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Crítica | Castlevania – 1ª Temporada

por Ritter Fan
238 views (a partir de agosto de 2020)

Existem duas formas – normalmente divisivas – de encarar a adaptação em animação de Castlevania, a famosa franquia de games da Konami que debutou em 1986 ainda no Family Computer Disk System, antecessor do NES: como um fã ou como um crítico e não digo isso de forma negativa, pois não há uma forma propriamente “errada” de se encarar uma obra audiovisual. Ainda que existam os críticos que são fãs e que conseguem realmente separar as coisas, é mais comum encontrarmos defesas apaixonadas da série televisiva do Netflix pelos fãs e uma crítica mais contundente por aqueles que são “só” críticos. Faz parte. Apesar de ter jogado o Castlevania original no NES quando de seu lançamento e algumas de suas versões seguintes, nunca fui fã da franquia, o que não me impede de perfeitamente compreender sua importância e respeitar todo o fandom que a franquia teve e tem.

Portanto, enquadro-me na categoria de não-fã e, assim, sou um “só” crítico e, como tal, não consigo ver, na 1ª temporada, a qualidade técnica que muitos realçam em prol de ver seus personagens favoritos ganharem uma versão aparentemente fidedigna nas telinhas. Na verdade, para começar, chamar a 1ª temporada de “temporada” é um desserviço ao significado que a palavra passou a ter para séries de televisão. São apenas quatro episódios de pouco mais de 20 minutos cada que poderiam sim formar uma temporada se o roteiro de Warren Ellis encerrasse arcos, mas ele nem de longe faz isso, o que não é exatamente culpa do escritor, já que a adaptação audiovisual demorou mais de uma década para sair do papel, com diversos produtores por trás, o que acabou gerando problemas ao longo do caminho. De toda forma, sem encerramento de arcos – poderiam ter seguido a bem-sucedida cartilha de Voltron, o Defensor Lendário, por exemplo – o que há é um prelúdio, um tira-gosto para uma efetiva 1ª temporada ou, para empregar o linguajar dos jogos, uma cutscene introdutória e particularmente longa.

Ultrapassado esse ponto que pode parecer besteira, mas que, ao contrário, é da essência de uma narrativa televisiva e não pode ser varrida para debaixo do tapete sem que ele seja ressaltado, há que se falar dos roteiros em si. Nesse quesito, infelizmente, o que impera é o didatismo imbecilizante, que trata o espectador como dromedários. Uma obra audiovisual precisa dialogar de maneira fluida com o espectador, equilibrando o texto com as imagens e fazendo o máximo para deixar as imagens falarem por si próprias. Uma obra audiovisual é mais visual do que auditiva. Claro que, por vezes, fugir dos textos descritivos e expositivos é quase impossível – ainda que os melhores roteiristas e diretores consigam, claro -, mas usar explicações de tudo a todo o tempo é um cacoete narrativo que corrói a estrutura de qualquer obra. A 1ª temporada de Castlevania é um exemplo gritante disso, especialmente por ter apenas quatro episódios.

Baseado principalmente em Castlevania III: Dracula’s Curse, a história é simples até não poder mais. Drácula (Graham McTavish) tem uma esposa humana que é assassinada pela Inquisição de Wallachia (hoje na Romênia) por bruxaria, já que ela é uma médica que usa mágica ciência para curar as pessoas das mais variadas doenças. Sua morte na fogueira coloca o vampiro, retratado interessantemente como um homem de ciência, o que relativiza o lado sobrenatural de sua condição, em pé de guerra contra a humanidade, marcando o pontapé inicial para que o caçador de vampiros Trevor Belmont (Richard Armitage), último membro do clã Belmont, saia de seu ostracismo e organize-se para lidar com a ameaça. Ou seja, o básico dos básicos em termos do mal contra o bem em todas as suas facetas. Em outras palavras, qualquer criança entenderia a narrativa e as funções de cada personagem sem que elas fosse explicadas em seus mínimos detalhes por diálogos excruciantes e intermináveis que, não só substituem o aspecto visual da temporada, como acabam substituindo a própria ação, que é mais rara do que achar diamante na praia.

Querem um exemplo? O lado tecnológico de Drácula é um deles. Isso fica evidente no primeiro momento em que o personagem aparece, com Lisa (Emily Swallow), sua futura esposa, chegando em seu castelo no prólogo passado 20 anos antes do momento principal da narrativa. As imagens contam fixam essa ideia em nossa mente e o desejo de Lisa de “aprender ciência” termina de ratificar o conceito. Isso é tudo que precisávamos sobre o assunto. No entanto, mais para frente, quando Belmont visita um estanho calabouço com energia elétrica (em pleno século XVI!) para salvar Sypha Belnades (Alejandra Reynoso), ele precisa explicar novamente a mesma situação, só faltando quebrar a quarta parede e soltar um “prezado espectador, como vimos no prólogo, esse Drácula aqui da série não só é um ser sobrenatural, mas, também, um homem de ciência, ok?”. E esse nem é o único momento em que essa informação é repetida. O mesmo acontece com a malignidade reiterada da Igreja, representada pelo Bispo sem nome (Matt Frewer) diretamente responsável pela morte de Lisa, como se fosse possível ter alguma dúvida disso só olhando para o rosto dele ou ouvindo sua voz. É bem verdade que o estilo artístico escolhido foi o de um anime, algo que traz embutido a linguagem mais lenta e didática das animações japonesas. Mesmo assim, porém, Castlevania perde na comparação com outras obras que trabalham de maneira muito mais econômica a necessidade de se explicar tudo em detalhes.

Aliás, falando em estilo artístico, nesse ponto a temporada merece aplausos. A arte, baseada no trabalho de Ayami Kojima para Castlevania: Symphony of the Night, é, sem tirar nem por, deslumbrante. Não só há um respeito grande para a aparência canônica dos personagens, como também para o belíssimo castelo de Drácula (impossível não lembrar do castelo da Besta, em Krull, que também desaparece e aparece ao bel prazer de seu mestre), além dos figurinos. Há cuidado extremo em popular os cenários com camadas e mais camadas sem que as poucas sequências de ação percam fluidez e elegância, com especial destaque para o duelo entre Belmont e Alucard (James Callis), personagem efetivamente introduzido mais para o final desse prólogo alongado. As notas sombrias prevalecem ao longo da narrativa, emprestando o ar opressivo e niilista da cruzada empreendida pelo Príncipe das Trevas, o que acaba, ironicamente, carregando momentos expositivos patéticos de uma solenidade deslocada.

Desgosto um pouco dos arroubos de violência que acontecem ao longo do episódio. Não que eu ache que não devesse haver violência explícita em uma série sobre o Drácula e sua horda de monstros cometendo o genocídio da raça humana, mas não há uma uniformidade de tratamento. Ora os duelos são sofisticados e focados na coreografia, ora parecem um slasher trash dos anos 80. E o mesmo vale para os palavrões pontilhados no roteiro aqui e ali que chamam extrema atenção para si mesmos, na linha do “ih, falou palavrão!” que crianças dizem suprimindo um sorriso quando algum adulto deixa um escapar. Por outro lado, os trabalhos de voz (no original em inglês) são muito bons, imponentes e fazendo o máximo para trabalhar sotaques e a pronúncia mais próxima do correto dos nomes próprios.

A primeira tempo… digo, o prelúdio de Castlevania tem todas as marcas de uma obra que poderia agradar a gregos e troianos, a fãs e não-fãs. Do jeito que ficou, ele apenas parece uma animação deslumbrante, mas de conteúdo pobre, talvez fruto de suas diversas alterações de caminho ao longo da última década. Bram Stoker, o verdadeiro primeiro vampiro, aprovaria a ideia, mas, provavelmente, acharia o roteiro tão mortal quanto o sol para sua raça.

Castlevania – 1ª Temporada (EUA, 07 de julho de 2017)
Direção: Sam Deats
Roteiro: Warren Ellis
Elenco (vozes originais): Richard Armitage, Graham McTavish, Alejandra Reynoso, James Callis, Tony Amendola, Matt Frewer, Emily Swallow
Duração: 4 episódios de aprox. 23 min.

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45 comentários

Samuel Costa 27 de outubro de 2018 - 20:29

O que houve com a crítica antiga?

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planocritico 27 de outubro de 2018 - 20:46

Foi substituída, pois o crítico anterior saiu do site e a republicou em outro lugar, mesmo tendo concordado em manter a exclusividade para o Plano Crítico do material já publicado.

– Ritter.

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Samuel Costa 28 de outubro de 2018 - 15:38

Que triste! A sua crítica me fez reparar nos vários defeitos da série. Muito boa como sempre!

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planocritico 28 de outubro de 2018 - 15:41

Obrigado! Mesmo fazendo-o reparar em defeitos, isso de forma alguma quer dizer que você deve apreciar menos a série! Ao contrário até!

Abs,
Ritter.

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Samuel Costa 28 de outubro de 2018 - 16:30

Gostar de uma obra com muitos defeitos não é problema para mim já que gosto dos prequels de Star Wars (Eu sei, eu preciso ser internado urgentemente)

planocritico 28 de outubro de 2018 - 16:55

HAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHA

Pronto, resumiu bem o negócio!!!

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 11 de agosto de 2017 - 20:08

Os episódios também podem servir pra trazer novos fãs pra franquia, como este que vos fala.

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Jean Cavalcanti 24 de julho de 2017 - 09:23

Não acompanhei a história dos jogos, mas adorei o seriado. Esperando pela 2ª temporada

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RenanSP 18 de julho de 2017 - 10:29

Joguei quando era criança, não prestava atenção na história, o máximo q conheço é do Lords of Shadow. Não sei se é cânone mas ja que só foi 4 episódios podia ter começado a série com a história do Gabriel Belmont.

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Guilherme Coral 19 de julho de 2017 - 15:03

Então, Lords of Shadow é um reboot da franquia e francamente, acho muito inferior aos metroidvanias (que começaram com symphony of the night). Ele não faz parte da cronologia original da franquia.

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Lord Galahad 11 de julho de 2017 - 10:16

Muito legal como pensaram em como o Belmont maneja o chicote, num estilo próximo ao do uso da kusarigama. Ah, e as lutas foram poucas, mas muito bem encaixadas na história e belissimamente coreografadas. Aquela contra o gigante e a final, contra um clássico personagem, foram demais! Vibrei muito!

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Wellington Conegundes da Silva 10 de julho de 2017 - 19:18

Uma boa dentro do universo desastroso de conversões de games para alguma peça de entretenimento. Me incomodou ver essa primeira temporada como um trailler de luxo, sendo que a história propriamente dita virá no ano que vem e não há um elemento que possa vir a ser icônico, tudo apenas “ok”, com alguns diálogos questionáveis, sobre maneira os do protagonista, que tem suas motivações colocadas goela a baixo…, mas nada que comprometa.
Gostei das situações de ação que é o que minimamente se espera de obras que prometem botar fogo nas crias do tinhoso. Boa luta final.

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Lord Galahad 14 de julho de 2017 - 18:53

Quanto às motivações, acho que deu pra entender mais ou menos que o Belmont foi à cidade por curiosidade (ele não tinha nada melhor pra fazer mesmo) e permaneceu pra defender o grupo dos magos (esqueci o nome deles agora) por estarem sendo injustiçados, como fizeram com a família dele. Nada muito rebuscado, mas achei que ficou justificado.

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Gabriel Groscke 10 de julho de 2017 - 15:21

E aí, Guilherme, beleza?

Cara, acompanho suas análises aqui no site e sempre curto muito, principalmente por poder ver um outro ponto de vista, algo que agrega à experiência de ver um filme ou série. Maaaaaas, queria fazer uma pergunta sobre essa sua crítica do Castlevania, sem parecer hater:

O que exatamente você quis dizer com “…um dinâmico trabalho de animação”? 🙂

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Guilherme Coral 10 de julho de 2017 - 22:57

Opa, obrigado por acompanhar as críticas, Gabriel!

Sobre a animação de Castlevania, é preciso levar algumas coisas em consideração. Primeiro que se trata de uma série e pela quantidade de episódios dessa primeira temporada, tudo funcionou como uma espécie de piloto, o que sugere que não havia uma verba tão fenomenal assim.

Além disso, maior parte das animações (quase a totalidade das produzidas para a televisão) não trabalham com o full-animation e sim a parcial, que consiste em animação de determinadas partes do corpo do personagem, com outros pontos fixos quadros após quadros. Desenhos para o cinema da Disney, por exemplo, são feitos em full animation, com tudo sendo trabalhado em todos os quadros, o que garante uma maior fluidez.

Dito isso, temos o exemplo específico do anime, que tem como uma das características mais marcantes planos estáticos com movimentos de câmera dando a ilusão de movimento (Dragon Ball é mestre nisso).

Castlevania não chega a ser um anime propriamente dito, ele utiliza o estilo de animação, similarmente o que é feito nas animações da DC Comics. Dito isso, ao meu ver, claro, gostei do que foi mostrado aqui – as cenas de ação trouxeram peso à narrativa e os diálogos conseguiram me cativar. Mas é aquilo, toda animação há de melhorar em sua técnica com o passar do tempo, então é possível que vejamos um avanço na proxima temporada.

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Victor Barros 8 de julho de 2017 - 01:09

Uma crítica de respeito. Parabéns pela matéria.
O único problema é a quantidade de episódios, mas acredito que seja mais por precaução para trazer algo de qualidade para os fãs, já que quase nunca vemos algo de qualidade no que tange a adaptação de jogos. Estou esperando muito pelos próximos!

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Guilherme Coral 8 de julho de 2017 - 14:07

Valeu, Victor! Acho que quiseram ter uma maior cautela mesmo e no fim acabou ficando como um arco de quadrinhos.

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Aécio Neto 7 de julho de 2017 - 22:20

Que surpresa sensacional essa série! É uma carta de amor para os fãs!

As duas melhores surpresas de 2017: conhecer o site/crítica de vocês e essa série animal!

Ps- quais os outros animes que valem a pena na netflix?

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Steampunk Vagaroso 7 de julho de 2017 - 20:39

Assisti aos dois primeiros episódios e, até agora, não estou curtindo absolutamente nada.

Até a animação deixou a desejar. Espero que as coisas melhorem a partir do segundo.

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Guilherme Coral 8 de julho de 2017 - 14:07

Po, que pena. Mas acontece!

Responder
Gabriel Groscke 10 de julho de 2017 - 16:18

Pensei o mesmo. Aliás, Guilherme, o que você achou da qualidade da animação?

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Vinícius Pereira 7 de julho de 2017 - 20:10

Como fã de Castlevania eu adorei. Apesar de adaptarem o Castlevania III você percebe elementos de outros jogos da franquia: o hall do castelo lembra muito a sala do trono em Order Of Ecclesia, o Trevor é totalmente inspirado no Trevor do Curse of Darkness, Dracula muito parecido com o que conhecemos em Dracula X Chronicles e, claro, Alucard e Lisa do Symphony of the Night! Já estou pedindo mais.

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Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 20:35

Cara, o desenho tod é uma baita homenagem aos jogos! E o Trevor usando o machado, facas, água benta e até a cruz? Também senti que ele parece mais com o de Curse of Darkness. Achei legal manterem o Dracula de bigode tipo do Dracula X mesmo, bela jogada!

Ansioso para a próxima temporada!

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Peter 7 de julho de 2017 - 19:38

As criticas daqui são sempre muito boas, era terminar um episódio de Fargo e ir correndo para cá ver a crítica dos episódios pra ver se perdia algo que deixei passar, e concordo muito com essa crítica, Castlevania superou minhas expectativas, algo nesse molde para Devil May Cry ficaria show, boa critica.

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Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 20:36

Muito obrigado, Peter! Dá até uma motivação extra ler seu comentário 😀

DMC realmente poderia ganhar um tratamento assim.

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Batman 7 de julho de 2017 - 17:05

Aí sim

Responder
Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 17:25

Digo o mesmo hahaha

Responder
Thorfinn, O Pacifista 7 de julho de 2017 - 17:00

Não conhecia quase nada de Castlevania, mesmo assim decidi conferir a série, pois seguia aquele estilo da animação do Devil may cry que também tem na Netflix, que vi quando pequeno e achei irado.

Apesar de eu ter tido alguns problemas com essa S1, consegui me divertir bastante. O trevor estava bem engraçado alguns momentos e outros tão badass, em especial na luta final e liderando os cidadãos contra as criaturas do Drácula, ambas as cenas foram bem incríveis, o uso estratégico das habilidades da Sypha junto com os cidadães me lembrou aventuras de RPG. Toda ambientação criada no castelo do Drácula e nas cidades são lindas!

O “problema” maior que me fez sentir mais vezes foi a ausência da opção da dublagem em jp, sempre tive o costume de assistir animes com áudio em jp, salva raríssimas exceções como Yu yu hakusho.
Senti que isso pesou um pouco aqui, estranhei bastante as versões inglês e pt-br, mas no fim optei por pt-br.

Vi que a Netflix já renovou a série e aumentou para 8 episódios a s2. bem ansioso! 😀

Responder
Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 17:26

Cara, é que, apesar do estilo da animação, ela é americana mesmo. Veja com o audio em inglês, ficou boa a dublagem. Bem ansioso também!

Responder
Thorfinn, O Pacifista 7 de julho de 2017 - 17:33

Eu sei, mas tem Netflix no japão também, não custava ter colocado uma opção em jp. Eu tentei ver no áudio inglês, não me cativou muito…

Parece que o pessoal esta gostando da série, espero que esse feedback deixe a Netflix mais confiante na série de The witcher, a qual junto com Mindhunter estou ansiosíssimo!

Responder
Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 19:13

Entendo, mas qual o propósito de ver uma animação americana com audio em japonês?

Espero o mesmo! Se pensarmos bem, é a melhor adaptação de games já feita hahaha (o que não é dizer muito).

Responder
Thorfinn, O Pacifista 7 de julho de 2017 - 21:57

Para mim é mais evocativo, a entonação e energia nas palavras me trazem mais drama e energia. A dublagem americana muitas vezes me parece robótica, eu não vejo muitas nuances de caracteristicas como o Hiroshi kamiya que em uma animação é imponente com o personagem do Akashi, outra volátil impressível com Izaya, já em outro é completamente engraçado com o Yato, cada um com trejeitos nuances na voz, ou o Daisuke ono indo de Handa para Sebastian, quando descobri que eram vozes da mesma pessoa senti um espanto semelhante ao dia que descobri que a voz do Goku, Bob esponja e Jack chan eram da mesma pessoa.

Não é porque um conteúdo foi feito num pais que ele precise só ter aquele idioma como opção, todo o estilo da animação é bem semelhante ao Devil may cry que foi produzido no japão, ter essa cortesia com o idioma o qual o conteúdo se inspirou (animes no geral) seria interessante, e como disse tem Netflix lá, se aqui conseguiram dublar em tempo, não teria sido empecilho algum ter dublado jp também, que tem toda uma infraestrutura preparada para esta arte…

Sim! talvez seja uma ótima escolha adaptar games no formato de seriado e em animação, o showrunner de Castlevania irá produzir uma série em animação também do Assassin’s creed! 😀

Victor Barros 8 de julho de 2017 - 01:14

Eu achei muito boa a dublagem em português!

Responder
márcio xavier 7 de julho de 2017 - 15:42

tá difícil a Netflix.. já precisava ver one punch man e agora mais essa.. preciso de mais vida.

Responder
Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 17:26

Hahahah adeus vida

Responder
Cadê o Yoshi? 7 de julho de 2017 - 15:08

Se a temporada possui 4 episódios de 25 minutos, por quê não fazer um longa de 100 minutos?

Responder
Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 17:27

Quiseram fazer assim e combinou bem. Afinal, se fosse um filme de 100 min, pq não fazer uma série de 4 episódios com 25 min?

Responder
Cadê o Yoshi? 8 de julho de 2017 - 00:51

Eu gosto mais de filmes que de séries. Pelo menos se os episódios tivessem uma duração maior como Black Mirror, eu entenderia.

Em 7 de jul de 2017 16:27, “Disqus” escreveu:

Responder
Cadê o Yoshi? 9 de julho de 2017 - 15:51

E agora que acabei de ver, achei que eles iam adaptar toda a história do jogo. O anime é bom, mas esse fator me frustrou um pouco.

Responder
Cadê o Yoshi? 8 de julho de 2017 - 00:51

Ou pelo menos 12 episódios como toda temporada de anime.

Em 7 de jul de 2017 23:51, “Cadê o yoshi?” escreveu:

Responder
Inominável Ser 7 de julho de 2017 - 14:58

Warren Ellis sempre arrasa nos roteiros, é autor genialmente consagrado. E divinamente inspirado.

Responder
Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 17:27

O Ellis é foda mesmo!

Responder
Junito Hartley 7 de julho de 2017 - 14:16

Nem lembrava da serie fui procurar na net o que assisti e vi que ja ta dsponivel, e agora vc dando essa note meu hype aumentou mais ainda. Pena que so sao 4 episodios.

Responder
Guilherme Coral 7 de julho de 2017 - 17:27

Veja depois nos conte o que achou!

Responder
Junito Hartley 8 de julho de 2017 - 23:41

Conheci Castlevania no jogo Lords of Shadow, e depois joguei o Mirror Of Fate, entao quando fui assisti essa serie fiquei meio confuso, mais gostei da serie, unica coisa que nao gostei foi somente ter 4 episodios de 25min, passa muito rapido e ainda so vai voltar em 2018, affs!

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