Home TVEpisódio Crítica | Black Lightning – 1X03: Lawanda: The Book of Burial

Crítica | Black Lightning – 1X03: Lawanda: The Book of Burial

por Luiz Santiago
81 views (a partir de agosto de 2020)

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Há SPOILERS! Clique aqui para ler críticas de todos os episódios. E clique aqui para ler as críticas das HQs.

Fica progressivamente mais difícil para o The 100 controlar as ruas após a onda de inspiração gerada pelo Raio Negro, em seu retorno da aposentadoria. Neste terceiro episódio da série vemos um leve passo atrás no que diz respeito ao avanço geral da grande trama, mas em compensação, temos um começo de desenvolvimento para Anissa (Nafessa Williams), que após ter entendido que seu corpo estava passando por mudanças ligadas à manifestação de super-poderes, resolve fazer um teste e algumas pesquisas sobre mutação genética. Com cuidado, o texto vai mostrando como o pai sai das sombras para começar salvar a cidade e como a filha descobre e lida com a chegada de seu novo dom.

O roteio de Jan Nash peca por fazer da morte da Lawanda, ocorrida em The Book of Hope, o motor central de uma iniciativa por parte do reverendo do bairro, resultando na organização de uma marcha pacífica com um trágico final. Existem alguns diálogos que tentam dar peso e contexto à essa decisão, mas a ação não deixa de parecer abrupta e, por isso mesmo, deslocada do todo. Como se trata da principal linha do texto (vide o título do episódio), é fácil concluir o por quê diversos outros pontos são afetados, já que estão diretamente amarrados à pregação de descontentamento civil e suas consequências. A porta aberta aqui também fazer surgir a necessidade de contexto para a tecnologia usada por Gambi e, claro, para origem dos poderes do Raio Negro. É mais do que óbvio que ambas as coisas iriam aparecer no futuro, mas como tudo está indo para um caminho mais maduro que o esperado, essas informações começam a fazer alguma falta.

A ação diminui neste episódio, e isso é bom. Há muito mais tensão e expectativa, agora dividindo-se em dois blocos: um protagonizado pelo Raio Negro, que tenta aprimorar a sua patrulha e tem ajuda de Gambi (James Remar) na construção de armamentos e cobertura de ação na cidade; e outro protagonizado por Anissa, que nos coloca em grande suspense porque não sabemos que obstáculos podem acontecer ao seu redor e como ela pode reagir diante de ameaças desconhecidas, ainda mais neste momento em que não domina ou de fato entende os seus poderes. Beneficiando-se da opção pelas cenas noturnas, um charme dramático da série que é perfeitamente aproveitado pela direção de fotografia — percebam as nuances de azul quando o destaque visual é para os heróis e as variações de luzes incandescentes, sépia ou de cores quentes quando se trata de outros personagens — o diretor Mark Tonderai joga o tempo inteiro com a possibilidade de algo ruim estar escondido em algum lugar, de algo que só aparece na calada da noite vir à tona e atingir pessoas inocentes.

Mas há um interessantíssimo clima de origens no ar. E eu já não consigo mais esperar para falar disso (pretendia esquematizar o assunto apenas no meio da temporada, mas como disse acima, a série está amadurecendo rápido, então já é tempo de trazer o assunto à tona). Para quem não conhece muito bem as histórias em quadrinhos, Anissa irá se tornar a heroína Tormenta (Thunder, personagem criada em 2003), que tem a habilidade de aumentar a massa de seu corpo, mas preservar o volume, o que aumenta de maneira considerável a sua densidade, tornando-a praticamente imutável e invulnerável enquanto usa seus poderes. Será muito interessante ver como isso aparecerá em matéria de efeitos especiais e visuais na série e, principalmente, como esse elemento heroico será entrelaçado ao vigilantismo do já atuante Raio Negro.

Essa semana (31 de janeiro de 2018) apareceram notícias de que os produtores querem trazer Super-Choque para a série. E já que estamos falando isso, não vamos ignorar duas coisas que obviamente vão aparecer provavelmente ainda nesta temporada: Grace Choi (Chantal Thuy), que Anissa conhece neste episódio, na cena da Biblioteca, também é uma super-heroína com super-força e fator de cura e regeneração, além de ser uma Amazona de uma tribo diferente da de Hipólita. E claro, Jennifer, a caçula de Pierce, que também desenvolverá poderes e será a fantástica heroína Rajada (eu simplesmente amo essa personagem nas histórias da Sociedade da Justiça!), ou seja, ainda tem muita coisa legal para aparecer na série se os produtores derem de fato atenção aos quadrinhos nos quais ela é baseada. E até agora, tudo indica que darão sim.

Com ótima referência aos Renegados e sequência do drama e crítica social correntes na série — mesmo que parcialmente prejudicadas pelo motor narrativo do episódio — Black Lightning segue em passos firmes pelo mar de incertezas da CW. Este episódio é mais fraco que os anteriores, mas os motivos não indicam um descuido por parte do roteiro, é apenas um ponto de partida não muito favorável ao que a trama quis mostrar. Não dá para evitar ficar animado e esperar muitas coisas boas do show. A proposta e a execução seguem excitantes.

Black Lightning – 1X03: Lawanda: The Book of Burial (EUA, 30 de janeiro de 2018)
Direção: Mark Tonderai
Roteiro: Jan Nash
Elenco: Cress Williams, China Anne McClain, Nafessa WilliamsChristine Adams, Marvin ‘Krondon’ Jones III, Damon Gupton, James Remar, Donny Carrington, William Catlett, David Dunston, Eric Mendenhall, Shein Mompremier, Chantal Thuy
Duração: 42 min.

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38 comentários

vini 7 de fevereiro de 2018 - 22:09

Realmente, comparado aos episódios anteriores, esse é o mais fraco. A história não progrediu, ou não avançou de forma mais contundente, principalmente em relação ao protagonista, apesar de duas novas personagens tenham sido apresentadas. Já sabemos que Raio Negro é uma inspiração para a comunidade, isso já foi estabelecido. Não precisa mais desse recurso, né? Tá ficando repetitivo. Porém, o que mais me deixou intrigado foi a falta de peso no atentado contra o Pastor e, principalmente, com o que aconteceu com o namorado da Jennifer. Abrupto demais. Espero que daqui pra frente eles desenvolvam as consequências disso. A série tem muita qualidade e é uma boa surpresa.

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Luiz Santiago 8 de fevereiro de 2018 - 07:54

O episódio seguinte coloca bem as coisas nos trilhos, você vai ver.

Responder
Luiz Santiago 8 de fevereiro de 2018 - 07:54

O episódio seguinte coloca bem as coisas nos trilhos, você vai ver.

Responder
Yuri Alves 7 de fevereiro de 2018 - 18:56

Eu tenho medo do dia em que no fim de algum episódio vai abrir um portal e sair o Cisco de dentro falando que precisa da ajuda do Raio Negro. (E eu tenho CERTEZA que isso vai acontecer em algum momento)

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Yuri Alves 7 de fevereiro de 2018 - 18:56

Eu tenho medo do dia em que no fim de algum episódio vai abrir um portal e sair o Cisco de dentro falando que precisa da ajuda do Raio Negro. (E eu tenho CERTEZA que isso vai acontecer em algum momento)

Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 19:13

AHUAHUAHAUAHUAHU EU TO GRITANDO COM ESSE COMENTÁRIO!!!!! HAHAHHAHAHAHA SOCORRO, @disqus_XFpH8Vo9Zw:disqus!!!

Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 19:13

AHUAHUAHAUAHUAHU EU TO GRITANDO COM ESSE COMENTÁRIO!!!!! HAHAHHAHAHAHA SOCORRO, @disqus_XFpH8Vo9Zw:disqus!!!

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Flavio Batista 7 de fevereiro de 2018 - 15:12

Curtindo demais a serie! A real é q n esperava nada, absolutamente nada dela.
Gostei da personagem Lady alguma coisa, deu pra sentir q ate o Branquelao la tem medo dela, ou pelo menos respeito.

Responder
Flavio Batista 7 de fevereiro de 2018 - 15:12

Curtindo demais a serie! A real é q n esperava nada, absolutamente nada dela.
Gostei da personagem Lady alguma coisa, deu pra sentir q ate o Branquelao la tem medo dela, ou pelo menos respeito.

Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 15:40

Lady Eve. Vc vai ver ela tem MUITO MAIS a oferecer… heheheheh

Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 15:40

Lady Eve. Vc vai ver ela tem MUITO MAIS a oferecer… heheheheh

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adrianocesar21 7 de fevereiro de 2018 - 13:02

concordo com a critica sobre a ação do reverendo. fica estranho ainda mais considerando que quem matou a De Wanda apareceu morto na delegacia no ultimo episódio, então qual o sentido de fazer uma marcha pela morte dela? E é ainda mais estranho a morte do Lala ser completamente ignorada no episódio seguinte.

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adrianocesar21 7 de fevereiro de 2018 - 13:02

concordo com a critica sobre a ação do reverendo. fica estranho ainda mais considerando que quem matou a De Wanda apareceu morto na delegacia no ultimo episódio, então qual o sentido de fazer uma marcha pela morte dela? E é ainda mais estranho a morte do Lala ser completamente ignorada no episódio seguinte.

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Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 13:37

Algumas coisas a gente até consegue abstrair pelo contexto geral e tenta entender ou localizar de alguma forma no enredo. Mas tem coisa que sai bem estranha…

Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 13:37

Algumas coisas a gente até consegue abstrair pelo contexto geral e tenta entender ou localizar de alguma forma no enredo. Mas tem coisa que sai bem estranha…

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adrianocesar21 7 de fevereiro de 2018 - 12:59

duas referências interessantes nesse episódio.

A Supergirl é citada, o que pode dar a entender que o Raio Negro vive no mesmo universo da Kara e Nacional city, o que pode dar a emtender que um crossover pelo menos entre os dois não é tão difícil assim de acontecer.

Na festa de cosplays as Fantasias da Grace e da Anissa Lembram os uniformes da Jade e da mulher-gato.. ambas também fizeram parte dos Renegados, em fases diferentes da equipe.

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Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 13:35

Eu espero sinceramente que não tenha absolutamente NENHUMA conexão com qualquer outra insanidade da CW. A série está boa demais pra isso…

Responder
adrianocesar21 7 de fevereiro de 2018 - 17:47

ah.. eu quero.. seria bacana um crossover com a supergirl que nem aqueles do Batman e Superman com o Clark querendo ajudar em alguma coisa de Gotham e o Batman mostrando que a realidade dele é um pouco mais complicada pra “supers voando” interferirem.

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Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 17:49

Pois eu não quero nada disso.
Não acho, sob absolutamente nenhum aspecto, que misturar essa série com qualquer outra coisa da CW seria uma boa ideia.

Mas já estou me resignando… CW é cheia dessas bobagens horrorosas. Provavelmente vai acontecer. :/

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adrianocesar21 7 de fevereiro de 2018 - 17:52

concordo que dá calafrios imaginar o Raio naqueles crossovers com todo mundo rsrs… mas pelo menos uma aparição seria bem vinda.. claro, se for bem feito

Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 18:23

Agora, já falando de concessões… vc acha que seria melhor o nosso querido Raio Negro aparecer em LoT (para mim, a segunda melhor da CW) ou no cruzamento de linhas geralzão mesmo?

adrianocesar21 7 de fevereiro de 2018 - 23:12

Será que ele ficaria legal interagindo com Lot? Lá o teor é bem humoristico…nao sei se ficaria bom. … Mas uma aparição em outra série já me deixaria feliz.

Luiz Santiago 8 de fevereiro de 2018 - 07:50

Mas pelo menos LoT é bom, né? Ou melhor: ficou bom agora. Não digo do Raio Negro ser integrado à equipe, mas fazer parte de uma das tramas… Pra mim, se for pra papagaiar, que sejam juntando o que tem de bom na emissora…

Luiz Santiago 8 de fevereiro de 2018 - 07:50

Mas pelo menos LoT é bom, né? Ou melhor: ficou bom agora. Não digo do Raio Negro ser integrado à equipe, mas fazer parte de uma das tramas… Pra mim, se for pra papagaiar, que sejam juntando o que tem de bom na emissora…

Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 18:23

Agora, já falando de concessões… vc acha que seria melhor o nosso querido Raio Negro aparecer em LoT (para mim, a segunda melhor da CW) ou no cruzamento de linhas geralzão mesmo?

Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 13:35

Eu espero sinceramente que não tenha absolutamente NENHUMA conexão com qualquer outra insanidade da CW. A série está boa demais pra isso…

Responder
GS 31 de janeiro de 2018 - 22:40

Ainda não assisti o episódio, mas eu meio que sabia que esse episódio ia meio que dar um passo para trás, enfim, tô amando a série e vou ficar acompanhando a crítica dos episódios, pq são excelentes.

Responder
Luiz Santiago 31 de janeiro de 2018 - 22:47

Obrigado, @Guapc25:disqus! Depois venha aqui compartilhar teu pensamento sobre o episódio e dizer se gostou mais ou menos que eu.
Abraço!

Responder
GS 31 de janeiro de 2018 - 22:49

Com certeza farei, abraço.

Responder
GS 7 de fevereiro de 2018 - 03:05

Só ontem assisti o episódio, e o episódio foi bem morno, mesmo, mas a parte da Anissa descobrindo os poderes foi bem legal, os poderes do Jefferson também são bem legais, como é usado e visualmente e a trilha sonora continua espetacular. (Já até salvei a playlist no Spotify kk).
Esperando a crítica do quarto episódio 🙂.

Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 05:49

Essa playlist é incrível!

Responder
Luiz Santiago 7 de fevereiro de 2018 - 05:49

Essa playlist é incrível!

Responder
Luiz Santiago 31 de janeiro de 2018 - 22:47

Obrigado, @Guapc25:disqus! Depois venha aqui compartilhar teu pensamento sobre o episódio e dizer se gostou mais ou menos que eu.
Abraço!

Responder
GS 31 de janeiro de 2018 - 22:40

Ainda não assisti o episódio, mas eu meio que sabia que esse episódio ia meio que dar um passo para trás, enfim, tô amando a série e vou ficar acompanhando a crítica dos episódios, pq são excelentes.

Responder
Huckleberry Hound 31 de janeiro de 2018 - 21:38

Tem muitos moleques ainda criticando essa série de ser muito esteotipadoe racista contra brancos,etc. tá com 6.8 no imdb e abaixando dá até nojo o que raça e política tem a ver com a qualidade da série em si?

Responder
Huckleberry Hound 31 de janeiro de 2018 - 21:38

Tem muitos moleques ainda criticando essa série de ser muito esteotipadoe racista contra brancos,etc. tá com 6.8 no imdb e abaixando dá até nojo o que raça e política tem a ver com a qualidade da série em si?

Responder
Luiz Santiago 31 de janeiro de 2018 - 22:18

RACISTA CONTRA BRANCOS??? Meu Deus do céu.
Ou a pessoa tem um sério problema mental, ou ela é simplesmente estúpida ou ele nunca leu os quadrinhos do Raio Negro ou ela sofre de um nível terminal de mal-caratismo para achar que esta série não tem um tratamento mais que adequado (e maravilhosamente crítico) para questões raciais.

Eu não dou a mínima bola pra avaliação do IMDB porque o povão ali é passional e há a reunião de nichos (assim como no Rotten como a gente sabe) que fica avaliando negativamente as séries. Não tenho nenhuma dúvida de que esta é a melhor coisa de super-herói hoje na CW, e digo isso em termos de qualidade de escrita e condução técnica, crítica e respeito ao material-fonte. Depois vem LoT, Flash e Arrow.

Outra coisa: estereotipada? Mano… pra esse povo a gente só consegue sentir vergonha alheia mesmo.

Responder
Luiz Santiago 31 de janeiro de 2018 - 22:18

RACISTA CONTRA BRANCOS??? Meu Deus do céu.
Ou a pessoa tem um sério problema mental, ou ela é simplesmente estúpida ou ele nunca leu os quadrinhos do Raio Negro ou ela sofre de um nível terminal de mal-caratismo para achar que esta série não tem um tratamento mais que adequado (e maravilhosamente crítico) para questões raciais.

Eu não dou a mínima bola pra avaliação do IMDB porque o povão ali é passional e há a reunião de nichos (assim como no Rotten como a gente sabe) que fica avaliando negativamente as séries. Não tenho nenhuma dúvida de que esta é a melhor coisa de super-herói hoje na CW, e digo isso em termos de qualidade de escrita e condução técnica, crítica e respeito ao material-fonte. Depois vem LoT, Flash e Arrow.

Outra coisa: estereotipada? Mano… pra esse povo a gente só consegue sentir vergonha alheia mesmo.

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