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Crítica | Breaking Bad – 4ª Temporada

por Ritter Fan
2362 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leia, aqui, as críticas de todo nosso material do Universo Breaking Bad.

Em um determinado momento do último episódio da quarta temporada, Walter White, temendo por sua vida, mas precisando voltar para sua casa, liga para sua vizinha Rebecca, que guarda uma cópia de sua chave, e pede que ela verifique se por acaso o fogão não teria ficado ligado, tudo com o objetivo de descobrir se os capangas de Gus Fring estariam por ali à espreita. Isso é, em resumo, tudo o que é necessário o espectador saber sobre a personalidade perturbada do protagonista que, há muito tendo deixado cair seu manto de chefe de família prestes a morrer que faz de tudo para deixar dinheiro para sua esposa e filho, agora é um homem egoísta, obsessivo, vaidoso e capaz de sacrificar, de caso pensado, quem quer que seja.

Saliento esse aspecto, pois me espanta muito a defesa que vejo fazerem de Walter White, algo que muitas vezes é acompanhado de comentários negativos em relação a Skyler e, por incrível que pareça, a Jesse, este praticamente a única pessoa que realmente sofre psicologicamente com tudo o que é obrigado a fazer e a testemunhar nesse mergulho ao inferno desde que ele concordou em cozinhar metanfentamina com o “Sr. White” na já distante primeira temporada. Não que os dois sejam inocentes, pois não são, mas Vince Gilligan realmente conseguiu o que queria desde o início: transformar o herói em vilão, mas não só um vilão e sim o grande vilão dessa história toda.

É bem natural gostarmos e torcermos por vilões icônicos do audiovisual como Darth Vader, Cersei Lannister e até Hannibal, mas esses e vários outros são vilões inalcançáveis, fabulescos e distantes dos seres humanos comuns. O que diferencia Walter White dos demais – e é aí que a criação de Gilligan chega a ser até maquiavélica – é que o ex-professor de química realmente poderia ser um vizinho nosso que nos ligaria para pedir um favor como o que descrevi acima. Walter White é tão real quanto possível e essa proximidade é incômoda e dolorosa, pois, de certa forma, o que o showrunner faz é a seguinte pergunta: será que nós passaríamos por transformação semelhante dadas condições parecidas? A resposta não é tão fácil quanto parece. Ah, e só para terminar, sim, meus caros, Skyler e Jesse – que, repito, também não são anjos – são vítimas das circunstâncias criadas, potencializadas e manobradas por Walter White.

E essa quarta e penúltima temporada mostra isso muito claramente na revelação do plano sinistro do protagonista para matar Gus Fring não só para defender Jesse, mas primordialmente para se safar, para livrar-se da ameaça que o chefão das drogas tornou-se para ele. Qualquer plano que passe pelo envenenamento de uma criança inocente precisa ser classificado imediatamente de doentio, covarde, abjeto e absolutamente inaceitável sob qualquer ponto de vista. Walter White consegue, com isso, graduar-se daquele vilão que adoramos amar para o vilão que passamos a temer acima de qualquer outro, muito mais do que Gus, esse sim um vilão da primeira categoria, muito mais próximo de um Darth Vader do que de um Walter White.

Mas eu sei que comecei pelo final, mas não tinha como. Essa temporada é um espetacular exemplo de progressão de queima-lenta que vai em um crescendo vagaroso, mas constante a cada episódio abrindo lentamente a válvula da tensão que vai se acumulando com os em princípio pequenos acontecimentos que, incrivelmente, quase em sua totalidade partem diretamente do grande cliffhanger da temporada anterior: o assassinato à queima-roupa de Gale Boetticher por Jesse Pinkman. É uma verdadeira sinfonia “roteirística” que Gilligan rege a partir desse ponto de ignição, com encaixes absolutamente perfeitos que levam a outros eventos também dentro de toda a lógica da série, contribuindo para o desenvolvimento – e a involução, claro – de absolutamente todos os personagens.

Uma série de menor calibre resolveria o assassinato de maneira burocrática, logo partindo para outra ação bombástica, fazendo o espectador viver de espasmos e basicamente de jump scares e equivalentes, artifícios dos mais amadores possíveis, mas que tantos cineastas insistem em usar por aí. No entanto, muito ao contrário, o brutal assassinato é fonte direta para o profundo trauma de Jesse que não só retorna para as drogas e para a vida desregrada, como cada vez mais se afasta de Walter White. Além disso, depois que Gus corta o pescoço de Victor como sua própria válvula de escape pela frustração com a morte de Gale, Walter White tem seu nível de paranoia aumentado para o nível 11, passando a desconfiar de tudo e de todos, inclusive Jesse, o que, por tabela, aumenta a paranoia de Skyler para manter sua família “limpa” e “segura”. E, como se isso não bastasse, o assassinato cometido por Jesse ironicamente reativa a investigação de Hank sobre Heisenberg, levando-o diretamente até Gus.

Como tramas macro trazidas por outras pontas narrativas que não diretamente o assassinato de Gale, temos, apenas, a recuperação física e mental lenta de Hank, mas que é ajudada pela citada investigação; a intensificação das retaliações do cartel de Don Eladio às operações de Gus e a investigação da Receita Federal americana em cima de Ted Beneke. O efeito dominó do conjunto, porém, é irretocável, já que todas as pontas se conversam e se cruzam, valendo especial destaque para o magnífico plongée focado em Walter White no subsolo de sua casa no momento em que descobre que o dinheiro que tão desesperadamente precisava para comprar novas identidades para sua família sumir foi entregue por Skyler a Ted para que ele pagasse a multa da Receita e, com isso, evitasse suspeitas para cima dela, como a contadora da empresa. Essa sequência, com direito à risada maníaca de Walter enquanto Skyler atende o telefone de Marie que lhe conta sobre a ameaça à Hank, é tão satisfatória quanto o momento em que encaixamos a última peça no meio de um quebra-cabeças de cinco mil delas que levamos três meses para montar.

E os detalhes narrativos são igualmente importantes. Um deles é até poético. Quando Skyler assume de vez sua postura de “lavadora de dinheiro”, largando sua falsa moralidade por completo sob a desculpa de “proteger essa família do homem que protege essa família”, vemos Marie voltar à cleptomania visitando casas à venda e furtando pequenas lembranças. É como um coral grego comentando e ironizando as atitudes de Skyler como aconteceu anteriormente na série, só que não em momentos temporalmente paralelos como aqui.

Talvez abordar as atuações da série mais uma vez seja chover no molhado, pois o elenco é, todo ele, afinadíssimo, com Bryan Cranston e Aaron Paul isolados nas duas primeiras posições, mas seguidos vigorosamente por Anna Gunn, Giancarlo Esposito, Jonathan Banks, Mark Margolis, Dean Norris e assim por diante. Há uma espécie de harmonia que impressiona nas interações, mesmo considerando que elas são, quase todas, completamente litigiosas e beligerantes. Basta ver, por exemplo, Norris fazer seu personagem mergulhar na depressão e na fixação em sua coleção de pedras… digo, minerais, constantemente brigando com sua esposa e deixando-a desesperançosa, somente para ele sair do outro lado revigorado com as descobertas que faz sobre o super-laboratório de Gus. O personagem de Esposito, por seu turno, ganha imensa profundidade com um passado traumático envolvendo a morte de seu namorado e sócio pelas mãos de Hector Salamanca a mando de Don Eladio, emprestando outra roupagem para sua empreitada no Novo México que desemboca em uma surpreendente vingança que, por sua vez, o leva a seu inesquecível fim na Casa Tranquila (mais uma vez as pontas se juntando suavemente!). E eu poderia falar de cada um deles interminavelmente, mas não quero exagerar da paciência do leitor, até porque nem cheguei a comentar da fotografia esplendorosa da temporada.

Se o ano anterior já havia alcançado a perfeição, esse aqui vai um, talvez dois degraus acima por saber cozinhar pacientemente o espectador, servindo pequenas porções saborosas que se tornam um inestimável e rico banquete ao final. Minha única reclamação é que essa temporada, talvez com a adição de uns dois ou três episódios que, claro, levassem à queda final de Walter White, era a oportunidade absolutamente perfeita para que a história como um todo fosse encerrada. Mas isso fica para a crítica da derradeira temporada…

Breaking Bad – 4ª Temporada (EUA, de 17 de julho a 09 de outubro de 2011)
Criação e showrunner: Vince Gilligan
Direção: Adam Bernstein, Michelle MacLaren, David Slade, Colin Bucksey, Michael Slovis, Peter Gould, Johan Renck, Terry McDonough, Scott Winant, Vince Gilligan
Roteiro: Vince Gilligan, George Mastras, Sam Catlin, Moira Walley-Beckett, Thomas Schnauz, Gennifer Hutchison, Peter Gould
Elenco: Bryan Cranston, Anna Gunn, Aaron Paul, Dean Norris, Betsy Brandt, RJ Mitte, Bob Odenkirk, Giancarlo Esposito, Jonathan Banks, Ray Campbell, Lavell Crawford, Maurice Compte, Steven Michael Quezada, Emily Rios, David Costabile, Christopher Cousins, Nigel Gibbs, Mark Margolis, Marius Stan, Michael Shamus Wiles, Steven Bauer, Bill Burr, Charles Baker, Jim Beaver, Jeremiah Bitsui, Jere Burns, Javier Grajeda, Matt L. Jones
Duração: 613 min. (13 episódios)

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38 comentários

John Locke 19 de agosto de 2020 - 09:43

Caramba, Ritter! Que texto maravilhoso.
Como a maioria aqui, também acho essa quarta temporada o ápice.
Um detalhe que eu não peguei e gostaria que me dissesse, seria sobre o sócio do Gus e seu namorado como você disse acima. Eu não peguei isso. Na terceira temporada quando WW vai jantar na casa de Gus, o Gus cita algo “as crianças não comem”, aí fiquei imaginando que ele tivesse filhos, seja adotivos ou de seu próprio sangue. Enfim, um baita personagem magnífico.

Abs

Responder
planocritico 21 de agosto de 2020 - 15:04

Obrigado, @disqus_UrTI0nUrF3:disqus !

Sobre o Gus, eu acho que a forma como ele fala do sócio, sua sana por vingança e os olhares no flashback antes do assassinato na piscina me passam claramente essa impressão. Sobre crianças, não lembro de Gus falar sobre elas, mas, de fato, quando Walt vai lá na casa dele, há um momento em que vemos brinquedos em uma sala. Mas tudo fica no mistério. Talvez um dia, se o Gilligan fizer um spin-off sobre a origem do Gus, descubramos tudo!

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro Enzo 10 de junho de 2020 - 12:51

Ótima critica. Essa é uma das melhores temporadas que eu já vi, e aproveitando que vocês estão revisitando algumas séries antigas poderiam fazer criticas das temporadas de Sopranos também.

Responder
planocritico 10 de junho de 2020 - 12:51

Sopranos só temos da série completa, mas essa é uma que merece o tratamento por temporada mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Elton Miranda 9 de junho de 2020 - 14:14

Penso que é inegavel que essa seja a melhor temporada de toda a série

Responder
planocritico 9 de junho de 2020 - 14:37

É o que acho.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Martins 9 de junho de 2020 - 11:08

Eu torci para Walt até o final na primeira vez que eu vi q série. Agora eu tô assistindo de novo, e tô torcendo de novo!!
Vamos lá pessoal, só porque Walt é real demais ele é pior que Gus? Ou Tuco? O Tuco matou seu fiel assistente só pq ele falou uma coisa que ele não gostou. Gus degolou seu fiel assistente só pra passar um recado pro Walt. Mas vocês tem medo de admitir que Walt é foda, porque vcs tem medo de se identificarem em algum ponto com ele. Não precisam ficar nessa negação, usem o exemplo do próprio Walt que afirmou até no último momento que era pela família, mas todos sabemos que não era e, por fim, ele confessou. Confessem! WW é o melhor personagem dessa magnífica série e torcemos por ele. Série essa que não tem heróis, o único que caberia nesse adjetivo seria o Hank, que é um coadjuvante.
Mas agora vamos falar de Jesse. Ótimo personagem muito bem interpretado por Aaron Paul. Ele é o contraponto de Heisenberg, ok. Mas no final das contas, ele está ali para fazer a história de Walt andar. Tem alguns momentos na série que se ele morresse seria melhor para todos, porque ele consegue atrapalhar muito mais que ajudar. O mais emblemático é quando ele vai tentar matar os dois traficantes que assassinaram a criança da bicicleta. Se Walt deixasse ele fazer isso sem interferir, Jesse ia morrer, o negócio ia continuar, todos iam ficar ricos e fim. Mas aí não teria história, então para a história continuar, Walt, que vocês tanto adoram criticar, vai lá e, pasmem, salva a vida dele e desencadeia toda a série de desgraças que vem a seguir. Enfim, da mesma forma que torcemos por Vito Corleone, da mesma forma que nos divertimos horas jogando GTA, nós torcemos por Heisenberg, e não precisamos ter vergonha disso, porque por mais real que ele pareça, é um personagem de ficção, não é uma pessoa real.

Responder
planocritico 9 de junho de 2020 - 13:28

Eu nunca disse que WW não é o melhor personagem. Muito ao contrário até. Na verdade, ele só é mesmo o personagem que é JUSTAMENTE porque ele é alguém que poderia ser qualquer um de nós.

Agora isso não tem relação alguma com “torcer por ele”. Usar a carta do “salvou a vida de Jesse” é, com todo respeito, focar na árvore e deixar de ver a floresta. WW não foi feito – como Darth Vader – para que torçamos por ele. Bem ao contrário, pode ter certeza. E Don Corleone, bem, veja o contexto e tente encontrar UM ATO sequer mostrado nos três filmes em que ele comete uma atrocidade contra um inocente como WW cometeu contra o garoto que envenenou… E não, eu também não torço pelo Michael ainda que seja muito mais fácil torcer por ele do que por WW…

E sim, meu caro, WW é uma pessoa real. Quantos criminosos você já viu que são pessoas normais que, do dia para a noite, cometem as maiores atrocidades? Basta abrir o jornal. Ou você torceu para o O.J. Simpson ou a Suzane Von Richtofen? Pessoas normais até o dia em que deixam de ser. Novamente, é isso que faz de WW um personagem fantástico, mas torcer por ele já são outros quinhentos, especialmente quando o “torcer por ele” vem acompanhado – e não é seu caso, mas constantemente é – de “Skyler e Jesse são muito piores”…

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Martins 9 de junho de 2020 - 16:33

Eu usei o “salvar a vida do Jesse” como exemplo de como o personagem de Aaron Paul impactou na história, não para justificar atos questionáveis de Walt. Nenhum personagem na série foi feito para gostarmos deles, mas gostamos de muitos. Gus, Mike, Saul, e até mesmo Jesse e Skyler. Estou procurando onde eu disse que esses dois são piores que WW. A Sky coitada, é vítima total. Já Jesse pode não ser pior, mas TB não é melhor. Ele pode ter uma trava moral que floresce um pouco antes da trava de Walt, mas o fato de se importar muito com crianças e de ficar se culpando sempre não o torna menos assassino. Afinal, foi ele que deu o tiro na cara do coitado do Gale. E antes que diga que foi forçado, ninguém apontou uma arma na cabeça dele e o obrigou a atirar. Vale lembrar TB que Walt nunca teve intenção de matar Brock, e não matou, o plano era revoltar Jesse sem matar o garoto, e deu certo.

Agora comparar Walt com Suzane e com O.J. foi meio infeliz. Óbvio que eu não torci para esses dois últimos. Como eu disse, WW é ficcional, e tem mtas características que podem nos fazer gostar dele. Sua inteligência, sua capacidade de contornar situações, sua obstinação. Essas características estão num nível eu diria sobre humano, nenhuma pessoa seria tão competente, o afastando um pouco da vida real. Sem falar na veia cômica que Cranston trouxe da série de comédia que ele fazia. Eu ri mto na terceira temporada quando ele descobre a traição de Skyler e começa a agir feito um paspalho, num tom pastelão.

Enfim, ninguém é obrigado a gostar dele, mas me incomoda uma certa hipocrisia que eu noto quando começam a compara-lo a outros personagens da série.

Responder
planocritico 9 de junho de 2020 - 18:38

Jesse é 100% vítima, assim como Skyler. E Brock poderia ter morrido. Mesmo que a intenção dele não fosse essa, você acha “fair game” envenenar uma criança???

A comparação com OJ e Suzane procede por serem pessoas comuns, exatamente como WW. A diferença é que WW cometeria os assassinatos que os dois cometeram de forma mais “elegante” e sem ser pego, pelo menos não imediatamente.

Hipocrisia? Você realmente acha que envenenar uma criança ou deixar uma mulher que não lhe fez nenhum mal morrer afogada em seu próprio vômito a mesma coisa ou “melhor” do que um chefão das drogas degolar um capanga dele ou matar todo o cartel mexicano? Usando a comparação com Michael Corleone que você mesmo trouxe, nem Michael faz o que WW faz. Zero de hipocrisia, portanto. É apenas uma constatação, ago que Vince Gilligan faz questão de deixar claro na série. Mas, claro, cada um acha o que quiser…

– Ritter.

Responder
Gabriel Martins 9 de junho de 2020 - 21:14

A discussão aqui pode ir bem longe, discordamos bastante. Só vou deixar registrado alguns pontos:
– Jesse 100% vítima? Piada né….
– Envenenar tendo a ctz que não vai matar é Fair Game se for pra salvar sua vida (vc prefere morrer ou deixar uma criança doente por alguns dias? Qualquer um que for honesto vai responder a opção 2)
– Deixar Jane morrer não foi melhor, mas TB não foi pior. O que discordo é falar que WW é pior que eles. Não é. E não adianta citar J.R.R. Martin, um cara que criou personagens como Bolton e Jofrey, dois torturadores sádicos, falar que em Westeros não tem monstro pior que WW é outra piada. Um dos personagens mais “normais” de GoT come a própria irmã
Nota: Michael mandou matar seu próprio irmão, que era um mafioso, mas nunca fez mal pra ele.

WW não é nenhum bonzinho, mas não é por que muitos personagens.

planocritico 9 de junho de 2020 - 22:54

O irmão de Michael traiu a família e quase levou à morte de Kay e da filha de Michael. Fora que o irmão do Michael era, ele mesmo, bandido. Bandido matando bandido é melhor do que ladrão matando inocente em qualquer circunstância.

Se Brock tivesse morrido, WW teria ligado?

E Jesse é vítima. Piada é não entender isso.

Abs,
Ritter.

Lucas Pereira 8 de junho de 2020 - 15:43

Também considero a 4° temporada a melhor, ela tão boa que é difícil pra mim imaginar uma temporada seguinte do mesmo nível! Penso que essa temporada é o grande clímax da série, mas a 5° temporada traz até que um belo e trágico desfecho! Ansioso pela próxima crítica! Haha

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 18:08

Sim, traz um belo desfecho que, porém, eu acho que poderia já constar da 4ª temporada com uns três episódios a mais.

Abs,
Ritter.

Responder
Wies e thal 8 de junho de 2020 - 14:24

Também senti que a história podia acabar ali, mas achei muito bom que continuaram, apesar de não gostar 100% do final.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 14:48

Estou agora revendo a temporada final para bater meu martelo sobre isso!

Abs,
Ritter.

Responder
uiu 8 de junho de 2020 - 13:06

É incrível como toda season finale de Breaking Bad poderia ser facilmente uma series finale, mas ela sempre volta cada vez melhor que antes. E assim como em Game of Thrones, aqui se repete com a quarta temporada sendo a minha favorita

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 13:28

É a melhor temporada de BB, sem dúvida.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Felipe 8 de junho de 2020 - 00:13

A quarta temporada é inestimável em qualidade e, apesar de concordar que era perfeito para terminar a série com mais alguns episódios, fico feliz dela ter continuado para ditar todos aqueles eventos bombásticos que faz jus à Breaking Brad.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 00:13

Eu já tenho problemas com a temporada final. É ela que, junto com a primeira, apesar de terem episódios magníficos, retiram BB do meu Top 20.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Felipe 8 de junho de 2020 - 00:26

Mal posso esperar pra ver sua visão daqui a algumas semanas rsrs.
Mas, ao menos para mim, ver Bryan Cranston atuar como um criminoso descarado e sofrer pelos seus atos é gratificante e angustiante ao mesmo tempo, o que me deixou bastante perplexo na última temporada.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 00:26

Sim, mas minha visão já foi basicamente formada quando vi pela primeira vez, acompanhando semanalmente a série. Dificilmente ela mudará, ainda que eu incongruentemente goste da 5ª temporada mesmo achando que ela não precisava existir.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Felipe 8 de junho de 2020 - 00:42

Sim, sei que você está revendo, só não entendo muito o porquê de você achar que a última temporada não precisava existir e, por isso, espero compreender melhor na critíca que virá.

Matheus Felipe 8 de junho de 2020 - 00:42

Sim, sei que você está revendo, só não entendo muito o porquê de você achar que a última temporada não precisava existir e, por isso, espero compreender melhor na critíca que virá.

planocritico 8 de junho de 2020 - 01:09

Ah, entendi. Beleza. Em breve você saberá detalhes!

Abs,
Ritter.

Cesar 7 de junho de 2020 - 23:14

Estou revendo a série pela terceira vez (nunca fiz isso com nenhuma outra). Depois de ver Better Call Saul, bateu a vontade de mais uma vez ver essa delicia de série.

Ritter, tambem nao consigo entender as pessoas que odeiam a Skyller. Sério, a personagem é tão real em suas ações (como todos são nessa série), que eu fico me perguntando o que diabos esse povo queria!? Em Ozark, não sei se vc ja assistiu, Ritter, a familia toda logo é envolvida na vida criminosa do patriarca, e essa dinâmica em Ozark tambem é espetacular, eu amo isso na série.

Eu acho BB a série mais extraordinária ja realizada, e acho WW o protagonista mais crível e bem desenvolvido, e não consigo enxergar um rival pra ele nem de longe, seja em séries ou filmes. E mesmo tecendo todos esses elogios, ela ainda fica atras de Med Man, Spartacus, e The Leftovers no meu top.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 00:07

Sim, já vi as duas primeiras temporadas de Ozark e a família toda logo de cara “dentro do esquema” é algo muito bem trabalhado. E Skyler é sensacional. Nunca entendi as pessoas reclamando das atitudes dela…

WW é um grande personagem mesmo. Não acho BB a melhor série já feita, mas o protagonista é realmente um dos melhores.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Felipe 8 de junho de 2020 - 01:15

As reclamações sobre a skyler é algo mais de zueira que me lembro, tipo assistia breaking bad nos meus 16-15 anos de idade (geração TWD e vinha breaking brad vindo com premissa de zé das drogas) e geral de escola reclamava de skyler ser tão birrenta e endeusava Walter White e suas frases de efeito( é tipo o Darth Vader)… Hoje, com mais maturidade, dúvido que em sã consciência tem alguém que não entende as atitudes da Skyler.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 02:59

Olha, pode até ser, mas eu duvido que seja só zoeira…

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Felipe 8 de junho de 2020 - 10:44

Sempre tem os extremos… Ai, a coisa fica séria.

planocritico 8 de junho de 2020 - 13:38

Hoje em dia, o que mais tem são os extremos…

Abs,
Ritter.

Victor Martins 8 de junho de 2020 - 14:18

Misoginia. Acontecia o mesmo com Don e Betty Draper. O protagonista de caráter duvidoso vira herói, enquanto a mulher vira vilã.

É uma gentinha que não consegue entender (ou consegue, o que é pior ainda) que a narrativa não endossa as ações do personagem.

Responder
planocritico 8 de junho de 2020 - 14:48

Tem que ser mais do que misoginia (misoginia mais incompreensão da trama), pois falam o mesmo de Jesse. Adoram o WW como “herói” e falam mal de Jesse porque ele é burro, drogado, só faz besteira e tal…

Abs,
Ritter.

Responder
Alisson Fuly da Silva 6 de junho de 2020 - 19:01

Não sei se você já começou a assistir a Quinta Temporada, mas repare na postura e expressão facial do Walter, Bryan Cranston chega a assustar até o Telespectador kkkk no início da série eu não gostava do Jessé, mas no final, a única coisa que você quer mesmo é abraçar ele coitado kkk

Responder
planocritico 6 de junho de 2020 - 19:21

Eu já assisti. Estou é revendo, mas não comecei a rever a 5ª não.

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Guarnieri 6 de junho de 2020 - 14:39

Pra mim é a melhor temporada dessa série que eu considero a melhor de todos os tempos.

Responder
planocritico 6 de junho de 2020 - 16:29

É a melhor temporada sim.

Abs,
Ritter.

Responder
Maurilei Teodoro 7 de junho de 2020 - 10:04

Concordo totalmente.

Responder

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