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Crítica | Black Mirror – 4X04: Hang the DJ

por Gabriel Carvalho
234 views (a partir de agosto de 2020)

  • Não há spoilers. Leiam, aqui, as críticas de todos os demais episódios da quarta temporada de Black Mirror.

O amor já foi abordado em Black Mirror outras vezes. Dentre todas, a maior aproximação que pode-se fazer com este episódio da quarta temporada é com o capítulo San Junipero, da terceira, devido o teor otimista que se é apresentado, além de toda a conjuntura do desenvolvimento de um relacionamento. Por isso, o maior acerto de Hang the DJ, antes mesmo de comentarmos sobre o seu teor crítico ou sua criatividade narrativa, está na capacidade de Charlie Brooker em criar outro casal extremamente crível, com muita química. Amy (Georgina Campbell) e Frank (Joe Cole) simplesmente funcionam e os seus respectivos atores não poderiam ter sido melhor escolhidos, com ambos apresentando-nos jovens apaixonados, mas cheios de dúvidas. Equiparar-se com Kelly e Yorkie, do episódio comentado anteriormente, é um feito para lá de notável. O cerne de Hang the DJ, contudo, e o que movimentará o espectador pela trama, é a angústia de como esse casal tão perfeito irá conseguir contrariar as normas de um aplicativo que, supostamente, fomenta um casal ideal.

Na trama especulativa, as pessoas têm a ajuda de um programa para encontrarem seus pares perfeitos. O processo é demorado, e no caminho para que se atinja o objetivo destinado, muitos relacionamentos serão criados e desmanchados, tudo ocorrendo naturalmente. Como na vida, a efemeridade é uma constante, mas aqui, ela é obrigatoriamente forçada, dada o tempo de validade predestinado, que parece independer da química e da real coesão do casal. Afinal, por qual motivo Frank deveria ser obrigado a conviver por um ano com Nicola (Gwyneth Keyworth)? As respostas para todas as suas perguntas virão por meio de uma belíssima e surpreendente fascinante história de amor – e de revolta.

A maré das nossas expectativas não são totalmente reviradas, porém, Hang the DJ vai além do imprevisível, justificando perfeitamente a sua previsibilidade. O que se espera é um discurso de como a tecnologia é incapaz de ditar o nosso futuro, sendo nós, consequentemente, verdadeiros donos do destino. Mas, na realidade, o aplicativo está o tempo todo brincando com a sua própria existência, questionando a si mesmo, no passo que também promove críticas certeiras sobre sua natureza – seu paralelo no mundo real, o Tinder, sobre relacionamentos e sobre cotidianos.

A direção do episódio, de Tim Van Patten, acerta na forma singela como retrata os momentos de amor entre o casal, além de prover, com o auxílio de uma montagem cuidadosa, um senso de que há algo errado com aquele universo, sem, contudo, entregar a bandeja logo de cara. Os detalhes são manejados com precisão para criar a dúvida no espectador e estender as possibilidades imaginativas que criamos durante a duração de 51 minutos. Por exemplo, Charlie Brooker consegue, com seu plot twist final, justificar por completo possíveis lacunas no roteiro, como o fato daquele casal não trabalhar ou fazer algo que fuja do cotidiano estabelecido pela narrativa.

Além do mais, outra coisa que Hang the DJ faz bem é nos entregar uma conclusão deliciosa, a qual conta com Panic, de The Smiths, tocando ao fundo e funcionando como cenário de despedida para uma história vigorosa e engajante. Apesar do conteúdo do episódio não ser o mais subversivo do mundo, o propósito inicial é bem alcançado e esse romance definitivamente ficará guardado na memória daqueles que se permitirem embarcar na história proposta por Brooker. Em um mundo no qual não temos um artefato como este, resta-nos sermos o mais rebeldes possíveis e arriscarmos com os nosso corações. Mesmo no fracasso passageiro ou até mesmo na longínqua decepção, os bons tempos não serão em vão e algo será tirado de tanta história. Tudo acontece por uma razão.

Black Mirror – 4X04: Hang the DJ (EUA, 29 de dezembro de 2017)
Showrunner: Charlie Brooker
Direção: Tim Van Patten
Roteiro: Charlie Brooker
Elenco: Georgina Campbell, Joe Cole, George Blagden, Gwyneth Keyworth, Gina Bramhill, Jessie Cave, Luke Manning, Tim Pritchett, Alex Tamaro, Che Watson, Bruce Chong, Anna Dobrucki
Duração: 51 min.

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50 comentários

Fábio 18 de janeiro de 2018 - 11:14

Esse é um episódio que permite múltiplas especulações sobre o quê teria consistido a simulação.
Considerando que os episódios possuem interligações, não seria possível associar o “Hang the dj” com o episódio de natal? O que acham? Não houve apenas uma projeção matemática, mas uma verdadeira vivência simulada do romance para aferição da compatibilidade do casal. Lembrei daquela tecnologia do episódio natalino em que se extrai uma espécie de cópia do cérebro e ela vivencia uma realidade simulada.

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Thiago Ollivier 9 de janeiro de 2018 - 13:44

As pessoas que acham o ep ruim, é pq não conseguem entender o real significado do que ocorreu. Todos os ep do Black Mirror te fazem ficar pensando a semana toda, nas possibilidades, no que acontece, como aconteceu. E esse episódio não foi diferentes.. To aqui ate agora entendendo melhor o que rolou. Pelo que me pareceu, o que aconteceu la dentro, aconteceu de uma forma rapida, quiçá até na velocidade de um clicar de botão. Imaginando que o Tinder funcione assim. Seu perfil ta la e o sistema fica fazendo testes o tempo todo com vc, se baseando no seu perfil, e dali analisa e escolhe seu par ideal, pra dar macth. O que rolou la em anos, aconteceu em segundos, minutos, sacaram? Foram calculos matemáticos ligeiramente rápidos, testando N possibilidades e dando Match naquela pessoa. No caso, o sistema faz 1mil tentativas de relacionamentos, e nelas, 998 vezes deu certo, rolou a mesma coisa, então o aplicativo deu match no casal. Como não achar isso incrível? Black Mirror é sempre assim, pega algo atual e leva um pouco mais adianta, um pouco mais extremo, pra nos mexer, repensar.

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Thiago Ollivier 9 de janeiro de 2018 - 13:44

As pessoas que acham o ep ruim, é pq não conseguem entender o real significado do que ocorreu. Todos os ep do Black Mirror te fazem ficar pensando a semana toda, nas possibilidades, no que acontece, como aconteceu. E esse episódio não foi diferentes.. To aqui ate agora entendendo melhor o que rolou. Pelo que me pareceu, o que aconteceu la dentro, aconteceu de uma forma rapida, quiçá até na velocidade de um clicar de botão. Imaginando que o Tinder funcione assim. Seu perfil ta la e o sistema fica fazendo testes o tempo todo com vc, se baseando no seu perfil, e dali analisa e escolhe seu par ideal, pra dar macth. O que rolou la em anos, aconteceu em segundos, minutos, sacaram? Foram calculos matemáticos ligeiramente rápidos, testando N possibilidades e dando Match naquela pessoa. No caso, o sistema faz 1mil tentativas de relacionamentos, e nelas, 998 vezes deu certo, rolou a mesma coisa, então o aplicativo deu match no casal. Como não achar isso incrível? Black Mirror é sempre assim, pega algo atual e leva um pouco mais adianta, um pouco mais extremo, pra nos mexer, repensar.

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Julio Costi 15 de abril de 2018 - 10:19

tbm, foi uma das primeiras coisas que pensei… depois que é desvendado , “quanto tempo na realidade” aconteceu tudo aquilo (anos, para eles), acho até que menos do que 1min… talvez uma fração de segundo, assim como no episódio “Versão de Teste”

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Lucas 13 de maio de 2018 - 20:50

Pensei que isso fosse óbvio, que todo mundo iria entender hahaha mesmo assim, ótima explicação!

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Harrison Klaus 8 de janeiro de 2018 - 17:13

Episódio cansativo, repetitivo e prevísivel. Estranho como a série deixou de sair da zona de conforto e tocar em pontos mais profundos como fazia nas temporadas passadas e agora só conta o óbvio. Ep chato.

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Robson Luz 6 de janeiro de 2018 - 19:53

O episódio que salvou a temporada e um dos melhores de toda a série, o final foi lindo demais, apesar de não ser uma idéia totalmente inovadora, a mensagem que transmitiu foi satisfatória e o episódio foi muito bem executado.

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Robson Luz 6 de janeiro de 2018 - 19:53

O episódio que salvou a temporada e um dos melhores de toda a série, o final foi lindo demais, apesar de não ser uma idéia totalmente inovadora, a mensagem que transmitiu foi satisfatória e o episódio foi muito bem executado.

Responder
Marcos M. 6 de janeiro de 2018 - 15:04

Boa, Gabriel! Uma rápida análise, mas à altura do episódio.

Realmente Hang the DJ consegue fazer juz a San Junipero! Complexo na medida certa, mas sem deixar pontas soltas.

E ainda por cima faz uma crítica aos algoritmos que regem cada vez mais a nossa vida e nossas escolhas, quando ficamos paralizados diante do “Paradoxo da Escolha”.

Gosto também da questão das profecias auto-realizáveis: se já sabemos que um relacionamento está fadado a acabar em 12 horas, vamos realmente nos dedicar a ele? Claro que não! rs

E ainda tem alguns conceitos de Nietzsche que podem ser identificados no episódio, como o Eterno Retono e o Amor Fati.

Enfim, achei fantástico e falei um pouco mais sobre esses temas aqui: http://farofageek.com.br/series/hang-the-dj-algoritmos-profecias-auto-realizaveis-e-amor-fati/?utm_source=comentarios&utm_medium=sites&utm_campaign=planocritico

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Ventura Junior 6 de janeiro de 2018 - 02:54

By far o melhor episódio que já vi.
O final explica quase tudo, menos o questionamento de que, se, de fato, eles vivenciaram essa simulação. O que eu creio que não aconteceu.
“Black Mirroring” a história, é notável a mensagem de como podemos chegar a depender desses aplicativos, ou o quanto da nossa vida pode estar na mão de outrem. Sacrificar o íntimo e pessoal em troca de uma chance de encontrar um par ideal?
Isso me deixa bem pensativo.
Creio que o episódio quis passar uma mensagem de que o coração não precisa depender de um aplicativo. Acredite, lute, e vai ser o esforço em conjunto que mostra o quanto você pode se dar bem com alguém.
“Hang the DJ, because the music that they constantly play, says nothing about me (Enforquem o DJ, porque a música que ele toca constantemente não diz nada sobre mim)”. E foi exatamente o que a Amy e Frank fizeram. Enforcaram o DJ (Tinder do futuro) para provar que os corações estão acima disso. Na simulação.
Rodando um número enorme de iterações, temos a probabilidade. 998 de 1000 = 99,8%. Note que no final tem vários casais deles com a mesma roupa, ou seja, eles fariam tudo de novo. É de aquecer o coração.
E a pessoa que teve essa ideia é um gênio. “Como provar que meu sistema funciona? Se duas pessoas tem a vontade de quebrar esse vínculo com o ditador e o fazem, mostram que se livrando dele podem ser feliz”. Quase um Constantine versão cupido. hahah.
Como não se apaixonar pelo sorriso da Georgina Campbell? Os dois mostraram tanta química que não duvido nada sair um relacionamento fora das telinhas.
Enfim, não tenho o que falar mal. Amanhã irei ver novamente, e depois de amanhã, e etc..
Faz muito tempo que não via algo que deixasse com aquele sentimento de completude.
Bônus: Amy e Frank. Se isso não for uma homenagem a Amy Winehouse (O primeiro álbum dela é Frank, que é uma homenagem ao Frank Sinatra), cortem minha internet por um mês.
Abraços, e… Hang the DJ!

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Diogo Maia 6 de janeiro de 2018 - 02:01

BM me conquistou pelos episódios pessimistas e ácidos, o que definitivamente não é o caso deste, que é, pra mim, um dos piores da série. E eu achava que USS Callister seria o pior da temporada…

Responder
Diogo Maia 6 de janeiro de 2018 - 02:01

BM me conquistou pelos episódios pessimistas e ácidos, o que definitivamente não é o caso deste, que é, pra mim, um dos piores da série. E eu achava que USS Callister seria o pior da temporada…

Responder
O Homem do QI200 10 de janeiro de 2018 - 20:19

USS Callister é foda

Responder
O Homem do QI200 10 de janeiro de 2018 - 20:19

USS Callister é foda

Responder
Wagner 5 de janeiro de 2018 - 10:28

Pelo que eu entendi, nos assistimos apenas uma das 1000 simulações realizadas pelo app. Em 998 das simulações eles se rebelaram e fugiram, logo temos os 99,8%.

Responder
WAGNER ROHR GARCEZ 5 de janeiro de 2018 - 10:26

Pelo que eu entendi, nos assistimos apenas uma das 1000 simulações realizadas pelo app. Em 998 das simulações eles se revelaram e fugiram, logo temos os 99,8%.

Responder
WAGNER ROHR GARCEZ 5 de janeiro de 2018 - 10:26

Pelo que eu entendi, nos assistimos apenas uma das 1000 simulações realizadas pelo app. Em 998 das simulações eles se revelaram e fugiram, logo temos os 99,8%.

Responder
Defelper 5 de janeiro de 2018 - 01:47

Aos minutos finais eu comecei me perguntar porque caralhos o episódio se chama HANG THE DJ. Quando eu comecei a chorar de emoção foi que percebi PANIC tocando ao fundo, mas que sacada. Competindo com as lágrimas que derrubei com SAN JUNIPERO.

Responder
Defelper 5 de janeiro de 2018 - 01:47

Aos minutos finais eu comecei me perguntar porque caralhos o episódio se chama HANG THE DJ. Quando eu comecei a chorar de emoção foi que percebi PANIC tocando ao fundo, mas que sacada. Competindo com as lágrimas que derrubei com SAN JUNIPERO.

Responder
Vinicius S Pereira 3 de janeiro de 2018 - 12:27

É bom saber que mais pessoas gostaram desse episódio, nas conversas com meus amigos a maioria apontou como um dos piores da temporada. Já eu achei um dos melhores de Black Mirror até hoje, até fiquei surpreso com o final feliz, pouco usual na série.

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 23:36

@senseidosjogos:disqus, sério isso? Esse é o episódio com mais apelo para um público “médio”. História bem fechadinha. A série funciona muito bem quando traz finais felizes. O que importa é a construção.

Abraços!!

Responder
Anônimo 3 de janeiro de 2018 - 04:48
Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 07:43

@disqus_16rc0GeIEZ:disqus, é um dos meus favoritos também. É incrível como Black Mirror acerta quando fala sobre relacionamentos. Be Right Back e San Junipero são muito bons também.

Abraços!

Responder
Thiago_NCO 3 de janeiro de 2018 - 16:40

Verdade. Be Right Back é ótimo e San Junipero é considerado o melhor de todos por MUITA gente.

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 23:35

@thiago_nco:disqus, gosto muito dos dois (agora três) e estão entre os meus favoritos.

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 23:35

@thiago_nco:disqus, gosto muito dos dois (agora três) e estão entre os meus favoritos.

Responder
Marta Souza 2 de janeiro de 2018 - 17:48

Esse sim foi o episódio que me pegou por completo! E sua ótima crítica ainda me dez pensar mais em tudo. Concordo 100% com a nota. Bom demais.

Responder
Marta Souza 2 de janeiro de 2018 - 17:48

Esse sim foi o episódio que me pegou por completo! E sua ótima crítica ainda me dez pensar mais em tudo. Concordo 100% com a nota. Bom demais.

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 07:45

@disqus_sezpmZcwTu:disqus, valeu Marta pelo feedback! Com a crítica de Metalhead que saiu hoje, falta apenas mais um. Afinal, me responde essa, Hang the DJ ou San Junipero?

Abraços!!

Responder
Huckleberry Hound 2 de janeiro de 2018 - 15:56

Apesar de San Junipero ser o romance homo mais bem feito que já vi eu gostei mais desse episódio!

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 07:44

@disqus_6l28o55IZI:disqus, San Junipero, digamos, é mais impactante. Tem aquela questão de falar sobre morte e assuntos mais delicados. Mas ambos são igualmente histórias de amor poderosas e diferentes. Esta, por exemplo, é uma história de amor hipotética, que está para acontecer.

Abraços!

Responder
Huckleberry Hound 2 de janeiro de 2018 - 15:56

Apesar de San Junipero ser o romance homo mais bem feito que já vi eu gostei mais desse episódio!

Responder
Lucas Rodrigues 2 de janeiro de 2018 - 14:48

Eu amei esse episódio, pra mim o melhor dessa temp, porque quando acabou, eu fiquei com a sensação de que não gostei porque aquele sistema mostrou que realmente funciona, e eu também gostei justamente por isso: o sistema que tanto critiquei ao longo do ep me fez acreditar na sua funcionalidade, mas, ao mesmo tempo que passei a achar esse ep válido, também não queria deixar um sistema definir quem vou amar. Essa dualidade me fez amar esse ep e me sentir um pouco hipócrita por no fim ter acreditado no que tanto critiquei kk

Responder
Lucas Rodrigues 2 de janeiro de 2018 - 14:48

Eu amei esse episódio, pra mim o melhor dessa temp, porque quando acabou, eu fiquei com a sensação de que não gostei porque aquele sistema mostrou que realmente funciona, e eu também gostei justamente por isso: o sistema que tanto critiquei ao longo do ep me fez acreditar na sua funcionalidade, mas, ao mesmo tempo que passei a achar esse ep válido, também não queria deixar um sistema definir quem vou amar. Essa dualidade me fez amar esse ep e me sentir um pouco hipócrita por no fim ter acreditado no que tanto critiquei kk

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 07:54

@disqus_vDSVMk846Z:disqus, entendi perfeitamente e por isso o episódio surpreendeu tanto. Ele faz uma metalinguagem consigo mesmo, com o que se espera de temáticas como esta. Talvez seja a primeira vez que acreditemos fielmente em uma dessas tecnologias absurdas de Black Mirror.

Abraços!!!

Responder
André Godoy 2 de janeiro de 2018 - 12:30

Achei que faltou uma discussão mais aprofundada sobre o final, ficou muito rasa, talvez por ter sido meu preferido até agora. Eu fiquei em dúvida, era uma simulação em realidade virtual? Era tipo The Sims? Era tudo na cabeça deles que posteriormente foram transferidos para a realidade com um match de 99,8% com uma pessoa que na vida real eles não conheciam mas o app teria indicado devido às relações que eles tiveram na simulação? Achei muito bom o ep, ansioso para os últimos 2. Grande abraço

Responder
André Godoy 2 de janeiro de 2018 - 12:30

Achei que faltou uma discussão mais aprofundada sobre o final, ficou muito rasa, talvez por ter sido meu preferido até agora. Eu fiquei em dúvida, era uma simulação em realidade virtual? Era tipo The Sims? Era tudo na cabeça deles que posteriormente foram transferidos para a realidade com um match de 99,8% com uma pessoa que na vida real eles não conheciam mas o app teria indicado devido às relações que eles tiveram na simulação? Achei muito bom o ep, ansioso para os últimos 2. Grande abraço

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 07:50

@disqus_TXv3zmSoTk:disqus, o episódio pincela em diversos momentos as respostas de todas essas perguntas. Sabe quando se comenta sobre o aplicativo criar um perfil complexo da pessoa? É exatamente isso que acontece. Um perfil extremamente igual ao da pessoa, um clone digital. O que o aplicativo faz é criar uma simulação altamente minuciosa (a qual presenciamos) com os diferentes cadastrados no serviço e depois decide, de acordo com as taxas de revoltas criadas, com quem a pessoa mais se identifica.

Sobre o 99,8% as coisas não são definidas exatamente. Mas o twist continua funcionando, mesmo que a gente não entenda tudo direitinho. Não importa muito na verdade. Mas eu gostaria de saber, caso alguém tenha entendido perfeitamente o funcionamento do sistema.

Abraços!!

Responder
Rafha 4 de janeiro de 2018 - 01:50

No meu entendimento, o final mostra que tudo que vimos durante todo episódio era apenas uma simulação que o app faz em segundos.
E que ele não faz só uma mas várias possibilidades e pelo que vimos todas possibilidades resultavam em eles ficarem juntos ao ponto de fugir (pela cena que aparece várias versões deles) e por isso deu o match de 99,8%.
Também cheguei a pensar que quando um casal se gosta a ponto de questionar todo aquele universo que esta inserido e querer sair de lá (mesmo sabendo que “não há nada lá fora”) para poder ficar junto e contrariar a programação, aí sim esta o verdadeiro par perfeito, disposto a arriscar tudo um pelo outro, e daí encerra-se a matrix.
Mas realmente o final mostra que td aquilo não passava do app do celular fazendo uma simulação extremamente complexa em segundos haha

Responder
thiago ribeiro 5 de janeiro de 2018 - 08:19

Justamente.

Responder
André Godoy 5 de janeiro de 2018 - 18:10

Pra mim tão boas as explicações. Me bastaram. E sobre o nome do ep, o que acham?

André Godoy 5 de janeiro de 2018 - 18:10

Pra mim tão boas as explicações. Me bastaram. E sobre o nome do ep, o que acham?

André Godoy 5 de janeiro de 2018 - 18:12

Já li que a justificativa genial para o nome do ep comentada logo acima. Grato assim msm

André Godoy 5 de janeiro de 2018 - 18:12

Já li que a justificativa genial para o nome do ep comentada logo acima. Grato assim msm

thiago ribeiro 4 de janeiro de 2018 - 17:24

Na verdade toda aquela história principal mostrada no episódio é apenas a “romantização” ou a “dramatização” dos algoritmos de um aplicativo funcionando.

Responder
JC 2 de janeiro de 2018 - 11:30

Episódio lindo lindo. Me. Identifiquei horrores.

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 07:52

@JCnaWEB:disqus, já encontrou seu parceiro ou parceira para juntos quebrar barreiras e ultrapassar qualquer muro que vier como obstáculo? Se não, não desista. O aplicativo ainda achará o seu par ideal. Está apenas esperando que ele se cadastre no programa.

Abraços!!

Responder
JC 3 de janeiro de 2018 - 18:22

ahahahahahahahaahahahahaha
Olha, nem precisaria simular 1000 vezes.

Umas 10 tava bom ahahahahahahahaahh

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 23:35

@JCnaWEB:disqus, HAHAHAHAHAHAHAHAHHA.

Eu simularia uma vez só mesmo.

Responder
Gabriel Carvalho 3 de janeiro de 2018 - 23:35

@JCnaWEB:disqus, HAHAHAHAHAHAHAHAHHA.

Eu simularia uma vez só mesmo.

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