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Crítica | Bingo: O Rei das Manhãs

por Luiz Santiago
263 views (a partir de agosto de 2020)

Bingo: O Rei das Manhãs (2017) é o filme de estreia de Daniel Rezende na direção. Mas ele não é novo no cinema. Sua carreira como editor começou em 2002, em Cidade de Deus (indicado ao Oscar na categoria), e ele foi acumulando experiência e desafios ainda mais diversos ao longo dos anos, assinando a montagem de obras como Diários de Motocicleta (2004), Tropa de Elite (2007), A Árvore da Vida (2011) e RoboCop (2014). Tendo lido, em 2007, a reportagem O Palhaço de Deus, na Revista Piauí, onde a jornalista Raquel Freire Zangrandi trazia a vida de Arlindo Barreto, que passou de ator de filmes do gênero pornochanchada para um dos maiores fenômenos da TV brasileira, vivendo o Palhaço Bozo no SBT.

Tocado por um trecho da reportagem onde o filho de Barreto dizia “você é o único pai que brinca com todas as crianças, menos comigo“, Rezende percebeu que poderia colocar aquele homem e seu personagem um drama familiar embebido em doses de comédia, mostrando o “detrás das câmeras” da TV brasileira nos anos 80, a década da programação infantil (ou melhor, da programação em geral) mais legal da nossa História. O projeto começou a ser discutido com o ator Wagner Moura em 2008, e seria ele a assumir o papel principal. Sem pressa, estando cada um com projetos pessoais em andamento, a produção do longa sobre o Bozo de Arlindo Barreto só ganhou os holofotes em 2014. Um ano depois, Moura precisou se afastar do projeto, devido a sobrecarga de trabalho que tinha na série Narcos, da Netflix. Em sua saída, ele indicou um amigo para o papel: Vladimir Brichta. E esta certamente foi a melhor coisa que aconteceu na carreira do ator mineiro, que fez fama vivendo Enrico, na novela Kubanacan (2003 – 2004).

O roteiro de Luiz Bolognesi, em um trabalho muito melhor que o de outra cinebiografia da qual foi co-autor em 2016, Elis, molda com competência a trajetória de Arlindo Barreto (que na obra virou Augusto Mendes, o primeiro ator a interpretar o palhaço Bozo na TV brasileira), aproveitando o ensejo para colocar em cena a mãe do personagem, uma atriz e jurada de programa de calouros, Marta Mendes, vivida com bastante competência por Ana Lúcia Torre. A boa relação entre mãe e filho se reflete também na relação de Augusto com o seu primogênito, laço que conhecerá alguns espinhos quando o personagem iniciar a sua queda — um dos elementos dos filmes biográficos — antes da redenção, quando “encontra Jesus”. Este ponto final do texto, além de tratar de maneira muito rápida os eventos, força a questão religiosa de maneira não muito orgânica, atrapalhando a finalização. Esta, porém, foi a condição de Arlindo Barreto (que hoje é pastor evangélico) quando assinou o contrato cedendo os direitos para a adaptação livre de sua vida. Ele aceitou que o filme tomasse liberdades criativas no desenrolar dos fatos, mas impôs que a redenção à cristandade aparecesse como motor principal no final da película.

Além da mudança do nome do protagonista e, por questões de direitos autorais, do nome Bozo para Bingo, o roteiro ainda troca Xuxa por Lulu; SBT por TVP e Rede Globo por Mundial. Mas apesar da mudança dos nomes, a identidade, disputas por audiência e características da televisão tupiniquim são mantidas e garantem com louvor toda a graça da fita. Daniel Rezende mostra sua capacidade de segurar uma obra com uma faceta dramática e outra cômica, explorando um ambiente de bastidores artísticos e outro de conflitos pessoais, amorosos e familiares, tendo direito a cenas de mergulho na imaginação do personagem que são uma deliciosa viagem, colocadas em medida certa na obra.

Exceto por três coisas; a emaranhada forma de introdução do programa — a passagem das pornochanchadas para a TV possui algumas rusgas de organização textual, especialmente no período em que Augusto tenta convencer o gringo (caricatura divertida de Larry Harmon, o licenciador, mas não criador, do palhaço Bozo nos EUA, depois vendendo os direitos de exibição para outros países) –; a pressa seguida de uma base cristã forçada no roteiro, na parte final; e demorados planos gerais ou panorâmicas pela cidade para contextualizar os personagens, o longa é um presente nostálgico e quase politicamente incorreto de uma fase de nossa História do entretenimento. Nesta saga do palhaço desbocado, alcoólatra e viciado em cocaína, temos também algumas tragédias que marcam a sua mudança como pessoa e o louvável arco amoroso vivido entre ele e Lucia, a diretora do programa, interpretada pela sempre incrível Leandra Leal.

A criativa direção de arte de Cassio Amarante (Abril DespedaçadoXingu) dá ao cenário de gravação uma cara simples, mas cativante, mantendo-nos o tempo inteiro interessados no aspecto visual, algo elevado à máxima potência na criação dos interiores das casas de Augusto e Martha, cada um de uma geração diferente do show business e com elementos dessa indústria em casa. A fotografia, assinada por Lula Carvalho (Tropa de Elite 2Raul – O Início, o Fim e o MeioO Lobo atrás da Porta) é outro ponto que merece aplausos. A composição de luz para as cenas noturnas, a variação emocional dos personagens refletidas em suas casas (de tons marrons e alaranjados para verdes e beges) e o próprio ambiente de gravação, com diversas camadas de cor, luz e sombra são bons pilares estéticos da fita.

O filme tem muitos planos longos e planos-sequência, o que nos faz perceber a eficiência fotográfica em todo o movimentar da câmera, tendo como excelente arquiteto o diretor Daniel Rezende, que começa com o pé direito na direção, guiando com grande apuro o elenco (destaque absoluto para Vladimir Brichta, que dá um verdadeiro show dramatúrgico, interpretando um palhaço, um pai e um filho em estágios diferentes e com emoções, voz, olhares e expressões corporais distintas) e fazendo um dos mais incríveis planos do longa e do cinema brasileiro da mesma safra, executando uma lição aprendida com Michelangelo Antonioni em Profissão: Repórter (1975), maximizando-a para a viagem da câmera saindo pela janela de um apartamento, girando pela cidade, focando em um edifício e entrando por outra janela, mostrando a fase seguinte de Augusto, agora no hospital, uma maneira eficiente de se fazer uma elipse, além de realizá-impecavelmente.

Bingo já é um dos melhores personagens do cinema brasileiro e Daniel Rezende conseguiu estrear como diretor em uma obra de diversos tons e com uma temática biográfica que, apesar de todos os clichês do gênero, é bem dirigida e muito divertida. Espectadores de maior pudor certamente irão reclamar de Brichta “pagando bundinha”, desfilando de cueca pelos sets, ou dos seios e virilhas mostradas no filme, mas são reclamações vindas de mentes comprometidas. O que esperavam ser mostrado em um filme onde o protagonista vem da indústria das pornochanchadas? Decerto não alguém pudico, vestido com 118 camadas de roupa e falando em vocabulário machadiano para uma plateia de penitentes em jejum e oração, não é mesmo? Bingo é um filme sacana, como deveria ser. É bastante fiel em relação ao Brasil de “programação despirocada dos anos 80“, como deveria ser (afinal, que outra década colocaria Gretchen rebolando, com o mínimo de roupa, ao som de Conga Conga Conga, em um programa infantil?). Um novo clássico brasileiro surge. Nosso querido Bozo Bozinho Bozoca Nariz de Pipoca deve estar muito orgulhoso.

Bingo: O Rei das Manhãs (Brasil, 2017)
Direção: Daniel Rezende
Roteiro: Luiz Bolognesi
Elenco: Vladimir Brichta, Leandra Leal, Emanuelle Araújo, Raul Barreto, Pedro Bial, Ricardo Ciciliano, Soren Hellerup, Augusto Madeira, Cauã Martins, Domingos Montagner, Tainá Müller, Fernando Sampaio, Ana Lúcia Torre
Duração: 113 min.

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48 comentários

Marcellofn 13 de dezembro de 2020 - 21:17

Filme excelente, bem feito tecnicamente, com ótimas interpretações. Brichta realmente está excelente e o garoto que fez o filho é bom, o que é raro em atuações infantis em filmes br. Leandra Leal sempre bem e Emanuelle Araújo rebolando deixa qualquer um doido. Acho impressionante como a trilha sonora nos leva diretamente aos anos 80, com Metro, Dr. Silvana, Tokio, Nina, Echo and the Bunnymen.. a gente revive aquela década maravilhosa. Fico agora esperando um filme que vai revelar a verdadeira história da Xuxa e as Paquitas..

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Luiz Santiago 13 de dezembro de 2020 - 21:25

É um verdadeiro poço de nostalgia mesmo essa trilha e a história é sensacional! É de onde a gente menos espera que vem uns filmaços assim…

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Marcellofn 13 de dezembro de 2020 - 21:17 Responder
Luiz Santiago 13 de dezembro de 2020 - 21:25

Aí é o clássico: os dois a 80KM, que vai mais rápido? HAUHAUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHUAHA

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Junito Hartley 31 de janeiro de 2018 - 17:06

So agora vi o filme, Pra mim ja é um classico dos melhores filmes BR. Excelente atuaçao do Vladimir, o maluco ta bom de mais! Sobre o final é quase unanime que foi corrido, por mim podia durar mais horas que eu via de boa.

Responder
Junito Hartley 31 de janeiro de 2018 - 17:06

So agora vi o filme, Pra mim ja é um classico dos melhores filmes BR. Excelente atuaçao do Vladimir, o maluco ta bom de mais! Sobre o final é quase unanime que foi corrido, por mim podia durar mais horas que eu via de boa.

Responder
Luiz Santiago 31 de janeiro de 2018 - 20:12

Estava tão bacana, nos prendeu tanto, que não precisava apressar, né. Mas mesmo assim: que puta filme, viu!

Responder
Al_gostino 11 de dezembro de 2017 - 10:11

Assistir ontem…achei um filmaço, um dos melhores nacionais dos últimos tempos…atuações fantásticas, com destaque claro para o protagonista, cenografia e fotografia espetaculares, uma viagem no tempo….só achei que no final derrapa um pouco, pois acelera demais o processo de “redenção” dele, talvez 10 minutos a mais de filme resolveria esse problema, porém gostei demais, não esperava que fosse tão bom…abs e parabéns pela análise

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Luiz Santiago 11 de dezembro de 2017 - 10:28

Obrigado, @disqus_RYJJohc0X7:disqus!
Eu também tive a mesma percepção que você: o filme vem em uma toada tão boa que o final decepciona por essa derrapada de cunho moral. Mas ainda bem que não é capaz de derrubar uma obra tão bacana. De fato é um dos melhores brasileiros dos últimos anos.

Responder
Luiz Santiago 11 de dezembro de 2017 - 10:28

Obrigado, @disqus_RYJJohc0X7:disqus!
Eu também tive a mesma percepção que você: o filme vem em uma toada tão boa que o final decepciona por essa derrapada de cunho moral. Mas ainda bem que não é capaz de derrubar uma obra tão bacana. De fato é um dos melhores brasileiros dos últimos anos.

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Karina C 3 de setembro de 2017 - 01:30

Acabei de assistir e adorei o filme. Fiquei bastante surpresa de ver ele em cartaz na minha cidade e mais surpresa ainda de não estar sozinha na sessão hahahahah
Que mais filmes nacionais dessa qualidade tenham visibilidade!

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Luiz Santiago 3 de setembro de 2017 - 10:38

Este filme está trazendo surpresas atrás de surpresas! E isso é maravilhoso!

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Júnior Souza 30 de agosto de 2017 - 22:52

Muito boa a crítica. Já estava com vontade de ver o filme, agora então…
Lendo seu texto me lembrei da minha infância nos anos 80. Turma do Balão Mágico, Daniel Azulay, Xuxa e outros.
Realmente os anos 80 foram demais.
Agora só uma perguntinha, tem a/o Vovó Mafalda no filme ?

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Luiz Santiago 31 de agosto de 2017 - 00:10

Tem sim, @disqus_QJ7q0YNN0V:disqus! O nome é outro, mas você certamente reconhecerá a personagem! E é muito divertida!

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Paulo Thiago 28 de agosto de 2017 - 23:21

Sua crítica foi muito competente. Realmente, o filme é muito bom, descontando apenas os equívocos que você apresentou. Entretanto, nada que desaprove o trabalho. Nasci em 1980, sendo que eu percebi quando “mudaram o Bozo”, embora não soubesse a identidade do intérprete.
Pena que poucos cinemas exibirão a película. Aqui em Porto Alegre, creio eu, somente o espaço itau o fez. Muita gente deixará de prestigiar esse filme nos cinemas. Uma pena.
Mas uma dúvida ficou: o lance com a Gretchen ocorreu ou foi licença artística? rsrs

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Luiz Santiago 29 de agosto de 2017 - 16:28

Valeu, man!
Caramba, sério que em PoA não teve exibição larga? Imaginei que pelo hype do filme ele tivesse maior atenção das distribuidoras.

O lance com a Gretchen aconteceu mesmo. Ela foi a única a ser mantida com o nome porque o diretor conversou com ela e ela permitiu, até porque seria a representação de algo que ela mesma fez no programa, não foi nada diferente ehehhehehehe

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adrianocesar21 28 de agosto de 2017 - 14:49

um dos melhores filmes nacionais que eu já vi! o citado plano sequencia apartamento-hospital me deixou de boca aberta pela qualidade!! e O Brichta já estava mostrando em rock story que pode sim ser alçado ao primeiro time dos melhores atores brasileiros em atividade hoje.. aqui ele apenas comprova isso!! é muito pedir um Bingo 2?? rsrs

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Luiz Santiago 28 de agosto de 2017 - 16:11

Já pensou um Bingo 2? Só se fosse algo no meio da vida dele, acho que a parte da redenção pra frente não seria tão interessante hehhehehehe

Responder
adrianocesar21 28 de agosto de 2017 - 16:36

é… uma “história perdida” dos tempos de programa!!rs

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Luiz Santiago 28 de agosto de 2017 - 17:17

ahhahahahhahha bem por aí mesmo!

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Al_gostino 11 de dezembro de 2017 - 10:14

E a fotografia desse plano é soberba….viagem no tempo para SP dos anos 80…o filme é demais

Responder
Matheus Popst 28 de agosto de 2017 - 01:21

Percebo que o cinema nacional adora uns planos longos e planos sequências. Mas há de ser feito com sapiência. Outro dia fui ver um filme no MAM Rio, confiando na curadoria, o péssimo O Homem e seu pecado, de Luis Rocha Melo. Na meia-hora que consegui permanecer na sala de cinema, tive uma aula de vícios narrativos: planos sequência e planos estáticos por simples preguiça de rodar a cena muitas vezes.

Algumas vezes vemos isso no cinema nacional, não de forma tão desastrada como no filme supracitado, mas definitivamente não é o caso aqui. Os planos sequências são porque o diretor quer esbanjar técnica e isso é belíssimo.

O que faltou para o filme ser melhor é que o filme abraçasse melhor a redenção e falasse mais a respeito. Mas ainda assim, a película é um clássico instantâneo.

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Luiz Santiago 28 de agosto de 2017 - 02:03

A grande influência europeia no nosso cinema acabou criando essa caraterística que muitos diretores usam, mas é realmente o que você disse: se não for bem utilizado, é sinônimo de preguiça narrativa. Fazer plano longo e plano-sequência não é pra qualquer um. Exige, além de um bom elenco, uma visão precisa de “montagem interna” do diretor, e é aí que o bicho pega. Daniel Rezende conseguiu fazer bem isso, mas não é pra todo mundo não.

Também concordo sobre a redenção. Se o filme trabalhasse melhor esse trajeto, ela não pareceria forçada ou mais rápida do que deveria, como foi aqui.

Responder
Al_gostino 11 de dezembro de 2017 - 10:16

concordo…achei muito acelerado o processo de redenção, poderia dar mais enfase no propósito….uns 10 minutos a mais de filme resolveria isso porém, o filme é excelente demais

Responder
Al_gostino 11 de dezembro de 2017 - 10:16

concordo…achei muito acelerado o processo de redenção, poderia dar mais enfase no propósito….uns 10 minutos a mais de filme resolveria isso porém, o filme é excelente demais

Responder
thiago 28 de agosto de 2017 - 00:11

O filme é muito legal, queria q tivesse mais bingo e menos Augusto, Vladimir mandou bem demais,um bom entretenimento.

Responder
Luiz Santiago 28 de agosto de 2017 - 00:54

Eu acho que foi coerente com a proposta de expor a dualidade, mas no aspecto DIVERSÃO, concordo com você.

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JJL_ aranha superior 27 de agosto de 2017 - 20:48

Mostrando que o Brasil, quando quer, sabe fazer filmes bons. Apesar de ainda não ter assistido, confio na crítica.

Responder
Luiz Santiago 28 de agosto de 2017 - 11:04

Depois diga o que achou do filme.
O nosso cinema tomou um fôlego bom do ano passado para cá. O número de obras bem distribuídas e de qualidade aumentou bastante!

Responder
Gabriel Martins 27 de agosto de 2017 - 20:45

O melhor filme que eu já assisti em anos. Ultimamente as produções latino-americanas estão dando de lavada em Hollywood, hein?

Responder
Luiz Santiago 28 de agosto de 2017 - 11:10

Tem aparecido muito mais produções boas de larga distribuição, e isso é maravilhoso. A gente sempre teve excelentes filmes, mesmo nos piores momentos do nosso cinema, no panorama geral… mas ou nem estreiam ou ficam só em umas 3 salas nos cafundós… aí é complicado.

Responder
Gabriel Martins 28 de agosto de 2017 - 21:30

Realmente, o cinema nacional sempre produziu coisa boa, o problema é a distribuição mesmo.

Responder
ABC 26 de agosto de 2017 - 17:34

Agora estou até com mais vontade de assistir, porém não sei se irei continuar a convencer a todos do meu circulo social a irem assistir (alguns deles são muito pudicos).

Saudações.

Responder
Luiz Santiago 26 de agosto de 2017 - 18:00

Hehehehe se estão no time dos pudicos, não deverão gostar muito. Sem contar que tem uma ceninha que pode ser considerada herege… aí já viu. Na sala que eu tava, a primeira bundinha que apareceu duas pessoas se levantaram. “Achei que era uma comédia, não putaria”, disseram. 😀 Foi exatamente por isso que terminei a crítica com o parágrafo sobre o pudor.

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planocritico 26 de agosto de 2017 - 14:51

Não era necessário, mas esse filme é mais uma prova de que os anos 80 foi a melhor década da História da Humanidade e de que quem viveu nela ao menos como adolescente é um ser Iluminado…

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ritter, o Iluminado.

Responder
genio plaboy e Klebinho 26 de agosto de 2017 - 16:12

Eu nem era vivo e sou obrigado a concordar.

Responder
Luiz Santiago 26 de agosto de 2017 - 15:40

HAHAHAHHAH e pior que não tem como dizer o contrário. Que década!

Responder
ABC 26 de agosto de 2017 - 17:38

Uma década que se encerrou com o estouro do grupo do Rafael (P)Ilha deve ter sido louca do início ao fim.

Saudações.

Responder
Luiz Santiago 26 de agosto de 2017 - 18:02

Ele chegou a posar com uma pilha gigante para fotos, tu chegou a ver isso? ahhahahahah

Responder
ABC 27 de agosto de 2017 - 16:51

Vi não, mas isso só prova o quão boa foi a década de 1980.

Saudações.

Responder
genio plaboy e Klebinho 26 de agosto de 2017 - 13:29

Brasil vive um bom momento, mas acho que ironicamente falta uma boa comedia.

Responder
Luiz Santiago 26 de agosto de 2017 - 14:12

De fato, o lado mais comercial do nosso cinema voltou a distribuir títulos de melhor qualidade, esses que na maioria das vezes ficam em distribuição independente e menos salas.

Quanto as comédias, você fala de algo mais sofisticado, estilo Billy Wilder ou Preston Sturges?

Responder
genio plaboy e Klebinho 26 de agosto de 2017 - 15:05

Algo engraçado mas que tenha uma história que faça sentido.

Responder
Luiz Santiago 26 de agosto de 2017 - 15:42

Me dê um exemplo do que você visualiza. Porque é uma descrição que assim, solta, é bastante pessoal e pode ser aplicada também a este BINGO.

Responder
genio plaboy e Klebinho 26 de agosto de 2017 - 15:55

Tá, deixa eu detalhar melhor, uma comedia que tenha uma traminha no minimo legalzinho, como lisbela e o prisioneiro ou o Auto da Compadecida( eu não quero dizer comedia leve, eu quero dizer um filme majoravelmente de humor que a trama não seja só uma desculpa pro humor, como copa de elite).

Luiz Santiago 26 de agosto de 2017 - 16:02

Entendi. Bom, Bingo de certa forma se enquadra nesse padrão, mas entendi o caminho de humor que você está citando. É o meu favorito também.

JJL_ aranha superior 27 de agosto de 2017 - 20:52

Eu pessoalmente gostaria de ver uma adaptação cinematográfica de sítio do pica pau amarelo, fiel à obra. E também um filme de cangaceiros no estilo tarantino.

Responder
Luiz Santiago 28 de agosto de 2017 - 11:03

Os livros do Lobato mereciam mesmo boas adaptações.
A Chave do Tamanho e O Poço do Visconde dariam excelentes filmes! Reinações de Narizinho nem se fala, eu li esse livro sei lá quantas vezes quando era criança. E o fodástico História do Mundo Para as Crianças daria uma baita série!!!

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