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Crítica | Coringa (Com Spoilers)

por Luiz Santiago
801 views (a partir de agosto de 2020)

É a vida (é a vida), é o que todos dizem
Você está no alto em abril, derrubado em maio
Mas eu sei que mudarei essa história
Quando eu voltar ao topo, voltar ao topo em junho…

Dean Kay e Kelly Gordon

Uma cobiçada carta do baralho, famosa por facilitar o jogo para quem a possui, desestabilizar as regras e, em alguns jogos, mudar de valor confirme a mão do jogador, serviu de inspiração primária para o desenho do Coringa, completado pela figura de Conrad Veidt no papel de Gwynplaine, em O Homem Que Ri (1928). Já em 1941, quando fez a sua estreia na primeira edição da revista Batman, o Coringa encarnava uma linha de ação e pensamento bem particulares, que o diferenciava dos outros vilões naquele início da Era de Ouro.

O Coringa sempre foi um agente do caos, alguém que nada tem a perder, que não carrega vínculos, não exige nada a longo prazo e tampouco tem a intenção de lucrar ou sustentar algum tipo de “poder oficial” com seus crimes. O que mais importa para o Coringa — e isso está claro desde a sua estreia — é a vontade de desestruturar o funcionamento da sociedade e abalar ou matar pessoas pelo simples divertimento de fazer isso. Ele tem prazer de ver o desespero dos outros quando não controlam uma situação. E foi sob esta linha pensamento que se construiu a personalidade do demoníaco palhaço, um dos maiores vilões dos quadrinhos cuja história de origem vemos agora pelas mãos de Todd Phillips (Se Beber, Não Case!, Cães de Guerra), que dirigiu e escreveu o roteiro do longa, ao lado de Scott Silver (8 Mile, O Vencedor).
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Desgosto e Repugnância

coringa se maquiando plano crítico

Chama-se afeto pseudobulbar o recorte específico do transtorno da expressão emocional involuntária que faz com que alguém não consiga controlar o riso ou choro. Em Joker (2019), Arthur Fleck sofre deste problema. Cidadão isolado, mal visto pelos colegas de trabalho e que tem uma devoção traumática à mãe (Frances Conroy), ele ganha a vida se vestindo de palhaço, eventualmente sendo espancado por moleques na rua e constantemente ouvindo provocações ou reclamações de quase todo mundo com quem tenta interagir. Nas primeiras cenas do filme temos todo o contexto de que precisamos para entender o desequilíbrio do protagonista. Seu riso patológico denota sua dor, seu desconforto e também a estranheza que ele causa nas pessoas. Não há espaço para segundas interpretações. Arthur Fleck não é alguém que se deve copiar, invejar, elogiar. Ele é um homem fraco em diversos sentidos. Um homem doente, difícil de ler e de se aproximar, cercado por coisas que o fazem se sentir pior e por uma cidade também doente. Homem e meio dividindo a mesma repugnância. E ambos mais complexos do que mostra a aparência.

O roteiro acertou em cheio quando escolheu 1981 (início da Era Reagan) como o ano de ambientação do drama, pegando o espírito de renovo do sistema e contrastando-o à realidade não tão passível de renovo da massa. Em Gotham City, Thomas Wayne dá voz a este ideal de mudança em sua campanha para a prefeitura da cidade, que de maneira simbólica vive uma infestação de ratos, após uma crise na coleta do lixo. Todd Phillips usa essa aparência marginal para deixar claro o cenário onde os já muito reprimidos problemas emocionais de Arthur explodem. A fotografia de Lawrence Sher (que na mesma safra assinou Godzilla II: Rei dos Monstros) investe pesado na construção de ambientes opressivos e visualmente doentes, utilizando verde, amarelo e azul como principais filtros, dando a atmosfera visual necessária à aproximação pretendida pelo diretor com Taxi Driver (1976).

A relação entre os problemas pessoais e os problemas sociais em Coringa é de um realismo às vezes farsesco, que se deixa exagerar em motivações políticas e psicológicas a fim de expor o protagonista como alguém à beira do abismo, cercado de gatilhos que mais dia menos dia seriam pressionados. O desgosto de Arthur com o mundo e com ele mesmo, por não ser tratado de forma adequada, só tinha um caminho a seguir. E não, não existe uma influência definitiva para isso; nem na ficção, nem na realidade. Explosões desse porte fazem parte de um conjunto de coisas que pela doença, covardia, infâmia ou incapacidade de certos indivíduos assumirem a responsabilidade pelos horrores que cometem, acabam elegendo uma desculpa oficial. A crise interna estava lá o tempo todo. A podridão social estava lá o tempo todo. A diferença é o que a soma disso é capaz de fazer a indivíduos doentes e a indivíduos sãos. O dia ruim que transforma alguém é só um dia comum que faz uma pessoa sã ficar mal e procurar descansar e se curar… ou desequilibrado agir, executando a sua piada mortal.
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Êxtase e Admiração

coringa escadaria

O clichê da “atuação digna de Oscar” é certamente um que podemos usar sem receios para o trabalho de Joaquin Phoenix como Arthur Fleck. Um dos grandes de sua geração, bastante conhecido por seu trabalho em obras como Gladiador (2000), Johnny & June (2005), O Mestre (2012) e Ela (2013), Phoenix sequer existe em Joker. Sua cuidadosa postura corporal, sua expressão facial congelada boa parte do tempo e que num rompante dá lugar ao riso patológico, seu alinhamento comportamental à dança como um meio macabro de expressão e o complemento de tudo isso com maquiagem e figurinos intocáveis são coisas que fazem o espectador ficar com os olhos vidrados na tela. O Coringa de Phoenix é, antes de tudo, uma pessoa doente em território hostil que ganha aqui um verdadeiro estudo de personagem, o que explica a onipresença do ator na tela, escolha mais que acertada do diretor e que dá ao artista a capacidade de mostrar-se, de incorporar um lento processo de transformação, indo dos ombros arqueados de Arthur Fleck à dançante e confiante postura de uma persona sem remorso, progressivamente ávida para se fazer ver como realmente é: alguém que acha graça na violência e no caos. E nesta frase está a chave de tudo.

A preocupação com este Coringa e o enredo que o envolve se divide em duas linhas de pensamento, a primeira em sua demonstração da violência (preocupação que só tem mesmo alguém que não vê filmes) e a segunda em sua representação do agente da violência, esta mais condizente com a realidade do filme. A primeira coisa a ser levada em consideração é que de Coringa só temos os 20 minutos finais do filme. Em todo o restante estamos falando de um homem sem atributo algum de ícone. Sua inaptidão patológica é refletida socialmente por seu isolamento, e mesmo no momento de glória, naquela que é considerada “a cena mais preocupante do filme”, a inaptidão permanece intacta. Nós encontramos aqui uma quantidade enorme de pedidos de ajuda, de gritos de alerta em relação à saúde mental, à necessidade de empatia e civilidade, mas nunca uma apologia à violência ou à própria figura em que Arthur Fleck se transforma quando dá lugar ao seu monstro interior.

E isso é algo incrível no filme. Nós vemos o mundo o tempo inteiro pela perspectiva do protagonista e, ainda assim, a conclusão é de algo condenável e não digno de reprodução na sociedade, apesar das muitas formas de exploração e degradação do homem, seja pelo óbvio problema de classe que o filme exibe, pelas diferentes formas de exploração física e emocional das pessoas ou pela falta de empatia e pela cumplicidade da maioria frente ao sofrimento alheio. O extremo disso (o Coringa) não é, portanto, antissistema. Ele não vocifera contra o horror externo e nem busca oportunidades para que possa curar um mal interno. Ele não tem planos de destruir algo para construir outro melhor. Sistema, agentes do sistema e indivíduos na periferia do sistema (dos iludidos aos violentamente insatisfeitos) não significam nada para ele. O Coringa não é contra ou a favor de estruturas sociais, ideologias, padrões. Ele é fatalmente egoísta e, a partir de sua transformação, numa linha de eventos moldada de forma magistral pela trilha sonora da compositora islandesa Hildur Guðnadóttir (que adiciona belos e pesados elementos de terror no ato final), alcança glória pessoal diante do caos. Enquanto isso for engraçado para ele, ótimo. Só que para o Coringa, nada é engraçado por muito tempo.
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Fúria e Vigilância

coringa esperando cortinas plano critico

A noção do que é engraçado ou não está fora da racionalidade para esse personagem. Ele não está no time de ninguém: ele está no time dele. Engraçado para o Coringa pode ser a conclusão violenta de um talk show, numa bela referência a O Cavaleiro das Trevas (1986) e encerramento de um arco dramático que emula até demais O Rei da Comédia (1982). Engraçado para o Coringa é matar um adolescente com um pé de cabra e ajudar Batman a curar um vírus mortal. Engraçado para o Coringa é ver uma ação de autodefesa virar um triplo homicídio e beijar a careca de um anão, sendo gentil com ele. Ou dar um selinho numa senhora e matar a mãe sufocada. Errático, mau, violento e anti-padrão, o Coringa é por si só um anti-ícone, embora sua loucura o coloque por excelência no campo da vilania. O filme não o glorifica, tampouco as suas ações, mas também não o descaracteriza na maldade que representa, mostrando-a crua, real, de maneira simples e banal… exatamente como faz os jornais televisivos em fins de tarde. O tipo de pessoa para quem essa violência simplista e pseudo justificada é potencialmente perigosa é o mesmo tipo que encontraria “motivos” jogando videogames, imitando quadrinhos, lendo Stephen King, ouvindo Cannibal Corpse ou assistindo a Mártires (2008).

O que não se pode negar é que Coringa é um filme perturbador. Para todo mundo. Editado em uma linha bem peculiar de dias na vida do personagem, a obra nos coloca diante de situações que incomodam e chegam a causar um estranho tipo de medo, vide as cenas em que a câmera parece bailar com o personagem ou observá-lo dançando, posição que tem o seu ápice na cena em que o filme deveria ter terminado, com o Coringa recebendo a sua primeira ovação, algo que ele sabia que não iria durar. Notem que mesmo naquela cena, ele não tem preocupação em falar, em comandar, em agir. O ego elevado se diverte temporariamente com a situação, o ponto exato em que o vilão que vimos surgir é fincado na memória dos cidadãos de Gotham, que também estão doentes.

Um ponto que chama a atenção aqui é a humanização e exposição de problemas que causam determinadas posturas, mas que não justificam a violência ou a própria transformação do protagonista naquilo que ele se torna. Por um breve momento eu imaginei que o roteiro iria adotar uma linha vitimista (onde o indivíduo é subtraído de qualquer culpa), mas não é isso que acontece. Como sempre, é um alinhamento entre ambiente e indivíduo que movem as peças do jogo social, algo que se torna mais difícil de julgar quando problemas além da simples escolha ou condições de vida da pessoa (leia-se: problemas emocionais ou mentais) entram em cena. Já na excelente sequência em que o personagem entra no auditório para o talk show apresentado por Murray Franklin (Robert De Niro), temos a impressão de uma guinada de tom narrativo, o que me preocupou um pouco. Se passasse para uma abordagem sociopolítica em vez de se manter na linha psicossocial que foi estabelecida desde o começo, o filme terminaria mal. Mas não é isso que acontece.
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Terror e Espanto

plano critico coringa bruce (1)

A dolorosa risada cheia de engasgos de Arthur Fleck acaba por levá-lo à TV, numa sequência de arrepiar, com um dos memoráveis momentos de Joaquin Phoenix e cena. Seu discurso aparentemente crítico é, na verdade, uma mescla de verdades que sabemos existir dentro de nossa sociedade (questões de classe) com distorção de um ideal de culpa, generalizações e visão unilateral e exterminadora de lidar com aquilo que ele considera o problema. Tal discurso é tão acrítico, que o vilão realmente acredita que a causa dos males são pessoas específicas e não o sistema do qual elas fazem parte. Daí em diante nós vemos que o roteiro consegue exemplificar bem a estupidez orgulhosa desse homem que parece falar com alguma razão sobre algo, mas não conseguiu entender nada e só está colocando para fora uma visão psicopata da realidade em que vive. E notem que eu não disse que ele está mentindo em relação aos problemas que aponta. O filme inteiro mostrou claramente que isso existe. O discurso do personagem, porém, enxerga a situação de forma doentia.

Eu preferiria que o filme não tivesse aquela cena final, mas é possível entender a lógica por trás da quebra entre a oficialização urbana do vilão e sua prisão em Arkham. O momento, no entanto, é bom e tem um final que não nega a essência do personagem. Nessa mesma linha, eu preferiria que a exposição ligada às alucinações tivesse sido mais curta ou mais sutil. No momento em que Arthur entra no apartamento e Sophie (Zazie Beetz) age de maneira distanciada, o público já tinha material suficiente para concluir a questão, mas o roteiro insistiu numa exposição maior do caso — mesmo padrão usado para as fantasias da mãe de Arthur. Essas lombadas acabam sendo compensadas pelo tratamento de alta qualidade que a direção e o roteiro dão para o desenvolvimento da perturbadora origem, mas ainda assim incomodam.

E nada mais icônico do que no meio de uma jornada psicótica de ascensão do Coringa nós termos o contexto e a ação que geraram o trauma no pequeno Bruce Wayne, uma história de origem curta, cruel e instigante, mostrando as consequências da banalidade da violência assumida por alguém que já tinha problemas. A cena no beco pode até sofrer no aspecto rítmico, quando vista naquele momento específico da história, mas é simplesmente aplaudível, desde a saída dos Wayne do cinema (que exibe, claro, um filme de 1981, As Duas Faces de Zorro, e não o esperado A Marca do Zorro, de 1920) até o que ela representa como complemento dramático para este Universo, tendo duas origens — uma maligna e outra benigna — no mesmo contexto.

Depois de ser visto quase o tempo inteiro em meio às sombras, de costas, atrás de objetos ou barreiras, Arthur Fleck acaba desaparecendo. Em seu lugar surge o palhaço do crime, a quem a câmera de Todd Phillips captura de maneira livre e não só em closes: ele é inserido em grandes quadros, num espaço centralizado e, pelo menos uma vez, num plano engrandecedor de baixo para cima (contra-plongée), mostrando a diferença entre o indivíduo que vimos no início e o vilão que vemos no final. É um filme perturbador, diferente das adaptações de quadrinhos a que estamos acostumados, mas que tem tudo a ver com o que o Coringa é e representa. Um estudo de personagem e de seu ambiente que faz todo o sentido ter nascido em tempos como os nossos. Um retrato medonho sobre a crueldade em seu nível mais básico e sobre como a loucura pode estar em qualquer lugar, especialmente nos risos desesperados, exibidos a qualquer custo. É um lado extremo e aterrador da vida, mas é a vida. Então que entrem os palhaços.

Não é lindo? Não é estranho?
Perder minha oportunidade a essa altura da minha carreira
E onde estão os palhaços?
Rápido! Que entrem os palhaços
Deixe pra lá, eles estão aqui…

Stephen Sondheim

Coringa (Joker) – EUA, 2019
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Todd Phillips, Scott Silver
Elenco: Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beetz, Frances Conroy, Brett Cullen, Shea Whigham, Bill Camp, Glenn Fleshler, Leigh Gill, Josh Pais, Rocco Luna, Marc Maron, Sondra James, Murphy Guyer, Douglas Hodge, Dante Pereira-Olson, Carrie Louise Putrello, Sharon Washington, Hannah Gross, Frank Wood, Brian Tyree Henry, April Grace
Duração: 118 min.

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198 comentários

Luís Vicente 25 de junho de 2020 - 15:26

Cara, taí um caso q sou a ovelha negra… N consigo gostar desse filme tanto quanto a maioria das pessoas, acho q um pouco vai de um lado mais pessoal mesmo, já q o coringa é um dos meus vilões favoritos, e já tentei várias vezes, mas n consigo ver o coringa no personagem de Joaquin Phoenix. Vejo esse como um filme de um homem q sofre com a sociedade e acaba sucumbindo a loucura, homem esse q por um acaso se veste de palhaço, o filme como filme, de fato n é ruim, é uma obra muito boa e pesada, que conta com uma atuação INCRÍVEL do Phoenix, mas ainda assim ru vejo problemas nele, e quando analisado na questão adaptativa ele fica ainda mais dececionante p mim. Além da brilhante interpretação do Joaquin, n teve muita coisa no filme q eu considere único, inovador, ou q realmente tenha me marcado. Além disso acho a presença dos wayne desnecessária, e a batficaçao no final mais ainda. Apesar de como eu disse, realmente n ter me marcado tanto gosto até q bastante da transformação do personagem, mas acho mais lenta q o necessário, chegando num momento q achei o filme até q um pouco arrastado, p n dizer chato, e também tem o fato de q em algms horas ele dexa as coisas em aberto para q o público tente descobrir o q aconteceu, como na cena final da manifestação, mas em outras, explica em miúdos, como na cena da namorada do Arthur. Mas acho q o fator q mais me incomodou foi mesmo o fato de q eu esperei por um filme, e assisti outro, totalmente diferente do q esperava, o q me decepcionou bastante. Se n for levar em conta o fator pessoal e emocional, analisando filme como filme, daria 4 estrelas. Mas levando em conta minha frustração puramente pessoal dou 3,5 estrelas p filme.

Responder
Marcelo 6 de novembro de 2019 - 09:33

Vi meio tarde, mas finalmente vi. Gostei do filme, mas não achei o baluarte que muitos estão pintando. Gostei muito da sua crítica, Luiz. Ela me ajudou a refletir algumas conclusões precipitadas minhas.

A longa duração das risadas de Phoenix causaram-me uma sensação de desperdício de tempo no começo, mas depois entendi que era necessário para o filme funcionar.

Agora, as danças tiveram um certo desequilíbrio. Há algumas que não podiam ser mais perfeitas, como por exemplo na escada um pouco antes da perseguição policial, mas no banheiro quando ele estava pintando o cabelo de verde ficaram meio exageradas, explicitamente para promover uma indicação ao oscar.

Phoenix merece o prêmio, mas seu Coringa funciona melhor quando está seguindo o fluxo do que quanto a história é interrompida para o ator se promover. Isso me incomodou pelo menos umas três vezes no filme. E entendo que é algo difícil de equilibrar na direção. A parte em que ele mostra suas costas magras, judiadas e desnudas pela primeira vez, por exemplo, é sensacional. Com aquela respiração ofegante e o sofrimento sendo transmitido em uma rara sinestesia de imagem e tato. Contudo, a segunda vez que o vi de costas, sem camisa e jogando o braço pra cima pra dançar, já senti que era um momento pra promover o ator aos olheiros da academia.

Também achei desnecessário criar uma relação com a vizinha e depois mostrar que era alucinação.

Outro ponto que temos que relevar é que o Coringa de Phoenix, à despeito de sua doença, parece intelectualmente limitado, enquanto sempre imaginei o Coringa como um gênio do crime, mesmo sendo mentalmente perturbado. E isso prejudicou um pouco a revolta no final. Ele foi mais um sortudo que surfou com a ocasião do que um arquiteto maquiavélico e brilhante – como foi o de Heath Ledger.

Luiz, saí do cinema com a impressão de vitimismo e edificação do personagem, como que o lhe glorificando por seus crimes. Mas após ler sua crítica e os comentários dos outros leitores e suas réplicas, refleti melhor. De fato, Arthur não parou nos dois primeiros assassinatos (o que poderia ser fruto de total passionalidade e legítima defesa). Tão pouco tem aquele momento “Que que eu fiz?”. Simplesmente sai correndo atrás do terceiro cara. Dias depois, quando já teve a oportunidade de ver o que a mídia e as pessoas tinha a dizer, ainda menciona ao assistente administrativo que fez algo errado e que gostou quando pega os documentos da mãe. Por fim, quando ele confessa os crimes em rede nacional, ele não explica que estava sendo espancado. “Ele não vocifera contra o horror externo (…)”. Simplesmente vai vomitando sua ira para as câmeras. Em nenhum momento ele coloca a responsabilidade dos seus atos no destino, como se fosse fazer diferente se estivesse em uma situação diferente. Ele apenas diz que sempre foi muito infeliz, que achava que devia se comportar, mas que finalmente entendeu que o errado era não ser ele mesmo. Então, de fato, Luiz, não há vitimismo. É um filme de libertação e libertinagem, o revanchismo de um lunático.

Quanto à glorificação do crime, é algo mais profundo e difícil de analisar. Por um lado, Coringa é um doente que está feliz em ser ovacionado. Ele não entende que as pessoas estão o apoiando por questões políticas. Por outro lado, mostra uma cidade inteira indo à loucura, incitadas por assassinatos de pessoas socialmente mais privilegiadas. É difícil, no contexto atual de bipolaridade e de insatisfação generalizada (que inclusive eclodiram nos protestos do Chile), de dizer que não houve uma mensagem politico-social. Com certeza a parte social estava ali e extrapola a ficção. Mas e a política? Tenho um amigo totalmente enviesado que fez textão no facebook, dizendo que o filme era “coisa de esquerdista”. Entendo totalmente que o Coringa diz que não liga para política e que não está do lado de ninguém, que não quer ser um simbolo e que não está lutando por causa nenhuma. Mas não é isso que o personagem de De Niro entende com suas respostas e tão pouco o que a população de Gotham entende. Esse meu amigo pensa que vagabundo é vagabundo e que a pobreza não é desculpa, que se as pessoas querem subir na vida, devem se esforçar. Ele seria um Thomas Wayne da vida real se fosse bilionário. Ele não entende que muitas vezes as pessoas não tem perspectiva e que, mesmo com possibilidade de ascensão social, as barreiras são muito difíceis de ultrapassar e que há todo um maquinário do sistema para manter o status quo. Por outro lado, vejo pessoas behavioristas enviesadas completamente ao sentido oposto. Que o marginal faz o que faz porque não teve oportunidades na vida, que faltam vontade política, que os “ricos e poderosos são perversos” e que as respostas para a criminalidade se encerram nessas simples alegações. Pessoas assim devem estar muito satisfeitas com a loucura que aconteceu em Gothan, dizendo “tá vendo? Já já é o que vai nos acontecer com essas políticas cada vez mais neoliberais em que o pobre vai ficando cada vez mais pobre e o rico cada vez mais rico”.

E eu? Bem, NESSE ASPECTO, acho que houve superficialidade e explico. Analisando a vida humana, se estamos hoje debatendo um filme do Joaquim Fênix em um site do nível do Plano Crítico, certamente somos parte de uma privilegiada e ilhada parcela da população. Ainda que eventualmente pobres, ainda que eventualmente classe “C”, ter um teto, três refeições por dia e acesso à saneamento básico, cinema e internet já nos deixa fora da base piramidal, geograficamente e cronologicamente. Pensem desde os antigos impérios como o Egito, onde os escravos recebiam o pagamento diário em uma porção de pão e uma cerveja. Babilônia, Roma, Grandes Navegações. Sempre tivemos uma minoria rica e uma grande parcela de gente miserável. Se você perder o emprego hoje, falir seu negócio, perder eventuais patrocinadores como pais e cônjuges, não tiver mais familiares ou amigos com quem contar… em quanto tempo suas reservas vão acabar para que você entre na mendicância? A vida é uma luta diária. Mesmo entre os leitores, aposto que muitos gastam entre 10 e 12 horas por dia no combo trabalho+condução. Dia após dia. e o que resta? Talvez um salário que não dure até o fim do mês. E qual o meu ponto em falar de tudo isso? O ponto é simples: se geograficamente e cronologicamente a desigualdade se instaura e há sempre uma maioria flagelada, qual o limite para o explodir o estopim que aconteceu no filme? Civilizações inteiras tiveram seus guetos, suas injustiças e nem por isso a revolta popular derradeira foi a consequência da maioria dos casos. No Brasil mesmo, em 2016 houve milhões de pessoas nas ruas e hoje estamos na mesma, senão pior. Não me atenho à conclusão superficial de “direita” e “esquerda”, é um debate que merecia uma reflexão muito maior que as conclusões prontas dos dois lados.

De qualquer forma, preferi a implosão social do Bat-Nolan do que agora. Era algo mais apocalíptico e que tinha uma narrativa mais crível, pois a situação daquela Gotham foi se deteriorando em uma linha temporal de anos e com mais estopins, como a corrupção tão voraz ao ponto de atrair a ira de Ra’s al Ghul, o descarrilhamento de trens e destruição de edifícios, cidadãos tão indignados que imitavam o Batman, um coringa que une toda a máfia, rouba e depois explode o dinheiro, etc., etc., etc. Ok, foram três filmes para chegar naquilo tudo enquanto que agora só tivemos um. Mas a impressão que dá é que quatro assassinatos praticados por um palhaço foram o suficiente para fazer a população quebrar tudo. Não sei. Quem já viu V for Vendetta, a triologia Nolan e até mesmo a Detroit do primeiro Robocop não tem como ficar satisfeito com a Gotham de Todd Phillips. E veja bem, estou falando da sociedade retratada no filme e não do filme em si. Claro, há nuances, como por exemplo a população de super ratos. Mas exige-se muito da imaginação do espectador de anos de deterioração. Bem, há um sucesso na parte de provocação e reflexão.

(pausa pra respirar… escrevi demais e estou cansado. Teve até um longo off topic e peço desculpas).

Mudando para o polêmico Thomas Wayne egoísta, que gostei muito. Ele se declara a única opção para salvar Gotham, mas não tem empatia nenhuma por aqueles que estão sofrendo. “São apenas palhaços que tem inveja dos mais afortunados”. Penso, que tipo de Bruce Wayne um cara daqueles está criando? O Batman de Todd Phillips seria alguém tão nobre à ponto de ter a política do “não matar”? Foi uma abordagem muito interessante e só lamento terem dado uma conclusão seca de que Arthur não é irmão do Batman. Claro, deixa-se uma dúvida de 0,01% de que o dossiê de adoção não era forjado, mas como o fato é jogado junto com os laudos de que Penny era louca e deixava o filho ser espancado, fica pouca margem para crer que seja mentira. Veja bem, não estou torcendo para que eles fossem irmãos, mas sim por uma margem de dúvida mais palpável. Como a questão da Capitu de Machado de Assis ou do pião no final do A Origem.

Sobre direção e arte, o filme é mesmo espetacular. Cores, fotografia, ângulos, tudo corrobora para um espetáculo que não pode ser chamado de pretensioso.

O veredicto é que um ótimo filme artístico de um roteiro que tenta fazer o paralelo da derroca de um ser humano perturbado ao mesmo tempo que a sociedade em si está à bancarrota, mas que tem muito mais sucesso no primeiro elemento do que no segundo. Se formos pensar apenas no como as pessoas se desrespeitam hoje em dia, ok, sucesso total. Joaquim Phoenix merece no mínimo uma indicação ao Oscar, bem Todd Phillips, mas há sim um espaço, ainda que pequeno, para insatisfações com o roteiro.

E parabéns pela sua crítica. Sua visão intimista do Coringa é sensacional.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 6 de novembro de 2019 - 09:33

Olá, @Massaaki:disqus! Em primeiro lugar, obrigado por deixar esse textão aqui, cheio de reflexões e apontamentos sobre a obra. Uma das coisas mais legais do exercício da crítica é criar justamente esse diálogo que vai ampliando, enriquecendo, esclarecendo e ressignificando a obra para nós. E também fico feliz que tenha gostado da minha leitura sobre o personagem e sobre o filme.

Dos pontos que você levantou, gostaria de focar no da glorificação da violência e de seus atores sociais, porque isso é algo que não tratamos de maneira mais ampla e aberta por aqui.

Mesmo tendo algumas divergências em relação à sua exposição geral, eu vejo que pensamos de maneira bastante parecida em relação à colocação desse indivíduo num meio (social, político, urbano) que desencadeia para ele uma série de situações/oportunidades/negação de oportunidades e também ações. O debate é mesmo longo, porque não fica apenas no setor sociopolítico, mas entra questões de moral e ética (como a colocação de que a causa para qualquer ação criminosa é sempre escolha do criminoso, sem influência alguma de agentes externos) e também do impacto que isso tem para a pessoa e pra todo mundo em torno dela.

Você cita até questões numa visão macro, como as manifestações no Chile, além de trazer exemplos históricos sobre o tema. No presente caso, vejo o filme mais como um expositor de um sentimento atual do que de glorificação da violência por si mesma. O paradoxo aí é que a gente VIVE numa sociedade em que se glorifica esse tipo de coisa, mesmo que de forma puramente estética (videogames, filmes do Tarantino, livros policiais, cinema slasher, etc etc). A diferenciação que faço aí é dessa glorificação como arte e a glorificação como algo físico, empírico, como resultado final de um espirito de época — daí minha divergência com o colega abaixo, falando um pouco sobre esse tema também.

O que o filme faz é juntar esse ambiente de pobreza, com a inteligência limitada e os muitos problemas emocionais e mentais do personagem e cria esse indivíduo que é a cara do personagem nas HQs. Ele é isso mesmo, o lunático que finge, o violento que mesmo ao falar muitas verdades, não tem a capacidade real de criticar porque seu olhar não é lógico. Assim, não dá para glorificar nada do que ele faz porque ele é tido como uma piada, um perigo, um horror em si mesmo, inclusive em seu maior momento. Os problemas sociais, familiares e mentais aí se juntam para um clamor interno de qualquer pessoa equilibrada: “esse cara precisa ir preso”.

Sempre bom levantar esse tipo de discussão.
Abs!

Responder
L 6 de novembro de 2019 - 02:59

Na minha opinião esse filme nada tem a ver com o personagem Coringa como ícone dos quadrinhos. Há alguns anos atrás percebi um “fenômeno” em qualquer área de comentários sobre uma grande atuação masculina em qualquer obra. “Poderia interpretar o Coringa.” “Seria um Coringa perfeito!” e variados. O maior elogio em caráter de atuação que um determinado público (jovem, eu acho) poderia pensar, romantizado pela morte precoce e trágica do seu último intérprete, o excelente Heath Ledger. Uma geração idolatrando o palhaço psicopata, agente do caos, um ponto fora da curva dentro da bolha de superheróis que vive o cinema nessa década. Pois bem, na minha visão esse filme é “meta”. Se é ele, esse personagem que vocês admiram, é ele que será dissecado até você ver que não há nada para ser admirado. Como caricatura, ele é divertido, selvagem, louco… como personagem real, o que todos admiram mas ninguém chegaria a ser (pois você é real), é o que vemos no filme: um homem fraco, triste, solitário, que só quer ser amado. Amado por quem? Ninguém ama alguém assim. Mas se torne um símbolo, ao colocar a máscara (ou a maquiagem- ou um sorriso) o indivíduo desaparece à medida que o ícone surge, você será amado pois não é como eu e você, é inatingível, é o maior elogio. E a culpa pela romantização da violência? Ao ídolo é claro, afinal melhor do que construir um é somente derrubá-lo.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 6 de novembro de 2019 - 08:09

Querer que um ator interprete um personagem ou achá-lo “louco ou intenso o bastante para isso” não significa idolatria ao personagem, nem mesmo a idade de quem pensa nisso ou qualquer coisa diante da morte de Heath Ledger. É como achar qualquer pessoa intensa demais e sofredora demais e pensar “seria um Hamlet maravilhoso” ou um “bom moço e imponente” demais e pensar “daria um ótimo Superman”… a lista é longa. A ligação com a época é percebida em qualquer arte pronta, isso é fato. Mas a coisa não é tão simples assim. E a romantização para personagens não acontece apenas porque é violento ou porque é o Coringa. As muitas adaptações da Paixão de Cristo, as muitas versões de histórias do Superman ou idealizações em torno de “pessoas notáveis e que fizeram o bem” também existe. E o espírito da época está em cada uma dessas visões. Mas isso dá apenas uma nuance de percepção de mundo… não dá pra bater um martelo sociológico em termos de identidade apenas porque um personagem é o admirado da moda. Em tempos passados havia febre em torno de Borat. E das Branquelas. E dos bêbados de Se Beber Não Case…

Responder
William O. Costa 19 de outubro de 2019 - 06:26

Uau, boa demais essa crítica! Detalhista, exata, explicativa e ao mesmo tempo artística por si só. Ambas as críticas desse filme aqui no site se completam e estão num altíssimo nível dentro desse gênero textual.
Só dá pra dizer sem me alongar muito que concordo com tudo, inclusive a nota.
Os problemas que alguns esperavam que o filme traria quanto à violência — e que alguns conseguiram estranhamente enxergar após o lançamento — são o oposto do que o filme mostrou, servindo quase quase que um aviso contra, não apenas ela, mas às pessoas que procuram motivos para praticá-la, bem como também a esses motivos que realmente existem, ainda que não sejam motivos válidos. O filme chega a ser quase leve em questão de violência física, sendo pesado apenas psicologicamente.
A inspiração em Scorcese e em Robert DeNiro são explícitas. A infestação de ratos aqui tem a mesma simbologia que o lixo das ruas tinha em Taxi Driver. No fim, a pior infestação da cidade é de humanos que veêm num vilão um herói, como muitos o fazem na vida real, bem como de humanos que se fazem de heróis quando não passam de vilões.
Como comentei na crítica sem spoilers, o filme soa como uma piada, como a velha história das Roupas Novas do Imperador, um tolo enganando tolos justamente por se acharem inteligentes. Terminei o filme rindo enquanto That’s Life tocava. Aliás, esse filme me fez mudar minha compreensão dessa música.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 20 de outubro de 2019 - 12:22

Muito obrigado, cara! Em filmes assim, com um peso tão grande, a gente acaba tendo uma baita tarefa de tentar acompanhar a obra e abordar aquilo que ela tem de melhor. E sim, o peso psicológico aqui é imenso. É daqueles filmes que realmente mexem com as pessoas.

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João Camilo 17 de outubro de 2019 - 19:21

Uma das melhores críticas de cinema que já vi. Extremamente bem fundamentada e muito bem escrita. Acho que podia ter falado um pouco mais do certo perigo que é possível na leitura do filme, desenvolver como ele pode ser potencializador de crimes desse tipo. Adorei a leitura. Coringa é alguém preso ao seu próprio riso, abandonado na sua própria carne pela sociedade e, também, pela moral. O retrato de uma sociedade doente na sua plena arrogância.

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Alexandre Tessilla 16 de outubro de 2019 - 12:02

Parabéns pela crítica! Consegui assistir ontem e tive as mesmas impressões que você. Aquelas explicações desnecessárias sobre a esquizofrenia do Arthur quebraram um pouco o clima. Seria muito mais prazeroso permanecer com a dúvida, tentar sentir o que ele sentiu quando percebeu que era criação de sua mente. E as cenas citando as histórias dos Wayne pareceram meio deslocadas, como um fan service. Me incomodou um pouco, mas no geral não compromete como um todo. Entendo porque o Phoenix não queria que fosse inspirado nos quadrinhos. Eu particularmente entendo mas discordo. E a sua preocupação Luiz, em mostrar que existe um mal exemplo a não ser seguido com a melancólica e trágica história do Arthur, só prova que a nossa sociedade está doente. Como você disse, o filme critica justamente isso. Vivemos em uma época difícil, a sociedade está cansada e ansiando por um gatilho que os motive para jogar em dobro todo aquele lixo social que recebeu. E outra, será que o Scorsese consideraria esse filme como não cinema? Ou estava considerando os filmes de aventura no geral? Saí do cinema com a mesma empolgação de quando vi Guerra infinita, só que mais reflexivo. São emoções distintas.

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Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 14:24

É, meu caro, de fato esse sentimento de doença social é muito forte. Gatilhos existem aos montes e muita gente propensa a ser afetada. Nós temos dados estatístico a respeito da depressão, ansiedade e outros tipos de doenças emocionais que dominam o nosso tempo. Daí que um filme desse porte causa esse impacto sobre nós.

Quando ao Scorsese, acho que ele veria de forma bem série o tema e o tratamento para este filme. Então não vejo entrando naquele grupo de “não-cinema” que ele comentou.

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Wing 16 de outubro de 2019 - 11:21

Ontem assisti o filme, e eu acho que ele foi muito bem sucedido no que queria, me chocou de uma maneira tremenda e perturbadora. Não acredito que tem gente que afirme que há uma glorificação das ações do personagem ou que ele até tente criar uma empatia por suas ações, naquela cena no metrô quando ele assassina aqueles 3 caras, ouvi gente dizer que a sensação passada era que eles merecia e que o Coringa só estava se defendendo, mas se fosse uma ação de auto-defesa, o Coringa podia ter parado assim que um deles fugiu com medo, mas não, ele escolheu ir atrás do homem e dar até mais tiros que o necessário, ou seja, a motivação dos seus atos não é externa, mas aquela maldade é totalmente intrínseca ao personagem, a sociedade deu um empurrão, mas a decisão final foi do Arthur.

Eu não gostei do quanto o filme é expositivo em relação à si mesmo, jogando na cara do espectador coisas que dariam um charme maior ao filme caso ficassem em aberto, como quando a Zazie Beetz aparece no apartamento dela sem reconhecer o Arthur, isso bastava para deduzir que era tudo algo da cabeça dele, mas o filme em dois segundos decide explicar, não chega a estragar o filme, mas estaria melhor sem estar ali. Inclusive acho que essa informação diz bastante sobre o personagem, quando a Zazie vê o jornal e diz que os 3 homens mereceram o que tinha, você vê que o Coringa projeta na sua mente justificativas deturpadas para as suas ações.

Assim como eu também não gosto do discurso final no programa do Robert De Niro, é quase como se o filme chegasse e explicasse para o público uma das suas mensagens, eu preferia que a câmera desse um close no rosto do Phoenix e depois partisse para o tiro.

Mas ainda assim, eu acho que o filme fez um ótimo uso do narrador não-confiável, quanto mais eu penso no filme, eu vejo irregularidades na história que são muito bem justificadas quando pensamos que tudo aconteceu na cabeça dele lá naquele asilo. Eu não acho que houve passagem de tempo, e sim que ele sempre esteve lá. Nos últimos segundo, com ele passando pelo corredor com pegadas de sangue após matar a psicóloga, verá que o cenário é o mesmo de quando ele sai do apartamento pela primeira vez com a maquiagem de Coringa. E é aí que você vê que ele tem mais dos quadrinhos do que pensa, toda essa história me remete aquela fala dele em “A Piada Mortal”, onde ele diz que não se lembra direito da sua origem, lembrando toda vez de uma maneira diferente. Quando o filme corta para ele com a psicóloga no asilo, eu pensei até que estava diante de outro personagem, aquele lá parecia realmente o Coringa que nós conhecemos, fazendo até parecer que o Arthur Fleck que nós vimos ao decorrer do filme era só uma reimaginação do Coringa na sua cabeça.

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Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 11:21

Que tem gente…?

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Wing 16 de outubro de 2019 - 11:21

Eu tava escrevendo um textão, e aí a mensagem enviou sozinha.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 14:10

Ah, sim! Isso acontece às vezes mesmo.

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Wing 16 de outubro de 2019 - 11:34

Agora o comentário tá completo, espero que goste de algumas observações que eu fiz.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 14:10

Lendo agora e já respondo!

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 14:14

Essa transformação do personagem e o impacto que isso tem para ele e para nós é mesmo o cerne de toda a questão aqui, inclusive nas divergências que se colocam em relação ao filme. Gostei bastante dos pontos que você levantou, @disqus_CUBCjpxbdM:disqus. Só fiquei meio em dúvida quanto à sua posição sobre o discurso no programa do DeNiro. Você acha que ficou didático ali ou é o conteúdo do discurso que acaba sendo um problema, a ponto de vc não gostar?

Responder
Wing 16 de outubro de 2019 - 15:28

Eu acho que ficou didático e até mesmo acaba virando vitimismo do personagem. Na minha interpretação do filme, eu acredito que as ações do Arthur são impulsionadas principalmente por ele e seus transtornos, e como eu acho que tudo é um devaneio dele naquele sanatório, a sociedade decadente que nós vemos no filme pode ser uma visão deturpada dele também. Aí com aquele discurso, onde ele fala que os outros não conseguem se colocar no lugar do próximo – na minha sessão a fala foi legendada desse jeito – e diz que ele ficou daquele jeito devido a forma que ele era tratado, o filme entra no tão vitimismo que eu tinha medo dele se perder, mas eu acabo relevando porque eu acho que o filme na maioria reforça a tese de que ele é o culpado por aquilo e não a sociedade em si. Eu acho que ali o filme tenta passar a mensagem sobre o estado mental da nossa sociedade, mas o Coringa não era a pessoa certa para colocar essas palavras, faz parecer que ele era o bom samaritano tentando fazer a coisa certa e o resto do mundo estava errado, deixar as ações dele falar pelo texto ficaria melhor.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 15:39

Mas não pode ser vitimismo porque ele não suspende ação alguma diante de uma suposta dificuldade que enfrente. O que ele diz ali é a pura realidade desse Universo, exposta de modo a fechar o ciclo de tragédias do personagem, não como condicional e culpa única. Ele é um psicopata cuja exclusão social e horrores da sociedade onde vive não o impedem de matar e ele nem toma isso como motivo pelo qual mata. Ele mata pelo prazer. A sociedade é que deu o azar de ser assim com alguém como ele dentro dela.

Responder
Big Boss 64 15 de outubro de 2019 - 17:23

Ele matou ou não a “namorada” dele?

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 15 de outubro de 2019 - 20:38

Diria que não. O que você acha?

Responder
Big Boss 64 16 de outubro de 2019 - 00:30

O sinal da arminha na cabeça e o sumiço dela após a cena me provaram o contrário.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 08:10

Hummmmm agora vou adicionar isso à minha lista de “fez não fez” do filme. Excelente!

Responder
Big Boss 64 15 de outubro de 2019 - 17:23

Dá pra dizer que isso é um Taxi Driver genérico ou seria ofensivo demais?

Responder
Big Boss 64 15 de outubro de 2019 - 17:23

Eu achava as danças do Arthur estranhas no trailer, mas aí aparece ele assistindo Tempos Modernos no cinema e tudo fez sentido kkk

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 15 de outubro de 2019 - 20:38

Não é? Também tive aquele momento de “aaaaaaaaaaaaaah, sim!” quando foi mostrado o filme.

Responder
Diego/SM 14 de outubro de 2019 - 09:33

Ah, complementando: consigo visualizar perfeitamente esse Coringa do Phoenix como um “prólogo” do (já maduro) Coringa do Leadger (até visualmente)…

Responder
Diego/SM 14 de outubro de 2019 - 09:23

Pqp, que filmaço!
Além daquela chovida no molhado na antológica atuação do Phoenix, outra menção “artística” que faria: fotografia e som do c****** (não, os asteriscos não substituem “oringa” :)…
Sobre a trama… interessante a abordagem do Thomas Wayne meio p.n.c., digamos assim, subvertendo uma certa lógica mitológica, e uma certa “colaboração” indireta desse fato na construção do Coringa (e, num mecanismo de retroalimentação – do próprio morcegão… – por sinal, demais também o encontro com o Brucinho…) – num primeiro momento também não me agradou essa abordagem, mas aí pensei: ok, Bruce Wayne é um cara com uma “missão social”, humanista e tal… mas não necessariamente o pai dele também deveria sê-lo, certo? Ele era, antes de mais nada, exatamente um grande empresário…
Sei que houve críticas exatamente a essa “exaltação”, a um certo humanismo (e vitimismo) demasiado do vilão… e, embora até entenda essas críticas, não acho que foi tãããooo grave assim – e pode ser considerado TB uma crítica em tempos de “revoluções espontâneas”, formadas muitas vezes por manadas descerebradas instigadas por bufões e um simples click em uma rede social…

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 14 de outubro de 2019 - 11:46

Nesse caso, para mim, o jogo político aqui é inteiro ligado à burrice, ignorância e manipulação simplesmente violenta mesmo. Não há pauta. Não há proposta de mudança. Exatamente o que torna o Coringa alguém simplesmente doente falando algumas verdades sobre a sociedade. Mas nunca uma crítica. Porque ele nem tem interesse em nada disso. É o caos pelo caos… O que, para mim, faz total sentido se a gente pensar que isso é Gotham, né.

Responder
Carlos Bruno 14 de outubro de 2019 - 07:18

Gostei bastante do filme, atuação do Phoenix, trilha sonora e fotografia 10/10.

Se o filme não fizesse nenhuma ligação com o Batman, ou propriamente a família Wayne eu daria 10/10 no geral, não engoli esse perfil do Thomas de magnata babaca.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 14 de outubro de 2019 - 08:44

É, nem todo mundo vai gostar de tudo. Faz parte do jogo.

Responder
Carlos Bruno 15 de outubro de 2019 - 06:50

Nesse novo Batman, grande Luiz, você prefere a inserção desse mesmo Coringa (dessa mesma cronologia) ou prefere algo totalmente novo?

Edit 1: Se bem que tudo indica a não presença do grande vilão nesse primeiro filme, seja o Phoenix ou outro.

Edit 2: Estou respondendo o Luiz mesmo? Toda vez esses nome de Gado me atrapalha a ver kkkkkkkkkkk

Edit 3: Esse filme é muito doido mano, a cada dia que passa e a gente se lembra parece que fica melhor.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 15 de outubro de 2019 - 10:59

Cara, eu prefiro esse Coringa. Está bem estabelecido e tem um cenário que pode ser perfeitamente aproveitado no futuro. Torço para que seja usado.

Sim, Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL é meu nome de batismo! Luiz Santiago é só uma outra personalidade que eu nem deixo sair muito, porque só atrapalha ahahahahahahahahahhahaahhahahahahah

Filmes bons são assim mesmo: quanto mais a gente pensa sobre, melhor eles ficam.

Responder
Count Grishnackh 11 de outubro de 2019 - 23:25

Zack Snyder com ctz está feliz em ver a sua DC fazendo oq sabe fazer de melhor: filmes crus, relevantes socialmente, polêmicos e com frases de efeito. filme pica, ganha um 10 fácil.

parabéns pela crítica, mto boa.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 12 de outubro de 2019 - 07:08

Titio Snyder deve estar orgulhoso mesmo!
Valeu, Count!

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Alcapone 13 10 de outubro de 2019 - 19:30

Rapaz… Tu escreve muito bem! Parabéns! Excelente análise!

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 10 de outubro de 2019 - 23:29

Muito obrigado @alcapone_13:disqus! Fico bem feliz que tenha gostado da minha leitura sobre esse filmaço!

Responder
JC 10 de outubro de 2019 - 13:49

Rapaz, que filmão…..amei.

(SPOILLLLLLERRRRRRRRR)

Uma coisa que fiquei na cabeça, no finalzinho mesmo, o cabelo dele já está preto novamente.
Será que de REPENTE, ali já não teriam se passados alguns bons anos (20? ), e o Batman já estaria por aí? Pois justamente nessa parte aprece o Bruce chorando os pais…ou fui longe demais?

No mais, filme maravilhoso.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 10 de outubro de 2019 - 16:33

Pode ter passado bastante tempo ou alguns meses, e terem pintado de novo o cabelo dele ali em Arkham. De qualquer forma, dá pra perceber que se passou um tempinho porque ele ali já tá totalmente Coringão.

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Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 10 de outubro de 2019 - 16:33

Pode ter passado bastante tempo ou alguns meses, e terem pintado de novo o cabelo dele ali em Arkham. De qualquer forma, dá pra perceber que se passou um tempinho porque ele ali já tá totalmente Coringão.

Responder
AugustoCG 11 de outubro de 2019 - 12:13

Ele provavelmente usou tinta que sai logo dps, assim como maquiagem de palhaço.

Responder
cleverton 9 de outubro de 2019 - 11:16

Eu gostei bastante do filme, mas sinceramente a parte do Wayne ser um babaca e talvez pai do Coringa fez o filme perder uns pontos comigo. Acho q ao menos poderiam ter mostrado o Wayne como um cara legal que tenta ajudar os outros (como é nos quadrinhos e em todas as mídias que foi retratado) mas que também é babaca. Seria interessante por que mostraria que ninguém é totalmente mal e totalmente bom, o Arthur é mostrado como um cara que tenta ser legal no começo do filme apesar de todos os seus problemas, até o Thanos em Guerra Infinita tem suas motivações “boas”. Mas não o Bruce Wayne, ele é só um babaca rico. Acho que o filme tenta ligar muito a origem do Batman e do Coringa pra se vender mais, pq se não ficaria um filme muito “de arte ” mesmo e eu particularmente não gostei disso. Mas temos que concordar q o Joaquin merece as indicações que vão acontecer, mandou muito bem. 8/10 pra mim.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 9 de outubro de 2019 - 15:25

Penso justamente o contrário. Eu achei sensacional o Wayne babaca. É coerente com o tempo, premissa e contexto que o roteiro apresenta, assim como a genial ligação com o Bruce criança, outro baita acerto da obra pra mim.

Eu só não entendi o que você quis dizer com o “de arte” para filme, caso não tivesse ligado ao Batman.

Responder
cleverton 9 de outubro de 2019 - 17:57

O Wayne babaca queria ter gostado, faz total sentido no filme, mas não comprei se tivesse comprado o filme ia ser 1010. Quanto ao de arte talvez não foi o termo certo, eu quis dizer que essas ligações com o Batman fazem o público geral se interessar e querer ver, sem elas o público ia ser mais de nicho e dar menos dinheiro. Então talvez essa ligação direta pode ter sido meio forçada pelos chefões da Warner, novamente não ficou ruim eu só não curti muito.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 9 de outubro de 2019 - 18:20

Ah, agora saquei o contexto que você quis dar. Mas nesse caso, acho que o título já chama muita gente para o cinema, né. A não se que tivessem aceitado a ideia do Joaquin Phoenix e chamado o filme de “Arthur”. Aí sim acho que não teria tanto hype quando um filme chamado “Coringa”. E com certeza tem uma jogada aí no meio para chamar atenção. A presença dos Wayne certamente não é gratuita…

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Big Boss 64 15 de outubro de 2019 - 17:35

Sinceramente eu não achei o Thomas Wayne babaca, não. Ele tá no direito dele de afastar um estranho que chega perto do filho, ele sabia que a mãe do Arthur era doente mental e obviamente a gangue dos palhaços não é a solução de Gotham. Mas a visão do Coringa torna ele um babaca.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 15 de outubro de 2019 - 20:38

Curioso. Eu o achei babaca pessoal e politicamente falando. Mas não digo isso reclamando. Adorei vê-lo sendo colocado como babaca! haahahhahahahhahaahahha

Flavio Batista 18 de outubro de 2019 - 12:40

Eu, particularmente adorei o Thomas Wayne babaca. Uma das melhores coisa do filme. E sabe porque? Ele nem sabe q é babaca. Se acha o Salvador da Patria, como se estivesse acima dos demais e ainda se julga um cidadão de bem, por estar preocupado com os mais desafortunados, q precisam da sua liderança.
Achei genial

Responder
Fórmula Finesse 9 de outubro de 2019 - 09:18

É por críticas assim que o Plano Crítico é minha primeira opção quando quero vasculhar a “alma” dos filmes que me interessam (e entre outras coisas também), deixando em segundo plano o gemada e outros sítios virtuais de grande relevância. Poderiam até criar um canal de Youtube: “Fui levar o Ritter ver Lua de Cristal e veja o que aconteceu…” – hummm, melhor não! rsrsrsr
Ah senhores, que filme! Trinta anos atrás – ainda bem moleque – eu assistia Batman nos cinemas, o filme evento da década em relação ao tema super-herói (Superman já tinha sido sepultado em sequências horrendas nos anos 80); ainda me lembro da sensação maluca daquela noite, dos cartazes, dos banners gigantes, do símbolo do morcego tomando conta de tudo.
Trinta anos depois a eletricidade no ar era parecida: filas e mais filas no cinema na sessão seguinte que eu fui, era um novo filme evento que galvanizava as multidões.
O filme é tudo aquilo que se conta em verso e prosa, é sensacional e marcante, uma abordagem ousada de um personagem ousado…mas nem vou me alongar muito pois a crítica conta tudo do melhor possível.
Só vou meter a colher em alguns tópicos:
– Quando ele entrou no palco para sua apoteose (na cabeça do Coringa é claro); eu vi o vilão do Cavaleiro das Trevas do gibi, o beijo na senhora foi pura homenagem aquele trecho da revista (só não acabou em morte);
– O gesticular dele, a graça nos movimentos e o físico enxuto remetem ao Coringa clássico, o personagem magnífico de Heath Ledger parecia um gangster engessado em comparação;
– A cena do anão foi uma TREMENDA sacanagem (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrssrs), primeiro quando Arthur fingiu pular sobre ele e depois com a sequência do trinco; mas logo o momento cômico/alívio foi substituído pelo “ah, não…o anão (brinks) se lascou!” quando o Coringa voltou a fechar a porta e todo mundo temeu pelo destino do homenzinho…
– Achei e não achei necessário explicar que o relacionamento com a vizinha era pura ilusão; eu já estava meio poolto com o “Coringa pegador” da metade do filme que matou os três cabras e do nada tomava um Viagra psicológico e partia para cima da mulher…”Cadê o tal do Incel, baralho???” – rsrsrsr. Como a vizinha foi bem assertiva quando o questionou sobre se ele estava seguindo-a, achei que para os mais lentos de raciocínio – como eu – seria interessante salientar a pobre ilusão do lunático, mas concordo que explicar demais empobrece um pouco a tônica da coisa que é….PODE SER E PODE NÃO SER:
@ O canalha do Thomas Wayne muito bem pode ser o pai mesmo do Arthur, ele “assinou uns papéis” e deu um soco na cara do lunático quando este não lhe representava perigo;
@ No começo do filme vemos Arthur numa sequência bem rápida batendo a cabeça na porta de uma cela de manicômio, talvez ele estivesse ali o tempo todo e toda a saga do Coringa é apenas uma enorme e depressiva ilusão, a ponte com essa cena é a parte final que pode parecer desnecessária ou significar várias coisas ao mesmo tempo:
– Os pais de Bruce não foram mortos por interferência indireta do Coringa, volta-se a liturgia original do assalto;
– Thomas não é o canalha retratado;
– O Coringa nascido do longo delírio mental teve como primeira vítima a psicoterapeuta do final;
– Desse modo ele nunca teve UM momento de triunfo perante uma ensandecida multidão (que nunca existiu) que o aclamava;
– Como na Piada Mortal, a gente nunca sabe se o Batman matava ou não o vilão, entaum…esse FILME VEIO PARA CONFUNDIR E NÃO PARA EXPLICAR (olha o surto!), como deve ser a gênese do verdadeiro Coringa.
Risos enlouquecidos do Coringa depois de escrever tanta bobagem, só finalizo com duas coisas. Confesso (escrevo em “voz” bem baixa para não lerem) que esse filme precisaria ter uma sequência….(me perdoem!!!!).
E agora, vejam se a imagem abaixo não é a perfeita representação do Joker que saiu diretamente dos quadrinhos; não de uma era específica, cristalizada em um momento, mas do agrupamento de todas as fases mais importantes do vilão…vocês vão entender.
P.S: O Cavaleiro das Trevas, junto com o primeiro Super-Homem, ainda é o melhor filme sobre super heróis já feito.
P.S²: Continuo minha “cruzada” contra a imagem dos cinemas comuns: imagens granuladas, sem nitidez, escuras…a parte final do Talk Show foram bem prejudicadas pela falta de alta definição da projeção. Se perde detalhes do figurino e da ambientação dos cenários.
https://uploads.disquscdn.com/images/58b6c8db47a460f0e0544fb36a5467ddc73bbc950085367eb65dfecd3cf755b4.jpg

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Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 9 de outubro de 2019 - 15:25

“Fui levar o Ritter ver Lua de Cristal e veja o que aconteceu…” AHHAHHHAHAHHAHAHAHHAHAHAAH esse dia foi loko!!!

Uma das coisas mais legais desse filme é justamente a abertura que o roteiro dá para a interpretação desses momentos-chave para o personagem. A questão do que aconteceu ou não (embora eu acho que, salvo o que foi definido que era ilusão, realmente aconteceu) dá uma nuance ainda mais interessante para a obra e torna o personagem esse monstro que chama a nossa atenção…

Muito obrigado pelo prestígio de sempre, @Fórmula Finesse!

Responder
Fórmula Finesse 9 de outubro de 2019 - 15:36

É isso mesmo! Para mim esse filme é perfeito sob pontos de vista imperfeitos (nossas opiniões).
– Se analisarmos o que o filme realmente nos mostrou, ele acabaria perfeitamente no grande momento de felicidade do Coringa, levantando a galera com seu sorriso de sangue (ouvi essa feliz expressão num vídeo) e o final seria majestoso.
– Se a gente quer buscar um algo a mais, então aquele epílogo inundado de luz (bem ao contrário do resto do filme) faz um tremendo sentido também. Parece até que essa corrente está se fortalecendo como vi hoje de meio dia em alguns vídeos; têm gente que está interpretando como ilusão a saga do vilão baseado nas cores da fotografia, do cabelo e até no ganho de peso (???) do personagem…eu cheguei a possibilidade da ilusão por conta de um frame bem rápido lá no início, dele batendo a cabeça contra as portas e paredes de uma cela branca, foi tudo bem rápido.
BUT…então por quê ele estaria de ALGEMAS conversando com a psiquiatra no final, né? Se não tivesse cometido nenhum crime, não faria sentido.
Enfim, se um filme nos faz pensar nele tempo depois de tê-lo visto (fui no cinema só ontem), então quer dizer que ele de algum modo é marcante. Teorias da conspiração à parte, como é bom ver que o velho Coringa, mesmo num filme de origem, consegue nos deixar com a pulga atrás da orelha…
Ultimato foi a Montanha-russa do parque, Coringa foi aquele pequeno, abafado e assustador Trem Fantasma que odiamos e amamos de entrar no carrinho.

Responder
Fórmula Finesse 9 de outubro de 2019 - 15:48

Complementando: tinha um casal jovem atrás de mim…quando as luzes se acenderam, a menina em prantos, não conseguia deixar o assento e era consolada pelo namoradinho. E eu era um dos poucos homens sozinhos, de meia idade e fracassados (ahahahahahaha), que estava vendo o filme naquele horário.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 9 de outubro de 2019 - 16:13

Coitada da menina, ficou em choque!

Eu também fui ver esse sozinho!

Responder
Fórmula Finesse 9 de outubro de 2019 - 17:16

Hoje vou levar minha mulher para assistir, como ela voltou de viagem, não sabe que eu já vi o filme…(“mô…o filme é bacaninha, sem super herói, levinho e com uma pegada psicológica que tu vai adorar, já que é do ramo” – hihihih).

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 9 de outubro de 2019 - 17:16

Olha o nível de convencimento do cara! MESTRE DA DESFAÇATEZ! AHUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAUHAU

Fórmula Finesse 9 de outubro de 2019 - 17:26

Só porque ela é terrivelmente alienada em relação ao mundo das artes e da cultura nerd, capaz de nem saber quem é o Coringa…

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 9 de outubro de 2019 - 17:26

Pelo menos vai ser menos exigente quando for falar sobre o personagem hehehe

Fórmula Finesse 9 de outubro de 2019 - 18:49

É bem capaz dela me xingar por leva-lá para ver um filme sobre gente esquisita – ahahahahaha (isso que é psicóloga!).

JC 10 de outubro de 2019 - 14:01

Diaxo, sabe que tem sentido?

“No começo do filme vemos Arthur numa sequência bem rápida batendo a cabeça na porta de uma cela de manicômio, talvez ele estivesse ali o tempo todo e toda a saga do Coringa é apenas uma enorme e depressiva ilusão”

Diaxo! 😮
Daria até abertura para o Batman aparecer e ter digamos, ao menos, tempo para crescer e treinar e virar o Batimão.

Responder
Mateus Sousa 8 de outubro de 2019 - 21:16

Bem, digo que gostei muito da interpretação do Joaquin Phoenix, mas, sinceramente, tenho lá meus limites de aguentar o personagem do Joker.

Não levem a mal, mas, eu, volta e meia, me senti supercansado em ficar vendo o Artur, queria algo diferente, algo que eu realmente pudesse ter certeza de ser real, pelo menos, rsrsrs.

Eu senti referências de todos os cantos do universo do Batman, logo, tenho dúvidas em considera-lo um frescor ao gênero de heróis, pois, sempre lembrarei de Fragmentado como um estudo de personagem tão bom quanto o de Joker, mesmo com suas visíveis discrepâncias, o Kevin Wandelkran (não sei se o sobrenome tá certo) é um personagem que me pegou mais do que o Artur.

Acho que seria até melhor se não existisse nada do Batman no longa, pois, por conhecer o persona título do filme, várias “reviravoltas” me passaram um tanto apáticas.

Com certeza preferiria que o filme terminasse 1 cena antes, mas… O final acabou não sendo perfeito.

Além disso, acredito que vários temas que foram levantados a bola, são muito mais background e “mini-desculpas” do que algo a ser discutido.

Ademais, um acerto pra mim, o longa é, relativamente, curto, sendo assim, fica muito mais singelo voltar a assistir do que outros da própria DC, inclusive.

Vale destacar que, o Joker é muito parecido com o protagonista do Táxi Driver (desculpa aí, esqueci o nome), com referências perigosamente iguais, porém, não incomoda, apenas ajuda em uma noção mais direta ao personagem do Joaquin, bom, não falo de Rei da Comédia, pois, ainda não assisti, porém, a mais óbvia referência seria o Murray.

No fim das contas, acho que Coringa fica sendo o 2o melhor filme de super heróis/vilões do ano, apenas perdendo pra Ultimato, mesmo que haja uma leve queda entre eles.

Nota: 7,5 ou 8, vai depender do meu humor.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 8 de outubro de 2019 - 21:40

No fim do dia, é tudo uma questão de experiência mesmo.

Responder
Diogo Maia 8 de outubro de 2019 - 18:10

Curti o filme, apenas acho que o público está o superestimando demais. Com certeza a interpretação do Phoenix está impecável e merece todas as indicações de melhor ator que virão pela frente. Além disso, a fotografia está magnífica e a trilha sonora é bem imersiva.

Porém, penso que o roteiro possui uma série de deslizes. Para começar, a polícia de Gotham deve ser uma das mais incompetentes do mundo, o que é contraditório, pois deveria ser uma corporação acostumada a lidar com criminosos, mas mesmo assim não conseguem pegar o Arthur, mesmo após incontáveis pistas deixadas para trás após os crimes cometidos por ele. Ademais, algumas atitudes de certos personagens me pareceram inconsistentes. Por que o colega do Coringa (o mesmo que deu a arma para ele) foi visitá-lo se, ao que tudo indica, ele o detestava (ele foi o grande responsável pela demissão do Fleck). Por fim, não gostei da maneira como o filme distorce as motivações do vilão no final (neste ponto eu discordo do crítico), pois na penúltima sequência, aquela da manifestação à noite, fica claro que a população se apropriou do discurso do Coringa para atos violentos e de fins políticos, sendo que, na verdade, as ações do Arthur se deram porque ele é basicamente um psicopata. Disseram que a obra não estimula a violência, mas a discute. Não concordo. Em momento algum eu vi uma abordagem mais crítica das ações do Arhur, inclusive houve uma glorificação de seus atos nos instantes finais.

Apesar disso, reitero que o filme me agradou muito, mas esperava mais e não é nem o meu favorito da DC pós-Nolan. Nota 8/10.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 8 de outubro de 2019 - 20:17

Mas não houve nenhuma glorificação dos atos do Coringa. Ao contrário. O personagem e seus atos são vistos de maneira doente e insana ao longo de todo o filme, inclusive no desfecho.

Responder
Diogo Maia 9 de outubro de 2019 - 12:22

Discordo. A partir do momento em que o filme aborda a adesão do público aos atos do Coringa e não mostra explicitamente uma crítica em relação a isso, a obra glorifica as ações do vilão, pelo menos politicamente falando. Fica claro que as decisões do Arthur foram todas motivadas pela doença mental, inclusive ele comenta que tinha parado de tomar os remédios, mas a população de Gotham se apropria do discurso dele para justificar um movimento de violência urbana clichê. Reitero que gostei do filme, mas a conclusão foi um pouco decepcionante.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 9 de outubro de 2019 - 15:25

A sublevação popular só é aumentada, não parte das ações do Coringa. Este é justamente o assunto central da obra: as pessoas só precisavam de uma desculpa para algo que já estava acontecendo. E não há louvor nenhum em relação a isso, visto que o culpado é punido e o tempo inteiro suas ações são mostradas como erradas e como produto de uma mente doentia. Não há louvor algum aqui. Há alerta.

Responder
Diego/SM 14 de outubro de 2019 - 10:34

Mas, Diogo, talvez a “discussão” (ou, a crítica ali inserida), na escalada da violência popular esteja exatamente, subentendida, na questão de como certas atitudes, por menores (e mais descabidas) que sejam hoje em dia, em tempos de “revoluções” em um click (muitas vezes com seu start dado por um bufão, ou alguma declaração meio sem noção), são capazes exatamente de, através do efeito manada, fazer a coletividade seguir numa linha não muito racional (ainda que acreditando em uma suposta causa ou ideologia)…

Responder
Alexandre Silva 15 de outubro de 2019 - 20:09

O colega do coringa foi visita-lo pq ele “vendeu” uma arma ilegal para ele e os policiais estavam em busca de um palhaço com um arma, logo ele seria culpado tb. Ele nao foi lá pq estava preocupado com ele, já o anão foi. Por isso o coringa deixa ele viver.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2019 - 15:56

É raro. Muito raro. Mas sua crítica ficou excelente!!!

AHAHAHAHAHHHAHAHAAHAHAHA

Mas falando sério agora (só agora?), esse filme é quase que literalmente “O Que Aconteceria se… Taxi Driver casasse com O Rei da Comédia?”. Achei uma baita homenagem do Todd Phillips ao Scorsese dando uma roupagem de HQ bem de leve para “enganar” o público que normalmente se afastaria de um filme assim, classificando-o como esnobe e tal. Ao usar o Coringa como a “sardinha” para colocar gente sentada no cinema, ele uniu o útil ao agradável e fez uma obra-prima que, claro, depende muito do Phonenix para ser o que é.

Sobre seus pontos negativos:

1. A cena que revela que o namoro do Coringa era só na cabeça dele: Gostei MUITO da sequência em que ele entra no apartamento da moça, fica sentado no sofá e ela entra, leva um susto e diz algo como “Arthur, não é?”. O suspense que o diretor conseguiu imprimir ali foi quase insuportável, desesperador mesmo. Mas aí veio o tique nervoso dos “flashbacks reiterados” à la Clube da Luta ou O Sexto Sentido que quebraram o “clima”. Não tiraria pontos por isso, mas de fato foi completamente desnecessário.

2. Cena final: Você fala da cena dele em Arkham em que ele mata a psiquiatra off screen, certo? Cara, eu achei muito boa. Ele ALI transformou o Coringa em Coringa de verdade. Antes, ele parece que fez o que fez por razões pessoais, mas esperando um “prêmio”, ou seja, uma espécie de aclamação pública. Quando ele faz tudo no “reservado”, a coisa fica mais insidiosa ainda, pois ele mostra que ele realmente gosta de fazer o que faz por razões puramente pessoais, sem esperar “reconhecimento”. E as pegadas de sangue foram de arrepiar.

Outros comentários:

1. Adorei a cena do beco. Pode ter parecido algo externo à narrativa principal ou até imposição da Warner, mas achei que ficou genial. A melhor origem cinematográfica do Batman. Foi tão boa, mas tão boa, que acharei um CRIME se a Warner não se aproveitar dela como a gênese do Homem-Morcego no próximo filme solo dele. Nem precisa usar esse Coringa. Basta referenciar o momento.

2. Adorei o Thomas Wayne extremamente babaca. Totalmente fora daquele ar de pureza que ele normalmente tem nos filmes.

3. Que fotografia maravilhosa, hein? Acho que também aqui teve muito de Taxi Driver.

4. E a trilha sonora? Não é a mais agradável do mundo para ser escutada de maneira descontextualizada, fora do filme, mas ali dentro foi um negócio enervante quase tão marcante quanto a de Jackie (2016).

5. Cena do anão: Já disse e repito: não ria tanto de algo desde que assisti Os Safados no cinema em mil novecentos e bolinha…

Abs,
Ritter.

Responder
Daniel Marques 7 de outubro de 2019 - 22:49

“2. Adorei o Thomas Wayne extremamente babaca. Totalmente fora daquele ar de pureza que ele normalmente tem nos filmes.”

Será que esse Thomas Wayne não seria babaca o suficiente para forjar um processo de adoção? Como uma pessoa completamente desequilibrada conseguiria uma adoção formal? Nem aqui no Brasil conseguiria, quanto mais por lá.

Acho que essa “pulga atrás da orelha” foi posta de maneira proposital, justamente para levar os fãs a infindáveis debates e teorizar por meses na web.

Será que o Arthur não é um bastardo mesmo? Hum? Hein? 🙂

Responder
digdie 8 de outubro de 2019 - 20:46

Foi jogada de mestre, Daniel.

“…Isso é tudo que posso dizer, pois assinei uns papéis…”

Típico de abuso e abandono, deixando a mulher completamente fora da realidade que a cerca.

Responder
Daniel Marques 8 de outubro de 2019 - 23:22

Porque ele esmurraria o Arthur no banheiro quando, em momento algum, ele levou qualquer perigo ao TW?

“…Isso é tudo que posso dizer, pois assinei uns papéis…”

E se o abusador do pequeno Arthur (e, consequentemente, da sua mãe) tiver sido o próprio Thomas Wayne? Dinheiro acoberta tudo…

Cara, esse filme, quando mais você acha que tem certeza de algo, mais está enganado. Ou vice=versa.

No canal do Gustavo Mendes tem um vídeo que ele dá opinião sobre o que seria realidade e/ou viagem da mente do Arthur. Na última cena, ele notou que o Arthur está mais gordo, sem a face magérrima que ele apresentava. Será então que aquela cena se passa em um futuro distante, uns 15 anos após a transformação dele (note que a assistente social tb envelhece), onde o Batman já atue nas ruas de Gotham, e que a tal piada que ele imaginou e guardou para si, pois, segundo ele “você não entenderia”, seria que ele mesmo, de alguma forma, criou o Batman?

Cara, que louco… vou ter que assistir de novo. Aha-ha-ha-haaa (risada nervosa do Coringa)…

Responder
JC 10 de outubro de 2019 - 14:10

´Pensei o mesmo que você.
Quando vi que os cabelos dele não estavam mais verdes…poderia ter tido facilmente um salto temporal ali.
E o Batimão já ter tido tempo para crescer e treinar.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 8 de outubro de 2019 - 06:05

Às vezes a gente tenta fazer alguma coisa minimamente aceitável né, Gandalf? AHUAHUHAUHAUHAUAHUAHUAHUAHUAAUHAU

Eu achei bem bacana o peso da ação em particular que você levanta, quando o Coringa mara a psiquiatra. É algo que expõe essa necessidade e prazer dele, mesmo quando não observado. Ele meio que já tinha deixado claro que não estava se importando em nada em dar explicações (quando diz “você não entenderia” para a piada que a psiquiatra pergunta) e ali, com aquela morte, está bem claro que os portões da loucura foram abertos e não tem mais volta.

E eu também gostei muito desse Thomas Wayne babaca, envolvido com política e declarações polêmicas. Condiz muito com o contexto sujo de Gotham e com a época em que o filme se passa, deu um extremo ar de coerência para o filme. Aliás, o contexto aqui é muito, muito bem utilizado pelo diretor, em todas as camadas.

E sobre o anão, eu teria medo se estivesse no mesmo cinema que você.

Responder
digdie 8 de outubro de 2019 - 20:46

Man, que me desculpe o Luiz, mas estava esperando ser sua, a crítica a esse filme, mais ácida e feroz.

Achei o texto muito centrado e analista, tava estranhando a construção textual até que desci para ver que a tinha feito.

Não que tenha ficado ruim, mas…

Responder
andre99249 . 14 de outubro de 2019 - 06:20

To no seu time Ritter…quando percebi na cena do apartamento que era tudo da cabeça do Coringa o namoro torci fortemente pra eles não ficarem tentados a mostrar os flashbacks e confiarem no público, me deixou levemente desapontado, mas logo passou porque que filmaço. Confesso que não sou o maior fã dos filmes de super-heróis, acompanho o universo Marvel e até curto, mas nada nesse nível. Me surpreendeu realmente, achava que era só hype mesmo. Mas quando eu termino uma sessão com vontade de bater palmas é porque gostei. Puta trilha sonora! Quando começou tocar “White Room” em meio aquele caos foi espetacular. E trazer o De Niro pra interpretar o apresentador em referência ao “Rei da Comédia” foi sensacional. O filme transbordava Scorsese, mas não como uma simples cópia.

Responder
Thiago Andrez 16 de outubro de 2019 - 10:12

Primeiramente como um expectador anônimo desse site a anos, gostaria de parabenizar a todos os envolvidos nas críticas.
Expecificamente sobre a assistente social/psiquiatra q aparece no final do filme, fiquei com a impressão se ser a mesma que o atende 2 vezes durante o filme, porém mais velha…

Caso minha percepção esteja correta, Joker teria encerrado nela a corrente de mortes de pessoas que foram escrotas com Arthur?

PS. Quando vi o filme pela primeira vez, fiquei com a mesma impressão do Ritter, mas fui ontem novamente com minha esposa e fiquei meio grilado com isso, rs

PS² na segunda vez percebi pequenos detalhes q não notei na primeira vez, como por exemplo, quando Arthur escreve que “a pior parte de ter uma doença mental…” ele escreve com a mão Direita, após uma pequena pausa, ele pega o lápis com a mão Esquerda e continua… “é que as pessoas esperam que vc se comporte como não tivesse”

Responder
Flavio Batista 18 de outubro de 2019 - 13:04

Qdo se fala de Os safados, so consigo lembrar da cena das chicotadas nas pernas do Steve Martin hahahahaha “Do you feel this?”
To rindo aqui so de lembrar hahahaha

Responder
Gustavo França 25 de outubro de 2019 - 18:04

Os Safados! Assistir em inglês é um deleite com os sotaques que o Michael Caine faz!

Responder
Teco Sodre 7 de outubro de 2019 - 14:51

Cê disse tudo! Só faltou a outra metadezinha da estrela.
Pra mim, é um clássico. Difícil um filme me agradar tanto, em tantos aspectos.

Onde Todd Phillips estava se escondendo?

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 15:32

Ele deve ter passado esse tempo decidindo se ia continuar na comédia ou não…

Responder
Gabriel Carvalho 7 de outubro de 2019 - 20:10

Todd Phillips estava fazendo filme ruim por aí.

Responder
Bruno [FM] 7 de outubro de 2019 - 12:12

“O pai do caos.” Não é preciso gostar de HQ pra entender o quanto esse personagem é complexo. Está ASSUSTADOR como Joaquin Phoenix se entregou ao papel nesse filme. Ele trouxe um Coringa único. (Coisa muito difícil de se fazer após o que o próprio Ledger fez. Ambos únicos!) E não é só a atuação dele que impressiona, mas um conjunto de fatores (direção, fotografia, figurino e roteiro) que entregam um grande espetáculo nas telonas. (A cena da dança no banheiro é arrebatadora!)

A frieza nas cenas é aterrorizante. “Coringa” poderia muito bem ser considerado um filme de horror. Horror social. Coisa que se pararmos pra analisar a política e o mundo que vivemos hoje em dia, é algo sim bem REAL. Extrema esquerda ou extrema direita? Ou é buscando um equilíbrio que as pessoas estão se desequilibrando?

Um filme que vc assiste até com receio de alguém na sala surtar e sair atirando em todo mundo. (Deus nos livre de toda forma de violência!) Engraçado ainda tanta gente a favor da legalização do porte de armas no Brasil. Enfim né, avisos existem! E de várias formas. Enxerga quem quer.

Filme impactante!

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 15:32

É bem isso que tu disse: avisos existem. Foda é que muita gente faz questão de ignorar.

Responder
Diego Augusto 7 de outubro de 2019 - 18:29

E por acaso alguém que consiga uma arma de forma legal vai usar pra isso?? O personagem conseguiu uma em uma loja? Pare de tampar o sol com a peneira. Se a pessoa é mal intencionada nada impede ela de fazer o mal. Nada.

Responder
Gabriel Carvalho 7 de outubro de 2019 - 20:23

“Coringa”, ao meu ver”, compreende um impacto que as armas podem ter na vida das pessoas, não sendo meramente acessórios para a barbárie, mas um impulso para ela. Tudo muda na vida de Arthur depois que ele recebe uma arma. A arma tem um papel essencial na narrativa do filme.

Responder
Bruno [FM] 8 de outubro de 2019 - 11:54

Exatamente! – “A loucura é como a gravidade, basta um empurrãozinho.”

Responder
Bruno [FM] 8 de outubro de 2019 - 11:54

“Pare de tampar o sol com a peneira.” – Você leu o que escreveu? Rs. Porte de armas é algo para pessoas PREPARADAS. Pra isso que existe a POLÍCIA e o EXÉRCITO brasileiro.

Responder
Sheila Mello 16 de outubro de 2019 - 16:48

Por alguns comentários a gente vê que seu comentário está recheado de razão.

Responder
adrianocesar21 7 de outubro de 2019 - 12:01

dos pontos positivos poderia falar sobre o filme em si,e todos os pontos abordados na critica.. mas vou falar sobre um dos maiores pontos positivos ao meu ver.. não no filme, mas na recepção do publico fiel aos quadrinhos sobre o cinema hoje em dia… antigamente se o formato da nave do Kal-el no Superman de 1979 não fosse igual a dos quadrinhos os fãs já reclamariam.. e o Coringa foge tão completamente das Hqs a ponto de sugerir uma ligação parental que muitos considerariam uma heresia ao material original.. e ninguem reclamou… Filmes como o da Marvel só poderiam ser feitos hoje em dia por causa da tecnologia. Coringa poderia ter sido feito em qualquer época.. mas só hoje em dia as ideias e teorias que ele apresenta são bens aceitas. se fosse lançado exatamente igual há 10 anos, o fã-chatão acharia um lixo.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 15:33

O contexto histórico, nesse caso, ajuda muito também.

Responder
planocritico 7 de outubro de 2019 - 15:56

Depende, @adrianocesar21:disqus . O fã chatão só existe mesmo por causa das redes sociais. Vai para antes de ela existir e você não encontra fã chatão, pois não havia espaço e palco para a voz nem do chatão, nem do legal. Portanto, sim, o Coringa Phoenix poderia existir antes com até menos chance de as pessoas darem chilique…

Abs,
Ritter.

Responder
AleCassia Aguiar 7 de outubro de 2019 - 09:44

Parabéns a crítica!

Ela exprime muito da visão que realmente o filme passa aos espectadores, e exime dos textos fora de contexto que a mídia estava retratando o filme antes mesmo de estrear. Como “um gatilho” para loucos fazerem suas loucuras.

E o que vemos é um filme aterrorizantemente bem executado, em muitos momentos angustiantes. Mas que não deixa dúvidas que o que vemos, é tudo num ponto de vista de alguém que já é extremamente perturbado, com sua visão distorcida de “mundo”.

Direção e atuação, que merecem no mínimo a indicação aos melhores prêmios de cinema!

Abraços!
Alexandre Aguiar

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 15:33

O que eu já vi coisa fora de contexto, comparações que não tem nada a ver (meteram até Gramsci nesse filme, numa “análise” aí nas eternetes) sobre esse filme não tá no jornal…

Responder
O Inconformado Snyder 6 de outubro de 2019 - 23:25

Assisti hoje e, até agora, estou sem palavras. É um filme que, com certeza, proporcionará muitas discussões e estudos daqui pra frente. Uma história envolvente e aterrorizante, com um protagonista que consegue, ao mesmo tempo, ser cativante e repulsivo. Que nos permite ter certa dose de empatia pela sua vida trágica, mas sem nunca darmos razão a seus atos cada vez mais perturbadores. Palmas para Joaquim Phoenix, que explode em tela dominando cada minuto de cena. Sem exagero, considero que todos os seus papéis até aqui foram uma preparação para este momento. Elenco, direção, roteiro, tudo em perfeita sintonia. Parabéns pela ótima crítica!

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 02:51

Filmaço mesmo e uma baita de uma interpretação do Joaquin Phoenix. Para as 3 pessoas que duvidavam que ele iria arrebentar nesse papel… aí está.

Responder
Vinicius S Pereira 6 de outubro de 2019 - 20:03

Crítica belíssima, tu citou tudo que eu penso sobre o filme praticamente. Parabéns mesmo Luiz!

Quanto ao filme, ele é uma das coisas mais perturbadoras que eu já vi, acho que principalmente pelo fato de tu saber o fim da história cada cena tem um peso muito grande, muitos momentos eu não conseguia rir imaginando as consequências do momento, e mesmo quando a riso é inevitável soa como se fosse errado rir da situação.

Não acho que o filme vitimiza ou faz apologia a psicopatia do Coringa, se você conseguir se identificar em achar justificável tais ações, bem amigo, você já tem problemas e não é esse filme que vai mudar algo. A mensagem que eu vi foi exatamente a oposta, e o diálogo com Murray exemplifica isso, Coringa era louco e ponto. Crítica sim temos a sociedade, sistemas sociais que não funcionam, governo cortando verba e assistência aos necessitados, tudo isto criou o ambiente necessário pra origem do Coringa e querendo ou não é algo que enxergamos no nosso dia a dia, no fim a mensagem que o filme passa é positiva e muito séria.

Quanto ao final, ao rolar dos créditos um colega meu indagou se talvez as cenas finais no sanatório, ligando tudo ao Bruce, não teriam sido gravadas após o estúdio notar o sucesso estrondoso que o filme faria, dando ganchos para uma continuação, já que ela pareceu um pouco deslocada do que soa ser o “verdadeiro” final, na cena anterior.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 02:51

@senseidosjogos:disqus considerando o nível que o roteiro seguiu, meu palpite sobre a cena final é bem simples: o diretor quis adicionar mais uma gota de intriga em relação às alucinações do Coringa. Aquela cena do “louvor” dele nas ruas de Gotham foi real ou alucinação? Ou ele foi realmente preso e levado direto para o sanatório? Dá uma perspectiva interessante nesse sentido, por isso que disse que entendo o por quê usaram esse ato final no sanatório. E de certa forma isso quebra um pouco a impressão de total exaltação do psicopata. Não no sentido moralista, já que ele mata a terapeuta. Mas no sentido de dar um outro sentimento para o espectador mesmo, já que o filme foi todo pensado com essa roda gigante de emoções.

Responder
Lucas Santos 6 de outubro de 2019 - 20:03

Parabéns pela crítica, ficou muito boa.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 02:08

Obrigado, @TorcedorAzulino:disqus!

Responder
Felipe Augusto 6 de outubro de 2019 - 13:29

Antes de qq coisa, uau q crítica! Parabéns Luiz, matou a pau, falou tudo e mais um pouco, concordo em absolutamente tudo q vc disse, td q eu qria transpor em palavras mas não conseguiria, vc fez. No mais, filme do ano, ultrapassou com louvor Parasite q pra mim era o melhor até então. Sem comentários pra atuação do Phoenix, soberba! Assisti O Rei da Comédia na semana e realmente é mto inspirado nele, a cena final dele correndo então é igualzinha a uma cena de O Rei, e claro o próprio De Niro emulando Jerry Lewis e mto mais, quem gostou de Coringa e ainda não assistiu, corra p assistir, tem na Amazon Prime. Na sessão q fui td mundo começou rindo mto das risadas dele e eu já tenso, apreensivo, sabendo q aquilo era digno de pena, mas aos poucos todos foram percebendo isso. Fiquei puto e incomodado c um pai ao meu lado q levou o filho de uns 12 anos no máximo q claramente ficou perturbado e ficava perguntando tudo. Na cena da asfixia da mãe, o cinema inteiro em silêncio, tenso e a criança pergunta bem alto claramente abalada: pai o q ele tá fazendo? Tornou a cena mais perturbadora ainda. Deu vontade de falar p pai: Cara, a classificação máxima do filme não é à toa seu imbecil! Enfim, tirando isso, a experiência de assistir a esse filme pra mim foi mto impressionante, sensacional, embasbacado com o q conseguiu realizar esse tal de Todd Phillips, q só lembrava de Se Beber Não Case. Que obra-prima senhoras e senhores!

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 16:34

Valeu mesmo, @disqus_BN8JN41C1d:disqus!
Eu lendo esse teu relato do pai com uma criança na sala… mano… como é que pode? Acho que esse povo acha que classificação indicativa é só uma pegadinha. Se a gente, que é adulto, já fica todo perturbado com esse filme, imagina uma criança? PQP!!! E essa pergunta que o menino fez? Putz!!!
Coringa parece que veio mesmo para fular muita fila na lista de melhores do ano, hein! 😀
Abração, meu querido!

Responder
DarkKnight 6 de outubro de 2019 - 12:24

Eu dei risada em todas as mortes do filme(menos da mãe),acho que tenho que procurar um medico

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 12:34

Comece a fazer terapia já! HAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Responder
Gabriel Pereira 6 de outubro de 2019 - 09:54

Que crítica maravilhosa e precisa, Luiz! Você conseguiu extrair tudo que o filme nos transmitiu e pensei e concordo com tudo o que você nos disse.
Vários trechos da sua crítica me deixaram feliz em lê-la, pois é exatamente assim como enxerguei as mensagens que o filme nos passa. Não, em nenhum momento possui glorificação a violência ou algo do gênero, mas sim, é filme perigoso pra quem já tem algum problema e que precisa de um “motivo” para cometer alguma atrocidade. Os atos do Coringa não são de se aplaudir ou aceitar. Porém, essa não deveria ser a questão mais abordada para o filme, penso que a mensagem principal é o respeito para com os outros ao nosso redor. Não que somente isso irá fazer o mundo um paraíso, mas é o primeiro passo para não existir tanto ódio e desprezo em todos os níveis da sociedade. Sobre o filme em si, são só aplausos, tudo perfeito, para mim o filme do ano, atuação magistral de Joaquin Phoenix. Obra prima, de um realismo assustador, de pertubações e reflexões que assustam e que normalmente não queremos fazer, pois nos da medo, entramos em conflito com nossos pensamentos, mas um filme extremamente preciso, atual e necessário.
Vou terminar com uma frase que me veio a cabeça durante o filme:
“Quando o indivíduo sente, a comunidade treme.” Aldous Huxley
Um grande abraço Luiz, e obrigado pelo texto!

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 16:26

@disqus_7JTpvCcjpL:disqus muitíssimo obrigado pelo prestígio de sempre!
Que filmaço, não? Eu estive conversando esses dias com alguns amigos sobre como o roteiro e as ações do personagem vão nos fazendo questionar limites morais e isso é colocado em tal nível que no final a gente está esgotado. Essa relação com os indivíduos e os problemas individuais + crises, que você coloca no seu comentário, é outro ponto que dá ainda mais relevância à atuação do Joaquin Phoenix quanto para o próprio filme, não é? Essa frase do Huxley mata a pau!

Responder
Gabriel Pereira 6 de outubro de 2019 - 18:57

Obrigado, Luiz!
Filmaço, adoro filmes que nos leva a um degrau a mais no quesito de enxergar o nosso mundo. Sempre temos o que aprender e estar por dentro desses assuntos tão delicados, mas importantes, que muitas vezes nos passa despercebido até o momento de uma “explosão”.
Abraço!

Responder
Gabriel Carvalho 6 de outubro de 2019 - 03:38

Grande texto, Luiz. Você manda muito bem!

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 08:44

Hey, muito obrigado!

Responder
Linti Faiad 6 de outubro de 2019 - 01:02

Muito boa a crítica. Sempre que vejo um filme venho ansioso ler a crítica de voces. Continuem com esse trabalho incrível!
Trilha sonora sensacional. Aspectos técnicos (sobre os quais não possuo nenhuma expertise) também notáveis para mim.
Entretanto, gostaria de levantar alguns pontos:
1) Acho possível ver o filme como um manifesto político. Tanto que o Phoenix saiu de uma coletiva quando o repórter questionou sobre os riscos sociais do filme. A sociedade, para alguns, está doente. E qualquer gatilho pode iniciar um incêndio. Acho que o Phoenix não se sentiu confortável em pensar que ele (a atuação, por óbvio) poderia ser esse gatilho…
2) Penso assim pq Coringa apenas surgiu quando os remédios deixaram de ser ministrados em decorrência de um corte dos gastos públicos com assistência social. Corte feito por pessoas que “não dão a mínima”. É uma crítica voraz. Tudo estava lá o tempo todo. Mas apenas explodiu pq algumas pessoas optaram por cortar o gasto público. Me lembra um trecho do livro do Harari “Homo Deus”: toda a fome do mundo existe apenas por questão política, pois hoje há tecnologia para que ngm passe fome…
3) Pra mim, a morte do Murray foi, também, um ato político. Não me recordo exatamente as palavras, mas o então quase plenamente constituído Coringa teve como motivação o que a sociedade faz com pessoas como ele. Foi um ato antissistema. Por ele ser agente do caos, ele não propõe uma solução, mas pra mim ficou claro que é, também, contra o que está aí. Mas claro que não desconsidero ele ter falado que tb estava ali pela sacanagem que o Murray fez com ele… Essas ambiguidades do filme são sensacionais.
4) Dito tudo isto, por óbvio que não considero justificáveis os atos do Joker. Mas todas as mortes tiveram fundamentos. Menos a da psiquiatra no final. Aparentemente, foi por puro sadismo… Apenas então temos o Coringa que conhecemos dos quadrinhos (não conheço tanto para ter certeza absoluta dessa afirmação…).

Achei incrível o comentário abaixo de que o tema da paternidade ter ficado em aberto como em “A origem” e a piada mortal. Sai do cinema com essa sensação também. Se o Thomas é apenas mais um bilionário inescrupuloso que chamou toda a população não rica de palhaços, pq ele não poderia ter construído a loucura da Penny?

O filme é pertubador. E ainda mais pq é atual…

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 02:04

Obrigado, @lintifaiad:disqus.
Dos pontos que você levanta, muito bacanas por sinal, o único que discordo é o terceiro. Não vejo o assassinato do Murray como um ato político e para mim o Coringa não é antissistema, pelos motivos que coloco na crítica.

Já a parte psicológica, tenho uma visão bem parecida com a sua. A condição dele está ali, adormecida, e à medida que o espaço social, as tragédias da vida cotidiana e a interrupção dos remédios acontecem, a coisa vem à tona com tudo. E vem para destruir.

Responder
Vinicius Maestá 5 de outubro de 2019 - 23:34

O filme tem vários momentos incríveis, mas a cena de terror q o anão sofre é impagável. Ele se trancando é uma das cenas mais engraçadas q eu já vi, embora aterrorizante

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 00:19

É bem isso mesmo: engraçada mas aterrorizante.

Responder
ABC 5 de outubro de 2019 - 21:41

Achei mais graça no tiro final e na mãe do Fleck dizendo que ele não é engraçado que na cena do anão (que não deixa de ser engraçada).

Saudações.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 00:19

A mãe dele dizendo que ele não é engraçado também me fez rir por uns três segundos.

Responder
WillMDias 5 de outubro de 2019 - 21:12

Filmaço!!!

A formação de um ícone dos quadrinhos não poderia ser melhor retratada. Atuação, roteiro, fotografia, espaço-tempo, críticas e claro, violência. Muita tanto psicológica quanto física.
Não deveria ser diferente. Este Joker, é isso mesmo que vimos no telão, inseguro, doentio, nervoso e cruel.
Vale cada segundo do seu precioso tempo.
Premiações devem vir (a atuação do Joaquim é fenomenal), porém esse não deveria ser o foco, pois o filme é muito mais cinema do que tapetes vermelhos e holofotes.

Agora se encerram as “polêmicas ” plantadas antes da exibição para o grande público.

Espero que DC continue com essa linha de filmes separados de um universo compartilhado. Agradeceremos.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 00:19

Continuando nessa linha de capturar de verdade a essência dos personagens e de seu entorno… uh, muita coisa boa há de vir por aí.

Responder
WillMDias 6 de outubro de 2019 - 06:29

Bom dia.
Já pensou, um filme do charada ou um filme do pinguim com temática gangster/máfia?

Apenas com estes dois citados acima é possível um estudo de personagem que siga nessa linha do Coringa.
Claro, cada uma com suas características próprias. Não estou pedindo filmes iguais.
Outros vilões também poderiam ser inclusos nessa lista.

A DC, agora tem uma anorma fonte mão, não que não tivesse antes, porém, agora, ela sabe que pode se aventurar , novamente, nessas águas sem amarras de um universo compartilhado .

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 08:20

Só em falar do Charada já me ganhou! Eu adoro ele!

Responder
WillMDias 6 de outubro de 2019 - 09:35

Aguardemos.

Vitor Guerra 5 de outubro de 2019 - 21:02

Critica magistral Luiz, os destaques do filme pra mim:
A risada do Joaquin Phoenix é fantastica principalmente pela forma como ele consegue deixar claro que é aquilo é uma tortura pra ele.
a cena do homicídio triplo foi incrivel muito bem dirigida e executada.
O encontro do Arthur com Bruce Wayne foi fenomenal, engraçado que quando o primeiro trailer saiu eu ouvi muita gente dizendo que so botaram o nome do Coringa em um filme sobre um palhaço qualquer mas eu discordo essa cena so funciona pra mim porque eu sei que esse dois estão destinados a serem inimigos mortais ela não teria um decimo do peso se eles fossem outros personagens.
A cena do anão é uma das cenas mais terrivelmente engraçadas que eu já vi, você ri mas sabendo que aquilo é perturbador.
Os 20 minutos finais que ele assume o Coringa são o show do filme e que realmente me deu a sensação de estar vendo um filme baseado em quadrinhos(dos mais pertubadores) adorei a cena final em que ele ri de uma piada que se lembrou mas diz que a psicologa não entenderia enquanto a camera da um foco no Bruce Wayne no momento em que virou o Batman, talvez indicando que apenas ele entenderia ou sugerindo que a piada mais engraçada do mundo seja que o Coringa criou o Batman.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 01:29

Muito obrigado, @disqus_lprxlA8nZo:disqus! Eu também vi várias teorias comentando que este não era o Coringa, etc etc. Seria um baita tiro no pé uma produtora fazer um filme com um nome de um personagem só por pegadinha, né. E como você bem levantou, faz todo sentido que seja de fato o palhaço do crime, pelo encontro com Bruce pequeno, pelas origens num mesmo cenário e pela aproximação que a montagem vai fazendo entre os dois, especialmente nesse final… É o Coringa mesmo. E QUE Coringa, meu velho.

Responder
serge 5 de outubro de 2019 - 18:26

O filme é bem perturbador e apático,não senti nenhuma apatia por nenhuma personagem,mas acho que esse é o objectivo.
O humor do filme tem aquele obscuro significado ,se deve ou não rir.e o porquê de rir numa situação pouco correta.
A banda sonora é incrível ,fotografia e direção muito bom,argumento bom.
Joaquin Phoenix, excelente ,grande favorito ao oscar na minha opinião.
A dança que ele faz é bem “catchy” cativante ,eu senti vontade de dançar a mesma dança .

Bem mais para o final,quando ele está com a ultima maquilhagem e caracterização ,foi o joker que me deu mais medo,cheguei a ficar arrepiado.

Com Heath ledger eu senti empatia ,mas os filmes do coringa com o batman no filme cria-se outra empatia com a personagem.
É um filme muito bom,que vai marcar mais a uns ,que a outros.Não é um filme que uma pessoa queira ver de novo,mas acredito que seja daqueles filmes que melhora com o tempo.

Estranhamente acabei o filme com a mente vazia e com uma expressão facial apática ,é um filme estranho.

E uma coisa que não vou entender,é os pais que levam os filhos a ver este filme,na sessão que eu fui ,havia uma mae com o filho talvez de 8/10 anos ,que no final pareciam perdidos,foram talvez ao engano pensando que ia aparecer o batman ,que ia ser um filme diferente.

A critica está muito completa e mt boa,parabens.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 01:38

@disqus_4BTOVF9Vpb:disqus na sessão em que eu estava uma mãe tinha levado uma garota também. Na descida das escadas, ela tava grudada na mãe, meio que escondendo o rosto. É absurdo que os pais levem crianças para ver um filme como este. E eu entendo perfeitamente tua relação apática vinda da obra. Esta é justamente a sensação que a gente tem aqui. E o que torna o filme realmente perigoso, porque desumaniza. É uma porrada e tanto!

Responder
Felipe 5 de outubro de 2019 - 01:16

Que filme perturbador. Mesmo alguém que fosse assistir ao filme sem saber quem é o Coringa perceberia logo no início que aquele sujeito era uma panela de pressão prestes a estourar (o mundo real está cheio delas, infelizmente). Saí do cinema com uma sensação muito estranha. De alguma forma o filme lembrou-me muito Clube da Luta onde o protagonista também é um sujeito extremamente psicótico. O Brasil tem várias Gothams – sujas, caóticas e violentas.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 5 de outubro de 2019 - 07:07

Uma das coisas que mais perturbam neste filme é justamente essa estranha e amedrontadora aproximação com a realidade. Como o nível psicológico que o roteiro aborta é imenso, pela banalidade do mal exposta, aí lascou tudo.

Responder
Hugo Vila Nova 5 de outubro de 2019 - 00:29

Crítica magistral para uma obra de arte magistral.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 5 de outubro de 2019 - 06:48

❤️

Responder
Comediante 4 de outubro de 2019 - 21:31

Saí do cinema com as pessoas olhando meio torto por rir bastante durante o filme, mas eu achei muitas cenas engraçadas, como o Arthur deixando a arma cair no hospital infantil, a morte brutal do Murray e claro, a cena mais hilária do filme, o anão morrendo de medo e não conseguir abrir a porta… Cômico. Tirando essa parte que me fará ir para o hospício em alguns meses, o filme é sensacional, chegando ao seu ápice no fim. Vou me revirar na roupa de força se o Phoenix não ganhar o Oscar. E parabéns pela excelente crítica Luiz, como sempre.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 21:51

Quando eu vi o teu nome e avatar e li das tuas risadas EU comecei a dar risada HAHAHAHAHAHAHHHAHAHAHAHAHAHAHA. Mas cara, a cena do anão é mesmo engraçada. Pra mim foi um riso nervoso, mas ainda assim eu ri.

Responder
Comediante 4 de outubro de 2019 - 22:09

Hahahahaha, realmente boa parte do povo no cinema riu, mas eram os únicos momentos de barulho no cinema, pois no restante estava todo mundo vidrado na tela e ansioso/nervoso para a cena que iria vir (no talk show então…), apesar que tinha um pessoal na fileira atrás da minha que parecia não saber ler a legenda direito e ficar repetindo as coisas, tipo:
“Oh meu Deus, parece que ele, o coringa, é filho do Thomas Wayne.”
“Queeeeee? Não pode ser. Espera, isso significa que ele é… IRMÃO DO BRUCE WAYNE???!!!”
Alguns minutos de filme depois…
“Vish, parece que era mentira…”
“Então quer dizer que ele não é irmão do Batman ?”
“Minha nossa, parece que ele mãe dele abusava dele.”
Muito irritante essas pessoas que ficam explicando algo que já foi dito.. Se eu não tivesse tomado meus remédios teria jogado minhas esfirra de queijo neles.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 22:43

Cara, quando era xofen, eu cheguei a brigar no cinema por causa disso. O imbecil e os amigos ficavam COMENTANDO A PORRA DO FILME!!! Ainda bem que hoje encontrei a paz e sou um homem de luz e tranquilidade… 😀

Responder
digdie 9 de outubro de 2019 - 15:36

O pior, elas não sabem ler nas entrelinhas.

Responder
Cahê Gündel 🇦🇹🇭🇰 4 de outubro de 2019 - 18:17

O filme não o glorifica, tampouco as suas ações, mas também não o descaracteriza na maldade que representa, mostrando-a crua, real, de maneira simples e banal… exatamente como faz os jornais televisivos em fins de tarde. O tipo de pessoa para quem essa violência simplista e pseudo justificada é potencialmente perigosa é o mesmo tipo que encontraria “motivos” jogando videogames, imitando quadrinhos, lendo Stephen King, ouvindo Cannibal Corpse ou assistindo a Mártires (2008).

Amanhã irei ao tatuador e pedirei pra gravar isso nas costas.

Sensacional a crítica, Luiz, expressou tudo que senti ao ver e rever (sim, vi duas vezes) esse espetáculo.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 21:51

Wow, duas vezes? Você está bem? HAHHAHAHAHHAHAHHAH
Valeu, @cahegundel:disqus! O filme é realmente um espetáculo.

Responder
JGPRIME25 4 de outubro de 2019 - 15:03

A sensação de humanidade nesse filme são como gotas de água: Uma hora elas secam.

É o que senti quando Arthur se torna Coringa. Sem humanidade, sem escrúpulos, debocha do sexo, da política, da sociedade, simplesmente debocha e apesar do filme, denunciar todas essas questões, ele sabe que está trabalhando com um personagem que não quer passar mensagem, ele é egoísta, narcisista, nada precisa fazer sentido, tudo o que o Coringa precisa é de uma plateia, pois ele é um eterno espetáculo…que ninguém jamais compreenderá.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 21:41

Sim! E no final você vê que ele faz no tempo e do jeito dele. Quando a terapeuta pergunta o que era a piada ele diz “você não entenderia”. Ele não tá nem aí pra ser engraçado porque os outros querem. Se for engraçado pra ele, então é isso aí. Que personagem…

Responder
Bruno Cavalcanti 4 de outubro de 2019 - 15:02

Bruce Wayne e Arthur Fleck tranquilamente poderiam ser irmãos de sangue. Ambos loucos, ambos tentando lidar com seus traumas terríveis (cada um por um caminho, obviamente), mas ambos perturbados e frutos de uma cidade também perturbada.

Thomas Wayne poderia tranquilamente não ser esse mocinho todo que os quadrinhos sempre contaram. É perfeitamente possível que um figurão, rico, com poder e influência, crie provas e tire do caminho pessoas que poderiam ameaçar seu império.

A foto de Peny Fleck com um TW escrito atrás me deixou com a mesma sensação do peão rodando no final de inception. Também me deixou com a mesma angústia da página final de A Piada Mortal. Não ter certeza absoluta, não entender algo plenamente e questionar o status quo a todo instante é incômodo. O cérebro não conclui nada em definitivo mas também não desiste. Parece ser também algo que acontece na cabeça do Coringa o tempo todo. A solução que ele encontrou foi parar de tentar entender. Ele resolveu assumir que sua vida não era um drama. Não havia mais nada a perder. Sentir-se vivo, transformar tudo em uma comédia e zoar as estruturas sociais o faria sentir-se vivo de verdade. Como bem dito na crítica, o que é engraçado para ele varia o tempo todo, conforme sua visão e vontade em cada instante. A imprevisibilidade o diverte enquanto cria caos. Isso faz com que as pessoas sintam desespero, percam o controle e não saibam o que fazer, exatamente como era ele próprio antes de se tornar o Coringa. O que pode ser mais divertido do que isso?

“Você não está ouvindo nada do que estou falando. Ninguém nunca ouve. Você só senta aí e fala as mesmas coisas todas as semanas.”

Me senti mal por isso. Talvez tenha sido enganado pelo plano de Thomas Wayne. Talvez Peny e Arthur tivessem razão. Ou talvez não. Uma mente psicótica como a dele também seria perfeitamente capaz de criar sua própria realidade. mas tudo isso pouco importa agora. O palhaço já descobriu o que fazer pra se sentir bem. Thomas Wayne está morto. As vidas de milhares de pessoas foram e serão transformadas a partir das escolhas de uns e das impossibilidades de escolhas de outros.

Um justiceiro e um criminoso lendários nascem para coexistir eternamente. Ambos imortalizados por um roteiro puro, uma atuação visceral de Phoenix e por esta critica magistralmente escrita.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 21:41

Muito obrigado, meu querido! E foi bacana ler a sua comparação entre essas duas figuras forjadas no caos. Cara, quando mais eu penso no que esse filme apresentou, mais eu gosto dele. A criação dessas duas figuras, o caos ao redor e essas possibilidades e aproximações que você levanta só deixa as coisas ainda mais interessantes.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 21:41

Muito obrigado, meu querido! E foi bacana ler a sua comparação entre essas duas figuras forjadas no caos. Cara, quando mais eu penso no que esse filme apresentou, mais eu gosto dele. A criação dessas duas figuras, o caos ao redor e essas possibilidades e aproximações que você levanta só deixa as coisas ainda mais interessantes.

Responder
Ivan Juninho 4 de outubro de 2019 - 14:01

Minhas versões favoritas do personagem, em ordem de prefêrencia

VERSÃO QUADRINESCA*

Jack Nicholson em Batman (1989)
Mark Hammill em Batman – Animated e Batman – Mask of The Phantasm

VERSÃO REALISTA (em andamento)

Heath Ledger em Batman – The Dark Knight
John Dimaggio em Batman – Under the Red Hood

*A duologia do Homem Morcego (não considero os filmes do Schumacher fazendo parte do mesmo universo) feita por Tim Burton é pra mim a versão definitva do personagem nas telonas. Porque ele foi o único cara que entendeu os quadrinhos de tal forma, que ao dirigir os filmes, conseguiu emular o clima quadrinesco e fantástico das HQs com o seu estilo gótico e expressionista, ou seja, ele respeitou o material fonte. Sem contar que a versão de Jack, tem a essência do Coringa dos quadrinhos, (engraçado, sombrio e imprevísivel). A nostalgia também me influenciou já que eu adoro os quadrinhos do Batman e vejo muito deles nos filmes do Burton. A trilogia Nolan também é excelente, pois ele conseguiu fazer com que Batman fosse um personagem que realmente pudesse existir na vida real.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 14:01

E o Joaquin Phoenix, entra em qual colocação?

Responder
Ivan Juninho 4 de outubro de 2019 - 14:47

@luizsantiago:disqus Esqueci de perguntar, o que achou do meu TOP ?

Responder
Ivan Juninho 4 de outubro de 2019 - 14:01

Ainda não vi Coringa kkk. Aqui aonde moro não tem cinema. Assim que ver edito meu top

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 19:57

Muito pequena tua cidade? Interior?

Responder
Ivan Juninho 5 de outubro de 2019 - 00:01

Eu sou do Paraná, moro num distrito de um munícipio. E neste municipio não tem cinema.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 5 de outubro de 2019 - 06:58

No período de temporada assim, quando saem grandes lançamentos, deve ser bem complicado…

Ivan Juninho 5 de outubro de 2019 - 08:19

Muito complicado. Sou obrigado a esperar os filmes serem lançados na Internet!

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 5 de outubro de 2019 - 11:37

😢

Ivan Juninho 4 de outubro de 2019 - 14:47

@luizsantiago:disqus Esqueci de perguntar, o que achou do meu TOP ?

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 15:03

Achei interessante a divisão. Bem específica.

Responder
Ivan Juninho 17 de janeiro de 2020 - 20:00

Terminei de ver. Em ordem de preferência.

VERSÃO QUADRINESCA
Jack Nicholson – Batman (1989)
Mark Hammil – Batman Animated e Batman: Mask of the Phantasm

VERSÃO REALISTA
Joaquin Phoenix – Joker (2019)
Heath Ledger – Batman – The Dark Knight
John Dimmagio – Batman – Under the Red Hood

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 17 de janeiro de 2020 - 20:00

Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Responder
Ivan Juninho 17 de janeiro de 2020 - 20:00

Demorou, mas deu certo! HAHAHA

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 17 de janeiro de 2020 - 20:08

😀

José Victor Batista 4 de outubro de 2019 - 14:01

Filme incrível, talvez o melhor que vi esse ano! Não foi um filme que você curte, mas que te prende a tela e por mais horrorizado que fique com os acontecimentos, você questiona se não está gostando daquilo mais do que deveria. Tipo a cena do anão, que deve ter sido feita intencionalmente pra você rir e se sentir culpado por isso. Eu tive que segurar uma risada.
Esse é um filme que te deixa perturbado, e o que aconteceu na minha sessão prova isso.
Pelos últimos quinze minutos do filme um garoto da minha idade levantou da sua cadeira e foi pra porta da sala, justamente de frente pra onde eu e meus amigos estávamos sentados. Ele carregava uma mochila, que ele segurava com força, e ele continuava a olhar pra tela, em pé e visivelmente nervoso. O clima de perturbação que o filme deixava fazia todo mundo se sentir tão agoniado que eu e os meus amigos (e algumas pessoas sentadas por perto) passassem o final do filme com um olho na tela e outro no garoto. Ficamos pensando “é isso, eu vou morrer aqui”, mas quando o filme acabou ele foi apenas o primeiro a sair da sala. Na hora foi assustador, mas lembrando dessa “histeria coletiva” agora é até engraçado.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 14:01

Puta merda que situação tensa! Eu teria me mijado todo!!!

Responder
José Victor Batista 4 de outubro de 2019 - 15:16

Pior é que eu tava com vontade de ir no banheiro, tive que me esforçar em dobro pra me segurar hahaha
Enfim, até pensei em assistir o filme de novo mas uma parte de mim não quer correr outro risco.

Responder
Cahê Gündel 🇦🇹🇭🇰 4 de outubro de 2019 - 18:26

Nas duas sessões que fui tinha gente estranha, e nunca vi tantas pessoas sozinhas no cinema.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 20:07

É o que eu mais vejo aqui em SP… Eu, aliás, fui sozinho ver Coringa.

Responder
Matheus Jornalista 4 de outubro de 2019 - 12:21

Eu ri em cenas que não eram para ser engraçadas, nessa hora, me questionei se eu não estava curtindo demais o sadismo do filme, mas não. Acho que o pulo do gato dessa obra é o fato de desafiar seus valores a todo momento.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 12:38

É um bom teste. Acho que as empresas vão começar a usar esse filme como parte do processo de seleção: assistir a reação dos candidatos enquanto veem o filme… Se curtirem demais e ficarem muito alegrinhos, já saem do escritório pra salinha branca…

Responder
Matheus Jornalista 4 de outubro de 2019 - 13:36

Acho que não teria espaço pra tanta gente no sanatório.

Responder
kelven 4 de outubro de 2019 - 13:10

Isso cai nos casos em que o povo está batendo palma pras cenas mais chocantes

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 13:11

Estão batendo palmas pras cenas + chocantes??? WFT???

Responder
Cahê Gündel 🇦🇹🇭🇰 4 de outubro de 2019 - 18:26

Bah, eu só ri nas piadas envolvendo o anão (tenho fraco por anões, falha minha), no resto do tempo fiquei encolhido na poltrona.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 20:07

Dois. E com o anão foi até aquela risada nervosa, saca?

Responder
Isac Marcos 4 de outubro de 2019 - 12:21

Eu me lembro de passar pelo estacionamento do shopping em que veria o filme e pensar: “O Coringa é um agente do caos”. E de sair da sala de cinema pensando novamente isso. Para mim, a perturbação maior do filme está exatamente aí, nenhum processo sociopsicológico ali consegue ser páreo para o caos e seu agente, que não tem pretensão alguma de melhorar o sistema e sua realidade, e/ou a dos demais (a cena em que ele está sendo levado preso na viatura e vendo como a cidade está, como as pessoas estão agindo nas ruas é explícita quanto a isso).
Você consegue até entender os processos que levam o homem a se tornar o ícone disso, mas no final sai enxergando que ele é um vilão, mas não “só” um vilão. Sendo bem oposto a Foucault, a loucura ali tem o poder de impor uma desordem social. Impossível sair indiferente diante disso, e não sair impactado.
Luiz, o que te fez não dar 5 estrelas?

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 12:31

Concordo! Não tem como ficar indiferente a esse filme de jeito nenhum! É um filme que te faz pensar e te deixa remoendo uma porção de coisas…
Ah, e sobre os motivos para as 5 estrelas: realmente não tem mais nada além daquilo que eu botei no texto. E o peso disso foi alterando para mim enquanto eu escrevia (já que inicialmente daria 4), mas quando comecei a pensar em detalhes e analisar a obra em detalhes, ela cresceu mais um pouco para mim. Mas é aquilo que coloco no final: mesmo sendo superados em parte pela excelência do restante da obra, são problemas que incomodam. Ou pelo menos a mim incomodaram, claro.

Responder
Isac Marcos 4 de outubro de 2019 - 22:10

Entendi. Eu perguntei para compreender melhor, pois como não tenho a expertise cinematográfica de vcs (meu site preferido para esse e outros tipos de conteúdo; como aprendi a reconhecer e admirar filtros/iluminação/luzes a partir dos textos aqui), fico querendo entender o que pode ou não levar a obra à determinada nota.
Grato pelo pelo retorno/explicação. Forte abraço.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 22:35

Somos sempre muito honrados, viu!
Mas você tem alguma dúvida em relação a esses pontos que eu levantei como motivação ou está tranquilo, deu pra entender pelo que leu? Se tiver dúvida sobre algo específico, só gritar aqui.

Responder
Isac Marcos 6 de outubro de 2019 - 20:29

Sim, deu, super tranquilo.
Tá ok, obrigado!
Abç.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 7 de outubro de 2019 - 02:08

#énoisquevoabruxão

Pé De Pano 4 de outubro de 2019 - 11:43

Filme sensacional, bem como a critica! Verei de novo, com certeza! Realmente, durante o longa você sente uma crescente “aura sinistra” e isso meio que incomoda. Agora… tô vendo uma forçação de barra dos diabos por aew, hein?! Pintaram o filme de tal modo que pensei que fosse um “Serbian Film” só que psicológico. Nem de longe! E outra, o amigão ali embaixo falando sobre gente deixando a sessão. Assim também foi na minha, mas não se iluda! Sem essa de “por sentir incomodo”, tem gente metendo o pé pelo marasmo mesmo! Afinal, não é um blockbuster convencional (e sim, trata-se de um blockbuster, não deixe a qualidade e a construção do filme fazer você pensar o contrário). Enfim, obviamente, esse é só meu ponto de vista! Um salve pra galera do Plano Crítico! o/

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 12:02

Salve salve, @ChumbregaDaQuebrada:disqus!
É, se a pessoa for ao cinema achando que vai ter um filme de ação ou algo minimamente parecido com uma comédia, ela vai sair nos primeiros 30 minutos mesmo, não tem jeito…

Responder
planocritico 4 de outubro de 2019 - 12:11

Não concordo! Como sou notoriamente insensível, eu CAPOTEI de rir com a cena do anão (é esse o termo correto?) não conseguindo abrir a porta da casa do Arthur. Muito sacana da parte do Phillips ter feito isso com o objetivo explícito de me fazer passar vergonha no cinema!!!

Abs,
Ritter, Aquele Que Vai para o Inferno (ou já está lá…)

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 12:11

VOCÊ É UM PSICOPATA, POR ISSO QUE GARGALHOU TANTO!!! HAUHAUAHUAHAUAHUAHUAHAUHAUAHAUH

Mas essa cena é engraçada mesmo. Só que eu tava tão tenso, que só consegui emitir um “hahaha” nervoso e pronto.

Responder
planocritico 4 de outubro de 2019 - 12:21

E pior é que “meu” cinema é normalmente frequentado por gente ainda mais velha que eu (sim, isso existe) e elas estavam todas lá me olhando feio…

– Ritter, Diretamente de Arkham.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 12:38

COMO ASSIM GENTE MAIS VELHA QUE VOCÊ??? COMO ISSO É POSSÍVEL????

Provavelmente estavam achando que você era a versão brasileira do Coringa!!!

ABC 5 de outubro de 2019 - 21:31

Provável que tenha sido um dos cinemas de rua de Botafogo. Sempre que vou em qualquer um deles me sinto numa sessão geriátrica, quando saio do cinema já sinto vontade de reclamar de alguma coisa e falar que na minha época as coisas eram melhores…

Saudações.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 6 de outubro de 2019 - 00:19

HAUHUAHAUHAUAHUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAU

Meu Deus, tem um lugar que só tem Ritter e os Ritterettes com mais de 150 anos!!!

jcesarfe 4 de outubro de 2019 - 11:33

Um dos melhores filmes já feito.

Responder
Bernardo Barroso Neto 4 de outubro de 2019 - 08:13

Filme antológico e perturbador. Desdo o inicio você entra na mente de Arthur Fleck e vê sua loucura crescendo até chegar o ato final que é espetacular. Desde a cena do talk show, passando por aquela cena do beco e o final com o coringa no arkham. Saí do cinema impactado como foi no final de Vingadores Ultimato. O filme vai ficar na memória por muito tempo.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 10:23

Com certeza vai. Ver a construção do personagem é um exercício que deixa a gente esgotado. E Joaquin Phoenix colabora para que a gente saia do cinema impactado.

Responder
Fernando Cesar 4 de outubro de 2019 - 06:29

Eu não me surpreenderia se alguma autoridade pública do Brasil quiser censurar esse filme. Parece que ele saiu diretamente das páginas de uma revista Vertigo ou Black Label. Na sessão que eu fui quase metade dos espectadores saíram antes da metade do filme provavelmente porque se sentiram incomodados. Esse não é um filme de “super-heróis” convencional. O filme é psicologicamente muito pesado e quem for vê-lo pensando que vai ser como Vingadores ou Guardiães da Galáxia não vai aguentar até o final.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 10:23

As pessoas realmente não podem se enganar aqui. É o tipo de filme que não se deve duvidar do hype e do que se diz sobre ele: é pesado, é perturbador e não é um filme de ação ou uma adaptação normal. Eu só não gostei muito da classificação indicativa ser 16 anos aqui no Brasil. Deveria ser 18…

Responder
Fernando Cesar 4 de outubro de 2019 - 10:33

Concordo com você. Diante de tudo aquilo que foi mostrado quem não estiver com as emoções equilibradas vai sentir e muito. O filme deveria ser +18.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 11:32

E você mesmo presenciou a galera saindo no meio do filme, por se sentir incomodada. Não é um filme fácil não, por isso que uma classificação indicativa maior seria o ideal.

Responder
Bruno Cavalcanti 4 de outubro de 2019 - 15:27

Mesmo não sendo um filme fácil, acho muito engraçado as pessoas não gostarem de se sentirem incomodadas. Filme bom pra mim é aquele que me tira da zona de conforto. Que me faz pensar coisas que a rotina não deixa. Que me abala por uma semana. (Animais Noturnos, Arrival, Blade Runner 2049, Mother, Inception, pra citar alguns além do Joker).

Devo ser masoquista.

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 20:07

Concordo. Especialmente quando o incômodo é plenamente justificado na proposta da obra e no contexto em que ela é narrada. Incomoda, deixa a gente estranho, mexe com nossa fibra moral, mas é um filme condizente com o Coringa… Quem saiu da sala estava esperando o quê? hahahhahahahha

Amanda Schmidt 4 de outubro de 2019 - 02:12

Meu sentimento com esse filme é que ele parece ter saído diretamente da cabeça do Coringa de TDK como uma das várias origens que ele cria. Achei muito bom, embora tenha uma parte de mim que não quer ver de novo jamais.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 4 de outubro de 2019 - 02:22

Mesmo sentimento. Tem uma parte de mim que não que ver esse filme nunca mais.

Responder
Big Boss 64 16 de outubro de 2019 - 01:11

Caraio! O filme até pode chocar e tal, mas não me traumatizei tanto assim kkk

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 16 de outubro de 2019 - 08:10

É o tipo de incômodo que eu realmente não queria escolher sentir de novo.

Responder
Big Boss 64 18 de outubro de 2019 - 11:04

O teu incômodo só senti quando vi Centopeia Humana (esse eu tranquei o DVD pirata num cofre, levei até o rio mais próximo, remei à beça e joguei nas profundezas sem olhar pra trás).

Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 18 de outubro de 2019 - 11:17

Mano, eu vi trechos desse filme e imagino bem o que vc tá falando. Nunca peguei pra ver o filme todo, mas só a premissa e as cenas que eu vi me faz adiar tranquilamente isso pro futuro ahhahahahhahahahahahahahahahahahahaha

Big Boss 64 18 de outubro de 2019 - 13:47

Pois eu desrecomendo fortemente, principalmente àqueles como eu que tem ojeriza a fezes (nunca terminei “Quem quer ser um Milionário?” por causa disso kkk)

Bruno Cavalcanti 4 de outubro de 2019 - 15:27

kkkkkk

sensacional essa sacada..

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