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Crítica | Cursed: A Lenda do Lago – 1ª Temporada

por Ritter Fan
731 views (a partir de agosto de 2020)

As Lendas Arturianas são campo fértil para a literatura, para a televisão e para o cinema, tendo ganhado incontáveis releituras e versões ao longo das décadas. Mesmo sendo profundamente enraizado como parte da chamada Matéria da Bretanha, uma espécie de nome coletivo dado às lendas e histórias de diversos cunhos que compõem o universo histórico-literário da Inglaterra e mesmo que suas provavelmente mais famosas fontes – Historia Regum Britanniae, de Godofredo de Monmouth, Le Morte d’Arthur, de Sir Thomas Malory e O Único e Eterno Rei, de T.H. White – sejam razoavelmente ignoradas pelo público em geral, é impressionante notar o quanto os nomes, os elementos, os objetos e as principais ações que formam esse rico arcabouço literário são conhecidos no mundo todo.

Cursed: A Lenda do Lago, série baseada em romance ilustrado (não confundir com graphic novel, pois não é uma HQ) escrito por Tom Wheeler e desenhado por Frank Miller,  é apenas a mais recente versão dessa tão famosa história, versão essa que parece beber do espírito de outra obra importantíssima e razoavelmente recente sobre a mesma temática: As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, que reconta as lendas sob pontos-de-vista femininos. O conceito de Wheeler, porém, vai bem mais além do que Bradley fez e transforma as Lendas Arturianas em uma versão de O Senhor dos Anéis (que, por sua vez, tem as Lendas Arturianas como inspiração, claro), com um objeto metálico cobiçado por todos e que corrompe seu usuário, seres mágicos variados populando esse universo e uma jornada que opõe esses seres, chamados de Feéricos (ou Fey, em inglês), à Era do Homem. Nesse processo, muita coisa é completamente reinventada e alterada, o que absolutamente faz parte do jogo e torna tudo até mais interessante.

Na história somos imediatamente apresentados a Nimue (Katherine Langford, de 13 Reasons Why), uma feérica que, mesmo em seu vilarejo de feéricos, é vista com preconceito pela manifestação anormal de poderes. Quem conhece o mínimo das Lendas Arturianas sabe que a personagem é a famosa Dama do Lago (ou Senhora do Lago em algumas versões), que protege e entrega Excalibur a Arthur, mas, aqui, ainda que a referida espada lhe seja confiada por sua mãe moribunda depois que todo o seu mundo é destruído pelos inquisidores que se autodenominam Paladinos Vermelhos, liderados pelo Padre Carden (Peter Mullan), seu papel é infinitamente maior do que apenas de protetora do super-poderoso objeto cortante.

Os eventos que narrei acima estão, todos eles, contidos no primeiro episódio da temporada de 10 e que é, ironicamente, o menos interessante de todos. Muito corrido e não funcionando muito bem para estabelecer a amplitude e a ambição da história, esse primeiro capítulo carece perigosamente de atrativos para um público que queira mais do que uma sucessão de clichês óbvios e mal trabalhados. No entanto, julgar uma série somente pelo seu comecinho é sempre uma injustiça e posso dizer que Cursed paga dividendos pela perseverança e sem nem exigir muito, já que, a partir do segundo episódio, a história engrena de verdade com uma riqueza de personagens e linhas narrativas paralelas e entrelaçadas que envolvem lendas e personagens celtas, clãs vikings rivais, uma freira ensandecida e até o Papa e tudo sem que o espectador fique perdido.

Mas há que se ter a compreensão de que esta é uma completa reinvenção do mito, muitas vezes até parecendo que é uma história totalmente diferente que só tem nomes iguais aos das Lendas Arturianas. Esse argumento detrator é válido, sem dúvida alguma, mas tenho para mim que é outro sinal de impaciência, assim como alguns outros argumentos que vi flutuando por aí sobre a “inclusividade forçada” da série, tendo como exemplo principal Arthur, vivido por Devon Terrell, um ator negro. Não pretendo entrar aqui nessa discussão, mas imaginem meus olhos revirando para vocês perceberem o que eu acho dessas reclamações…

Bem, voltando à série, confesso que entrei já com má vontade por imaginar mais uma bobajada adolescente ou de “jovens adultos” como Camelot, mas fui ficando cada vez mais impressionado com a forma como os roteiros fazem todas as peças se encaixarem, fazendo algo muito raro de se ver por aí, que é a utilização ampla de todos os personagens apresentados ao longo da narrativa, sem deixar aquela impressão ruim que muitas séries deixam de personagens que aparecem e desaparecem somente na medida em que eles são úteis para a narrativa. Dá para sentir o bom planejamento dos episódios que leva à fluidez da temporada e que acaba promovendo a construção e desenvolvimento completo de Nimue de uma garota perdida a uma rainha dos feéricos com todo um ecossistema ao seu redor que serve bem tanto à ela quanto à história como um todo.

E, com isso, não quero sequer dizer que Langford está excepcional em seu papel, pois não está. A jovem precisa aprender muito ainda de artes dramáticas, pois ela carece de nuanças. No entanto, ela tem o porte físico necessário para seu papel, além de oferecer intensidade e esforço naquilo que se propõe a fazer. É, sem dúvida, uma promessa que talvez só precise de mais lapidação, o que pode vir no futuro da própria série. Devon Terrell tem praticamente o mesmo problema que Langford, mas com a desvantagem de seu papel não ser muito desenvolvido, notadamente para um personagem em tese tão importante. Talvez ele ganhe mais destaque para a frente e, com isso, consiga dizer efetivamente a que veio. Ainda na tríade mais importante de personagens jovens, há que se destacar Igraine, irmã de Arthur, que Shalom Brune-Franklin faz de maneira muito competente, ainda que seu desenvolvimento final (bem lá no final mesmo) seja de coçar a cabeça de tão fora de esquadro, exigindo algum tipo de explicação em eventual segunda temporada.

Por outro lado, o Merlin bêbado, sem mágica e desgostoso de Gustaf Skarsgård é um divertimento só que começa extremamente bobo e histriônico, mas que vai ganhando interessantes camadas com direito até a flashbacks para “outras vidas” que criam uma ótima mítica ao seu redor. Seu protetor, Uther Pendragon (Sebastian Armesto), é estabelecido com um vilão de filme de 007 que, falando na primeira pessoa do plural o tempo todo, irrita tanto que cumpre seu objetivo, assim como sua mãe, a Rainha Regente Lady Lunete (Polly Walker), que faz escorrer veneno de todos os seus poros. Do lado dos odiosos Paladinos Vermelhos, Peter Mullan é sem dúvida o destaque, seguido do misterioso Monge Choroso (Daniel Sharman) que funciona no “estilo Boba Fett” de ser, ou seja, o caladão com uniforme bacanudo.

No entanto, por ser uma série que recorre ao bom e velho artifício do “ah, mas então ele/ela na verdade é o/a [inserir personagem famoso das Lendas Arturianas]”, as grandes revelações de identidades diferentes vão pontilhando um tanto quanto artificialmente os episódios, com uma delas acontecendo muito cedo ainda, outra lá pela metade da série quando um personagem chamado Cavaleiro Verde  (Matt Stokoe) literalmente cai de pára-quedas na história como amigo de longa data de Nimue que nunca havia sido sequer mencionado, ganhando enorme destaque a partir daí, e uma terceira e quarta revelações já mais para o final. O expediente cansa um pouco e não precisava ser manejado dessa forma, por ficar parecendo truques baratos de festinha de criança.

Falando em “barato”, apesar de a série ter grandes ambições e pretender construir um universo bem amplo e rico, quando a produção recorre a cenários naturais construídos artificialmente, é impossível não trincar os dentes. A fotografia beneficia-se bem de filmagens em locação, mas, quando por exemplo a ação é transferida em parte para Nemos, esconderijo dos Feéricos ou para o castelo de Uther (que desnecessariamente fica em um penhasco digno de Bruxa Malvada), as pedras de isopor doem nas retinas, assim como as plantas de plástico. Há uma determinada cena então em uma banheira de águas termais que dá vontade de cravar a Excalibur na barriga até…

Mas o CGI, que também não é nenhuma maravilha, até que consegue segurar as pontas, em particular o efeito criado no rosto de Nimue quando ela invoca seus poderes naturais e o sangue das diversas vítimas de sua espada que consegue não ser dos piores. Aliás, sangue e violência não faltam na série, o que é uma surpresa interessante.  Entre Nimue e o Monge Choroso, é como se exércitos inteiros tombassem em meio a piruetas e rodopios em câmera lenta com efeitos sonoros metálicos. É tudo talvez artificialmente limpo demais – como o balé de Qui-Gon e Obi-Wan contra Darth Maul -, mas o aspecto inteiro da série é assim, pelo que não há muito o que fazer a não ser imaginar como seria a produção nas mãos de um Peter Jackson (pré-O Hobbit) da vida.

Cursed é uma bem-vinda e divertida reformulação completa das Lendas Arturianas que amplifica enormemente o lado místico e mágico criando um vasto e sólido universo que promete boas e sanguinolentas aventuras e que sabe usar toda a constelação de personagens que tem ao seu dispor. Como toda série, há o risco de ela estender-se demais, mas parece que Tom Wheeler sabe muito bem o que pretende com sua nova e turbinada Dama do Lago.

P.s. Quem foi o gênio que, sem assistir a série ou sem ter a mínima noção sobre as Lendas Arturianas, inventou esse subtítulo desnecessário? A Lenda do Lago? Jura? Não seria A Lenda da Dama do Lago? Não tem lago nessa série…

Cursed: A Lenda do Lago – 1ª Temporada (Cursed, EUA – 17 de julho de 2020)
Criação: Frank Miller, Tom Wheeler
Direção: Zetna Fuentes, Daniel Nettheim, Jon East, Sarah O’Gorman
Roteiro: Tom Wheeler, Janet Lin, Rachel Shukert, Leila Gerstein, William Wheeler, Robbie Thompson
Elenco: Katherine Langford, Devon Terrell, Gustaf Skarsgård, Daniel Sharman, Sebastian Armesto, Lily Newmark, Shalom Brune-Franklin, Bella Dayne, Matt Stokoe, Peter Mullan, Emily Coates, Polly Walker, Billy Jenkins, Adaku Ononogbo, Catherine Walker, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Sofia Oxenham, Clive Russell, Sophie Harkness, Aidan Knight, Andrew Whipp, Nickolaj Dencker Schmidt, Peter Guinness
Disponibilidade no Brasil: Netflix
Duração: 546 min. (10 episódios)

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56 comentários

Eduardo Roque 1 de outubro de 2020 - 16:53

Ô, Ritter, divulga p/nós: quanto a Netflix pagou p/vc falar bem dessa série, hein???

Responder
planocritico 1 de outubro de 2020 - 20:59

Foi um mimo temático: um castelo no interior da Inglaterra!

Abs,
Sir Ritter.

Responder
Eduardo Roque 9 de outubro de 2020 - 15:13

Kkk!!! Então, tá valendo

Responder
Observador 3 de setembro de 2020 - 12:04

Das últimas séries lançadas pela Netflix essa pra mim foi uma das piores (que assisti). A estoria é muito muito ruim. Não assistirei a uma possível segunda temporada nem a pau.

Responder
planocritico 3 de setembro de 2020 - 13:35

Uma pena que não tenha gostado.

Abs,
Ritter.

Responder
Dheo 27 de julho de 2020 - 21:41

Não consegui assistir aos primeiros 20 minutos…achei a série NO INÍCIO bizarra. Dps da crítica vou me permitir assistir um tiquim mais.

Responder
planocritico 27 de julho de 2020 - 21:55

He, he. Acontece. Foi o que senti com The Witcher. Primeiro capítulo tenebroso, daqueles de arrepiar os cabelos do braço de ruim…

Abs,
Ritter.

Responder
Jose Claudio Gomes de Souza 27 de julho de 2020 - 10:27

Achei a série “legal”. Tipo assim: não tem nada pra ver, vamos ver Cursed. Até concordo que uma história amplamente conhecida posso ser atualizada, adaptada etc. Mas o que fizeram com a lenda do Rei Arthur me incomodou bastante. Sir Ector e Sir Bors são amigos e companheiros da Távola Redonda e aqui são apresentados como “vilões”; Uther é um rei guerreiro, que parte para batalhas e aqui é uma garoto mimado que só sabe levar pito da mãe; Percival, outro componente da Távola Redonda é uma pirralho chato; Gawain é o Cavaleiro Verde (???). Sem falar que a real identidade do Monge Choroso não é nenhuma surpresa, pois só faltava “ele” para aparecer. Depois de terminar o último episódio, não me restou outra alternativa a não ser rever Excalibur de John Boorman, como antídoto.

Responder
planocritico 27 de julho de 2020 - 13:11

Mas Excalibur, do Boorman, que eu adoro, é apenas “uma” versão das Lendas Arturianas e provavelmente a mais conhecida do público em geral. Há um caminhão de outras vindas da Idade Média, com variações impressionantes entre os personagens, pelo que o que é feito aqui em Cursed não é muito diferente do que foi feito ao longo dos séculos.

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 26 de julho de 2020 - 23:37

A série é boazinha, nada demais, deu pra passar o tempo, já que não tinha nada pra ver por esses dias. Teve algumas coisas que me incomodaram mas dá pra aceitar. Espero que se tiver 2 temporada melhorem nos efeitos especiais, a fotografia da série é boa.

Responder
planocritico 27 de julho de 2020 - 00:51

Os efeitos realmente precisam melhorar, especialmente os práticos como cenários e coisas assim…

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 28 de julho de 2020 - 11:45
Responder
Alessandro 26 de julho de 2020 - 12:06

Eu gostei da série com reservas. Eu acho que ela tem alguns problema parecidos com GOT. Muitas subtramas, algumas delas um tanto desnecessária que prejudicam um pouco a narrativa. Também demorei um pouco para entender o conceito de “feérico”, depois percebi que tratava-se de uma raça que remete às fadas – daí o nome de “fayre”.
Achei os Paladinos Vermelhos assustadores, mas por outro lado o tal “refúgio” dos féericos tem um cenário muito pobre. Outro ponto fraco é a forma como o rei Uther é mostrado. Eu não gostei da forma como ele é caracterizado, como um homem arrogante e mimado pela mãe – outra personagem que para mim não funcionou.
Por outro lado, gostei da caracterização de personagens, principalmente de Merlin que é complexo e cheio de conflitos internos. Katherine Langford é carismática e acho que vai evoluir na outra temporada. Também gostei de Devon Terrell que quebra a imagem esteriopada de Arthur, fazendo um tipo meio malandro que também deve sofrer mudanças nos próximos episódios. Outro aspecto positivo, embora não isento de polêmica é o conflito entre o Cristianismo – representada na série por uma Igreja Católica repressiva e o Paganismo – que acolhe a “diversidade” bem enfatizado que deve ser retomado na segunda temporada com mais intensidade.
De modo geral, como série de fantasia “Cursed” funciona, apesar de não ser uma nova GOT – que é unica e não vai haver outra, principalmente nesta época de pandemia.

Responder
planocritico 26 de julho de 2020 - 18:56

Féerico é a tradução de “fey”, basicamente “fada”, ou seja, todo os seres não-humanos desse universo e que casa perfeitamente com Morgana, Le Fey, futura antagonista de Arthur.

Eu gostei como Uther é caracterizado. Combina com o personagem da lenda, por assim dizer.

Seja como for, também gostei com reservas. Achei que um bom universo foi construído e que há potencial aí. Não acho que a série queira ser um novo GoT. Está muito mais para Senhor dos Aneis.

Abs,
Ritter.

Responder
MayB 25 de julho de 2020 - 14:17

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Rapaz, e eu que achei (mas aí eu que lute) que iriam mostrar a Nimue toda fodona nos poderes antes dela cair no lago! Ela aprendendo a dominar os seus poderes, lutar contra os paladinos, controlar os poderes e então cair no lago. Já que sofria preconceito por ter poderes incríveis e tal, queria ter visto mais disso. Não sei o que esperar na segunda temporada. Eu quero ver a Katherine Langford usando os poderes fodamente!!!
Achei o Arthurito chaatooo, espero que melhorem o personagem na 2º temporada.
Aquela viking Lança Vermelha é a Guinevere, não é?!!
Gostei muito do Merlin e da Morgana, e do Chorão
Aquela freirinha é do demônio, tá louco!!!
Melhor cena ela saindo debaixo da água e acabando com os paladinos.
Vamos ser sinceros é uma novelona hahahaha mas eu me diverti, mesmo com as cenas da Malhação(globo) do Arthur

Responder
planocritico 25 de julho de 2020 - 14:37

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

Eu acho que é essa “morte” de Nimue que a levará a dominar seus poderes. Veremos.

Sobre a Lança Vermelha, pela forma como os dois se olham, não tenho dúvidas de que é a Guinevere.

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 24 de julho de 2020 - 19:50

Impressionante como as “popzeras” da Netflix são uma tranqueira. Mais uma série do estúdio que não consigo sequer terminar, pasme, aconteceu isso comigo com The Umbrella Academy, que todo mundo diz ser foda e o escambau.

Responder
planocritico 24 de julho de 2020 - 20:05

Umbrella Academy é muito bacana, que isso!

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 25 de julho de 2020 - 21:26

Cara, morri na praia

Responder
Julli 26 de julho de 2020 - 19:17

The Umbrella Academy foi uó pra eu continuar tbm. Não sei como o povo consegue cara.

Responder
Diário de Rorschach 28 de julho de 2020 - 17:09

Não dá cara, e eu só consegui terminar The Witcher por conta do Cavill

Responder
planocritico 28 de julho de 2020 - 17:12

Witcher eu também tive sérios problemas já a partir do primeiro episódio. Eu só continuei porque… hummm, sei lá porque eu continuei, vou ser sincero…

Abs,
Ritter.

Responder
Diário de Rorschach 3 de agosto de 2020 - 18:17

Eu imagino o motivo hahaha
Eu também cara, ai o segundo piorou de vez, e no terceiro melhorou

Fórmula Finesse 24 de julho de 2020 - 15:17

Bem, estou tentando…já estou no quinto capítulo e não vou desistir agora. Para quem perdeu tempo com o P-A-V-O-R-O-S-O Carta ao Rei (“ainnnn, é um livro muito famoso na Holanda”), não vejo motivos para não ir até o final, até porque é um seriado bem melhor do que o citado.
Poderiam ter sido mais justos com Uther Pendragon, apatetaram um baita personagem, Merlim têm potencial e tô gostando da “Viúva”.
Mas vamos adiante!
P.s: Ao contrário de Jenny e Charlie (parecem tísicas de tão magras) , minha querida Kath precisaria maneirar no hidromel.

Responder
planocritico 24 de julho de 2020 - 15:30

HAHAHHAHHAHAHAHAHAAHHAAH

Coitada da Dama do Lago…

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 24 de julho de 2020 - 16:58

Nosso olhar apurado não deixa escapar nada, amigo crítico do site obscuro. Mas já que gostou dessa temporada de Cursed; não PERCA Carta ao Rei!

Responder
planocritico 24 de julho de 2020 - 20:05

Também é baseado nas Lendas Arturianas?

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 27 de julho de 2020 - 11:25

Não, graças a Deus, não! rsrsrs. Conclui Cursed hoje, nada memorável, mas decente e com vontade real de acertar (algumas produções parecem que funcionam no piloto-automático)…em termos de fantasia e de capa-espada, não a vejo atrás da badalada Witcher. A variedade étnica do elenco conversa diretamente com os dilemas da Europa atual, cujo caldeirão cultural parece ameaçado por extremistas de direito que não prezam e entendem que toda vida humana é preciosa. As três estrelas e meia estão de ótimo tamanho.

planocritico 27 de julho de 2020 - 12:56

Não fica nem um pouco atrás de Witcher. Diria que é melhor, mas aí vão querer me crucificar…

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 27 de julho de 2020 - 14:02

Por ali mesmo, The Witcher têm mais propaganda que substância. Quando me lembro do episódio no sense do “Dragão Dourado”….rsrsrs

planocritico 27 de julho de 2020 - 14:16

Eu já fiquei assustado – no péssimo sentido – com o primeiro episódio daquela coisa… Quase desisti completamente ali mesmo…

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 27 de julho de 2020 - 14:52

Nos primeiros segundos de The Witcher, já somos apresentados a uma computação gráfica beemmmm mais ou menos (mais para menos) – mas os que criticam os mesmos recursos em Cursed, sabidamente uma produção mais modesta, parece que esquecem disso, isso só para ficarmos no exemplo de um único quesito a rever na comentadíssima série do bruxo.

planocritico 27 de julho de 2020 - 15:16

Sim, sim. Exatamente o ponto. E Cursed usa bem menos CGI que Witcher…

Abs,
Ritter.

Jackson Silva 24 de julho de 2020 - 00:23

Jurava que sairia um 2 estrelas, realmente você deve tê-la visto num dia muito bom. Kkkk brincadeiras a parte, detestei…tentei…tentei…mas não rolou. O que me incomodou além de quase tudo, mas que pesou foi aquelas ilustrações sempre que mudava as cenas😣

Responder
planocritico 24 de julho de 2020 - 00:23

As transições? Sério que você implicou com aquilo?

Abs,
Ritter.

Responder
Jackson Silva 27 de julho de 2020 - 11:04

Sim, as transições. Eu impliquei foi com tudo.kkk

Responder
planocritico 27 de julho de 2020 - 12:56

He, he. Aí não tem jeito mesmo…

Abs,
Ritter.

Responder
Nellio Vinicius 23 de julho de 2020 - 21:05

Eu vi os primeiros minutos e julguei ser outra série Teen, com o arco da adolescente querendo se libertar da influência da mãe, com a crítica vejo se pelo menos termino 2 episódios.

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 22:19

Eu achava que era algo assim, mas não é não. Siga em frente mais um pouco.

Abs,
Ritter.

Responder
Filipe Isaías 23 de julho de 2020 - 19:49

Queria saber se essa série responde uma dúvida da mitologia arturiana:

Qual é a velocidade de voo de uma andorinha sem carga?

Ni.

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 20:00

Não nessa temporada. Mas espero ver a resposta já na segunda, no máximo na terceira!

Isso se o Coelho Assassino de Caerbannog não acabar com a Nimue e todos os seus amigos antes…

Ekki-ekki-ekki-ekki-PTANG. Zoom-Boing, z’nourrwringmm.

Responder
Zoom 23 de julho de 2020 - 15:27

Katherine Langford é uma excelente atriz, mas infelizmemte aqui ela foi muito abaixo, o grande problema da serie pra mim foi o desenvolvimento dos personagens principalmente do arthur que foi zero, mas pra ser sincero gostei muito da serie, se tiver uma continuação acho que a netflix vai acertar nesses pontos fracos.

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 15:37

Nunca vi Langford atuando antes, então minha impressão dela se resume ao que vi aqui e ela, apesar de mostrar potencial, não foi muito bem mesmo não. Sobre os personagens em geral, eu até achei o desenvolvimento muito bom, acima da média. Todos ganharam atenção razoavelmente equânime, o que é bem raro. Já Arthur, realmente foi menos desenvolvido que a média, mas eu acho que o objetivo foi manter Nimue em destaque constante. Deve melhorar em nova temporada.

Abs,
Ritter.

Responder
Nellio Vinicius 23 de julho de 2020 - 21:05

Langford foi a famigerada Hannah Baker de 13 porquês, pra quem viu pelo menos a primeira temporada, é quase impossível não vinculá-la a personagem, principalmente depois do último porquê.

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 22:19

Eu não vi, então, para mim, ela é a Dama do Lago! Ou UMA Dama do Lago… 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
Rui Daniel 23 de julho de 2020 - 14:02

Gostaria de ter gostado desta série. Mas fui obrigado a atirar a toalha ao chão; desistindo ao 5º episódio.

Tem uma qualidade de produção decente, apesar de algum cgi menos bem conseguido. Mas achei a protagonista demasiado enfadonha; e todo o arco narrativo demasiado batido e sem sal.
Gostei do Arthur. Mas ver o Gustaf Skarsgård, basicamente a repetir os clichés de floki como Merlin, deu-me sempre a sensação de estar a ver um truque barato feito sem grande esforço.

Não me surpreende que para o grupo demográfico que é o publico alvo desta série, jovens, sobretudo mulheres, possam ter adorado. Mas, infelizmente para mim, não funcionou.

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 14:08

Não sou jovem, nem mulher e para mim funcionou direitinho!

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 23 de julho de 2020 - 12:37

Daria 4 estrelas fácil, achei a série muito boa.

Inclusive, achei bem superior à The Witcher, principalmente no que tange ao arco narrativo dos personagens. A série do Geralt de Rivia é entretenimento puro, mas é uma colcha de retalhos apressada e pré-determinada (“está acontecendo isso daí porque aconteceu assim no livro e ponto final”), ainda mais com aquela ideia estúpida das linhas do tempo diferentes.
E também, a Katherine Langford é uma atriz melhor que o Henry Cavill (e quem não é ?)

Cursed tem uma noção de conjunto melhor desenvolvida, de uma história que sai de um lugar e vai pra outro. E todas as linhas narrativas funcionam muito bem, inclusive algumas que eu não achei que iriam, como a da Pym, que funciona como alívio cômico. E a freira sinistra.
O Arthur poderia ser melhor e o roteiro não ajuda ele, mas não entendo toda a crítica que o personagem e o ator estão levando.

Eu tenho a mesma reação com esse pessoal reclamando da tal “lacração”. O pior são aqueles que evocam todo o tipo de colagens históricas da Wikipédia pra tentar argumentar que é impossível existirem negros na Inglaterra na Idade Média. Mas e as fadas, bruxas e magos ? Aquilo ali pode existir ?

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 14:02

Estou com você. Não daria 4 estrelas, mas isso é detalhe (até porque, comparativamente, Witcher levaria sei lá, 2 estrelas no máximo em minha opinião). Cursed tem realmente uma noção de conjunto bem bacana e foi isso que me fisgou de verdade, mais até do que o fato de ser baseada nas Lendas Arturianas que tanto adoro.

Sobre Arthur, as críticas devem ser por causa da cor da pele do sujeito, ou seja, pensamento medieval de meia-dúzia de gatos pingados vocais e chatos. O sujeito não é um ator maravilhoso (nem a Langford é), mas funciona bem para o papel limitado que tem. Mas, na cabeça de alguns, ele poderia ser um Laurence Olivier da vida que, mesmo assim, por ser um “Arthur negro”, é uma porcaria…

Abs,
Ritter.

Responder
Léon 23 de julho de 2020 - 20:00

Gente, é sério que estão implicando com a cor da pele do Arthur? E a desculpa é de que “não existiria negros na Bretanha da Idade Média”??? Oi?

Mundo em 2020 nunca pareceu tão 1820 e até menos…

Mas não me surpreende. Já vi alguém reclamar de uma história de fantasia cujo enredo fala de um mundo em que os animais agem e falam e se vestem (enfim, eles agem) como nós humanos. Aí o personagem principal é um gato executivo que tem um hipopótamo como mordomo. Reclamação deste enredo? “Como é que um hipopótamo, um animal tão grande, seria empregado de um simples gatinho? E desde quando animais falam?” Sim, está era a reclamação e não era ironia. Só consigo pensar que a pessoa que fez esta reclamação não conseguiu entender direito o significado do gênero fantástico em uma história. Mas enfim, é a vida…

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 20:22

Melhor nem pensar muito sobre essa gente… Não merecem que percamos tempo com eles…

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 23 de julho de 2020 - 10:34

Cara, eu so to assistindo porque a minha esposa curtiu. Ela nao curte series de sci fi/fantasia, entao to encarando pra gente ter alguma coisa pra ver juntos.
Mas é muito mas muito fraquinha… Nao chega a ser horrivel, mas é muito bobinha.
Diverte, como se fosse um filminho de sessao da tarde.
Fotografia sensacional, q lugares incriveis, mas n da aquela sensaçao de imersao.
O lance de tentar ficar adivinhando quem é quem nas Lendas Arturianas é um plus.

Responder
planocritico 23 de julho de 2020 - 14:07

He, he. Eu te entendo. Não concordo, mas entendo. Na verdade, até concordo em parte que parece Sessão da Tarde às vezes, mas tem tanto massacre, tanta sanguinolência e tanta tortura que a série definitivamente não é Sessão da Tarde.

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 24 de julho de 2020 - 00:30

Essa sanguinolencia e maldade realmente N deixam ela ser sessão da tarde rsrs
Mas falta muito pra deixar de ser mediana, saca?
Eu penso assim, se eu fosse dar 4 e meia estrelas pra primeira temporada de GoT por exemplo, como poderia dar 3 e meia pra essa?
So pra colocar em escala, embora eu saiba q nem tudo se trata de estrelas e notas.
No geral eu gostei, mas falta alguma coisa q eu ainda N sei dizer bem o q é…

Responder
planocritico 24 de julho de 2020 - 01:52

Ah, mas essa relativização com outras séries não dá para fazer não! Eu nem consigo pensar assim, senão eu precisaria de uma calculadora científica e um sistema de notas que fosse até a 5ª ou 6ª casal decimal para avaliar alguma coisa! Tá louco!

HAHHHAHHAHAHAHAHAHAHAHAAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 25 de julho de 2020 - 21:56

Vdd… Eu quis dar um exemplo mas nem sempre isso funciona rsrs
É muito relativo, queria ter gostado mas simplesmentr achei mediana pra baixo…

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