei muito bem disso… Já sabendo que eram porcarias, por tê-los visto no cinema, tive que revê-los para fazer as críticas…Tortura pura!

– Ritter.

Responder
Mauro Guimaraes 18 de junho de 2015 - 00:27

Esse filme trouxe um pouco de luz para a escuridão cinematográfica da DC…

Responder
planocritico 18 de junho de 2015 - 00:33

Vamos ver se eles acertam o passo com os novos filmes anunciados!

– Ritter.

Responder
Erick Rabello 15 de junho de 2015 - 23:27

Batman Begins redefine o super-herói no cinema. Acho a obra de Burton bem mais próxima das HQs. Quando o vi em 1989, tinha a sensação que estava vendo os quadrinhos na tela (algo que se repetiria com Dick Tracy), mas convenhamos que cinema é cinema e quadrinho é quadrinho.
Nolan me fez repudiar a maioria dos filmes de heróis que vejo hoje em dia.

Responder
planocritico 15 de junho de 2015 - 23:45

@erickrabello:disqus, de certa forma eu concordo com você, mas meu ponto de vista é um pouco diferente. Acho que os filmes do Nolan – excepcionarei, aqui, o terceiro Batman, pois o achei no máximo regular – são dramas policias que têm um super-herói como protagonista. São obras em outro nível. “Filmes de super-herói” mesmo são os do Homem-Aranha de Raimi, Homem de Ferro de Favreau e Superman de Donner. Esses sim carregam consigo o espírito dos quadrinhos, algo do que Nolan tenta inteligentemente fugir.

Abs,
Ritter.

Responder
jcesarfe 4 de outubro de 2014 - 12:53

A falta de um vilão forte compensaram na sequência, e em dose de elefante.

Responder
planocritico 4 de outubro de 2014 - 23:30

Com certeza! Mais do que compensa!!! – Abs, Ritter.

Responder
Dirlei Felippe 4 de outubro de 2014 - 11:15

Eu gosto de pensar a trilogia do Nolan como uma especie de Graphic Novel nas telonas. Um historia com arco fechado, dentro de seu próprio universo e trazendo a visão pessoal do autor (nesse caso, do Diretor). Gosto de pensar que irá continuar sendo uma obra unica e sem nenhuma ligação a nenhum outro filme. Também gosto de comparar a trilogia feita pelo Nolan, com as releituras/versões de super heróis feitas pelo Mark Millar, como por ex “Super Man Entre a foice e o martelo” e “Wolverine Velho Logan”. Ambos os trabalhos (do Nolan e Millar) trazem elementos da mitologia, características e personalidade dos personagens, e jogam em um trama original (Begins pode não ser original se levar em consideração as HQs, mas para o cinema é sim) com um visão bastante pessoal sobre os personagens. Obvio que não dá pra comparar os dois, mas o paralelo entre as obras de ambos é bem bacana de se pensar.

Responder
planocritico 4 de outubro de 2014 - 23:32

@dirleifelippe:disqus, acho seu modo de pensar o melhor possível para se apreciar filmes de heróis adorados pelo público. É uma visão que respeita as mídias, que reconhece que quadrinhos é uma coisa e que cinema é outra. Penso muito como você nesse caso. Isso apesar de eu achar o terceiro filme de Batman por Nolan não mais do que mediano. Abs, Ritter.

Responder
Dirlei Felippe 4 de outubro de 2014 - 10:56

Acho que a falta de um vilão marcante só atrapalha quando levamos em consideração os filmes seguintes, que possuíam ótimos vilões . Porém faz todo o sentindo e se justifica muito bem dentro da trama da trilogia. É uma especie de amadurecimento do personagem, da cidade. No fim do Begins, o Comissario Gordon ao se referir ao coringa, diz ao Batman que ele está inspirando os malucos a se fantasiarem também. Ou seja, se há uma evolução no combate ao crime, há também uma evolução no nível da criminalidade. E vemos esse evolução nos próximos filmes que vão ganhando vilões cada vez mais megalomaníacos.

Responder
planocritico 4 de outubro de 2014 - 23:33

E o vilão, em Begins, é um misto de mentor com vilão, o que suaviza sua vilania. Entendo o que você diz sobre o olhar de conjunto, claro. Abs, Ritter.

Responder
Caesius Maximus 23 de setembro de 2014 - 10:37

Só uma correção: Cillian Murphy não interpreta um promotor, mas sim um psiquiatra.
Abraço!

Responder
planocritico 23 de setembro de 2014 - 11:20

Obrigado, tem toda razão! Corrigimos lá. Abs, Ritter.

Responder
Gabriel Monti 25 de maio de 2014 - 18:54

Ótimo… Concordo com tudo, apenas acho que deveria ter citado a marcante e lindíssima trilha do mestre Hans Zimmer, que faz do filme o espetáculo que é !!!

Responder
Rafael Oliveira 25 de maio de 2014 - 22:31

A trilha é ótima, concordo. Mas acho que ele se superou, e muito, na trilha de TDK, que é realmente fenomenal e muito mais marcante.

Responder
joão 15 de maio de 2014 - 20:37

Muito legal esse filme. Na minha opinião é um dos melhores filmes sobre origens de heróis que já vi. A resenha está muito boa também.

Responder
Rafael Oliveira 17 de maio de 2014 - 22:22

Obrigado, João. E estou com você, também considero esse uma das melhores adaptações de super-heróis já feita.

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