Home TVMinisséries Crítica | Chernobyl (2019)

Crítica | Chernobyl (2019)

por Ritter Fan
410 views (a partir de agosto de 2020)

Cada mentira que contamos gera uma dívida com a verdade.
– Legasov, Valery

Lembro-me muito claramente, apesar da tenra idade, de ter ficado extremamente assustado com filmes como Síndrome da China e O Dia Seguinte, o primeiro literalmente prevendo o acidente de Three Mile Island que aconteceria 12 dias depois de sua estreia e o segundo deixando às escâncaras os efeitos devastadores de uma explosão atômica. Quando as notícias do acidente de Chernobil começaram a aparecer de maneira errática na televisão, fiquei várias noites sem dormir.

Chernobil marcou uma geração e foi um dos catalisadores da derrocada da União Soviética, mas sua verdadeira dimensão e consequências são praticamente incomensuráveis muito diante das mentiras e dos “segredos de estado” que  enterraram profundamente qualquer traço da verdade, especialmente em um mundo pré-internet. Mais ainda, o acidente de Chernobil foi um alerta, uma demonstração do poder destrutivo da energia atômica se tratada com descuido e com medidas criadas muito mais para escudar responsáveis do que para efetivamente garantir segurança e isso por mais importante que ela possa ser para a humanidade como uma alternativa largamente utilizada para a geração de energia elétrica.

A minissérie da HBO criada e escrita por Craig Mazin (uma surpresa, considerando seu currículo paupérrimo até aqui composto de bobagens fracas como Se Beber, Não Case! II e III e O Caçador e a Rainha do Gelo), portanto, já nascia poderosa, com uma história que não precisaria de muito para tornar-se memorável. Mas o resultado do trabalho de Mazin é mais do que memorável. Chernobyl é, sob o ponto de vista artístico, a maior obra de horror dos últimos vários anos e ponto final. Se encontramos dúzias de filme e séries de ficção lidando com ameças invisíveis que são fruto da imaginação humana, poucas vezes lidamos com algo dessa magnitude e que efetivamente aconteceu – e em escala bem menor até mesmo no Brasil, com o incidente com césio-137 em Goiânia, em 1987 – e que lida com uma devastadora e incontrolável ameaça invisível capaz de matar da maneira mais horrível possível, corroendo os seres vivos por dentro.

Começando dois anos depois da explosão do reator número 4 da usina nuclear de Chernobil, na Ucrânia soviética, acompanhamos o silencioso suicídio de Valery Legasov (Jared Harris) depois de gravar fitas relatando o que verdadeiramente acontecera no fatídico dia. O jogo político de mentiras já fica evidente nessas breves sequências iniciais que estabelecem o tom lúgubre e sombrio que toma de assalto cada um dos cinco episódios da minissérie, que logo retorna para dois anos antes, minutos (ou talvez segundos) após o acidente, dentro da sala de controle da usina. Lá, acompanhamos Anatoly Dyatlov (Paul Ritter – não, não tem parentesco algum comigo), o engenheiro-chefe adjunto da usina e toda sua equipe reagindo ao acidente sem sequer reconhecer seu tamanho, algo que só nós sabemos, na verdade. Tudo é mantido em planos fechados, claustrofóbicos, com essa narrativa frenética trabalhada em camadas como a proverbial cebola. Dyatlov nega o que está nos olhos de cada um de seus subalternos, preocupa-se em procurar responsáveis e conter o fluxo de informação e não em efetivamente fazer algo para mitigar os danos. Logo, os executivos da usina mais diretamente ligados a ele são acordados na madrugada somente para fazer coro ao jogo de “empurra” e ao encobertamento máximo de tudo o que ocorreu.

Em meio a isso tudo, o espectador fica perdido, sem saber em quem exatamente acreditar, se é que é possível acreditar em alguém. Essa claustrofobia é ditada não só pelos espaços confinados, como pela câmera nervosa (mas não tremida) que pula de rosto em rosto e estuda reações, além de focar em alguns momentos heroicos ainda no coração da usina semi-destruída. Quando finalmente a narrativa nos leva para fora, o horror vem daquilo que conhecemos – ou ouvimos falar – sobre o acidente. Bombeiros mergulham em seu trabalho imediatamente sem qualquer preocupação com a radiação (que radiação, não é mesmo?) e os habitantes da cidade próxima de Pripyat saem às ruas não em pavor como gostaríamos que fosse, mas sim em completa ignorância e achando lindo as chamas coloridas que saem lá da usina.

A desinformação, o encobertamento, as mentiras, a ignorância, a irresponsabilidade são os grandes monstros aqui e isso fica genialmente definido e estabelecido logo no crucial primeiro episódio – 1:23:45 -, capaz de nos prender às cadeiras e sofás de casa de tal maneira que só voltamos a respirar quando os créditos começam a rolar. Quem saiu gritando aos quatro ventos que “cancelaria a HBO” por causa lá do final da série dos dragões, não faz ideia do que o canal tem a oferecer para além da fantasia medieval e Chernobyl é a mais recente prova cabal disso, fazendo em cinco episódios o que muita série não faz em temporadas inteiras.

E é ainda no primeiro episódio que entram em cena Legasov, cientista e diretor adjunto do Instituto Kurchatov, que logo percebe que o problema é muito maior do que reportado, e Boris Shcherbina (Stellan Skarsgård), burocrata do Partido e membro do Conselho de Ministros do Politburo que, por seu turno, inicialmente tenta manter tudo sob controle não com ações, mas com supressões, inclusive em relação a Legasov, criando uma relação antitética fenomenal entre os dois personagens-chave. Legasov é a voz da ciência e Shcherbina é a voz do Estado totalitário que não pode de forma alguma demonstrar sinais de fraqueza, mesmo que o que esteja em jogo seja a vida de milhões de pessoas em boa parte da Europa Oriental e além. A tensão causada por esse “jogo” é outro elemento que amplifica a sensação de horror e claustrofobia, literalmente deixando o espectador em uma desesperadora posição passiva que chega a dar raiva.

O terceiro vértice protagonista é apresentado logo no episódio seguinte, na forma da personagem Ulana Khomyuk (Emily Watson), na verdade uma amálgama dos diversos físicos nucleares que trabalharam para resolver o problema em Chernobil. Detectando níveis de radiação altos demais em Minsk, 450 quilômetros de distância do acidente, ela deduz praticamente tudo o que ocorreu a partir da análise de dados, partindo para ajudar Legasov em sua empreitada e, depois, para investigar detalhadamente o que levou ao acidente. A personagem funciona como uma “consciência” até mesmo para Legasov, que por vezes é obrigado a dobrar-se diante do peso da política ao redor do ocorrido e, ainda que ela não tenha presença constante na série, o trabalho de Watson é marcante.

Mas, realmente, do lado da construção de personagens, o que há de destaque é o relacionamento entre Legasov e Shcherbina, no melhor estilo buddy cop, se é que eu posso usar uma classificação leve dessas diante da solenidade que é essa minissérie. Catalogados como inimigos em suas respectivas apresentações na obra, os dois vão construindo laços de respeito e de amizade na constante luta para conter os problemas da usina ao longo das horas e meses seguintes, mesmo que, para isso, tenham que sacrificar sua saúde por simplesmente estarem ali, expostos à radiação. Se Legasov é logo visto com altivez e a voz da verdade (é curioso notar como Harris viveu papel real parecido em The Terror), Shcherbina é a burocracia em pessoa. Mas há um meio termo que não demora a ser enxergado pelo dois, com os dois atores carimbando o passaporte para a temporada de prêmios da televisão.

Recheando a narrativa principal, a minissérie ainda tem tempo para lidar com outras situações dolorosas como a do bombeiro Vasily Ignatenko (Adam Nagaitis), um dos primeiros na cena da explosão e sua esposa grávida Lyudmilla (Jessie Buckley), ou momentos heroicos como os três voluntários que vão em direção à morte certa para desligar válvulas debaixo do núcleo do reator e os mineiros que precisam trabalhar 24 horas por dia durante semanas para cavar túneis sob a usina, além do garoto Pavel Gremov (Barry Keoghan) que tem como função matar os animais domésticos que ainda vivem na região colocada em quarentena. Cada uma dessas sequências, a primeira especialmente sendo trabalhada ao longo de mais de um episódio, ilustra um tipo de consequência do acidente e alarga o escopo da minissérie. Não há arcos de personagem ali, com cada um funcionando mesmo como “ilustrações” – todas reais ou baseadas na realidade, vale frisar – que amplificam o drama humano, aproximando-nos ainda mais desses eventos.

E, como se isso não bastasse, Johan Renck, que dirigiu todos os episódios, sabe cuidar para que cada “desvio narrativo” tenha sua própria atmosfera. Se a tensão é o elemento comum que dá a cola narrativa para a série, Renck empresta contornos de horror às ações na “piscina” no subsolo da usina, com direito até a jump scares e também ao drama do bombeiro e sua esposa, mas este com uma vagarosidade torturante, de arrepiar os cabelos da nuca. Por outro lado, há lirismo nas sequências do jovem Pavel em seu repugnante trabalho de chacinar cachorros e gatos, de forma que o que vemos ali é um recorte da perda da inocência em um arco quase que completamente separado de todo o resto, mas que funciona maravilhosamente bem para dar arrimo ao drama.

Mas não podemos perder de vista outros dois elementos essenciais para o êxito da minissérie. O primeiro deles é a fotografia de Jakob Ihre que trabalha uma paleta de cores acinzentada, árida, por vezes cambando para um verde doente, apodrecido, que não só fala muito da radiação, o grande vilão invisível, como também de toda a degradada estrutura social, política e econômica da União Soviética na segunda metade dos anos 80, já nos estertores de um sistema falido. Além disso, Ihre é inclemente na forma como ele foca o elenco, algo que é ajudado pela equipe de maquiagem e de design de produção, que retira todo o glamour do elenco principal.

O outro elemento é a trilha sonora assombrosa de Hildur Guðnadóttir, que trabalhou como parte da equipe musical em magníficas obras como A Chegada e Os Suspeitos e em breve poderá ter seu trabalho de composição ouvido na trilha do filme solo do Coringa. Sem ser intrusiva, as cordas que ela privilegia no que criou para Chernobyl amplificam os sentidos, pontuando a tensão, o medo e o puro horror com maestria, algo que continua mesmo em sequências mais leves, se é que há alguma que possa ser verdadeiramente classificada assim. A sincronização cirúrgica das composições por parte de Renck, evitando atropelamentos e a sobreposição da trilha sobre o que vemos na tela. Há um belíssimo, mas sutil trabalho nesse quesito que por isso mesmo só engrandece o conjunto.

Estruturalmente, a minissérie usa dois episódios e meio para lidar com os eventos imediatos após o acidente e mais um episódio e meio para focar nas consequências mediatas, incluindo aí a conturbada investigação de Khomyuk sobre o ocorrido, que começa a caminhar em uma direção incômoda ao Estado totalitário. Em outas palavras, é ao longo dos quatro primeiros episódios que a grande história é realmente contada, restando apenas o capítulo final que, aqui, serve como um arremate ou como a finalização de um quebra-cabeças por assim dizer, para trazer o epílogo ou um semblante de resolução. E é nesse ponto – e apenas aí – que repousam minhas reservas sobre a minissérie e que me impediram de dar a nota máxima.

Usando o julgamento de Dyatlov como palco, o episódio intercala flashbacks para horas antes da explosão, preenchendo, finalmente, espaços que haviam ficado em branco. Com os testemunhos de Shcherbina, Khomyuk e principalmente de Legasov, somos levados ao começo de tudo, com longas e detalhadas explicações sobre o funcionamento de uma usina nuclear e a reconstrução dos eventos que levaram ao fatídico acidente, resultando em um panorama completo e uma hierarquia de responsabilidades que vai além do que o todo-poderoso Estado gostaria. Mesmo que as atuações da trinca principal e também de Ritter nessa altura do campeonato sejam excelentes e hipnotizantes, creio ser impossível deixar de concluir que o roteiro de Mazin errou no ponto ao resumir tudo o que vimos ao longo de quatro horas em mais uma hora de “recapitulações”. Claro que há o drama pessoal de Legasov, que precisa decidir entre manter a farsa ou revelar tudo o que sabe, mas isso vem com um custo narrativo alto que não faz mais do que explicar o que já sabemos, o que já foi explicado e o que já vimos. E, pior, como estamos em um julgamento, há literalmente até mesmo um gráfico “interativo” para deixar tudo bem explicadinho, em seus mínimos detalhes. Da mesma forma, o diálogo final entre Legasov e Shcherbina, apesar de bonito (quase brega) descamba para o texto expositivo e apenas reitera aquilo que ficara óbvio pela magistral construção dos personagens.

Em uma série com apenas cinco episódios, ter um inteiro para explicar o que já vimos deveria ser um pecado mortal que exigisse um julgamento mais inclemente do que a redução em meia estrela apenas. No entanto, a grande verdade é que essa longa “cena dos capítulos anteriores” não diminui muito o brilho do conjunto e acaba servindo como um “Chernobyl for dummies” razoavelmente aceitável. É, mal comparando, o que a explicação do psiquiatra é para o final de Psicose ou o que o discurso choroso de Rambo é para Rambo – Programado para Matar.

No final das contas, fica meu agradecimento à HBO e a Mazin por terem reacendido meu pavor de infância e adolescência da ameaça nuclear e por terem criado a minissérie de horror pela qual as futuras obras de horror terão que ser comparadas. Chernobyl é televisão do mais alto gabarito e merece desde já figurar entre as grandes obras da década.

Chernobyl (Idem, EUA/Reino Unido – 06 de maio a 03 de junho de 2019)
Direção: Johan Renck
Roteiro: Craig Mazin
Elenco: Jared Harris, Stellan Skarsgård, Emily Watson, Paul Ritter, Jessie Buckley, Adam Nagaitis, Con O’Neill, Adrian Rawlins, Sam Troughton, Robert Emms, David Dencik, Mark Lewis Jones, Alan Williams, Alex Ferns, Ralph Ineson, Barry Keoghan, Fares Fares, Michael McElhatton
Duração: 60-72 min. por episódio (5 episódios no total)

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109 comentários

AugustoCG 21 de junho de 2020 - 15:04

Me arrependi de não ter visto essa série antes, porém vê-la agora, no meio de uma luta contra um inimigo invisível onde vemos atitudes exatamente iguais a da série na vida real, com certeza tornou ela muito mais assustadora.

Responder
planocritico 21 de junho de 2020 - 16:22

Olha, sei não, mas Chernobyl é um acidente muito mais assustador do que qualquer pandemia… Uma ameaça invisível que, a não ser que você esteja em uma caixa de chumbo, não pode ser evitada e que mata também DÉCADAS depois da exposição, é de deixar qualquer um suado só de pensar…

Abs,
Ritter.

Responder
AugustoCG 21 de junho de 2020 - 17:13

Foi como me senti por toda a duração da série. Temo apenas pelo tanto de vidas que são perdidas diariamente pelo negacionismo e negligência. Chernobyl é uma boa amostra disso, a história de certa maneira se repete.

Responder
planocritico 21 de junho de 2020 - 18:59

Temos que torcer é que essa pandemia fique nesses níveis ainda incomparavelmente menores do que a anterior, no começo do século XX.

Abs,
Ritter.

Responder
adrianocesar21 14 de outubro de 2019 - 16:41

chegando agora porque só assisti nesse final de semana. Na verdade vi de uma vez só no fim do sábado. Que espetáculo. E também lembro do terror real que foi acompanhar as noticias na época do Desastre…

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:41

Uma baita minissérie que me fez reviver todas as sensações ruins da época dessa desgraça…

Abs,
Ritter.

Responder
Alexandre Tessilla 24 de junho de 2019 - 11:06

Excelente crítica! Assisti ontem e fiquei chocado com a forma que o acidente aconteceu e que somos nossos maiores inimigos. A série é incrível, e na minha opinião, o último episódio mastigado foi proposital, resolveram diminuir a qualidade em virtude de um tom mais documental, para os menos atentos, do que realmente aconteceu. Isso atrapalhou a narrativa mas de alguma forma serviu como um discurso repetitivo para acentuar o propósito da série, que no final achei plausível. Grande série, mas que deixa um gosto amargo e sentimento de vergonha da espécie humana.

Responder
planocritico 24 de junho de 2019 - 14:41

O último episódio foi proposital, mas eu sinceramente não gostei. Explicar o que já foi explicado, para mim, é um dos piores cacoetes audiovisuais que existe. Só não tirei mais pontos, porque o restante é realmente fenomenal.

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 13 de junho de 2019 - 20:02

HBO querendo se desculpar pelo final de Game of Thrones com uma minissérie ímpar. Ainda não perdoei.

Responder
planocritico 14 de junho de 2019 - 15:25

GoT é uma nota de rodapé no currículo da HBO…

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 12 de junho de 2019 - 13:58

Seria interessante se a série citasse o fato de que milhares de vítimas de chernobyl terem sido tratados em Cuba.

Responder
planocritico 12 de junho de 2019 - 15:24

Só se fosse naqueles textos finais.

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 12 de junho de 2019 - 19:11

Exatamente! Seria um lado positivo de todo esse desastre

Responder
planocritico 13 de junho de 2019 - 12:42

Não sei se isso é bom ou é ruim. Muito provavelmente os soviéticos mandaram as vítimas para Cuba para evitar mandarem para países do ocidente com muito mais tecnologia para cuidar delas. Ficou “tudo em casa” e confesso que não gosto desse conceito.

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 14 de junho de 2019 - 12:07

A Ucrânia fez um pedido de ajuda internacional em 1990. A URSS já estava em colapso. Apenas Cuba aceitou um grande contingente de pacientes. Na primeira leva, foram 159 crianças. O programa se encerrou apenas em 2016. Portanto, quase duas décadas. Citar o apoio dessa nação não é propaganda ideológica, é uma constatação histórica.

planocritico 14 de junho de 2019 - 15:25

Sim, da mesma forma que os consórcios mutilnacionais formados por um sem-número de países para conter a radiação e confinar a usina a uma espécie de caixão de cimento.

Não estou dizendo que não é bacana incluir a questão de Cuba, que é de fato verídico. Apenas acho que como a ajuda internacional não foi sequer citada em nenhum ponto (a não ser aquele robô alemão que os burocratas na verdade nem queriam), citar Cuba seria talvez aí sim empregar um viés político.

Abs,
Ritter.

Teco Sodre 12 de junho de 2019 - 12:11

A melhor coisa de 2019 até agora.

Responder
planocritico 12 de junho de 2019 - 15:27

Fico com Doom Patrol!

Abs,
Ritter.

Responder
Teco Sodre 12 de junho de 2019 - 15:46

Não vi, não sei se vou me interessar… =/

Responder
Carlos Daniel Costa 12 de junho de 2019 - 07:07

Ainda não li tudo, mas o primeiro paragrafo me chamou a atenção:
Lembro-me muito claramente, apesar da tenra idade, de ter ficado extremamente assustado com filmes como “Síndrome da China e O Dia Seguinte, o primeiro literalmente prevendo o acidente de Three Mile Island que aconteceria 12 dias depois de sua estreia” e o segundo deixando às escâncaras os efeitos devastadores de uma explosão atômica. “Quando as notícias do acidente de Chernobil começaram a aparecer de maneira errática na televisão, fiquei várias noites sem dormir.”

Apenas por curiosidade aleatória: O que foi esse acidente que teve haver com o Filme síndrome da china e apenas por curiosidade cientifico-humana, nos dias que você afirmou ficar sem dormir (sim, eu sei que é apenas uma expressão para dar enfase), o que tanto passava pela sua cabeça na época? você não conseguia dormir em pensar nas pessoas que foram mortas por esse acidente? ou tinha medo de ele chegar até você (nós do Brasil).

Enfim, Duas perguntas aleatórias que apenas alguém maluco que nem eu perguntaria hahaha, responda-as se puder, a total critério seu Ritter. Abs.

Responder
planocritico 12 de junho de 2019 - 15:46

Você diz Three Mile Island? Foi um famoso acidente nuclear nos EUA, logo após o lançamento de Síndrome da China que era justamente sobre a mesma coisa. Procure na Wikipedia os detalhes. É assustador, mas não tanto quanto Chernobyl!

Sobre não dormir, não, eu pensava era na destruição do mundo mesmo, pois a “síndrome da china” é justamente o reator nuclear derreter e atravessar o planeta.

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Daniel Costa 13 de junho de 2019 - 07:01

Entendi, obrigado.

Responder
Luís F B 11 de junho de 2019 - 16:58

Ótima série, crítica muito boa!
Para não passar batido: quem emprestou o nome à usina costumava dizer “a verdade é revolucionária”… pena não terem usado isso de alguma forma – teriam dado ainda mais o que pensar sobre muita coisa…

Responder
planocritico 11 de junho de 2019 - 17:18

Obrigado, @lusferrariborba:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 12 de junho de 2019 - 13:58

O autor dessa frase é George Orwell

Responder
Josemar Soares 10 de junho de 2019 - 23:04

Ótima crítica! A HBO está de parabéns!

Eu fiquei impressionado como a maquiagem mostrou o efeito da radiação nos corpos humanos, ficou muito realista. Tudo foi perfeito, pra mim. Eu daria 5 estrelas!

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 23:51

Obrigado!

Foi mesmo um excelente trabalho de maquiagem!

Abs,
Ritter.

Responder
Pedrinho Rude Boy 10 de junho de 2019 - 22:55

Não me lembro se ter assistido uma minissérie melhor que essa. Episódio 3 e 5 pra mim foram os melhores.

Fiquei na expectativa de que iriam mostrar o pé de elefante também conhecido como medusa nuclear, mas não mostraram e nem falaram sobre.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 23:51

Ficando só nas minisséries, eu acho Band of Brothers melhor que Chernobyl, por exemplo.

Sobre a medusa nuclear, acho que mostrar tiraria um pouco da ameaça “etérea” da radiação. Acho que os tubos de grafite cumpriram esse papel.

Abs,
Ritter.

Responder
Hugo Vila Nova 10 de junho de 2019 - 21:06

Caro Ritter, concordo demais com sua crítica… O roteiro está espetacularmente bem construído, os personagens crescem a cada tomada, a trilha sim é fenomenal, um capítulo à parte MAS…
Como sempre há uma falha imperdoável quando se trata de filmes sobre a ex-URSS/Rússia: Não dá para engolir nativos daquela região lendo cirílico e falar inglês como idioma materno, é demais! Compromete a série? Absolutamente, no entanto é impossível ignorar esse “detalhe” que infelizmente, como sabemos, é regra quando se trata do gênero, vide exemplos recentes (Kursk e sobretudo A Morte de Stalin).
Gorbachev brandando ordens em inglês é cômico se não fosse trágico, ou quase.
Enfim, admiro muito suas críticas e sempre que posso estou por aqui, abraço.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 22:32

Obrigado!

Sinceramente, não tenho problemas com a questão da língua. Faz parte do jogo e não acontece só com o russo.

Abs,
Ritter.

Responder
O Homem do QI200 12 de junho de 2019 - 11:48

Cara, isso é pra tornar a série mais acessível, isso não é uma falha e sim uma estratégia.

Responder
planocritico 12 de junho de 2019 - 15:46

Mais do que isso. Diálogos em russo tornariam a série impossível, pois os atores não falariam em russo e também não autorizariam que sua vozes fosse dubladas em russo, ou seja, tornaria obrigatório contratar só atores russos, o que NUNCA aconteceria.

Abs,
Ritter.

Responder
Lucio Adriano Mendonça 10 de junho de 2019 - 20:17

Excelente critica! Minha sugestão pra HBO seria fazer uma série derivada mostrando o que aconteceria ao mundo se os russos não controlassem o incêndio. Os impactos que teria em toda a terra.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 22:39

Bela ideia! Assino embaixo!

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Cavalcanti 10 de junho de 2019 - 16:40

Que crítica! Que Série!

Vou mandar um email pra HBO pedindo mais duas temporadas, uma pra Goiânia e uma pra Fukushima. Haha

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 16:46

Tem uma galera na Índia pedindo uma série desse tipo sobre o desastre de Bhopal, de 1984.

Infelizmente, há muita desgraça para virar série boa assim!

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Cavalcanti 10 de junho de 2019 - 16:48

Infelizmente! =(

PS: Sou um goianiense nascido no ano da tragédia do Césio-137. Trabalho praticamente ao lado do local do acidente. Chernobyl teve um impacto especial em mim por ter crescido ouvindo todo tipo de histórias do que aconteceu por aqui.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 16:48

Eita, caramba! Se eu já fiquei chocado com esse acidente, imagine você aí do lado!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 12 de junho de 2019 - 17:05

Esse acidente de Bhopal é terrivel. Trabalhei na empresa q comprou a empresa responsavel pelo acidente… cara, é cada historia

Responder
planocritico 13 de junho de 2019 - 12:43

Imagino. Deve ser coisa de filme de terror mesmo…

Abs,
Ritter.

Responder
Ex Cartman 10 de junho de 2019 - 11:41

A HBO foi ninja em colocar esse controle de dano depois de GoT hahahah

Zueiras a parte, excelente minissérie, a melhor da HBO depois de Band of Brothers.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:57

Bem lembrado sobre Band of Brothers. Outro exemplo da qualidade da HBO!

Abs,
Ritter.

Responder
Al_gostino 10 de junho de 2019 - 09:20

Achei a série muito boa mas não tudo isso que estão falando..o último episódio achei bem arrastado e pra mim só salva a parte final que mostra o que aconteceu com as pessoas na vida real….a produção no geral é muito boa, destaco a fotografia, ambientação, atuações e trilha sonora….só não gostei muito em alguns momentos da narrativa muito “técnica”, mas entendo que isso é importante para entender o que realmente aconteceu.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:57

O último episódio foi o problema para mim, como você pode ver na crítica. Mas não achei que ele prejudicou tanto assim a impressão geral.

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 5 de julho de 2019 - 13:29

So pelas imagens reais o ultimo episodio tem 9.9 no imdb muitos consideram um final perfeito nao posso culpa-los!

Responder
planocritico 5 de julho de 2019 - 14:49

Acho que as pessoas tendem a gostar mais daquilo que não deixam nenhuma margem à dúvidas. Eu simplesmente detesto quando chega nesse nível de explicação.

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 9 de junho de 2019 - 20:27

Day After foi um dos meus traumas de infancia. Fiquei semanas sem dormir direito qdo vi.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:36

Sim, esse filme me marcou profundamente!

Abs,
Ritter.

Responder
Armando Ribeiro 11 de junho de 2019 - 23:19

Exato… alias foi sentimento geral… lembra da cena dos misseis subindo e as pessoas olhando? O cinema lotado e ninguem respirava!!

Responder
Flavio Batista 12 de junho de 2019 - 16:43

nossa nem me fala… só quem viveu a Guerra Fria, sabe o q aquela cena representava.

Responder
Flavio Batista 9 de junho de 2019 - 20:27

so vi o primeiro episodio com minha esposa e estamos achando incrivel

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:36

Cara, continue! Só para você ter uma ideia, acabei na sexta à noite, quando foi ao ar por aqui o último episódio e, no sábado e domingo acabei revendo tudo, desta vez com minha filha mais velha. E foi angustiante da mesma forma!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 10 de junho de 2019 - 15:59

Sim, pretendemos assistir. É q queremos ver juntos rsrsrs vai ser programa pro fds talvez

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 16:40

Claro! Divirtam-se!

Abs,
Ritter.

Responder
Cahê Gündel 9 de junho de 2019 - 19:27

Eu tinha 3 anos negativos na época mas a questão nuclear sempre me fascinou e sentia falta de uma obra cinematográfica que tratasse de algum acidente real ou imaginário de forma séria. E a HBO corrigiu esse atraso com juros e correção monetária. Que série! E excelente a crítica, como é de praxe do Ritter. 🙂

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:36

Essa é a obra definitiva sobre o tema!

E obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo K 8 de junho de 2019 - 23:40

Eu não estava interessado em assistir esta série mas, ao ver a opinião aqui do Plano Crítico, mudei de idéia. Agora, tendo assistido, agradeço a vocês por providenciarem este espaço de discussão inteligente, saudável e respeitoso (algo que parece estar se tornando artigo raro).

A trilha sonora foi excelente; destaque também para a atuação de Jared Harris, que já havia feito um professor Moriarty excelente em A Game of Shadows. Sua feição, combinada com aqueles óculos e o ambiente russo, toda hora me remetia a Dmitri Shostakovich.

Parabéns aos envolvidos; a primeira colocação na lista de séries melhor avaliadas no IMDb não pareceu exagerada.

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:44

@makf:disqus , ainda bem que você foi conferir e gostou! Uma baita minissérie!

Abs,
Ritter.

Responder
JC 8 de junho de 2019 - 21:44

Mais uma série inesquecível da HBO.
Caracois ! Putz, até o final auto-explicativo eu curti.
Pois realmente algumas coisas eu queria ouvir de novo.
Interessante demais.

Que trilhas sonora matadora. Caracas.

Fazia tempo que não me entretia tanto num seriado, fiquei grudado, parei tudo em volta.

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 23:01

Mesma sensação que eu tive. E estou revendo tudo agora com minha filha!

Abs,
Ritter.

Responder
Clayton Lucena 8 de junho de 2019 - 20:46

Belo texto Ritter!
Achei a minissérie espetacular e já entrou no meu top 5 de séries de todos os tempos.
Amei tudo desde elenco e atuações até fotografia e trilha (e que trilha). A história por si só já é intrigante, sempre procurei saber sobre, mas nunca me aprofundei detalhadamente e digo que após assistir a série posso afirmar que não sabia quase nada. Um dos pontos altos de assistir obras baseadas em fatos reais é ir em busca de mais informações, no meu caso, e consequentemente aprender mais sobre. Já quero ler o livro no qual Mazin se inspirou, Vozes de Chernobyl.
Eu daria nota máxima fácil, discordo um pouco sobre o último episódio, achei ele bem pontuado por causa de algumas revelações, não no caso das explicações no tribunal e sim dos momentos que antecederam a explosão, gostei demais de ver aquela “recapitulação” por mais que já estivesse meio que explicado, aquelas cenas completaram tudo, acho que se fosse só a explicação no tribunal (que por sinal foi excelente e de simples entendimento) sem mostrar as cenas da usina ficaria um episódio um pouco mais do mesmo. O final foi muito bom e aquela ultima fala esta na cabeça até agora.
Saber de tudo isso que aconteceu e da forma que aconteceu foi bem forte e triste, as sensações que senti assistindo cada episódio foram muito intensas.
HBO arrebenta sempre.

Abraços
Clayton

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 23:16

Obrigado!

Sobre o último episódio, ele, para mim, apenas mastigou aquilo que já havia ficado claro. Não gosto de finais explicadinhos.

Abs,
Ritter.

Responder
Elton Miranda 8 de junho de 2019 - 20:32

Na espera da critica de Deadwood the movie , eu sei que o Ritter trará

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 21:57

Assim que passar na HBO aqui eu escreverei a crítica! Mas antes, teremos as críticas das temporadas!

Abs,
Ritter.

Responder
Clayton Lucena 9 de junho de 2019 - 15:48

Ai sim! ansioso…vou até rever a série!

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:44

Deadwood merece!

Abs,
Ritter.

Responder
Clayton Lucena 10 de junho de 2019 - 15:19

Merece muito! aquele Top 3 de respeito!

O Homem do QI200 8 de junho de 2019 - 19:47

Cara, eu ia perguntar quando ia sair a crítica dessa série agora. Que bom que já saiu.
Cara, sério, eu iria escrever um texto enorme sobre tudo que vi e senti com essa série, mas você abordou simplesmente tudo. Chega a ser perturbador e angustiante como a radiação vai deteriorando o corpo das pessoas. O que é mostrado nessa série te deixa pra baixo, frustrado e com raiva, ainda mais vendo os esquemas políticos que não se preocupa com as pessoas, mas com seu próprio ego.

Parabéns pela crítica, está excelente, apesar de que eu daria 5 estrelas sem pensar duas vezes, pois nunca vi uma série que mexeu tanto comigo, pode reparar, não teve um personagem tão impactante para prender as pessoas, mas a história contada, a atmosfera criada nessa minissérie falam por si só e é o suficiente para te deixar abasbacado e reflexivo.

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 20:46

Eu fiquei arrepiado, nervoso, irritado, realmente devastado com essa série. É uma produção realmente incrível e cuidadosa.

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 8 de junho de 2019 - 17:24
Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 18:16

De fato, não consigo lembrar de uma minissérie melhor.

Sobre Bandidos na TV, nem conhecia. É boa?

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 8 de junho de 2019 - 21:44
Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 23:16

Valeu! Vou dar uma olhada!

Abs,
Ritter.

Responder
O Homem do QI200 9 de junho de 2019 - 00:19

Valeu, gostei da premissa, vou dar uma olhada rssss

Responder
Ruqui 9 de junho de 2019 - 14:24

Pra ficar mais interessante tem que mencionar que esse era o programa rsrs

https://www.youtube.com/watch?v=ajS4H0L7IQ8

Responder
Anônimo 9 de junho de 2019 - 17:29
Armando Ribeiro 11 de junho de 2019 - 23:19

Puxa valeu a dica.. nem ia me preocupar em assistir mas vou ver sim! abraço!

Responder
Jefferson Viana 8 de junho de 2019 - 14:51

Outra coisa que queria acrescentar, a transformação de Scherbina , de mais um animal politico e burocrata para uma pessoa que entende sua responsabilidade e o tamanho dos sacríficos feitos, e isso só se dá porque ele estava lá, olhando homens derretendo, mandando homens para a morte, e não qualquer morte, uma morte horrível e dolorosa, a cena que legasov descreve o que acontece emblemática, assim como o surto dele depois da falha do robô. Ele entendeu bem o que legasov sentia no inicio de tudo, homens longe do problema, mais preocupado em abafar o caso todo do que realmente resolver um problema determinavam aquilo que ele podia ou não fazer e falar, tudo por baixo de mentiras.

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 14:56

Sim, sem dúvida é algo digno de nota! Quando ele testemunha a realidade, sua mudança vai em magnífico crescendo.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Rocha Vaz 8 de junho de 2019 - 14:38

Particularmente falando, gosto de séries com “temporadas fechadas”, cujas histórias sem encerram ao final do ano. Isso permite que atores do gabarito Jared Harris, Stellan Skarsgård e Emily Watson – só pra ficar nesses – emprestem seus inquestionáveis talentos sem a necessidade de estabelecer um grandes vínculos com estúdios. Chernobyl é das melhores produções dos últimos anos. A despeito das terríveis consequências da radiação em seres humanos, devidamente mostradas sem ressalvas, o que mais me deu aquele nó no estomago foram os duros diálogos, especialmente entre os brilhantes Harris e Skarsgard. Honestamente, nem lembrei que a “séries dos dragões” havia acabado ( e sou grande fã do show). Outra grande e digno acerto da HBO, compensou o ano final daquela série…mentira, compensou não HAHAHA

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 18:16

Também adoro minisséries assim. Começo, meio e fim sem enrolação!

Abs,
Ritter.

Responder
Jackson Santos 8 de junho de 2019 - 14:17

Um dos melhores programas de “terror/horror” que já assisti ,ficava aterrorizado em cada episódio com o monstro invisível da radiação.

E a cena final do bombeiro Vasily Ignatenk no hospital , é uma das mais fortes que eu já vi,tive que parar o episódio e me recuperar.

Que série excelente,parabéns HBO!

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 15:07

Mais uma grande série para o currículo invejável da HBO!

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 8 de junho de 2019 - 12:27

Jared Harris sempre morre enforcado né… Hahahaha

Fiquei um pouco cínico quando vi todo mundo falar super bem da série (tem nota 9,7 no IMDb), sempre acho que tem algo de errado quando todo mundo gosta. Mas me surpreendi com a qualidade que vi em cada episódio.

Uma das coisas que mais gostei foi a trilha sonora. Como bem apontado na crítica ela não é intrusiva e só intensifica a tensão. Como na cena no subsolo da usina, ou na “limpeza” do teto, em que a única coisa que escutamos é o barulho do aparelho que mede radiação. Só de lembrar falta fôlego.

HBO não tá pra brincadeira mesmo, é Chernobyl e trailer de Westworld (que, só pra constar, foi maravilhoso) na mesma semana. Aliás gostei muito da crítica.

Responder
Cesar 8 de junho de 2019 - 17:00

Chorei pra cacete com a morte do personagem do Harris em Mad Men. Era um personagem incrível. Foram só essas duas ou teve mais morte dele por enforcamento? Hauahauahuaa

Responder
Jadiel 8 de junho de 2019 - 17:24

Acho q são só essas mesmo hahaha. Mas não duvido de nada.

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 18:16

Acho que são mesmo “só” esses dois suicídios de Harris. Aliás, dois trabalhos excepcionais dele.

E a HBO não está mesmo para brincadeira. Eles sempre subiram o nível de obras para a TV e o trabalho deles continua na ascendente! Estou muito curioso por Watchmen!

Abs,
Ritter.

Responder
Jadiel 8 de junho de 2019 - 20:17

Pelo menos em termos técnicos raramente produções da HBO decepcionam, já roteiro nem sempre acertam, apesar de acertar (muito) mais que erra.

A DC ultimamente tá vindo numa crescente muito interessante em suas séries (tirando as da CW, claro), espero que Watchmen continue com o nível de qualidade das últimas produções, ou que melhore.

planocritico 8 de junho de 2019 - 20:46

A DC acertou em Doom Patrol e parece estar acertando em Monstro do Pântano, apesar do cancelamento. Mas ainda está MUITO longe de sequer arranhar a superfície da qualidade geral da HBO.

Abs,
Ritter.

Marcelo K 8 de junho de 2019 - 23:40

O professor Moriarty meio que deu o troco em A Game of Shadows, em um “quase enforcamento” do Sherlock Holmes (nosso estimado Robert Downey Jr.).

Responder
serge 8 de junho de 2019 - 11:37

É das melhores series dos últimos anos,bem feita ,excelente critica e concordo com a classificação.e fico feliz por Craig Mazin finalmente criou a sua obra prima

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 15:07

Eu nem acreditei quando vi o nome do Mazin na série!

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 8 de junho de 2019 - 10:47

Essa história do acidente de Chernobyl sempre me interessou, já li e vi vídeos varias vezes sobre o assunto fiquei até esperando aparecer a pata de elefante hehe. Quando soube da série não pensei duas vezes em assistir a série, e que série, todo o clima que ela passa é angustiante e tenso nos primeiros episódios, as cenas também da vítimas no hospital em estado terminal foram impressionante a maquiagem que fizeram, enfim, série pra mim perfeita!

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 15:07

A história é aterradora. E a série soube capturar todo o horror físico, além do horror das mentiras, acobertamentos e descaso. Um baita trabalho!

Abs,
Ritter.

Responder
Armando Ribeiro 8 de junho de 2019 - 09:23

Ritter… Sou professor de Geografia e pesquisei muito sobre Chernobyl ( bem como sobre Fukushima, onde as forças da natureza substituíram a negligência como principal causador do desastre) . Ainda sobre Chernobyl quero te sugerir um documentário antigo se não me engano da BBC_ tem no YouTube _vale a pena. Já quanto à tua crítica, pra não me alongar: muito obrigado! Merece ” 5 estrelas e meio” plagiando o comentário do Jefferson aqui. Me emocionou assim como a série. Abraço!

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 18:17

Obrigado! Vou procurar o documentário, mas precisarei de um tempo para me recuperar dessa minissérie antes!

Abs,
Ritter.

Responder
skypeln 8 de junho de 2019 - 09:09

Ritter, sei que não tem nada a ver, mas você está nos devendo uma crítica de breaking bad.

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 15:07

Eu sei! Tenha paciência, pois as críticas virão!

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Jambeiro 8 de junho de 2019 - 08:45

Ótimo texto, Ritter! E realmente, é um belíssimo, chocante e imersivo trabalho. Me lembrou muito Band of Brothers (outra grande minissérie do canal) pelo realismo empregado e grande trabalho técnico envolvido.

E é mais uma vez a prova que a HBO é a galinha dos ovos de ouro na produção de séries/minisséries. Sempre elevando o nível enquanto outros canais/streaming ainda estão correndo atrás de se igualar (as vezes até descaradamente) a obras anteriores.

Interessante também como parece que Game of Thrones deixou, de fato, algum legado ao canal (me parece que muitas pessoas mais leigas realmente passaram a situar a HBO como digna de atenção), visto que Chernobyl, uma série de ritmo lento e que tinha sido tão pouco divulgada pelo marketing do canal, já parece ter virado um hit (várias pessoas estão falando sobre ela em diferentes sites e redes sociais).

Inclusive, essa fato da minissérie ter se tornado uma sensação, na verdade, é algo muito legal de ver, já que é uma produção que realmente precisa ser conferida, até por todo convite a reflexão que ela é (impossível terminar um episódio sem aquela sensação de desconforto com o que viu e sem uma grande vontade de pesquisar e conhecer mais a respeito).

Espero, porém, que as pessoas não tentem transformar isso num palco de discussão de “direita x esquerda”, uma vez que é claramente uma abordagem mais humana e universal (ficando claro, inclusive, que situações com causas semelhantes a essa continuam acontecendo em vários lugares do mundo, como os recentes casos de Brumadinho e Mariana aqui no Brasil).

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:44

Obrigado, @rodrigojambeiro:disqus !

Sim, a HBO é mesmo um ou dois degraus acima do resto no que se refere a séries de TV. Impressionante!

E o fenômeno que Chernobyl se tornou é de fato muito interessante e prazeroso de ver! Ainda bem que a galera em geral não vive só de dragões e zumbis!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Pereira 8 de junho de 2019 - 08:36

Estava ansioso por essa crítica e que bom ter sido escrita por vc Ritter. Excelente crítica e muito bacana levantar esse seu lado pessoal com Chernobyl.
Que obra fantástica foi essa produzida pela HBO, me surpreendeu e me prendeu do início ao fim. Mesmo sabendo o que foi Chernobyl (gosto de história, ler e inclusive já fiz vídeo para trabalho sobre, etc) a minissérie conseguiu dar atenção e mostrar detalhes que desconhecia. Ela é impecável na fotografia, música, atores com excelentes atuações (gosto do Jared Harris), ambientação assustadora, e outros diversos pontos. E foi sobre esse ambiente que mais me surpreendeu, principalmente o episódio 3. “Chernobyl é, sob o ponto de vista artístico, a maior obra de horror dos últimos vários anos e ponto final. ” Conseguiram passar esse horror e essa tensão de uma maneira espetacular. É agoniante ver as situações que ocorreram em Chernobyl, desde a mais calma e tranquilidade (como no primeiro ep), como na pressa e desespero para tentar diminuir os danos como em outros episódios. Fiquei muito feliz com essa obra, eu sou apaixonado com história e com o audiovisual, e Chernobyl foi uma combinação precisa e certeira dessa relação.
Chernobyl volta a ter um impacto no mundo, mas agora nas telas, e é muito digna de todos os elogios que vem tendo.
Abraço!

Responder
planocritico 10 de junho de 2019 - 14:44

Obrigado pelo prestígio, @disqus_7JTpvCcjpL:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Jefferson Viana 8 de junho de 2019 - 03:37

Primeiro excelente critica, mas eu daria 5 estrelas e meia pra serie.”A maior obra de horror dos últimos vários anos”, eu disse quase isso tentando explicar a mini-serie pra um colega: é um filme com terror sem ser filme de terror. Impressionante como quase chegaram a um desastre de nível mundial por querer negar e esconder a verdade.

Responder
Armando Ribeiro 8 de junho de 2019 - 09:23

Exato .. se você já tem minha idade vai se recordar que até nós no Brasil fomos atingidos – lembra da” carne Chernobyl” ?- proibida de ser comercializada na Europa veio para nós….

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 18:17

Nossa! Eu lembro!!! Mas não queria lembrar…

Abs,
Ritter.

Responder
Jefferson Viana 8 de junho de 2019 - 14:38

Meu Deus , vou até pesquisar sobre isso, tinha apenas 6 anos na época.

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 18:17

Pesquise e lembre-se que, naquela época, as informações eram limitadíssimas!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 8 de junho de 2019 - 18:17

Obrigado, Jefferson! Ess série bota todos os filmes de terror recentes no chinelo. Só aquela cena dos três voluntários na piscina radioativa quase me matou de ataque cardíaco…

Abs,
Ritter.

Responder

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