Crítica | Batman Preto e Branco: Guardião (Gotham Knights #10b)

estrelas 3,5

As edições da série Gotham Knights traziam, na parte final, um pequeno conto do Batman em 10 páginas, abordado momentos diferentes (alguns iniciais) de sua carreira como vigilante de Gotham. Em Gotham Knights #10, temos uma história chamada Guardião, onde vemos o encontro do Morcego com o Lanterna Verde da Era de Ouro (Alan Scott).

A história nos lembra um pouco a reunião do Cruzado de Capa com o Superman em Uma Noite em Gotham City, cronologicamente localizada alguns meses antes, em pleno Ano Um. Em ambos os casos, Batman é criticado por seus métodos de ação e a violência que emprega, às vezes desnecessariamente (segundo a visão de Scott) contra seus antagonistas, muitas vezes, policiais. O Morcego retruca a crítica mas desta feita é mais receptivo a ela do que fora com o Superman.

Não existem complicações no roteiro. A história é mais um drama de aprendizado do que um embate, algo que dá significado especial à crônica.

Embora vejamos o Batman em ação, no início, este é apenas o ponto de partida para o memorável encontro, que consiste em uma oposição de modus operandi, conversas sobre o comportamento de um herói frente aos seus desafios e a autorreflexão de ambos os lados, especialmente o do Lanterna, que vê no Batman a pessoa certa para guardar Gotham.

Entre críticas e reconhecimento de valor, a história caminha para um término amigável e nostálgico. O Lanterna mostra a cidade que guardara durante os anos 40, 50 e 60 e ouve do Batman uma memória de infância, o que deixa mais ou menos implícito uma grande admiração do Morcego em relação ao herói mais velho.

A arte de José Luis García-López brinca com os traços da Era de Ouro, inclusive no estilo de finalização. Ele mistura elementos clássicos e modernos de forma inteligente, o que resulta em um conto bem desenhado e com uma breve história digna do encontro desses dois gigantes. Mais um ponto interessante — e infelizmente pouco conhecido — dos primórdios na carreira de Batman.

Batman Preto e Branco: Guardião (Gotham Knights #10b) – EUA, 2000
Batman:
Gotham Knights Vol. 1 #10b: Guardian
Roteiro: Alan Brennert
Arte: José Luis García-López
Arte-final: José Luis García-López
10 páginas

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.