Home TVMinisséries Crítica | Battlestar Galactica – A Minissérie

Crítica | Battlestar Galactica – A Minissérie

por Ritter Fan
767 views (a partir de agosto de 2020)

Em uma época hoje distante em que o ex-canal Sci-Fi, hoje SyFy, produzia obras do mais alto gabarito, Ronald D. Moore, que ganhara reputação por ajudar a reviver a franquia Star Trek na televisão com A Nova Geração, resolveu arregaçar as mangas e reimaginar completamente a série setentista Battlestar Galactica (aqui conhecida como Galactica: Astronave de Combate), que não passou da 1ª temporada, afastando completamente a atmosfera camp e a estrutura de “caso da semana” e injetando doses generosas de filosofia e religião, resultando em uma das melhores séries de ficção científica já feitas. Mas, antes de chegar ao status de série, que duraria quatro temporadas com 74 episódios no total e dois longas-metragens, Moore e a produtora testaram as águas da receptividade com uma minissérie transmitida em duas partes nos dias 08 e 09 de dezembro de 2003.

Nela, somos apresentados cuidadosamente à premissa básica da narrativa original de Glen A. Larson: 12 planetas (cada um lar de uma colônia de humanos) são atacados e destruídos pelos maléficos robôs Cylons, originalmente criado pelos humanos, e os sobreviventes, reunidos em naves variadas e comandados e protegidos pela última astronave de combate, Galactica, fogem pelo espaço profundo em busca da mítica 13ª Colônia, a Terra. Essa história, fascinante por si só, é construída sem pressa ao longo das três horas da minissérie, em que a mitologia da obra original é profundamente alterada, mas com a manutenção da essência. Não demora e aprendemos que os humanos das colônias já haviam enfrentado os Cylons há 40 anos, resultando em um armistício e o desaparecimento completo dos robôs. Quando a história começa, um posto avançado diplomático construído para permitir discussões entre os antigos inimigos e que é visitado por um oficial humano por razões unicamente burocráticas já que os vilões jamais deram as caras por ali, finalmente recebe visitas. Primeiro vemos versões mais modernas dos antigos Cylons e, em seguida, uma loira escultural de aparência completamente humana chega para marcar o fim da paz. A tensão construída nessa singela sequência que preludia a ação é espetacular do começo ao fim.

Mas a qualidade da minissérie continua firme e forte quando, em seguida, descobrimos que a nave que dá nome à série e que o espectador que conhecia a versão original queria tanto ver é, na verdade, uma relíquia da guerra contra os Cylons que está prestes a ser definitivamente desativada e convertida em um museu. Capitaneada até o último segundo por outra relíquia da guerra e veterano condecorado Comandante William Adama (Edward James Olmos), a nave é revestida imediatamente de uma atmosfera de reverência e de “vida vivida”, lição aprendida com o tipo de pegada de “universo velho” que Guerra nas Estrelas mais fortemente inaugurou em 1977 (aliás, é impossível ver essa versão da Galactica e não lembrar da Millenium Falcon), com sua tripulação orgulhosa e ao mesmo tempo melancólica esperando o fim de uma era.

E a era em que ele viveram realmente chega ao fim, mas não da maneira tranquila que eles esperavam. O ataque cibernético dos Cylons altamente tecnológicos e de aparência humana vem e, de maneira fulminante, todas as 12 Colônias são dizimadas juntamente com todas a frota militar. Galactica sobrevive única e exclusivamente porque, por ordens do Comandante Adama – muito mais por ser um turrão tradicionalista do que por qualquer outra coisa – ela nunca foi adaptada para ser conectada em rede com o sistema de defesa dos planetas. Estando offline completamente, a nave automaticamente se mostra imune aos vírus e à manipulação cibernética dos Cylons, tornando-se, portanto, a única linha de defesa das diversas naves humanas que conseguem, por várias razões diferentes, sobreviver à aniquilação.

Essa ampliação da premissa original é – não medirei palavras – simplesmente genial. Nela, vemos embutido diversos comentários sociais importantes, como o conflito de gerações, do que é percebido como velho versus o que é percebido como novo, da adoção desmedida da tecnologia em oposição à tradição e assim por diante. E Adama, militar até a última raiz do cabelo, é o homem da guerra, a pessoa que tem como único pensamento revidar a violência dos Cylons da única maneira que sabe fazer. Em oposição a ele, há a Secretária de Educação transformada em Presidente Laura Roslin (Mary McDonnell), recentemente diagnosticada com câncer. Ela é a voz da razão, da sobrevivência dos humanos, da fuga no lugar do ataque que entra em conflito direto com Adama, imediatamente trabalhando outro tema extremamente relevante: a relação dos governos com sua força militar. Com isso, o roteiro de Moore aproxima a narrativa humana de um possível golpe militar e não de maneira maniqueísta, mas sim como uma proposta viável diante do cenário cataclísmico.

Do lado vilanesco, temos o brilhante cientista Gaius Baltar (James Callis em uma performance fascinante), responsável, dentre outros sucessos, pelo sistema de defesa planetário que é invadido e manipulado pela Número Seis, a Cylon esplendorosamente loira vivida por Tricia Helfer que tem um caso com Baltar para conseguir acesso aos sistemas emprestando um significado muito mais amplo ao termo hackear. A relação entre os dois, que permanece constante na minissérie mesmo diante do apocalipse já que Baltar “vê” a Número Seis ao seu lado todo o tempo, introduz as noções mais verdadeiramente filosóficas que seriam desenvolvidas ao longo da série. Baltar, visto por todos como herói e a última esperança da frota, é um homem egoísta, covarde, manipulado e manipulador, mas que não é o tipo de vilão que esperamos. Ele hesita, tem constantes dúvidas, tenta fazer o certo somente para decidir pelo errado e parece perfeitamente entender o que está em jogo, mas não consegue desvencilhar-se de sua natureza para alcançar a grandeza. Ele, claro, representa a ciência, mas a ciência relativizada e vilanizada que casa muito bem com outro tipo de vilania, a dos Cylons, que são filhos dos humanos e que, exatamente por isso, consideram-se filhos de um deus único que não imediatamente toma a forma do Deus judaico-cristão, mas que caminha nessa direção em oposição aos deuses plurais reverenciados pelos humanos das colônias. E, nessa esteira, a discussão se desenvolve para a verdadeira natureza dos Cylons: máquinas frias e sem alma ou máquinas biológicas pensantes e vivas como os humanos são vivos? Se esse é um assunto que a ficção científica se debruça há décadas e décadas, diria que Battlestar Galactica é uma das obras de ficção que mais desenvolve a questão, constantemente desafiando o espectador.

Em meio a tudo isso, há outros diversos personagens que são muito bem trabalhados nessa três horas, especialmente a relação de amizade e respeito entre os pilotos dos caças Viper Apollo (Jamie Bamber) e Starbuck (Katee Sackhoff, em um ótimo gender bender do personagem original), respectivamente o filho de Adama que tem uma relação complicadíssima com o pai, e a melhor, mais ousada e mais desobediente piloto da frota. Da mesma forma, muito destaque é devidamente dado ao amargo e alcoólatra Coronel Saul Tigh (Michael Hogan), segundo em comando de Adama e que nutre inimizade com Starbuck e ao mecânico-chefe Galen Tyrol (Aaron Douglas) e à piloto de Raptor Sharon “Boomer” Valerii (Grace Park em outro gender bender bem-vindo) que têm relacionamento amoroso.

Os efeitos em computação gráfica não envelheceram um dia sequer e funcionam muito bem nos poucos Cylons robóticos que são usados e nas batalhas espaciais que, para manter a atmosfera, são completamente silenciosas. No entanto, o que realmente merece destaque é a qualidade do design de produção nos cenários e figurinos e na enorme quantidade e qualidade dos efeitos práticos. A Galactica é literalmente um personagem importante na minissérie e os ambientes criados – a ponte de comando, a sala e os alojamentos dos pilotos e oficiais, o hangar, as cabines de Adama e de Tigh – respiram e convencem imediatamente com todos os seus detalhes que transparecem locais em que gente de verdade transita apesar de toda a tecnologia avançada que é trabalhada sem que seja necessário que o roteiro foque nelas com tecniquês bobo. É um sci-fi que simplesmente não precisa perder tempo com explicações sobre o funcionamento das coisas, apresentando tudo de maneira simplificada e sóbria, o que amplifica a impressão de verossimilhança e realismo.

A trilha sonora composta por Richard Gibbs é um tesouro que faz a ponte sonora entre a música clássica da série original composta por Stu Phillips e o que viria a ser aproveitado e desenvolvido por Bear McCreary (que trabalhou com Gibbs) na série de 2004, ajudando a criar a atmosfera melancólica e apocalíptica que a situação impossível dos sobreviventes exige, mas sem perder de vista as fanfarras heroicas necessárias. Essa atmosfera é amplificada sobremaneira pela fotografia soturna e sóbria de Joel Ransom que elegeu trabalhar cores mudas, acinzentadas que são confrontadas brilhantemente pelos figurinos de cores fortes da Número Seis, notadamente seu icônico vestido vermelho.

Ronald D. Moore literalmente reconstrói Battlestar Galactica quase que integralmente do zero, aproveitando-se, apenas, da premissa macro de Glen A. Larson. E, usando essa tábula semi-rasa como trampolim, ele foi capaz de criar uma minissérie que fascina o espectador não só pelos aspectos de pura ficção científica que povoam a narrativa, como também – e provavelmente em especial – pela complexa teia filosófico-religiosa-científica que o showrunner estabelece.

Battlestar Galactica – A Minissérie (Battlestar Galactica – The Miniseries – EUA, 08 e 09 de dezembro de 2003)
Criação e showrunner: Ronald D. Moore (baseado em obra de Glen A. Larson)
Direção: Michael Rymer
Roteiro: Ronald D. Moore
Elenco: Edward James Olmos, Mary McDonnell, Katee Sackhoff, Jamie Bamber, James Callis, Tricia Helfer, Callum Keith Rennie, Grace Park, Michael Hogan, Matthew Bennett, Paul Campbell, Aaron Douglas, Lorena Gale, Kandyse McClure, Connor Widdows, Alessandro Juliani, Nicki Clyne, Tahmoh Penikett, Alonso Oyarzun, Ty Olsson, Lymari Nadal
Duração: 180 min. (duas partes no total)

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38 comentários

Isaac 26 de março de 2021 - 16:34

Ganhei hoje um boxe com as 4 temporadas e vim correndo ver se tinha critica. Não entendo nada desse universo, estava receoso de começar. Mas, pelo visto posso ir sem medo.

Um abs, Isaac

Responder
planocritico 27 de março de 2021 - 04:15

Opa! Que maravilha, hein? Tomara que goste. É minha série sci-fi favorita de todos os tempos e está no meu top 10 geral de séries.

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas Macedo 7 de dezembro de 2020 - 17:27

Primeira vez assistindo e, mesmo com uma grande bagagem de séries, foi uma das melhores coisas que já assisti. Não tem nada fora do lugar. Até os personagens mais cretinos você se pega torcendo por eles. Particularmente, a presidenta é minha personagem favorita até agora. Sem enfrentar diretamente o capitão conseguiu impor respeito. Pelo visto vou assistir tanto a série quanto os filmes e as webseries haha

Responder
planocritico 7 de dezembro de 2020 - 20:50

Que legal que está gostando tanto, @disqus_NSJQSC9p9q:disqus ! Esse começo da série é espetacular!

Eu tenho é que tomar tenência e fazer as críticas das temporadas e dos telefilmes!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 8 de setembro de 2020 - 14:15

Finalmente! Sabia q esse dia chegaria, conforme a profecia ja dizia.
Minha serie favorita de todas (pegou o lugar de Arquivo X, pra voces terem ideia!)

Responder
planocritico 8 de setembro de 2020 - 15:21

So say we all!

E pode aguardar, pois as temporada virão!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 8 de setembro de 2020 - 15:57

cara, essa é q desculpa perfeita pra rever essa obra prima. Obrigado!

Responder
planocritico 8 de setembro de 2020 - 22:12

Estão vamos juntos!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 9 de setembro de 2020 - 15:41

Engraçado vai ser eu voltando a falar frak! de tanto q usam essa expressao na serie hahaha

planocritico 9 de setembro de 2020 - 22:16

Melhor invenção! Falo “frak” às vezes até hoje (e por causa da primeira série, láááááááá atrás…)…

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 11 de setembro de 2020 - 14:31

Confesso que nunca vi nada da priemeira serie. Nem sabia que esse palavrao tinha vindo da serie original rsrs

planocritico 11 de setembro de 2020 - 15:10

A primeira série é trasheira divertida. Vale pelo menos ver o primeiro episódio para sentir o clima. E é de lá que vem o “frak”, pois era de televisão aberta que não pode ter palavrão… Fiz a crítica aqui: https://www.planocritico.com/critica-battlestar-galactica-a-serie-original-completa/

Não sei se você sabe, mas tem até uma segunda série, Galactica 1980, que é a versão baixo orçamento da anterior, pois mostra os “galacticanos” chegando na Terra, ou seja, não precisaram investir em efeitos especiais…

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 12 de setembro de 2020 - 04:50

Dessa segunda eu nunca tinha ouvido falar rsrs

planocritico 12 de setembro de 2020 - 15:08

Essa você pode pular… É o trash do trash…

Abs,
Ritter.

Flavio Batista Dos Santos 11 de setembro de 2020 - 14:31

Eu sempre uso FRanking Cylons! qdo quero xingar alguem mentalmente e qdo estou jogando videogame pra reclamar dos inimigos!

planocritico 11 de setembro de 2020 - 15:21

Acho justo!

Abs,
Ritter.

Fabio Martins 24 de agosto de 2020 - 16:10

Excelente resenha! Não tiro uma vírgula!
Curioso é que eu tive a mesma primeira impressão que o colega logo abaixo quando foi exibida originalmente no SyFy: achei os personagens “forçados”, a trama “pretensiosa”, e os cortes e movimentos de câmera meio sem sentido… isso porque eu pegava episódios picados, não havia visto o início… até que vi aquele episódio em que a Starbuck cai num planeta e tem que se virar com o Raider Cylon pra voltar pra “casa”. Ali me conectei de imediato, pois assisti o episódio do início ao fim – uma virtude da série, de criar cada episódio como se fosse um longa-metragem imperdível! Fique louco pra, enfim, ver tudo dede o início, mas dependia de reprises… e ficava nessa até meses atrás, quando o SyFi resolvia exibir a série. Eis que a Amazon FINALMENTE nos deu esse presente e, enfim, pude ver tudo desde o início!!

Bom, aqui cabem algumas revisões a respeito de minha impressão inicial:
– “personagens forçados”: NÃO MESMO! Talvez justamente por optarem por enquadramentos bem em close-up nos momentos mais tensos e com câmera na mão, eu tenha tido tal impressão, mas é porque eu não estava preparado para isso! Aqui cabem palmas e mais palmas para a direção dos atores, para os roteiristas, para os responsáveis pelas câmeras! Não há UM personagem sequer que seja “forçado/caricato”, nem mesmo o canastrão (o personagem, não o ator) Gaius Baltar, que tem sua “vilania” testada em máxima ambiguidade até o fim. E o que dizer da interpretação magistral de Edward James Olmos, o militar mais humano que você verá na história da TV/cinema?!? A presidente Laura também dá suas escorregadas éticas feiezézimas! E os Cylons??? Quem diria que, a partir de determinado momento, passemos a “entendê-los” e, em alguns momentos, até torcer por eles (não todos eles, obviamente)??? Aliás, cabe aqui outro elogio, desta vez à “loira escultural”, que sofre um plot twist absurdo mais ao final da série – ela convence e muito como vítima traumatizada de tortura e abusos na outra “battlestar”.
– “trama pretensiosa”: quem pega o bonde andando pode achar isso mesmo… Robôs assassinos, futuro sem ultra-tecnologia, umas paradas religiosas supostamente rasas, robô gatona-sensual, piloto rebelde e desbocada… tem jeito não: BSG ou se vê TUDO, ou não se vê NADA. Não dá pra assistir um episódio qualquer e tirar conclusões precipitadas. Feito isso (ver TUDO), a trama ainda é atualíssima nas questões de fé, religião, poder, tecnologia, hierarquias, corrupção, inveja, canalhice… Pensem, HOJE, como seriam 50 mil humanos de diversas nacionalidades fugindo de nosso planeta e convivendo entre si em meio ao vazio do espaço e à ameaça de extinção por parte de uma raça tecnologicamente superior… BSG mostra que os nossos maiores demônios somos nós mesmos que criamos…
– “cortes e movimentos de câmera sem sentido”- após começar a aprender mais sobre audiovisual (tenho trabalhado com isso atualmente), percebo que ali reside uma inovação que virou padrão desde então, tipo com as lutas de Matrix (que, PELOS DEUSES DE KOBOL, não é um padrão utilizado em BSG). Cortes secos, câmera nervosa na mão, close ups constantes, planos-sequência primorosos… é, como você citou em seu texto, um trabalho espetacular na condução disso tudo para trazer algo crível às pessoas. Parece que eu sou capaz de sentir o cheiro de graxa da nave, ou de respirar o suor dos personagens, ou ainda sentir o vácuo do espaço… GENIAL, INOVADOR, HISTÓRICO!

É isso. Desculpe de escrevi demais hahaha! BSG faz isso com a gente, né

Responder
planocritico 27 de agosto de 2020 - 14:11

Belos comentários!

Eu diria que mesmo vendo apenas a minissérie, sem conhecer o que vem pela frente, ela se segura maravilhosamente bem.

Abs,
Ritter.

Responder
Celso Junior 22 de junho de 2020 - 23:11

Grata surpresa achar essa ótima análise sobre a série, pois tem pouco material sobre, acredito por ser mais antiga. Acabei de ver tem menos de 1 mês na Prime e fiquei simplesmente fascinado. Estou pensando agora em rever tudo dublado como desculpa…kkk Pensei que Farscape seria minha melhor série de sci fi mas estava redondamente enganado. Sou louco por temas espaciais, onde a humanidade evoluiu ao ponto de buscar novos mundos…mas confesso que o tema até ficou em 2º plano devido a imersão aos personagens. Capitão Adama, pra mim, é um dos melhores personagens já criados, claro, devido ao ator que é espetacular! A série é excepcional, tem ainda bons efeitos, não os acho tão datados, músicas e batalhas FANTÁSTICAS e, a melhor parte pra mim, tudo muito crível…são humanos tentando sobreviver(tanto os “reais” quanto os fabricados)…e no meio disso tudo muita religião e política! Adorei o final tb, mesmo não concordando de maneira alguma…kkk Obs.: será que existe livros canônicos da série? Caprica não me interessei em ver pois acontece antes da série…Bem, desculpe o longo texto, abçs!

Responder
planocritico 23 de junho de 2020 - 01:01

Que legal você ter gostado tanto da série! É uma obra-prima sci-fi mesmo. Eu tenho é que voltar às minhas críticas, pois precisamos ter essa série completa no site!

Abs,
Ritter.

Responder
Filipe Isaías 26 de maio de 2020 - 23:29

Quando eu comecei a ver achei que ia ser mais uma série de sci fi. Rapaz, como eu tava errado e foi só a minissérie. Amei os personagens, meu preferido até agora é o Capitão Adama (um capitão bem escrito é sempre um deleite de acompanhar). Com certeza vou ver a série.

Abs.

Responder
planocritico 26 de maio de 2020 - 23:32

@filipeisaias:disqus , caaaaara, eu fico até com inveja que você está tendo o prazer de ver BSG pela primeira vez!!! Prepare-se para MUITA coisa bacana!

Abs,
Ritter.

Responder
Vigilante da Gota 20 de maio de 2020 - 03:46

Tinha assistido essa minisséries há muitos anos e lembro de não ter gostado tanto. Achava os personagens chatos e as situações bem forçadas, como que mal explicadas.

Revendo hoje, percebo o quanto eu tava errado. A minissérie é hipnotizante! Os personagens são muito bem interpretados e a história é redondinha. Tem muito subtexto interessante, que acredito que foi o que não entendi quando vi lá atrás, talvez pela pouca idade. Muita coisa passada apenas pelos olhares, pela atmosfera. Muita política e drama familiar que não soam gratuitos, e que são até bem atuais, em tempos de pandemia. Certamente verei a série.

Bela crítica, aguardo as das temporadas agora haha.

Responder
planocritico 20 de maio de 2020 - 19:12

Obrigado, @ovigilantedagota:disqus !

Continue vendo, pois vale muito a pena. O desenvolvimento dos personagens e dos subtextos, notadamente o religioso, é muito bacana.

Abs,
Ritter.

Responder
José Barbosa 5 de maio de 2020 - 10:17

Eu tinha ouvido muito falar e fiquei empolgado ao saber que passaria no Prime, seria uma oportunidade de finalmente assistir. Ver tantas críticas positivas deixa ansioso, ainda mais em tempos que nem Star Wars tem uma história mais tão relevante. Entretanto, embora tenha méritos, causou-me uma certa decepção, e um exagero. Existem detalhes nos quais a série peca e não são razoáveis. Pegando pela minissérie, eu NUNCA daria 5 estrelas, mas um 3,5 ou 4. Não acho o ritmo interessante, vejo muita cópia descarada em Star Wars (do design das naves ao velório no final), uma mudança muito rápida na atitude do comandante em admitir a derrota, uma sociedade que confia muito numa única pessoa que sequer estava viva no ápice da tecnologia, enfim… Ah, e claro, aquelas poltronas imensas que parecem ter sido retiradas da sala da casa da vovó!
Pode parecer chatice, detalhes, mas não fecha.
Talvez a história evolua e tudo acabe passando para trás, e no contexto de toda a série este prelúdio tenha mais significado (torço para isto). Fato, criaram uma base sólida que pode derivar em inúmeras boas histórias. Quer um exemplo? Em apenas dois minutos da série, quando Laura Roslin assume a presidência, não teve como não lembrar que fizeram uma série (Designated Survivor) exatamente com a mesma premissa, e agora já sei de onde tiraram a história. Não consegui verificar, mas fiquei com a impressão que até a ordem de hierarquia sucessória, se não é igual, é semelhante (quadragésimo alguma coisa).

Responder
planocritico 5 de maio de 2020 - 13:14

Entendo você não ter gostado tanto, ainda que seus argumentos, com todo respeito, tenham me parecido detalhes menores considerando a história como um todo (note que a Galactica ser uma nave velha, caindo aos pedaços, por assim dizer, é elemento integral à narrativa). Só acho que, se a série setentista original foi criada justamente para surfar na onda de Star Wars, esse reboot não tem absolutamente nenhuma relação visual, tonal ou narrativa com a franquia de George Lucas. Acho completamente diferente em todos os quesitos, com a nova BSG sendo hard sci-fi e SW fantasia espacial.

Abs,
Ritter.

Responder
Beto Magnun 1 de maio de 2020 - 22:07

Ah Moore… Bem que poderia ensinar o pessoal de Picard e Discovery, a rebootar ou revisitar uma franquia sem cagar em toda sua essência.
Que bom que a série ficou disponível no Prime. Não cheguei a assistir todas temporadas e agora é uma boa oportunidade pra isso.

Responder
planocritico 2 de maio de 2020 - 00:26

Magistral reboot mesmo. E, agora que saiu na Amazon, vou voltar com minhas críticas por temporada!

Abs,
Ritter.

Responder
Jorge Duete 3 de maio de 2020 - 22:06

Que bom. Nunca havia visto “Battlestar Galactica”. Graças ao Prime Video vou acompanhar agora. Fico feliz que você vai fazer as críticas. Assisti à minissérie e gostei muito. Estou dentro!

Responder
planocritico 4 de maio de 2020 - 00:45

Veja sim, porque só vai ficando melhor!

Abs,
Ritter.

Responder
Pablo 17 de novembro de 2019 - 22:53

A minissérie me ganhou totalmente! Quando assisti na época comprei o BOX da série completa. Uma das melhores séries que assisti!

Responder
planocritico 18 de novembro de 2019 - 01:30

Estou com você!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 16 de novembro de 2019 - 01:35
Responder
planocritico 16 de novembro de 2019 - 04:07

Resposta 1: Estou revendo tudo agora. Por isso disse – e reafirmo – que os efeitos estão excelentes.

Resposta 2: A série é complexa e densa. Há sim muitas mortes e muita ressonância emocional.

Resposta 3: Nunca vi Mr. Robot, então não consigo opinar sem usar informações de terceiros na linha de que o cara é bom. Mas eu acho mais do que completamente desnecessário outro reboot de BSG.

Abs,
Ritter.

Responder
Hegon Tavares 16 de novembro de 2019 - 00:30

Eu estou assistindo essa série graças a você e ao Dwight Schrute (rsrs).
Estou fascinado pelo mundo e as questões discutidas, a política é fortíssima.
Atualmente estou no 15 episódio da 3 temporada. Vendo todo o resto do material (websodes, flashbacks etc) pois quero saber mais e mais sobre. Espero que tenham reviews de todas as temporadas pra conversarmos mais. Abraços!

Responder
planocritico 16 de novembro de 2019 - 04:07

Que bom, meu caro!

E pode ter certeza que trarei todas as temporadas, filmes, webséries e o spin-off Caprica aqui para o site. Mas farei tudo com calma.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Gardiolo 15 de novembro de 2019 - 21:42

Por isso que o Ritter é o melhor rabugento da internet

Responder
planocritico 16 de novembro de 2019 - 04:07

Rabugento, eu?

HAHAAHHAAHAHHAHAHAAHHA

Abs,
Ritter Mutley.

Responder

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