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Crítica | Coringa: Advogado do Diabo

por Erik Blaz
100 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 2,5

Bem, trabalhar com o personagem Coringa nem sempre é uma tarefa fácil, ainda mais quando é o nome dele estampado na capa e uma “história dele”. O, título, da obra é inspirado no filme de mesmo nome Advogado do Diabo, mas que obviamente, só tem o título de igual (e claro, isso ajuda nas vendas!).

Em resumo, a ideia do conto desenvolvido por Chuck Dixon (que já trabalhou antes com o personagem, saiba mais aqui), era fazer o impossível: Batman defendendo o seu maior inimigo de um crime que ele não cometeu. Realmente algo que faz todo fã do morcegão se questionar sobre qual rumo a história toma e com certeza faz com que ele queira ver o resultado final.

Não vou negar, a ideia é no mínimo interessante, mas o problema é como ela é levada. Desta vez, começarei pela arte, que ficou por conta de Graham Nolan. O artista, já trabalhou com o Homem-Morcego, O Fantasma e até crossovers, como no caso do segundo encontro entre Homem-Aranha e Batman. Sua arte é boa, porém, deixa a desejar em vários momentos. Não sendo tão bem trabalhada anatomicamente ou em expressões, ela nos traz certo incômodo, digo, isso não é em toda a história, há momentos muito bons, o que é engraçado por não seguir algo de contínua qualidade. Percebemos em certos momentos tais como no exagero da anatomia facial ou corporal do Coringa ou do próprio Batman. Ainda assim, é possível relevar.

Mas voltando para o roteiro de Dixon, ele nos leva a indagar a todo o momento quem estaria por trás dos terríveis assassinatos que acontecem na cidade de Gotham e que estão incriminando o príncipe do crime. Serei claro em uma coisa, o vilão que está mais pra “vítima” é realmente a melhor coisa da HQ! As piadas, frases, ações são o que dão o ar da graça e em vários momentos eu ri (pois é, adoro humor negro).

Infelizmente, Dixon não consegue levar esta mesma qualidade do personagem para o final da trama, não exatamente no personagem mas na trama em si, que é fechada de maneira muito fraca. Ali, exatamente no momento em que descobrimos quem está por trás da onda de crimes, nos é apresentado uma desculpa, pelo menos é o que se faz sentir ao ler.

Um conto que tinha muito a oferecer, ainda mais pela proposta diferente empregada nela. Se vale a pena ler? Só pelo maior vilão do hall do Homem-Morcego.

Coringa: Advogado do Diabo (Joker: Devil’s Advocate) – EUA, 1996
Roteiro: Chuck Dixon e Graham Nolan
Desenhos: Graham Nolan
Arte-Final: Scott Hanna
Editora:
 DC Comics
Editora no Brasil: Editora Abril Jovem
Páginas: 95

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