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Crítica | Conan, o Bárbaro (1982)

por Ritter Fan
960 views (a partir de agosto de 2020)

Dentre os vários “filmes de brucutu” dos anos 80, Conan, o Bárbaro é, sem dúvida alguma, um dos que mais merece destaque, ao lado de Rambo – Programado para Matar, O Exterminador do Futuro e Duro de Matar. Um dos últimos exemplares genuínos do subgênero espada e sandálias e produzido por Raffaella De Laurentiis, filha do mítico, exagerado e quase trash produtor italiano Dino De Laurentiis, que não tinha medo de arriscar, o filme é um épico violento e inesquecível que marca o efetivo começo da meteórica carreira cinematográfica de Arnold Schwarzenegger.

Baseado nas histórias pulp de Robert E. Howard sobre seu personagem Conan que escreveu a partir de 1932 e que ganhou o imaginário popular mais tarde ao migrar para os quadrinhos, onde continua sendo publicado até hoje, o roteiro original foi escrito por ninguém menos do que Oliver Stone, que situou a ação não no passado remoto como nas obras originais, mas sim em um futuro pós-apocalíptico. No entanto, a visão de Stone exigiria que o filme tivesse três ou quatro vezes o orçamento planejado e o roteiro foi, então, reescrito por John Milius quando ele entrou para dirigir a empreitada. Milius, ato contínuo, reverteu tudo para a ideia original de um passado remoto, inserindo exatamente o tipo de “mitologia misturada e anacrônica” característica de Howard, com elementos das Idades Antiga e Média, tanto europeia quanto asiática para facilitar a ligação com o público em geral a esse seu mundo de fantasia, misticismo e muito sangue, que ainda bebe de Nietzsche e filosofia de guerreiros como Genghis Khan, além de filmes como As 4 Faces do Medo e Os Sete Samurais.

Schwarzenegger, que ganhara o prêmio Mr. Olympia de fisiculturismo em 1975, foi a única escolha para viver o icônico personagem e ele começou sua preparação ainda em 1979, deixando o cabelo crescer ao ponto que vemos no filme (não é peruca ou enxertos) e novamente entrando em plena forma física que o levou a concorrer – e ganhar – o Mr. Olympia novamente em 1980, ainda que, aparentemente, com um certo grau de controvérsia. De toda forma, fica fácil perceber como o ator se amolda perfeitamente ao papel desde os primeiros segundos que o vemos, depois de crescido, na roda de moagem – a Roda da Dor – onde passou acorrentado algo como 15 anos. Ali, vemos um troglodita nascendo, primeiro como alguém que apenas reage sem entender a ataques em uma pequena arena gladiatorial e, depois, como um guerreiro nato com pleno controle de sua técnica que é ainda mais afinada com ensinamentos posteriores.

Mas o que realmente empresta o tom épico do filme é o uso de um razoavelmente extenso prólogo – uma das grande mudanças feitas por Milius, aliás, que expandiu o breve começo escrito por Stone – em que vemos sua origem, desde muito jovem, com sua vila sendo atacado por Thulsa Doom (James Earl Jones usando sua imponente presença e, especialmente, sua marcante voz para criar um personagem que, apesar de raso, é perfeito para o filme) e seu exército em busca do “enigma do aço”. Seu pai (William Smith) é morto por uma combinação de machado e cães de caça e sua mãe (Nadiuska) diretamente por Doom com a bela e recém-forjada espada do pai, iniciando, assim, a Jornada do Herói movida à vingança e muita dor. Somando-se a isso, há a narração feita pelo mago sem nome vivido por Mako que só entra na história diante das câmeras bem mais para a frente e que nos conta a história a partir de um futuro em que Conan já se tornou uma lenda, lenda essa que é vislumbrada pelo guerreiro quando ele encontra a sala do trono de um rei atlante milenar e toma sua espada e prevista por uma bruxa que ele sem cerimônia arremessa no fogo.

A construção da mitologia ao redor do protagonista é exemplar. O roteiro não corre, mas também não se perde e estabelece as bases para um personagem instigante, com ramificações potencialmente interessantes, mas que nunca foram levadas à fruição em sua plenitude (Schwarzenegger viveria Conan apenas mais uma vez em continuação bem inferior de 1984 e uma versão genérica do personagem – Kalidor – logo no ano seguinte em Guerreiros de Fogo). De toda forma, o material de Conan, o Bárbaro se sustenta sozinho, sendo fechado nele mesmo com a visão final do Rei Conan, barbado e sentado em seu trono, sendo a proverbial e aqui necessária cereja no bolo.

Outro elemento que solidifica o caráter épico do filme é a poderosa trilha sonora composta por Basil Poledouris, que começara sua carreira no cinema exatamente com John Milius em The Reversal of Richard Sun (sem nome oficial em português), de 1970 e repetiria a parceria com sucesso em Amargo Reencontro, de 1978. Usando forte percussão e um leit motif maleável para Conan à base de cordas e metais – batizado bem propriamente de Riddle of Steel – que ele adapta para as diversas situações trágicas vividas pelo personagem, de preparação para a vingança, passando pela morte de personagens até sua vitória final, os acordes do compositor estabelecem a atmosfera grandiosa da produção e a força física e moral do protagonista.

Enquanto o design de produção é bem trabalhado, com figurinos convincentes e que estabelecem as regiões de nosso mundo em que as ações desse mundo de fantasia acontecem, além de cenários grandiosos e diversas tomadas em locação, há um certo exagero dramático que carrega a marca registrada dos De Laurentiis. Orgias, canibalismo e sangue falso aos borbotões pontuam a produção do começo ao fim e John Milius, infelizmente, por muitas vezes não sabe usar sua  direção para tirar proveito do material que tem, focando nesse lado mais trash, com direito a alguns closes constrangedores de Schwarzenegger e uma inépcia ao lidar com as sequências de ação em planos gerais, o que somente amplifica a sensação de teatralidade que acaba ofuscando um pouco o lado mais gutural da obra.

No entanto, se pararmos para pensar na origem literária de Conan, com Howard e suas famosas pulp fictions, a pitada trash que Milius deixa inadvertidamente passar pode ser perfeitamente perdoada, especialmente diante de um conjunto decididamente inesquecível que não só marca a estreia definitiva de Schwarzenegger em Hollywood, como estabelece o Conan definitivo logo na primeira tentativa. Sem dúvida alguma, um perfeito exemplar da estética oitentista que passa com honras pelo teste do tempo.

Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, EUA – 1982)
Direção: John Milius
Roteiro: John Milius, Oliver Stone (baseado em criação de Robert E. Howard)
Elenco: Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Max von Sydow,  Gerry Lopez, Sandahl Bergman, Ben Davidson,  Cassandra Gava, Mako, Valérie Quennessen, William Smith,  Luis Barboo
Duração: 129 min.

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85 comentários

BERNARDO 30 de julho de 2020 - 13:12

rapaz, esse conan é maravilhoso, mas anos depois, anos depois, eu fui me questionar por que inventaram tanto sobre o conan e não pegaram uma historia pronta dele, ou duas, e fizeram um filme, só, o conan teve sagas sensacionais, a saga dos pictos, o colosso negro, a maldição de thugra khotan, a torre do elefante, conan entre os zuagires, quando foi crucificado, isso sem contar as historias legais tambem do l.sprague de camp

li na internet que o roy thomas tinha um projeto bem diferente, que se baseava no conto do gorila thak, que era braço direito do feiticeiro nabonidus, não me lembro o nome do conto………………………………………….. mas o thomas tinha como esse base esse conto, num esboço inicial…………………………………………a propria torre do elefante seria um filme maravilhoso se levado aos cinemas…………………………….inventaram um conan pras telas, criaram uma historia sobre a historia do howard, a sorte é que ficou muito bom, excelente, mas anos depois eu nunca entendi por que não usaram umas tantas historias do conan, esse conan do filme é até submisso, bobo em alguns momentos, me lembro que tem uma cena que ele esta bebado numa taverna e cai com o rosto na sopa

pra mim tomaram muitas liberdades com o conceito original, nem o vilão era vilão real do conan, mas do kull, embora o conan ja deu umas topadas com ele

fazer o que, é obra prima, bem produzido, bem escrito, e bem fotografado, mas não seria o meu conan, o conan que admiro é o do john buscema e dos contos originais do howard e hoje são disponiveis em livro…………………………………………. na decada de oitenta não havia traduçoes do howard que eu saiba em portugues, foi só muitos anos depois que eu adquiri os livros de howard, e conheci quem era o conal por tras dos quadrinhos

acho que o conan nunca teve um fa filme, alguem que realmente adorasse a obra toda , os quadrinhos , e fizesse um trabalho satisfatorio, acho que o conan nunca foi devidamente transportado pras telas…………….super homem e um filme que tem adaptações aos hqs, mas ao mesmo tempo é fiel a essencia, acho que foi o unico filme de historia em quadrinhos sem nada a declarar, com o cristopher reeve…………….era perfeito !

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planocritico 1 de agosto de 2020 - 02:42

Eu vejo esse vilão do filme como o Thoth-Amon, só que com o nome mais bacana do vilão do Kull, já que, no filme, ele em nada se parece com o Thulsa Doom para além do nome.

Abs,
Ritter.

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Leonardo Rossi 18 de dezembro de 2019 - 10:05

Conan, O Bárbaro, não é meu filme preferido, em definitivo, mas gosto muito. Por coincidência, acabei comprando uma réplica bem fidedigna (tamanho, peso e detalhes) da ‘Atlantean Sword’ em aço inox, para decoração. A espada é pesada e faz lembrar que Arnold Schwarzenegger foi um sujeito muito forte.

Responder
planocritico 18 de dezembro de 2019 - 15:37

Essa é uma das espadas mais bonitas do audiovisual!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Rossi 25 de novembro de 2019 - 11:48

Reza a lenda que a ‘Espada Atlantean’ que Conan encontra dentro de uma caverna, foi usada por Crom! O Deus do aço, o enigma do aço. Alguns acreditam que pertencia ao Rei Kull. Muitas teorias surgiram nos anos 1980 sobre aquela espada que fazia parte de um esqueleto sentado no trono.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2019 - 11:55

Sim. Eu lembro. Aceito facilmente Kull ou qualquer outro rei apontando para o futuro de Conan ou causando o futuro de Conan. Crom é um deus e eu acho que não combina bem nessa estrutura, em minha opinião.

Abs,
Ritter.

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Gabriel Arruda 10 de março de 2018 - 15:29

Conheci Conan na HQ “O Árabe do Futuro”.O autor que também é o protagonista viu Conan em VHS na infância e ficou fascinado pelo filme.

Responder
planocritico 13 de março de 2018 - 11:28

Bacana!

Abs,
Ritter.

Responder
SHAZAM - O homem espuma!!! 26 de fevereiro de 2018 - 09:56

Assisti novamente o filme ontem. Demais….

Responder
planocritico 26 de fevereiro de 2018 - 10:32

Esse filme nunca envelhece!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Arruda 10 de março de 2018 - 15:29

A música Anvil of Crom é demais,tenho no MP4.

Responder
planocritico 13 de março de 2018 - 11:28

Espetacular!

Abs,
Ritter.

Responder
SHAZAM - O homem espuma!!! 26 de fevereiro de 2018 - 09:56

Assisti novamente o filme ontem. Demais….

Responder
Alexssander Antonio Ferreira 18 de dezembro de 2017 - 19:49

A soundtrack desse filme é impecável

Responder
Alexssander Antonio Ferreira 18 de dezembro de 2017 - 19:49

A soundtrack desse filme é impecável

Responder
planocritico 19 de dezembro de 2017 - 15:29

Inesquecível!

Abs,
Ritter.

Responder
Cadê o Yoshi? 2 de dezembro de 2017 - 14:50

A cobra de plástico com sangue ki-suco não dá, irmão. Sempre pulo essa parte.

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2017 - 12:51

Faz parte, faz parte!

Abs,
Ritter.

Responder
Paulo Roberto 5 de janeiro de 2018 - 21:21

Mesmo assim dá de dez a zero na ridícula Anaconda.

Responder
Paulo Roberto 5 de janeiro de 2018 - 21:21

Mesmo assim dá de dez a zero na ridícula Anaconda.

Responder
Leonardo Rossi 18 de dezembro de 2019 - 09:43

Acho que seria pior em CGI. Na realidade, não suporto mais CGI!

Responder
Cadê o Yoshi? 2 de dezembro de 2017 - 14:48

O que ainda me faz assistir o filme é a trilha sonora que, além de excelente, sabe transmitir as emoções exatas que devemos sentir. E depois o Arnold não fala quase nada no filme (mesmo quando devia falar), então precisamos de uma BGM pra nos ajudar a entender o que Conan está pensando (após a ressurreição dele, o personagem está apenas treinando com a espada, mas a música nos diz que ele superou um de seus maiores desafios – a própria morte – e agora não falhará com Thulsa Doom).

OBS: talvez eu esteja viajando demais, mas é o que eu penso.

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2017 - 12:52

Concordo que a trilha é um grande componente do filme, mas tem mais coisa para apreciar ali do que só ela.

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 19 de dezembro de 2019 - 00:38

Caraca, mano. Eu escrevi isso? Tô orgulhoso de mim mesmo kkk

Responder
planocritico 19 de dezembro de 2019 - 15:28

Ué, tava bêbado na hora?

HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 19 de dezembro de 2019 - 19:05

Conversa de 2 anos atrás eu geralmente esqueço. É que nem aquelas fotos antigas que o Face te lembra, sabe?

Cadê o Yoshi? 2 de dezembro de 2017 - 14:37

“… quando ele encontra a sala do trono de um REI ATLANTE MILENAR e toma sua espada…”
Ah, agora eu entendi! Agora eu saquei! Sempre achei que aquele cadáver era o próprio deus Crom porque o Conan antes de ir embora diz “Crom”. Eu ficava teorizando que o Crom era o próprio enigma do aço, abandonado aqui pra morrer.

Responder
planocritico 3 de dezembro de 2017 - 12:53

He, he. Crom não aparece. Fica só nas entrelinhas e no enigma do aço. Aquele esqueleto é como o futuro de Conan, que um dia seria rei. Aliás, no primeiro conto do personagem, ele já é rei.

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 30 de junho de 2019 - 22:12

Era o esqueleto do rei kull

Responder
planocritico 1 de julho de 2019 - 14:54

Em tese. Não oficialmente.

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Rossi 25 de novembro de 2019 - 11:07

Em 1985, quando o filme foi televisionado pela primeira vez, muito se falava que era o Deus Crom sentado naquele trono segurando a espada. Outras teorias surgiram, como a do Rei Kull ou até mesmo uma metáfora.

planocritico 25 de novembro de 2019 - 11:55

Crom, para mim, não funciona. Mas Kull ou um rei qualquer pode ser, pois o objetivo ali era estabelecer o futuro de Conan.

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 19 de dezembro de 2019 - 00:51

Então o futuro dele vai ser trágico?

planocritico 19 de dezembro de 2019 - 15:28

Não. Ele será rei.

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 19 de dezembro de 2019 - 19:05

Pois é, mas o destino deste rei não foi muito legal kkk

planocritico 19 de dezembro de 2019 - 19:21

E você lá tem como saber se ele não morreu depois de cair na esbórnia com um harém de 250 mulheres por 35 dias seguidos?

HAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 19 de dezembro de 2019 - 19:21

You got a point
😎
👉👉

Inominável Ser 18 de abril de 2017 - 22:05

Boa noite!

Não há outro Conan e nem haverá no Cinema, Schwarzenegger ficou definitivamente estabelecido como a encarnação perfeita do personagem. O filme não envelhece e cada vez que os anos passam sua atemporalidade torna-o cada vez mais magistral, cativante e mágico. Não é um filme que se faz mais hoje em dia, no entanto, estamos em uma época de muito mimimi e frescura por causa de pessoas que em tudo vêem motivo para polêmicas.

Responder
planocritico 19 de abril de 2017 - 12:57

Estou com você!

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 18 de abril de 2017 - 14:45

Apesar de, claro, adorar o filme, tb sempre tive um certo “rancor” com ele. Já explico:

Conan sempre foi meu personagem preferido de quadrinhos, tenho até hj dezenas de números da Espada Selvagem de Conan, Conan O Bárbaro e tb da fase dark horse dele. Obviamente tb adoro os contos do REH.
Assim, me causa certo “desconforto” um Conan que passa sua juventude acorrentado e vira apenas um brucutu qdo adulto. O Conan que eu sempre curti era astuto e livre, buscando aventuras por si mesmo.
Claro que depois acabei entendendo que um filme não precisa ser 100% fiel ao material de origem (até pq mesmo o Conan dos quadrinhos é bastante diferente do Conan dos contos) e passei a apreciar a obra por si só, sem comparar com outras mídias.
De qquer forma, foi uma tristeza ter lido que abandonaram de vez a produção do Rei Conan. Como sonhei em ver A Hora do Dragão adaptado para as telonas!

Responder
planocritico 18 de abril de 2017 - 15:05

Entendo. Já eu conheci Conan a partir desse filme, lá por 82 ou 83 e, quando a Abril começou a publicar por aqui A Espada Selvagem de Conan, em 1984, comecei a avidamente colecionar. Adorava aquilo! Então minha imagem do Conan ideal sempre foi a do Schwarzenegger mesmo e sempre como alguém que passou a juventude toda acorrentado.

Mas é como você disse. Cada mídia é uma mídia e adaptação é adaptação. É excelente termos essas várias versões do personagem para aproveitarmos!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonio Xanas 25 de fevereiro de 2018 - 20:00

Tive até carta publicada na Espada Selvagem, nao gostei muito do Arnold por ele nao ser moreno de pele escura, como nos quadrinhos, tambem acho o do quadrinho mais cruel e serio! Abracos!

Responder
planocritico 26 de fevereiro de 2018 - 10:39

Que legal, @leonioxanas:disqus ! Eu comprava Espada Selvagem religiosamente nas bancas! Uma baita de uma publicação!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 26 de fevereiro de 2018 - 10:39

Que legal, @leonioxanas:disqus ! Eu comprava Espada Selvagem religiosamente nas bancas! Uma baita de uma publicação!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 19 de dezembro de 2019 - 00:51

Normal, irmão. Adaptações sempre vão nos agredir de alguma forma: às vezes um tapinha na cara, às vezes uma vara de atletismo no cu.

Responder
ABC 17 de abril de 2017 - 21:28

Arnoldão na sua fase “esmaga” Hulk.

https://www.youtube.com/watch?v=rq45GnjuIlE

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 21:43

Coitado do Ferrigno!

– Ritter.

Responder
Leonardo Rossi 23 de dezembro de 2019 - 17:30

Acredito que o grande problema do Ferrigno foram panturrilhas e definição, apesar de sua grande estatura. Arnold poderia ter mais de sete títulos no Mr. Olympia tranquilamente se não tivesse intervalado tanto a sua carreira de ‘bodybuilder’ por causa do cinema.

Responder
Edu Jiu 17 de abril de 2017 - 17:33

Primeiramente, é um ULTRAJE não classificar essa maravilha com 5 estrelas!
… Ritter, francamente, lembra da linha de diálogo:

SPOILER !!! (spoiler de filme com mais de 25 anos não caduca?)

-E você, por que está chorando?
-Ele é Conan! Ele não chora! Então, eu choro por ele!

…só por essa já merecia 5 estrelas!!! E ainda tem Mr. James Earl, que só faz um pequeno gesto e uma das seguidoras de sua seita se atira para morte demonstrando sua fidelidade… e pra quê? Só para James Earl falar: – Isso é poder! (com aquela voz, não é brincadeira, amigo…) Só por isso, o filme já nasceu clássico! kkkkkkkkkkkk

Brincadeiras à parte, bela crítica. O filme merecia ter uma crítica aqui no Site. É sempre um grande prazer rever o filme. Fiquei surpreso por ter ganhado 4 estrelas. Pra mim são 5, pois é nota de fã! Mas achei que analisado tecnicamente a nota seria mais baixa… =]

E o 2º? Vai sair a crítica? …não é tão bom, mas tem Bombata, e a minha personagem favorita, a guerreira Zula!!!

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 17:42

@edujiu:disqus , existem VÁRIAS cenas memoráveis em Conan. Essas duas que você descreveu não espetaculares e a primeira e até emocionante. Adoro o momento em que Conan, fugindo dos cachorros, encontra com o esqueleto do rei – uma visão de seu futuro – naquela caverna e a sequência em que ele é crucificado e salvo por seus amigos, com direito a Valeria pulando em cima dele para impedir que os demônios o levassem. E como esquecer de Conan cortando a cabeça de Thulsa Doom de maneira épica, primeiro de um lado, depois de outra, e puxando pelos cabelos?

Acho que o filem se sustenta muito bem tecnicamente. Tem alguns momentos “pornochanchada trash”, mas eles são poucos e funcionam no contexto geral. A direção de Millius é o maior obstáculo para uma nota máxima, ainda que minha vontade como fã fosse dar mesmo 5 estrelas.

Sobre Conan, o Destruidor, normalmente esperamos o aniversário de clássicos – em múltiplos de 5 – para fazer as críticas, mas nunca se sabe!

Abs,
Ritter.

Responder
Edu Jiu 17 de abril de 2017 - 17:50

… pronto, deu, só de vc lembrar dessas cenas já decidi: feriadão vou ver novamente! kkkkkkkkkkkk

E 4 estrelas ficou ótimo! fiquei contente como fã!

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 17:53

Veja sim! O filme merece!

– Ritter.

Responder
Fernando Mendonça 17 de abril de 2017 - 15:02

Sonhei com um terceiro filme (Conan Rei) minha infância inteira.

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 15:05

Pois é… E o mais chato é lembrar que o projeto original era de 5 filmes e que o terceiro, que seria chamado Conan, o Conquistador, chegou até a entrar em pré-produção e acabou virando Kull, também de Howard… Aí foi tudo por água abaixo. The Legend of Conan, que traria Arnold de volta como Rei Conan foi discutido no último ano, mas o estúdio acabou de abrir mão do filme… Tomara que mais alguém se interesse…

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Mendonça 18 de abril de 2017 - 13:22

e o Kull, com Kevin Sorbo (Hércules) ficou só trash mesmo sem o mesmo charme.

Responder
planocritico 18 de abril de 2017 - 15:01

@disqus_RKwddQkHra:disqus , zero de charme. A produção foi muito pobre e o resultado foi estranho… Poderia ter sido bacana, porém…

Abs,
Ritter.

Responder
Paulo Roberto 5 de janeiro de 2018 - 21:32

Lembro-me de um colega xarope de escola inventando nomes irônicos para o subtítulo do filme Kull, tipo: “Kull, o Grande!” é “A Fúria de Kull”

Responder
Paulo Roberto 5 de janeiro de 2018 - 21:32

Lembro-me de um colega xarope de escola inventando nomes irônicos para o subtítulo do filme Kull, tipo: “Kull, o Grande!” é “A Fúria de Kull”

Responder
Edu Jiu 17 de abril de 2017 - 17:35

…isso é muito triste!

Responder
Edu Jiu 17 de abril de 2017 - 17:37

e o pior é que na época não tinha internet pra pesquisar se iria sair continuação… nem quero relembrar essa agonia…

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 17:44

Eu ficava que nem um louco procurando notícias em jornais e revistas!

Ah, bons tempos em que spoilers eram raros…

Abs,
Ritter.

Responder
FabioRT 17 de abril de 2017 - 12:48

Este filme é um filho de seu tempo. Hoje em dia, uma produção com o mesmo espirito, em um grande estúdio…seria impossível. Basta ver o horrendo reboot e até mesmo o novo filme do exterminador…tudo muito diluído e infantil…tenho certeza que o Conan Rei partiria para este lado…e se for desta forma…prefiro que nem saia do papel

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 12:50

De certa forma, é bem isso mesmo. Seria necessário um investimento sério e um estúdio corajoso para bancar um filme adulto, sem bobagens infantis, algo cada vez mais raro, ainda que um Logan da vida me dê esperanças…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 17 de abril de 2017 - 09:31

Como esquecer – ainda mais quando vista em tenra idade infantil – a cena de Conan matando a dentadas o abutre? Que filme! E ao ouvir aquela música, não têm como não se imaginar violando virgens, arrebanhando cavalos e bebendo vinho no crânio dos inimigos vencidos – rsrsrsrsr
Filmaço, mas é uma pena pensar que Conan Rei não vai sair da imaginação dos que cresceram com Conan.

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 12:20

Sim, as dentadas no abutre são clássicas e um momento inesquecível mesmo!

Um excelente filme e é mesmo uma pena que The Legend of Conan tenha sido cancelado antes mesmo de começar…

Abs,
Ritter.

Responder
Edu Jiu 17 de abril de 2017 - 17:43

Isso!!! Mordeu o abutre!!! Bem lembrado! Uma cena melhor que a outra!

Responder
Fórmula Finesse 17 de abril de 2017 - 17:49

Aquilo era um senhor filme: mesmo sendo criança, eu sentia a BARBA crescendo na cara só em ver a obra (rsrsrsrsrs) – a animalesca e triste sequência do cabra empurrando o moinho, antes…muitas crianças como ele, com o passar do tempo, todos morrem e só sobra Conan, se desenvolvendo e virando um animal de tração ao empurrar o pesado engenho. Raiva, muita raiva e medo em um pacote só no processo de “construção” do guerreiro – baita filme!

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 17:54

“eu sentia a BARBA crescendo na cara só de ver a obra”

HAHAHAHAHAHAHHAAHAHHAHAAHHAH

Caraca, SENSACIONAL essa frase! Vou usar para sempre!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Edu Jiu 17 de abril de 2017 - 18:04

KKKKKKKKKKK …”Sentia a barba crescendo na cara…” kkkkkkkkkkkkk
Até hoje, não tem como não assistir sem cerrar o punho e ranger os dentes! rrrrrrrggggghhhhh

Responder
Adilson Quadros 17 de abril de 2017 - 02:51

Bela crítica Ritter Fan! Conan, o bárbaro, foi um clássico indiscutível. Aliás, até discutível sim, porém, ao meu ver, só positivamente. Tudo bem, vai, se formos atrás de picuinhas cinematográficas ou detalhes minuciosos de produção, até encontra. Mas para os anos 80, caramba, foi uma obra de arte de respeito! Pois reúne todas as qualidades de um excelente filme épico em todos os sentidos literários. E pena não termos mais “Dinos De Laurentiis´s” atualmente. Precisávamos de pessoas mais ousadas, fora o próprio Arnold, para que esse novo filme do Conan Rei saísse dos papéis. Uma pena. Será que um dia rola? Por enquanto, tá difícil pelas últimas notícias que chegam, porém, mantenhamos nossas esperanças. Seria uma outra obra de arte, talvez.

Responder
planocritico 17 de abril de 2017 - 12:23

@adilsonquadros:disqus , Conan, o Bárbaro sempre me espanta a cada vez que revejo. O filme tem uma qualidade atemporal que poucos têm. Tudo funciona muito bem.

Sobre The Legend of Conan, bem, por enquanto o projeto está morto novamente e o Arnold só fica mais velho. Se alguém quiser fazer, tem que correr!

Abs,
Ritter.

Responder
Adilson Quadros 18 de abril de 2017 - 01:35

Sim, tudo funciona muito bem nessa obra de arte. E exato, cada vez mais velho o Arnold.

Agora, conforme um cara postou em um grupo do Conan, onde participo no Face, uma frase muito pertinente: “Largaram o osso pra alguém fazer melhor”. Creio muito nisso também, de verdade.

Há esperança que alguém, pra lá de competente e imerso no universo de Howard, pegue esse trabalho com afinco e faça uma obra de arte honrando todos nós fãs. Que Crom nos ouça!

Abs!

Responder
planocritico 18 de abril de 2017 - 02:13

Crom não ouviu em 2011 e aí veio aquela coisa horrível com o Momoa…

Mas, claro, a esperança é a última que morre!

Abs,
Ritter.

Responder
Adilson Quadros 18 de abril de 2017 - 04:56

Isso é fato. Momoa especificamente não rolou. A trilha sonora, alguma ou outra até se salva. Claro que nem se compara às do clássico de 1980.

Agora, esse novo filme, até o momento que Conan ainda aparecia como menino, ao meu ver, estava perfeito até esse ponto. Inclusive esteticamente o filme foi super bem cuidado e trabalhado, ao meu ver. Houve um cuidado e preocupação com fotografia, luz e sombra em toda a ambientação. Notava-se claramente uma minúcia nesses detalhes todos. Ou seja, via-se que tinham bons diretores de arte e fotógrafos por trás de algo que – “poderia” – ter sido uma grande obra. Só que não.

É sabido, claro, que não se fazem bons filme somente com esses profissionais na equipe, porém, é mais visível ainda quando vemos um filme sem o mínimo desses cuidados estéticos. E acho que nisso, esse novo aí de 2011 não pecou.

Só depois dessa primeira parte, é que o filme desandou, infelizmente. Deu impressão que, justamente nessa altura, o roteirista pediu as contas e tiveram que contratar outro às pressas, que “continuou” a história toda retalhada e meio solta. Indigna da obra de Howard.

Resumindo, aquele começo eu achei incrível com Ron Perlman, de verdade, muito bom! Por sinal, esse início tinha muita fidelidade à uma HQ do bárbaro, onde conta sua origem. Tava com toda panca de ser um filme de respeito do Conan.

A prova na aldeia então, bárbara na pureza da palavra, sem querer fazer trocadilho. Bem arquitetado todo o enredo ali envolvido na ação das cenas e o fechamento com o Conan menino – Leo Howard – trazendo as cabeças na mão. Esse menino, aliás, excelente ator, por “coincidência” com o sobre nome do criador do bárbaro. Ao meu ver, um baita ator mirim. Quem sabe ele cresce como um grande fã, fica monstro e nos dá a alegria de interpretar o gigante de bronze um dia. Porque, ainda como menino, ele já estava com a expressão total do bárbaro, combinou e muito no personagem! Pena, foi um belo começo. Depois, desandou tudo.

planocritico 18 de abril de 2017 - 12:57

@adilsonquadros:disqus , sim, concordo que o filme de 2011 é bem cuidado esteticamente, mas é o que você mesmo apontou: o roteiro é fraquíssimo depois da sequência de origem. Aí não tem estética que segure a ladeira abaixo que é aquilo…

Abs,
Ritter.

Adilson Quadros 18 de abril de 2017 - 15:13

Exatamente! Um desastre total depois dessa parte. Como podem arruinar taaanto um filme? Eu não entendo como conseguiram tamanha “façanha”! Puts. Esperança que esse moleque aí vire um Conan nas telonas um dia. É isso aí, abs!

Ricardo Correa 12 de dezembro de 2017 - 08:18

Que escolhas teríamos hoje em dia que se encaixassem como competentes e imersos ? Um Peter Jackson ( sem estúdio amarrando a coleira ) ? Um Tim Burton a là Lenda do cavaleiro sem cabeça? Um M. Night Shyamalan mudando radialmente seu estilo preso ao suspense ou a paranóia? ( Ele tentou em o Último mestre do ar ,por exemplo…) Quais seriam suas apostas mais certeiras hoje em dia ? Solomon kane de Michael J. Bassett agradou ? E por Deus após esta completa mulher maravilha atual seria demais sonhar com uma Red Sonja em grande Scarlett johansson estilo para esquecermos de vez aquele antigo trash?

Responder
planocritico 12 de dezembro de 2017 - 21:44

Não acredito mais no taco do PJ. Burton tem feito obras repetitivas e não acho que seja o estilo de Shyamalan. Acho que para um Conan sair bacana mesmo, teriam que pegar um diretor como George Miller e soltar as rédeas dele como foi em Estrada da Fúria!

Abs,
Ritter.

Ricardo Correa 15 de dezembro de 2017 - 14:08

Uau ! Belíssima escolha – como pude me esquecer dele ?

Ricardo Correa 15 de dezembro de 2017 - 14:08

Uau ! Belíssima escolha – como pude me esquecer dele ?

Ricardo Correa 12 de dezembro de 2017 - 08:18

Que escolhas teríamos hoje em dia que se encaixassem como competentes e imersos ? Um Peter Jackson ( sem estúdio amarrando a coleira ) ? Um Tim Burton a là Lenda do cavaleiro sem cabeça? Um M. Night Shyamalan mudando radialmente seu estilo preso ao suspense ou a paranóia? ( Ele tentou em o Último mestre do ar ,por exemplo…) Quais seriam suas apostas mais certeiras hoje em dia ? Solomon kane de Michael J. Bassett agradou ? E por Deus após esta completa mulher maravilha atual seria demais sonhar com uma Red Sonja em grande Scarlett johansson estilo para esquecermos de vez aquele antigo trash?

Responder
Saulo Henrique 16 de abril de 2017 - 22:18

A filosofia da roda da dor serve pra sua vida amorosa/sexual. Você começa de baixo, empurrando a roda( super barangas) com toda a força, na merda, mas empurrando, pra pegar experiência, e aos poucos, sobe de nível. 🙂 hahaha

Responder
planocritico 16 de abril de 2017 - 22:29

HUAAUHAAHUAHUHAUHAHUAHAUHUAHUAHAUAHUA

Não sei se vão te xingar por acharem esse comentário “machista” (nunca se sabe em um mundo vigiado pelo politicamente correto de hoje), mas eu adorei o comentário e estou chorando de rir aqui!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Saulo Henrique 16 de abril de 2017 - 22:33

Rapaz, eu até pensei, mas espero que a galera entenda que foi uma brincadeira. Haha
Abraços.

Responder
planocritico 16 de abril de 2017 - 22:35

Continuo chorando de rir… E eu já fiz sua defesa prévia!

Valeu por fechar minha noite desse jeito!

Abs,
Ritter.

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