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Crítica | Dark – 3ª Temporada

por Ritter Fan
1333 views (a partir de agosto de 2020)

Temporada

Série como um todo
(não é uma média)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas das temporadas anteriores. 

Sem dúvida alguma, a mais bem-vinda característica de Dark, criação do suíço Baran bo Odar e da alemã Jantje Friese, enorme sucesso do Netflix, é que a série realmente parece que nasceu com começo, meio e fim já traçados em detalhes, sem que os showrunners caíssem na tentação do sucesso estendendo-a para além do planejado. Pouco mais de um ano depois da segunda temporada, eis que chega a terceira e última para encerrar muito satisfatoriamente a complicada história contada em diversos momentos no tempo em dois mundos, com diversas versões dos mesmos personagens, sem esquecer de trazer várias surpresas e “mudanças de regra” no meio do caminho para apimentar ainda mais a jornada.

Se a grande reviravolta ao final da temporada anterior foi a revelação de que existia pelo menos um universo paralelo, nos oito episódios de encerramento os roteiros constroem em cima dessa premissa não só abordando bem mais do que os momentos temporais que vimos anteriormente, indo brevemente até 1822 até, como também lidando com “entretempos”, o que inteligentemente quebra a expectativa dos 33 em 33 anos que vinha sendo a regra, além de revelar que, na verdade, os dois mundos que a série vinha abordando são, na verdade, resultado de uma experiência com máquina do tempo de um mundo de origem ou Terra Prime (só para usar linguajar de quadrinhos), levando a um final de “gente virando pó” que inevitavelmente lembra o estalo de Thanos em Guerra Infinita.

Mas se a história macro funciona muito bem, a dupla de showrunners não se esquece dos aspectos micro também, lidando com pequenos mistérios aqui e ali, mas talvez sempre cientes de que dar resposta para absolutamente tudo, nos seus mínimos detalhes, não seria algo nem razoável e nem necessário. Eles inclusive usam a sana investigativa dos fãs que criam teorias para tudo como uma piada recorrente na série, jamais revelando como Torben Wöller perdera o olho na Terra-1 e o braço na Terra-2. As grandes pinceladas, porém, estão todas lá, empilhando novos anos e novas regras, mas sempre caminhando para uma resolução que obedece de maneira até surpreendente uma lógica interna boa, algo que é razoavelmente raro em obras que lidam com viagens no tempo e/ou universos paralelos. Além disso, o lado sci-fi de Dark não comanda a história essencialmente de “amor impossível” entre dois jovens deslocados espacial e temporalmente. Ao contrário, são os valores da narrativa – perseverança, sacrifício, proteção de quem você ama, compreensão de sua falibilidade e mortalidade, perpetuação de ciclos viciosos – que dirigem a série e ganham particular foco na metade final da temporada de encerramento, sem jamais descambar para a choradeira ou pieguice.

No entanto, há problemas de foco excessivo, ou seja, de uso prolongado de linhas narrativas tangenciais que, mesmo interessantes, talvez não merecessem o tratamento vip que receberam justamente por não serem essenciais, do jeito que são desenvolvidas, para a jornada de Jonas e Martha. As duas principais, que são compostas de diversas mini-narrativas, giram em torno das famigeradas medalhinhas (a de São Cristóvão e a da moeda de um centavo), que sim, respondem diversas questões postas ao longo da série, inclusive a “lenda do lago” (aliás, brutal e surpreendente aquilo, não?), mas que têm proporcionalmente muito mais tempo de tela do que Claudia Tiedemann – carinhosamente conhecida, no futuro, como Diabo Branco – tem para desatar o nó do loop temporal entre os dois mundos derivados. Fica aquela impressão de que talvez o mesmo resultado pudesse ter sido alcançado com menos episódios ou com durações menores dos razoavelmente longos capítulos da temporada final.

E, se eu quiser ser chato – e quero! – Odar e Friese carregaram um pouco demais no texto expositivo, notadamente no terço final, com narrações em off ou diálogos razoavelmente forçados como o que Claudia tem com Adam e, depois, que Adam tem com Eva, provavelmente para terem certeza de que todo mundo entendeu o que eles queriam dizer. É um vício bem comum em obras desse gênero, tenho que dizer, pelo que algo assim era mais do que esperado, especialmente diante da efetivamente confusão que o vai-e-vem temporal causa, mas talvez a dupla tenha extrapolado um pouquinho, tornando o clímax um pouco mais suave em termos de cadência do que deveria ser.

Por outro lado, há que se aplaudir o elenco com um todo. Se Louis Hofmann, Andreas PietschmannLisa Vicari continuam bem com Jonas e Martha, realmente convencendo como personagens que perdem sua ingenuidade, inocência e vida ao longo de uma jornada épica, o grande destaque da vez fica mesmo com Julika Jenkins como Claudia Tiedemann, personagem que ganha corpo tanto em termos de desenvolvimento de personalidade, como também físico, com a transformação completa da atriz. Mas é claro que os demais também merecem nota, ainda que sejam muitos para realmente haver espaço hábil para citá-los. Claro que a vantagem fica sempre para os atores e atrizes que vivem os personagens mais trágicos, como são o caso de Max Schimmelpfennig e Mark Waschke como Noah, Maja Schöne como Hannah e Oliver MasucciWinfried Glatzeder como Ulrich.

O cuidado da produção com os figurinos e cenários das diferentes épocas retratadas é também algo a se tirar o chapéu. Não é uma série que esbanje orçamento, mas o espectador, em momento algum, fica com a impressão de que tem algo errado com o período em que a ação se passa, mesmo quando há avanço para os futuros pós-apocalípticos das duas Terras. Da mesma maneira, a fotografia de Nikolaus Summerer é extremamente cuidadosa em manter homogeneamente a pegada sombria e pessimista que a série carrega, mas sempre sabendo usar a luz e filtros para tornar a diferenciação de épocas ainda mais fácil, mesmo que os showrunners sempre deem uma ajudinha com establishing shots bem evidentes ou legendas em tela para dissipar qualquer possibilidade de dúvida. Finalmente, a trilha sonora de Ben Frost continua assombrosa, sendo a perfeita acompanhante do trabalho visual de Summerer.

Jantje Friese e Baran bo Odar encerram Dark exemplarmente, mesmo considerando as reticências que apontei acima. A série, em seu conjunto, entrega resoluções bem pensadas e bem estruturadas que manejam bem a complexidade que a quantidade de versões dos mesmos personagens inevitavelmente traz. O tão esperado fim chegou e, felizmente, junto com ele veio a satisfação.

Dark (Idem, Alemanha – 27 de junho de 2020)
Criação: Baran bo Odar, Jantje Friese
Direção: Baran bo Odar
Roteiro: Jantje Friese, Baran bo Odar
Elenco: Louis Hofmann, Oliver Masucci, Jördis Triebel, Maja Schöne, Sebastian Rudolph, Anatole Taubman, Mark Waschke, Karoline Eichhorn, Stephan Kampwirth, Anne Ratte-Polle, Andreas Pietschmann, Lisa Vicari, Angela Winkler, Michael Mendl, Antje Traue, Gwendolyn Göbel, Julika Jenkins, Lisa Kreuzer, Gina Stiebitz, Moritz Jahn, Carlotta von Falkenhayn, Christina Pätzold, Winfried Glatzeder, Dietrich Hollinderbäumer, Arnd Klawitter, Christian Steyer, Stephanie Amarell, Sylvester Groth, Peter Benedict, Daan Lennard Liebrenz, Sebastian Hülk, Barbara Nüsse, Leopold Hornung, Max Schimmelpfennig
Duração: 505 min. (8 episódios no total)

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153 comentários

Marcelo Silva 10 de setembro de 2020 - 05:21

Uma das melhores séries que já vi recentemente. Tenho concordância quase integral com a crítica, essa última temporada poderia ser menor e mostrado mais como a Claudia descobriu o que descobriu.Porém, não acho que o problema foi mostrar a medalha, ou a moedinha, pessoalmente achei bem legal conhecer esses pormenores. Tambem não me incomodaram os excessos de explicação, até pq, mesmo com eles muita gente ficou boiando, imagina sem. E no geral não atravancaram a narrativa.
Onde eu acho que poderiam ter economizado é na apresentação da vida dos personagens secundários no mundo 2. Realmente não precisávamos acompanhar vários elementos conhecidos do mundo 1 no 2, apenas um pouco modificados. Ex: bastava sabermos que o Ulrich estava casado com Hanna e era infiel, não precisávamos ter cenas com seus diálogos com a Charlotte ou com sua família.
Mas nada disso atrapalhou a série, que em seus capítulos finais retoma o ritmo e termina de forma mais que satisfatória. Como disse a crítica, uma série com início, mio e fim, muito bem amarrados.

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José Barbosa 24 de julho de 2020 - 14:04

Cada temporada teve 4 estrelas e a série como um todo levar 4,5 para mim não faz sentido. Especialmente porque achei 4 estrelas para esta temporada demais. Para mim, um 3 com 3,5 de média estava muito bem pago.

Diferentemente de ficções como 2001 ou Matrix, que causou em muitos uma raiva da incompreensão, do tipo, “putz, eu não entendi nada, mas preciso ver de novo”, e que todos nós, inclusive críticos, levamos alguns anos para compreender a magnitude da obra, trata-se de um “confusopólio” com meia dúzia de méritos, especialmente quanto ao design de produção, figurino e fotografia. Mas que muita gente o faz.

Particularmente não gosto de séries lentas, e ser lento com apenas 3 temporadas de 8 episódios cada não demonstra alívio, mas falta de aprofundamento na história. Tudo bem, poderia ser igualmente lento, ter o dobro do tempo e continuar não contando nada, mas isto é um mérito.
Falta casar muita coisa no roteiro. Não vou me dar ao trabalho de rever para ficar citando, mas fica um exemplo crasso que é “lembrar” que existe universo paralelo a partir do final do último capítulo da 2a temporada? Já era um mal sinal.

Digo que somente vi a 3a temporada porque já sabia que era final e relativamente pouco tempo necessário, e só por isto a decepção não foi maior. Caiu em inúmeras soluções fáceis e que daqui a um tempo serão esquecidas.
Aquela bobagem chupinhada de Interestellar? Qual a identidade original? Já vimos isto antes. Não foi espetacular.

Como Jonas se transforma em Adam? Por que a “dificuldade” de viajar no tempo e entre dimensões varia de acordo com a conveniência do roteiro? Por que tantas tramas paralelas bobas e sem solução?

Um apocalipse que é falado, falado, falado… e quando chega é tremendamente decepcionante, irrelevante para a história.

E por fim, a narração quase didática, tipo desenho de criança, que precisa ter uma legenda para explicar o que é.

No fim, uma curiosidade, mas longe de merecer tanto hype. É só mais um “The Rain”.

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planocritico 24 de julho de 2020 - 15:30

Você vai a um restaurante novo, pede uma entrada e gosta muito, pede o prato principal e gosta muito, pede a sobremesa e gosta muito. Mas os garçons e o maitre são excepcionais em termos de gentileza e conhecimento da comida e bebida e o ambiente é espetacular, assim como sua companhia. O resultado disso? A impressão de conjunto da experiência como um todo é melhor do que cada prato individualmente. E o contrário também pode acontecer. Não é lá muito difícil de entender, não é mesmo?

– Ritter.

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Capitalista 20 de julho de 2020 - 21:56

O final dessa serie me deixou com sentimentos estranhos, ao mesmo tempo que ela me deu a satisfação de ter terminado de forma sublime, eu fiquei triste em pensar que todo não passou de um sonho que ficou literalmente perdido no tempo.

Responder
planocritico 21 de julho de 2020 - 14:39

Mas não passou de um sonho não. Aconteceu de verdade, mas foi apagado.

Abs,
Ritter.

Responder
Capitalista 21 de julho de 2020 - 23:27

AHHAhahahaha, eu sei, to parafraseando o final

Responder
Deborah Mendes Duarte 20 de julho de 2020 - 14:43

se a Regina não é filha de Tronte e por este fato existe no mundo de origem, por que a Claudia desaparece no mundo da Jonas. Nós a vemos sumindo com aquela aparência de sobrevivente do apocalipse na meia idade. O porta retrato na casa da Regina no mundo de origem a mostra numa foto de família em que a Regina ainda era adolescente, se ela já morreu no mundo de origem é uma hipótese pq ela desaparece quando o casal impede o acidente do filho do relojoeiro.

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Deborah Mendes Duarte 24 de julho de 2020 - 15:17

alguém por favor responda!!!!

Responder
Rodrigo F. S. Souza 25 de julho de 2020 - 11:47

Porque a Claudia que desaparece no mundo do Jonas é resultante da divisão do mundo de origem nos mundos do Adam e da Eva. Quando o Jonas e a Martha impediram a morte do Marek, filho do Tanhaus, por consequência eles apagaram as linhad temporais de onde vieram, e aquela Claudia deixou de existir. A única Claudia que sobrou foi a do mundo de origem, que vimos na foto da casa da Regina na cena final.

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Deborah Mendes Duarte 27 de julho de 2020 - 14:44

Obrigada Rodrigo pela resposta, achei o último ep muito corrido tudo bem um porta retrato aparece e temos que fazer mil deduções tendo que relembrar todos os descendentes do infinito nos dois mundos para saber quem faz parte do mundo original

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The Question 20 de julho de 2020 - 09:06

Só discordo a respeito do tempo de tela da “descoberta” da Cláudia, ela passou 33 ciclos de 33 anos fazendo as mesmas coisas e tendo tempo pra observação da genealogia de todas as famílias, cada Cláudia tinha o conhecimento do funcionamento das coisas mais refinado. Gosto que seja assim, que não entreguem tudo de mão beijada.

Responder
planocritico 21 de julho de 2020 - 14:39

Mas isso não tem relação com tempo de tela.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcio Santiago 18 de julho de 2020 - 12:33

Obra Perfeita !!

Responder
Deborah Mendes Duarte 16 de julho de 2020 - 12:23

gostaria de saber porque a Claudia não aparece no jantar
ela fazia parte do nó?

Responder
Deborah Mendes Duarte 24 de julho de 2020 - 15:17

ninguém aqui sabe responder minha pergunta?

Responder
Carlo 27 de julho de 2020 - 02:58

Porque é um jantar de amigos. Só.

Responder
Willames Rodrigues 11 de julho de 2020 - 22:27

Toda a jornada da série é muito boa, mas os finais tendem a ser um pouco decepcionantes. A “descoberta” de Claudia, explicada no último capítulo, não é muito bem esclarecida.
Tem sempre alguns detalhes que eles deixam sem resposta, tipo, o que aconteceu com o Aleksander (ou Boris)? Se todo mundo sabia viajar no tempo, então pq sequestrar crianças e fazer experimentos (Mads e Erick), matando-as?
O final e a descoberta de um 3° mundo ou mundo original acaba funcionando meio que como um “Deus ex machina”, tipo, se esses personagens não existem no plano original, não precisamos explicar os mistérios sobre eles.

Responder
Marcelo Silva 10 de setembro de 2020 - 05:21

A Regina nunca conhece o Aleksander no mundo original. Lembra que ela o conheceu devido a estar sofrendo bulling da Katarina do Ulrich? Então, o Ulrich, que era bisneto do Bartoz, deixa de existir, uma vez que Bartoz nunca voltou para o seculo XIX, então Regina e Aleksander nunca se conhecem, consequentemente, o próprio Bartoz deixa de existir.
Sobre pq sequestrar crianças em experimentos, é o paradoxo de Bootstrap que o Tarnhaus explica sobre o próprio livro: ele só conseguiu escrever pq voltaram no tempo e lhe mostraram o que ele próprio escreveu, mas para alguém voltar e mostrar, ele teria que ter escrito em algum momento. Qual fato originou a escrita do livro e onde? Não tem como dizer.
Imagino que seja a mesma coisa as experiências com as crianças: para tudo aquilo acontecer, termos uma máquina do tempo, etc etc, era necessário que houvessem esses sequestros, experimentos, etc…Para existir a viagem no tempo do futuro, alguém no passado teria que ter pesquisado sobre, uma peça fora do lugar poderia mudar tudo, e tanto Adam quanto Eva se empenharam em garantir que nada saísse do lugar.

Responder
Fórmula Finesse 6 de julho de 2020 - 14:27

SPOLIER/AEROFÓLIO…










Ótima a crítica, e concordo com ela em absolutamente tudo; também acho que a última temporada peca em assuntos periféricos que mais confundem do que elaboram um clímax final – talvez a confusão seja mesmo confundir mas também fica claro que desse modo fica mais fácil encontrar furos no roteiro e de certa maneira banalizam a solução encontrada para tal celeuma, que veio meio “do nada” com o encontro de uma Terra original pela Claudia, sem o devido desenvolvimento e explicação como ela chegou a tal magna conclusão, que é a solução de todos os problemas.
Mas fora esse “detalhe”, que baita série…todos os personagens do ciclo e seus respectivos mundos nada mais são do que tumores desenvolvidos a partir de uma célula sadia por assim dizer – não importa se amam, se sofrem, se choram, se têm atitudes grandiosas ou mesquinhas; são apenas anomalias, erros que não terão redenção alguma se olharmos objetivamente nosso universo real, apenas deixarão de sofrer, pois nascidos errados como foram, não haveria chance alguma deles vicejarem em seus respectivos mundos, haveria apenas dor, perda e luto.
E isso eu acho uma POLLTA OUSADIA! Sem final feliz, Macondo e S.King certamente aprovariam – rsrsrrs

Responder
planocritico 7 de julho de 2020 - 18:46

Confesso que demorei alguns segundos a mais do que devia para “captar” o seu AEROFÓLIO…

E de fato essa série acabou muito bem. Uma surpresa quando isso acontecem em obras dessa natureza. Claro que mais coisas poderiam ter sido explicadas, como o ponto que você levanta, mas não me incomodei não. O conjunto funcionou muito direitinho.

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 8 de julho de 2020 - 09:45

“Confesso que demorei alguns segundos a mais do que devia para “captar” o seu AEROFÓLIO”…

Isso não me surpreende, como todo bom crítico pedante de cachecol e cachimbo, és certamente COMUNISTA DE CARTEIRINHA, ojerizas esse produto capitalista e poluidor que atende por automóvel, sublinhando seu pouco conhecimento na área…:)
Sim, como eu escrevi anteriormente, o final foi tão DARK e imbuído de tanto sentido que detalhes na execução podem ser perdoados; mas ainda não entendi porque eles se viram crianças dentro do túnel quântico (expressão minha)…olha que vai vir continuação ali – ahahahahahahah.
P.s: Não acredito nisso, mas vai né?

Responder
planocritico 9 de julho de 2020 - 15:36

Essa de ele se verem crianças no túnel foi uma tentativa de fazer poesia que eu até agora não sei muito se gostou…

Abs,
Ritter.

Responder
Luís F B 5 de julho de 2020 - 20:37

Gostei muito! Uma fábula sobre karma, sobre motivação humana… me pareceu uma versão estendida do bom filme “Sinchronicity”, pois a série certamente contou com orçamento maior, até conseguindo incluir várias boas tramas familiares.

Responder
MayB 4 de julho de 2020 - 19:27

To comentando atrasada pq só descobri Dark agora em 2020 (aonde que eu tava???) maratonei a série toda hehehehe
Dava pra saber que a origem era o Tannhaus no episódio 3×07, mas o último episódio foi poético! Aliás toda a série é poética e nos faz pensar na nossa vida, egoismo não salva ninguém. Quando o Jonas e a Martha trabalharam juntos eles salvaram o mundo.
Terminar a série na cara da Hanna, nunca imaginei hahahaha
Gritava tanto: “Me dá a Regina viva, me mostra a Regina viva!!”
Claudia>>>>>>> Adam e Eva juntos (não sabem de nada e só ferraram com a vida de todos) Também acho que faltou mostrar como a Claudia descobriu o mundo original, que é parte essencial e mais importante de toda série, ao invés de apenas um insight que ela teve, achei fraco. Eu sempre concordei que a Claudia iria salvar tudo!!! Só não entendi pq ela mesma não foi quem salvou a família do Tannhaus, e mandou o Jonas e a Martha fazer.
Mas o que eu mais gostei de tudo é que a série foi PLANEJADA desde sempre, isso é muito satisfatório!!
Baran Bo Odar e Jantje Friese devem ter uma planilha/quadro gigantesco desse roteiro maravilhoso

Responder
planocritico 5 de julho de 2020 - 16:22

Os showrunners com certeza tinham paredes inteiras no escritório deles com gráficos sobre a série. E mesmo assim desconfio que nem eles tinham respostas para tudo!

Abs,
Ritter.

Responder
O Arrebatado Cartman 4 de julho de 2020 - 03:19

Eu tmb não curti as medalhinhas, toda investigação do retorno do Mads na terra 2 é pra encher linguiça, preferia esse tempo mostrando o futuro, todas as partes pós apocalipse era muito boas, queria ter visto mais desse nucleo.

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 13:39

Não senti muita falta do futuro apocalíptico não. Mas teria sido melhor do que o tempo empregado para as tais medalhinhas…

Abs,
Ritter.

Responder
Oberdan 3 de julho de 2020 - 22:54

De fato tive o mesmo incômodo com alguns exageros durante a narrativa, diálogos repetitivos e muita explicação, mas isso acaba sendo “uma gota dentro de um oceano” e nesse caso um oceano de qualidade que foi essa série! O principal mérito na minha opinião foi a forma como ela foi aumentando a sua complexidade sem atropelar nada, desde o sumiço de um garoto até os mundos paralelos, como se fosse uma bolha que aumenta e aumenta.

Responder
planocritico 4 de julho de 2020 - 13:39

Ah, sim, concordo que é uma gota no oceano mesmo. A série, no geral, é melhor que cada parte separadamente, eu diria, exatamente por isso que você coloca em seu comentário.

Abs,
Ritter.

Responder
Cesar 3 de julho de 2020 - 03:23

Fui rever a série toda, Ritter. (heueheuehe) Enfim, acabei Dark hoje. E que jornada! Assistindo as 3 em sequencia fica nítido que a qualidade vai caindo em alguns aspectos da narrativa, ao ponto da correria danada que acomete essa season 3, com gente indo de um mundo a outro a todo momento, e um cansativo discurso de “quem esta falando a verdade sou eu e não ele/a”, e eu so queria a conclusão. Mas ainda assim, o saldo é mais que positivo e daria a mesma nota pra série em geral.

Alguns desfechos dos personagens “secundários” impactaram demais, com destaque à Katarina, achei que ia pro óbvio com a filha descontando os abusos da mãe, que nada…

E no fim, por mais que eu nao tenha me convencido da descoberta da Claudia sobre o mundo original (aí sim faltou tempo de tela, ela transitava entre as terras A e B e acumulou conhecimento sobre ambos,ok, então temos que supor que ela viajou ate a Terra original e descobriu tudo?), gostei demais do desfecho final, pois estava na série desde o inicio. E as cenas finais tambem foram belissimas. O dialogo final de Jonas e Martha me lembrou o final de Sopranos, com o inquietante pensamento de como é a morte… Pense numa cena que nunca saiu da minha cabeça, e agora o final de Dark se junta a ele.

Responder
planocritico 3 de julho de 2020 - 10:10

Não sei se a Claudia chegou a viajar para a Terra Prime. Diria que foi mais uma observação empírica ao longo de intermináveis loops. Mas isso nunca ficará exatamente claro e eu devo dizer que gosto bastante assim.

E que bom que você gostou do resultado final. Foi uma série muito bacana mesmo e sua comparação com o final de Sopranos já mostra a qualidade do negócio!

Abs,
Ritter.

Responder
Alexandre Tessilla 2 de julho de 2020 - 15:05

Foi muito satisfatório acompanhar essa série. Ela como um todo é magnífica, tornando irrelevante alguns conflitos novelescos, mas que humanizam a série. Mostra-nos as consequências ruins que causamos quando não paramos para pensar e agimos sem controle. Só de colocarem um final digno (por mais que alguns não gostem, todo fim deve ser menos digno que todo processo que levou a isso, o processo da jornada) para todos os enigmas importantes levantados. Parabéns pela crítica e compartilho da mesma opinião! Foi através da sugestão de vocês que me interessei pela série.

Responder
planocritico 2 de julho de 2020 - 20:01

Obrigado, @alexandretessilla:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Thiago Robertto Póvoa de Lima 1 de julho de 2020 - 16:45

“Pode ser uma mensagem do além” (Martha, sobre o “déjà-vu, ou bug na MATRIX, no 1º episódio da 1ª temporada)… não tem jeito do roteiro DARK não ter sido fechado desde o começo. Não dá pra remendar uma solução “mundo alternativo/paralelo” na última temporada e o encaixe se casar com um detalhe mínimo de uma fala lá do primeiro episódio.

Conseguir botar um fim redondo numa complexidade dessa, envolvendo os princípios e paradoxos que envolve, é de tirar o chapéu. Mesmo com qualquer “reticência”. É coisa… sei lá, de Júlio Verne. Simplesmente incrível! O que eu me decepcionei com as escolhas da 3ª de Westworld eu me surpreendi positivamente com as da 3ª de DARK. Todas as temporadas estão no mesmo patamar e trabalham sobre algo que geralmente quem mexe com o tema tenta esconder. Essa ousadia em mostrar, em fazer acontecer o que as narrativas geralmente tentam evitar… conseguir fazer as pessoas embarcarem nisso, em si, já é muito fora do comum!

Responder
José Barbosa 24 de julho de 2020 - 12:10

Discordo muito…
Fiquei com a impressão de que tinham pensado duas temporadas e dado o sucesso deram uma bela esticada, e aí vieram com a história do universo paralelo.

Responder
Thiago Robertto Póvoa de Lima 24 de julho de 2020 - 18:46

E aí tudo que aconteceu como aconteceu só por causa do que o “sem nome” fez… foi aleatório?

Responder
Thiago Robertto Póvoa de Lima 24 de julho de 2020 - 19:01

Outra coisa… você quer me dizer que a triqueta não está em tudo o tempo todo, desde o começo da série?

Responder
Thiago Robertto Póvoa de Lima 24 de julho de 2020 - 19:01

Outra coisa: o mundo base (Tannhaus) é legal existir, mas o da Martha não? Aí o fechamento das simbologias de Adão e Eva, além de desnecessário, não existia desde o começo? Tinha o Adam… e depois da segunda temporada eles disseram: “vamos fazer um Eva”??? (desculpe, mas não dá pra pensar que foi assim, né?)

Responder
The Question 24 de julho de 2020 - 22:05

Isso pra mim é o maior ponto positivo pra dark é Netflix, a resistência ao sucesso. Sem sombra de dúvidas a série foi escrita toda de uma vez, diria até que um livro é inevitável.

Responder
Thiago Robertto Póvoa de Lima 24 de julho de 2020 - 19:16

Outra coisa: vamos desprezar a possibilidade de criação de realidades paralelas pra cada um dos membros do casal que sofreu o acidente… e, de acordo com as teorias, com inversão de sexo baseada nos anagramas dos nomes dos quatro personagens? Na boa, eu achei legal pra caramba! Mesmo a 3ª sendo a temporada a menos ótima delas, o final gera imensa satisfação. Nossa… só de não terem escolhido colocar a Martha e o Jonas causando o acidente na tentativa de evitar, já merecem um Emmy.

Responder
José Barbosa 25 de julho de 2020 - 01:36

Simples… você tem 24 episódios no qual alguns segundos de uma personagem seguem num sentido oposto e tudo é resolvido muito rapidamente.

Resumo muito simples de definir dark. Ela usa o termo “Matrix”, uma definição de universo paralelo criada ao dicionário mundial após o filme. Os fãs estão querendo criar um hype semelhante, mas está muito longe disto.

Responder
Camilo Mateus 30 de junho de 2020 - 23:32

vinte e quatro horas de enrolação desnecessária resolvidas em vinte segundos de exposição pra revelar um aspecto sem absolutamente nenhuma relação com o que havia sido estabelecido, tudo isso cozinhado em marcha lenta, focando em relações que não acrescentaram em nada ao desfecho.
parece ser difícil criticar esses aspectos, aparentemente bem escondidos atrás de uma fotografia elegante, de um papeado pretensamente esotérico e de severas deturpações de conceitos metafísicos, pra não falar nas atuações meia boca de praticamente todo o elenco, com honrosas exceções (Mark Waschke, estou falando com você).
se tem uma coisa digna de aplausos, é o casting. o design de produção também não deixa a desejar.
tirando isso, altamente meia boca. inúmeras outras obras propões reflexões igualmente densas sem cobrar do espectador um custo tão alto em paciência.
mas, é claro, a culpa sempre pode ser minha, que não estou a altura da série.

Responder
Nicolas Dias 6 de julho de 2020 - 01:20

Gostei da série da série, mas você ressalta pontos interessante, de fato, somando as 3 temporadas temos 24 horas, e tivemos a Claudia (que pouco apareceu nessa temporada) surgindo nos minutos finais do penúltimo episódio apresentando uma solução para o círculo problemático, que até então não havia tido nenhuma menção ou pista nos episódios anteriores. Pode-se dizer que havia a ideia de passar a sensação de repetição de um looping, mas não compro isso, e desde a 2° temporada senti desgaste e repetição com alguns diálogos contemplativos que já não tinham o impacto da 1° temporada, e apenas serviam para preencher espaço.

Responder
José Barbosa 24 de julho de 2020 - 15:30

famoso deus ex machina.

Responder
Linti Faiad 6 de julho de 2020 - 03:51

Cara, pode indicar algumas series densas. nao tao custosas

Eu to absolutamente frustado com Dark hahaha

Queria algo realmente interessante para curar a ressaca.

Responder
Camilo Mateus 7 de julho de 2020 - 12:46

bicho, é um negócio muito subjetivo, né kkkk
as séries que mais entraram na minha cabeça foram Legion, Fargo, Better Call Saul e Mad Men, sendo que a primeira é a única de “fantasia”, por assim dizer.
além disso, tem a ótima Fleabag.
são séries que não tem nada a ver com Dark, mas que me botaram pra refletir e talvez tenham até mudado minha visão de mundo…
não sei se era esse tipo de indicação que cê queria hahaha
abs.

Responder
José Barbosa 24 de julho de 2020 - 12:10

O grande problema de qualquer série de ficção “abusrda” tem um nível incrível de exigência para poder dar um final satisfatório.

Sinceramente, não me lembro de qualquer série que mereça destaque nesta linha, apenas filmes, cujo menor tempo de projeção aprofunda e inventa menos tramas e fica menos difícil deixar pontas soltas.

Uma coisa que jurei para mim é nunca mais ver séries que usam o artifício de “fumaça preta”. Lost e Dark deixam bem claro que está lá para qualquer coisa e jamais será explicada.

Além de Better Call Saul, a original, Breaking Bad é certamente um ótimo exemplo da complexidade do protagonista e uma inversão de enredo. Aí você verifica uma linha, uma justificativa, uma história, conflitos, as possibilidades e as escolhas, até então surpreendentes, porque muitas vezes quebram a sua perspectiva.

Numa linha mais ficção pura, gosto de “The Good Place”. Fica uma dica: são 4 temporadas, a 3a é COMPLETAMENTE dispensável, só veja se estiver com tempo. E se for curto, vá só na primeira e na quarta. O que importa está lá.

Responder
Willames Rodrigues 11 de julho de 2020 - 22:27

Não assista The Man in a High Castle, uma ótima seria, com um final totalmente apressado e incompleto.

Responder
José Barbosa 24 de julho de 2020 - 12:10

Bom saber, já me recomendaram, mas se não consegue ter um final descente, não dá para perder tempo.

Responder
José Barbosa 24 de julho de 2020 - 12:10

Cara, fico feliz de ver que não sou o único que percebe tamanha superficialidade de séries pretensamente inteligentes.

Como alguém que adora questões relativas ao tempo e, pensando aqui apenas em paradoxos relativos como 2001, Matrix, ou mesmo algo como o primeiro planeta dos macacos, não consigo me conformar com tanto buraco e personagem cujo objetivo é criar uma confusão danada para que não se reparem nos buracos do roteiro, cujas soluções são extremamente convenientes e apressadas.

Só para definir o básico: desafio UMA pessoa me dizer que ficou satisfeita com a transformação de Jonas em Adam e imaginar que viu alguma transformação nele, e que é coerente com a história.

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Nicolas Dias 30 de junho de 2020 - 22:13

Ritter seu ranzinza maravilhoso, que ótima review! Me identifiquei bastante com sua experiência, em alguns momentos me questionei se estava sendo impaciente por achar que os capítulos estavam sendo longos demais, e que poderia ter uns dois ou quem sabe três episódios a menos. Os monólogos de impacto reflexivo também me cansaram, “uma história que começa e termina no mesmo ponto bla bla bla o destino isso e não sei o quê mimimi”, a essa altura do campeonato isso já funcionava mais.

Tirando esses aspectos a temporada foi muito boa, uma história muito bem contada, e como você pontua, tendo uma lógica interna surpreendentemente boa. O cuidado com os mínimos detalhes também saltam aos olhos, é incrível com eles selecionam atores parecidos para interpretar o mesmo personagem.

No sexto ou sétimo episódio, quando o Tannahaus conta a história dele, eu cogitei a existência de uma realidade original, em que o Jonas e a Martha fossem filho e nora dele, e ao mexer com o tempo para salvá-los, ele desdobrou a realidade em duas (o que explicaria a atração teen transcendental) até que mostram a fotografia de sua família e vi que não era o caso, imagine minha surpresa ao ver que minha dedução tinha algo de concreto, hahaha.

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planocritico 30 de junho de 2020 - 23:43

Obrigado! Eu me diverti bastante vendo a série.

Abs,
Ritter.

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Luis Gustavo 30 de junho de 2020 - 16:42

Séria muito boa com um final razoável. Superou Lost, que teve um final constrangedor. Nota 8.

Responder
Júlio 30 de junho de 2020 - 14:07

Dark é a melhor série de ficção científica já produzida, mas ela utiliza de misticismo também e por isto creio que muita coisa passou em branco. Começando pela analogia a viagem do tempo ser feita na caverna, clara alusão ao filósofo Platão e o famoso mito da caverna, Cláudia é aquela que conseguiu o conhecimento por ter se libertado da própria caverna e Adam e Eva são aqueles que continuaram na sua própria ignorância, dentro de suas cavernas, querendo terminar um ciclo infinito e não aprendendo com o conhecimento adquirido durante o processo. Nisto temos Cláudia tentando guiar tanto Adam quanto Eva em direção a saída da caverna, fato que é conseguido ao final.
Sobre a própria Cláudia, ela era a verdadeira viajante no tempo, mudando os rumos das peças. Ela descobriu com eficiência quem estava preso ao elo interminável, que é uma clara referência a uma fita de moebius, que parece ter muitas direções mas sempre segue a mesma linha, em um ciclo que nunca acaba. Saber que sua filha Regina não era parte deste elo fez com que ela efetuasse sua escolha, de salvar todos os verdadeiros libertos daquele ciclo sem pestanejar sabendo que ela também seria sacrificada. É leviano dizer que não foi mostrado como ela conseguiu chegar ao resultado, sabendo que ela traçou toda a genealogia das famílias e deu esta informação para Adam e Eva,claramente mostrado nas disposições dos quadros, onde temos alguns personagens separados nas paredes. Cláudia é a ambição ao homem querendo ser comparado a Deus, viajando entre os tempos dando o conhecimento mas sem lembrar que há causa e efeito.
Sobre Jonas e Martha, eles existem e não existem, eles são parte de um todo e provavelmente sejam almas gêmeas. Não importa onde, quando e porque, eles sempre se encontrariam e estariam unidos um ao outro. Para mim, eles são a representação máxima do amor na forma mais pura, eles também parecem ser uma ideia neste elo infinito do filho e nora do Dr Tannhaus, que parecem simplesmente unidos um ao outro. São eles a causa e efeito da viagem, tudo que acontece com eles influencia os outros, são o eixo central da trama.
O Dr Tannhaus por sinal é ponto alto da série e sua compreensão, com sua conquista manifestada na criação de dois novos mundos, que ele nem mesmo sabe que ocorreram, ele se tornou criador e não mais criatura. O próprio conhecimento dele trouxe a uma criação, mas também a destruição visto o sofrimento que todos passavam naqueles dois mundos, conhecimento do bem e mal.
Sobre os mundos, o mundo origem é nosso mundo, onde temos ideias simbólicas que precedem todas as coisas, um mundo onde tudo está, a ideia. Temos diversos simbolismos durante a série que mostram como existia um mundo da ideia ou mundo original. O próprio casaco amarelo é muito simbólico, a medalha de São Cristóvão, a fotografia do Tannhaus do filho com a nora e a Charlotte, entre outros. Tudo que acontece nos dois mundos são reflexos. As ideias de Jonas, Martha, Ulrich, Noah, Agnes, Helge, etc existem no mundo origem e vão se externar da maneira que deveriam, a existência original.
O existencialismo é amplamente difundido, existimos ou pensamos que existimos, quem somos e qual nosso propósito? Jonas e Martha achavam que era destruir a origem, mas eles descobrem que no fim é voltar para ela, aceitar que há um fim, mas há um começo para tudo. O começo é o fim e o fim é o começo, o começo dos mundos deles precisava do fim para este fim levar ao começo verdadeiro deles. Poesia pura e a maior série filosófica que já existiu.

Responder
Thiago Savassi 1 de julho de 2020 - 15:09

Sensacional!

Responder
Felipe 30 de junho de 2020 - 11:29

É muito bom ler críticas feitas por quem realmente entende do assunto, mais uma vez deixo meus parabéns a todos os colaboradores desse site, O Plano Crítico já virou referência quando quero entender ou conhecer algum filme. Em relação a Dark, achei impecável todo trabalho feito, a série terminou muito bem e me deu todas as respostas das perguntas que criei nas temporadas anteriores. Na minha humilde opinião essa é a melhor produção da Netflix, sou muito fã de Dark e vou ficar na procura de outra série que aborda o mesmo tema.

Responder
planocritico 30 de junho de 2020 - 15:24

Obrigado, @disqus_TaLyl114J1:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Eric 30 de junho de 2020 - 01:33

Só tenho algumas coisas a reclamar. A primeira é que a terceira temporada se estendeu demais na questão de quem está certo e quem está errado e achei que os dois últimos episódios (principalmente o séitmo) ficaram corridos. Também achei que eles podiam ter tirado mesmo que pouco tempo pra resolver questões que pareciam super importantes pra trama das temporadas anterioes, como todo o plot do Clausen e Aleksander/Clausen. Também esperava mais informações sobre os pais do Peter (quem é a doida que se envolveu com o Helge?). Também fiquei esperando ver mais da Agnes e do resto da Sic Mundus e do velho Tanhaus.

Acho que eles deveriam ter apresentado os acontecimentos da terra do Adam na primeira temporada, os da terra da Eva na segunda e na terceira eles focarem em como a Claudia conseguiu descobrir como romper o nó (foi muito jogado a descoberta, sem dar detalhes de como ela chegou à conclusão dela).

Mas enfim, é incrível como eles conseguiram amarrar certinho todas as pontas soltas e não se perder numa série com a complexidade de Dark. O final foi mais que satisfatório. Com certeza, é uma das melhores séries de ficção/viagem no tempo que já fizeram e possivelmente a melhor da Netflix.

P.S.: O Adam é o cara mais persistente dos 3 universos. Ficou 33 anos no pós apocalipse até conseguir estabilizar a matéria escura pra voltar pra 2019, ficou ali só até o apocalipse e acabou parando em 1888 e ficou mais 33 anos levando choque e montando aquela porcaria sozinho (os inúteis da Franzisca, Magnus e Bartosz só ficavam olhando ele se ferrar)!!!

#Eric

Responder
Nicolas Dias 30 de junho de 2020 - 22:16

Eu esperava que a Franzisca e o Magnus fossem mais relevante, enquanto o Bartosz até foi esperto, arrumou um romance enquanto o Jonas se ferrava.

Responder
Paulo Luz 30 de junho de 2020 - 00:55

Assisti à primeira temporada em 2017, quando saiu a segunda ano passado acabei não assistindo lá porque não me animei a rever a primeira antes, o que fiz agora pra emendar todas de terça passada até hoje, com direito a encerrar a segunda e iniciar a terceira exatamente no dia do apocalipse, 27/06/2020, sem nenhum planejamento prévio. Assistir toda a série assim rapidinho me ajudou um monte, e mesmo assim ao final fiquei pensando um monte em pontos que não foram esclarecidos, mas isso só ajuda a confirmar a mística dessa série, de sempre deixar uma pequena margem pro nosso imaginário. Grande e inesquecível série!

Responder
Arthur 29 de junho de 2020 - 18:53

Agora eu acho que ficou um furo, um pequeno detalhe, e pra ser sincero nao sei se foi “explicado” e eu nao vi. O corte no rosto da Martha que salva o jonas no inicio é do lado inverso ao corte q ele tem quando passa pela grade e ele tem uma reação por causa desse corte. Nao sei se foi explicado isso ou foi um erro, mais pensei q iam dizer q as duas marthas eram diferentes de alguma forma.

Responder
Junior Thefighter 29 de junho de 2020 - 23:42

Amigo….O corte no rosto dela, assim como do homem “infinito” muda de lado dependendo do “mundo” em que eles estiverem…no mundo A ou mundo B.

Responder
Arthur 30 de junho de 2020 - 08:41

Valeu. Supeitava mas tava pensando de mais. Valeu

Responder
Eric 30 de junho de 2020 - 01:13

O corte inverte quando ela muda de Terra. Na verdade, tudo na Terra-2 está invertido comparado à Terra-1…

Responder
planocritico 30 de junho de 2020 - 01:19

O Mundo Espelhado de Star Trek!

Abs,
Ritter.

Responder
Arthur 30 de junho de 2020 - 08:41

É. To complicando o simples hehehe. Obrigado

Responder
Jose Claudio Gomes de Souza 29 de junho de 2020 - 11:45

Excelente temporada final! Que bom que conseguiram alinhavar as tramas sem deixar pontas soltas. E como seria ótimo se todos os showrunners tivessem esse mesmo cuidado, em planejar uma série com poucas temporadas e que, como você disse, já parecia ter, desde o início, todo seu desenvolvimento planejado. Só como curiosidade, excelente o trabalho de escolha dos atores em suas várias fases. Jonas, Martha, Ulrich, entre outros, se você comparar as feições das fases jovem, adulta, velha, é impressionante a semelhança. É como se fossem os mesmos atores. Ah, e o Magnus da Terra B ficou a cara do Tom Hiddleston mais novo! Kkkk. Abraços.

Responder
planocritico 30 de junho de 2020 - 15:24

Sim, as escolhas dos atores foram perfeitas em quase todos os casos!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 29 de junho de 2020 - 11:24

NÃO LEREI NADA ATÉ COMPLETAR O CICLO (VER A 3.TEMPORADA!) – rsrsrsr o #surtado….

Responder
planocritico 29 de junho de 2020 - 12:18

Melhor se esconder em uma caverna para não ser spoilado!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 29 de junho de 2020 - 14:02

Estou pensando exatamente em fazer isso mesmo; daqui a pouco algum arrombado vai dar a letrinha seja no zap…

Responder
Thiago Savassi 29 de junho de 2020 - 10:35

Simplesmente sensacional! Incrível como roteirizar com tanta precisão um quebra cabeças tão complexos. Simplesmente tudo que tinha que ser explicado foi explicado e não ficaram furos de roteiro.
O final foi muito, muito justo.
Acredito que redefiniu a forma como este assunto será abordado daqui pra frente. É um Matrix do seu gênero.

Responder
planocritico 29 de junho de 2020 - 12:18

Eu não iria a esse extremo de mudança de paradigma, mas foi uma série bem divertida mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
Anderson Oliveira 29 de junho de 2020 - 09:29

Só por eles terem conseguido entregar um final coerente com a historia, sem querer alongar dentro do sucesso da serie já merece aplausos.

Sempre que começo uma serie desse tipo (com tramas complexas e misterios) me lembram LOST, ai eu paro de assistir e espero lançar as temporadas seguintes justamente para ver para onde estão indo e evitar decepção.

Responder
Anderson Oliveira 1 de julho de 2020 - 10:10

Apesar de ter gostado do desenvolvimento da serie, sei que ainda ficaram alguns furos na historia e que alguns arcos foram mal trabalhados. Mas enfim antes isso do que, novamente, algo como o final de Lost ou uns roteiros estranhos como nas temporadas finais de Fringe

Responder
Henrique Braga 29 de junho de 2020 - 09:06

Bom dia Ritter !
Que série boa de assistir, um tema muito bom mas se colocado de maneira errada fica chato e sem sentudo. O EP 7 muito bem feito, ali você entende tudo, todas as respostas são dadas. Muito coerente o fim, ainda tem uma referência ao “interstellar” no final. Uma série muita rica em conhecimento. O final muito coerente, ainda deixa aquele gancho no final, será se o mundo é perfeito sem o jonas e martha ?

Responder
Thiago Savassi 29 de junho de 2020 - 10:35

Simplesmente sensacional! Incrível como roteirizar com tanta precisão um quebra cabeças tão complexos. Simplesmente tudo que tinha que ser explicado foi explicado e não ficaram furos de roteiro.
O final foi muito, muito justo.
Acredito que redefiniu a forma como este assunto será abordado daqui pra frente. É um Matrix do seu gênero.

Responder
Junito Hartley 29 de junho de 2020 - 02:42

Melhor série do gênero, concordo com tudo que vc falou, elenco, figurino, fotografa e a trilha sonoro puta merda que trilha sonora!! Essa série vai deixar saudade, depois de dark vai ser difícil alguma série ou filme superar. Agora vamos a algumas dúvidas que tive:

Pq Jonas e a marta não tentaram salvar a vida do filho do relojoeiro nos mundos deles?

Se a marta criança viu o Jonas naquele labirinto estilo o filme interestelar quer dizer então que tudo aquilo deles irem pro mundo original e salvar o filho do relojoeiro já tinha acontecido!?

Como era escolhido o ano que os viajantes deviam ir? Tipo a passagem na caverna, como eles sabiam que indo pela caverna ia dar naquele ano? Por exemplo, “eu quero volta pro ano de 1987, vou passar por essa porta na caverna e já saio em 87”

Responder
Menezes 29 de junho de 2020 - 15:21

1 – Porque aqueles mundo já eram criados com a distorção bizarra de infinito gerar todos e todos culminarem no infinito. Ele nestes mundos nunca criou a maquina, pois com essas distorções na noite do acidente ele recebe a Charlotte, como as duas dizem pra ele, naquela noite ele perderia tudo e ganharia tudo.

2 – Acho que no momento que eles se vêem a lembrança é criada, uma manipulação do tempo viva.

3 – A caverna normalmente viaja 33 anos pra frente ou pra trás, isso é uma lei deste universo. No final eles usam a máquina do tempo maçã da Terra 2 que não tem limites dimensionais e temporais pra manipular o lapso do o fluxo interrompido pelos apocalipses e fazer o salto.

Responder
Junito Hartley 29 de junho de 2020 - 17:39

sobre o 3, como ele escolhe ir 33 anos pra frente ou pra trás? e aquele futuro onde a terra é um deserto eles foram pela caverna e ali eram mais de 33 anos pra frente.

Responder
Menezes 29 de junho de 2020 - 19:50

Isso nunca fica muito claro, pois geralmente só aparece a pessoa saindo da caverna, mas numa das primeiras viagens da primeira temporada após a primeira porta, existe um caminho bifurcado, então desde o começo da série já associei que um vai 33 adiante e outro 33 no passado, formando a triquetra, o presente que você está deixando uma das pontas e o passado e futuro as outras duas. Esse funcionamento vale pra maquina do tempo da Terra 1 e para a caverna, a partícula do Adam e da Eva e a maquina da Terra 2 você ajusta o tempo exato.
A parte da caverna acho que acaba sendo explicado, mesmo que de forma sutil pelo que as personagens vêem, na primeira temp.

O futuro deserto é 33 anos adiante na Terra 2, equivalente ao futuro onde há o grupo liderado pela Elizabeth na Terra 1.

Acho que esses pontos são muito bem feitos na série, eu acabo não gostando e tendo críticas a estrutura central que há no final, isso falei em outro comentário mais abaixo.

Responder
Thiago Savassi 1 de julho de 2020 - 15:24

Reveja a primeira temporada. Depois que você passa pela porta do Sic Mvndvs há uma bifurcação com dois túneis. Cada um leva para uma data.
A série mostra claramente em dois momentos:
1 – Na primeira viagem do Jonas ele pega o túnel à direita e vai parar em 86.
2 – No ep 7, se não me engano, em que o Ulrich segue o Helge velho pela caverna, ele vira para a esquerda e vai parar em 53 e o Helge deve ter pego a direita e vai parar em 86.

Responder
O Arrebatado Cartman 4 de julho de 2020 - 03:10

1- eles precisam impedir o relojoeiro de criar a viagem no tempo, no mundo deles ele nunca criou.

2- é tipo o filme a Chegada, tudo acontece ao mesmo tempo, eles só passaram a ter aquela memória de ver eles no momento que eles estavam no labirinto.

Responder
Matheus Wesley 29 de junho de 2020 - 01:55

Ainda bem que os criadores foram sensatos de não querer esticar mais a série; apesar de excelente a dinâmica dela já estava ficando repetitiva e enfadonha pra mim (por mais que isso seja razoável com toda a questão do ciclo):
– algo acontece
– alguém de algum período do tempo aparece como salvador
– um dos principais aceita a ajuda
– essa mesma pessoa se dá conta de que essa pessoa que pagou de salvador é que começou ou ajudou a começar a merda
– arrependido um dos principais resolve voltar no tempo pra mudar tudo mas faz mais besteira ainda
No mais, série excelente e das melhores dessa década.

Responder
Adriana Abreu 28 de junho de 2020 - 22:33

Não gostei dessa temporada final. Achei super cansativa. O ingrediente principal para mim em qualquer série ou filme são os personagens. Geralmente não gosto de obras de ficção científica, mas se os personagens são bons, eu assisto numa boa e algumas dessas eu amo de paixão justamente pq os personagens me cativaram (Fringe, Battlestar Galactica e Star Wars são exemplos disso). Então a primeira temporada de Dark para mim foi maravilhosa pq adorei o Mikkel, o Ulrich e gostei muito do Jonas. Além disso amei toda aquela chuva nas cenas e os cenários de 1986 e 1953. Pra mim foi nota 5/5. A segunda temporada já não gostei tanto, detestei as partes de 2050, o destaque no grupo de adolescentes que para mim eram todos insuportáveis: Martha, Magnum, Franciska e Bartosch e aquele final com a Martha falando que era de outro mundo. A única personagem que salvou a temporada foi a Cláudia. Adorei todas as partes dela. Daria nota 3.5/5. Mas mesmo assim estava com uma expectativa altíssima para essa última temporada, porém me decepcionei. Odiei todo destaque que a Martha teve na temporada, acho a personagem chata e totalmente sem carisma. A Eva era pior ainda, a Cláudia velhinha era maravilhosa. Essa Eva parecia uma múmia. Eu jamais seguiria ela. Uma das coisas que mais me irritou era todo mundo mentindo para todo mundo. O Jonas tentava fazer o que todo mundo mandava, mas cada hora alguém falava, o Adam mentiu para você, a Eva mentiu para você. E isso não só com o Jonas, mas com vários personagens. Aquele filho deles andando com as 3 fases da vida achei desnecessário e bizarro. Fiquei confusa em vários momentos, pq além de várias linhas do tempo, outro mundo, tinha outras realidades, não sei como se chama. Mas toda hora aparecer naquela cena várias versões da Martha em varias idades achei idiota, ou ter duas versões do Jonas adolescentes na hora do apocalipse mesmo no mundo 1 e não no alternativo. Não gostei disso. Comecei a temporada sabendo que teria engolir um mundo alternativo, mas outras realidades já achei demais. Do final apesar de ter sido supeeeeer forçado a Cláudia do nada deduzir que tinha um mundo original que criou dois outros mundos, eu gostei pq deu um destaque para ela que é uma personagem maravilhosa e ela foi bem esperta de ter enganado a Eva para entender os 2 mundos e convenceu o Adam a convencer o Jonas a acabar com tudo. Gostei das cenas finais com o filho do relojoeiro e da reunião na casa da Regina. Pelo menos terminei com uma sensação boa e não uma sensação de revolta. Mas nem de longe tive o prazer nessa temporada que tive nas primeiras. A maioria dos episódios eu ficava toda hora olhando quantos minutos faltava para acabar. Tirando o 7 que achei muito bom. Obrigada pela crítica, ótima como sempre!

Responder
Cesar 28 de junho de 2020 - 22:04

Ritter e a galera que quiser responder: vcs se “prepararam” pra ver essa season final? Com resumos e etc? Acham que perderam alguma coisa por nao reverem as demais seasons? Estou numa divida tremenda se assisto a serie do inicio e faço dessa uma experiência completa, que numa serie dessa natureza faz muita diferença. Quando assisti a season 2 ano passado fiquei boiando em varios momentos…

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 23:57

Hummm, cara, isso vai de cada um. Minha opinião pessoal sobre a questão é que faz parte da experiência de se ver uma série de TV a percepção espaçada que temos entre uma temporada e outra. Se a temporada seguinte não consegue trazer elementos suficientes que tornem a experiência completa sem que seja necessário rever tudo para “se preparar” – e contando, claro, que o espectador não tenha problemas efetivos de memória – então ela tem problemas.

Portanto, considero desnecessário esse ritual de preparação e até acho que ele pode ter o condão de criar ansiedades e expectativas que muito provavelmente não serão correspondidas na experiência. E isso é especialmente verdade para séries como Dark que lidam com diversos mistérios.

Mas isso sou só eu falando.

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro Brito 29 de junho de 2020 - 02:37

Bom, eu preferi assistir novamente pra n ficar boiando. Mas creio q com os resumos lá da Carol e do Michel tu já vai conseguir assistir de boa.

Responder
Junito Hartley 29 de junho de 2020 - 03:55

Tem vários resumos no YouTube Man, da pra vc assistir e relembrar o principal da trama, assistir a série e ficar boiando é normal em se tratando de dark.

Responder
Alison Cordeiro 28 de junho de 2020 - 21:09

Viagem no tempo, Terra-1, Terra-2, referências à Matrix… Dark vale as horas investidas nela. Me senti como nos bons tempos de quadrinhos na infância e adolescência, como nos filmes da Marvel (planos mirabolantes, vilões que não são vilões e heóis que dalvam o mundo). Boa diversão, um final como você bem pontuou Ritter, com um final bastante satisfatório. Maratonei a última temporada toda no mesmo dia, algo inédito para mim.

Se fosse uma HQ o Infinito usaria uma máscara e uma capa e usaria o símbolo no peito, andaria sozinho e faria sua revelação bombástica no embate final…rs

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 23:57

HQ todinha mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Menezes 28 de junho de 2020 - 19:42

Eu não consegui gostar do final, achei que diminui o trabalho das primeiras temporadas e encerra de forma covarde a série. Vi há uma semana as duas primeiras para acompanhar a terceira, a melhor coisa na primeira metade da série é acompanhar os mistérios, a forma que aquilo tudo é desvendado, o que cada informação a mais significa, procurando entender como aquilo existia antes de cada movimentação no passado, quais consequências são apenas geradas pelos eventos extraordinários e quais não são.
Na segunda quando os acontecimentos iam gerar paradoxos sem qualquer origem (como a Charlotte e Elizabeth, como você vai clonar a própria mãe? Que poderia ter uma solução cabível como Elizabeth ser deixada no passado e adotada, depois manipulando a forma que Noah e ela se conhecem para gerar Charlotte), já ficava me coçando pra saber como a série poderia resolver eles com a mesma inteligencia que criou, e pior, no final da segunda, com a chegada de uma segunda Terra já perdi qualquer hype, já imaginava que iria usar duas realidades para criar explicações fáceis demais, mas pior, nem isso, o final parte da ideia de que o lapso do Tanhaus cria um mundo onde tudo é gerado pelo Infinito (o personagem), e ele gerado pelos seus descendentes. Tudo aquilo é diminuído tão bruscamente, uma solução no final tão dependente do ex machina da Claudia (a informação é extremamente aleatória).
Ah, mas ele gera um tema muito bonito de existencialismo! Sim, mas esse tema já estava na série e era muito mal abordado pelo Jonas, que não era uma pessoa real, mas fruto da ida de Mikkel. O tema central da terceira, de Eva querer manter o ciclo por amor ao filho dela, e Adam buscando a quebra pelo sofrimento gerado a tantas pessoas, poderia ser transferido totalmente a decisão do Jonas se apagar impedindo a volta do Mikkel.
Uma série que me cativou demais pela forma que criava manipulações pelo tempo, como as coisas se conectavam, como ela fazia você imaginar o que foi mudado, o que era necessário reverter, para tudo aquilo ser uma árvore genealógica impossível, sem meio e sem fim, mistérios como de Mikkel, Ulrich, Hannah, Charlotte não tinham solução no final, apenas queriam chocar o público com ideias de sua filha é sua mãe, seu avô é seu vizinho e seu sogro.
Dark criou mistérios de forma inteligente e pretensiosa, se afundou demais e precisou de soluções simples e chatas sob o pretexto de um final que exploraria questões existenciais e deterministas que já estavam lá desde o começo, mas ainda pouco exploradas.

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 21:18

Perfeito. A série se tornou apenas uma colagem de fatos curiosos para quem gosta de teorias mequetrefes.

Outra coisa que se mostrou totalmente sem sentido foi o rapto de Erik, Mads, etc, como experimento para viagem no tempo executado por Noah.

Cronologicamente:

Noah nasceu Hanno Tauber no final do século XIX.
Ele é enviada para 2020, onde conhece Elizabeth. Ambos ficam juntos e tem uma filha. Ela é sequestrada em algum período anterior a 2052.

Hanno Tauber se reencontra com Jonas em 1922. Jonas lhe dá uma missão: vai virar pastor. Ele viaja para 1986, onde realiza os experimentos.

Mas, para quê os experimentos com a máquina do tempo se nenhum desses experimentos resultou na máquina do Thanaus? Como Noah adquiriu conhecimento para construir aquelas máquinas , aparentemente sem utilizar elementos da energia nuclear? Por qual motivo o bunker estava forrado daquele jeito?

Apenas para enfim conseguir enviar o Mads até o ano de 2019 naquela fenda do tempo que se abriu dentro do banker? Precisava realmente ser desta forma ou a série pretendia outra coisa com isso e desistiu no meio do caminho? Eu fico com esta última. Por exemplo, na segunda temporada, temos um Bartosz com o corpo tatuado, que antes de ser assassinado pelo próprio filho diz: pergunte ao Adam por que ele lhe deu o nome de Noah (Noé). E porquê mesmo? Por nada.

Outra coisa é que no final da segunda temporada, Noah diz a Jonas antes do Apocalipse que ele deve salvar tanto ele quanto Agnes. Alguns episódios atrás, Noah conta a alguém, não lembro quem, que quando ele era criança um homem que parecia ter voltado de uma guerra lhe disse que tudo o que acontecia, até mesmo a respiração, não era atoa. Bom, óbvio que a intenção do roteirista era conectar estes dois pontos. O homem que parecia ter retornado da guerra era o Jonas. Mas, na terceira temporada, o Jonas viu Noah nascer. Ele não resgatou Agnes e Noah. Noah cresceu com o Sic Mundus e nunca teve o encontro com esse estranho.

Pior é que Jonas e seus amigos viajantes viajaram no tempo utilizando a máquina do Thanaus, mas esta máquina só viaja ou 33 anos para trás, ou 33 anos para frente. Como eles viajaram então 132 anos? Deu defeito na máquina?

O arco com Tronte, Peter Dopler, Charlotte, Aleksander e até mesmo o homem triplo filho da Martha parecem histórias que foram largadas no meio do caminho.

Tronte desapareceu durante toda a 2ª temporada e reaparece na 3ª apenas para matar a filha de Cláudia. Sem motivo nenhum pra isso. Só pra o telespectador dizer: olha esse quebra cabeça ooooh

Vejam também como há um grande desalinho entre as Elizabeth e o mundo entre o momento que ela teve sua filha sequestrada e o ano de 1952.

Que me desculpem inclusive os deficientes auditivos, mas como ela poderia ter se tornado a líder de uma seita religiosa, que controlava toda aquela zona, se dependia que uma pessoa comunicasse o que dizia? E a origem dessa seita nada mais é que uma história que seu marido costumava lhe contar. Não é o suficiente para mobilizar toda uma população e justificar que ela enforcasse pessoas.

Vije, essa temporada foi tão furada. Quando acabar o hype espero encontrar mais análises frias desses furos pois certamente só devo ter visto uns 10%.

Engraçado que na segunda temporada também tem uns furos feios, mas dava pra passar:

Exemplo, Claudia Tiedemann vê a notícia de um jornal publicado no dia 26 de junho que seu pai foi encontrado morto em casa.

Então, no dia 26 de junho, Cláudia faz o possível para que isso não aconteça. Mas ele morre do mesmo jeito. Mas, ele morreu quase ou quando já era noite. Como que o jornal publicado naquela data poderia ter dado a notícia no mesmo dia? O jornal sempre sai na manhã seguinte. Erro de amador, rs.

Responder
Ruqui 28 de junho de 2020 - 22:53

Na verdade, Claudia lê que o pai foi encontrado morto em 26 de Junho (essa é a notícia), não que o jornal é daquela data. Eu pelo menos não consegui ver a data… A não ser que antigamente na Alemanha as datas viessem no enunciado da notícia…

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 23:57

Revi a cena e foi falha minha. A notícia foi publicada no dia 27.

Responder
Menezes 28 de junho de 2020 - 23:00

Os meninos raptados eu vejo como uma forma de manter o ciclo, Mads tinha intimidade com Regina (necessário o nascimento de Bartosz), Erik que tinha drogas na caverna, e o Yasin era namorado da Elizabeth. Só que isto é um argumento que seria muito bem colocado se houvesse de fato um mundo original, que de viagem em viagem foi se distorcendo e Adam/Eva precisasse manter a distorção evitando essas possibilidades.

Exemplo, imagine que num mundo sem qualquer distorção, mas com a abertura na caverna, Mikkel por algum motivo, sei lá, por exemplo, um filho da Hannah, acaba atravessando a caverna, isso leva ao nascimento do Jonas, porém agora nao existe mais aquela pessoa que teria levado o Mikkel para a caverna, e para o ciclo do Jonas continuar é necessário que alguém leve o Mikkel. Até aí tudo bem, não vejo como problema os meninos, ainda mais que era necessário mentir pro Helge, já que ele acreditava que aquilo era pra conseguir viajar no tempo.

A viagem de 130 anos ocorre naquela lapso do Apocalipse, poderia ser isso. E a seita da Elizabeth, natural grupos assim começarem pequenos, ela ganhando respeito e aos poucos aumenta.

Tipo a mãe do Hanno e da Agnes, não poderia ser só uma moça da época? Parece que só quiseram brincar com a ideia da árvore, olha, ela é a menina do futuro, que também é filha da Hannah com o Egon. Isso não tem qualquer importância.

Meu maior problema continua sendo com a questão de não existir resposta para o laço. Tudo que a série quis fazer com esse final poderia ser adaptado para ocorrer essa desenvoltura, retornando as distorções até um mundo anterior a qualquer viagem. A impressão que tive é que havia muito potencial para contarem uma história que na verdade tem a cara de algum conto curto de ficção. Dark podia ser mais, muito mais.

O resto, acho que são erros que seriam tranquilos numa série com tanta informação, o problema é quando o esqueleto da história tem problemas sérios.

Responder
nuwgott 29 de junho de 2020 - 00:09

Então, o problema não é o rapto das crianças, mas o fato de Noah utilizá-las como experimento para a criação de uma máquina do tempo. Em nenhum momento da história esta tentativa de se construir uma máquina se encaixa. E o Noah nem mesmo possui qualquer conhecimento e tecnologia para construir o artefato. A ideia que foi dada nas temporadas anteriores é que, aquilo tinha sido o princípio da tentativa de se viajar, mas na terceira temporada isso não foi abordado de forma alguma.

Responder
Menezes 29 de junho de 2020 - 14:38

Entendo. Eu acabei entendendo como uma desculpa pro Helge, quase como um teatro pra convencer que existia um motivo nobre naquilo. Mas sim, parece muito jogado. Aliás, o Noah na primeira metade é um vilão muito melhor que Adam/Eva, gosto da humanização dele, mas acho que erraram a mão ali. Cada vez que penso mais acho o encerramento da série mais problemático.

Ruqui 1 de julho de 2020 - 00:28

Estou eu me aqui me perguntando se Claudia não chegou a solução se fazendo as mesmas perguntas que você sobre o papel de Tanhaus… Afinal, os ciclos dos dois mundos são um paradoxo porque são como sempre foram, isto é, lá no que chamaríamos de “primeiro ciclo” destes mundos, após o incidente no mundo original, os eventos já eram aqueles. Logo, eles não sabem as razões de algumas coisas porque não existem lá. Os do passado sempre seguiram dicas de quem era do futuro que no passado receberam informações do… futuro…, Sacou aqui o problema (paradoxo)? Iam na casa de Tanhaus porque alguém do futuro lhes disse que ele eventualmente construiria a máquina. É uma informação que existe no loop sem uma origem. Assim, Claudia pode ter pensado: “Se existe um mundo original, sem esses loops, os momentos que não existem aqui, mas deveriam existir, podem ser a resposta”. E um desses momentos é justamente a criação da máquina do tempo por Tanhaus (pelo menos não vi ninguém dizendo que esse momento existe no mundo martha, exceto quando ele perde o filho… mas me corrija se eu estiver errado)… Minha teoria, claro…

Anderson Oliveira 1 de julho de 2020 - 10:10

um ponto que me incomodou também, porque não entendi o “momento” dele foi o seguinte;

Mikkel antes de suicidar conta para Jonas, que na noite que ele foi para 86, foi o próprio Jonas que o levou até a caverna, e pelo flashback era o Jonas “limpinho e jovem” ainda. Quando ele voltou pra fazer isso?

Responder
Pedro Brito 29 de junho de 2020 - 02:49

Não houve ex machina da Claudia. Ela foi a única ali a utilizar o paradoxo de Bootstrap ao seu favor. A cada ciclo ela aprendia mais um pouco e passava pra Cláudia mais nova, trabalhando em conjunto com as suas versões até conseguir descobrir uma maneira de quebrar o ciclo. Diferentemente de Jonas e Martha q so ligavam pra si mesmos e forçavam os mais novos a repetir tudo aquilo.

Responder
planocritico 29 de junho de 2020 - 12:23

Exatamente!

Abs,
Ritter.

Responder
Menezes 29 de junho de 2020 - 14:33

Sim, Pedro, isso dá para entender e fica super claro, o problema é que ela teria que saber exatamente que existe uma terceira dimensão, e na explicação dela tudo parte muito de uma suposição, ao mesmo tempo, que era necessária a informação do que causou tudo foi o Tanhaus. Dark construiu os mistérios muito bem, isso parte de muita suposição dela, algo tão imaginativo era preciso que fosse mostrado como chegou aquela informação, ainda num único epi de forma muito apressada como foi, um baita ex machina pra resolver um problema que não tinha solução.

Responder
planocritico 30 de junho de 2020 - 15:24

Se ela está em um loop infinito aprendendo com os acontecimentos e passando para sua versão mais nova e com isso acumulando conhecimento de maneira infinita, acho perfeitamente razoável ela chegar a essa conclusão. Querer o detalhamento de como ela chegou a essa conclusão é como querer o detalhamento técnico de como o Tanhaus criou a máquina do tempo.

Abs,
Ritter.

Responder
Luis Gustavo 30 de junho de 2020 - 20:27

Pensei a mesma coisa. Ela chega à conclusão mais importante de toda a série de forma meio forçada.

Responder
Mr.L 28 de junho de 2020 - 19:03

A explicação do mundo 0 me deixou um pouco “hã?” no começo, não sei se foi jogado meio do nada ou eu que não saquei antes kkkkk,mas gostei. A origem de certas coisas e de certos personagens me surpreendeu bastante,e ainda bem que não fui o único que ficou esperando uma explicação pro Torber 😅😅.
O final eu daria um 3.5/5,mas acho que pelo motivo de eu esperar um final tipo “Stein’s gate”(recomendo pra quem não assistiu,tbm trata sobre viagem no tempo).
Pra encerrar , só achei que o homem triplo ficou deslocado no final das contas, qualquer personagem poderia ter cumprido o papel deles.

Responder
planocritico 29 de junho de 2020 - 12:23

Não veio do nada. O símbolo no diário – a triquetra – já indicava algo nessa linha.

Abs,
Ritter.

Responder
Leandro Abreu 28 de junho de 2020 - 18:51

Gostei bastante da série, mas tem algumas coisas que não entendi, ou que talvez sejam furos mesmo (se puderem me ajudar):

1. Porque Egon foi se encontrar com a Hannah grávida do mundo-Martha (se o pai do bebê é Ulrich)? Sendo que ele não tem nenhuma relação com ela (ele é o pai do bebê da Hannah do mundo-Jonas, e esse bebê nasce de boas…), e de qqer forma, ele não salvou o bebê (ou pelo menos, não é mostrado nada que indique isso)?

2. Em que momento o Jonas “alternativo” encaminhou o Mikkel de volta pra caverna, como vemos na 2a temporada? A não ser que eu tenha comido bola, não foi mostrado a versão que viajou pro mundo-Martha fazer isso, e nem uma explicação do porque ele aceitaria fazer.

3. Quem foi a mulher que avisou a Hannah, já com a filha, para encontrar o Adam no século 19? Teria sido a Claudia? Mas com qual objetivo?

4. Em que momento o Barthosz e o Noah fizeram as tatuagens? Dá a entender que o Barthosz já não era mais fiel ao Sic Mundus, então achei estranho…

Responder
Victor Martins 28 de junho de 2020 - 19:37

1- O Egon 2 foi levar a Hannah 2 ao passado para que ela se relacione com o Egon 2 mais novo e tenha a Silja 2. “Egon, salve sua árvore genealógica” é mais ou menos o que a Eva diz. Nos dois mundos a Silja é filha do Egon e da Hannah, como está explícito naquela árvore genealógica que tem na sala da Eva. Ela provavelmente perdeu o bebê do Ulrich.

3- Foi a Eva, para que o Adam matasse a própria mãe (acelerando assim a transformação para o lado do mal) e levasse a Silja para o futuro, pra continuar o ciclo.

4- Não acho que isso seja relevante. Foi apenas uma escolha estética da série.

Responder
Adriana Abreu 28 de junho de 2020 - 23:57

Não gostei dessa temporada final. Achei super cansativa. O ingrediente principal para mim em qualquer série ou filme são os personagens. Geralmente não gosto de obras de ficção científica, mas se os personagens são bons, eu assisto numa boa e algumas dessas eu amo de paixão justamente pq os personagens me cativaram (Fringe, Battlestar Galactica e Star Wars são exemplos disso). Então a primeira temporada de Dark para mim foi maravilhosa pq adorei o Mikkel, o Ulrich e gostei muito do Jonas. Além disso amei toda aquela chuva nas cenas e os cenários de 1986 e 1953. Pra mim foi nota 5/5. A segunda temporada já não gostei tanto, detestei as partes de 2050, o destaque no grupo de adolescentes que para mim eram todos insuportáveis: Martha, Magnum, Franciska e Bartosch e aquele final com a Martha falando que era de outro mundo. A única personagem que salvou a temporada foi a Cláudia. Adorei todas as partes dela. Daria nota 3.5/5. Mas mesmo assim estava com uma expectativa altíssima para essa última temporada, porém me decepcionei. Odiei todo destaque que a Martha teve na temporada, acho a personagem chata e totalmente sem carisma. A Eva era pior ainda, a Cláudia velhinha era maravilhosa. Essa Eva parecia uma múmia. Eu jamais seguiria ela. Uma das coisas que mais me irritou era todo mundo mentindo para todo mundo. O Jonas tentava fazer o que todo mundo mandava, mas cada hora alguém falava, o Adam mentiu para você, a Eva mentiu para você. E isso não só com o Jonas, mas com vários personagens. Aquele filho deles andando com as 3 fases da vida achei desnecessário e bizarro. Fiquei confusa em vários momentos, pq além de várias linhas do tempo, outro mundo, tinha outras realidades, não sei como se chama. Mas toda hora aparecer naquela cena várias versões da Martha em varias idades achei idiota, ou ter duas versões do Jonas adolescentes na hora do apocalipse mesmo no mundo 1 e não no alternativo. Não gostei disso. Comecei a temporada sabendo que teria engolir um mundo alternativo, mas outras realidades já achei demais. Do final apesar de ter sido supeeeeer forçado a Cláudia do nada deduzir que tinha um mundo original que criou dois outros mundos, eu gostei pq deu um destaque para ela que é uma personagem maravilhosa e ela foi bem esperta de ter enganado a Eva para entender os 2 mundos e convenceu o Adam a convencer o Jonas a acabar com tudo. Gostei das cenas finais com o filho do relojoeiro e da reunião na casa da Regina. Pelo menos terminei com uma sensação boa e não uma sensação de revolta. Mas nem de longe tive o prazer nessa temporada que tive nas primeiras. A maioria dos episódios eu ficava toda hora olhando quantos minutos faltava para acabar. Tirando o 7 que achei muito bom. Obrigada pela crítica, ótima como sempre!

Responder
Victor Martins 28 de junho de 2020 - 14:34

Apesar de ter gostado muito da temporada e ter achado o final MUITO satisfatório, reconheço que tinha material ali para mais uma temporada para tratar da história do Tannhaus e do mundo original com um pouco mais de cuidado e de forma menos apressada, e ter concluído a subtrama do Boris/Aleksander de uma maneira mais fluída. Ele poderia inclusive ser um viajante do mundo original.

Mas no geral foi uma grande série. Uma tragédia grega moderna.
Também dou meus parabéns aos editores da série, que tiveram o trabalho mais difícil de criar uma fluidez entre os diferentes tempos. Uma cena mal editada e tudo poderia ficar extremamente confuso.

E também a temporada me ganhou por ter trazido Courante, da Caroline Shaw, na trilha sonora novamente.

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 16:57

Entendo seu ponto, mas discordo. Mais uma temporada significa, forçosamente, a criação de novos momentos para “surpreender” o público e mais situações para enrolar ainda mais a coisa. Prefiro muito mais que algumas coisas fiquem de fora de explicações detalhadas em prol de um final definitivo do que o contrário que, aliás, é o que mais tem por aí…

Abs,
Ritter.

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 14:01

Agora, tenho que confessar, sentimental como sou, chorei com o momento “What A Wonderful World”.

Essa versão da Soap&Skin é bonita.

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 17:02

Bela versão mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Artur Montenegro 28 de junho de 2020 - 13:39

Eu ainda estou confuso sobre minha impressão com esse final da série. No geral, eu acho que não gostei do resultado, mas isso não tira o trabalho bem feito que a série apresentou nessas três temporadas. OBS: Como assim fizeram o velho da usina ser o pai de Regina??? Ele viu Claudia crescer, gente! (faz sentindo, portanto, ela assumir a presidência da usina e não Helge, além daquela cena em que ele dá gorjeta pra claudia garotinha, mas logo ali notei uma certa malícia).

Excelente texto, Ritter!

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 17:02

Obrigado, @arturmontenegro:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
El Dante 28 de junho de 2020 - 12:03

Eu durante a série: “Que dó do relojoeiro, todo mundo se aproveita dele pra alcançar seus objetivos egoístas nessas viagens do tempo”
Fim da série: A culpa de tudo isso foi do próprio relojoeiro kkkkkkkkk

Se até certo ponto o nó era um loop imutável, acham que todos os acontecimentos ocorreram centenas, milhares ou milhões de vezes (como os loops de Feitiço do Tempo ou No Limite do Amanhã por exemplo) até serem resolvidos rapidamente no fim?

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 17:02

Relojoeiro maldito!!!

O loop foi quebrado no fim. Acho que funcionou a resolução.

Abs,
Ritter.

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 10:24

Não gostei desta temporada.
O arco da Martha do outro mundo foi extremamente apressado. Não no sentido da quantidade de episódios, mas na forma como eles foram descobrindo tudo. Enquanto que no nosso mundo cada personagem lidava com um emaranhado de questões complexas até chegar a descoberta sobre a viagem no tempo, lá foi tudo rápido.

A pobre Martha aceitou um fardo terrível em apenas 3 dias. O que para Jonas foi necessário mais de um ano.

O roteiro com muitos erros (quando Martha salva Jonas no final da segunda temporada ela não tem qualquer arranhão no rosto. Já nesta temporada, até no flashback inseriram o arranhão).

É possível para Cláudia teorizar que ambos os mundos são na realidade um “erro na Matrix”. Mas é impossível ela descobrir qual foi a causa. Ela nunca teve acesso ao mundo original.

A execução do efeito de Schrodinger foi executado de uma forma totalmente arbitrária e sem preocupação com as consequências disto. Por exemplo, temos três versões da cena do apocalipse: uma que Jonas deixa o corpo de Marta. Outra que a Marta 2.0 o salva. E outra que o Adam o salva que é a que desencadeia o final da série, com eles viajando para o mundo original. Foi uma tragédia isso aqui: primeiro, Adam nunca havia conhecido Eva e nem mesmo sabia que ele havia tentado matá-la antes. Mas ele já foi disposto a mostrar a ela que, ela estava enganada e finalmente as coisas mudaram. Mas, espera: isto aconteceu antes de Jonas e Martha terem salvo o filho de Thanaus. Então, não era necessário destruir a origem para mudar as atitudes?

E outra, para cada versão Schrodinger existir, pressupõe que estamos falando de um multiverso. Então, a origem de fato foi destruída ou apenas em um multiverso dentre vários?

E o roteiro foi vazio, muito fraco, metade das palavras ditas foram “no meu mundo e no seu mundo”.

Todo o arco do Sic Mundus soa falso.

Por que Bartosz tatuaria na própria barriga o símbolo da Sic Mundus se ele era só um cara comum que queria voltar para casa, sabia que o velho do circo era doido, sabia que Jonas tava perdido, teve dois filhos e era um mecânico?

O Sic Mundus que era uma narrativa super interessante se mostrou vazia nesta temporada.

Enfim, decepção.

Responder
Ruqui 28 de junho de 2020 - 14:02

Acho que um equívoco do roteiro foi em estabelecer que os dois mundos foram gerados da criação da máquina do tempo quando parece, pra mim, é que o mundo-martha é, na verdade, uma consequência do mundo-Jonas. Sobre existir ou não previamente um multiverso, bom, os dois mundos foram criados pelo acidente com a máquina do tempo, pressupõe-se que energia liberada na explosão contribuiu para criação deles mais que o simples existência do fato. Caso contrário, teríamos uma infinidade de mundos gerados por ações simples…

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 15:08

Mas não faz sentido, para a conclusão. A série se baseava no conceito de que os atos e atitudes não poderiam ser alterados, certo? O que aconteceu, já havia acontecido.

Como é possível, Jonas, ainda jovem, ter viajado com Martha para o outro mundo? O Jonas que foi enviado por Adam, nem mesmo vivenciou o outro mundo. Pois não era o mesmo Jonas que Martha salvou. Então, temos aqui uma terceira versão dos fatos acontecidos no dia do Apocalipse. A série criou esse artífice com a idéia de que, quando ocorre a viagem entre mundos, uma nova versão da realidade é criada.

Quando Adam visita Eva, ela diz que aquilo já aconteceu, ele já havia matado-a antes, o que nos faz pensar que, embora se desenrole versões diferentes, os efeitos dessas versões já haviam acontecido no tempo.

Ou seja, Jonas tanto não viajou para o outro mundo, quanto ele viajou, e as consequências disso já se fizeram sentidas desde sempre (O Sic Mundus só foi capaz de criar a partícula de Deus pq Martha do outro mundo havia aparecido, e ela já havia salvo o outro Jonas).

Mas, se isso é verdade, então a versão que o Jonas jovem e a Martha vão para o outro mundo também já havia acontecido, e os efeitos disso já deveriam ser sentidos desde sempre. O que não aconteceu.

Então compreendemos disso que se tratava de um evento único e novo e que foi capaz de mudar um fato do passado. Oras, se isso é verdade, era possível mudar o passado de ambos os mundos.

Tanto mudou que, antes mesmo de Jonas e Martha lidarem com a origem do problema, Adam não matou Eva embora ela tenha dito que aquilo aconteceria. Os fatos mudaram. Sem necessidade de destruir a origem.

A série se contradisse totalmente.

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 17:03

Atos e atitudes dentro do loop não podem ser quebrados. Mas o loop em si pode ser quebrado. É como loop temporais são abordados em uma infinidade de obras e diria que funcionou bem aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 17:03

Então, Ritter, os atos foram quebrados antes de se quebrar o loop. Vide a cena de Adam e Eva.

planocritico 28 de junho de 2020 - 17:08

Aquilo faz parte da quebra do loop.

Abs,
Ritter.

Ruqui 28 de junho de 2020 - 17:03

Mas isso é explicado com a sobreposição de realidades naquele momento em específico, do apocalipse… Se Jonas adulto não lembrava de ter ido ao outro mundo por essa razão. por que Adam lembraria? Não aconteceu com ele. A realidade dele se protegeu jogando esse fato noutro lugar. Pensando bem, a simbologia pra esse ponto ser o cruzamento no infinito faz até bastante sentido… É um momento de intersecção, sem que um interfira diretamente no outro, mas ainda assim dependentes. Logo, faz sentido que sejam duas rotas bugadas originadas de um mundo base. Agora como esses dois mundos não lembram de vivenciar o novo fato? Bom, liberdade poética e bem dramática pra uma questão filosófica bem presente quando se discute viagens no espaço tempo e afins. Se em teletransporte nos perguntamos se quem vai chegar no destino será exatamente a mesma pessoa, aqui a questão seria: com o passado alterado, a nova versão da pessoa seria a mesma com a memória apagada ou uma entidade completamente diferente? Parece-me que os roteiristas escolheram a segunda opção, separando esses mundos da nova linha (por isso eles não recordam) e condenando-os.

Responder
Alain Oliveira 29 de junho de 2020 - 15:55

Não é que o loop não pode ser quebrado ou que o passado dos mundos 1 e 2 não pode ser mudado. É que a Eva controlou tudo para que o ciclo sempre se repetisse para manter o filho dela vivo, sendo que o filho dela é a origem de tudo. Ela controlou até mesmo o Adam. A medida que o loop vai sendo quebrado, quando Claudia engana Eva, coisas no futuro vão mudando, até o ato final onde a morte do filho do Tannhaus é evitada e os outros mundos somem.

Claudia é a simbologia perfeita da serpente que enganou Eva.

O contexto da morte da Eva pelo Adam não foi explicado (que me lembre), mas ele pode ter ido ao encontro dela como último recurso ao não ter conseguido quebrar o loop após matar a Martha e o seu filho com a energia dos apocalipses. Logo, o encontro deles em si, não faz parte da quebra do loop.

Responder
The Question 24 de julho de 2020 - 21:52

É o ciclo infinito! para que Joanas e Martha pudessem viajar ao mundo Genesis e salvar o filho do Tanhaus, faz-se necessária a criação da máquina do tempo para que seja possível depois de 33 ciclos de 33 anos tudo pudesse ocorrer novamente. Claro, isso levando em consideração o princípio das realidades paralelas:
1- ao chegarem à Terra Genesis, os dois salvam a família Tanhaus, anulando as Terras 1 e 2.

2- Nessa outra realidade, o filho do Tanhaus morre, este inconformado com a perda, cria a máquina do tempo e temos o início/fim de tudo.

Responder
Alain Oliveira 29 de junho de 2020 - 16:28

Não é necessário destruir a origem para mudar as atitudes. As atitudes são independentes, porém são manipuladas ou ocorrem pela falta livre arbítrio inconsciente dos personagens, que nas mesmas circunstâncias, sempre tomaram a mesma decisão. Destruir a origem destrói tudo que veio depois dela.

Bartosz ao fim acabou se tornando um servo do Adam, só é impossível imaginar isso se o Adam não tivesse conseguido dominar a viagem no tempo, sendo desacreditado. Quem recepciona a Hanna com a Silja é o próprio Bartosz que reconhece no ato a Silja devido à cicatriz no olho. Logo, não é difícil para ele aceitar acreditar no Adam com o promessa de fazer existir os filhos que ele teve com a Silja.

Responder
Álvaro Costa 28 de junho de 2020 - 10:18

Eu também quis ser chato e percebi essa exposição no texto do terço final, mas na minha opinião a direção e o elenco souberam carregar essa exposição final, sem incomodar. O elenco foi um grande diferencial mesmo.

Então a pergunta é: alguém conhece algum outro trabalho dos atores?

Responder
Victor Martins 28 de junho de 2020 - 13:53

Oliver Masucci (Ulrich) interpretou Hitler na comédia Ele Está de Volta, na Netflix. Inclusive tem crítica no site. O Luiz Santiago deu 5 estrelas.

Louis Hoffmann é um ator muito premiado lá na Alemanha. Procura aí Terra de Minas e Freistatt, para ambos ele ganhou prêmios de melhor ator e melhor ator coadjuvante.

E a Lisa Vicari (Martha) tem Issi and Ossi, que é uma comédia romântica bem genérica que está na Netflix. Além de Luna – Em Busca pela Verdade, que já passou algumas vezes na Rede Globo

Responder
Álvaro Costa 30 de junho de 2020 - 11:14

Nossa, Já vi Ele está de volta e não reconheci o ator hehehe

Obrigado pelas indicações.

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 17:03

Só mesmo o Oliver Masucci. O restante é uma coleção de desconhecidos para mim…

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 28 de junho de 2020 - 14:34

Apesar de ter gostado muito da temporada e ter achado o final MUITO satisfatório, reconheço que tinha material ali para mais uma temporada para tratar da história do Tannhaus e do mundo original com um pouco mais de cuidado e de forma menos apressada, e ter concluído a subtrama do Boris/Aleksander de uma maneira mais fluída. Ele poderia inclusive ser um viajante do mundo original.

Mas no geral foi uma grande série. Uma tragédia grega moderna.
Também dou meus parabéns aos editores da série, que tiveram o trabalho mais difícil de criar uma fluidez entre os diferentes tempos. Uma cena mal editada e tudo poderia ficar extremamente confuso.

E também a temporada me ganhou por ter trazido Courante, da Caroline Shaw, na trilha sonora novamente.

Responder
httbiel 28 de junho de 2020 - 09:53

O que me deixou mais aliviado após assistir tudo é que dá a sensação de ser uma série bem planejada haha Desde a primeira temporada até a terceira, não tenho reclamações tão grandes com a história e admiro o fato dos produtores não prolongarem a série. Dark começou bem e termina bem, admirável pra mim

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 17:03

Exato. A chave foi não terem prolongado a série. 26 episódios e pronto e não 260 episódios…

Abs,
Ritter.

Responder
Victor 28 de junho de 2020 - 03:37

Fiquei um pouco decepcionado com algumas pontas soltas e a relevância de certos personagens que beiram a quase nada. Magnus e Franciszka fazem uma figuração nessa temporada não realizando nada de relevante. Toda a trama da segunda temporada envolvendo o Aleksander e seu abrupto aparecimento e interessa na usina, Clausen e a carta que foi enviada, simplesmente desaparece. A ideia do filho do Jonas e da Martha ser pai do Tronte não tem como funcionar, há não ser que ele esteja nos dois mundos dando uns pegas na Agnes. Porque cargas d’água Egon do mundo-Martha é enviado para encontrar a Hannah no fim do mundo (enquanto ela parece sofrer um aborto), se nada daquilo vai para frente? Qual era a real importancia da Charlotte? Porque toda a abertura da trama do Tanhaus cego e da mãe dele ter o relógio da Charlotte, se nada disso teve profundidade?
Entendo que deixar algumas perguntas em aberto seja legal, mas é que Dark não parecia ter nada desnecessário ou a toa, quando na verdade, teve MTA coisa.

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 13:53

Quanto a carta de Clausen, provavelmente foi o filho de Martha e Jonas que enviou, pois este é o único personagem que repetiu o texto da carta. Agora, ainda assim, é vazio. A série que parecia ser complexa, no fim das contas pareceu uma colagem de fatos. O filho de Jonas e Martha, por exemplo, não tem uma exposição muito bem construída. Ele era só mais um capanga sanguinário. Soa até estranho por que construíram o personagem como um psicopata. Por que diabos a necessidade das três gerações juntas matando pessoas?

A sensação que eu tenho é que o roteirista se perdeu e mudou a atitude da série.

Responder
Menezes 28 de junho de 2020 - 20:28

No fim parece que é só uma colagem aleatória que queria chocar o expectador com sua fia ser sua mãe e outros casos parecidos, o esquema Charlote – Elizabeth não tem qualquer função além disso, tudo que ocorre ali não necessitaria dessa dupla maternidade. E isso vale pra tudo que não acaba sendo explicado e cai simplesmente na solução de existe outro mundo e que nada disso existe de fato.co

Responder
nuwgott 28 de junho de 2020 - 21:24

Pois é. Filha da filha que foi quem sequestrou a si mesma com o auxílio de sua mãe que é também sua filha.

Responder
Lucas Aquino Dos Santos 29 de junho de 2020 - 08:05

Acho que existem questões que trabalham em prol da tragédia e em mostrar que aqueles dois mundos são terríveis e que o loop causa um extremo sofrimento humano. Por que os filhos sacrificam os pais e os pais sacrificam os filhos? Jonas faz seu pai se suicidar e mata a sua mãe, Noah mata o seu pai, Cláudia mata seu pai e manda matar sua filha e Agnes mata o seu irmão. Por que eles próprios trazem sofrimentos a si mesmos? Charlotte e Elizabeth causam sofrimento a si mesmas. Nada ali é aleatório e irrelevante, são erros destes mundos diatorcidos. Veja, o Mads nasceu para ser morto ainda adolescente num loop infindável.
Pra mim, como telespectador esse vai e vem temporal, esse loop ficou cansativo. Imagina para os personagens que vivem aquilo sempre.

O terceiro mundo foi estabelecido desde o início da série. “A triquetra”, diz o Adam. A abertura da série, o número 3. No diálogo entre o Estranho e o relojoeiro é falado da necessidade de uma “terceira dimensão”.
O HG Tanhaus quer salvar a neta, assim como o seu bisavô quis salvar a esposa. A viagem no tempo é a solução para dar vida aos mortos. Ao fazer isso, ele divide o seu mundo em dois, cria um “erro da matrix”, causa tragédias familiares, mas ganha a sua “neta” de volta, que surge do pior paradoxo de bootstrap da série.

Sobre o filho de Adam e Eva, achei ele caricato e é difícil engolir que a Agnes teve um romance com ele. Mas por outro lado, visto que a luta entre os seus pais gira em torno da sua existência e que ele é o maior erro daqueles mundos distorcidos, talvez justifique a sua psicopatia. Ou também essa frieza tenha adquirida na repetição dos atos milhares de vezes (Jonas sofre na morte do seu pai, mas é cruel e frio na da sua mãe).

Cesar 3 de julho de 2020 - 03:10

Mas a série COMEÇA dessa forma. O maior evento da temporada 1 é a revelação que o suicida é o primeiro viajante do tempo que nós vemos na tela. Mikkel é Michael, e pai de Jonas… Ou seja, essa façanha está na serie desde o piloto, e se repetia em ciclos infinitos nas familias principais da trama… Por isso nao vejo qualquer logica em comentários assim. A coisa ta lá desde o episodio 1!

Responder
planocritico 28 de junho de 2020 - 17:04

Sei lá, mas, para mim, personagens como Magnus e Franciszka sempre fizeram figuração na série. São personagens que existem para estabelecer um ecossistema crível, mas que não tem desenvolvimento próprio. Acho isso bem comum até.

Abs,
Ritter.

Responder
Alain Oliveira 29 de junho de 2020 - 15:32

Alguns personagens têm relevância para que alguns acontecimentos ocorram. A trama envolvendo o Clausen e o Aleksander, no mundo 1, existe apenas para desencadear o apocalipse. Assim como no mundo 2 a trama do Aleksander também desencadeia o apocalipse. A Charlotte também têm extrema importância no apocalipse, pois ela era a investigadora dos desaparecimentos e que insistiu que se investigasse a usina levando a todo o desastre. O apocalipse é um dos maiores acontecimentos da série, então ela e o Aleksander no mundo 2 e mais o Clausen no mundo 1 tem importância fundamental.

A Hanna do mundo 1 viajou no tempo para dar origem à Silja. No mundo 2 ela também precisava voltar no tempo para se relacionar com o Egon do passado e ter à Silja lá. Faz sentido que seja o próprio Egon que o faça.

Alguns personagens parecem ter uma importância muito pequena, mas cada fato, por menor que seja, é um catalisador de vários outros.

Responder
Ruqui 28 de junho de 2020 - 03:07

O final me fez lembrar do desfecho de Legion, embora seja algo bem comum em narrativas de viagem no tempo o destino de antigos futuros ser a destruição… Sobre os dois mundos serem originados de outro, pelo menos pra mim parecia bem lógico assim que se descobre que a bagunça genealógica temporal existe lá. Logo, não tinha como ser natural, por isso não engoli que a origem era aquilo que inicialmente afirmavam rs

De qualquer forma, apesar de toda essa complexidade das conexões serem um bom atrativo, que fazem a fama de Dark, o verdadeiro forte desse elemento é nos mostrar as razões pelas quais os personagens estão presos nesse loop. Pelo amor que sentem pelos seus entes queridos, de não querer perdê-los. Apesar de que o roteiro reforça essa prisão com a formidável força do destino. Considero esse aspecto mais sensacional do que como muitos fãs costumam vender a série. E é mais sensacional que no fim das contas tenham aproveitado toda a série dessa maneira e não com a falsa necessidade de ter que entender toda uma árvore genealógica.

Sobre a última cena, apesar de ficar um tanto em aberto, quero acreditar que é um final feliz, que realmente venceram o destino e as poucas similaridades não sejam mais que inofensivos ecos de mundos que não existem mais, sendo a queda de energia não mais que algo banal por causa da chuva. Por outro lado, uma vez que uma força sobrenatural, além do desejo dos protagonistas, interferia pra manter os ciclos, me faz pensar que talvez essas coisas possam acontecer no mundo original de alguma forma, tal qual o dia do julgamento final em Exterminador do Futuro. É bem comum em narrativas de viagem no tempo que o tempo faça de tudo para preservar o que pode de linhas primordiais. Creio que isso faça mais sentido na razão de os mundos de Jonas e Martha serem tão similares do que isso ser causado pela mera existência deles e seus egoísmos. Isso explicaria termos uma Charlotte e um novo Jonas no final (embora possam ter apenas o mesmo nome…), como se naqueles mundos alternativos o tempo burlasse até a biologia para que eles existissem. Enfim, tudo especulação minha. Um final realmente bem satisfatório.

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planocritico 28 de junho de 2020 - 17:03

A última cena é bem bolada, pois estabelece déjà vu e dá a entender que ou há outros mundos ou que talvez até eles ali naquele jantar estejam dentro de um novo loop. Mas, por outro lado, fica só a sugestão mesmo.

Abs,
Ritter.

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Beatriz Lynch 28 de junho de 2020 - 01:50

Serio… foi complicado… mas no fim senti meio que uma “missão completa”, pelo menos valeu a pena toda essa “loucura”, mas me surpreendo é o senhor no auge dos seus 73 anos (kkkkkk) ter conseguido acompanhar historia tão complexa, tiro o chapeu xD minha versão favorita do Jonas foi a do meio(de barba e visual badass)e a sua?

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planocritico 28 de junho de 2020 - 01:50

Qual a minha versão favorita do Jonas? Ora, fácil: a que é mais parecida comigo, ou seja, com a minha aparência e a minha idade, ele lá deformadinho e velhinho de traje preto com gola alta lá de 2053 (ou sei lá que ano era aquele…).

Abs,
Ritter.

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Beatriz Lynch 28 de junho de 2020 - 02:28

Muito boa kkk (é… não ta tão velho assim).

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Gabriel Silva 28 de junho de 2020 - 01:31

Ritter, qual seria hoje o seu top 5 (ou 5 séries, sem ordem) recomendações do catálogo da Netflix

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planocritico 28 de junho de 2020 - 01:43

Olha, pegando geral do catálogo, ou seja, séries que são originais ou não do Netflix, diria que é algo assim:

– Better Call Saul com Breaking Bad correndo por fora;
– The Crown
– Monty Python’s Flying Circus
– Fargo
– Black Sails

Mas tem VÁRIAS outras que eu recomendaria igualmente, como Cristal Encantado: A Era da Resistência, The OA, Grace and Frankie, After Life, The Get Down, O Príncipe Dragão, todas as da franquia Star Trek, Peaky Blinders, Brooklyn Nine Nine, Sense 8, Sherlock, Black Mirror, White Gold, Derek, Community.

E eu devo estar esquecendo de uma penca de outras, pois o que não falta é série boa no catálogo de lá.

Abs,
Ritter.

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Beatriz Lynch 28 de junho de 2020 - 02:28

Stranger Things e Orange is The New Black.

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planocritico 28 de junho de 2020 - 02:37

Não falei que eu devia estar esquecendo de algumas? OITNB é sensacional!

Abs,
Ritter.

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Beatriz Lynch 28 de junho de 2020 - 11:00

Mudei de opinião, vc esta velho (kkkkk), essa vai se tornar lenda, a Netflix como um todo foi um grande acerto pra cultura do entertrenimento em si.

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