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Crítica | Castlevania – 2ª Temporada

por Ritter Fan
222 views (a partir de agosto de 2020)

A 2ª temporada de Castlevania é tudo que a não é. A começar pelo fato que, agora, podemos chamar os episódios, em seu conjunto, de temporada mesmo e não de um prólogo meia-boca jogado de qualquer jeito na plataforma Netflix para agradar os fãs da clássica e adorada franquia de games da Konami. Temos arcos desenvolvidos e personagens bem estabelecidos com os irritantes textos expositivos reduzidos a um patamar aceitável, mesmo que ainda problemático. E, finalmente, temos uma harmonia muito maior entre ação e contemplação, além de uma lógica menos histérica e forçada para a forma como a violência e o linguajar repleto de palavrões são utilizados.

Em outras palavras, a série animada escrita por Warren Ellis e que ficou no chamado development hell por mais de uma década ganhou um merecido upgrade. A narrativa é dividida em essencialmente dois grupos. O primeiro é o trio formado por Trevor Belmont, o último caçador de vampiros, Sypha Belnades, uma Oradora mágica e Alucard, o filho de Drácula com Lisa, uma humana. O segundo é, claro, Drácula e seus minions, aqui representados por personagens novos na série, os humanos Hector (Theo James) e Isaac (Adetokumboh M’Cormack), dois Mestres da Forja e braços direitos do Príncipe dos Vampiros e os vampiros Godbrand (Peter Stormare) e Carmilla (Jaime Murray), representantes de facções do exército de Drácula.

Tanto a interação do grupo heróico quanto as maquinações e traições no seio da armada vampiresca são clichês até não poderem mais, só que ser clichê, por si só, não é suficiente para retirar a qualidade de uma narrativa. E, felizmente, aqui, esses clichês são bem utilizados, com uma crescente e interessante conexão entre Belmont, Sypha e Alucard, que começa bem fria, mas ganha estofo e desenvolvimento a contento e dentro de uma lógica bem estruturada e com uma abordagem madura para os planos dentro de planos entre Carmilla, Godbrand e, principalmente, os dois humanos que odeiam a humanidade, mas de maneiras diferentes, valendo especial destaque para a alma torturada de Isaac.

Com isso, apesar de metade da temporada ser usada para construir com uma certa lentidão o embate final no deslumbrante castelo de Drácula, com momentos morosos no subterrâneo do lar ancestral dos Belmont (o “plano” de procurar alguma coisa que pudesse ajudar na resistência do trio é patético em formação e execução e completamente aleatório em conclusão, mas tudo bem…), o fato é que os fins acabam justificando os meios. Além disso, a trama dentro do castelo, antes da chegada do trio, é curiosamente auto-contida e com resolução própria, sem que os personagens novos resvalem na linha narrativa dos heróis, o que, no final das contas, serve para abrir o caminho para uma luta franca e muito bem bolada, entre Belmont, Sypha e Alucard contra Drácula, com direito à variedade de armas, magia e com um final bonito e trágico.

Aliás, Drácula é o grande destaque na temporada. Apesar de ele ser provavelmente o personagem que menos aparece, sua presença é sentida o tempo todo e, quando ele ganha o palco, é sempre de maneira mais do que eficiente, com o imponente trabalho de voz de Graham McTavish que, mesmo diante das várias ótimas performances da temporada – valendo destaque para Peter Stormare como Godbrand – consegue destacar-se. O ângulo do imortal sanguinário suicida é muito bem-vindo e bem explorado, acrescentando camadas para o grande vilão genocida ao ponto de ser possível até torcer por ele (eu sei que eu torci – me julguem!).

E o mesmo vale para o design de produção que mantém a qualidade do prólogo e traz novos personagens cativantes em sua aparência, ainda que seja um pouco cansativa e forçada a correlação de Alucard com a figura de Cristo. A fluidez das sequências de ação e a estrutura de game, com direito a upgrade de armas (ainda prefiro o chicote original de Belmont, porém) e final boss é outro ponto alto, que não deixa a temporada esmorecer demais assim que a ação começa de verdade.

O roteiro, com mencionei na abertura, ganha propósito. O que antes era um dilúvio de diálogos dolorosamente expositivos que tomavam grande parte de cada episódio sem deixar espaço para a imaginação ou para a dedução (não que fosse necessário, pois a história é óbvia, simples e objetiva), agora ganha em qualidade com os já abordados usos inteligentes de clichês e estereótipos do gênero. Se o durão e bêbado Belmont e a simpática e sempre positiva Sypha vão de A para B sem surpresas, a jornada é bem trabalhada, mesmo não sendo espetacular. O mesmo vale para Alucard, ainda que, no começo da temporada, a necessidade do texto de apontar que seu nome é o contrário de Drácula tenha me deixado receoso pelos episódios seguintes.

Do lado vilanesco, Godbrand é o bonachão divertido e Carmilla a malévola traiçoeira sem esconder essas condições desde o primeiro segundo em que eles aparecem. As exceções ficam mesmo com Hector e Isaac, que ganham contornos razoavelmente mais complexos e fora da curva e que podem ser adições interessantes para uma futura nova temporada.

Falando em futura continuação, a produção perdeu a oportunidade de acabar a temporada no momento certo. Afinal, tudo o que realmente importa chega a seu fim no penúltimo episódio, evitando maiores enrolações. Mas eis que o último e maior(!!!) capítulo vem para armar uma próxima temporada, criando um gigantesco dénouement que esfria completamente o clímax e freia bruscamente o bom trabalho que vinha sendo feito. Tudo o que vemos ali poderia ser inserido em três minutos ao final do sétimo episódio ou no começo da próxima temporada. Aguentar 28 minutos do que essencialmente são “cenas dos próximos capítulos” não só é uma péssima técnica narrativa, como ficou chato, por falta de adjetivo mais elegante.

Mesmo com seus problemas, a série animada finalmente faz jus ao nome Castlevania e apresenta uma temporada realmente boa. É torcer para que o afã de trazer mais conteúdo com velocidade ao espectador não faça com que a produção solte um interlúdio incompleto ano que vem.

Castlevania – 2ª Temporada (EUA, 26 de outubro de 2018)
Direção: Sam Deats, Spencer Wan, Adam Deats
Roteiro: Warren Ellis
Elenco (vozes originais): Richard Armitage, Graham McTavish, Alejandra Reynoso, James Callis, Tony Amendola, Matt Frewer, Emily Swallow, Theo James, Adetokumboh M’Cormack, Jaime Murray, Peter Stormare
Duração: 8 episódios de aprox. 25 min.

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55 comentários

Anônimo 10 de agosto de 2020 - 19:54
Responder
Sóstenes - Toty 17 de fevereiro de 2020 - 21:01

Um material muito bom, vejo uma bela adaptação de um jogo. Como não via desde Mortal Kombat, pausa pra risos e contemplação.
Bem emocionante a luta de Alucard cm seu Pai e o desfecho, torcer não torci pelo Drácula, mas o legal, é que compramos os desejos de todos ali e entendemos suas intenções, será que vem uma terceira ou live action.

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planocritico 18 de fevereiro de 2020 - 11:51

Nessa segunda temporada, eu concordo. A primeira, no entanto, achei muito fraca.

Mas estou curioso pela eventual terceira!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de novembro de 2018 - 08:50

A pancadaria na série foi muito boa mesmo, mas aquele último episódio foi um sonífero…

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 27 de novembro de 2018 - 11:17

Concordo com tudo q vc disse, meu caro. Aquele ulitmo episodio foi um epilogo gigantesco e mais parecia o primeiro episodio da proxima temporada rsrs
Mas, meu amigo, qdo o pau come… rapaz! Q Blz!
Fazia tempo q n via lutas tao emocionantes!

Responder
planocritico 20 de novembro de 2018 - 19:26

Anotado aqui!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 19 de novembro de 2018 - 00:19

Não conheço esse anime, mas acho que o grau de violência e sangue de Castlevania foi suficiente para cumprir sua função. Nudez não faz sentido na história contada, ao meu ver.

Abs,
Ritter.

Responder
Crys 20 de novembro de 2018 - 08:25

Assista. Tem até zumbis nazistas no meio.

Responder
Crys 18 de novembro de 2018 - 22:52

Queria que essa temporada fosse como o anime “Hellsing Ultimate”, sabe? Com violência +18, sangue, nudez… mas não podemos ter tudo que queremos né?! Achei bem razoável, não sei se a veria de novo…

Responder
planocritico 31 de outubro de 2018 - 19:46

O marasmo foi cansativo mesmo, mas gostei do tom levemente cômico em algumas cenas e não achei a narrativa rasa não em razão da pegada trágica sobre o Drácula em si. Rasa era a narrativa da 1ª temporada!

Abs,
Ritter.

Responder
Robson Luz 30 de outubro de 2018 - 17:36

Concordo com a nota, a série ficou entre boa e razoável, me incomodou a narrativa rasa e falta de seriedade em alguns momentos, nos momentos de marasmo podiam ter explorado melhor a lore rica de castlevania.

Responder
planocritico 29 de outubro de 2018 - 16:10

Isso. Se pelo menos o tempo tivesse sido mais proveitoso do que só achar o chicote novo (que acontece em 5 minutos) e o espelho, tudo bem. Mas eles passam sei lá quanto tempo por lá é parecem alunos matando aula na biblioteca…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 29 de outubro de 2018 - 16:09

Sim, esse foi o melhor aspecto da temporada: a forma como o Drácula é retratado como um homem, digo vampiro sofrendo pela perda.

Sabrina virá por outro redator!

Abs,
Ritter.

Responder
Gico 29 de outubro de 2018 - 15:51

Em relação a primeira temporada é um grande avanço, por conta de ter mais diálogos e desenvolver mais a história, o núcleo dos vampiros achei muito fraco (daria para desenvolver melhor), tirando o Drácula óbvio. A parte final é muito boa desde o confronto dos generais até o boss final e faz esquecer alguns problemas. Acho que essa animação deve ser um ”gancho” para uma futura série que deve retratar o Drácula nos dias atuais.

Responder
planocritico 29 de outubro de 2018 - 16:08

Eu gostei do núcleo vampiresco também. Funcionou harmonicamente, eu diria.

Abs,
Ritter.

Responder
Henrique Souza Camargos 29 de outubro de 2018 - 14:05

Eu adorei essa segunda temporada. A dor do Drácula era muito perceptível. Cada gesto, cada palavra, você via ali um homem, ou melhor, um vampiro que carregava uma dor insuportável. Eu fiquei muito impactado com esse Drácula. As possíveis falhas técnicas são muito pequenas perto dessa construção de personagem. Adorei mesmo. Estou entusiasmado até agora. Esperando a crítica sobre a bruxa Sabrina.

Responder
planocritico 29 de outubro de 2018 - 09:16

Em termos de oferecer explicações a primeira é campeã. São quatro episódios de interminavelmemte insuportáveis diálogos expositivos para explicar o óbvio ululante.

Abs,
Ritter.

Responder
Mitoleon 29 de outubro de 2018 - 06:22

É difícil entender a humanidade: se a temporada é curta é ruim, se é um pouco mais longa é ruim. Se passa distante do material original é ruim, se é fiel ao material original é ruim, se é meio termo é forçado… Pqp… Vão chupar um canavial meia hora com o relógio parado…

Responder
planocritico 29 de outubro de 2018 - 09:15

O tamanho de uma série não tem relação automática com sua qualidade e nem mesmo a fidelidade com o material fonte. Uma mesma série pode ser ruim ou boa com 10 ou 20 episódios. Tudo depende de como eles são usados. Para mim, os quatro episódios da primeira temporada de Castlevania são um suplício, enquanto os oito dessa segunda temporada são bem melhores. E eu me importo basicamente zero com fidelidade ao material fonte desde que o espírito da obra original esteja presente e ele está.

Abs,
Ritter.

Responder
Ruqui 29 de outubro de 2018 - 11:41

Concordo contigo. Difícil entender a humanidade, principalmente uma em que o sujeito nos comentários reduz o argumento da crítica a ” Se a temporada é curta é ruim, se é um pouco mais longa é ruim.”. .

Responder
Kelly Crigope 29 de outubro de 2018 - 02:09

Prefiro a 1 temporada. Mas sim… a 2 temporada explicou muitas coisas e eu gosto de amarrar as pontas. Muitos pensamentos ali me fizeram refletir sobre nós a raça humana. Humana….. nem tanto.

O meu destaque vai para a oradora. Ela é demais. Muito forte

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 23:08

Eu achei a primeira temporada entediante. Foram quatro episódios de 20 e poucos minutos que pareceram 20 episódios de 45 minutos cada. Uma tortura.

Na segunda eu já achei bem mais equilibrado e não acho que a tentativa de humor tenha atrapalhado não.

Abs,
Ritter.

Responder
Peter 28 de outubro de 2018 - 22:13

Eu gostei, mas eu esperava um pouco mais …

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 23:11

Ao contrário, depois daquela tenebrosa 1ª temporada, eu esperava menos. Foi uma grata surpresa no final das contas!

Abs,
Ritter.

Responder
Canalha0hora 28 de outubro de 2018 - 21:48

Adorei a crítica geral sobre a própria série mas acho importante ressaltar que o enredo tem quase que totalmente a mesma base do jogo que serve de total inspiração para a trama, no caso é: “Castlevania III: Dracula’s Curse”. Acho que retrata bem o fato, por exemplo, do Trevor ter sido o primeiro Belmont a derrotar o Dracula com a ajuda de Sypha e o Alucard. Na história original, também teria o Grant Danasty, um personagem adicional e importante que ajudou a derrotar o Dracula e reconstruir Valaquia, por algum motivo ele não aparece na série (provavelmente pra encurtar o número de episódios ou algo assim) mas o que está sendo analisado é a série própria e não sua fidelidade a história original, apesar de a própria ser bem fiel como eu disse. Enfim, apesar de todos os problemas que você citou na sua excelente crítica, eu gostei bastante tanto da primeira como da segunda temporada, principalmente da segunda, é claro. E creio que a próxima temporada será baseada no jogo “Castlevania: Curse of Darkness” que é, na cronologia, uma sequência direta de Castlevania III. Jogo esse em que o Hector é o protagonista e o Isaac antagonista, acredito que por isso eles tenham tido também uma abordagem mais complexa na série. Mas enfim, é melhor eu não dar spoiler caso alguém não conheça. Ótima crítica e ótima série (Alucard melhor personagem rsrs).

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 23:11

Obrigado, @canalha0hora:disqus !

Eu salientei a questão da adaptação de Castlevania III na crítica da 1ª temporada (ou melhor, daquele prólogo insuportável). Decidi não repetir aqui.

Mas é como você disse: o que importa é a série como produto audiovisual e não necessariamente a fidelidade ao material fonte.

Abs,
Ritter.

Responder
Poliana Gonçalves 28 de outubro de 2018 - 20:03

Eu achei a 2° Temporada entediante , teve seus momentos mas bem poucos. A animação em alguns momentos achei feia e travada, uma narrativa bastante chata e cheio de “piadas” sem graças . Por um momento achei forçada d+ as piadas e parecia q tentaram aplicar o mesmo tempero da Marvel e seus filmes, sempre tinha um momento de humor mas no Cas achei desnecessário pra caramba (além de não ter graça)….
Poderia ter um Dance Of Illusion no final so pra dar aquele hype hahaha.. Seria legal

Responder
Alexandre Tessilla 28 de outubro de 2018 - 19:11

Gostei dessa temporada, mas tanta expectativa por mais episódios me frustrou pois motivou a encheção de linguiça. Poderia ter resumido essa. Mas valeu á pena, e as batalhas finais foram incríveis, muito bem coreografadas. Essa série entrou no meu top 5 de melhores animes adultos, junto com Berserk, Death Note e outras. Ah, e a crítica foi bem coerente.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 20:02

Obrigado, @alexandretessilla:disqus .

Também gostei da temporada, mas ela realmente tem momentos bem lentos, especialmente o tempo que o trio fica lá no porão da mansão Belmont.

Abs,
Ritter.

Responder
Alexandre Tessilla 29 de outubro de 2018 - 09:14

Realmente, e no meu ponto de vista, as cenas do porão seriam melhor aproveitadas se eles desvendassem mais um pouco os segredos do rico acervo da biblioteca, e contassem algumas origens em flashbacks. Um lugar de conhecimento único e eles ficaram jogando conversa fora.

Responder
Nellio Vinicius 28 de outubro de 2018 - 16:56

Que decepção com o Drácula, esperava algo estilo um Madara ou um Ihmotep, mas o cara foi praticamente um vampiro mais alto que os demais, nada de extraordinário para o Rei dos Vampiros.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 17:12

Um imortal que quer se matar e levar todos com ele é extraordinário!

– Ritter

Responder
Nero 28 de outubro de 2018 - 15:28

Nos detalhes técnicos está escrito 1º Temporada

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 15:40

Eita! Falta de atenção minha no “copia e cola” da ficha técnica! Obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 14:05

@disqus_sA3DdbQivG:disqus , entendo seu ponto sobre o episódio-epílogo. Eu apenas acho que, narrativamente, ele é um erro.

Abs,
Ritter.

Responder
Lord Galahad 28 de outubro de 2018 - 13:41

Verdade, man. Curti demais aquele ending, com o Alucard ficando igual ao pai, sozinho e triste, sem aqueles que ama. 😉

Mesmo que não haja uma próxima temporada, ficou um ar de series finale para os personagens principais. Foi bem sacado isso. Acima da média. A nota do Ritter tá coerente. Acho que daria 3,5 também. No apanhado geral, fiquei feliz com o resultado e espero que seja renovada. Tem muito mais história pra contar e eu desejo continuar acompanhando essas aventuras.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 14:06

Acho que tem muito espaço para novas temporadas mesmo. Essa aqui mostrou verdadeiramente o potencial da série, já que aquele arremedo de temporada que chamaram de 1ª temporada só conseguiu me irritar… 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
Brenda Lopes Chaves 28 de outubro de 2018 - 12:35

Concordo que foi uma temporada lenta, mas ainda sim ficou muita coisa sem resposta.
Eles passaram quase 4 eps no porão dos Belmonts foi bem irritante.
Isaac é um personagem diabólico e ao mesmo tempo tao profundo, e o Héctor que me fez sentir compaixão por uma pessoa mal compreendida.
Gostei do gancho para a prox temporada.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 14:03

@brendalopeschaves:disqus , é de fato lenta, mas achei mais equilibrada do que a fraca primeira temporada, em que os diálogos expositivos substituíram tudo, inclusive a ação.

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 28 de outubro de 2018 - 07:59

Aquele último episódio é totalmente desnecessário. Também não entendo como o Trevor teve tanto trabalho para derrotar uns bichos na casa dele e derrotou com alguma facilidade os generais do Drácula.

Ha vários pequenos erros mas nada que torne a série ruim.

Preferia que contassem a história de outra geração dos Belmont numa futura temporada do que continuarem a história do Trevor.

Saudações.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 14:04

O último episódio, como disse, poderia ter sido trabalhado dentro do penúltimo episódio com mais dois ou três minutos adicionados. No final, ficou um epílogo gigante e fora de compasso.

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 28 de outubro de 2018 - 21:34

Dava para terem cortado coisas de vários episódios e deixar a batalha final com os encerramentos para o episódio 7. Mas acho que em 2 temporadas era melhor fazer algo como o Pokémon Generations. Castlevania tem muita coisa para ficar só nessa história do Trevor, a não ser que queiram esticar a animação em diversas temporadas…

Saudações.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 23:09

Sim, mas foi um avanço em relação a 1ª temporada que, só com 4 episódios, no segundo eu estava achando que tinha entrado em algum desvio temporal, pois estava demorando umas 3 horas para acabar… HAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 28 de outubro de 2018 - 05:56
Responder
Big Boss 64 28 de outubro de 2018 - 00:40

Ritter, você percebeu a falta de timing dessa temporada? Muitas cenas podiam ter acabado antes do que deveria, mas ainda rolavam como se só estivessem preenchendo os 20 minutos do episódio (ex: os passeios de Alucard e Drácula pelo castelo, o trio de heróis subindo pelo pilar de gelo e o destino de Isaac e Trevor no arrastado epílogo).

OBS: Eva Green seria uma excelente Carmilla num possível live action.

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 00:56

Aquele epílogo foi de rolar os olhos. E a subida no pilar de gelo foi enervante. Não tinha história, mas eles precisavam chegar no tamanho regulamentar, então tudo ganhou uma pegada um pouco alongada, ainda que MUITO melhor do que aquela 1ª temporada patética…

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 28 de outubro de 2018 - 01:43

E pelo visto, todo o orçamento foi gasto no episódio 7 porque aquelas lutinhas bestas com os minions do Drácula… misericórdia.

Em Dom, 28 de out de 2018 00:56, Disqus escreveu:

Responder
planocritico 28 de outubro de 2018 - 01:58

Você diz o Belmont contra os monstros na mansão da família dele?

– Ritter.

Responder
Big Boss 64 28 de outubro de 2018 - 02:05

Não. Mencionei aqueles que o trio encontra no caminho da mansão Belmont.
Em Dom, 28 de out de 2018 01:58, Disqus escreveu:

planocritico 28 de outubro de 2018 - 02:06

Tão irrelevante que nem lembrava! HAHAHAHAHAAHAH

– Ritter.

Big Boss 64 28 de outubro de 2018 - 02:12

Mas o que salvou a temporada foi o episódio 7 mesmo (inclusive o fato de um padre zumbi conseguir abençoar um lago kkk).

planocritico 28 de outubro de 2018 - 14:05

Esse momento foi épico!

– Ritter.

Big Boss 64 28 de outubro de 2018 - 18:53

E o Grant DaNasty? Tão desnecessário que ninguém sentiu falta dele na trama kkk

Poliana Gonçalves 28 de outubro de 2018 - 19:33

Mas o padre não tinha fé, apenas poder em suas mãos ao fazer o q quisesse…. Então ele teve fé depois de morto?

planocritico 28 de outubro de 2018 - 20:03

Mas porque ele não tinha fé quando vivo? Na minha interpretação ele tinha sim. E fervorosa.

Abs,
Ritter.

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