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Crítica | Blade Runner 2049

por Guilherme Coral
361 views (a partir de agosto de 2020)

– Não contém spoilers, somente do Blade Runner original. Nossa crítica com spoilers pode ser acessada aqui.

Em determinada cena de Blade Runner 2049 vemos um anúncio holográfico, que diz: “tudo o que você quer ver. Tudo o que você quer escutar”. Ironicamente esse slogan representa justamente o oposto dessa mais nova obra de Denis Villeneuve, que não somente nos traz uma continuação que ninguém pediu, como entrega o que menos esperaríamos de uma sequência hollywoodiana. Usando a famosa frase, já clichê à essa altura do campeonato: Blade Runner 2049 não é a continuação que queremos, é a que precisamos – algo que enxergamos com total clareza ao término da projeção, estáticos diante dos créditos finais, cientes de que acabamos de ver uma verdadeira obra de arte.

Trinta anos após os eventos do longa-metragem original, conhecemos K (Ryan Gosling), um Blade Runner, replicante, que, após “aposentar” um androide de geração mais velha, acaba descobrindo um velho segredo, o qual pode acabar gerando uma guerra entre os humanos e replicantes. A fim de impedir esse caos na sociedade, ele deve seguir sua investigação, que envolve encontrar Rick Deckard (Harrison Ford), para que ele possa esclarecer parte do mistério. No processo, a própria essência de K é colocada em xeque.

Embora Villeneuve utilize boa parte do visual criado por Ridley Scott em seu filme de 1982, Blade Runner 2049 facilmente se sustenta por si só, soando como algo muito distinto de seu antecessor. O que o diretor canadense cria aqui é uma narrativa expressamente conduzida pela imagem, a tal ponto que a cor dialoga diretamente não apenas com o a atmosfera do local representado, como com a própria trajetória emocional do protagonista. Novamente, o realizador não se distancia do foco no psicológico de seus personagens, criando uma história que não é sobre essa Los Angeles distópica e sim sobre K.

Do pacífico branco que domina a tela na sequência inicial, até o árido amarelo alaranjado de um cenário desértico, não somente admiramos os quadros fotografados por Roger Deakins, somos absorvidos por eles, de tal maneira que a interpretação e a contemplação se tornam uma coisa só, capturando nossa total atenção até o desfecho em si. Paralelamente, enxergamos como a paleta de cores se adapta com o decorrer da projeção, fazendo-nos sentir a metamorfose do protagonista, além de sermos imersos nas atmosferas dos inúmeros cenários apresentados.

Em toda essa construção, há um ar de decadência do planeta, questão pontuada constantemente pela comparação da Terra às colônias, algo que já existia no Blade Runner original, mas que, aqui, ganha ainda mais força. A própria região metropolitana dessa Los Angeles de 2049 consegue soar ainda mais decrépita que à do filme de Ridley Scott, com o escuro e a chuva constantes garantindo um ar de tristeza ao local, como se tivéssemos no mesmo dia e hora da morte de Roy Batty. Para isso, o design de produção de Dennis Gassner demonstra toda sua força, fazendo tudo soar como evolução (ou seria “involução”?) da cidade vista em Blade Runner.

Esse tom mais triste vem aliado do sentimento de solidão, que permanece conosco durante todo o filme e a inclusão de um romance virtual entre K e sua inteligência artificial holográfica, Joi (Ana de Armas), vem como uma cartada de gênio do roteiro de Hampton Fancher e Michael Green, que nos impressiona pela forma como conseguem fazer nos importar com essa interface digital, não muito diferente do que fora realizado em Ela, de Spike Jonze. Toda essa interação, que dialoga perfeitamente com a personalidade contida de K, nos faz ansiar pelo simples toque, impossível, entre os dois e, claro, a natureza dessa relação caminha lado-a-lado com a trajetória do protagonista, tão trágica quanto aquela do antagonista do longa-metragem anterior.

A escolha de Ryan Gosling como personagem central não poderia ter sido mais acertada – não fugindo do seu papel de costume, quase sempre silencioso, ele perfeitamente retrata o replicante cujas próprias bases foram abaladas. Sua jornada, como dito antes, é, prioritariamente, expressada pela imagem, com importantes detalhes sendo entregues não através de diálogos, mas pelo que é mostrado em tela, o que torna não o fim, mas o desenvolvimento como centro da narrativa, impedindo que, em qualquer momento, saibamos para onde a narrativa irá seguir – apenas testemunhamos e sentimos o seu progresso, enquanto somos absorvidos por ela.

Erra, portanto, quem entra na sessão de Blade Runner 2049 esperando uma espécie de revolução nessa sociedade. De certa forma, ela está lá, mas o foco não é esse – a história tem veia muito mais intimista, estando apenas inserida em um contexto maior e de grande importância, decisão, essa, dos roteiristas, que torna toda a trama ainda mais trágica, visto que o personagem central é apresentado como apenas mais uma peça nessa grande tabuleiro, jamais ocupando o lugar do rei, podendo, portanto, ser sacrificado assim que for conveniente.

Villeneuve, sempre cuidadoso em sua decupagem, coloca o espectador na verdadeira posição de seguidor dessa história, algo bem evidente nas constantes câmeras que seguem os personagens pelas costas – aqui é importante observar como não sabemos exatamente onde eles irão chegar, com o quadro sempre mantendo o suspense e mistério em alta, como em um bom e velho noir. Constantes, também, são os planos mais gerais, mostrando os estonteantes e desolados cenários, quase presos em um passado já abandonado, ansiando pela mudança. Não por acaso, o diretor faz uso de planos mais longos, similarmente ao seu trabalho em Sicario: Terra de Ninguém, que incomodam e, claro, criam a tensão, tanto pela expectativa da ação e reação, como pela falta de vida nessa visão da Terra, que, de fato, parece ter sido esquecida por aqueles que fugiram para uma vida melhor nas colônias.

Esse abandono, então, transforma-se em violência, essa tão presente ao longo da projeção, desde as pontuais sequências de ação – todas impactantes justamente pela contraposição aos cenários inóspitos e pela própria criatividade da coreografia e utilização do cenário à volta – até o próprio momento de nascimento de uma replicante, que chega ao mundo em sofrimento, como se a própria vida fosse um fardo e não uma dádiva. Tal aspecto, claro, é diretamente relacionado com a utilização de tais androides como escravos, ferramentas, aspecto que perfeitamente estabelece Niander Wallace (Jared Leto) como um ameaçador antagonista, esse que sempre permanece distante, deixando o trabalho sujo nas mãos de sua assistente, ambos criando nítido paralelo com Tyrell e Rachael do primeiro filme, como versões mais cruéis desses, refletindo a própria situação do mundo à volta.

Igualmente potente nessa construção narrativa é a utilização do som e trilha, com bons pontuados silêncios, interrompidos pelos tons graves de Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer, esse último criando um trabalho similar ao que vimos em Dunkirk, com a diegese e não-diegese se misturando de tal forma que a música se torna parte essencial, inseparável, do longa. É preciso notar, também, como muitas das melodias nos remetem àquelas da trilha composta por Vangelis, mas sem se prender a elas, possibilitando que a atmosfera criada aqui seja única e não mera repetição do que veio antes.

Tal aspecto, claro, combina perfeitamente com o que vimos nesse mais novo longa-metragem de Denis Villeneuve, que não tem medo de se distanciar do filme original, sabendo manter os pontos necessários para que essa seja, de fato, uma sequência da obra de Ridley Scott. Extremamente visual, Blade Runner 2049, no fim, é e não é o que queremos ver e o que queremos escutar – ele não é a esperada sequência hollywoodiana e sim um longa que se sustenta nas próprias pernas, expandindo a mitologia já apresentada por caminhos inesperados, que faz dessa a ficção científica mais ousada e original dos últimos anos, que não apenas mostra ser a obra-prima de Villeneuve, como uma verdadeira obra de arte.

Blade Runner 2049 — EUA/ Reino Unido/ Canadá, 2017
Direção:
 Denis Villeneuve
Roteiro: Hampton Fancher, Michael Green (baseado em personagens criados por Philip K. Dick)
Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Dave Bautista, Robin Wright, Mark Arnold, Vilma Szécsi,  Ana de Armas, Wood Harris, David Dastmalchian, Tómas Lemarquis, Edward James Olmos
Duração: 163 min.

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66 comentários

Daniel Barros 7 de janeiro de 2018 - 03:41

Spacey – Underwood; Bale – Bruce Wayne; Gosling – K….

Muito bom ver atores que nasceram para determinados personagens (ou seria o inverso??)!
Ótimo filme!

Responder
planocritico 9 de janeiro de 2018 - 02:05

Esse é O papel de Gosling. Ainda que eu continue achando-o um ator de uma nota só.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de outubro de 2017 - 11:51

Entendi. É, essa virada não é a coisa mais sensacional do mundo, mas funcionou para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 22 de outubro de 2017 - 19:05

Concordo que estamos diante de um novo clássico!

Mas qual elemento do plot twist você acha que não funcionou tão bem?

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas H 9 de outubro de 2017 - 18:44

Eu vi o filme esse final de semana,e quando terminou o filme eu fiquei com a impressão de ver um filme que pode Entra pra história do cinema, não sei se tô falando isso pela empolgação de ver algo raro no cinema hoje em dia(que infelizmente não vai acontecer de novo tao cedo,algo que eu já esperava na bilheterias o que é triste)mais nesse século vc consegue falar sem dificuldade em outro filme de ficção científica, tão bom quanto esse ?

Responder
planocritico 10 de outubro de 2017 - 04:45

Desse século? Acho que sim. Tem vários exemplos de filmes excepcionais do gênero: Filhos da Esperança, Minority Report, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, Wall-E, Fonte da Vida, Lunar, A Origem. E assim por diante!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas H 10 de outubro de 2017 - 13:48

É verdade a minha mente estava nublada, filhos da esperança e A origem estão entre os meus filmes preferidos,eu já devo ser visto umas 6 vezes esses filme.é que eu só consegui pensar em outras mídias como massa effect e westworld. Obrigado por dá a luz a minha mente

Responder
Karina Carvalho 8 de outubro de 2017 - 02:47

Meu pai (que assistiu junto comigo) me pediu pra maneirar na empolgação quando for falar do filme pros amigos, para não elevar muito as expectativas deles. Estou falhando miseravelmente em cumprir o pedido dele. Louvado seja Villeneuve!
Melhor filme do ano: sim ou com certeza?

P.S.: Parabéns pela crítica excelente, como sempre. Sempre venho ler vocês depois de assistir algum filme.

Responder
planocritico 8 de outubro de 2017 - 14:51

Obrigado!

Olha, não maneira na empolgação não! Esse filme mais do que merece!

Abs,
Ritter.

Responder
Guilherme Coral 9 de outubro de 2017 - 13:27

Muito obrigado, Karina! Como o Ritter disse abaixo, não precisa maneirar não!

Responder
Gabriel Rodrigues da Costa Far 6 de outubro de 2017 - 23:17

Eu assisti ontem e achei o filme excelente em todos os aspectos. No entanto, existe algo que ainda está me fazendo refletir se isso seria algo negativo ou positivo. Bom, o primeiro Blane Runner conta com uma história simples e fechada que foca no Rick Deckard na busca pelo grupo de replicantes comandado por Roy Batty. Já no decorrer nesse segundo filme vimos uma enorme expansão do Universo de Philip K. Dick e a história ganhou um aspecto muito mais de grandeza [SPOILER] com a trama da revolução guardada possivelmente para as sequências [SPOILER]. A minha dúvida seria a seguinte: Afinal, toda essa expansão do universo e a grandeza acrescentada por essa trama seria algo bom ou Blade Runner funciona melhor com algo mais simples como foi o filme anterior? Eu mesmo esperava algo bem mais fechado como o primeiro e acabei me surpreendendo com os rumos que a história tomou. Confesso que queria que Blane Runner 2049 fosse o último filme desse universo e que essa sequência fosse apenas para fechar alguns pontos levantados no segundo filme. Agora eu espero por pelo menos uma sequência. Enfim, eu queria comentar mais algumas coisas mas acho melhor deixar para outra hora devido aos spoilers.

Responder
Pedro Enzo 8 de outubro de 2017 - 02:56

Concordo, eu esperava que esse fosse o último filme desse universo, mas o filme deixa um espaço pra uma continuação. Ao meu ver essa continuação mostrando a revolução dos replicantes seria diferente desses dois filmes, pois teria que focar mais na ação, então perderia um pouco da riqueza dos filmes anteriores.

Responder
planocritico 8 de outubro de 2017 - 14:50

Foi um pouco o que falei na crítica com spoilers e até a razão de eu não ter dado 5 estrelas lá.

Abs,
Ritter.

Responder
Rick 6 de outubro de 2017 - 19:00

Se tem um site que não me decepcionou até agora em criticas, esse site é o plano crítico.
Ainda não li a critica, pq gosto de ir ver o filme de mente limpa, para tirar minhas próprias conclusões, sem ter nada me influenciando a pensar de outra forma.
Não sou muito fã do primeiro filme, mais verei o segundo, só pela quantidade de estrelas q tem na critica, oq tbm não vai me fazer julgar o filme antes de velo.
Vou de olhos fechados pq como falei, esse site nunca me deixou na mão e eu confio na galera do site
assim q ver o filme eu volto pra ler a critica e comentar.

Responder
Guilherme Coral 6 de outubro de 2017 - 19:06

Muito obrigado pelo prestígio, PICKLE RIIIIICK! Depois volta sim, quero saber o que achou do filme.

Responder
Anthonio Delbon 6 de outubro de 2017 - 01:30

“Erra, portanto, quem entra na sessão de Blade Runner 2049 esperando uma espécie de revolução nessa sociedade. De certa forma, ela está lá, mas o foco não é esse – a história tem veia muito mais intimista, estando apenas inserida em um contexto maior e de grande importância, decisão, essa, dos roteiristas, que torna toda a trama ainda mais trágica”

Lindo texto pra um lindo filme. Memorável!!

Responder
Guilherme Coral 6 de outubro de 2017 - 11:34

Muito obrigado, cara!

Responder
João Marcelo Villanova 5 de outubro de 2017 - 21:25

Eu esperando ansiosamente a crítica do PICA-PAU: O FILME e vc me vem de Blade Runner… Misericórdia!!!!!

Kkk

Responder
Guilherme Coral 6 de outubro de 2017 - 11:35

Hahahaha pode cobrar do Fernando Campos e Luiz Santiago, eles juraram de pé junto que faria a crítica desse E de My Little Pony.

Responder
Ethan Hunt 5 de outubro de 2017 - 21:11

Villeneuve é foda, só provou mais uma vez.

Não gostei tanto quanto vc pq achei o primeiro e o segundo atos arrastados, assim como acho o primeiro filme arrastado, mas no geral gostei até mais do que o original, achei a história bem mais interessante, fotografia lindíssima, direção brilhante, a trilha sonora do Hans Zimmer também ficou maravilhosa, honrou completamente o original.

Aliás, só eu tive a impressão que o Villeneuve deu uma homenageada ao Nolan ali? Tem umas cenas que ele filma as naves igual o Nolan filma em Dunkirk/Interestelar, além daquela cena de afogamento no final que é a marca registrada do Nolan já que quase sempre tem uma nos filmes dele e se eu não me engano os dois são amigos.

E, sem falar spoilers, mas vcs acham que vai ter sequência? Pq tem umas dicas ali pra isso, pelo menos foi a minha sensação.

E Villeneuve já se estabelecendo como o grande nome do Sci-Fi da era moderna, primeiro Arrival, depois Blade Runner 2049, o próximo será Dune, Ave Villeneuve, salvador ficção cientifica.

Responder
planocritico 6 de outubro de 2017 - 15:14

@disqus_1Memb7l0Tf:disqus , para mim, o único probleminha do filme foi justamente plantar a “semente da continuação”. Eu espero muito que não haja, mas, se houver, gostaria que fosse uma história paralela – da “revolução”, se é que me entende –
e que não continuasse exatamente o filme.

Eu realmente fico imaginando com será Duna. Se com Blade Runner 2 ele já fez isso, estando preso a uma mitologia estabelecida pelo filme anterior, imagina só sem rédeas (só o livro, claro)?

Abs,
Ritter.

Responder
dudup 6 de outubro de 2017 - 21:53

Maldita Sony, imagino a briga que foi acerca desse final open ended, especialmente em um projeto com envolvimento do Harrison Ford. Não reduz nem um pouco a nota do filme, mas poderia ter sido um filme perfeito sem isso.

Responder
Ethan Hunt 7 de outubro de 2017 - 04:11

Entendo seu ponto de vista, mas não me incomodou, por mim se tiver tudo bem, principalmente se for de novo com o Denis Villeneuve, ou com outro diretor (gostaria de ver o Alex Garland).

Mas concordo totalmente que deve ser uma história mais pessoal, talvez mais uma investigação sendo paralela à revolução/guerra.

Acho que aquela cena do Deserto deu um gostinho de Duna ein hehehe

Responder
ABC 5 de outubro de 2017 - 20:00

Quem liga para Blade Runner? Eu quero é a crítica de My Little Pony e de Pica-Pau, e ambas feitas pelo Luiz Santiago.

Saudações.

Responder
Guilherme Coral 6 de outubro de 2017 - 11:36

Ele e o Fernando Campos juraram que iam fazer desses dois. Pode cobrar deles! hahahaa

Responder
ABC 6 de outubro de 2017 - 22:32

Passa o twitter dele que eu vou xingar muito por lá…

Tem que ter crítica com e sem spoiler e um especial com todas as temporadas da animação de My Little Pony, além da avaliação de toda a linha de brinquedos(e a imagem da matéria tem que ser o Luiz andando num carrossel de pôneis coloridos).

Saudações.

Responder
Bruno Cavalcanti 5 de outubro de 2017 - 19:58

Os últimos dois filmes do cara foram 5 estrelas…
Mal posso esperar por Duna..

E Guilherme, A Chegada é a obra prima do Dennis pra mim. O Blade Runner superou, na sua opinião? (entendo claro, que são filmes quase incomparáveis, e que, não vi este último ainda. rs)

abs.
parabéns pela crítica.

Responder
Guilherme Coral 6 de outubro de 2017 - 11:36

Cara, na minha opinião, 2049 superou Arrival!

Responder
dudup 6 de outubro de 2017 - 21:55

+1, Arrival é um excelente filme mas 2049 é material pra ser estudado em escola de cinema

Responder
HenryS 5 de outubro de 2017 - 12:39

Não esperava menos do deus Villeneuve

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 19:37

Infalível!

Responder
El Imparcial ~ Jaktal 5 de outubro de 2017 - 10:49

E que venham mais filmes do Denis Villeneuve!

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 19:38

Ultimamente tem sido um ou dois por ano!

Responder
R. Bertini 5 de outubro de 2017 - 10:27

Guilherme, este seria um dos casos em que a sequência superou o original ?

Pelo menos visualmente, estou vendo que sim (nada mais óbvio, afinal são 35 anos de diferença).

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 19:39

Cara, são dois filmes bem diferentes e que se complementam. Eu não diria nem um nem o outro e sim os dois!

Responder
Fórmula Finesse 5 de outubro de 2017 - 10:26

Glóriaadeusnossasenhora! Bíblia reescrita com sucesso…agora é esperar uma semana ou duas para que a malta se refestele no cinema (público mais maduro? talvez, mas as hordas vão também no hype), e depois curtir tranquilito o filme que nasceu maldito, mas que parece tornou-se redentor, como um tal de… Deckard (aliás, nem uma palavra sobre Ford?).

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 19:40

Olha, preferi não falar absolutamente nada sobre o Ford para evitar qualquer tipo de spoilers. Na crítica com spoilers falaremos dele!

Responder
Fórmula Finesse 5 de outubro de 2017 - 22:10

Emagenei (sic)…

Responder
Lucas H 5 de outubro de 2017 - 02:20

eu nunca vi um filme em imax,mais esse acho que vale a estreia.Na sua opinião,esse filme é o possível filme do ano ?

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 08:16

Esse vale, com certeza! Eu mesmo vou rever hoje em IMAX! Cara, já é o meu filme preferido do diretor e ele é um dos meus diretores preferidos, então…

Responder
adilson 5 de outubro de 2017 - 02:12

Parafraseando Tropa de Elite:

Quer me foder? Me beija antes porra

Uma critica dessas me faz ir como um amante apaixonado ao cinema amanhã

Não perdoarei se errou em uma virgula no que disse

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 08:16

Hahahaha depois nos diga o que achou!

Responder
adilson 6 de outubro de 2017 - 15:22

Tenho que vir aqui admitir que esse foi um dos melhores filmes dos últimos anos, acertou em cheio em sua analise

E meu Deus que ano esse para filmes memoráveis, filmes como Planeta dos Macacos, Dunkirk e esse não costumam acontecer tão proximos um do outro

Responder
Guilherme Coral 6 de outubro de 2017 - 19:07

Esse ano foi 8 ou 80, só tragédia e obra-prima! Que bom que gostou de Blade Runner!

Responder
jv bcb 5 de outubro de 2017 - 01:46

Sou obrigado a assistir esse filme em 3D por falta de opção em 2D, espero que não estrague a fotografia do filme.

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 08:17

Se possível veja em uma sala na qual o óculos 3D não é um daqueles com bateria, pois eles escurecem a imagem. Fora isso, acho que nada estraga a fotografia desse filme!

Responder
Filipe Isaías 5 de outubro de 2017 - 01:01

Sem revelar muito, existem referências aos curtas prelúdio no filme?

Abs.

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 08:18

Existem sim! Os curtas dão contexto, mas não são necessários para entender o filme.

Responder
thiago 5 de outubro de 2017 - 00:47

Guilherme duas perguntas, não curti muito o primeiro, tenho grandes chances de não curtir esse? E segundo minha esposa não viu o primeiro é necessário ve lo para entender?
Obrigado

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 08:19

Thiago, são dois filmes bem diferentes, acho que é possível que você goste desse.

Responder
thiago 5 de outubro de 2017 - 11:43

Obrigado Guilherme,verei no cinema então

Responder
Anton Chigurh 4 de outubro de 2017 - 23:59

” ele não é a esperada sequência hollywoodiana e sim um longa que se sustenta nas próprias pernas”

Eu, como fã do 1º filme precisava ler justamente a frase acima, para ficar tranquilo em saber que não revisitaram um clássico do cinema somente para lucrarem mais grana, sem se importar com a qualidade do filme.

Ainda bem que este filme foi parar nas mãos do diretor Denis Villeneuve, porque se fosse dirigido pelo atualmente preguiçoso Ridley Scott, considerando a oscilação de seus últimos trabalhos entre bom ou ruim, teria grandes chances de sair uma obra bem meia boca.

Responder
FabioRT 4 de outubro de 2017 - 22:21

O 3d estraga??? Na minha cidade todas as sessões são desta forma😑

Responder
Guilherme Coral 4 de outubro de 2017 - 23:06

Cara, assisti em 2D mesmo, então não tenho como dizer :/

Responder
MC Brinquedo 4 de outubro de 2017 - 22:12

Eita bichão! Será que vai pro pau nas principais categorias do Oscar?

Responder
Guilherme Coral 4 de outubro de 2017 - 23:07

A Academia tem a obrigação de dar pelo menos melhor fotografia para esse filme.

Responder
jv bcb 5 de outubro de 2017 - 01:46

Melhor que a fotografia de Dunkirk?

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 08:20

Cara, esse foi o melhor trabalho de fotografia que vi em anos, então eu diria que sim.

Responder
planocritico 5 de outubro de 2017 - 02:39

Mas é Deakins. Deakins só concorre, jamais leva a estatueta. Vide as 13 vezes em que isso aconteceu… 🙁

Abs,
Ritter.

Responder
Guilherme Coral 5 de outubro de 2017 - 08:19

Cara, mas mesmo comparando com os outros trabalhos dele, esse daqui é um tapa na cara.

Responder
Wagner Pires 4 de outubro de 2017 - 21:45

Olha, eu sinceramente não gosto do filme original, visualmente ele é sensacional…. Mas a história não me desce…. Juro que já tentei mais de uma vez…. Na segunda até apreciei mais as atuações….. Mas depois dessa crítica….. Me interessei bastante!

Responder
Guilherme Coral 4 de outubro de 2017 - 21:47

São dois filmes bem diferentes. É possível que você goste desse daqui!

Responder
Vinicius Biggi 4 de outubro de 2017 - 21:44

PQP como faz pra segurar o hype?!

Responder
Guilherme Coral 4 de outubro de 2017 - 21:48

Não segura! Hahahah

Responder
JGPRIME25 4 de outubro de 2017 - 21:31

Rapaz…

Responder
Guilherme Coral 4 de outubro de 2017 - 21:47

Minha reação quando o filme terminou hahahah

Responder

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