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Crítica | Breaking Bad – 5ª Temporada

por Ritter Fan
3545 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leia, aqui, as críticas de todo nosso material do Universo Breaking Bad.

É muito interessante notar, analisando brevemente os números originais de audiência de Breaking Bad, como uma série que, hoje, é tida como uma das melhores já feitas, demorou até sua última temporada para realmente ganhar público de monta. Na verdade, não foi nem na derradeira temporada exatamente, mas sim, apenas, na segunda metade dela, já que Vince Gilligan e a AMC, pela única vez na série, não só aumentaram o número de episódios de 13 para 16, como também dividiram sua transmissão ao longo de dois anos, em 2012 e 2013, como duas meia-temporadas algo que já havia sido feito pelo SyFy com Battlestar Galactica e que a própria AMC voltaria a fazer com Mad Men.

Foi justamente quando a série voltou para sua estirada final de oito episódios em 11 de agosto de 2013 que ela quase que duplicou a média anterior de espectadores, um fator que deixa evidente que um grande número de fãs só realmente passou a assistir “ao vivo” à incrível criação de Gilligan em seus estertores, o que óbvia e naturalmente torna esta a temporada mais lembrada e mais querida por muitos. No entanto, ao olharmos a série com algum distanciamento e frieza, a mera existência da quinta temporada não é algo plenamente justificado pela progressão narrativa de tudo o que veio antes. Mas deixe-me esclarecer: mesmo não sendo exatamente essencial, a temporada ainda é excelente, um verdadeiro tour de force dramático do showrunner e de toda a equipe envolvida que encerra de maneira mais do que digna a trajetória vilanesca de Walter White.

A principal razão para essa minha conclusão é que Vince Gilligan encerra quase que completamente um longo e próximo do perfeito arco narrativo que lida com a queda de Walter White. Esse fim é marcado pela eliminação de Gus Fring ao final da temporada anterior em um explosivo e inesquecível momento. Teria sido perfeitamente possível terminar, em apenas mais alguns episódios, a saga do protagonista com a consequência que fosse: ou ele morrendo, como efetivamente acaba acontecendo ao final da última temporada ou ele sobrevivendo e tornando-o o novo Rei do Crime. Mas, no lugar de trazer um encerramento que decorre direta e imediatamente dos eventos anteriores, Gilligan escolheu quase que reiniciar a série com a intenção de primeiro colocar Walter White como super-vilão, com planos mirabolantes talvez demais como o do eletro-ímã para apagar o computador de Gus, o assalto ao trem e, claro, o final apoteótico com a metralhadora no porta-malas.

E, para fazer isso, algo que, novamente para não deixar dúvida, Gilligan faz com precisão, o showrunner precisou não só dar papel de destaque para Lydia Rodarte-Quayle (Laura Fraser), personagem quase figurante nas temporadas anteriores, como também introduzir Todd Alquist (Jesse Plemons) e sua família neo-nazista de assassinos do tipo “fazem de tudo e mais um pouco” que usam a empresa Vámonos Pest, de fumigação de casas, como fachada para seu empreendimento criminoso. Se a presença mais constante de Lydia poderia até ser vista como natural para fechar o arco da Madrigal – pessoalmente, o suicídio do executivo da empresa bastou-me como “fim” – a de Todd e o restante de sua gangue pareceu-me uma forma exógena demais para encerrar a série, como vilões que topam tudo por dinheiro e têm contatos em todos os lugares para tornar possível as cada vez mais complexas e assassinas doideiras de Walter White, agora literalmente sentindo prazer naquilo que faz para muito além de seu mantra que nunca deveria ter enganado ninguém “tudo o que eu faço, faço pela família”.

Dito isso, mesmo considerando a temporada final como tendo ido muito além do que a história realmente precisava, a execução e finalização da visão de Vince Gilligan é televisão do mais alto nível. É sensacional ver Bryan Cranston fazer seu personagem chegar no topo de sua fase Poderoso Chefão, ao mesmo tempo que, com a volta do câncer, seu corpo definha, em um trabalho de transformação corporal realmente de se tirar o chapéu. Walter White finalmente transforma-se em Heisenberg de vez, recusando-se a aceitar que seu suado dinheiro não mais existe, reconstruindo um império de drogas em tempo recorde com a ajuda hesitante de Jesse e Mike, além dos insumos de Lydia.

Há, como muito raramente há em encerramentos de série de televisão, respostas para todas as perguntas. Vemos o fim de Mike pelas mãos de Walt, de Hank e Gomez pela família nazista (no tão comemorado episódio Ozymandias, que é muito bom, mas que não considero sequer o melhor da temporada), de Lydia e a família nazista por Walt, uma forma de Walt vingar-se de seus ex-sócios na Gray Matter e, ao mesmo tempo, de deixar dinheiro para a família e assim por diante. Até mesmo pequenos detalhes não são esquecidos, como a ricina escondida no espelho da tomada da casa de Walt que aparece no nono episódio e é usado no último. Tudo se encaixa, tudo ganha um fim redondo que não deixa dúvidas, não deixa sequer margem para o espectador imaginar “e se…” ou “será?”, o que não é necessariamente a melhor coisa do mundo, mas que, quando é feito da maneira cuidadosa como aqui, graças a um time de roteiristas e diretores – com especial destaque para Michelle MacLaren, que comanda quatro episódios, inclusive meu favorito da temporada, Gliding Over All, que é o ponto de virada sobre a revelação da identidade de WW para Hank – perfeitamente azeitado que entrega uma narrativa redonda, não há muito o que reclamar da escolha de colocar todos os pontos nos “Is”.

Aaron Paul também faz seu mais do que sofredor Jesse Pinkman brilhar a cada instante em cena, de certa forma deixando a ambição de Walt respingar nele, mas sem que o personagem jamais deixe de ser quem é ou traia seus princípios. O fundo do poço dele, ou seja, sua escravização pelos nazistas, é doloroso de ver, notadamente em razão do cruel e frio assassinato de Andrea Cantillo (Emily Rios), em um dos momentos mais marcantes da temporada. Por seu turno, mesmo que acabe eliminado ainda cedo, em Say My Name (outro episódio exemplar, aliás), Jonathan Banks faz sua presença ser sentida desde o segundo em que encontra Walter White com toda a vontade do mundo de eliminá-lo em razão do assassinato de Gus. Ele é, talvez, a voz da razão no delírio de Heisenberg em dominar o mundo das drogas de supetão, em uma jogada só. É seu cuidado extremo e sua lealdade com seus capangas que mantém o DEA em xeque por um bom tempo, algo que só vem a cabo quando ele está prestes a sair definitivamente do negócio criminoso e seu advogado entrega o esquema de pagamentos.

O apoteótico fim de uma das mais memoráveis séries da memória recente, apesar de ser alimentado em grande parte por personagens, elementos e artifícios estranhos à narrativa original, faz jus à trajetória do professor transformando em vilão Walter White, um personagem que, por ser tão próximo de nós (nosso vizinho!) e tão humano, assusta tremendamente mais do que canibais, serial killers e assassinos com máscara de hóquei. Sem dúvida alguma, Vince Gilligan fez história com Breaking Bad.

Breaking Bad – 5ª Temporada (EUA, de 15 de julho a 02 de setembro de 2012 e de 11 de agosto a 29 de setembro de 2013)
Criação e showrunner: Vince Gilligan
Direção: Michael Slovis, Michelle MacLaren, Adam Bernstein, Rian Johnson, George Mastras, Colin Bucksey, Thomas Schnauz, Bryan Cranston, Sam Catlin, Peter Gould, Vince Gilligan
Roteiro: Vince Gilligan, Peter Gould, Sam Catlin, George Mastras, Gennifer Hutchison, Thomas Schnauz, Moira Walley-Beckett
Elenco: Bryan Cranston, Anna Gunn, Aaron Paul, Dean Norris, Betsy Brandt, RJ Mitte, Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Laura Fraser, Jesse Plemons, Steven Michael Quezada, Michael Bowen, Kevin Rankin, Lavell Crawford, Charles Baker, Bill Burr, Louis Ferreira, Chris Freihofer, Matt L. Jones, Emily Rios, Mike Batayeh, Adam Godley, Jessica Hecht, Jim Beaver, Christopher Cousins, Larry Hankin, Carmen Serano, Michael Shamus Wiles, Robert Forster
Duração: 766 min. (16 episódios)

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38 comentários

igor rafael 27 de dezembro de 2020 - 17:38

Ahh.
Esqueci de falar que pra mim, Jesse é o melhor personagem, não sei se é porque me identifico muito com ele ou se é pelo fato de que ele sempre agiu com o coração e pra mim isso é uma virtude. Enfim.

Responder
planocritico 27 de dezembro de 2020 - 17:38

Jesse é um grande personagem mesmo. Não sei se eu acho ele o melhor, mas sem dúvida é inesquecível.

Abs,
Ritter.

Responder
igor rafael 27 de dezembro de 2020 - 17:38

Depois de dá uma bela lida nas 2 últimas análises, encerro meus comentários apenas dizendo que realmente Vince fez história com Breakin Bad, apesar de concordar que a série poderia ter terminado na 4 temporada com o acréscimo de alguns episódios, mas enfim, isso não tira o brilho da série.
Ah, apenas uma ressalva. Acho que vince poderia ter esclarecido como WW envenenou tanto o Brock como a Lydia, ele esclarece todo durante a série, no entanto, não faz com esses 2 acontecimentos. #chateado.

Responder
planocritico 27 de dezembro de 2020 - 17:38

Sem dúvida Gilligan fez história com Breaking Bad. Uma grande série.

Sobre o envenenamento de Lydia, foi no chá dela quando os dois se encontraram pela última vez. Não foi necessário mostrar.

Abs,
Ritter.

Responder
Ítalo Gabriel 29 de julho de 2020 - 02:03

O que me tirou do sério nessa temporada foi mesmo a quantidade exagerada de eps. Mas é impossível não gostar da conclusão que a gente tem ao final, senti meio que uma sensação de vazio (positivamente falando) como se eu quisesse saber como cada um daqueles personagens ficaram depois do último episódio.

Acho que ozymandias só perde pra Face Off o finale da 4ª e melhor temporada.
No mais, acho que vou gostar mais de Better Call Saul do que Breaking Bad

Responder
planocritico 1 de agosto de 2020 - 02:49

Não acho Ozymandias isso tudo que dizem não. Muito bom, mas perde para muitos outros episódios.

Mas também acho BCS melhor que BB, ainda que só pretenda afirmar isso de verdade depois que a última temporada do prelúdio tenha ido ao ar.

Abs,
Ritter.

Responder
Arnold 7 de julho de 2020 - 02:16

Desculpe, mas eu prefiro a quinta temporada, minha favorita, a quarta, porque mesmo que a quarta seja ótima, ela não trouxe tantas consequências para a vida de Walter ou status quo. A quinta, por outro lado, criou um status quo incrível, com a primeira parte sendo sobre a ascensão e depois a segunda parte sendo sobre a queda de Walter White. Ela ousou destruir a vida desses personagem e quebrar as vidas deles das piores maneiras possíveis. Tenho certeza de que todos os 16 episódios foram necessários para a trama.

Responder
planocritico 7 de julho de 2020 - 18:53

Não precisa pedir desculpas! Opinião é opinião.

Eu, por exemplo, achei que essa temporada basicamente recomeça a série e tem elementos que não decorrem do que veio antes, notadamente a família de neo-nazistas que são mais versáteis que o McGyver. Simples assim.

Abs,
Ritter.

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Claudio 6 de julho de 2020 - 10:58

BB é uma série espetacular. Com um apuro técnico incrível e uma capacidade de contar uma história e ligar os pontos que mostra o incrível talento fe Vince Gillian
O que me chama atenção foi a capacidade dele de manter a narrativa mesmo com a mudança gradual da série que começou como uma série de humor negro e foi transformada em um estudo de personagens fascinante, injetando drama e não poupando esse ou aquele com base no carinho e na repercussão do público.
Não gosto de fazer ranking pois é mutável demais e depende do momento que você assiste, mas BB é daquelas series que fica na memória.

Responder
planocritico 6 de julho de 2020 - 11:45

Eu nunca interpretei BB como sendo uma série de humor negro, mas entendo seu ponto. O desenvolvimento é realmente espetacular.

Abs,
Ritter.

Responder
Gustavo Pinheiro 5 de julho de 2020 - 13:44

Ritter, você é genial! Consegue fazer críticas sensacionais para séries igualmente sensacionais; essas que você fez de Breaking Bad foram incríveis e me fizeram notar detalhes e pontos que passaram-me despercebidos nas DUAS vezes que assisti a série. Esse é o poder da crítica de Cinema que só é usado em excelência por um ótimo crítico!

Em relação à Breaking Bad, continuo achando-a uma das melhores séries e obras audiovisuais já feita, todavia, concordo com você que a 5ª temporada é um pouco longa demais e que sua “série-filha” (Better Call Saul) consegue até ser melhor em vários aspectos.

Por falar em BCS, acontece um fenômeno interessante toda vez que a assisto: reconheço sua grandeza, suas qualidades (concordando quase 100% com suas críticas) e já cheguei até mesmo a considerá-la melhor que Breaking Bad ali na sua 4ª temporada, mas, não sei explicar o porquê, ela não me empolga tanto. Seu ritmo compassado e, pelo menos ali nas suas 2 temporadas e metade na 3ª, no “devagar, quase parando” me fizeram, mesmo sabendo que ela é uma jóia rara, quase desistir de de vê-la; ainda bem que não desisti.

Na sua opinião, a série se beneficia com esse ritmo que é quase o extremo oposto do de BB (menos ali na 1ª temporada) ? Ele é necessário ? Lhe cansa também ? Qual das duas séries consegue lhe “segurar” mais ?

Responder
planocritico 5 de julho de 2020 - 16:27

Obrigado, @disqus_3XRlihrtVm:disqus !

Sobre BB x BCS, não tem uma resposta certa. Você reconhece o valor das duas e gosta mais de BB e eu reconheço o valor das duas e gosto mais (por enquanto) de BCS. Natural. Faz parte do jogo. Afinal, como você mesmo aponta, a pegada de BCS é realmente mais lenta que BB.

Respondendo suas perguntas, o ritmo lento de BCS permite, eu acho, uma exploração melhor de toda a constelação de personagens. BB, por seu frenesi, fica mesmo focado em WW e Jesse. Mas o ritmo de BCS não me cansa, ao contrário até. Fico mais empolgado com BCS do que com BB, e olha que eu vi BB “ao vivo” desde que ela começou, diferente da grande maioria das pessoas.

Abs,
Ritter.

Responder
skypeln 4 de julho de 2020 - 13:45

2020 tá muito esquisito. Só uma quarentena pra fazer o site trazer uma crítica sobre essa grande série,kkkkk…

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 13:45

Alguma coisa boa tinha que ter esse ano! HAHAHHHAHAAHHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Augusto 4 de julho de 2020 - 13:39

O q tira 1 estrela dessa temporada? Pra mim mínimo 4,5.

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 13:39

Toda a parte inicial da minha crítica é dedicada ao que considero a desnecessidade da temporada em si e às inclusões de elementos exógenos para trazer o encerramento. A retirada de uma estrela vem desses pontos principalmente.

Abs,
Ritter.

Responder
GUSTAVO silva 4 de julho de 2020 - 13:39

Por conta de algumas decisões nessa temporada (que para mim é a minha favorita, mas eu vejo alguns “defeitos”) eu não considero Breaking Bad a melhor série de todas. Ela está no meu top 10 séries favoritas com certeza, mas como você pontuou, a deixa “menos melhor”.
Foi uma das séries que me fez olhar diferentemente outras narrativas de series. Foi com BB que pude começar a apreciar as séries como elas são… Como uma arte.
E fico mtooo feliz que BB exista para que eu possa assistir BCS! Que eu acho melhor, particularmente, que a série original.
BCS pega tudo que BB fez de bom e aumenta três vezes. E os erros cometidos são evitados na série derivada.
BB é uma das melhores séries que eu vi e o WW/Heisenberg é um dos melhores personegens da TV.

Obrigado pelas críticas, Ritter. As pessoas vão parar de te cobrar para fazer as análises de BB… agora vão cobrar por outras séries kkkkk

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 13:39

Sim, BCS é mais “refinada” por assim dizer. Mas BB tem esse exato mérito que você colocou: ela mostrou para muita gente o que é uma série de televisão de verdade. Foi, mal comparando, o que Oz e Sopranos foram para mim na minha época.

Eu é que agradeço a leitura, meu caro!

Abs,
Ritter.

Responder
Cesar 4 de julho de 2020 - 22:08

E como tu montaria esse top 3 ai hein, Ritter? Entre BB, Sopranos e Oz?

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 22:12

Entre essas três, BB ficaria em terceiro facilmente. BB não entra nem no meu top 10 na verdade.

Abs,
Ritter.

Responder
GUSTAVO silva 5 de julho de 2020 - 11:14

Ainda preciso assistir Oz. Nessa quarentena eu estou tentando assistir séries mais antigas. Vou ver se pego para assistir Oz depois que eu terminar The Twilight Zone.

planocritico 5 de julho de 2020 - 16:17

TZ nova ou a clássica?

Abs,
Ritter.

GUSTAVO silva 5 de julho de 2020 - 16:22

A clássica. Baixei todos os 156 episodios e estou adorando.
Fiquei fascinado com a qualidade, que considerei, atemporal.

Soube que a nova não era tão boa quanto a antiga. Eu vi as críticas aqui do site e não tenho coragem de assistir depois que eu terminar a clássica.

planocritico 5 de julho de 2020 - 16:31

Ahhhhh, que maravilha!!! Essa série é um prazer inenarrável!!! Divirta-se e deguste-a com calma, pois depois não tem mais do mesmo nível!!!

TZ clássica está no meu top 10 de séries.

Abs,
Ritter.

GUSTAVO silva 5 de julho de 2020 - 16:36

Tô tentando assistir dois por dia para poder absorver o maximo possivel. Tem dias que eu não vejo, não pq não gostei, mas sim pq eu quero assistir com a maior calma possivel. E se tornou uma das minhas favoritas.

Podiam colocar uma crítica da série completa aqui no site (Não de cada episódio, pois a série é bem grande). Eu vi que só tem dos primeiros cinco episódios e foram essas críticas que fizeram eu começar a assistir.
Fica como sugestão!

planocritico 5 de julho de 2020 - 19:39

Séries em formato de antologia, com cada episódio contando uma história inteira são difíceis de ser analisadas como temporada, daí a escolha de meu colega Luiz Santiago em abordar por grupos de episódios. Ele deve voltar alguma a hora a cobri-los. Fique de olho!

Abs,
Ritter.

Claudio 6 de julho de 2020 - 11:12

Gosto fe Oz…lembro de quando assistir sentir como se levasse um soco no estômago. Os sopranos é sensacional e mudou o patamar das séries de TV, arrisco dizer que antes séries eram considerado um tipo menor no audiovisual.

planocritico 6 de julho de 2020 - 11:45

Sim, Sopranos foi o grande marco que mudou a forma como encaramos séries de TV.

Abs,
Ritter.

uiu 4 de julho de 2020 - 13:32

Acho que finalmente chegou a hora de rever essa preciosidade que eu já demorei demais a assistir da primeira vez (só em 2015, depois de já ter finalizado, mesmo recebendo recomendações desde 2012)

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 13:32

Talvez valha mesmo. Sugiro apenas rever com calma, saboreando os episódios!

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 4 de julho de 2020 - 00:35

Eu acho essa temporada espetacular mesmo, concordo com seus pontos, mas ainda prefiro essa temporada por uma questão de experiência. Assistir toda a série foi uma experiência ímpar, lógico, mas essa temporada foi especial pra mim. Na primeira vez, assisti os últimos 8 episódios em uma tacada só e não conseguia parar de ver. Me pegou de jeito mesmo.

Mas agora fiquei curioso, Ritter, qual seria seu top 5 (ou ranking geral, como queira) dessa última temporada? E por que Ozymandias não está em primeiro lugar????!!!!!

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 01:20

Ozymandias é um ótimo episódio que só é venerado no nível que é (ou seja, talvez exageradamente) pela história, pelo momento trágico que retrata e não pelos aspectos técnicos. O episódio da mosca do mesmo Rian Johnson na temporada anterior é superior a Ozymandias, por exemplo.

Top 5 da temporada? Acho que seria assim:

1. 5X08
2. 5X07
3. 5X05
4. 5X15
5. 5X13

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 4 de julho de 2020 - 02:04

O meu, considerando que faz um tempo que assisti, ficaria assim:

1- 5×13
2- 5×14
3- 5×16
4- 5×08
5- 5×15

Aquele tiroteio em To’hajiilee é a minha segunda cena favorita de toda série (direção, montagem e som perfeitos), perdendo só para a do surto do Walter no subsolo da casa dele na temporada anterior e fechando o top 3 com a morte de Gus Fring.

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 13:32

Sua lista coincide em muitos pontos com a minha, bacana!

E aquele plongée do WW no subsolo da casa dele na temporada anterior é uma das tomadas mais lindas da televisão moderna e não só de BB.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Oliveira 5 de agosto de 2020 - 21:09

Essa cena, desde começo com o Walter começando a rir e o telefone tocando até esse final, foi a que mais me impactou na série, fiquei todo arrepiado. Foi onde eu percebi que realmente estava vendo uma obra rara.
Gostei bastante do final da série, mas concordo com você que a última temporada foi muito maior do que deveria ser, com a inclusão de alguns fatores mais “massaveio” como os nazistas ou o assalto ao trem. Mas no geral foi uma obra excelente.
Acompanhar as suas críticas por aqui foi muito bom também. Virei fã do site e de você, pela forma clara que opina e descreve os aspectos de uma obra. Parabéns e sucesso!

planocritico 6 de agosto de 2020 - 14:23

Essa última temporada foi quase como se o Gilligan tivesse decidido “recomeçar para acabar”. Ainda foi sensacional, não tenha dúvida, mas acho que teria sido melhor fazer o que sugeri: aumentar a temporada anterior para lidar com as pontas soltas.

E obrigado pelo prestígio, @disqus_V45tt57qO3:disqus !

Abs,
Ritter.

Cesar 4 de julho de 2020 - 22:12

Ritter, então pra vc, pesa mais os aspectos tecnicos do que a história, na hora de favoritar um episodio? Pois eu to revendo a serie, e o proximo episodio é o da mosca, (na verdade é o 3×10) e eu tenho uma vontade danada de pular de tão chato que é. Por outro lado, so de ler Ozymandias, fico todo arrepiado.

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 22:17

Combinação das duas coisas. É a velha história: o que é chato para você pode ser sensacional para mim e vice-versa. O episódio da mosca é fascinante. Ozymandias é muito bom.

Abs,
Ritter.

Responder

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