Home TVEpisódio Crítica | Better Call Saul – 5X03: The Guy for This

Crítica | Better Call Saul – 5X03: The Guy for This

por Ritter Fan
354 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers da série. Leiam, aqui, as críticas dos episódios anteriores.

Sei muito bem que esse foi o tão aguardado episódio de Better Call Saul em que mais dois queridos personagens de Breaking Bad foram reintroduzidos, mas a grande verdade é que a volta de Hank Schrader (Dean Norris) e Steven Gomez (Steven Michael Quezada), por mais divertida e nostálgica que possa ter sido, foi apenas os confeitos em cima de um bolo já muito saboroso. Em outras palavras, é legal e tal ter os dois ampliando a conexão com a série original, mas eles são apenas detalhes em The Guy for This.

Não me levem a mal: são detalhes bem inseridos, que não parecem forçados dentro da estrutura do prelúdio e que ganham tempo de tela justo, que não detrai do que realmente importa, mas, mesmo assim, são detalhes. Afinal, mesmo que a conversão de Krazy-8 em informante do DEA – explicando algo revelado por Hank a Walter White depois do fim do traficante em Breaking Bad – seja bem engendrada, com uma justificativa inteligente que transforma o personagem em um peão de Lalo em seu plano para derrubar Gus Fring, o foco do episódio fica mesmo em Jimmy e especialmente em Kim, cada um deles “o cara certo” do título em sua luta contra o determinismo.

Para começar, notem o medo de Jimmy ao ser levado por Nacho para um encontro com Lalo. Aquele ali é Jimmy ainda (a magnificamente bem filmada metáfora das formigas e do sorvete deixa isso evidente), alguém que escolheu ser Saul para desbravar um nicho de advocacia em que ele poderia ser bem-sucedido, mas que está prestes a ser devorado pela voracidade de traficantes pesados, muito diferente dos pequenos marginais responsáveis por crimes, digamos, menores, que são seus alvos efetivos. Seu suor, sua hesitação, sua forma atabalhoada de lidar com a situação na garagem para onde é levado mostra, como mencionei em minha crítica anterior, que Saul é mesmo apenas uma identidade assumida, mas que ainda não tomou conta da de Jimmy, mesmo que, novamente me socorrendo das formigas, esteja prestes a ser dominante. Ele luta contra aquilo, mas sabe que não pode evitar o destino e é obrigado a dobrar-se e fazer o que lhe é comandado.

Kim, por seu turno, está feliz por ter um dia inteiro só de casos pro bono que é o que ela realmente ama fazer. Mas seu grande cliente pagante, Mesa Verde, exige sua presença imediata e ela também não tem como fugir daquilo. A conexão com o drama de Jimmy é evidente, mas a diferença é que Kim não tem duas personalidades, mesmo considerando que, por vezes, ela sinta prazer em dar pequenos golpes aqui e ali. Portanto, o drama, para ela, é mais dilacerante e inconciliável, sem que ela enxergue uma válvula de escape que não seja, por enquanto, arremessar garrafas de cerveja pela varanda de seu apartamento.

Rhea Seehorn há tempos vinha demonstrando sua profundidade dramática que ainda, criminosamente, não foi reconhecida nas grande premiações e, aqui, ela tem vários de seus melhores momentos. Seja no tribunal defendendo não exatamente seus clientes, mas sim sua vontade inamovível de permanecer ali, descartando Mesa Verdade, seja na expulsão de um senhor de sua propriedade para a construção de um call center (Up – Altas Aventuras feelings!), a atriz demonstra não dever absolutamente nada a mais ninguém do elenco, batendo de frente muito facilmente com o alarido colorido de Bob Odenkirk. Sua capacidade de fazer uma Kim sempre impecável, sisuda mesmo, mas que demonstra por todos os poros sua vontade de fazer o que considera nobre, dá gosto de ver, além de deixar o coração quebrado quando tudo conspira para ela não alcançar seus objetivos.

Esse conflito entre livre arbítrio e determinismo ganha cores e contexto também com o drama familiar de Nacho, aqui ilustrado por seu desejo de salvar seu pai dessa vida que ele também foi forçado a mergulhar de cabeça. A ironia é que ele quer tirar o pai dali a força, usando de subterfúgios para comprar o negócio da família por intermédio de um laranja. Michael Mando é outro que merece ser reconhecido pela forma como consegue desenvolver seu personagem de um simples bandidinho a um homem conflitado, repleto de dilemas insolúveis. Apenas as sequências com Mike é que realmente pareceram deslocadas no episódio não só por não rimar completamente com o restante da narrativa (ok, há um certo determinismo no caso dele também, mas existe uma distância maior), como também por não acrescentar nada que os eventos em 50% Off não tivessem já deixado sobejamente claros.

The Guy for This começa com um fan service divertido e bem colocado, mas ele – ainda bem! – logo abre espaço para uma discussão muito mais profunda e de viés sombrio. Parece que não há mesmo mais saída para Jimmy e para Kim. O futuro (aquele lá do Cinnabon) está posto. O único detalhe é que Vince Gilligan e Peter Gould já demonstraram que não ligam muito para isso não… e ainda bem!

Better Call Saul – 5X03: The Guy for This (EUA, 02 de março de 2020)
Criação: Vince Gilligan, Peter Gould
Showrunner: Vince Gilligan, Peter Gould
Direção: Michael Morris
Roteiro: Ann Cherkis
Elenco: Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Rhea Seehorn, Patrick Fabian, Michael Mando, Tony Dalton, Giancarlo Esposito, Lavell Crawford, Max Arciniega, Javier Grajeda, Josh Fadem, Hayley Holmes, Peter Diseth, Don Harvey, Dean Norris, Steven Michael Quezada
Produtoras: High Bridge Productions, Crystal Diner Productions, Gran Via Productions, Sony Pictures Television
Canal original: AMC
Distribuição no Brasil: Netflix
Duração: 54 min.

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68 comentários

jv bcb 8 de abril de 2020 - 23:37

Primoroso é pouco para esse episódio, um dos melhores da série, o estudo de personagem é sensacional, e os reflexos temáticas entre o arco de Jimmy e Kim são melhores ainda, sendo pontuados pela rima visual das cenas dos dois estacionando o carro e subindo na varanda. A atmosfera é pesada, não tem música, só diegética e olhe lá, silêncios num ritmo vagaroso que passa um clima mórbido mais do que adequado para os feitos dos personagens, inclusive todos com exceção de Mike estão super bem amarrado na narrativa, tudo muito fluido. Elogiar a fotografia já é chover no molhado, é a melhor de uma série que já vi disparado.
A atenção aos detalhes do roteiro é o grande diferencial de Better Call Saul, na primeira cena na varanda Kim fica olhando a garrafa com medo dela cair no chão do estacionamento, quando ela se retira ela leva a garrafa com ela, na segunda cena na varando ela quebra todas as garrafas, são coisas que eu pelo menos só noto quando o episódio acaba e paro para refletir sobre ele, enquanto assisto é enigmático, sei que aquilo significa alguma coisa só não sei o que, quando tudo se concluir e começo a analisar o arcos dos personagens e os temas abordados, várias dessas sutilezas fazem sentido.

Responder
planocritico 9 de abril de 2020 - 12:46

Os detalhes são realmente impressionantes em BCS. Fazem toda a diferença.

Abs,
Ritter.

Responder
JC 22 de março de 2020 - 08:04

Rapaz….que episódio!
É fogo ver a Kim sendo destroçada.
E Saul agora tá preso para sempre.

Episódio maravilhoso de fotografia…wow.
Alias, praticamente todos são assim .

Não vejo o fim da Kim sendo bom de forma nenhuma.
Só se ela se mudar pra outro país ensolarado e morar numa praia .
Ehheheh…

Responder
planocritico 22 de março de 2020 - 16:39

Muito bom mesmo! Mas eu acho que nos surpreenderemos com o final de Kim. A desgraça que esperamos pode não vir, pois é justamente o caminho mais esperado.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael 8 de março de 2020 - 03:29

Obrigado pelos comentários, camaradas. Eu junca ia lembrar que aquele traficante que Walter White matou nos primeiros episódios de BB era o Domingos. Muito bom ver essas conexões. Ademais, a história do Domingos se assemelha a dos outros personagens: devido a circunstâncias, se entrega a vida criminosa, e se tornará o Krazy 8.

Abraços.

Responder
planocritico 8 de março de 2020 - 15:29

Tudo está conectado!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Alex Fonseca 7 de março de 2020 - 21:31

Essa temporada tá incrível. Impressionante como a equipe de produção é cuidadosa com os detalhes. Eu acho que o não aparecimento da Kim em BB, tem relação com o envolvimento do Saul com os Salamancas, onde em algum momento o Jimmy vai fazer merda e, como forma de vingança, a Kim vai pagar o pato. Essa é minha teoria!

Responder
planocritico 8 de março de 2020 - 15:29

Tudo é possível em relação à Kim, mas eu ainda acho que seremos surpreendidos com seu “fim”.

Abs,
Ritter.

Responder
Roberson Fagundes 5 de março de 2020 - 19:22

A parte técnica dessa serie me deixa bobo ( direção, fotografia, rimas visuais , enquadramentos), principalmente nesse ep que senti essas características mais fortes. Hank e Gomes aparecendo, cada vez mais próximos de BB. a dualidade que a Kim passou com.o.Sr Rabugentinho , abalou ela de uma forma, que estou com receio de como ela ira lidar com isso daqui para frente. o Saul com o plot do K8/Nacho/Lalo, foi demais ( O Lalo com aque ar de cafagenestes acanastrão, mais ao mesmo tempo ameaçador, que a qualquer hora pode te matar ^^), o Saul agora está preso aos Salamancas (como demonstra a gravata de corrente que ele está usando no ep). mais um belo episodio dessa temporada que até agora está sensacional!

Responder
planocritico 5 de março de 2020 - 23:27

A qualidade técnica dessa série é sem igual. Some a isso o elenco maravilhoso e pronto, é a tempestade perfeita!

Abs,
Ritter.

Responder
DONIZETE 5 de março de 2020 - 11:55

Pra mim está tudo ótimo nessa série. Perfeita.
Aproveito a ocasião pra criticar a Netflix por retirar repentinamente as temporadas 3 e 4 da série SHIELD. Estava no 14° episódio da 4° temporada e derepente acabou como num passe de mágica. Muita falta de consideração com nós assinantes.
Pior é eu entrar em contato pelo chat e não darem resposta satisfatória. A desculpa é que não é da Netflix e por isso tem um contrato e foi desfeito.
Estou decepcionado com a Netflix. Pensando em ir pra Amazon.

Responder
planocritico 5 de março de 2020 - 12:26

Já tive problemas dessa natureza com a Netflix. Eles deveriam encontrar um mecanismo para avisar aos assinantes da retirada de obras da grade com alguma antecedência.

Sobre a Amazon, bem, é um bom serviço, mas a Netflix tem muito mais coisa.

Abs,
Ritter.

Responder
Daniel Kososki 5 de março de 2020 - 19:22

Antes eles avisavam que a série em breve seria retirada. Quando eu tava vendo Freaks and Geeks faltavam poucos dias pra sair e todo início de episódio aparecia um aviso com a data que sairia do catálogo

Responder
planocritico 5 de março de 2020 - 23:27

Verdade! Pena que eles pararam com isso…

Abs,
Ritter.

Responder
Jesse Geller 6 de março de 2020 - 15:42

Logo às vésperas do S04E15?

O melhor episódio da série haha

Responder
Mojo 5 de março de 2020 - 09:47

Bela crítica, daria 5 estrelas, adorei o episódio!! Me parece que deram uma rejuvenescida no Jimmy, nessa temporada, ou talvez seja o aspecto e as roupas do brilhante Odenkirk encarnando o Saul que me deram essa impressão…Estou assistindo 2 séries da HBO que acredito merecem a atenção do Plano Crítico: Outsider em andamento e Succession, esta já com 2 temporadas, ambas muito boas, seria ótimo ver a opinião de vcs. Abçs!!

Responder
planocritico 5 de março de 2020 - 16:00

Acho que é mesmo o figurino espalhafatoso dele que ajudou a parecer que ele está mais novo.

Sobre suas sugestões, teremos The Outisider semana que vem, logo depois que a minissérie acabar.

Succession é uma possibilidade constante.

Abs,
Ritter.

Responder
Douglas 6 de março de 2020 - 12:02

The Outsider é muito boa, de longe a melhor adaptação para televisão de algum conteúdo do Stephen King, incrível como não teve crítica por episódio. Mas só de saber que terá o da temporada já está bom.

Responder
planocritico 6 de março de 2020 - 12:27

Temos a tendência de não fazer crítica por episódio de minisséries. Há exceções, mas normalmente preferimos fazer a critica do negócio completo.

Abs,
Ritter.

Responder
Handerson Ornelas. 4 de março de 2020 - 22:20

Episódio brilhante. Achei belíssima a introdução e o encerramento. A sequência das formigas é uma bela metáfora para o que vemos no episódio inteiro: Saul, Kim, Nacho e Mike seguem profundamente atraídos por algo (dinheiro, na maioria dos casos), mas se vêem presos nessas suas escolhas e lutam de forma angustiante pra sair delas. Como formigas indo com sede para o sorvete apenas para ficarem presas lá…

Se Rhea Seahorn for esquecida pelo Emmy de novo vou ficar revoltadaço. Ouso dizer que é a melhor atuação da série.

Responder
planocritico 5 de março de 2020 - 16:01

Também acho. Seehorn merece todos os prêmios possíveis!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleber Vieira 4 de março de 2020 - 18:54

Ótima crítica como sempre, pena que não conseguiram o mesmo dublador para o Hank, o do Steven Gomes é mesmo do B.B… Sou meio saudosista com vozes de personagens, o Gus tb é outro dublador, até o Krazy 8 é o mesmo do B.B kkkkk falando em Gus, podiam caprichar um pouco mais na maquiagem, de longe é o personagem mais envelhecido se comparado com B.B….. Parabéns pela crítica Ritter, Abs..

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 19:34

Obrigado!

Como não vejo nada dublado, para mim nenhuma voz mudou!

Sobre a maquiagem do Gus, interessante você mencionar, pois confesso que não tenho tido problemas com isso, especialmente porque ele tem aparecido muito mais nas sombras, daquele jeitinho simpaticamente ameaçador dele.

Abs,
Ritter.

Responder
Roberval Machado 4 de março de 2020 - 15:34

Eu daria nota máxima. Achei a cena final sensacional. Os dois na varanda, não falando nada, mas se entendendo perfeitamente.

Se a Kim sobreviver ao final da série, gostaria de ver um spin-off só dela.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 15:34

Better Not Mess With Kim?

HAHAHHAHAAHHAAHAHHAAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Bublitz 5 de março de 2020 - 22:56

Breaking Kim (pa dum tsss)

Responder
Gabriel Bublitz 5 de março de 2020 - 22:56

Breaking Kim (pa dum tsss)

Responder
planocritico 5 de março de 2020 - 23:27

Boa!

– Ritter.

Responder
Matheus 4 de março de 2020 - 14:08

Eu achei o episódio sensacional (como sempre), mas visualmente foi um dos que mais me chamou atenção. A fotografia foi impecável e tiveram vários enquadramentos lindos, aquele take do pai do Nacho saindo da casa dele foi perfeito.
A Kim tá roubando a cena e tô gostando bastante do personagem do Lalo, eu diria que dos Salamanca ele é o mais carismático e tem potencial pra ser o melhor personagem da família

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 14:28

Sim, mais um episódio visualmente impressionante. Gostei particularmente das tomadas de baixo para cima do velhinho na propriedade dele.

E o Lalo é demais!

Abs,
Ritter.

Responder
João Paulo 4 de março de 2020 - 17:27

54 minutos que passaram voando.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 17:50

Sim!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 4 de março de 2020 - 20:38

Aquela cara q o Lalo faz antes de entrar no carro, ao minimizar as desculpas sobre falta de tempo do Jimmy, é sensacional. Ali me rendi ao ao ator e ao personagem

Responder
Jadiel 4 de março de 2020 - 12:53

Tava pensando em comentar aqui logo quando saísse a crítica pra poder falar sobre o que achei do episódio, da minha interpretação da metáfora das formigas e tal.

Cheguei aqui, li o texto e, adivinha, você falou quase palavra por palavra do que eu estava pensando, então o que me sobrou foi deixar aqui minha indignação por ter a mesma opinião que você.

(A parte do Mike foi bem jogada mesmo e até redundante, afinal já mostraram em vários outros episódios como ele é Badass. E o epílogo foi sensacional de bom, talvez um dos melhores da série. Pronto, falei.)

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 14:28

Não, senhor. Isso não pode – REPETINDO: NÃO PODE! – ficar assim!!! Arrume alguma coisa para discordar, acrescentar, xingar, sei lá, sobre o episódio! Esse negócio de concordar com tudo não dá não!!!

HAHAAHHAHAAHHAHAHAAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 4 de março de 2020 - 14:50

VOCÊ ESTÁ ME COLOCANDO NUMA SITUAÇÃO COMPLICADA, SR. RITTER!! NÃO ME OBRIGUE A DAR ARGUMENTOS DE FAN DE ARROW!!!

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 15:34

Está arregando?

Ihhhhh…

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 4 de março de 2020 - 15:34

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Só vou dizer uma coisa: não digo é nada.

planocritico 4 de março de 2020 - 16:06
Mr.L 4 de março de 2020 - 12:21

Mais um ótimo episódio como de costume,ver a kim pistola é maravilhoso.
Sobre a cena das formigas,no começo não entendi nada,no final tive a mesma interpretação que vc, os crimes engolindo o Jimmy.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 12:21

Kim quase surrando o velhinho foi sensacional. Ela alguma hora vai explodir!

Abs,
Ritter.

Responder
Barbara Pocay 4 de março de 2020 - 12:02

Eu amo que o “fan service” do Hank aparecer é apenas um detalhe, como você mencionou, e não toma conta do episódio. Isso só demonstra a grandiosidade de Better Call Saul.

Mesmo com a sexta temporada por vir, já tá dando saudade!!

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 12:06

Também gosto muito disso em BCS. As presenças dos personagens de BB são bacanas, mas não são A série.

E sim, a saudade já é grande e a cada semana aumenta!

Abs,
Ritter.

Responder
Barbara Pocay 4 de março de 2020 - 12:21

Alías, parabéns pela crítica. É como ter uma experiência completa de BCS.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 12:21

Obrigado pelo prestígio, @disqus_Wwhkb5XtP7:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
João Paulo 4 de março de 2020 - 11:36

Mais uma excelente crítica. Meus olhos brilharam ao verem Hank e Steven Gomez. Discordo que a participação deles foi apenas “confeitos”, foi além de bem inserida. As participações vão além de fan-service e serviram tanto para atual série quanto para fechar lacuna de Breaking Bad.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 12:02

Obrigado, @jp_748:disqus !

Sobre Hank e Gomez, não vi necessidade absoluta da presença deles ali e nem me lembro de lacunas em BB que precisassem ser fechadas. Não tem nada errado com a presença deles no episódio, mas continuo achando que foram apenas enfeites para aninhar a nostalgia dos fãs.

Abs,
Ritter.

Responder
João Paulo 4 de março de 2020 - 17:27

Explicando como Krazy-8 virou informante do DEA que não foi explicado na série original.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 17:50

Mas isso não é exatamente uma lacuna, não é mesmo? Se você considerar isso como lacuna, então também é lacuna, por exemplo, entender as motivações que levaram Hank a tornar-se policial e depois agente do DEA e assim por diante. Há elementos que podem ser expandidos sempre, mas cujas explicações não são necessárias de verdade, como é o caso de Krazy-8.

Abs,
Ritter.

Responder
João Paulo 4 de março de 2020 - 17:50

Não me importarei nada se produzirem mais spin-offs de Breaking Bad. E acho que tem muita história para mais séries derivadas, não acha?

planocritico 4 de março de 2020 - 18:04

Eu tenho como regra basilar achar que obras completamente originais são sempre preferíveis a continuações, prelúdios e spin-offs. Sempre. Por isso, a resposta inicial é não. Quero coisas COMPLETAMENTE diferentes.

Como, porém, continuações, prelúdios e spin-offs existem, fico na torcida para que eles sejam da qualidade de BCS e, partindo dessa premissa, aí a resposta é sim. Se é para ter mais derivados, que sejam desse universo e que sejam comandados por Gould e Gilligan ou por gente do mesmo naipe deles.

Abs,
Ritter.

Junito Hartley 4 de março de 2020 - 11:15

Episodio foi bom(normal) e Ritter eu sou meio burro, tem como me explicar a cena das formigas? E confesso que nao lembrava do parceiro do hank.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 12:02

Eu vejo a cena das formigas de duas maneiras que não são mutuamente excludentes:

1. Jimmy é o sorvete que vai sendo devorado por Saul, representado pelas formigas; e

2. O trabalho de Saul Goodman, em tese focado em criminosos menores (o sorvete) vai sendo engolido pela sua inserção em um mundo cada vez mais inclemente de crimes mais graves (as formigas).

Repare que, no final, quando Jimmy é devolvido ao ponto em que foi “sequestrado”, não tem quase mais sorvete ali…

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 4 de março de 2020 - 14:34

Valeu Ritter, bom demais, vc faz o episódio ficar melhor com suas criticas.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 14:39

Obrigado, meu caro!

Abs,
Ritter.

Responder
Carlão das Minas Gerais 4 de março de 2020 - 08:12

Excelente crítica mais uma vez ( pleonasmo dizer isso do Ritter). Tive calafrios ao ver Dean e ao vê-lo falar da esposa , que , por tabela , me fez pensar que WW está por aí, vivinho da Silva e dando aulas de química . Arrepiante essa sensação de “universo BB expandido” .! Lembrando de sua crítica anterior , também tive uma ponta de esperança que possa haver um final feliz em preto e branco no presente para Jimmy e Kim. Nacho realidade faz trabalho fantástico de interpretação . Lalo é um psicopata legítimo e sua interpretação me dá medo de esbarrar com um cara assim pela rua. Michael por sua vez atinge o fundo do poço moral. Não entendi aquela foto na parede do bar. E vc ?
Espero que este “BBCU” continue expandindo mais e mais. Grande abraço!

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 10:46

Obrigado, @carlodasminas:disqus !

Sim, é bacana pensar que, em algum lugar, WW está lá dando as aulas dele e que está prestes a começar sua saga!

Sobre a foto no bar, leia o comentário do nosso leitor Filipe Isaías mais abaixo, que ele explica tudo!

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Cardoso Queiroz 4 de março de 2020 - 07:34

Eu dou cinco estrelas pro episódio. Visualmente, talvez, o melhor dessa temporada até aqui, com uma fotografia incrível e a metáfora das formigas. E o que falar dos dramas de Kim e Jimmy, muito fortes aqui. O da Kim, em especial, no conflito com o dono do terreno almejado pelo Mesa Verde. Gostei muito daquilo

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 10:46

Sim, Kim estava incrível no episódio.

Abs,
Ritter.

Responder
Gordura do Doutor Ru 4 de março de 2020 - 01:55

Achei muito bacana o episodio e legal que acrescentou que Krazy 8 não era traidor, só fingiu ser informante para simplesmente o Lalo poder ferrar com o Gus, o detalhe que o episodio mais parecendo o filme Infiltrado, o Nacho ta sendo informante do Gus e com isso garantindo que o mesmo não seja pego!

E começo a pensar que o Jimmy de fato não se “torne” o Saul, só que ele acabou tendo que abraçar aquela vida para exatamente não ser morto , alias no Breaking Bad mostrava muito de como Saul sempre estava com a agua no pescoço e mesmo adaptado a aquela vida, ele mais parecia gostar de atender aqueles casos que sempre tinha uma fila de pessoas, será que ele atendia aqueles pequenos casos exatamente como forma de honrar a Kim e o sonho dela de ajudar as pessoas?

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 10:46

Tudo é possível caro @disqus_e2RQ5wf1jC:disqus (excelente apelido, aliás!).

Abs,
Ritter.

Responder
Gordura do Doutor Ru 4 de março de 2020 - 22:33

Obrigado 🙂

Responder
Filipe Isaías 4 de março de 2020 - 01:01

Tava tentando lembrar porque o Mike mandou tirar o cartão postal de Sydney da parede. Acontece que ele foi naquele bar com o Werner, que contou sobre o pai dele construir o teatro de ópera, que pra mim sempre se assemelhou a pratos escorrendo. Aí, embriagado pela culpa (e uns corote) ele manda tirar. Só pra deixar claro, eu li isso na Internet, minha memória é boa, mas nem pela minha vida eu lembraria dessa informação.

Abs.

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 10:46

He, he. Eu também pesquisei para lembrar, pois, diferente de você, minha memória é um lixo completo!

Abs,
Ritter.

Responder
CJ 4 de março de 2020 - 00:41

Estou aguardando a temporada acabar pra assistir tudo de um vez, essa série é ótima !

Responder
planocritico 4 de março de 2020 - 10:46

Não faz isso não!!! Vai saboreando devagar. Senão você vai acabar vendo 5 episódios seguidos em um dia só e vai perder o prazer de degustar cada um deles!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Memphis Sousa 1 de maio de 2020 - 00:12

Então ferrou, pq eu só assisto uns 2 meses depois que acaba, e devo ser sempre o último a comentar rss essa é a melhor série do Netflix, e quando eu descobri que Hank ia aparecer, imaginei, será que vem com aquela camisa laranja de manga curta de cobrador de ônibus?? Pimba, dito e certo..

Responder
planocritico 1 de maio de 2020 - 00:47

He, he. Não tinha como ser diferente!

Abs,
Ritter.

Responder

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