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Crítica | Corpo Fechado

por Fernando Campos
678 views (a partir de agosto de 2020)

Obs: Há potenciais spoilers

Após o enorme sucesso de O Sexto Sentido, a expectativa sobre o próximo filme de M. Night Shyamalan foi enorme. Além de demonstrar talento em conduzir a narrativa, o diretor chamou a atenção por seu roteiro complexo e com o famoso plot twist no final. Apesar de alcançar a fama através de uma história sobrenatural, o indiano escolheu para seu próximo longa contar uma história de super-herói, trazendo para o subgênero o famoso suspense que ele já mostrou saber construir.

O longa conta a história de David Dunne (Bruce Willis), um segurança que sai completamente ileso de um acidente de trem que matou todos os passageiros, espantando os médicos e a si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que apresenta uma explicação bizarra para o fato.

Grande fã de histórias em quadrinhos, Shyamalan constrói aqui um verdadeiro filme de super-herói, com vários elementos do gênero: o protagonista descobrindo seus poderes, a interferência que isso traz para sua família, a revelação de seu ponto fraco, o medo em agir como herói, entre outros. Mas, ao invés de optar pelo fantástico, o diretor desenvolve sua trama com os pés no realismo, exemplificado pelo ritmo lento da obra, que busca contar sua história sem pressa, mostrando que o processo de se tornar um herói necessita de várias reflexões do protagonista.

Portanto, não há aqui efeitos especiais exagerados ou cenas de ação a cada 15 minutos, Shyamalan, que também escreveu o roteiro, foca totalmente em David e Elijah, mostrando como as peculiaridades de seus corpos afeta a vida de ambos, uma vez que, não apenas Elijah sente o peso da fragilidade de seus ossos, como também David não aceita em um primeiro momento ser dotado de tantos poderes, demonstrando um certo desejo em descobrir que em algum momento de sua vida já foi frágil, escolha acertadíssima para humanizá-lo e dar dramaticidade à história. Mas o grande mérito da história é compreender que todo herói precisa de um grande vilão, mostrando como na mitologia um não surge sem o outro e por isso o desenvolvimento dos protagonistas é tão importante, sendo uma preparação eficiente para o plot twist presente no fim.

Além disso, a construção dos dois personagens é brilhante. David é apresentado como um homem constantemente triste, desacreditado e que não sabe nem os próximos passos que tomará na vida, enquanto Elijah, mesmo trabalhando com algo que gosta, mostra-se fissurado por encontrar alguém que seja o seu oposto, destacando como ainda é infeliz. Apesar das diferenças, a situação de ambos os coloca na mesma busca: o seu lugar no mundo. Portanto, além de um belo longa de super-herói, Corpo Fechado é também uma obra sobre descobrimento interno e a procura de sentido na vida.

Aliás, os momentos onde eles interagem são o ponto alto do filme, não apenas pelo ótimo roteiro, mas graças também as ótimas composições dos atores que dão vida aos personagens. Bruce Willis cria uma composição onde Dave está sempre com um olhar cansado e voz mansa que destaca a desesperança dele com sua situação atual, como se estivesse entregue ao fracasso, mas transmite com perfeição como a descoberta de seus poderes insere otimismo a ele. Já Samuel L. Jackson se destaca construindo em Elijah uma pessoa complexa, que transmite segurança no que fala, profunda inteligência e perplexidade por não entender o porque nasceu tão frágil, demonstrando que fará tudo para concluir sua busca pelo seu oposto.

A opção de Shyamalan pelo realismo se mostra acertadíssima também para explorar aquilo que ele sabe fazer de melhor: o suspense. Portanto, há momentos absolutamente tensos aqui, conduzidos com maestria pelo diretor, como, por exemplo, na cena onde David entra em um quarto para salvar uma mulher, mas acompanhamos suas ações atrás de uma cortina, impossibilitando ver toda a ação, criando uma sensação de incômodo e susto quando de repente vemos o herói olhando diretamente para a câmera. Aliás, Shyamalan mostra aqui uma habilidade impressionante em conduzir a câmera, utilizando vários travellings para reposicionar os elementos na composição quando são destacadas mudanças internas nos personagens, como na cena onde David relembra que já teve pneumonia e a câmera desloca-o para o lado esquerdo do quadro, ressaltando como a descoberta o enfraquece. Além disso, o realizador usa vários long shots, tornando as cenas mais perturbadoras, tensas e construindo uma eficiente atmosfera de suspense.

O diretor utiliza ainda outras estratégias inteligentíssimas à serviço da história, como o uso constante de vidro nos momentos envolvendo Elijah, veja como em seu nascimento ele é refletido por um espelho e na infância é filmado através do vidro de uma televisão, chegando ao ápice na cena onde ele cai de uma escadaria e sua bengala de vidro se estilhaça no chão, representando o impacto que a queda teve sobre seu corpo. Por fim, Shyamalan constrói um interessante esquema de cores baseado no roxo para representar Elijah e verde e amarelo para representar David, decorando tanto os cenários quanto o figurino dos personagens, repare, por exemplo, como na cena onde Joseph brinca com um boneco de super-herói as cores do brinquedo são verde e amarelo, ressaltando como a criança passa a idealizar o pai.

Apesar de ser um filme de super-herói, Corpo Fechado é uma obra madura, que explora a fundo as angústias de seus personagens e compreende perfeitamente a mitologia que está abordando, construindo não apenas um grande protagonista, mas também um vilão à altura. Além da ótima história, Shyamalan mostra mais uma vez sua enorme habilidade em conduzir a narrativa e criar uma atmosfera de tensão, mostrando como é um dos diretores mais talentosos de sua geração.

Corpo Fechado (Unbreakable) — EUA, 2000
Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan
Elenco: Bruce Willis, Samuel L. Jackson, Robin Wright Penn, Spencer Treat Clark, Charlayne Woodard, Eamonn Walker, Richard E. Conselho, M. Night Shyamalan
Duração: 106 min

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51 comentários

Rocket Car 22 de janeiro de 2019 - 00:46

Filmaço! Melhor obra do Shyamalan até hoje.

Responder
Fernando Campos 28 de janeiro de 2019 - 20:10

A melhor dele pra mim é O Sexto Sentido, mas é um filmaço mesmo.

Responder
Guilherme de Almeida 17 de janeiro de 2019 - 19:39

Revendo aqui a filmografia do Shyamalan para me preparar pro novo filme. Meu Deus, esse Corpo Fechado é melhor do que eu lembrava!

Responder
Fernando Campos 28 de janeiro de 2019 - 20:02

Filmaço demais!

Responder
pabloREM 14 de janeiro de 2019 - 13:15

É o melhor filme desse diretor e um dos melhores a tratar de super-heróis. Gosto muito.

Responder
Fernando Campos 28 de janeiro de 2019 - 20:02

Um dos melhores filmes de super-herói de todos os tempos, mas pra mim O Sexto Sentido será sempre o melhor do Shyamalan.

Responder
Fórmula Finesse 14 de janeiro de 2019 - 11:02

Vi o filme esses dias no Netflix e tive uma grata surpresa! Vim correndo aqui ver se tinha crítica e novamente não me decepcionei. Até minha pobre consorciada gostou, e ela é meio chata e nada nerd para filmes como eu – rsrsrs
Mas existem algumas questões que à lume da razão, me incomodaram depois do encerramento, alguns questionamentos que creio que não encontrarão resposta sobre a motivação do vilão e seu modo de operação.

Responder
Gabriel Carvalho 15 de janeiro de 2019 - 12:48

A motivação do vilão é confirmar a natureza daquilo que estudou por tanto tempo: os quadrinhos. Que pessoas podem ser super. Que os heróis terão os seus vilões.

Responder
Fórmula Finesse 15 de janeiro de 2019 - 15:14

Exato, até aí eu entendo mas estranho ao mesmo tempo. Que tipo de alienação ou de psicopatia extremamente agressiva ele desenvolveu para acreditar no totalmente imponderável? Ao longo da história humana, nunca houve casos parecidos de proezas que se assemelhassem aos poderes atribuídos aos heróis dos quadrinhos que nos acostumamos a ver desde a década de 30; claro, homens muito fortes, resistentes ou com poderes psíquicos poderosos voltam e meia assombravam o mundo…mas era tudo relativamente longe do que costumamos atribuir aos verdadeiros super heróis. Então, falta certa materialidade à motivação do vilão, sua ambição de encontrar um nêmesis (de um vilão tão miseravelmente fraco fisicamente?) é uma aposta totalmente sem cabimento e arriscada, uma loucura sem sentido que só um roteiro de cinema poderia endossar – rsrsrsr
Sim, divago, mas não quero diminuir o filme com isso; só que a premissa de matar centenas de pessoas nessa peneira perversa nos leva a pensar com mais profundidade nas improbabilidades mesmo que ficcionais.
Mas se o filme nos levar a pensar, questionar e refletir, creio que ele marcou a experiência e é uma obra válida e singular.

Responder
David Somogyi 20 de janeiro de 2019 - 03:16

Fórmula Finesse, revi o filme para poder ver o Vidro e também fiquei decepcionado com as motivações do Elijah. Mas fiz uma consulta na internet encontrei algumas referências que explicam isso. O nome Elijah é uma versão americana do nome do profeta do Antigo Testamento Elihayu Hanavi, que foi responsável pela morte de 450 sacerdotes a fim de mostrar que a sua crença era a verdadeira e dizer que haverá a vinda do filho de David (o mesmo nome do Bruce W. no Corpo Fechado). Ou seja, uma referência direta ao seu filho no filme e a O Sexto Sentido, o que explica o fato do papel de destaque que a criança ganha na trama. Ainda não assisti ao Vidro, mas com certeza deve haver outro plot twist sobre isso.

Responder
Fórmula Finesse 21 de janeiro de 2019 - 10:41

Informação muito interessante; mas sim, a motivação e a enorme sorte de encontrar um super herói numa “amostragem” relativamente pequena de mortes fere a sensibilidade de quem leva os roteiros um pouco mais a sério (rsrsrsrs), coisa que eu não deveria relevar em filmes de…super-heróis .
Tenho que ver Fragmentado antes, quero ver a trilogia que apesar dos pesares, prendeu-me à atenção.

Gabriel Martins 12 de fevereiro de 2019 - 18:16

Tb achei o modo de agir muito inverossímil, pois ele queria achar no mundo alguém semelhante a ele, e a seleção por amostragem teria que ter uma enorme dose de sorte, e teve.
Porem, acredito que esse modus opernadi foi só uma desculpa para matar pessoas e descarregar sua raiva por ter nascido feito de vidro. No final, mesmo se nao achasse o que procurava, morreria satisfeito. Pensando assim fica mais crível.

Jorge Galvão 9 de abril de 2017 - 20:01

não tinha visto esse filme até ver “fragmentado” e véi, me surpreendi. uma galera dizia q tinha um ritmo lento, mas acho isso relativo. todo momento do filme foi pra desenvolver seus personagens. nenhuma parte aconteceu de graça. coisa q rola muito nos blockbusters hoje, q apesar de parecerem dinâmicos, os momentos sem ação parecem muito desnecessários. achei a abordagem do “fantástico” nesse filme muito foda. o conceito das habilidades dele foi da hora. daria muito bem pra ser um filme de ação (oq eu ia gostar muito) mas funcionou de qualquer forma. e parece q Shyamalan vai focar mais ainda nesse universo. quero ver muito disso ainda, pq foi uma bela abordagem do mito dos super-heróis.

Responder
Fernando Campos 10 de abril de 2017 - 16:57

Uma das coisas maravilhosas que Fragmentado trouxe foi justamente incentivar que as pessoas assistissam Corpo Fechado, graças àquela cena final maravilhosa hahaha.

Você tocou no ponto certo, um filme de ritmo lento não significa que ele seja ruim, algumas tramas precisam de tempo para serem desenvolvidas com precisão. Aliás, sua análise também foi perfeita quando disse que o que importa é se uma cena tem relevância ou não na narrativa. Não tenho nada a acrescentar, assino em baixo tudo haha.

Confesso que estou bem ansioso pra esse universo que o Shyamalan está criando, dizem que o próximo filme será a última peça de uma trilogia que começou em Corpo Fechado e teve Fragmentado como segunda parte. Mas se continuar nesse nível quero que o indiano faça mais filmes haha.

Responder
JJL_ aranha superior 16 de março de 2017 - 22:03

É brilhante o realismo como ele trata o conceito da super força, algo que eu só vi novamente em Luke Cage (quando ele é atingido por balas especiais), também adoro a cena em que o filho pergunta se o David venceria o Bruce Lee, algo equivalente a um batman vs superman. Sobre o ritmo lento, concordo que isso realmente ajudou a enriquecer a jornada do herói, pois deixou evidente que ele não considerava isso como opção e o que foi necessário para ele arriscar. Acho que se doutor estranho, por exemplo, tivesse sido mais reflexivo e, quem sabe, até mais realista teria dado algo realmente maior e mais interessante do que algumas coisas que a marvel tem apresentado.

Responder
Fernando Campos 10 de abril de 2017 - 16:46

Esse ótimo exemplo não se encaixa apenas em Doutor Estranho, mas se a Marvel explorasse mais seus personagens, trazendo histórias intimistas, os heróis seriam muito mais complexos e o universo mais rico. É aquilo né, eles priorizam a grana e o que atrai o público são cenas de ação e não desenvolvimento de trama. Gosto do Universo Marvel, no entanto, acho que não há nenhum filme do estúdio que se equipare a Corpo Fechado, por exemplo.

Responder
JJL_ aranha superior 10 de abril de 2017 - 20:36

Não é como se eles não pudessem fazer algo parecido, olha Luke Cage, mas é como você disse, em alguns filmes eles preferem algo mais fácil de se vender o que acaba impedindo alguns personagens de terem todo seu potencial desenvolvido.

Responder
Fernando Campos 12 de abril de 2017 - 17:23

Claro, eles optam pelo mais comercial, pelo mais atrativo ao público, abdicando um pouco do desenvolvimento de personagens. Eu gosto de Luke Cage, mas prefiro muito mais Demolidor das séries da Netflix.

Responder
JJL_ aranha superior 12 de abril de 2017 - 18:21

Eu simplesmente amei LC, até agora eu vi algumas pessoas falarem mal, mas foram bastante injustas.

Fernando Campos 16 de abril de 2017 - 19:51

Ah não acho Luke Cage ruim, realmente não acho. Já Punho de Ferro considero fraquíssimo…

Junior Oliveira 15 de março de 2017 - 12:35

Eu gostei muito de como o Shyamalan desenvolveu toda a trama do personagem do Bruce Willis, principalmente se tratando de sua família desfuncional. Robin Wright diz muito com pouco e seu silêncio indica muitas frustrações em seu casamento, ao mesmo tempo que parece que tanto esposa, esposo e filho buscam manter a base da família intacta, apesar de tudo.

Shyamalan é foda para criar camadas e mais camadas em cada personagem.

Mas… claro que assisti o filme esperando o já famosa reviravolta e me decepcionei. Não que não seja coerente com a história que foi sendo construída, mas eu simplesmente aguardava por algo impactante simplesmente por ser Shyamalan. Maldito Sexto Sentido!

Acho que voltarei a assisti esse filme, pela história que me agradou demais! O tal homem comum se descobrindo e tal e sem a expetativa de ficar com o queixo no chão.

Responder
Fernando Campos 16 de março de 2017 - 16:09

Sabe que essa questão da reviravolta, as vezes, pode prejudicar um pouco os filmes dele. Muita gente vai no cinema por saber que ele é diretor de O Sexto Sentido (algo sempre ressaltado pelos posters) e esperam um plot twist arrebatador, esquecendo de todo o enredo construído antes. Você foi perfeito na análise, Shyamalan é especialista em criar camadas, aliás, adoraria ver um filme do diretor sem o compromisso de escrever uma reviravolta, preocupando-se apenas no desenvolvimento de seus personagens.

Reveja Corpo Fechado e depois venha aqui dizer se o filme cresceu com a revisita.

Responder
Junior Oliveira 16 de março de 2017 - 17:58

Com certeza darei uma nova olhada!

Vocês estão fazendo um especial dele por causa do novo filme dele, certo? Vocês já viram? Também tem um plot twist?

Sério. Teve um tempo que eu só assistia filme com reviravolta por causa do Shyamalan. Aos poucos eu fui vendo o quão preguiçoso esse impacto ia dando à história e hoje eu detesto! KKKKKKKKK

Responder
Diego/SM 14 de março de 2018 - 15:52

Perdão por me intrometer – nessa “atemporal” conversa, rs – mas aconteceu exatamente comigo.
Porra, assisti Corpo Fechado quase logo após Sexto Sentido (acho que foi o filme seguinte dele, certo?) e obviamente tinha aquela brutal expectativa da reviravolta!… então acabei achando o filme fraquíssimo à época, me lembro (e levando-se em conta que tinha pouco mais de 20 anos também e um conhecimento não tão profundo como tenho hoje, aos 40, da “mitologia” dos quadrinhos – o que inegavelmente ajuda bastante na apreciação final do filme também…).
E assisti de novo ontem, sem aquela expectativa toda de quase 20 anos atrás e realmente, embora não tenha sido um “uóóó”, teve um impacto diferente, curtindo mais toda a construção da trama e dos personagens…
E o final (digo, a última cena mesmo, que congela a imagem, descrevendo o destino do Elijah), que achava decepcionante, o ponto fraco, por assim dizer do filme que acabava jogando tudo por água abaixo, teve um quê quase até de emocionante na sua easter-eggiana homenagem aos quadrinhos (numa espécie de menção ao Arkhan, certo?), que à primeira vez eu não percebia tão bem (para não dizer que não percebia totalmente) e que era o melhor (se não único) final que cabia ali…
Enfim, apesar de continuar não achando algo extraordinário, é sim um bom filme e uma ótima homenagem, como disse, à mitologia dos super-heróis.
Mas, sinceramente, por mais “fantástico” que sejam (juntamente com o “Fragmentado”), considerando-se todo o realismo contido dentro dessa “fantasia” (o que seria o “plus” de ambos, eu diria), jamais imaginei que o Shyamalan iria se arriscar em misturar tudo numa trilogia do gênero, rsssss…
Vocês não acham que, apesar da expectativa (olha ela aí de novo!) de se ver esses novos confrontos (como sugere-se que acontecerá num terceiro filme), ele pode acabar prejudicando algo que era bom (ok, ótimo para alguns) nessa nova empreitada?…

Responder
Fernando Campos 15 de março de 2018 - 13:19

Expectativa é uma coisa difícil de lidar, não é mesmo? Hahahaha

Senti isso assistindo Fragmentado. Esperava um plot impactante e não foi nada do que esperava. Gosto do filme, mas com ressalvas.

Não acho que o terceiro filme dessa trilogia vá estragar os outros. Até porque Fragmentado e Corpo Fechado são obras bem resolvidas isoladamente.

Responder
jv bcb 19 de fevereiro de 2017 - 02:30

Obra Prima, primeiro filme que vejo do Shyamalan(se não contar com Sinais, que vi quando criança), é difícil acreditar que um diretor com tanto talento tenha feito tantos filmes massacrados pela crítica.

Responder
Fernando Campos 20 de fevereiro de 2017 - 22:41

Shyamalan é um diretor com muito talento, ele sabe como ninguém construir uma atmosfera de suspense. Sugiro que veja a filmografia dele, até os filmes “massacrados” pela crítica possuem bons momentos.

Responder
jv bcb 21 de fevereiro de 2017 - 13:20

queria muito ver o sexto sentido, mas já sei a reviravolta, isso me desanima um pouco, as pessoas dizem que o filme perde a graça consideravelmente se você já sabe o final.

Responder
Fernando Campos 9 de março de 2017 - 21:09

Mas saber a reviravolta não diminui em nada a qualidade da obra. Evidentemente, assistir sabendo o desfecho enfraquece o impacto sobre o espectador, mas não o nível do filme. Dê uma chande para O Sexto Sentido, assista analisando cada detalhe, uma vez que já sabe o plot twist, você não irá se arrepender, prometo haha.

Responder
Diego/SM 14 de março de 2018 - 15:58

Lembro que à época do filme, que foi um estouro, todo mundo estupefato, e o meu irmão dizia, de cara torta: “Hum… não gostei”… e eu não entendia aquilo: como não, cara???? Baita filme!! Aquela revelação (que talvez hoje se pudesse intuir, mas que naquela ocasião duvido que alguém tivesse sacado) destruidora!!!
E ficávamos sempre naquela discussão… até que um dia ele contou que antes de ele assistir tinham contado o final pra ele! rssssssssssssssssss Aí tudo fez sentido, claro…
Pqp!! Em tempos, digamos, pré-“spoiler”, o cara conseguiu ser ferrado com o maior de todos!!!!!! hahahaha
Pode não diminuir em nada a qualidade da obra, como disse o Fernando aí, mas, lamento, cara, certamente diminui em 70 ou 80% o impacto da sessão! rsssss

Responder
jv bcb 21 de fevereiro de 2017 - 13:20

queria muito ver o sexto sentido, mas já sei a reviravolta, isso me desanima um pouco, as pessoas dizem que o filme perde a graça consideravelmente se você já sabe o final.

Responder
Giovanni Lautenschleger 21 de janeiro de 2017 - 23:50

Ótima crítica. Mencionou pontos na direção e outros aspectos que não notei ao assistir ao filme. E um filmaço, aliás. Esse Shyamalan sabe criar tensão e conduzir uma narrativa que é uma beleza.

Responder
Giovanni Lautenschleger 21 de janeiro de 2017 - 23:50

Ótima crítica. Mencionou pontos na direção e outros aspectos que não notei ao assistir ao filme. E um filmaço, aliás. Esse Shyamalan sabe criar tensão e conduzir uma narrativa que é uma beleza.

Responder
Fernando Campos 23 de janeiro de 2017 - 15:55

Valeu Giovanni! Fico feliz que a crítica tenha te ajudado a compreender melhor o filme.

Shyamalan é um grande diretor, até mesmo em seus piores trabalhos há cenas memoráveis.

Responder
Rodrigo Patini 30 de setembro de 2016 - 13:27

Há tempos esperava por essa crítica do Plano Crítico. Me deleitei!
Shyamalan faz o improvável, pega a já batida história de super-herói, rotulada por sua superficialidade, e transforma em algo esplêndido e cheio de significados. Guardadas as devidas proporções, é como se ele pegasse uma música de ‘eletrobrega’ e a transformasse em uma sinfonia de Beethoven.
Um exemplo dessa ‘erudição’ é a cena em que Elijah descreve o terror do olhar do vilão para o herói num quadro que está vendendo, e desdenha do cliente que não enxerga tais sutilezas.
Aquela cena final em que os protagonistas apertam as mãos é indescritível, me arrepio até hoje só de pensar! É a magia do cinema em sua mais pura essência.
Obrigado Fernando e Plano Crítico!

Responder
Fernando Campos 1 de outubro de 2016 - 14:13

Muito obrigado pelo elogio Rodrigo! Fazemos as críticas justamente para os leitores de deleitarem, fico muito feliz que tenha gostado.

Acho sua comparação entre o eletrobrega e a sinfonia de Beethoven pertinente, apesar de não considerar o gênero de super-heróis tão fraco assim, mas entendi a lógica haha. Outra cena que gosto bastante envolvendo Elijah é a que a mãe dele explica para Dave sobre a essência dos vilões de quadrinhos e logo depois é revelado o plano dele, através daquele aperto de mão.

É uma obra incrível que explora muito seus personagens e cheia de camadas. Saudades do auge do Shyamalan haha.

Se você espera ainda por alguma crítica de filme que goste pode sugerir para a gente, colocaremos na nossa lista. Abraço!

Responder
Fernando Campos 1 de outubro de 2016 - 14:13

Muito obrigado pelo elogio Rodrigo! Fazemos as críticas justamente para os leitores de deleitarem, fico muito feliz que tenha gostado.

Acho sua comparação entre o eletrobrega e a sinfonia de Beethoven pertinente, apesar de não considerar o gênero de super-heróis tão fraco assim, mas entendi a lógica haha. Outra cena que gosto bastante envolvendo Elijah é a que a mãe dele explica para Dave sobre a essência dos vilões de quadrinhos e logo depois é revelado o plano dele, através daquele aperto de mão.

É uma obra incrível que explora muito seus personagens e cheia de camadas. Saudades do auge do Shyamalan haha.

Se você espera ainda por alguma crítica de filme que goste pode sugerir para a gente, colocaremos na nossa lista. Abraço!

Responder
Rodrigo Patini 30 de setembro de 2016 - 13:27

Há tempos esperava por essa crítica do Plano Crítico. Me deleitei!
Shyamalan faz o improvável, pega a já batida história de super-herói, rotulada por sua superficialidade, e transforma em algo esplêndido e cheio de significados. Guardadas as devidas proporções, é como se ele pegasse uma música de ‘eletrobrega’ e a transformasse em uma sinfonia de Beethoven.
Um exemplo dessa ‘erudição’ é a cena em que Elijah descreve o terror do olhar do vilão para o herói num quadro que está vendendo, e desdenha do cliente que não enxerga tais sutilezas.
Aquela cena final em que os protagonistas apertam as mãos é indescritível, me arrepio até hoje só de pensar! É a magia do cinema em sua mais pura essência.
Obrigado Fernando e Plano Crítico!

Responder
Danilo Ivo 29 de setembro de 2016 - 17:31

Fernando
A critica é muito bem escrita, mas se alguém que por um acaso não viu Corpo Fechado for ler, com certeza a critica revela mais do que deveria, quase um Spolier. Entendo que é uma critica feita para os admiradores do filme, como eu, e aí ela é perfeita. Porém, para alguém que não viu, acho falha.
grande abraço

Responder
Fernando Campos 1 de outubro de 2016 - 14:06

Obrigado por considerar a crítica bem escrita e perfeita para os admiradores do filme! Fico muito feliz pelo seu elogio Danilo. Sobre os spoilers, o filme foi lançado 16 anos atrás e está no catálogo do Netflix há muito tempo, então é difícil não abordar detalhes da trama tratando-se de um filme já antigo e amplamente visto, mas de qualquer forma, foi colocada uma observação no início do texto alertando sobre possíveis spoilers. Valeu pela dica.

Responder
Fernando Campos 1 de outubro de 2016 - 14:06

Obrigado por considerar a crítica bem escrita e perfeita para os admiradores do filme! Fico muito feliz pelo seu elogio Danilo. Sobre os spoilers, o filme foi lançado 16 anos atrás e está no catálogo do Netflix há muito tempo, então é difícil não abordar detalhes da trama tratando-se de um filme já antigo e amplamente visto, mas de qualquer forma, foi colocada uma observação no início do texto alertando sobre possíveis spoilers. Valeu pela dica.

Responder
Danilo Ivo 29 de setembro de 2016 - 17:31

Fernando
A critica é muito bem escrita, mas se alguém que por um acaso não viu Corpo Fechado for ler, com certeza a critica revela mais do que deveria, quase um Spolier. Entendo que é uma critica feita para os admiradores do filme, como eu, e aí ela é perfeita. Porém, para alguém que não viu, acho falha.
grande abraço

Responder
planocritico 29 de setembro de 2016 - 16:30

Fácil, fácil, o MELHOR filme do Shimbalimba! E sua crítica foi no ponto. Diria que é o melhor filme de super-heróis já feito.

E acho que o filme não precisa de continuação. Gosto da ambivalência relativa do final, especialmente sobre nunca sabermos exatamente a extensão do “poder” do personagem de Willis.

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Campos 29 de setembro de 2016 - 17:04

Opa, obrigado pelo elogio sobre a crítica! Também acho este o melhor filme do Shyamalan, me agrada mais do que Sexto Sentido, que considero outro ótimo filme.

Só tenho dúvidas se é o melhor filme de super-heróis já feito, gosto muito de Cavaleiro das Trevas, fico dividido entre os dois. Mas Corpo Fechado está no meu top 3 tranquilamente.

Responder
Fernando Campos 29 de setembro de 2016 - 17:04

Opa, obrigado pelo elogio sobre a crítica! Também acho este o melhor filme do Shyamalan, me agrada mais do que Sexto Sentido, que considero outro ótimo filme.

Só tenho dúvidas se é o melhor filme de super-heróis já feito, gosto muito de Cavaleiro das Trevas, fico dividido entre os dois. Mas Corpo Fechado está no meu top 3 tranquilamente.

Responder
JJL_ aranha superior 6 de janeiro de 2017 - 03:59

“Eles me chamam de senhor vidro”.

Responder
planocritico 29 de setembro de 2016 - 16:30

Fácil, fácil, o MELHOR filme do Shimbalimba! E sua crítica foi no ponto. Diria que é o melhor filme de super-heróis já feito.

E acho que o filme não precisa de continuação. Gosto da ambivalência relativa do final, especialmente sobre nunca sabermos exatamente a extensão do “poder” do personagem de Willis.

Abs,
Ritter.

Responder
Pop.Renan 29 de setembro de 2016 - 14:21

Depois de ver duas vezes, ainda acho que esse é o filme mais “difícil” do Shyamalan. Quem sabe se as continuações, um dia, virem à luz do dia, elas sejam esclarecedoras. E, sim, apesar do declínio na carreira do diretor, ele ainda é um dos mais talentosos de sua geração, mesmo.

Responder
Pop.Renan 29 de setembro de 2016 - 14:21

Depois de ver duas vezes, ainda acho que esse é o filme mais “difícil” do Shyamalan. Quem sabe se as continuações, um dia, virem à luz do dia, elas sejam esclarecedoras. E, sim, apesar do declínio na carreira do diretor, ele ainda é um dos mais talentosos de sua geração, mesmo.

Responder
Fernando Campos 29 de setembro de 2016 - 15:34

Também ouvi boatos que diziam que Shyamalan planejava uma trilogia, mas acho que ele já teria feito se essa fosse a intenção. Não considero Corpo Fechado tão difícil, pelo contrário, é um dos meus filmes preferidos do diretor, que é sim um dos mais talentosos da sua geração.

Responder
Fernando Campos 29 de setembro de 2016 - 15:34

Também ouvi boatos que diziam que Shyamalan planejava uma trilogia, mas acho que ele já teria feito se essa fosse a intenção. Não considero Corpo Fechado tão difícil, pelo contrário, é um dos meus filmes preferidos do diretor, que é sim um dos mais talentosos da sua geração.

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