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Crítica | Dança com Lobos

por Ritter Fan
959 views (a partir de agosto de 2020)

Dança com Lobos foi uma surpresa quando foi lançado em 1990. Ninguém esperava não só o sucesso de crítica, mas, principalmente, o sucesso de público que o primeiro filme dirigido por Kevin Costner alcançou, especialmente em se tratando de um épico de três horas em sua versão original, que ganhou quase uma hora a mais em sua versão estendida lançada um ano depois.

A grande verdade, porém, é que essa ambiciosa obra literalmente carregada nas costas por Costner, fala profundamente não só com o povo americano e sua história recente, com o massacre dos nativos, a exploração da “fronteira”, mas também de maneira universal com todos os povos, independente de nacionalidade. Há um tema maior, sempre presente por detrás da história de um soldado desesperançoso que se encontra ao fazer amizade com uma tribo Sioux, um tema que toca a todos nós, que é o significado da presença humana em nosso pequeno planeta azul. O ar de melancolia que perpassa Dança com Lobos traz à tona nossos sentimentos escondidos e dialoga com eles, desnudando verdades que são cada vez mais óbvias para nós. E talvez por isso o filme sobreviva tão facilmente por tanto tempo. Ele é cada vez mais atual, mais urgente, além de nos fazer voltar para um passado de não muito tempo atrás em que o abuso dessa rocha em que vivemos estava em sua infância.

Mas talvez esteja sendo um eco-chato aqui e normalmente não sou assim. Entendo a necessidade e a premência da evolução (para o bem ou para o mal), mas agradeço filmes como esse e diversos outros que nos fazem pausar e refletir. É brega e piegas? Talvez. Mas tenho para mim que não. Dança com Lobos é um filme honesto, bem feito e muito bem atuado, que merece a atenção de qualquer cinéfilo, além dos prêmios que amealhou (dentre os mais importantes,sete estatuetas do Oscar, incluindo de melhor filme, direção, roteiro e trilha sonora, além de três Golden Globes, de melhor filme dramático, roteiro e direção).

E Dança com Lobos ainda foi responsável por finalmente revitalizar o faroeste que, desde o começo da década de 80, perdera seu charme, voltando timidamente com Silverado (também com Costner, aliás), mas nunca realmente ganhando força. No entanto, talvez acima de tudo isso, a fita seja a obra de ficção que, até então, traria o mais honesto e profundo olhar sobre a população nativa americana que, apesar de sempre ter sido elemento essencial de filmes do gênero, só recebia tratamentos estereotipados ou pelo menos simplificados, unidimensionais e maniqueístas, com raríssimas exceções.

Michael Blake, que havia escrito o roteiro de Stacy’s Knights, um dos primeiros filmes com Costner, vinha tentando vender seu spec script (uma versão simplificada de um roteiro) de Dança com Lobos desde o começo da década de 80. Foi o próprio Costner que, vendo futuro no material, sugeriu a Blake que escrevesse um romance baseado em sua ideia e ele assim o fez, somente para ver o fruto de seu trabalho rejeitado repetidas vezes até ser publicado em 1988. Costner, então, adquiriu os direitos sobre a obra e partiu para a produção, resultando em um filme fotografado quase que integralmente na Dakota do Sul, com algumas sequências no Wyoming.

O escopo épico da fita pode ser resumido em apenas uma majestosa e desde já clássica sequência, banhada pela bela trilha sonora de John Barry: a caçada aos tatanka (como são chamados os bisões – ou búfalos americanos – em lakota, língua nativa dos Sioux). Lembram-se da sequência do estouro dos gnus em O Rei Leão? Pois bem, é algo como aquilo, só que ainda maior e, claro, em live action, sem uso de efeitos especiais. E o prenúncio dessa sequência já traz um dos elementos recorrentes do filme, que é a destruição da natureza pelos invasores brancos, ao vermos dezenas de bisões sem o couro e as línguas mortos na pradaria, com a carne apodrecendo. Ao testemunharmos, não muito tempo depois, os bisões aos milhares – filmados durante um estouro de verdade de uma manada gigantesca no meio-oeste americano, com Costner efetivamente galopando – enxergamos a esperança, ainda que saibamos que ela é efêmera. Só que essa montanha-russa de sentimentos continua e a conclusão parece ser mesmo a de “luz no fim do túnel”, pois, historicamente, os bisões foram quase extintos pela ação humana nos Estados Unidos e só depois de muito esforço de proteção ao longo de décadas é que as manadas voltaram e a presença delas no filme nos lembra disso, da capacidade humana de fazer o bem, de reverter situações quase irreversíveis.

No entanto, o que realmente chama atenção é como Costner transita bem entre momentos como esse, com fotografia com memoráveis planos abertos do prolífico Dean Semler, até planos médios e close-ups da intimidade dos indígenas em suas pequenas ocas. E, quando o filme passa a abordar os costumes da tripo Sioux na fronteira americana, depois de uma longa e pessimista introdução, em que vemos o tenente John J. Dunbar (Costner) tentando o suicídio de maneira espetacular depois que percebe que perderá a perna durante a Guerra Civil, com o personagem aos poucos entendendo seu lugar no mundo e descobrindo quem de verdade ele é, a palavra que vem à mente e uma que é mencionada por Dunbar durante a projeção: harmonia.

Essa harmonia nos faz entender o porquê de Dunbar (que nos representa) ter ficado maravilhado com o que se deparou no desolado Forte Sedgewick, para onde pede para ser mandado depois que seu “suicídio” o transforma em herói: os nativos vivem da terra e para a terra. Eles estão em perfeito equilíbrio com a natureza, caçando para sobreviver e se aproveitando o máximo do ambiente, com uma organização mais eficiente até que a militar.

Uma das críticas que se faz ao filme é que a retratação dos Sioux como “mocinhos” e dos Pawnee como “vilões” é maniqueísta, além de historicamente errada, já que os Sioux foram mais poderosos que os Pawnee. Sim, talvez seja maniqueísta, mas somente à primeira vista, pois o roteiro mostra o lado “sombrio” dos Sioux de maneira muito evidente, como quando a carroça dos caçadores brancos de bisões é vista por Dunbar na taba e a tribo toda festeja a morte dos homens brancos, com a orgulhosa exibição dos escalpos. Há sadismo e raiva ali. O mesmo vale para a reação inicial de todos em relação a Dunbar – sempre violenta – especialmente no caso de Wind is His Hair, vivido de maneira convincente por Rodney A. Grant. Sobre correção histórica, a resposta é simples: Dança com Lobos por vezes até parece ser, mas não é um documentário.

Outro aspecto sempre mencionado como negativo é a conveniente presença de uma branca no meio dos indígenas, Stands With a Fist, vivida pela sempre bela Mary McDonnell. No entanto, casos de sequestro de mulheres brancas eram comuns no oeste bravio, um desses casos até tendo servido de inspiração para um dos maiores expoentes do gênero, Rastros de Ódio. Assim, além de ser um elemento historicamente correto, a inclusão da personagem funciona como um forma de tornar crível para os espectadores a relação de Dunbar com os Sioux, sem que ele tenha que milagrosa e instantaneamente aprender a língua ou se tornar o Marcel Marceaux da fronteira.

A versão estendida do filme, que não contou com o envolvimento de Costner e, por isso, não pode ser chamada de “corte do diretor”, consegue mergulhar mais a fundo ainda na cultura Sioux, dando-nos tempo para absorver cada aspecto que nós é apresentado. É um tour de force, sem dúvida, pois eleva a já longa experiência cinematográfica para 4 horas. No entanto, diferente de muitas versões estendidas por aí, a inclusão desses 55 minutos extras não esmorecem a narrativa. Ao contrário, a tornam mais rica ainda. Particularmente, gosto igualmente das duas, mas, se tivesse que escolher, ficaria com a versão estendida, mesmo sem ela ter a benção do diretor.

Dança com Lobos é um filme que, apesar da trama central ser batida (a eterna releitura da história de Pocahontas), surpreende pelo conjunto composto pelo visual embasbacante, a trilha sonora arrebatadora, a direção eficiente de Costner, além de um elenco azeitado, que nos convence de cada papel, mesmo os mais caricatos e vilanescos. E, talvez o mais importante: ele nos faz refletir.

Dança com Lobos (Dances with Wolves, EUA – 1990)
Direção: Kevin Costner
Roteiro: Michael Blake (baseado em romance de Michael Blake)
Elenco: Kevin Costner, Mary McDonnell, Graham Greene, Rodney A. Grant, Floyd ‘Red Crow’ Westerman, Tantoo Cardinal, Robert Pastorelli, Charles Rocket, Maury Chaykin, Jimmy Herman, Nathan Lee Chasing His Horse, Michael Spears
Duração: 181 min. (versão do cinema), 234 min. (versão estendida)

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25 comentários

Diego/SM 8 de janeiro de 2021 - 21:13

Putz… tentando achar esse filme pra (re)assistir há anos… (alguém sabe aí se e onde se encontra em streaming?… – se bem que esse merece um investimento e estar na estante!)
Filmaço (melancolicamente belo, baita trilha sonora, fotografia…) – coloco mesmo no meu top 10 geral (ou 20, vá lá – já que essa lista costuma ser bem complexa e “mutável”… hehe)…
Ah, sabe que o lance da moça que já estava lá entre os índios (e a trama como um todo, na verdade) também me lembra bastante o “Pequeno Grande Homem”, do Dustin Hoffman?…
Enfim, bons tempos kevincosterianos (rss)… e baita texto, parabéns! (Só uma “crítica”: pô, nenhuma menção ao nosso velho amigo “Duas Meias”?… kkkk)

Responder
planocritico 8 de janeiro de 2021 - 21:22

Maravilhoso mesmo esse filme! Infelizmente não achei em streamings por aqui, mas também só procurei nos mais populares.

Abs,
Ritter.

Responder
nina 10 de fevereiro de 2020 - 13:57

difícil falar em “trama central batida” se este é, se não o 1o. importante a inverter a ‘lógica’ western, um dos 1os…. inclusive vale observar que é após esta obra, que Clint Eastwood filme seu último e redentor Os Imperdoáveis…… enfim… foi quase um choque à época, e não à toa levou diversos prêmios

Responder
planocritico 10 de fevereiro de 2020 - 14:25

Mas levar prêmios não tem relação com ter ou não trama central batida. Afinal, isso não desabona um filme com um grande roteiro e uma grande direção, como salientei na crítica. Mas que Dança com Lobos tem uma trama central batida, isso é inegável.

Abs,
Ritter.

Responder
nina 11 de fevereiro de 2020 - 22:30

claro que não tem – necessariamente…
o que eu disse é que à época, o viés oposto ao do western clássico não tinha nada de batido (vencer prêmios pode ter a ver com isso também – mas não foi o foco do comentário…)
o foco: hoje, parece batida – quando ele foi lançado: não era nem um pouco
abraço

Responder
Jefferson 31 de dezembro de 2019 - 09:12

Acho que esse filme mostra , em uma escala menor, o que estamos fazendo e faremos ao nosso planeta, de uma maneira ou de outra seremos exterminados por nós mesmos. Tudo que temos acabará, por ganancia, egoismo, prepotência, e tantas outras situações que nos acometem no dia a dia. Acho que somos na essência, como gafanhotos, destruindo tudo que vemos pela frente. Para o bem do planeta, temos que acabar mesmo, nem parece que somos daqui, somos os únicos seres que o destroe, não o merecemos.

Responder
planocritico 5 de janeiro de 2020 - 22:26

Nossa. Um pensamento bem negativo, mas que eu não posso, em sã consciência, dizer que está errado… 🙁

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Qxd 19 de maio de 2019 - 20:14

Melhor trilha sonora da história. Kevin Costner no melhor papel de sua carreira, cenas emocionantes, principalmente o afeto que o personagem cria pelo lobo. A admiração pelos indígenas e seu modo de vida e cultura. A caçada aos búfalos, não sei como conseguiram fazer naquela época. Filme inesquecível!

Responder
planocritico 20 de maio de 2019 - 16:25

Também não sei como o estouro dos búfalos foi filmado. É um negócio incrível!

Abs,
Ritter.

Responder
Alex Lordelo 13 de maio de 2019 - 23:39

Esse Filme me fez Chorar. Muito lindo.

Responder
planocritico 14 de maio de 2019 - 15:25

É espetacular!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Pereira 18 de março de 2016 - 03:30

Ritter, como sempre seus textos são perfeitos e precisos, não tem mais oque falar. Sobre o filme, acabei de rever, pois a primeira vez q vi tinha uns 12 anos ou menos, e assisti na versão normal, porém estou fazendo uma “limpa” em todos os filmes que já vi e os que ainda quero ver, e resolvi revê-lo, mas na versão estendida. Simplesmente uns dos meus filmes favoritos, se caso não for o melhor (pois tenho um valor sentimental muito grande por Coração Valente), mas isso não vem ao caso, o importante é que o filme nos transmite exatamente oque vc falou na ultima frase de seu texto: ” E, talvez o mais importante: ele nos faz refletir.” Me emocionou muito rever Dança com Lobos.
Abraços de seu fã Ritter.

Responder
Gabriel Pereira 18 de março de 2016 - 03:30

Ritter, como sempre seus textos são perfeitos e precisos, não tem mais oque falar. Sobre o filme, acabei de rever, pois a primeira vez q vi tinha uns 12 anos ou menos, e assisti na versão normal, porém estou fazendo uma “limpa” em todos os filmes que já vi e os que ainda quero ver, e resolvi revê-lo, mas na versão estendida. Simplesmente uns dos meus filmes favoritos, se caso não for o melhor (pois tenho um valor sentimental muito grande por Coração Valente), mas isso não vem ao caso, o importante é que o filme nos transmite exatamente oque vc falou na ultima frase de seu texto: ” E, talvez o mais importante: ele nos faz refletir.” Me emocionou muito rever Dança com Lobos.
Abraços de seu fã Ritter.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:40

Obrigado pelo elogio e prestígio, @disqus_7JTpvCcjpL:disqus! É um filme maravilhoso mesmo. E que bom que você reviu o filme na versão estendida. Há muita coisa interessante nessa versão.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 18 de março de 2016 - 16:40

Obrigado pelo elogio e prestígio, @disqus_7JTpvCcjpL:disqus! É um filme maravilhoso mesmo. E que bom que você reviu o filme na versão estendida. Há muita coisa interessante nessa versão.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Pereira 23 de março de 2016 - 02:10

Ritter, como disse estou revendo os meus filmes prediletos e não encontrei aqui a crítica sobre o melhor filme sobre o Holocausto, um dos meus filmes favoritos e com interpretações maravilhosas, falo sobre o filme A Lista de Schindler. Não tem como não se emocionar com esse filme, pois para mim oque aconteceu nele foi praticamente ontem em se tratando de história e que ainda deixa “vestígios” até hj.
Abraço.

Responder
Gabriel Pereira 23 de março de 2016 - 02:10

Ritter, como disse estou revendo os meus filmes prediletos e não encontrei aqui a crítica sobre o melhor filme sobre o Holocausto, um dos meus filmes favoritos e com interpretações maravilhosas, falo sobre o filme A Lista de Schindler. Não tem como não se emocionar com esse filme, pois para mim oque aconteceu nele foi praticamente ontem em se tratando de história e que ainda deixa “vestígios” até hj.
Abraço.

Responder
planocritico 23 de março de 2016 - 13:13

@disqus_7JTpvCcjpL:disqus, há vários clássicos que não temos no site ainda, especialmente em relação a filmografia do Spielberg. Mas vamos correr atrás. Pessoalmente, gosto muito de A Lista de Schindler também.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de março de 2016 - 13:13

@disqus_7JTpvCcjpL:disqus, há vários clássicos que não temos no site ainda, especialmente em relação a filmografia do Spielberg. Mas vamos correr atrás. Pessoalmente, gosto muito de A Lista de Schindler também.

Abs,
Ritter.

Responder
Ricardo Correa 30 de novembro de 2014 - 21:55

Dança com lobos seria ao mesmo tempo HOLLYWOOD mainstream n filme comum para pessoas que não são catedraticas em arte de cinema ver ? pode,sim ser ! Aquela fotografia me marcou para TODA A VIDA !

Responder
planocritico 1 de dezembro de 2014 - 15:35

Realmente linda a fotografia, especialmente nas tomadas que mostram a taba dos nativos e na caçada.

Abs, Ritter.

Responder
Luiz Santiago 28 de novembro de 2014 - 23:18

Texto simplesmente maravilhoso e emocionante para um filme igualmente maravilhoso e emocionante. É interessante você abordar, por exemplo, a questão da cobrança histórica que se faz à obra, acusando-a de maniqueísta, embora ela não seja, porque o “outro lado” está lá também… A colocação de que “parece, mas não é um documentário” foi simplesmente mitológica. Matou a pau!

Eu ri demais com o “Marcel Marceau da fronteira”. Hahahaha Genial, genial!

Meus parabéns por mais essa linda crítica!!!!

Responder
planocritico 29 de novembro de 2014 - 00:40

Obrigado, Luiz! Adoro esse filme e revi as duas versões para fazer a crítica! 7 horas de filme… 🙂

Abs, Ritter.

Responder
Richard Oliveira 28 de novembro de 2014 - 22:55

Já tenho 38 anos, em 1990 estava com 14 anos, e fui assistir esse filme depois da aula, o cinema vazio, e a dublagem não estava legal, mas me marcou, sai do cinema emocionado, e este filme me marcou muito, e ele está no meu top five, mais uma te elogio por sua critica, e desculpa dizer, hoje em dia, não há mais filmes como esse, que te faz viver, interagir e sentir a estória e se emocionar, não chorar, mas entender e aprender e dizer uma mensagem.
Sem ser chato, ou puxa saco, parabéns pela critica, e admito que sempre acompanho as criticas aqui postadas, mesmo antes de ver o filme, pois confio em suas palavras.
E as vezes até hoje mesmo, eu viro e mexo, assisto esse filme, e já mandei meu filho tambem assistir, mas ele gosta de Transformes, Vingadores e Goku, pra desgosto do pai, kkkk

Responder
planocritico 29 de novembro de 2014 - 14:12

@disqus_bMS9rkBvKT:disqus, somos quase contemporâneos então (quase – pois eu tinha 18 anos em 1990) e fui também marcado por esse filme. E ele não se desgasta com o tempo, o que é incrível, especialmente para faroestes.

Obrigado por seus elogios. Fico feliz que tenha gostado. Sobre seu filho, insista com ele devagarinho. Ele vai te agradecer um dia!

Abs,
Ritter.

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